mudar de profissão aos 40

Mudar de profissão: quando é preciso se reinventar depois dos 40 anos

Você já pensou em mudar de profissão aos 40 anos? Em um primeiro momento parece exaustivo, mas quem conseguiu virar a chave costuma dizer que é libertador. Até porque a tecnologia, a medicina e os hábitos mudaram tanto que já faz tempo que os estereótipos de idade estão ultrapassados, não é mesmo?

Priscila Simoni é uma dessas profissionais que decidiu se reinventar aos 40 anos e começou a estudar programação. Mas a mudança de carreira já começou bem antes disso. Formou-se primeiro em química e como era de se esperar foi trabalhar em um laboratório. Não se acostumou com o cheiro de solventes e outros reagentes. Mudou para a enfermagem, trabalhou em hospitais e chegou a direção. Era correria demais para quem queria qualidade de vida e mais tempo com a família.

Largou tudo e virou nômade digital. Passou por 11 países e decidiu fixar residência quando a filha mais nova entrou em idade escolar. Optou por Florianópolis pela qualidade de vida. Mas, há 5 anos trabalhando como freelancer, escolheu  programação para voltar ao mercado formal de trabalho.

Pra ela, mudar de profissão aos 40 anos tem sido desafiador e motivador ao mesmo tempo. “Sair da zona de conforto traz uma satisfação interior e, ao mesmo tempo, um turbilhão de desafios. Precisamos ser reconhecidas pela nossa habilidade e não pela nossa idade Além disso, temos que nos destacar em nossa nova área de atuação para se destacar no mundo dos jovens”, acrescenta.

Você se identificou com a história da Priscila, também está pensando em fazer este movimento de mudar de carreira e não sabe por onde começar? Continue a leitura deste post e acompanhe as nossas dicas

A maioria dos brasileiros está infeliz no ambiente de trabalho

O índice de infelicidade no trabalho está alto no Brasil. Uma pesquisa realizada em 2018 em 21 estados apontou que cerca de 90% dos brasileiros estão insatisfeitos com seus empregos. Desse total, 36,52% não estão felizes com as atividades que desenvolvem no trabalho atual e, 64,24% gostariam de mudar de carreira, assumir novas responsabilidades e se dedicar a atividades totalmente diferentes para se sentirem mais felizes.

Entre os fatores apontados por esse alto índice de infelicidade no trabalho estão:

  • Definição da profissão muito cedo;
  • Trabalho desenvolvido sem propósito, apenas para ganhar dinheiro;
  • Rotina estressante;
  • Falta de tempo com a família;
  • Poucas horas de sono;
  • Má alimentação;
  • Sedentarismo.

Toda  esta insatisfação tem gerado muitos problemas de saúde nos brasileiros: ansiedade, síndrome de burnout e depressão são alguma delas. Tanto que a Organização Mundial da Saúde fez um alerta sobre o alto índice de depressão em brasileiros: 5,8% da população sofre deste problema, colocando o país no topo da lista de casos na América Latina.

O último Anuário do Sistema Público de Emprego e Renda do Dieese mostrou um salto de 146 mil para 181 mil casos de afastamento por doenças profissionais de trabalho, entre os anos de 2005 e 2015. A faixa etária que mais deixou o seu cargo para se recuperar de algum problema de saúde foi a que compreende os 30 e 39 anos (53,82%), seguido das pessoas com idade entre 40 a 49 anos (48,32%) e mais de 50 anos (48,71%). Muito embora, nem todos os afastamentos estejam ligados a problemas psicológicos, as estatísticas ligam um alerta: é preciso se reinventar!

Cresce o número de brasileiros que mudaram de profissão

Mudar de profissão não é fácil, como Priscila mesmo alertou no início do texto é um misto de desafio e motivação. Esse movimento rumo a uma carreira com mais propósito, que promova mais qualidade de vida e tempo de qualidade da família também tem aumentado por aqui.

Em 2016, a Catho realizou uma pesquisa com os profissionais que buscavam por recolocação e descobriu que, 18% desses profissionais, gostariam de oportunidades fora de sua área de formação. Já esta reportagem do jornal Folha de S. Paulo traz uma série de história de pessoas que resolveram dar uma guinada na carreira depois dos 40 anos.

Os profissionais entrevistados apontaram questões como:

  • Dificuldade na área de atuação;
  • Mudar de profissão depois de fazer a mesma coisa anos seguidos;
  • Voltar para a faculdade e começar um novo curso.

Um dado motivador da reportagem Aumenta número de trabalhadores que muda de profissão aos 40 anos é que as empresas começaram a ver vantagens em trazer para o time profissionais mais experientes, como a tolerância, experiência e maturidade para lidar com algumas situações no ambiente de trabalho.

Falta muito para me aposentar e quero mudar de profissão, e agora?

A medicina tem evoluído, a forma de trabalhar alterou substancialmente nas últimas décadas. Somos pessoas ativas, hábeis e dispostas a continuar contribuindo para a sociedade. Passamos boa parte da vida trabalhando para garantir uma independência financeira, adquirir bens e realizar projetos.  Para quem teve a oportunidade de integrar o time de uma empresa, ter a sua contribuição previdência em dia e conseguiu amealhar uma poupança poderá depois de 35 a 40 anos de trabalho, parar e desfrutar de novos momentos. Mas e quem não conseguiu isso?

E quando mais precisa vê seus rendimentos serem reduzidos, seu tempo fica ocioso, não tem mais um grupo de pessoas para trocar ideias diariamente ou mesmo nunca soube como é ser o gestor do seu tempo? O que muitos não imaginam é que neste momento da vida, passarão a enfrentar problemas por não saber que caminho seguir.  Essa angústia também pode surgir no momento de uma demissão inesperada. Tais situações não são motivo para desespero, com calma e algum direcionamento é possível resolver os contratempos e descobrir novas possibilidades.

Fomos educados e moldados na forma do trabalho com base na revolução industrial onde era preciso um espaço físico, a rigidez de um horário e um salário recebido pelos serviços prestados. Para muitas pessoas não ter esse “endereço comercial” é perder parte da sua identidade. Por longo tempo somos reconhecidos como o “Fulano da empresa tal” ou o “Beltrano da empresa Y”. Quando perdemos essa identidade que nos acompanhou por vários anos, ficamos desnorteados e não sabemos como agir porque não fomos educados para isso.

Com a prática de esportes, a evolução da medicina, as novas formas de se viver e de se conectar, é fato que viveremos muito mais tempo do que os nossos avós e bisavós. Não somos mais “velhinhos” quando atingimos 60 ou 70 anos. Temos inteligência emocional suficiente para seguir uma nova carreira ou um novo estilo de vida.

Se você quer mudar de carreira, foi demitido de forma inesperada ou pretende empreender depois dos 40 anos, o primeiro passo é se reconectar com a sua essência, tirar um tempo para si, cuidar da saúde e até mesmo desenvolver um novo hobby.

Feito isso, é hora de arregaçar as mangas e voltar para o mercado de trabalho. Para tanto, as dicas são:

  • Invista em autoconhecimento;
  • Enxergue novas possibilidades;
  • Volte a estudar. Atualize-se;
  • Seja mais flexível e adaptável;
  • Faça um plano de carreira.

Abre-se uma gama de oportunidades que normalmente não se tem tempo para parar, avaliar e conhecer. Existe uma excelente oportunidade de continuar trabalhando através da reinserção no mercado de trabalho, ou abrir um negócio próprio ou até mesmo trabalhar como autônomo em áreas antes nunca imaginadas.  A consultoria especializada também é uma opção, com a vantagem que essas atividades serão remuneradas permitindo uma renda adicional ao seu orçamento pessoal.

Para quem não precisa de uma renda extra, existe a opção de atividades sociais que traga uma realização como: dança, viagens, artesanato, esportes, trabalhos sociais. Participar deste tipo de atividades amplia a rede de contatos e gera novas amizades, eliminando o sentido de vazio e da falta do que fazer.

Se você se identificou em algum dos itens colocados neste artigo, compartilhe conosco.

Lean Canvas: como modelar uma plataforma de negócios multilateral

Indicado para startups e ideias em desenvolvimento, o método Lean Canvas é uma variação do Business Model Canvas.  Se antes o modelo buscava renovar as formas de criar e analisar modelos de negócio, o Lean Canvas surge com o propósito de compreender as fundamentações de um empreendimento de sucesso.

Esses fundamentos  passam pela proposta de valor, os canais de atuação e o relacionamento com o cliente. Confira neste artigo como o Lean Canvas  tem auxiliado empreendedores a construir novos negócios e conheça exemplos de sucesso que abraçaram e exploraram esse modelo.

Lean Canvas: o conceito

O Lean Canvas é considerada uma adaptação do modelo Business Model Canvas e foi criado pelo engenheiro elétrico Ash Maurya. Maurya desenvolveu o modelo a partir da leitura do best seller Business Model Generation, que o levou a questionamentos como:

  • O que se deu na trajetória até o sucesso de empresas como Apple e Skype?
  • O que aconteceu com essas empresas antes de adotarem o modelo Business Model Canvas?

Esses questionamentos levaram a criação de um modelo com foco no desenvolvimento de startups.   Isso significa que o Lean Canvas leva em consideração o aprendizado inicial e o desenvolvimento da ideia com base nos conceitos vistos no Business Model Canvas.

Business Model Canvas x Lean Canvas

A principal diferença entre os dois modelos está na estrutura. Enquanto o Business Model Canvas possui é composto por oito conceitos, o Lean Canvas foi reduzido a quatro:

1. Problema

No Lean Canvas, o foco do empreendedor deve ser entender o problema para, só depois, seguir com o desenvolvimento da solução. Essa prática evitaria o desperdício de tempo, dinheiro e esforços ao construir produtos que não respondem às expectativas e necessidades principais do público.

2. Solução

A solução buscada pelo empreendedor fica mais clara ao entender o problema. Por essa conclusão, Maurya definiu esse campo com um box menor.  Para Maurya, por ser a caixa de solução menor, a definição de um MVP (Produto Mínimo Viável) ficaria mais alinhada e objetiva.

3. Métricas

No Lean Canvas o empreendedor é orientado a focar em poucas métricas-chaves, e sempre optar por aquelas consideradas fundamentais, como o valor da solução apresentada.

4. Vantagem diferencial

Também chamado de “vantagem injusta”, esse campo é deixado em branco nos Lean Canvas em início de processo. Esse campo seria uma espécie de proteção do sucesso do negócio nos momentos de maturação da startup.

Para Maurya, esse campo serve como um incentivo de encorajamento ao empreendedor para que ele possa construir sua vantagem diferencial, em momentos em que a concorrência aperta ou mesmo busca copiar suas ideias.

De forma resumida, a vantagem injusta é a chave diferencial do negócio quando ele é copiado por outros empreendedores.

É importante destacar que o Lean Canvas não substitui o Business Model Canvas. Muito pelo contrário, eles são complementares em uma etapa fundamental para qualquer empreendedor: a aprendizagem do negócio.

Empresas de sucesso com Lean Canvas

O Lean Canvas surgiu em 2009, e desde então tem sido adotado por diversos empreendedores que conquistaram negócios de sucesso.

Fintechs como Nubank e Banco Neon são exemplos de empreendimentos que utilizaram o Lean Canvas em complemento ao Business Model Canvas e estão se destacando em seu mercado de atuação.

O Nubank é uma startup brasileira que reconheceu a cobrança de anuidades em cartão de crédito um problema a ser resolvido. Nasceu então uma solução que conquistou diversos brasileiros e chamou a atenção dos concorrentes.

Tanto é que outros bancos digitais, como o próprio Banco Neon, acabaram seguindo o mesmo modelo de negócios, que se baseia na mobilidade e em transações online.

A medida que o negócio do Nubank cresce e chama a atenção da concorrência, a startup utiliza de sua vantagem diferencial e lança soluções complementares a inicial, ganhando mais espaços e encantando mais clientes.

O Lean Canvas traz a tona uma ideia aparentemente simples, mas fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento: o foco em buscar soluções que, de fato, respondam ao problema de um público alvo.

A visualização dessa estratégia permite aos empreendedores uma avaliação mais clara e objetiva das razões fundamentais do surgimento de uma nova empresa. Em resumo, é como se a startup já nascesse com um objetivo e uma funcionalidade estabelecidas: resolver problemas.

O empreendedorismo exige aprendizado constante e a observação e entendimento de modelos que são sucesso. E é justamente por isso que startups de sucesso abraçaram o Lean Canvas em seu processo de criação.

Agora é com você: complemente o Business Model Canvas com o modelo Lean Canvas e identifique de forma mais clara e eficiente a real razão do surgimento de uma nova startup e da aplicabilidade de suas ideias empreendedoras.

Modelo de negócio e estratégia: você sabe qual a diferença?

No mundo dos negócios uma das palavras mais utilizadas em reuniões, networking e meetups deve ser estratégia: de negócios, vendas ou marketing. Não importa o tipo, na maioria dos casos, o verbete é apresentado como tudo que é importante ou desafiador. Outro ponto que também gera bastante confusão é a palavra ser empregada como sinônimo para modelo de negócio.

E não é por menos, já que os dois termos estão bastante conectados. Mas, a grande verdade, é que eles contam com significados distintos. Estratégia tem a ver com o posicionamento da empresa para ganhar vantagem competitiva. Já o modelo de negócio descreve a forma com que uma empresa opera para criar valor, resolver as necessidades e, consequentemente, entregar valor para os clientes e também a forma com que lucram e se mantém firme no mercado.

O objetivo tanto de estratégias competitivas quanto repensar o modelo de negócio é um só: gerar lucro para os stakeholders e entregar valor ao resolver as necessidades dos clientes.

Quer saber mais sobre as diferenças entre os dois termos? Continue a leitura do artigo e entenda a importância de reinventar o modelo de negócio.

Modelo de negócio, termo antigo que se reinventou com a tecnologia

Tudo hoje é chamado de Modelo de negócio, apesar de ser tão antigo quanto o mundo corporativo. Ficou popular com o surgimento das primeiras empresas virtuais (no post Business Model You conto essa história) e trago uma visão integrada e criteriosa de propósito, processos, custos, clientes, relacionamento e fontes de receita.

Um modelo de negócio eficaz é amparado em boas estratégias organizacionais que, por sua vez, avaliam questões internas – que também fazem parte do negócio – e externas, especialmente o que se refere à concorrência e às tendências do mercado. O que está sendo feito por meus concorrentes, o que o meu cliente está esperando, como posso me destacar? As respostas podem dar origem a grandes estratégias organizacionais.

As Organizações exponenciais, por exemplo, crescem dez vezes mais ao investir em equipes por demanda, cultura de inovação e holocracia. Já as plataformas de negócios movimentam bilhões de dólares e transformaram várias startups em unicórnios. Tudo isso porque empreendedores criativos pegaram uma ideia antiga (conectar consumidores e empresas que vendem produtos, como os shopping centers), alinharam a inovações tecnológicas e desenvolveram aplicativos de delivery de comida, transporte e aluguel de quartos mais baratos em viagens, facilitando assim a vida de empresas e consumidores que pedem ou aceitam serviço com apenas um click.

Para saber mais sobre o sucesso das empresas que investiram no modelo de negócio plataforma, leia o artigo: Plataforma de negócios: o que são e como impactam o mercado.

Estratégia e modelo de negócio em sintonia

Com a estratégia definida, olhamos para o modelo de negócio: os dois conceitos estão em harmonia? Muitas vezes, a estratégia requer custos inviáveis para a realidade da empresa. Precisamos contar, portanto, com a flexibilidade para fazer ajustes e correções. Aqui temos uma semelhança: modelo de negócio e estratégia precisam ser maleáveis e mutáveis para acompanhar as mudanças do mercado, hábitos de consumo e expectativas da própria companhia. O processo é contínuo e permanente.

Por isso, é essencial pensar, simultaneamente, em objetivos e nos caminhos para atingi-los. É comum, nesta fase, utilizarmos ferramentas de análises ambientais e de planejamento, como benchmark, desk research, matriz GUT (análise da Gravidade/Urgência e Tendência, Design Thinking, Análise de Dados e o Canvas. Há uma variedade de técnicas e abordagens, revistas e recriadas com frequência por especialistas, para auxiliar as etapas de criação, validação e execução de estratégias e modelos de negócios. Saber usá-las já é um diferencial competitivo.

A estratégia pode dar errado?

Sem dúvida! Assim como o caminho para a inovação, a criação de estratégias é repleta de altos e baixos. Afinal, estamos falando de hipóteses que podem alavancar vendas, mudar posicionamentos, oferecer algo pioneiro ao mercado. Se até mesmo o estrategista militar precisa lidar com o fracasso de uma operação, um gestor preparado deve encarar os riscos de sua tática. Como falei anteriormente, a barreira pode ser o orçamento, mas também a cultura corporativa, o despreparo dos gestores ou a falta de dados sobre mercados e consumidores.

Outro ponto essencial é compreender que a estratégia deve ser testada, assim como qualquer outra hipótese que pode impactar seu negócio. Lembra dos conteúdos sobre Design Thinking, que abordavam ideias, empatia, aplicações e resultados? Pois bem, execução e avaliação também estão presentes aqui.

Tudo está conectado e faz parte de uma realidade empresarial que prioriza cada vez a capacidade de inovação e o poder de transformação.

Você está pronto para essa conexão?

 

Estratégia Empresarial: de Peter Drucker à escola empreendedora, o que mudou?

Quando Peter Drucker, conhecido como pai da administração moderna, escreveu frases como “A administração é um processo operacional composto por funções como planejamento, organização, direção e controle”, não imaginava que décadas depois não apenas a estrutura organizacional mudaria como também o empreendedorismo seria ensinado e vivenciado no ensino básico, criando programas como  a “escola empreendedora.”

Um  termo que  evoluiu bastante ao longo das últimas décadas foi a palavra Estratégia. O verbete tem sido utilizado para descrever tudo o que é importante dentro de uma empresa de forma que é descrita de uma maneira e utilizada de outra. Henry Mintzberg, no livro Safari da Estratégia, afirma que “estratégia é um padrão, um comportamento coerente ao longo do tempo, que vai além da definição de visão, competências e capacidades”.

Para ele, formular estratégias nas organizações tem quatro grandes vantagens:

  • Estratégia direcionadora: identifica o rumo da organização para que mantenha uma linha coesa;
  • Reunindo esforços: conduz as atividades da equipe em uma única direção;
  • Estabelecendo a organização: faz com que os colaboradores entendam os pilares da empresa e consiga diferenciá-la das outras;
  • Estimula a correlação: o objetivo da estratégia aqui é simplificar a forma com que a empresa está inserida no mercado em que atua e definir uma forma para que possa se movimentar.

É claro que cada tipo de estratégia também traz desvantagens e vários pontos de atenção. E como essa formulação não é algo simples, Mintzberg concluiu que os especialistas sobre o tema só conseguem enxergar uma parte da complexidade do assunto. Assim, surgiram as 10 escolas de formulação estratégica.

As 10 escolas de formulação estratégica de Mintzberg

As escolas são organizadas em três grupos de naturezas distintas: prescritiva, descritiva e integrativa. As primeiras focam na forma com que as estratégias devem ser reformuladas e não como surgem ou se formam. Nas escolas de natureza prescritiva o destaque vai para  o planejamento formal, são elas:

  • Escola Design – cujo o processo de formulação é a concepção
  • Escola de Planejamento – cujo o processo de formulação é formal
  • Escola de Planejamento – cujo processo de formulação é analítico

Já as escolas de natureza descritivas estão focadas em explicar como as estratégias são de fato formuladas e como os líderes e outros stakeholders da empresa se envolvem neste processo. São elas:

  • Escola empreendedora: cujo processo de formulação é visionário
  • Escola Cognitiva: cujo processo de formulação é mental
  • Escola de Aprendizado: cujo processo de formulação é emergente
  • Escola de Poder: cujo processo de formulação é de negociação
  • Escola Cultural: cujo processo de formulação é coletivo
  • Escola Ambiental: cujo processo de formulação é reativo

Por fim, a Escola de configuração é de natureza integrativa e seu processo de formulação é o transformador.

Hoje, vamos focar nas estratégias de duas escolas: a Escola Empreendedora e a Escola de Aprendizado. Confira abaixo:

Escola Empreendedora

Na Escola Empreendedora o desenho da estratégia é todo conduzido por um líder, que pode ser o principal executivo da organização. Cabe a esse profissional a responsabilidade de não apenas guiar sua equipe, mas também de incluir novos elementos para os processos por meio da sua intuição, julgamento, sabedoria e experiência.

Como o pensamento central da escola empreendedora é a visão do líder, Mintzberg sugeriu que essa estratégia é flexível e a alinhada aos valores dessa liderança. É claro que concentrar toda a gestão do conhecimento de uma empresa em uma única pessoa pode trazer riscos à organização. No entanto, é preciso ressaltar que a escola empreendedora funciona muito bem para empresas pequenas e que contam com uma estrutura simples.

É preciso ter muito claro que, à medida que à organização cresce, a visão desse líder deve ir perdendo relevância tanto nas atividades diárias quanto no planejamento estratégico. Tudo isso sem contar que ele pode inspirar colaboradores a reforçar a cultura da empresa.

O ponto de atenção na escola empreendedora é que centralizar a estratégia em um único executivo pode fazer com que ele perca o foco em algumas decisões importantes. Mas, o pesquisador também apontou uma solução prática para quando a empresa liderada desta forma começar a perder o prumo: basta trocar de líder.

Além disso, é de fundamental importância que uma empresa com uma formação como a da escola empreendedora tenha em mente que o crescimento é o seu principal objetivo. Assim, a visão do líder vai saindo de cena aos poucos.

Escola de Aprendizado

A Escola de Aprendizado é de natureza questionadora, trazendo perguntas do tipo: quem criou a estratégia de fato? Qual a área da organização esta estratégia foi formulada? O criador estava ciente do alcance do seu trabalho? É realmente importante separar o planejamento da execução?

São muitas perguntas e com respostas complexas. Tudo isso porque a Escola de Aprendizado veio para colocar o indivíduo no centro da ação. Estratégias são pensadas por pessoas sozinhas ou em grupo e, na maioria dos casos, este desenho foi criado a partir do aprendizado desses indivíduos no cotidiano da empresa. Ou seja, qualquer time dentro da organização é capaz de contribuir para a formulação estratégica. É claro que os executivos também estão inseridos neste grupo.

Mintzberg alertou para o fato de que essa escola defende o fracasso. Não que a empresa não queira crescer. O ponto central é que, uma vez que estratégias são pensadas por pessoas, pessoas podem falhar. Portanto, a formulação estratégica não pode separar a ideia de sucesso ou de fracasso, e vice-versa.

Outro ponto que merece destaque na Escola de Aprendizado é que os líderes atuam como gestores do conhecimento adquirido nesses processos. Em outras palavras, cabe a ele identificar esses pontos de melhorias e estimular os colaboradores para que possam contribuir ativamente para a formulação estratégica da organização.

Por outro lado, a principal crítica a essa escola é que as empresas podem até obter sucesso baseadas apenas em estratégias que nasceram do aprendizado diário da equipe. Mas, este movimentado é limitado e para crescer de forma sustentável precisa traçar uma estratégia mais clara e articulada.

E você, ficou alguma dúvida sobre a escola empreendedora ou a de aprendizado? Escreva nos comentários e vamos bater um papo!

Modelo plataforma multilateral: saiba mais sobre esse negócio altamente escalável

Modelo plataforma multilateral é um modelo de negócio que promove o encontro entre consumidores e empresas dispostas a fechar uma relação comercial, tendo a plataforma como facilitadora desta transação. O multilateral vem justamente do fato de que nesta relação os dois lados são beneficiados: tanto os clientes que solucionam uma necessidade ao adquirir um produto ou contratar um serviço, quanto as empresas que lucram ao fechar uma venda.

Tudo isto sem contar no rendimento gerado para o empresário que investiu no modelo plataforma multilateral. Essas organizações são conhecidas pelo seu caráter altamente escalável e por gerar unicórnios no mundo das startups: Uber, Rappi e 99 são alguns exemplos.

O segredo do sucesso no modelo plataforma multilateral está justamente em diminuir o atrito na transação comercial: prospectar o cliente, negociar preços, criar ofertas, entre outros. Sai na frente quem consegue promover o melhor ambiente (sites e aplicativos) para que consumidores e vendedores interajam, pois um grupo não existe sem o outro.

O modelo plataforma multilateral versus modelos de negócio tradicionais

O modelo de negócio no qual se promove o encontro entre alguém interessado em vender com alguém interessado em comprar é antigo. Aqui no blog, já contamos como uma plataforma de negócio é similar a estrutura de marketplaces e shopping centers. No entanto, gerenciar um modelo plataforma multilateral não é a mesma coisa que administrar um shopping center. As regras em empresas de base tecnológica e nas startups são diferentes dos modelos mais tradicionais: um empresário mais tradicional jamais venderia um produto abaixo do preço de custo, mas quando o objetivo de uma startup é aumentar o efeito de rede, vale inclusive “pagar” para ter um cliente.

Você já se perguntou de onde vem os cupons de frete grátis de empresas como o Rappi ou os créditos que são gerados sempre que um amigo utiliza o seu código de compartilhamento para fazer a primeira viagem com a Uber? Todas essas ações têm o objetivo de aumentar o efeito de rede, pois no modelo plataforma multilateral quanto mais usuários ativos (consumidores e motoristas, no caso do Uber) maiores são as chances do negócio escalar e se transformar em novo unicórnio, ou seja, ser avaliada no mercado por mais de US$ 1 bilhão.

3 empresas brasileiras que decolaram com plataformas multilaterais

99

A 99 foi a primeira startup brasileira a ser avaliada em mais de US$ 1 bilhão no mercado. A escalada da principal concorrente da Uber no Brasil em direção ao reino das startups unicórnios ocorreu depois do aporte de US$ 1 bilhão que recebeu da plataforma chinesa Didi Chuxing. Aliás, os investidores chineses estão apostando suas fichas no mercado tecnológico brasileiro. Isso tem ocorrido não apenas pelo potencial das empresas, mas também pela fácil aceitação do brasileiro em novas tecnologias.

Os serviços de alimentação, transportes e fintechs são os que ganham mais destaque no mercado brasileiro. Além da 99, também temos a Cabify como plataformas digitais envolvendo passageiros e motoristas. Já a Yellow, embora não utilize o modelo plataforma multilateral é uma forte candidata a se tornar um unicórnio, graças as suas bicicletas e patinetes amarelos, que além de ser acessível ainda ajuda a fugir do trânsito das grandes cidades.

Movile e Ifood

O ano de 2018 foi intenso para a Movile não apenas por adentrar no mundo das startups unicórnios como também por outra empresa do seu grupo de holding receber um aporte de US$ 500 mil e entrar também para o grupo mítico. No entanto, engana-se quem acredita que a história da Movile é recente.

Com mais de 20 anos de mercado, a empresa iniciou seus serviços como Intraweb e explorava o mercado de ringtones. Foi a disrupção digital da Apple que fez com que a empresa revisse o seu modelo de negócio e procurasse aplicativos para investir: até chegar na fórmula do sucesso, empregou recursos sem sucesso em aplicativos de música e até de vídeos de comédia.

Hoje, o foco da Movile é o mobile e investe em plataformas como iFood, SpoonRocket e Sympla, além de ser proprietária da PlayKids, Wavy e Rappido. A empresa conta com 15 escritórios, espalhados na América Latina (Brasil, Colômbia, Argentina e Peru), Estados Unidos, México e França.

O valor movimentado mensalmente pelas empresas do grupo chega a US$ 1 bilhão. Nesta entrevista para o Estadão Fabrício Bloisi, CEO da Movile, foi enfático ao afirmar que “É pensar pequeno falar em se tornar unicórnio, o mercado brasileiro tem potencial para desenvolver empresas de tecnologia que valem cerca de US$ 100 bilhões. Da mesma forma que acontece nos EUA e na China”.

Cargo-X

A Cargo-X cresceu 750% em um ano e o segredo para o sucesso da Uber dos caminhões foi perceber o potencial do mercado. A maioria das produtos no Brasil é transportado via estrada e existia um gargalo gigantesco no setor, uma vez que 40% dos caminhões rodam vazios a maior parte do tempo. Isso acontece porque o motorista entrega uma carga em alguma região e não tinha outro produto para transportar de volta.

Os empresários encontraram a brecha e investiram em um modelo plataforma multilateral para conectar caminhoneiros e empresários por meio de um aplicativo com geolocalização e de fácil usabilidade. Esse encontro gerou economia para ambos os lados: os motoristas, que ampliaram a capacidade de carga, reduzindo a carga ociosa e gerando mais receita no final do mês; e os empresários, que conseguiram otimizar a logística e economizar até 20% com transporte de mercadorias.

Para a empresa esse crescimento foi a combinação de seis grandes fatores. Além do potencial do mercado e da economia gerada para os dois grupos, a empresa também abriu 15 escritórios em locais estratégicos – ao chegar no Centro Oeste, ganhou novos clientes e ampliou o seu valor de mercado. Tudo isso sem contar nas rodadas de investimentos que recebeu para aumentar sua área de atuação. Os principais aportes vieram da Goldman Sachs, Oscar Salazar e Qualcomm Ventures.

Outros pontos que a empresa gosta de destacar são o respeito aos motoristas e aumento da segurança de quem utiliza a plataforma. Já são mais 11 mil caminhoneiros utilizando o aplicativo e esse número não para aumentar.

Todo esse crescimento faz com que a empresa seja uma forte candidata a se tornar uma startup unicórnio que utiliza o modelo plataforma multilateral para entregar valor aos clientes.

E você conhece outra empresa que utiliza o modelo plataforma multilateral e que tem se destacado no mercado? Deixe sua opinião nos comentários!

Conectividade - autor: Nopporn

Crescimento exponencial não acontece por acaso: 4 dicas para acelerá-lo

As empresas exponenciais chegaram ao mercado para quebrar padrões e obter um crescimento exponencial sem precedentes. Internamente, podem escalar sem necessariamente aumentar suas estruturas. Externamente, relacionam-se com diversos players e também os escalam para a sobrevivência de seu próprio negócio. Apenas essas peculiaridades já significam um grande avanço para a economia atual (e uma ousada estratégia para se manter).

O fato é que estamos diante de empresas altamente disruptivas. São assim consideradas porque criaram uma nova forma de fazer negócio ou mudaram as regras vigentes. Quebraram barreiras. Mudaram a forma de pensar. Você lembra como foi o processo de fotografia: passamos da visão analógica para a era digital, tiramos a foto do papel e colocamos em dispositivos móveis, compartilhando no momento que se desejar.

E o que aconteceu com velho rolo de filmes com 36 poses? Está hoje no lixo ou em caixinhas de recordações. Assim aconteceu com os filmes que assistimos, com a compra da passagem aérea, com o táxi que pegamos, com a forma de pedir comida em casa. Atualmente, fazemos todas essas atividades de forma totalmente diferente de 10 anos atrás.

Mas o que as empresas disruptivas e inovadoras têm de diferente?

São empresas que encontraram uma oportunidade de negócio, investiram em desenho de processos, modernizaram a área de recursos humanos e criaram uma sólida cultura de inovação entre a equipe. Tudo isso sem contar que os negócios inovadores são orientados a dados e utilizam essa informações de forma estratégica para criar valor para o negócio. Unindo essas frentes  à maneira como constroem ecossistemas complementares para realimentar seus modelos de negócios, temos um formato disruptivo de criar e conduzir empresas.

O mix de informação, colaboração e DNA inovador faz com que essas organizações cheguem ao crescimento exponencial, que explicando de forma simplificada é crescer cerca de dez vezes mais do que os concorrentes. Uma empresa que chega nesse patamar também se torna referência na área de atuação, além de conquistar uma audiência apaixonada e que atua de forma espontânea como promotora do negócio. Você já viu um usuário da Apple mudar facilmente de dispositivo eletrônico? Tenho certeza que a resposta foi negativa.

4 dicas para acelerar o crescimento exponencial da sua empresa

1. Desbravar e correr riscos para alcançar o crescimento exponencial

Comentei certa vez aqui no blog que nem tudo são flores na trajetória de empresas inovadoras. Manter-se em um ambiente ainda muito conservador com um modelo de negócio diferenciado é nadar contra a maré. Também é cutucar mercados altamente competitivos, como o exemplo da fintech brasileira Nubank, que bate de frente com instituições financeiras tradicionais. O surgimento da Nubank alvoroçou o mercado financeiro brasileiro resultando em grandes transformações digitais das instituições que lideram o mercado.

Não ter a propriedade do produto ou serviço, como em um mercado tradicional, é correr riscos e isso não é necessariamente ruim, muito pelo contrário.  A relação entre colaboração e confiança substitui modelos fechados e controlados. O ecossistema de players, times por demanda e redes globais tomam o lugar do quadro de funcionários padrão. Ou ainda, no controle exigido por plataformas de negócios, como as de hospedagens, transporte e pedidos online, que reúnem milhões de membros e fornecedores.

2. Crie uma base de confiança e autonomia para a equipe de projetos

Criar uma base de confiança e autonomia para as equipes de projetos é fundamental para o negócio fluir adequadamente. Pense na quantidade de projetos do Google e no volume de parceiros que a gigante das buscas precisa gerenciar em vários países. Aliás, o Google é apenas um dos negócios da holding Alphabet. Veja a quantidade de negócios que a Alphabet reúne:

crescimento exponencial

Você acha que o Google ou negócios plataformas que se transformaram em unicórnios como a Uber, o Rappi e a 99 teriam ido muito longe sem dar autonomia e confiar na equipe?

3. Crie uma rede de colaboração

O crescimento exponencial não é resultado apenas do valor entregue ao consumidor/usuário. Com um ecossistema que escala e é escalável, o negócio precisa ser atrativo para todos continuarem dentro da organização. O modelo depende, portanto, de uma rede. Diferentemente de um sistema tradicional que atua, geralmente, com demanda e oferta em via única. Isso sim é correr riscos!

Mas como fazer acontecer? Acredito que os principais caminhos para o sucesso de uma organização exponencial são: ser uma “fonte aberta”, livrando-se dos gargalos produtivos, e criando um relacionamento baseado na empatia e colaboração com suas redes:

  • Essas empresas trabalham com o acessível e por isso trocaram os sistemas lineares pelo exponencial;
  • Trocaram o físico pela tecnologia;
  • Reduziram espaços de escritórios para globalizar digitalmente;
  • Validam ideias com seu ecossistema;
  • Criam a partir da expertise de suas redes e entregam itens relevantes para o momento;
  • Não temem a automação de processos e tem como aliados muitos robôs que agilizam os processos sem necessariamente demitir pessoas.

Quer saber mais? Confira o artigo: Futuro do trabalho: tem espaço para todas as profissões no futuro?

4. Quebre as hierarquias

Empresas exponenciais têm a inovação e a agilidade em seu cerne. Esqueçam os processos burocráticos e engessados, afinal é necessário de espaço para a criatividade. Como ser criativo para desenvolver novos produtos, testar ideias e implementar mudanças em um ambiente cheio de pontos de contato e hierarquia?

Aqui o segredo para acelerar o crescimento exponencial é descentralizar as decisões, mas investir em comunicação transparente. Tudo isso sem contar que toda a equipe precisa conhecer as metas e objetivos dos projetos que estão inseridas. Nas empresas exponenciais flexibilidade e confiança ganham o lugar do “chefe acima de tudo”.

Quer saber mais sobre o perfil comportamental dos líderes que estão promovendo o crescimento exponencial nas organizações? Confira o artigo: Liderança inovadora: o que é e quais as habilidades necessárias?

O crescimento exponencial não vem por acaso e não acabará instantaneamente. Enquanto o consumidor tiver insatisfação, expectativa ou desejos, terá sempre uma empresa inovadora para pensar soluções. Todos os lados têm a ganhar com isso.

E você quer saber mais como acelerar o crescimento da sua empresa? Entre em contato e vamos bater um papo!

Plataforma de negócios online: como uma empresa do tipo plataforma gera lucro?

Uma plataforma é uma área plana horizontal, mas também pode ser um local para facilitar o embarque e o desembarque de passageiros em ônibus, metrô ou avião. A informação é do dicionário Aurélio que ainda se refere ao verbete como uma configuração específica de um sistema operacional. No entanto, quando falamos de plataforma de negócios online, a definição é uma só: plataformas de negócios conectam pessoas com interesse de comprar um produto ou serviço com profissionais ou empresas que oferecem esse produto ou serviço.

Nesta relação todos os envolvidos saem ganhando e o grande desafio dos negócios que têm a plataforma como base é estimular as transações entre os dois lados. Quem nunca recebeu um sms da Rappi um pouco antes da hora do almoço? Essas mensagens costumam oferecer um cupom de desconto para comprar em algum restaurante que faz parte do marketplace da empresa ou ainda oferecer frete ou algum produto grátis na hora de fechar uma compra.

Junta a fome com a vontade de comer, não é mesmo? Principalmente naqueles dias corridos em que enfrentar a fila do restaurante a quilo não é uma opção. Você abre o aplicativo, insere o código do cupom, escolhe o restaurante, o prato e em menos de uma hora o pedido está na mesa.

De “Delivery de tudo” ao plano de dominar o serviço de entrega no Brasil

Embora o exemplo utilizado acima seja sobre um cupom de desconto que chegou um pouco antes do almoço, a Rappi não é um serviço de entrega de comida. O diferencial do negócio é justamente oferecer o maior mix de produtos possível na grande vitrine da plataforma de negócio online. Por meio de filtros, é possível fazer o supermercado do mês, comprar remédios e até adquirir cartões presentes de lojas de departamentos ou itens de sexshop.

O cliente escolhe a loja, fecha o pedido, o estabelecimento prepara o produto de acordo com as preferências do consumidor para, depois de pronto, um entregador levá-lo até o endereço selecionado. Esse profissional funciona como um parceiro direto do aplicativo e precisa além da moto ou bicicleta, contar com um celular com serviço de geolocalização para que o consumidor possa rastrear a entrega. A compra pode ser fechada com dinheiro ou cartão de crédito, diretamente no aplicativo.

Toda esta comodidade rendeu para a startup colombiana duas rodadas de investimento em pouquíssimo tempo. Em outubro de 2018, recebeu um aporte de U$ 392 milhões, elevando o valor da plataforma para mais de U$ 1 bilhão e colocando a Rappi no reino das empresas unicórnios. Já em maio de 2019, o montante investido foi de US$ 1,2 bilhões: somente o banco japonês Softbank foi responsável por US$ 1 bilhão desses novos recursos.

O plano de expansão dos empreendedores Felipe Villamarín, Sebastián Mejía e Simon Borrero e também dos investidores é aumentar o efeito de rede, que garante a escalabilidade dos negócios plataforma. Inclusive, um dos grandes desafios da Rappi é continuar competitiva no mercado brasileiro, no qual empresas como a Ifood (que antes estava com o recorde de maior investimento em startups da América Latina com o aporte de US$ 500 milhões em 2018) e a Uber Eats, que é uma plataforma de negócios online vinculada ao unicórnio Uber. A espanhola Glovo deixou o mercado brasileiro, depois de um ano de atuação, pois percebeu que com a alta competitividade do setor seriam necessários muito mais investimento.

Como as plataformas de negócio online ganham dinheiro?

Nós já falamos por aqui que negócios plataformas não dizem respeito apenas a tecnologia, mas sim a um novo modelo de negócio que cria valor ao colocar em contato produtores e consumidores. No caso das empresas que funcionam como “delivery de tudo”, precisam criar relações sólidas com os três principais pilares do negócio: os consumidores, os comerciantes e os entregadores.

A renda das plataformas de negócio online são geradas a partir do fechamento dos pedidos dos usuários. Quanto mais estabelecimentos e mais compras fechadas, maior é a receita, já que o aplicativo ganha uma porcentagem em cima dessas vendas.  O grande desafio das plataformas de negócio é justamente aumentar o efeito de rede, ou seja, ampliar o número de usuários, tanto de consumidores quanto de estabelecimentos e entregadores.

Mas o que é esse efeito de rede que gera escala, afinal?

Explicando de forma bem resumida, o efeito de rede é o valor que a quantidade de usuários confere a um negócio. Um exemplo clássico são as redes sociais: o Orkut reinou durante muito tempo, o Facebook foi ganhando aderência e outras redes surgiram, como o twitter, o Google + e o Instagram. Em algum momento o Facebook ultrapassou o Orkut até que a migração de usuários de uma rede para outra foi tão grande que o Orkut saiu de cena. O Google + nem sequer deslanchou, justamente pela baixa utilização dos usuários.

E  o que tudo isso tem a ver com plataformas de negócio online? Simples, a maioria das empresas cria um fluxo linear de compra e venda (seja online ou em lojas físicas), já os negócios plataformas dependem de fatores externos para criar escala e gerar renda (o tripé: consumidor, estabelecimentos e entregadores). Uma boa prática para que isso aconteça é prospectar consumidores e estabelecimentos externos, além de criar um aplicativo de fácil usabilidade e que permita que as relações comerciais aconteçam de forma sustentável e saudável.

Neste esforço em potencializar o efeito de rede, a estratégia de vendas deve caminhar lado ao lado do departamento de marketing da empresa. A Rappi costuma enviar mensagens próximo a hora do almoço, o Uber Eats oferece entrega grátis e cupons de desconto para os usuários Vips, o iFood já é case de sucesso em personalização da experiência do cliente.

No fim, em se tratando de plataformas de negócios online, ganha destaque quem desenvolve estratégias de negócio para se diferenciar do concorrente e principalmente consegue resolver um problema do seu cliente de forma ágil e inovadora. E você, está pronto para investir neste novo modelo de negócio?

mulher no mercado de trabalho

Mulheres e transformação digital: qual o papel da mulher no futuro do mercado de trabalho?

Para as mulheres, o futuro no mercado de trabalho brasileiro pode ser promissor. É o que o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra, com um crescimento muito maior da participação feminina no mercado em comparação com a masculina até 2030. No entanto, sabemos que todo crescimento requer mudanças e superação de obstáculos. Prova disso, os dados divulgados pelo Cadastro Nacional de Empresas 2017 apontam uma diferença salarial de 20,7% entre homens e mulheres.

Primeiro, para entender o que a transformação digital trouxe consigo para o mercado de trabalho, separamos alguns números que formarão um panorama do futuro:

  • até 2020, a força de trabalho será composta por pelo menos 50% de millenials, o que traz uma oportunidade para transformar o ambiente de trabalho e o próprio modelo de negócio de empresas tradicionais;
  • a transformação digital vai além da tecnologia, trata-se de um comportamento e foi justamente isso, o desejo de simplificar, que levou à automação, inteligência artificial e outras aplicações que estão mudando a forma com a qual nos comunicamos, trabalhamos e vivemos;
  • a globalização e o aumento das conexões modificam o formato de trabalho, excluindo por diversas vezes a necessidade de um ambiente físico. Também há um aumento da força trabalhadora, pois a competição não é mais com o vizinho, mas com o mundo inteiro. Por fim, há novas funções sendo criadas pelas demandas originadas pela transformação digital.

Aliado com as mudanças acima, o futuro do mercado de trabalho para as mulheres ainda depende da forma como serão tratadas questões atuais que mostram uma situação desigual. Uma pesquisa realizada pelo site Vagas.com, por exemplo, apurou que 52% das mulheres grávidas ou que estão voltando de licença-maternidade, sofrem com alguma espécie de constrangimento no ambiente profissional.

Quando se trata de liderança, os números também precisam ser superados para que o futuro do mercado de trabalho com uma maior participação feminina seja alcançado. Em 2019, a consultoria Bain & Company e a rede social profissional LinkedIn se dedicaram a entender a liderança das mulheres e promoveram o estudo “Sem atalhos: transformando o discurso em ações efetivas para promover a liderança feminina”.

O estudo promovido pelas duas empresas contou com a participação e a percepção de 914 profissionais, tanto homens quanto mulheres. A ideia era averiguar como as empresas estavam tratando as ações de diversidade feminina. O resultado que se chegou para 82% das mulheres e 66% dos homens é que a necessidade de um ambiente de trabalho inclusivo e com as mesmas chances iguais de crescimento profissional deve ser uma das cinco prioridades das empresas. Em contrapartida, somente 41% das mulheres e 38% dos homens acredita que a liderança do local no qual trabalham realmente tratam o assunto como uma prioridade. Mas será que isso está mudando?

Uma nova percepção do futuro do mercado de trabalho

Apesar de todos os poréns, o futuro do mercado de trabalho para as mulheres já apresenta um novo fôlego. Há indícios que as oportunidades paras as mulheres empreendedoras estão se consolidando. Kevin O ‘Leary, da Shark Tank, admite que prefere investir em empresas no qual as mulheres estão no comando, justamente por conta de sua produtividade. Contando as mais de 40 empresas investidas por ele, aproximadamente 95% daquelas com liderança feminina cumpriram suas metas financeiras, sendo que dos líderes do sexo masculino foram 65%.

Além disso, 50% dos norte-americanos afirma que prefere atuar em um ambiente liderado por mulheres do que empresas lideradas por homens, pois são mais orientadas a propósito e propensas a oferecer salários iguais. A liderança feminina também está mais alinhada com as preferências da geração millenium, ou seja, uma organização que defende a paixão, a colaboração e a liberdade de ser você mesmo.

Também voltando para a pesquisa do IPEA, os estudiosos avaliam que daqui a cerca de onze anos, 64,3% das mulheres que estarão na idade dita como ativa, ou seja, entre 17 e 70 anos, estarão ou empregadas ou em busca de uma colocação. No começo da década de 90, o número era menor, 56,1%. Por sua vez, a participação masculina vai ao inverso, e deve encolher, passando de 89,6% para 82,7%. Há ainda muito que se desenvolver, mas o futuro do mercado de trabalho abre as portas para uma participação mais forte das mulheres.

Quer saber mais sobre o que acontecerá com o futuro do mercado de trabalho? Converse conosco e continue acompanhando nossos artigos!

novos modelos de negocio

Novos modelos de negócio: 5 modelos para quem quer tirar aquela ideia do papel

Talvez você ainda não conheça Yogi Berra, ídolo do New York Yankees, mas há uma frase dele que fará bastante sentido para aquilo que o mercado está vivenciando: “o futuro não é mais como costumava ser”. São necessidades que antes não existiam, profissões inteiramente diferentes que estão surgindo e, no mesmo passo, os novos modelos de negócio.

Mas como se deu tamanha transformação? É exatamente essa a palavra que está impulsionando tudo. A transformação digital não chegou por acaso e criou novos modelos de negócio. Antes disso, existiram fatores que contribuíram para que as empresas e startups começassem a pensar e a fazer diferente. Alguns dos pontos que podemos ressaltar:

  • Quantidades massivas de poder computacional acessível;
  • Abertura da Amazon Web Service com disponibilidade infinita de espaço na nuvem retirando de linha os velhos e antiquados “Servidores”;
  • Disponibilidade em compartilhar aplicativos via Apple Store ou Google Play;
  • A proliferação de dispositivos conectados à internet;
  • GPS, localização e hiper-localização;
  • Inteligência artificial e internet das Coisas;
  • Interações máquina a máquina (sem pessoas no ciclo);
  • Visão design driven, ampliando o conceito de “design thinking” e mudando o foco no produto para as necessidades dos clientes, entre outros.

Com tudo isso, é natural que exista uma transformação no mercado e surjam novos modelos de negócio e, com isso, oportunidades sejam criadas. Para entender um pouco do panorama que se estabeleceu, vale olhar alguns dos números apontados pelo IDG’s 2018 State of Digital Business Transformation:

  • 55% das startups já estão atuando em um estratégia de negócios digital;
  • Contando com as estratégias de first digital, as startups podem aumentar a receita em 34%;
  • 95% das startups têm planos de negócios digitais;
  • 62% afirmam entregar uma excelente experiência ao cliente, alcançando o sucesso dos novos modelos de negócio digital;
  • big data e analytics (58%), tecnologias móveis (59%), nuvem privada (53%), nuvem pública (45%) e APIs e tecnologias incorporáveis (40%) constituem as cinco tecnologias principais já implementadas;
  • 49% dos executivos da área de TI afirmam que a tecnologia da Internet das Coisas (IoT) é fundamental em suas estratégias de negócios digitais.

Para ficar mais simples de visualizar o impacto da transformação digital, vamos pensar na quantidade de funções e ações, por exemplo, que se consegue hoje executar por meio de um aparelho smartphone. Você pode pagar suas contas, assistir uma variedade de mídias, pedir comida ou transporte sem precisar falar com ninguém, entre outros exemplos. Pode até parecer redundante, mas são serviços que estão gerando oportunidades de inovar e fazendo com que novos modelos de negócio prosperem.

Cinco padrões de modelos de negócio para ficar de olho

Para você que quer tirar aquela ideia do papel, vamos apresentar alguns dos novos padrões de  modelos de negócio que têm criado oportunidades para as empresas. Confira:

1. Marketplace ou Plataforma: os negócios plataforma é um dos novos modelos de negócio bastante inserido na rotina das pessoas. O marketplace é uma plataforma, com mediação de empresas, no qual se encontram ofertas de diferentes fornecedores. É aberta permitindo a participação “regulada” entre as partes, promove ativamente interações (positivas) entre diferentes parceiros em um mercado  multi-lados e escala muito mais rápido do que um negócio tradicional.

Há uma gama de empresas que surgiram a partir do novo modelo de negócio e outras que se adaptaram mediante uma necessidade trazida pela transformação digital. A ideia é reunir marcas e lojas e centralizá-las em um só espaço virtual, fazendo com que o consumidor possa pesquisar e encontrar de forma mais simples aquilo que procura com as melhores condições financeiras e a melhor qualidade.

2. Freemium: Mix de produtos básicos gratuitos com serviços pagos. Caracterizado por uma grande base de usuários que se beneficiam pela base grátis e cerca de 10% dos usuários pagam pelos serviços. Faz parte dos novos modelos de negócio que apareceram fortemente com a transformação digital. Lembre de quando você obtém acesso a um jogo, plataforma ou software gratuitamente, porém precisaria pagar para obter determinadas funcionalidades, que seriam recursos adicionais, como contas “premium” ou “VIP”. Exemplo: Skype; Dropbox; CandyCrush.

3. Free ou Grátis: o modelo free surgiu com as possibilidades trazidas por meio da internet e com a globalização do seu uso. Há muitas ofertas virtuais de produtos free, desde jogos até aplicativos. Mas e como as empresas fazem para lucrar? Aqui, há a questão do recolhimento das informações dos usuários e, principalmente, a venda de espaços para que outras empresas possam anunciar. Por exemplo, quando você está vendo um vídeo e aparece uma propaganda na tela.

4. Isca e Anzol – Consiste em oferecer um produto básico a um preço muito baixo e depois cobram preços excessivos pelas recargas. Exemplos: Gillette, Epson, HP, Nespresso etc.

Excelente oportunidade para fidelização de cliente que precisam recorrer aos serviços com frequência, conforme o uso efetuado.

5. Assinatura: o conceito é bastante simples, o consumidor paga periodicamente para ter acesso a produtos e serviços. Hoje, existem os serviços de streaming, como Netflix e HBO Go, que fornecem filmes e séries. Há ainda o chamado “Netflix dos livros”, o Kindle Unlimited, que permite uma locação de livros por meio de uma assinatura e do dispositivo Kindle.

Os novos modelos de negócio encontram uma terra fértil com a transformação digital. Quer saber mais sobre o assunto? Converse conosco e continue acompanhando os novos artigos!

Empresas digitais: 5 negócios que nasceram e prosperaram com a internet

Um olhar de relance para trás pode fazer com que a história das empresas digitais possa parecer linear e óbvia. Afinal, há um valor bastante perceptível nas entregas promovidas por essas organizações. É difícil negar que a evolução da televisão aberta, por exemplo, são os serviços de streaming on-line, com entregas em tempo real, personalizadas e sem interrupções indesejadas.  Ou ainda, pensando que as locadoras de filmes sucumbiram em virtude das inúmeras possibilidades de visualização de novos filmes e opções de entretenimento visual, inclusive pelos próprios streamings on-line. Há um certo saudosismo em alguns serviços e produtos, no entanto, os tempos atuais exigem rapidez e transformações que nem sempre são tão fáceis de se acompanhar.

É natural que uma mudança venha acompanhada de receios e riscos. Seja em qualquer época, o empreendedorismo sempre teve que lidar com todas as questões que envolvem o “novo”, como novos mercados, novas demandas, novos serviços e novos produtos. A passagem de um modelo de negócio tradicional para um digital não exclui a necessidade de conseguir trabalhar com incertezas e com criação de experiências diferenciadas. A questão é que as empresas digitais estão tratando com um cenário que não é mais o mesmo. O comportamento das pessoas está mudando, as inovações digitais estão criando demandas que antes não existiam e há mais ferramentas para produzir um modelo de negócio mais eficiente, com uma força operacional mais produtiva e oferecer uma experiência mais satisfatória aos clientes.

Os negócios em plataformas são um exemplo de como as empresas digitais podem se reinventar e das possibilidades do empreendedor digital. Os líderes de mercado, como aqueles que estão no comando da Amazon, Facebook, Uber, Google acabam por redefinir aquilo que se tem como uma ótima experiência, impactando, inclusive nas expectativas atuais e futuras dos usuários. Mais do que pensar em algoritmos que irão gerar o “match” entre comprador e vendedor, há uma criação de valor. A questão das empresas digitais e, principalmente, dos mercados de plataformas é que existe uma valorização da capacitação do usuário, mais do que reduzir custos de uma transação. Um modelo de “matchmaking” vende, sim, custos de transação reduzidos, assim como negócios tradicionais vendem produtos e/ou serviços. Porém, o modelo de investimento em plataforma cria mais valor para vender.

As plataformas são uma forma de se pensar e visualizar as possibilidades das empresas digitais. Contudo, ao falar do empreendedor digital é possível ganhar uma abertura ainda maior no conceito, pois trata-se de quem planeja e cria um negócio que utiliza uma base digital, funcionando dentro deste contexto. É ali que se dará, inclusive, grande parte dos processos e fluxos necessários para que a empresa digital consiga se manter operando. Para entender melhor o que são negócios e empresas digitais e o que é sucesso para elas, selecionamos alguns exemplos que nasceram e prosperaram com a internet.

5 negócios e empresas digitais de sucesso

  1. Trello: é empresa que fornece uma ferramenta on-line para gestão de processos e tarefas. É bastante utilizada por empresas que possuem, inclusive, equipes remotas. Sua organização é bastante visual e permite que várias pessoas tenham acesso a informações simultaneamente. A ferramenta permite criar listas e organizar as tarefas dentro delas, além de ter um formato calendário. A empresa fornece acesso a versões diferentes, gratuita e paga para os usuários.
  1. Slack: a Slack surgiu como uma opção de ferramenta de comunicação entre as equipes das empresas. É uma plataforma que permite desde troca de mensagens até arquivos, seja em grupo ou individualmente. É uma forma de centralizar a comunicação. Em 2019, a IPO, ou oferta inicial pública de ações, da Slack começou com a empresa alcançando uma avaliação de mercado de US$ 23 bilhões, sendo que eram esperados somente US$ 16 bilhões.
  1. Amaro: marca brasileira lançada em 2012 que comercializa acessórios e roupas para o público feminino. Entre os diferentes estão ser um e-commerce monomarca e o investimento no mercado omnichannel. Possui cerca de 400 funcionários atualmente e, apesar de não divulgar o faturamento, tem planos de dobrar as receitas em 2019.
  1. Evino: e-commerce brasileiro que atua com vinhos, comercializando os produtos com preços mais acessíveis e vendas especiais com descontos. Trabalha ainda com um setor de vinho premium. Em 2017, a empresa faturou 265 milhões de reais. Atualmente, apostam em sua manutenção no mercado a partir da popularização de vinhos mais caros.
  1. Contabilizei: plataforma online brasileira de contabilidade com foco em micro e pequenas empresas, já atraiu grandes investidores e anunciou recentemente um aporte de 75 milhões de reais. Possuem 245 funcionários e atendem cerca de 10 mil clientes.

Vamos conversar mais sobre como as empresas digitais podem se estabelecer no mercado e alcançar o sucesso? Deixe sua opinião!