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Antifragilidade: por que precisamos falar desta nova habilidade?

Futuro do Trabalho

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Antifragilidade

Porque nunca foi tão necessário falar de habilidades comportamentais e o conceito de antifragilidade merece ser conhecido. Principalmente se você é alguém que precisa desenvolver adaptabilidade

As soft skills não estão em destaque sem motivo. Segundo pesquisa do Fórum Econômico Mundial, das 10 habilidades requeridas para o trabalho até 2025, todas são comportamentais. 

Por isso, neste artigo, comentamos o que é antifragilidade, exemplos de empresas que demonstraram antifragilidade e ainda, você poderá conferir orientações de como estimular essa nova habilidade na sua equipe.


O que é antifragilidade?

A antifragilidade é a capacidade de suportar e se adaptar a problemas, permitindo que as adversidades influenciem o estado final para que ele seja melhor que o anterior a esses problemas. Ou seja, além de conseguir lidar com o infortúnio e se recuperar, na antifragilidade, você modifica sua realidade, tornando-a ainda mais próspera que antes.

O termo foi criado pelo economista libanês Nassim Nicholas Taleb. Ele apresentou o conceito no livro “Antifrágil: coisas que se beneficiam com o caos”, em 2012.  Nesse livro, o autor trata as incertezas como um elemento desejável para que as pessoas se desenvolvam e sobrevivam em um mundo de imprevistos. 

Inclusive, Taleb também é autor do livro “A lógica do Cisne Negro: O impacto do altamente improvável”, que reflete sobre eventos inesperados e que modificam o mundo para sempre. 

Para entender a antifragilidade

Vamos imaginar que você está em seu primeiro dia de dieta.  Há muito você não mudava a sua alimentação e é provável que a partir do segundo ou terceiro dia, você se sinta bem cansado e desanimado/a. Mas, apesar disso, você continua firme na determinação de mudar seu hábito alimentar e sua rotina de vida, e aos poucos começa a perceber que se sente melhor, mental e fisicamente. Você conseguiu mudar seu modelo mental.
O início não foi fácil, você precisou superar a dor e até mesmo a preguiça para mudar seus hábitos. Mas no fim, a pessoa que começou no primeiro dia não é a mesma de agora. Você está mais forte (neste exemplo, literalmente) e pronto/a até para enfrentar qualquer adversidade no que tange a sua alimentação.

O exemplo acima é uma representação da antifragilidade. 

Qual a diferença entre antifragilidade e resiliência?

Talvez você esteja lembrando do conceito de resiliência, mas antifragilidade e resiliência não tem o mesmo significado. De acordo com o próprio Taleb, em entrevista à revista VocêRH, “o resiliente resiste a impactos e permanece o mesmo; o antifrágil fica melhor”. 

Desse modo, ambas possuem a característica de suportar e reagir às adversidades com inteligência e resistência. Porém, quando se é resiliente, você passa pelo período adverso e retorna ao ponto de partida, sem alterações. Quando se é antifrágil, você avança para um ponto ainda melhor do que você estava antes. 

Exemplos de antifragilidade nas empresas 

A antifragilidade serve para que as organizações possam sobreviver. Serve para que elas possam se diferenciar, crescer e contribuir para um ambiente melhor para as pessoas por meio de seus produtos e serviços. 

A resposta de algumas empresas à pandemia de Covid-19 são exemplos tanto de antifragilidade, como de resiliência. Há organizações que viram suas vendas despencarem e que, depois, conseguiram retomar às taxas ao patamar anterior. 

Outras, viram a oportunidade para melhorar de modo irreversível seus processos, mudando a estrutura organizacional, ajustando o modelo de negócio, investindo em transformação cultural e inovação organizacional

Empresas como a Disney que lançou sua plataforma de streaming Disney+ no final de 2020; o Magazine Luiza que precisou adaptar sua logística de entrega e viu suas vendas crescerem no período; e a Housi, que oferece diversos serviços e soluções em único imóvel. A empresa foi criada em 2019 e se transformou durante a pandemia de Covid-19.  

Todas são exemplos de organizações que tiveram atitudes antifrágeis. 

Antifragilidade: como desenvolver essa soft skill

Não podemos esquecer que empresas só tomam atitudes antifrágeis porque as pessoas que a compõem possuem essa soft skill. Ou seja, o mindset das pessoas das equipes já propicia a flexibilidade diante os desafios e o surgimento de ideias inovadoras

Portanto, para que você se torne uma liderança antifrágil e consiga estimular essa habilidade comportamental na sua equipe, é preciso que você adote algumas ações. 

As orientações abaixo foram criadas com base no livro de Taleb, mas mesclam também percepções que envolvem pensamento ágil e lean thinking.

Tenha honestidade ao se comunicar 

Seja na hora de passar um feedforward ou quando for discutir um projeto, fale o que você precisa com sinceridade e sem medo. 

Inclusive, você pode mesclar práticas de Comunicação Não Violenta (CNV) ao deixar clara a sua necessidade e quais são os sentimentos associados. Se estiver angustiado/a com a falta de atenção da equipe, deixe isso marcado. Abra espaço para que as pessoas possam não se defender, mas falar sobre as próprias necessidades e sentimentos também. 

Incentive a busca por autoconhecimento 

Para você e para as pessoas da equipe. O autoconhecimento permite que a pessoa consiga identificar por si o que precisa ser melhorado e valorizado. Suas ações se tornam mais conscientes, confiantes e você desenvolve mais protagonismo.  

Crie segurança para que as pessoas corram pequenos riscos

A busca pelo desenvolvimento da antifragilidade não pode se tornar um “fardo extra” para a sua equipe. Se vocês possuem resiliência, já é um ótimo começo. A segurança psicológica para que as pessoas consigam correr pequenos riscos deve ser cultivada. 

Além disso, no livro, Taleb cita a estratégia de Barbell, que consiste em aplicar 90% de esforço em ações seguras e outros 10% em ações de risco. Assim, você consome mais tempo em ações que tendem a render resultados positivos, sem abandonar a possibilidade de investir em algo novo (e que, embora mais arriscado, irá consumir menos tempo). 

Diversifique suas estratégias 

Algumas ações de risco podem não dar certo e isso não é um problema, mas, sim, uma forma de aprender. Para saber lidar com essas situações, diversifique suas estratégias com eficácia e incentive sua equipe a fazer o mesmo. Dessa forma, ninguém lamentará quando não der certo, mas agir sobre o problema. 

Por fim, tenha coragem de assumir que não sabe de algo e busque aprender. A antifragilidade é uma habilidade comportamental e pode ser adquirida por você e as pessoas da sua equipe. Buscar cursos, workshops e palestras pode ser uma boa forma de estimular a mudança que a sua organização precisa. 

Você já conhecia o significado de antifragilidade? Deixe seu comentário e continue acompanhando os artigos do blog. 

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