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Mulheres e transformação digital: qual o papel da mulher no futuro do mercado de trabalho?

Para as mulheres, o futuro no mercado de trabalho brasileiro pode ser promissor. É o que o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra, com um crescimento muito maior da participação feminina no mercado em comparação com a masculina até 2030. No entanto, sabemos que todo crescimento requer mudanças e superação de obstáculos. Prova disso, os dados divulgados pelo Cadastro Nacional de Empresas 2017 apontam uma diferença salarial de 20,7% entre homens e mulheres.

Primeiro, para entender o que a transformação digital trouxe consigo para o mercado de trabalho, separamos alguns números que formarão um panorama do futuro:

  • até 2020, a força de trabalho será composta por pelo menos 50% de millenials, o que traz uma oportunidade para transformar o ambiente de trabalho e o próprio modelo de negócio de empresas tradicionais;
  • a transformação digital vai além da tecnologia, trata-se de um comportamento e foi justamente isso, o desejo de simplificar, que levou à automação, inteligência artificial e outras aplicações que estão mudando a forma com a qual nos comunicamos, trabalhamos e vivemos;
  • a globalização e o aumento das conexões modificam o formato de trabalho, excluindo por diversas vezes a necessidade de um ambiente físico. Também há um aumento da força trabalhadora, pois a competição não é mais com o vizinho, mas com o mundo inteiro. Por fim, há novas funções sendo criadas pelas demandas originadas pela transformação digital.

Aliado com as mudanças acima, o futuro do mercado de trabalho para as mulheres ainda depende da forma como serão tratadas questões atuais que mostram uma situação desigual. Uma pesquisa realizada pelo site Vagas.com, por exemplo, apurou que 52% das mulheres grávidas ou que estão voltando de licença-maternidade, sofrem com alguma espécie de constrangimento no ambiente profissional.

Quando se trata de liderança, os números também precisam ser superados para que o futuro do mercado de trabalho com uma maior participação feminina seja alcançado. Em 2019, a consultoria Bain & Company e a rede social profissional LinkedIn se dedicaram a entender a liderança das mulheres e promoveram o estudo “Sem atalhos: transformando o discurso em ações efetivas para promover a liderança feminina”.

O estudo promovido pelas duas empresas contou com a participação e a percepção de 914 profissionais, tanto homens quanto mulheres. A ideia era averiguar como as empresas estavam tratando as ações de diversidade feminina. O resultado que se chegou para 82% das mulheres e 66% dos homens é que a necessidade de um ambiente de trabalho inclusivo e com as mesmas chances iguais de crescimento profissional deve ser uma das cinco prioridades das empresas. Em contrapartida, somente 41% das mulheres e 38% dos homens acredita que a liderança do local no qual trabalham realmente tratam o assunto como uma prioridade. Mas será que isso está mudando?

Uma nova percepção do futuro do mercado de trabalho

Apesar de todos os poréns, o futuro do mercado de trabalho para as mulheres já apresenta um novo fôlego. Há indícios que as oportunidades paras as mulheres empreendedoras estão se consolidando. Kevin O ‘Leary, da Shark Tank, admite que prefere investir em empresas no qual as mulheres estão no comando, justamente por conta de sua produtividade. Contando as mais de 40 empresas investidas por ele, aproximadamente 95% daquelas com liderança feminina cumpriram suas metas financeiras, sendo que dos líderes do sexo masculino foram 65%.

Além disso, 50% dos norte-americanos afirma que prefere atuar em um ambiente liderado por mulheres do que empresas lideradas por homens, pois são mais orientadas a propósito e propensas a oferecer salários iguais. A liderança feminina também está mais alinhada com as preferências da geração millenium, ou seja, uma organização que defende a paixão, a colaboração e a liberdade de ser você mesmo.

Também voltando para a pesquisa do IPEA, os estudiosos avaliam que daqui a cerca de onze anos, 64,3% das mulheres que estarão na idade dita como ativa, ou seja, entre 17 e 70 anos, estarão ou empregadas ou em busca de uma colocação. No começo da década de 90, o número era menor, 56,1%. Por sua vez, a participação masculina vai ao inverso, e deve encolher, passando de 89,6% para 82,7%. Há ainda muito que se desenvolver, mas o futuro do mercado de trabalho abre as portas para uma participação mais forte das mulheres.

Quer saber mais sobre o que acontecerá com o futuro do mercado de trabalho? Converse conosco e continue acompanhando nossos artigos!

novos modelos de negocio

Novos modelos de negócio: 5 modelos para quem quer tirar aquela ideia do papel

Talvez você ainda não conheça Yogi Berra, ídolo do New York Yankees, mas há uma frase dele que fará bastante sentido para aquilo que o mercado está vivenciando: “o futuro não é mais como costumava ser”. São necessidades que antes não existiam, profissões inteiramente diferentes que estão surgindo e, no mesmo passo, os novos modelos de negócio.

Mas como se deu tamanha transformação? É exatamente essa a palavra que está impulsionando tudo. A transformação digital não chegou por acaso e criou novos modelos de negócio. Antes disso, existiram fatores que contribuíram para que as empresas e startups começassem a pensar e a fazer diferente. Alguns dos pontos que podemos ressaltar:

  • Quantidades massivas de poder computacional acessível;
  • Abertura da Amazon Web Service com disponibilidade infinita de espaço na nuvem retirando de linha os velhos e antiquados “Servidores”;
  • Disponibilidade em compartilhar aplicativos via Apple Store ou Google Play;
  • A proliferação de dispositivos conectados à internet;
  • GPS, localização e hiper-localização;
  • Inteligência artificial e internet das Coisas;
  • Interações máquina a máquina (sem pessoas no ciclo);
  • Visão design driven, ampliando o conceito de “design thinking” e mudando o foco no produto para as necessidades dos clientes, entre outros.

Com tudo isso, é natural que exista uma transformação no mercado e surjam novos modelos de negócio e, com isso, oportunidades sejam criadas. Para entender um pouco do panorama que se estabeleceu, vale olhar alguns dos números apontados pelo IDG’s 2018 State of Digital Business Transformation:

  • 55% das startups já estão atuando em um estratégia de negócios digital;
  • Contando com as estratégias de first digital, as startups podem aumentar a receita em 34%;
  • 95% das startups têm planos de negócios digitais;
  • 62% afirmam entregar uma excelente experiência ao cliente, alcançando o sucesso dos novos modelos de negócio digital;
  • big data e analytics (58%), tecnologias móveis (59%), nuvem privada (53%), nuvem pública (45%) e APIs e tecnologias incorporáveis (40%) constituem as cinco tecnologias principais já implementadas;
  • 49% dos executivos da área de TI afirmam que a tecnologia da Internet das Coisas (IoT) é fundamental em suas estratégias de negócios digitais.

Para ficar mais simples de visualizar o impacto da transformação digital, vamos pensar na quantidade de funções e ações, por exemplo, que se consegue hoje executar por meio de um aparelho smartphone. Você pode pagar suas contas, assistir uma variedade de mídias, pedir comida ou transporte sem precisar falar com ninguém, entre outros exemplos. Pode até parecer redundante, mas são serviços que estão gerando oportunidades de inovar e fazendo com que novos modelos de negócio prosperem.

Cinco padrões de modelos de negócio para ficar de olho

Para você que quer tirar aquela ideia do papel, vamos apresentar alguns dos novos padrões de  modelos de negócio que têm criado oportunidades para as empresas. Confira:

1. Marketplace ou Plataforma: os negócios plataforma é um dos novos modelos de negócio bastante inserido na rotina das pessoas. O marketplace é uma plataforma, com mediação de empresas, no qual se encontram ofertas de diferentes fornecedores. É aberta permitindo a participação “regulada” entre as partes, promove ativamente interações (positivas) entre diferentes parceiros em um mercado  multi-lados e escala muito mais rápido do que um negócio tradicional.

Há uma gama de empresas que surgiram a partir do novo modelo de negócio e outras que se adaptaram mediante uma necessidade trazida pela transformação digital. A ideia é reunir marcas e lojas e centralizá-las em um só espaço virtual, fazendo com que o consumidor possa pesquisar e encontrar de forma mais simples aquilo que procura com as melhores condições financeiras e a melhor qualidade.

2. Freemium: Mix de produtos básicos gratuitos com serviços pagos. Caracterizado por uma grande base de usuários que se beneficiam pela base grátis e cerca de 10% dos usuários pagam pelos serviços. Faz parte dos novos modelos de negócio que apareceram fortemente com a transformação digital. Lembre de quando você obtém acesso a um jogo, plataforma ou software gratuitamente, porém precisaria pagar para obter determinadas funcionalidades, que seriam recursos adicionais, como contas “premium” ou “VIP”. Exemplo: Skype; Dropbox; CandyCrush.

3. Free ou Grátis: o modelo free surgiu com as possibilidades trazidas por meio da internet e com a globalização do seu uso. Há muitas ofertas virtuais de produtos free, desde jogos até aplicativos. Mas e como as empresas fazem para lucrar? Aqui, há a questão do recolhimento das informações dos usuários e, principalmente, a venda de espaços para que outras empresas possam anunciar. Por exemplo, quando você está vendo um vídeo e aparece uma propaganda na tela.

4. Isca e Anzol – Consiste em oferecer um produto básico a um preço muito baixo e depois cobram preços excessivos pelas recargas. Exemplos: Gillette, Epson, HP, Nespresso etc.

Excelente oportunidade para fidelização de cliente que precisam recorrer aos serviços com frequência, conforme o uso efetuado.

5. Assinatura: o conceito é bastante simples, o consumidor paga periodicamente para ter acesso a produtos e serviços. Hoje, existem os serviços de streaming, como Netflix e HBO Go, que fornecem filmes e séries. Há ainda o chamado “Netflix dos livros”, o Kindle Unlimited, que permite uma locação de livros por meio de uma assinatura e do dispositivo Kindle.

Os novos modelos de negócio encontram uma terra fértil com a transformação digital. Quer saber mais sobre o assunto? Converse conosco e continue acompanhando os novos artigos!

Plataforma de negócios digitais, transformação digital e empresas exponenciais: o que essas organizações têm em comum?

Uma plataforma de negócios digitais faz com que exista o encontro de quem está ofertando e de quem está demandando, ou seja: o produto ou serviço por parte daquele que está oferecendo e o interesse na aquisição dos produtos ou serviços pelo demandante. Uma plataforma de negócios digitais também é considerada um modelo de negócio exponencial. Para entender melhor, basta pensar em como os videogames atuais adotaram a integração entre os desenvolvedores de jogos e, do outro lado, os jogadores que estão fazendo uso dos recursos do aparelho.

No entanto, não é um modelo de negócio que vem de hoje, antes mesmo de entrar no mundo digital, as plataformas já podiam ser vistas em estruturas bastante populares, como os shopping centers. Afinal, eles agrupavam e organizavam as marcas e vendedores, que por sua vez pagavam para estar ali. Já os consumidores podiam frequentar a localização e encontrar o que procuravam.

Plataformas de negócios digitais e as mudanças tecnológicas

Se as plataformas datam de uma época pré-internet, certamente o seu crescimento atual foi impulsionado pelo mundo digital. Mesmo que o modelo de negócios tenha surgido anteriormente, com a internet, uma plataforma de negócios digital ganhou novas possibilidades, facilitando e elevando a conexão entre oferta e comprador a um outro nível:

  • Não é mais preciso se locomover, percorrer distâncias ou, até mesmo, ficar impossibilitado de satisfazer uma demanda justamente por conta de barreiras físicas e geográficas.
  • Os desenvolvedores de produtos e serviços conseguem alcançar uma parte imensuravelmente maior da população e encontrar o seu público-alvo nos mais diversos pontos do globo terrestre.
  • Da mesma forma, os compradores saem das limitações de um comércio local para ter acesso a tecnologias e inovações de praticamente o mundo inteiro.

Plataformas de negócios digitais e a Transformação Digital

Levando em consideração a atuação da internet como impulsionadora de uma plataforma de negócios digitais, a transformação digital tem capitaneado avançados significativos para ambas as partes que compõem o modelo. A partir da inteligência e análise de dados, tecnologias móveis e da computação em nuvem, as plataformas têm conseguido entregar cada vez mais valor, seja na criação de novos serviços, como o Netflix, Amazon e Airbnb, como ao oferecer uma orientação maior ao promover um match entre quem procura e quem oferece, a partir de histórico de compra e busca, além da análise de comportamento.

A plataforma de negócios digitais funciona também como uma ponte para troca de valores na criação de um benefício ainda maior. O que significa que as empresas conseguem ampliar ainda mais sua visão para as criações que antes operava com um limitador de dados e informações sobre as necessidades do seu público. Hoje, tudo funciona em um grande processo de co-criação com os próprios usuários, a partir, por exemplo, da análise de novas demandas e de outros dados que são possíveis de serem explorados.

Dessa forma, novos modelos e mercados têm surgido com um velocidade ainda maior. Há grandes marcas que exemplificam o uso da tática, como as esportivas Nike e Under Armour, pois por meio de uma plataforma digital, puderam incluir em suas ofertas a tecnologia fitness vestível, algo que tem se tornado fundamental para competir em escala.

Quais são os pontos críticos deste modelo de negócio?

Há três pontos de destaque em todos os setores nos quais opera uma plataforma de negócios digitais: criação de valor, atração de novos usuários e propensão a evoluir.

  1. Criação de valor: aqui a conexão com a transformação digital torna-se bastante nítida, pois além da oferta em qualquer lugar e qualquer hora, há o fator da análise de informações e dados para identificar oportunidades de negócios e previsões de mercado. Diante disso, a plataforma de negócios digitais acaba impulsionando a transição de organizações de única operadora para uma rede digital, no qual compartilha-se inteligência e cria-se relacionamentos, gerando mais valor e crescimento de vendas.
  2. Atração de novos usuários: a natureza acessível e intuitiva da plataforma de negócios digitais tende a ampliar o alcance daqueles que usam, não se limitando somente a especialistas técnicos, fazendo com que exista uma cultura mais integrada.
  3. Propensão para evoluir: não há um produto acabado, a plataforma é um trabalho em andamento. Se a transformação digital está em mudança constante, é o mesmo cenário de uma plataforma de negócios digitais. É preciso facilitar oportunidades de inovar e explorar novas ideias rapidamente e com baixos custos, sem limitações técnicas.

Tendo em vista os três pontos acima, a conexão entre plataforma de negócios digitais, transformação digital e empresas exponenciais é vista com maior clareza. Com base nisso, qual sua opinião sobre tal conexão? Ficou com alguma dúvida? Converse conosco!

Educação corporativa

Educação corporativa e TD: por que a transformação dos talentos é tão importante quanto a dos processos

Há um senso que faz parte de todas as organizações, aquele que diz respeito ao como você sente ao entrar em determinado local. É comum que ele seja descrito como cultura, ambiente de trabalho, clima organizacional, entre outros. No entanto, como é reforçado em “RH de Dentro para Fora: Seis Competências para o Futuro da Área de Recursos Humanos”, não importa de qual maneira é denominado, o que deve ser considerado é que, sim, é algo real. Também é um fenômeno que impacta as diversas pontas, desde o cliente que chega para fazer negócios, como o colaborador que está imerso naquela sensação. Por isso, é que muitos profissionais de RH sabem que é preciso de capacitação por meio de educação corporativa para que se crie a atmosfera certa que conduzirá ao sucesso – ou até a transformação digital.

Agora, imagine quanto é preciso para construir a cultura organizacional em um contexto rápido e tecnológico. É, por conta disso, que a educação corporativa tem se tornando a melhor amiga da transformação digital. Pense que criar o que é certo nos negócios a partir de perspectivas culturais é o mesmo que encontrar quais são os valores, normas e padrões que direcionarão a organização. Já, fazer o mesmo por meio de processos, significa identificar e melhorar os processos-chave. Se, a criação se der pela lógica de competências, serão aperfeiçoadas atividades funcionais. Por último, criar por meio de uma visão de recursos é sinônimo de encontrar quais são os recursos da empresa que entregarão valor. Todas essas abordagens podem ser sintetizadas por uma lógica de capacitação e educação que permitirá ao RH conduzir os negócios para o caminho mais adequado.

A educação corporativa permite desenvolver e alcançar a maturidade nas diferentes perspectivas citadas anteriormente, inclusive no âmbito digital. Levando em consideração que a transformação digital interfere no cenário tradicional ao adotar soluções tecnológicas e, mais do que isso, impacta e modifica o ambiente ou cultura organizacional. Mais do que tecnologia, a transformação digital permite uma série de benefícios e vantagens competitivas, como a ampliação de possibilidades e de resultados para a empresa. No entanto, a educação corporativa não possui um trabalho simples, basta analisar o quão a transformação digital exige das organizações para alcançar a maturidade digital, incluindo a preparação para quebra de paradigmas e novos conceitos de trabalho e interação com as pessoas.

Agora, como promover uma educação corporativa que permitirá todos os ganhos da transformação digital, incluindo a cultura organizacional? Não basta somente procurar por uma capacitação apenas por que é preciso aprender rápido para não ficar para trás. Certamente é um motivo mais do que válido. Porém, deve-se ir adiante e buscar na educação corporativa as capacitações que de fato, identificarão oportunidades, o desenvolvimento de talentos e a aplicação de ambos dentro de um cenário propício para que ocorra a transformação digital.

Como unir a educação corporativa e a transformação digital na empresa?

As empresas que estão promovendo a transformação digital precisam investir corretamente na educação corporativa para garantir que os resultados sejam realmente relevantes. Mas, para que isso, aconteça, há algumas boas práticas que são fundamentais. Na sequência, você encontrará uma seleção delas.

  1. Entenda qual é o foco e não desperdice energia: mais do que se dedicar a diferentes propostas de educação corporativa, o ideal é entender quais são aquelas que possuem os fatores necessários para causar o impacto desejado.
  1. O seu mestre deve ser o melhor: nada de se comparar com empresas com um desempenho baixo ou que não estão no patamar adequado para a transformação digital. Aqui, a dica é aprender com o melhor, tendo como alvo em sua educação corporativa aquelas organizações com uma alta performance dentro do maior cenário possível. Inclusive, deve-se olhar para os setores irmãos em que as capacitações se tornaram um destaque, buscando modelos e personalizando eles.
  1. Tenha sempre um lugar reservado para a criatividade: o incentivo ao novo e ao criativo favorecem um mindset adequado para a transformação digital. Portanto, as capacitações devem permitir a criação de espaços para a experimentação, a colaboração e a inovação.
  1. Não se trata apenas de tecnologia: novamente, assim como a transformação digital alcança mais do que as soluções tecnológicas, o mesmo acontece com a educação corporativa. É, sim, essencial que os colaboradores estejam habilitados para o convívio e a manutenção das novas tecnologias, mas não é só isso. As capacitações devem também desenvolver competências profissionais importantes que possam contribuir com aquelas que são peças-chave na transformação digital. São exemplos de habilidades essenciais: colaboração, inovação, liderança, criatividade, etc.
  1. Mais do que atividades: a educação corporativa é um conglomerado, um conjunto de atividades, não somente um ato isolado, ou uma busca única. Mais do que a ação, é imprescindível o entendimento dentro da capacidade que está sendo desenvolvida. Não são soluções prontas e sozinhas, mas o exercício de competências para determinado fim.

Quer saber mais sobre educação corporativa para a transformação digital? Vamos continuar nossa conversa nos comentários!

Transformação digital no RH

Transformação digital no RH: como construir um time para crescer e inovar

As mudanças que estão ocorrendo globalmente vão além da tecnologia e das máquinas, prova disso é o protagonismo da transformação digital no RH. Em uma pesquisa recente, os riscos da transformação digital apareceram em primeiro lugar para grande parte dos diretores, CEOs e executivos high level. Isso se justifica no fato de que dos quase 1,3 trilhão de dólares gastos em transformação digital em 2018, pelo menos 900 bilhões desse montante podem ser considerados desperdiçados. É justamente aqui que entra a transformação digital do RH, pois apesar de as tecnologias digitais prometerem e oferecem mil possibilidades de aumento de eficiência e conexão com os clientes, de nada adianta se não houver um esforço global de todos os setores e a mentalidade certa para as mudanças das práticas organizacionais atuais.

Se a transformação digital não se trata somente de uma solução tecnológica, é fundamental estar preparado para os desafios que acompanham o novo cenário. Trata-se de uma capacitação que alcança os diversos níveis da organização. Por conta disso, é tão relevante que a transformação digital no RH possa viabilizar a construção da liderança sob novas perspectivas e que, a partir de então, os demais colaboradores possam aderir os diversos aspectos que fazem parte da transformação digital. Mas como colocar isso em prática e construir um time focado em crescimento e inovação?

Transformação digital no RH: crescer e inovar

Para que a transformação digital no RH consiga propiciar a construção de um time que participara do crescimento e da inovação na empresa, algumas mudanças devem ser realizadas. Isso porque se é esperado que com as novas perspectivas e desafios surgidos em decorrência das demandas e exigências de um contexto diferenciado, criem-se comportamentos que vão desde a aceitação até receios. Confira abaixo, algumas questões-chaves para facilitar essa mudança:

Planejamento estratégico da força de trabalho:

Entre alguns dos pontos salientados pela Gartner, em seu artigo sobre “Every Organizational Function Needs to Work on Digital Transformation”, a transformação digital no RH engloba as preocupações dos funcionários em relação a suas habilidades e o fato de “ficar para trás”. Portanto, é fundamental repensar, inclusive, em iniciativas que  gerenciarão talentos e promoverão reciclagens. É natural que exista uma demanda por destreza digital, que se torna uma guarda-chuva para uma série de aspectos, como crenças, mentalidades e comportamentos que acelerarão a entrega de resultados dentro das iniciativas digitais. Sendo assim, a capacitação está no topo da lista de muitos líderes.

Clareza estratégica:

Outro ponto que a transformação digital no RH deve lidar é com as rupturas ocasionadas pelas ambições digitais das empresas e, por esse motivo, promover o auxílio na busca pela clareza daquilo que a equipe deve ter como objetivo. O que pode acontecer é que as novas ambições batam de frente com aqueles que são os objetivos operacionais consolidados e que estão implantados na cultura da empresa, criando, dessa forma, uma série de prioridades competitivas que podem trazer confusão para os funcionários e, por consequência, um desequilíbrio. Se não houver clareza estratégica, é bastante difícil que a equipe saiba onde deve de fato se concentrar e com qual grau de velocidade, qualidade, eficiência e inovação devem trabalhar. Um cenário assim é propenso ao estresse e, sendo assim, a uma redução do desempenho geral.

Direcionando a nova realidade operacional:

Quando se pensa na evolução digital, um dos pontos cruciais que é levantado em conjunto é a segurança dos consumidores e das próprias organizações. Em grande parte das empresas, tal responsabilidade, da segurança cibernética, acaba ficando a cargo do CIO. Sendo que os CIOs devem, em consenso com as novas diretrizes da transformação digital no RH, buscar a educação das diretorias e dos executivos high level sobre a importância de considerar e assumir a responsabilidade pela segurança cibernética. É uma realidade operacional que acaba tocando as diversas áreas da empresa, pois trata-se de um desafio entre cumprir suas funções e gerenciar os riscos que surgem na mesma velocidade que os negócios digitais e, também, por conta deles.

A transformação digital transcende o puramente tecnológico, pois se está falando de uma transformação digital que atinge pessoas. Vamos discutir mais sobre o assunto? Deixe sua dúvida ou comentário!

Transformação digital e projetos: por que a experiência do cliente deve estar no centro da estratégia

Classificar como funciona o relacionamento entre transformação digital e projetos nem sempre é uma boa ideia. Em grande parte, por transformação digital ser profundamente dependente do cenário e da intenção. É por isso que Brian Solis, analista digital e futurista, observa que diversas vezes as iniciativas do gênero partem de um “transformação digital de…”, fruto de um esforço tímido ou de um grupo, mas que não exatamente alcançam as partes maiores da empresa. Contudo, também traz uma importante lição extraída de sua pesquisa, na qual constatou repetidas vezes que quando há um foco na experiência e engajamento do cliente, mesmo que a transformação digital e projetos comecem aos poucos, acabam transformando o todo.

A própria necessidade da transformação digital se consolida cada vez mais na relevância que as experiências tecnológicas e digitais têm representado para os clientes. É o foco na experiência do cliente. A abordagem e a produção são customizadas, assim como a comunicação. Os dados estão no centro de transformações digitais e processos e as empresas precisam estar preparadas.

Transformação digital e projetos: por onde começar?

Se é preciso encontrar uma soma entre transformação digital e projetos que resulte em uma boa experiência do cliente, a condução das iniciativas internas de mudanças são um ponto-chave. Abaixo, separamos cinco ensinamentos dos especialistas Behnam Tabrizi, Ed Lam, Kirk Girard e Vernon Irvin que auxiliarão a implementação da transformação digital que, por sua vez, deverá focar na experiência do usuário.

  1. Qual é a sua estratégia de negócio? Para conseguir o alinhamento entre transformação digital e projetos e liderar as organizações com base nisso, é preciso uma estratégia comercial com uma abordagem mais ampla. Isso evita de os líderes irem pelo caminho do desempenho organizacional com base em tecnologias digitais somente com uma ferramenta específica. Primeiro, é preciso metas concretas bem estabelecidas, para depois decidir quais serão as ferramentas digitais. E com um pensamento bastante claro de que não existirá uma única tecnologia que fornecerá aquilo que se busca, mas descobrir que  a melhor combinação entre ferramentas pode variar de um lugar para outro.
  1. Você está olhando para dentro? Outra dica sobre a combinação entre transformação digital e projetos é alavancar as pessoas de dentro da organização. É comum que as empresas que pretendem implementar iniciativas de transformação digital acabem optando por consultores externos. Contudo, também é igualmente comum que os consultores externos acabem aplicando soluções prontas com o argumento de ser uma “boa prática”. Uma abordagem diferenciada é confiar no que os especialistas denominam como sendo “insiders”, colaboradores com conhecimento aprofundado sobre aquilo que pode funcionar e também o que não terá êxito dentro das operações rotineiras.
  1. Qual o fluxo de projeção da experiência do cliente? Aqui, o ideal é que a combinação entre transformação digital e projetos consiga projetar a experiência do cliente de fora para dentro. Como, nesse caso, o objetivo da transformação digital é melhorar a satisfação e aproximar os clientes, é imprescindível que antes mesmo de colocar em prática qualquer esforço exista uma etapa de diagnóstico no qual os próprios clientes contribuam. A melhor maneira de encontrar os pontos que devem ser alterados e entender como fazer isso é conseguir informações detalhadas com os clientes.
  1. Os colaboradores estão com medo de serem substituídos? Quando o misto entre transformação digital e projetos é visto como uma ameaça aos empregos, os funcionários poderão (de forma consciente ou inconsciente) oferecer uma forte resistência às mudanças. Para eles, na ocasião acima, se a transformação digital não for eficaz, o caminho natural é que a administração das empresas acabe deixando de lado os esforços e, por conta disso, os empregos estarão seguros novamente. Portanto, a liderança tem um papel fundamental em entender e reconhecer quais são os medos dos colaboradores e ressaltar o processo digital como um benefício. Os funcionários devem perceber a transformação digital como uma oportunidade para aperfeiçoar seus conhecimentos e habilidades de acordo com as demandas que surgirão futuramente no mercado.
  1. Qual é a cultura da sua empresa? Por fim, uma recomendação dos estudiosos, é trazer a cultura de startup para dentro. Lá, as decisões são ágeis, há uma prototipagem rápida e estruturas horizontalizadas. A transformação digital e projetos não são 100% certos, pelo contrário, as mudanças precisam ser feitas, mesmo que provisoriamente, e depois serão ajustadas durante o caminho. Também há um envolvimento geral de todos os grupos que fazem parte da organização. Por isso, não se consegue ter uma hierarquia tradicional, e é indicada uma estrutura separada do restante da organização.

Vamos continuar nossa conversa sobre transformação e projetos com foco na experiência do usuário? Deixe um comentário ou fale conosco!

Buzz e transformação digital: potencialize o poder da sua rede de clientes!

Contar com uma rede de clientes é algo muito importante para quem pretende provocar a transformação digital na empresa. É o que David L. Roger, em “Transformação digital: Repensando o seu negócio para a era digital”, afirma. Para isso, é preciso conhecer os objetivos dentro de uma estratégia elaborada com foco na rede de clientes. Com isso, além de conhecer profundamente o cliente que é o alvo dessa aproximação, é possível iniciar a concepção das ações que serão traçadas.

A concepção de uma estratégia de transformação digital com base na rede de clientes possui alguns comportamentos centrais, conforme apontado pelo especialista. São cinco conceitos extremamente valiosos, cujo objetivo é auxiliar na geração de ideias qualificadas para um determinado projeto. Primeiro, se faz um resgate dos objetivos propostos para os clientes específicos, aqueles que serão capturados pelas ações definidas. Também se leva em conta outros aspectos, como as necessidades e desafios dele. Depois disso, é possível escolher uma ou até mais dentre as cinco propostas que iremos apresentar na sequência sobre os comportamentos centrais das redes de clientes:

  • Acessar: rápido, fácil, sempre presente, sempre ligado.
  • Engajar: uma fonte de conteúdo relevante.
  • Customizar (personalizar): adequar os fatores “cliente” e “oferta”.
  • Conectar: estar próximo e fazer parte das conversas com quem é o foco.
  • Colaborar: solicitar a colaboração do cliente para a co-criação de melhorias no seu negócio.

Para entender como as informações se conectam, caso uma pessoa esteja pretendendo ir para o lado do engajamento, em que se tornará uma ótima fonte de conteúdo relevante para o seu cliente, como em um diferencial Premium para VIPs, há de se pensar em criar vários tipos de conteúdo. Um dos tipos pode ser um vídeo em que há uma explicação fácil, recomendações baseadas em preferências individuais, entre outros. É possível uma estratégia ampla e um objetivo com diversos conceitos.

O especialista em transformação digital recomenda ainda determinadas perguntas para conseguir manter o foco na criação de valor para o cliente:

Acessar: como tornar a experiência rápida e fácil? Como integrar interações? Como tornar mais acessível e automatizado?

Engajamento: como atrair atenção? Quais desafios o conteúdo poderia resolver? Alguém que não seja da empresa recomendaria o seu conteúdo?

Customização: quais as diferenças das necessidades e interesses do cliente? Por que um experiência customizada? Como ajudar a fazer a escolha certa sem ultrapassar limites?

Conexão: que conversas importantes para você estão acontecendo entre os seus clientes? Como melhorar a conversa sem se tornar um intrometido? Como aprender com elas? Como contribuir com elas?

Colaboração: quais seriam as competências dos clientes utilizadas para alcançar o sucesso? Como fariam isso? Qual seria o motivador dos clientes? Como garantir aos clientes o sentimento de validação e recompensa?

Como criar uma estratégia de marketing para a transformação digital?

No funil do marketing, há determinadas etapas que serão impactadas por cada um dos comportamentos acima. Basta imaginar que é preciso atrair, nutrir e, somente depois, vender. Em um primeiro momento, quando se está no começo do funil de vendas, as estratégias de engajamento e acesso podem otimizar a conversão inicial de um potencial cliente e aproximá-lo da empresa. Já, na sequência, a customização e a conexão  evoluirão o relacionamento, no que consideramos o meio do funil. Por fim, no fundo do funil, a colaboração fará com que suas oportunidades se tornem em vendas e, inclusive, poderia fazer o importante papel de pós-vendas.

Tendo isso em vista, quando há um buzz do negócio, em um marketing formado por uma rede de clientes, no qual os pares indicam entre si experiências, produtos e serviços, deve-se aproveitar para otimizar a evolução do funil de vendas e colocar mais clientes para dentro da sua base. Utilizar sua rede de clientes para gerar o buzz marketing é algo bastante natural, afinal, se espera que aquilo que está sendo oferecido seja tão valioso e entregue uma experiência com tamanha qualidade, que tal entrega seja repassada para frente como uma recomendação. Então, ao utilizar as estratégias que exploram os comportamentos explicados anteriormente e que impactam diretamente no funil do marketing, é fundamental que a disseminação “boca a boca” esteja entre as alternativas de ação. Atualmente, as empresas conseguem mensurar e monitorar como está sendo a propagação das suas ofertas e, se necessário, reverter situações ou aproveitar oportunidades.

Quer entender melhor como o buzz marketing e a transformação digital se conectam? Converse conosco!

Guia para transformação digital: alguns pontos essenciais para a estratégia de sucesso

Novos referenciais são os agentes de mudança nas empresas. Por isso, quando se pensa em transformação digital, é necessário entender o que precisa servir de norte para que sejam formuladas estratégias em um cenário digital. Em Transformação digital: Repensando o seu negócio para a era digital, David Rogers elenca cinco domínios para guiar uma estratégia digital: clientes, competição, dados, inovação e valor. Entender cada um e identificar o grau de maturidade deles dentro do negócio pode, além de servir de ponto de partida para mudanças, fornecer um diagnóstico do próprio estágio de maturidade e crescimento digital.

Com a consciência dos cinco domínios propostos por Rogers, as empresas conseguem estabelecer um guia de transformação digital e passar a trabalhar com conceitos-chave que levarão até respostas e resultados diferentes do tradicional. É fundamental compreender que ninguém está mais sozinho, os negócios estão conectados e as pessoas estão conectadas. Para desenvolver melhor os conceitos que  auxiliarão a criar seu próprio guia de transformação digital,  destrincharemos os domínios apontados pelo especialista.

Transformação digital: 5 domínios para guiar sua estratégia

  1. Clientes: as tecnologias digitais fazem com que se analise determinados aspectos a partir de uma nova ótica. Na transformação digital, um dos pontos iniciais a ser observado são os clientes. De acordo com o especialista, anteriormente, pensando em uma teoria convencional, os clientes eram interpretados como um aglomerado de atores impactados pelo marketing e a propaganda. Outro ponto, é que se esperava focar em um produto que pudesse abranger o máximo de clientes possíveis e usar mídias e mensagens de massa, falando com o maior número de pessoas ao mesmo tempo.

Com a transformação digital, há uma transição entre os mercados de massa para a rede de clientes. Dessa forma, os clientes se conectam e interagem com as marcas e com os próprios pares. Por conta das ferramentas tecnológicas e dessa maneira como se conduz as relações de compra, as empresas também precisam redesenhar nos seus funis de marketing o processo que leva o cliente a descobrir e adquirir o produto ou serviço.

  1. Competição: o próximo aspecto da transformação digital é sobre competição. Novamente, do ponto de vista tradicional, a competição e a cooperação não andavam juntas. Era aquela história de rivalidade entre empresas, mesmo que fossem muito parecidas. E, por sua vez, cooperavam com fornecedores. Mas o mundo sem fronteiras setoriais proposto pela transformação digital está mudando esse panorama. Os desafios estão mais em concorrentes que podem ser considerados estranhos ao setor do que aquelas empresas que são parecidas entre si. Também é importante citar que o modelo de negócio de plataforma tem permitido uma interação muito maior. 
  1. Dados: o que as empresas estão produzindo, como estão fazendo a gestão e, por fim, de qual forma estão fazendo uso dos seus dados? Se antes os dados vinham a partir de pesquisas de clientes e inventários físicos, a transformação digital fez cair uma chuva de dados. E eles estão vindo de interações internas e externas. Mídias sociais, mobile e outras ferramentas tecnológicas são ótimos meios para ter acesso a mais dados. O que permite fazer diferentes tipos de previsão, descobrir padrões e entregar mais valor. A inteligência dos dados saí de determinados setores e passa a influenciar o negócio por inteiro.
  1. Inovação: inovação e transformação digital caminham lado a lado. Aqui, a inovação entra como o processo que é estabelecido para a criação de ideias até o lançamento no mercado. Mas não se pensa mais com o foco antigo, do produto finalizado e com alto custo. As tecnologias permitem que o aprendizado não acabe e que existam etapas de rápida experimentação, assim como protótipos de viabilidade mínima, os MVPs.
  1. Valor: quando se fala em valor significa aquilo que o negócio entrega ao cliente. Com a transformação digital, a proposta de valor não é mais imutável, passa-se a acompanhar as necessidades que vão surgindo e sendo definida por elas. Para isso, é preciso estar sempre atento ao que é oportunidade e criar valor, não apenas esperar uma mudança se tornar crucial para tomar alguma ação.

Como sua empresa está em cada domínio acima? É preciso agir.  Deixe suas dúvidas e opinião em nossos comentários.

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É possível acelerar a transformação digital nas empresas?

Fazer acontecer a transformação digital nas empresas não é apenas uma questão de tendência, essa é uma forma de garantir a permanência no mercado. Se o negócio não está preparado, por exemplo, para oferecer uma experiência adequada ao consumidor, certamente seus resultados serão impactados. Isso quer dizer que é preciso estar atento ao que a evolução tecnológica está trazendo de novidade e o que está se tornando cultural. Para se ter uma ideia, segundo dados da Google, os consumidores estão mais impacientes, 53% deles abandonam sites que demoram mais de três segundos para carregar. Ou seja, fazer uso da tecnologia corretamente é mais do que uma oportunidade de manter o público próximo, é uma necessidade.

Outro ponto relacionado com a transformação digital nas empresas e a expectativa do consumidor é a aproximação e a personalização. As experiências personalizadas e com relevância promovem conexões valiosas que impactam no alcance das metas do negócio. No Estados Unidos, 89% dos profissionais de marketing afirmam que a personalização de conteúdo dos sites ou aplicativos resulta em crescimento de receita. E como promover a personalização? Por meio do uso de dados de forma inteligente, uma característica forte da transformação digital. Acaba sendo tão natural que cerca de 63% das pessoas esperam que as marcas façam mesmo o uso dos seus históricos de compra para customizar as experiências que oferecem.

São diversos meios de fazer com que as possibilidades tecnológicas trabalhem a favor do negócio e conectem as marcas com os consumidores. Para quem está começando esse processo, é essencial entender que a transformação digital nas empresas pode, sim, ser acelerada. O ponto-chave é pensar grande, entender sobre o impacto de um novo contexto no mercado, mas começar dentro dos seus limites. Planejamento é a palavra de sucesso. Por isso, começar pequeno não é algo ruim, pelo contrário, planejar e dar passos conforme as possibilidades do negócio é uma ótima combinação.

Mais dados, mais rapidez, maior performance. A transformação digital nas empresas tem muito a somar com os resultados. Por meio dos dados, da sua reunião e análise, é possível aumentar a compreensão do mercado, dos clientes e do próprio momento do negócio. Para tornar realidade as oportunidades da evolução tecnológica, além do planejamento, há alguns tópicos que podem contribuir para acelerar o processo e, consequentemente, os resultados. Confira as nossas dicas na sequência.

5 dicas para acelerar a transformação digital nas empresas

Entender que a transformação digital nas empresas é essencial já é um excelente começo. Agora, o próximo passo é colocar em prática ações que permitam criar estratégias que fornecerão um upgrade na transformação digital, agilizando e acelerando os processos. Entre as ações, selecionamos alguns exemplos da especialista Maribel Lopez que podem servir como dicas norteadoras.

  1. Cloud computing para simplificar: diversos softwares têm adotado a simplificação por meio da transição para SaaS (software como serviço), além de fazer uso da infraestrutura de empresas de IaaS (infraestrutura como serviço). Dessa maneira, os clientes obtêm acesso a um software mais simples e fácil não só de usar, mas também de atualizar. Em muitos casos, a transformação digital nas empresas ocorre quando há simplificação de serviços.
  1. Cloud e big data permitem a personalização: a nuvem possibilitou escala, flexibilidade e oportunidade de novos modelos de negócios, como a personalização. Diversas marcas estão utilizando machine learning para garantir aos seus clientes um produto personalizado e, novamente, com agilidade na entrega.
  1. Novas interfaces para mais experiências: considerando a última era do design, a mobilidade esteve no seu auge, permitindo que o design de experiência do usuário trabalhasse com touch, app stores e desenvolvimento de telas menores. Atualmente, é possível pensar na transformação digital nas empresas fazendo uso de mais campos, como interfaces de voz, realidade aumentada e experiências imersivas com realidade virtual.
  1. Desafios da mudança comportamental: para acelerar a transformação digital nas empresas é preciso não subestimar os desafios com a mudança comportamental. Sempre que se altera um processo, é fundamental que o resultado seja significativamente mais desejável para criar uma mudança de comportamento. A questão está na criação de uma experiência do usuário superior em relação à funcionalidade, facilidade de uso e facilidade de treinamento.
  1. Capacitação da equipe: se é preciso se preocupar com as mudanças comportamentais do usuário, é imprescindível considerar a capacitação da equipe para absorver tais mudanças. A transformação digital das empresas precisa estar alinhada com a maturidade dos profissionais do time. Por isso, quanto mais conhecimento, maior a aceitação e, por sua vez, a capacidade de inovação.

Como está sendo a sua experiência com a transformação digital? Conte para nós. Para saber mais sobre o assunto, continua nos acompanhando!

transformação cultural

Transformação cultural: por que a mudança no mindset é o primeiro passo para a transformação digital?

Você já deve ter ouvido falar muito sobre mindset. Sobre “o mindset da empresa”, o “mindset da equipe”, um “mindset de empreendedor” e assim por diante. Mas qual é o significado isso? Além da definição do termo, que diz respeito aos valores e predisposições de um grupo ou de uma pessoa para adotar determinado padrão de comportamento, o mindset está intimamente ligado com a transformação cultural e a transformação digital. Em “Mindset: A nova psicologia do sucesso”, Carol Dweck traz dois tipos de mindset que precisam ser compreendidos, pois é a partir do entendimento de cada um deles que se torna factível uma verdadeira mudança. Veremos mais na sequência.

Seguindo o pensamento de Dweck, a transformação cultural pode ser associada ao mindset quando se fala, por exemplo, da diferença entre ouvir opiniões de sábios sobre assuntos que exigem expertise e, por sua vez, entender como e de qual forma a assimilação desses pontos de vista podem ser aplicados a você. A opinião que cada um adota de si, de acordo com as pesquisas levantadas pela publicação, é um fator determinante para a nortear a vida da pessoa. Uma simples crença começa a ter grande  poder a partir da concepção de qualidades imutáveis, no qual nos deparamos com o primeiro tipo de mindset, o mindset fixo. Aqui há um pensamento fixo, imutável, no qual há uma constante necessidade de provar o próprio valor.

Transformação digital e o mindset de crescimento

Existe ainda mais um tipo de mindset identificado por Carol Dweck. Nele, não há uma pré-determinação de qualidades que irão acompanhá-lo para sempre. Ou, como é explicado no livro “Mindset”, a inteligência, a personalidade e o caráter, assim como demais características, não devem ser consideradas como cartas de um baralho, no qual cada um recebe as suas e deverá viver sempre tentando convencer a si e aos outros “jogadores” que tem um belíssimo jogo em mãos, mas com medo, em seu íntimo, de ter apenas poucas e fracas combinações. Trata-se apenas do começo. Cada um recebe suas cartas, mas estará livre para desenvolvê-las. É o chamado mindset de crescimento.

No mindset de crescimento, bastante importante para a transformação cultural, se dá justamente a oportunidade de mudar, de evoluir. Ele está arraigado na crença de que cada pessoa consegue cultivar qualidades básicas a partir dos esforços particulares. Mais do que acreditar que é possível se tornar qualquer coisa, como um gênio em diferentes artes, o cerne da questão está no verdadeiro potencial que, por sua vez, é desconhecido. Por isso, não há nada fixo, pois não é possível antever o que alguém conseguirá alcançar após períodos que envolvem “paixão, esforço e treinamento”.

Da transformação cultural para a transformação digital

Entender se há um mindset digital é também estar aberto para o mindset de crescimento. E, para que se chegue até a transformação digital, é fundamental que exista uma transformação cultural. São eventos interligados. A questão da adaptação, trazida pelo mindset de crescimento, no âmbito digital se torna mais clara como quando abordada pelos especialistas da Deloitte no artigo “Achieving digital maturity”. Na publicação, coloca-se como uma premissa do mundo atual, a capacidade de integrar-se com ambientes de mercado cada vez mais digitais, aproveitando-se das tecnologias digitais.

Mas como prosseguir para o mindset digital? A partir de uma pesquisa global que envolveu mais de 3.500 gerentes e executivos, MIT Sloan Management Review e Deloitte elencaram cinco práticas de quem está fazendo uma transformação cultural em prol de uma transformação digital. São elas:

  1. a implementação de mudanças sistêmicas na forma de organizar e desenvolver forças de trabalho estimula a inovação no local de trabalho e cultiva culturas e experiências digitais;
  2. trabalhar com horizontes de planejamento estratégico mais longos é um diferencial de organizações mais maduras digitalmente, com 30% olhando para cinco anos ou mais contra 13% das organizações com menor maturidade digital;
  3. dimensionar pequenos experimentos digitais em iniciativas que tenham impacto no negócio, descobrindo de forma perspicaz e disciplinada como financiar tais empreendimentos para que não enfraqueça diante das necessidades de investimento mais imediatas;
  4. ser um ímã de talento, fazendo com que os colaboradores e executivos sintam que há espaço para o desenvolvimento de suas habilidades digitais;
  5. assegurar que os líderes tenham a visão necessária para liderar uma estratégia digital e disposição para comprometer recursos para alcançar essa visão.

A importância da transformação cultural para a transformação digital está relacionada com a estratégia de negócios, principalmente para se manter a par das evoluções e revoluções demandadas pelo ambiente que está sendo estruturado e desenvolvido pela tecnologia. Quer saber mais como mudar o mindset para alcançar esse objetivo? Continue nos acompanhando ou entre em contato.