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Inovação Aberta hubs de conexão

Inovação aberta e hubs de conexão: quais os modelos disponíveis?

A inovação aberta proporciona a parceria estratégica entre startups e empresas estabelecidas no desenvolvimento de soluções para acompanhar as dinâmicas mudanças do mercado, por meio dos hubs de conexão. Espaços que estimulam a interação entre diferentes agentes para o surgimento de ideias inovadoras, proporcionando um ambiente favorável para testar novas tecnologias e promover networking.

Estar imerso em um ecossistema de inovação é essencial, tanto para empresas iniciantes quanto para as já consolidadas. Afinal, ambientes de inovação estimulam o compartilhamento de conhecimento e experiências criativas que impulsionam a criação de novos produtos e serviços. 

Ao buscar parceria estratégica com os diferentes atores do ecossistema de inovação, como, universidades, empreendedores, investidores e iniciativas públicas e privadas, torna-se viável implementar a Inovação Aberta. E, assim, incorporar a visão de startups nas organizações que ainda atuam com o modelo de gestão tradicional, impactando positivamente nos processos organizacionais como um todo.

No Webinar sobre Inovação Aberta e seus Ecossistemas, com a participação da Clarissa Teixeira — professora e pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que coordena o grupo de pesquisa VIA Estação Conhecimento, referência nacional em pesquisa sobre habitats de inovação — abordamos a importância dos ecossistemas de inovação para fomentar a Inovação Aberta.

Esses ambientes caracterizam-se por integrar diferentes atores com intuito de promover o compartilhamento de conhecimento e o estímulo à criatividade para amparar o desenvolvimento tecnológico de uma região, impulsionando o potencial inovador de pessoas e organizações

Na oportunidade, Clarissa compartilhou práticas bem-sucedidas de inserção da Inovação Aberta em órgãos públicos para solucionar os seus principais desafios com apoio de outros atores do ecossistema, comprovando que a divergência de debates e ideias é fator fundamental para a inovação. Assista ao webinar para aprofundar seu conhecimento sobre o tema.

Modelos de hubs de conexão que fomentam a Inovação Aberta

Existem diferentes modelos de hubs de conexão, espaços que fomentam a Inovação Aberta, a exemplo das pré-incubadoras, incubadoras, aceleradoras, LABs, núcleos de inovação e tecnologia, coworkings, parques científicos e tecnológicos, centros de inovação, centros de pesquisa e desenvolvimento. 

Os hubs constituem-se como mecanismos para geração de empreendimentos e ecossistemas de inovação, sendo considerados instrumentos de políticas públicas para o desenvolvimento local e regional. Cada vez mais esses ambientes tornam-se relevantes por oferecer infraestrutura e suporte que contribui para impulsionar o crescimento de negócios disruptivos, influenciando desde a escolha do local para sua instalação à atração de talentos e investimentos.  

Compreenda alguns modelos de hubs de conexão que contribuem para fomentar a Inovação Aberta nas organizações:

Incubadoras de empresas

O papel das incubadoras de empresas é fornecer apoio como suporte técnico, gerencial e formação complementar aos empreendedores para estimular a criação e o desenvolvimento de negócios inovadores de alto impacto, facilitando o processo de inovação e acesso a novas tecnologias e metodologias ágeis em organizações nascentes.

Aceleradoras de negócios

Aceleradoras são mecanismos de apoio a empresas que possuem um modelo de negócio consolidado e com potencial de crescimento rápido. Conectam empreendedores, investidores, pesquisadores, empresários, mentores de negócios e fundos de investimento e oferecem mentoria, avaliação, treinamentos, crédito ou investimento por meio de fundos ou de capital de risco.

Laboratórios de inovação

Laboratórios de inovação possibilitam a exploração criativa de ideias, o desenvolvimento de testes de conceito, protótipos e produtos mínimos viáveis além de aplicações e o estímulo à cultura de compartilhamento e produção cooperada para testar, avaliar e validar soluções de maneira rápida, flexível e de baixo custo. Como influência desse movimento, surgem diariamente laboratórios de inovação corporativa em grandes organizações, como o Cubo Itaú, Inovabra do Bradesco, Oxigênio da Porto Seguro, LuizaLabs do Magazine Luiza, entre tantos outros que apostam em projetos de risco e atuam de maneira ágil na implementação de ideias inovadoras.

Parques tecnológicos

Estrutura para estimular ou prestar apoio logístico, gerencial e tecnológico ao empreendedorismo inovador e intensivo em conhecimento, com o objetivo de facilitar a criação e o desenvolvimento de empresas que tenham como diferencial a realização de atividades voltadas à inovação. Responsável por gerenciar o fluxo de conhecimento e de tecnologia entre universidades, instituições de Pesquisa e Desenvolvimento, empresas e mercados. Atua na criação e crescimento de empresas de base tecnológica por meio da incubação e de spin offs, além de fornecer outros serviços de alto valor agregado, aliados a um espaço físico e serviços de apoio de alta qualidade. 

As organizações para crescerem e prosperarem precisam estar inseridas em um ambiente propício para incentivar a inovação. A iniciativa deve ser uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo que grandes empresas beneficiam-se do conhecimento de outros atores do ecossistema para o desenvolvimento conjunto de soluções de forma ágil e acessível, o mercado corporativo serve de experimentação para validação dessas inovações, contribuindo para promover a melhoria contínua de uma solução, formando, assim, um círculo virtuoso para aprimorar a experiência dos clientes.


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Liderança Inovadora Hibrido

Liderança inovadora em tempos de trabalho híbrido

As novas formas de trabalho, impõe a necessidade de uma liderança inovadora que tenha a capacidade de estabelecer uma comunicação eficiente e empática com a equipe. Habilidades que devem ser desenvolvidas pelas lideranças diante dos desafios na gestão de equipes que trabalham de qualquer lugar.

Em tempos de trabalho híbrido, o papel da liderança inovadora é reduzir as distâncias impostas, mas respeitando a flexibilidade de tempo e a autonomia nas relações de trabalho, sendo um exemplo para que as pessoas saibam como se comportar nesse novo contexto. 

Independente do formato de trabalho adotado, seja optando pelo trabalho remoto de forma permanente ou promovendo o retorno gradual ao escritório em formato híbrido, a liderança inovadora capta as tendências, aposta na mudança e estimula as pessoas a gerarem ideias e colocá-las em prática. 

Estudo realizado pela Alelo revela que boa parte dos profissionais reconhecem o aumento de produtividade e foco no trabalho remoto (41%), destacando os seguintes benefícios das novas formas de trabalho como pontos positivos: 

  • utilizar o tempo de deslocamento até o escritório para outras atividades (50%); 
  • ter mais tempo para estar com a família (44%); 
  • conciliar atividades do emprego e de casa (40%).    

Para gerenciar equipes à distância, as lideranças precisam conectar-se mais com a pessoa do que com o profissional e desenvolver a escuta ativa para entender como as relações e as expectativas mudaram nesse período para remodelar a rotina organizacional ao momento atual.

Em um cenário de grandes transformações, os maiores desafios das posições de liderança são engajar pessoas, tomar decisões rapidamente, ter estabilidade emocional para resistir às crises e criar estratégias para obter resultados além dos esperados. Nesse contexto, a agilidade mostra-se uma característica fundamental da liderança inovadora

Perfil da liderança inovadora 

A postura de uma liderança inovadora está diretamente alinhada a conceitos ligados à inovação, à habilidade de perceber mudanças e antecipar estratégias, a correr riscos a partir de pontos de vista diferenciados e mais ousados. O desenvolvimento desse perfil de liderança deve atuar em conjunto com a aplicação de novas tecnologias, a valorização do capital humano e o uso da intuição além da razão. 

Líderes inovadores incentivam a coragem e a ousadia de seus times. Além disso, fomentam a criatividade, sendo considerados fortes agentes de mudança, desenvolvendo e realizando ideias inovadoras que visam melhorar o mundo por meio da atuação em suas empresas.

Agilidade

O líder inovador é ágil, capaz de tomar decisões com base em dados existentes, estimula a colaboração e desperta um propósito maior no time, gerenciando as possibilidades de erros e assumindo os eventuais riscos. 

Assista ao Webinar Estratégias ágeis com times de alto desempenho para implementar a cultura ágil e engajar a equipe a alcançarem resultados exponenciais.

Adaptabilidade

Adaptar-se a um cenário complexo e de mudanças exponenciais é uma das principais habilidades de uma liderança inovadora para lidar com os desafios do mercado de trabalho em tempos de trabalho híbrido.

Experimentação

Essa é uma particularidade encontrada em líderes inovadores, que buscam conduzir mudanças disruptivas nos ambientes organizacionais, despertando o lado da inovação em seus colaboradores para desconstruir padrões e oferecer soluções diferenciadas 

Convivência híbrida

Líderes inovadores promovem uma cultura prioritariamente remota. Com a flexibilização das normas de distanciamento, o modelo de trabalho mais propício a ser adotado é o híbrido. A convivência híbrida possibilita liberdade, autonomia e flexibilidade para que os colaboradores possam optar pelo formato de trabalho que mais se encaixa às suas necessidades, seja remoto ou híbrido. 

Para adaptar a cultura organizacional às novas formas de trabalho, assista ao Webinar Comunicação e Convivência Híbrida.  

Empatia

Uma liderança inovadora atua com foco nas pessoas, levando o lado humano de sua equipe em sua consideração. Sabem ouvir seus colabores e procuram entender os pontos de vista de todos. Além disso, aceitam assumir riscos controlados e entendem que, muitas vezes, é preciso uma mudança disruptiva para que se possa avançar com a inovação. 

Transparência

Cabe à liderança inovadora agir de forma transparente, com responsabilidade social e ambiental, impactando de forma positiva a vida das pessoas para transformar o mundo num lugar melhor para todos. 

Dinamismo

Líderes inovadores adotam um modelo dinâmico de gestão de pessoas, promovendo o alto engajamento e uma cultura organizacional que instaura as pessoas no centro, envolvendo e criando valor. 

Quer desenvolver a liderança inovadora na sua organização? Garanta o exemplar do livro “Liderança para a inovação — como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações” e se aprofunde sobre o tema.

 

Gestao De Equipes Blog2

Desafios da liderança na gestão de equipes que trabalham de qualquer lugar

As lideranças das organizações estão sendo desafiadas a gerenciar times em contextos complexos, intensificado por novas formas de trabalho, a exemplo do modelo híbrido e remoto. O anywhere office, termo em inglês que refere-se a escritório em qualquer lugar —  modelo de trabalho que permite que as pessoas desempenhem suas atividades a partir de qualquer local — também tem imposto novos desafios às lideranças ao exigir maior liberdade, flexibilidade e autonomia nas relações de trabalho.

Atualmente, gerenciar equipes que trabalham à distância tornou-se regra e não mais exceção. A tendência é que as empresas mantenham seus escritórios, mas adotem um formato de gestão cada vez mais descentralizado para que possam tornar o trabalho remoto uma prática permanente.

No Webinar Confiança em times em trabalho remoto, em que conversei com o educador corporativo e palestrante, Ricardo Vandré, abordamos a importância de implementar novas estratégias e ferramentas que provoquem agilidade, inovação, criatividade e dinamismo nos processos organizacionais para promover a gestão de equipes que trabalham de qualquer lugar. 

As transformações em curso exigem adaptações principalmente na cultura organizacional. Para acompanhar as mudanças, tanto comportamentais como nas tendências de mercado, os líderes precisam estar preparados para lidar com esses novos desafios. 

Para entender quais os principais desafios da liderança na gestão de equipes que trabalham de qualquer lugar, foram consultados mais de 60 profissionais, pesquisadores e estudantes que estão conectados de alguma maneira com Liderança e Inovação. 

Os entrevistados responderam questões sobre o impacto da pandemia na liderança, os desafios enfrentados nesse cenário e quais os ensinamentos que deverão levar. Além disso, também falaram sobre as principais habilidades e competências que líderes precisam desenvolver para superar os principais desafios da liderança que se apresentam. 

A pesquisa resultou no Checklist: Os principais desafios da liderança, material que pode ser acessado gratuitamente aqui

Principais desafios da liderança 

Com base na pesquisa, elaboramos um material que além de mostrar as tendências apontadas pelos especialistas, também faz um checklist daquilo que os líderes precisam atentar-se. Entre os desafios apontados estão:

Liderança e gestão do trabalho remoto

A grande descoberta das organizações foi compreender que é possível promover a gestão de equipes de forma inteiramente remota sem que essa iniciativa impacte negativamente na produtividade. Pelo contrário, as organizações constataram que os colaboradores podem se manter produtivos mesmo à distância. 

Construção e exercício da confiança

Aumentar a confiança entre times em trabalho remoto é um dos grandes desafios da gestão de organizações no atual momento. A gestão de equipes que trabalham de qualquer lugar exige um ambiente de trabalho que inspire a confiança dos colaboradores, garantindo que as relações de trabalho sejam saudáveis.

Agilidade e flexibilidade da liderança

Uma liderança ágil e inovadora mantém os colaboradores motivados e alinhados com as metas e objetivos da organização. Isso porque, esse perfil de líder possui habilidades como empatia, resiliência, escuta ativa, adaptabilidade, flexibilidade e propósito. Baixe gratuitamente o Infográfico Agilidade e Inovação na Liderança e saiba como tornar-se um líder ágil.

Gestão do tempo

Adotar ferramentas de produtividade e colaboração, bem como estratégias ágeis para automatizar a gestão das tarefas do time e manter uma comunicação fluida e eficiente é primordial para gerenciar equipes à distância. A iniciativa contribui para o aumento da produtividade e autonomia para que a equipe possa assumir o protagonismo no cumprimento dos objetivos da organização.

Engajamento da equipe

Uma organização ágil e inovadora conta com líderes criativos, flexíveis, inspiradores e com senso de propósito, que sejam capazes de estimular o sentimento de pertencimento, impactando no engajamento e retenção de talentos. Além disso, devem fornecer condições e segurança psicológica para o time colaborar e inovar. 

Liderança inspiracional e acolhedora

Esse perfil de liderança inspira a criatividade e motiva a inovação ao promover uma gestão baseada na competência e na confiança, descentralizando decisões e proporcionando autonomia nas relações de trabalho para obter um melhor desempenho dos colaboradores. 

Os desafios da liderança são inúmeros, mas há muitos que estão enfrentando a mesma situação e, por isso, há bastante conhecimento para ser gerado e compartilhado a partir das experiências vivenciadas. 

Faça o download gratuito do checklist “Os principais desafios da liderança” que traz os itens mais desafiadores na rotina de lideranças atualmente.

E como sua organização tem enfrentado esse novo desafio? Compartilhe conosco enviando seus comentários neste artigo. 

 

Squads No Brasil

Squads no Brasil: cases de empresas nacionais que adotam a estratégia ágil

Para iniciar a jornada ágil em uma organização, independente do modelo de negócio, é necessário contar com estratégias que estejam alinhadas a um modelo de gestão inovador. Uma das maneiras bem sucedidas de implementar a cultura ágil nas organizações é adotar novas formas de trabalho, como a organização de equipes por squads para identificar oportunidades de inovar, a partir da construção de um mindset colaborativo.

Squads tiveram início e foram desenvolvidos no Spotify em 2014. Squad refere-se a um termo em inglês que significa esquadrão ou pelotão que consiste na formação de pequenos grupos de trabalho, com um objetivo em comum para resolver uma demanda específica, com um prazo para entregar.

Essa estratégia ágil, contempla o planejamento adaptativo, criação de times autogerenciáveis e multidisciplinares com propósito de promover a melhoria contínua no desenvolvimento de produtos e serviços, a partir dos valores e princípios descritos no Manifesto Ágil

A ferramenta promove a inovação, estimulando a criatividade, comunicação e trabalho em equipe ao organizar as pessoas de acordo com os projetos específicos de trabalho e não por área de atuação. 

Por meio de um sistema de estruturação de trabalho de equipes autônomas e multidisciplinares, a formação de squads reúne profissionais de diferentes áreas de atuação e habilidades interpessoais distintas que se complementam e agregam valor à entrega. Dessa forma, promovem agilidade nos processos de concepção de produto e solução de problemas com intuito de atingir um objetivo específico da empresa – em um curto ou médio prazo.

Acesse o eBook: Metodologias ágeis para equipes de alta performance para se aprofundar no tema e compreender como a estratégia ágil é considerada aliada da cultura de inovação nas organizações. Continue a leitura do artigo para entender como algumas empresas consideradas referências de mercado estão adotando squads para tornarem-se ágeis.

Exemplo de organizações que adotam Squads

A metodologia Squad tem se mostrado eficiente em muitas empresas inovadoras para lidarem com as mudanças complexas e em ritmo acelerado que se apresentam. Confira cases de empresas nacionais que adotam a estratégia ágil de forma bem sucedida: 

Magazine Luiza

Magazine Luiza, foi eleita uma das melhores empresas do varejo brasileiro para trabalhar, de acordo com a pesquisa do instituto Great Place to Work. O reconhecimento é consequência do alto engajamento das equipes. 

Uma das iniciativas implementadas pela empresa para acelerar seu crescimento no ambiente digital foi criar o laboratório de inovação LuizaLabs, em 2011, que foca no desenvolvimento de produtos e soluções digitais. Ao implementar a cultura de uma startup, com adoção de metodologias ágeis e incentivo à inovação, o LuizaLabs vem impulsionando o crescimento do e-commerce da grande varejista. 

Grupo Boticário

O Grupo Boticário vem se transformando, aderindo metodologias ágeis para promover a inovação seja na área de laboratório, pesquisa, fábrica, logística, marketing e varejo. As práticas adotadas pela empresa estão pautadas na inovação, priorização da tecnologia e bem-estar, visando ganho de agilidade e eficiência.

A empresa do segmento da beleza acredita que as diferenças são as maiores alavancas do crescimento e da inovação. Nesse sentido, investiu no desenvolvimento dos squads. São grupos de trabalho formados para garantir que os compromissos da empresa sejam desdobrados nas diferentes dimensões da organização. Entre as frentes de atuação está a de garantir que a comunicação das unidades de negócio representem a diversidade da população brasileira, sem estereótipos, garantindo que os produtos atendam na totalidade as diferentes manifestações de beleza do Brasil.

Recentemente, a empresa anunciou a implementação de novos modelos de trabalho para seus mais de 12 mil colaboradores por todo o país. As áreas administrativas da companhia passam a trabalhar de forma 100% remota, enquanto as demais serão divididas entre os modelos híbrido e presencial, de acordo com as atividades desempenhadas. 

Gupy

A HRtech Gupy, que recebeu recentemente maior aporte já realizado em uma startup fundada por mulheres na América Latina, atende cerca de 1,5 mil clientes como Ambev, Cielo, GPA, Vivo e Renner. A empresa vem dobrando de tamanho ano a ano e pretende manter esse ritmo em 2022.

A Gupy tem hoje o Portal de Vagas, onde são publicadas 20 mil vagas por mês, tendo uma base de dados tem 22 milhões de cadastros. Registrando 6 milhões de novos cadastros. Por ser uma empresa nativa digital, a empresa aplica a ferramentas ágeis como squads para inovar seus produtos e serviços. Além disso, como forma de ajudar a implementar as novas metodologias para tornar o RH ágil, a Gupy desenvolve conteúdos exclusivos sobre o tema

Deseja aprofundar seu conhecimento sobre o tema para remodelar o modelo de negócio e tornar sua organização ágil? Veja nossos cursos online.

 

Case Sc

Ecossistemas de inovação: Case de sucesso do setor tecnológico de Santa Catarina

Ecossistemas de inovação caracterizam-se por integrar diferentes atores com intuito de promover o compartilhamento de conhecimento e o estímulo à criatividade para amparar o desenvolvimento tecnológico de uma região, impulsionando o potencial inovador de pessoas e organizações

Santa Catarina é considerado um dos maiores pólos tecnológicos do país, destacando-se pela geração de negócios inovadores. O ecossistema de inovação catarinense se consolidou como um importante promotor do desenvolvimento econômico, social e territorial em comparação com os demais ecossistemas brasileiros, destacando-se pelo crescimento no número de empresas a nível nacional, maior especialização e a tendência de crescimento exponencial.

Dados do ACATE Tech Report 2021, estudo realizado pelo Observatório da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), aponta que setor de tecnologia de Santa Catarina representa mais de 6% do PIB do estado. Além disso, destaca-se como o 6º maior em faturamento, com quase R$20 bilhões no ano e a produtividade é a terceira mais expressiva.

O ecossistema de inovação catarinense é constituído de diversos habitats de inovação, fundos de investimento, universidades de ponta, instituições de apoio e fomento, leis e programas de incentivo à tecnologia e inovação. Este ecossistema proporciona um ambiente fértil para o desenvolvimento de empresas inovadoras. 

Isso porque, o desenvolvimento de habitats de inovação possibilita a integração dos principais atores do ecossistema, conectando talento, tecnologia, capital e conhecimento para alavancar o potencial empreendedor e inovador. Fatores que contribuem para o fortalecimento do setor tecnológico da região. 

Para abordar o case de sucesso do ecossistema de inovação, entrevistei Clarissa Stefani Teixeira — professora do Departamento de Engenharia do Conhecimento (EGC) da Universidade Federal de Santa Catarina e coordenadora do VIA Estação Conhecimento, único grupo especializado em habitats de inovação e empreendedorismo no Brasil.

O projeto visa o fortalecimento de habitats de Inovação, atuando na ativação do ecossistema catarinense e na implantação dos 13 Centros de Inovação do Estado. Clarissa compartilhou sua experiência à frente da VIA Estação Conhecimento e contribuições para o desenvolvimento do ecossistema de inovação de Santa Catarina. 

“Nosso grupo busca transformar o conhecimento em algo tangível e utilitário para a sociedade. A partir disso, nossas ações buscam o envolvimento de diversos atores. Para se falar em inovação, as ações ecossistêmicas são consideradas e a universidade, para as suas práticas de ensino, pesquisa e extensão se apoiam nestas ações. Iniciamos então os estudos com ecossistemas e o apoio no mapeamento, na ativação e na orquestração de diversos ecossistemas do Brasil com metodologia própria”, comenta.

Case de sucesso do ecossistema de inovação catarinense 

Na visão da pesquisadora, o engajamento entre os atores, a colaboração e o reconhecimento são alguns dos principais fatores que contribuem para o sucesso do ecossistema de inovação de Santa Catarina. Entretanto, ter entidades fortes, com entregas efetivas faz com que a confiabilidade aumente em um ecossistema. Entidades inovadoras também destacam-se como importantes na cultura da inovação e do empreendedorismo no ecossistema.

Clarissa citou ainda as principais iniciativas da VIA Estação Conhecimento para contribuir com o fortalecimento do ecossistema de inovação de Santa Catarina.

“Atuamos com diversas ações. Dentre elas podemos citar diversos programas de inovação realizados nos órgãos públicos. Eventos com foco em inovação, trazendo a rede de colaboração para atuar em conjunto com equipes multidisciplinares também recebe destaque. Atuamos com projetos colaborativos que colocam diferentes atores em um mesmo ambiente para o entendimento dos problemas e a busca de soluções e estamos trabalhando fortemente com diversos ecossistemas locais no Brasil e no exterior para suas orquestrações. Nossa contrapartida com projetos que envolvem a comunidade para impulsionar a transformação da região em que o ecossistema está inserido, atuando na modelagem de diferentes tipologias de habitats de inovação como centros, parques e distritos”, destaca.

A experiência bem sucedida do ecossistema de inovação de Santa Catarina é reflexo do apoio e incentivo ao desenvolvimento e fortalecimento de empresas inovadoras e pode ser replicada em outros ecossistemas de inovação do Brasil. Clarissa evidencia que a liderança dos habitats de inovação é imprescindível para a modelagem de formação de rede. 

“Temos uma forte liderança em eventos de inovação para trabalhar a cultura da inovação e do empreendedorismo. Em Santa Catarina estão as mais reconhecidas incubadoras do Brasil. E temos liderança de inovação no âmbito público, em living labs e em distritos de inovação, por exemplo. Temos uma rede de centros de inovação e iniciativas de pré-incubação que estão em praticamente todo o estado de Santa Catarina. Alianças vêm sendo formadas por lideranças estaduais e locais e assim vemos iniciativas diversas sendo pactuadas para fortalecer o movimento regional que conta com importantes pólos de inovação em todas as regiões do Estado”, explica.

Para aprofundar o conhecimento sobre o tema recomendo a leitura do livro A Jornada Ágil: um caminho para inovação. A obra apresenta os conceitos e caminhos para implementar as metodologias ágeis em uma organização para alcançar a inovação. Boa leitura!

 

Design Thinking Blog2

Design Thinking no processo de inovação

O Design Thinking é uma abordagem ágil que auxilia as organizações a colocarem a inovação em prática. O método não é restrito apenas a empresas inovadoras, podendo ser aplicado em organizações dos mais variados segmentos e distintos níveis de maturidade. Empresas que adotam o Design Thinking continuamente estão redesenhando seus negócios visando avançar no processo de inovação e eficiência para obter maior assertividade no atendimento de seus clientes. 

A abordagem do Design Thinking requer a formação de um time multidisciplinar e heterogêneo que trabalhe de forma colaborativa e harmônica na construção de soluções para lidar com problemas complexos que atendam à praticabilidade, à viabilidade e à desejabilidade, gerando valor às organizações.

Ao aplicar ferramentas ágeis, a exemplo do Design Thinking, é possível avaliar como as pessoas se relacionarão com novos processos, produtos e serviços. Ao fazer o exercício de colocar-se no lugar do cliente e apresentar diferentes pontos de vista, torna-se viável explorar as mais diversas possibilidades, redefinindo o problema de forma clara e precisa e, assim, partir para exploração das possíveis soluções e construção de protótipos para implementação. 

A partir dessa interação, fica muito mais simples perceber os pontos fortes e os riscos dos projetos, ter novas ideias para melhorias e realimentar a criatividade, que é uma grande aliada da inovação. Nesse contexto, o papel do designer é de facilitador — extraindo informações criativas de "pessoas comuns" — ajudando a identificar significado, insight e inspiração. Isso porque, a participação deste time em todo o processo é fundamental para garantir uma solução mais adequada a resolver o problema em estudo. 

Centrada no ser humano, o Design Thinking é baseado em empatia, colaboração e experimentação, contribuindo com a inovação de processos, produtos e serviços, ou para reformular os já existentes em cenários complexos.

A dinâmica do Design Thinking

Por tratar-se de um processo colaborativo e com foco em pessoas, o Design Thinking proporciona benefícios claramente perceptíveis, por promover a empatia entre todos os envolvidos em um projeto ou tarefa e prever a observação das necessidades das pessoas, antes de definir uma solução. A diversidade do time de projeto é imprescindível para construir soluções inovadoras e eficazes que resolvam o problema em questão. 

A abordagem considera três aspectos:

  • Praticabilidade: o que é possível ser aplicado em um futuro próximo.
  • Viabilidade: o que poderá ser implantado de forma sustentável na organização.
  • Desejabilidade: o que faz sentido para as pessoas?

Um exemplo prático de aplicação da dinâmica do Design Thinking no processo de inovação é o caso da Oral-B. Ao observar cuidadosamente como as crianças manuseavam as escovas de dente, a Oral-B desenvolveu um novo produto, o “squishy grip“. O produto apresenta um cabo grande e macio, que facilita o controle da criança e permite uma melhor limpeza dos dentes. Somente usando a empatia, a empresa conseguiu inovar e transformar a indústria, entendendo melhor as necessidades das crianças em relação às escovas de dente para melhorar a experiência delas.

Uma cultura organizacional inovadora é um dos pilares da formação de grupos colaborativos para participar do processo de Design Thinking. Para isso, é necessário adaptar a cultura da empresa para a inovação. Fator que impulsiona a criação de um ambiente propício, com as condições adequadas para implementar a dinâmica do Design Thinking.

Entenda a importância do Design Thinking na mudança da cultura organizacional, contribuindo para a inovação e um novo mindset. 

Princípios da dinâmica do Design Thinking:

  • Colaboração: proporcionar que as pessoas trabalhem juntas para compreender os diferentes pontos de vista e criar soluções que geram impacto real e positivo na vida de todos.
  • Experimentação: visualizar, o mais rápido possível, novas situações para compreender, melhorar e testar hipóteses, antes que sejam desperdiçados tempo e recursos financeiros.
     
  • Empatia: compreender, efetivamente, as necessidades das pessoas para desenvolver soluções que estejam profundamente comprometidas com a melhoria da situação atual.
  • Multidisciplinaridade: democrático e colaborativo, a riqueza de ideias está na diversidade de perfil dos participantes. Quanto mais visões diferentes, mais ideias para serem amadurecidas e testadas.
  • Liberdade: o ambiente para o processo de Design Thinking deve ser livre de julgamentos. Os participantes precisam se sentir parte do processo e com total liberdade para sugerir diferentes pontos de vista. 

Mapa da jornada de aplicação do Design Thinking

Há várias maneiras de aplicar o Design Thinking no processo de inovação. Uma abordagem muito adotada é a do duplo diamante, criada pelo Conselho Britânico de Design em 2005, que prevê quatro momentos distintos, sendo duas etapas de divergência de opiniões e duas etapas de convergência.

 

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Referência

 

O primeiro momento é de divergência em que se busca descobrir o tema em questão e em estudo. O segundo é a convergência em que se trabalha para definir a persona, identificando perfil, comportamento e necessidades do público alvo. O terceiro momento volta a ser de divergência e serve para desenvolver uma solução para o tema em questão. A quarta fase, chamada de entrega, é quando se define um protótipo para testar a solução.  

Adotar o Design Thinking no processo de inovação exige iniciativas que vão além de capacitar os profissionais para utilizarem ferramentas ágeis, como o Design Thinking. A capacitação técnica é fundamental, mas é imprescindível avaliar a forma como cada indivíduo pensa sobre suas atividades, como reage aos estímulos do dia a dia e fazer os ajustes necessários para que a mentalidade ágil torne-se parte da cultura organizacional.

O meu mais novo livro A Jornada Ágil — um caminho para inovação, aborda de maneira prática o  Design Thinking e como implementá-lo no processo de inovação de uma organização. De forma clara e objetiva, apresentamos uma série de ferramentas para auxiliar no processo de inovação, seja em uma startup, em uma empresa de tecnologia robusta ou até mesmo em empresas tradicionais que estão no caminho da transformação ágil

A obra Jornada Ágil, ajuda a entender qual é o caminho lógico que as empresas, líderes e equipes podem trilhar para adotar o modelo ágil de pensar e agir de maneira efetiva. Oferece uma visão geral do processo de implementação do modo ágil de atuar, dividindo-se em mindset ágil e ferramentas ágeis. Você pode adquirir seu exemplar acessando este link

Está interessado em implementar o Design Thinking no processo de inovação da sua organização?  Entre em contato e vamos conversar sobre a possibilidade de realizar um workshop in company, desenhado sob medida para a sua organização.