Inovação e liderança: como capacitar a equipe para o pós-normal

Uma realidade relativamente recente no Brasil e mais comum nas empresas de tecnologia, o trabalho remoto passou a ser rotina para muitas pessoas que não cogitavam essa possibilidade tão cedo em sua área.

Entre os trabalhadores, há uma divisão entre quem se adaptou muito bem a esse novo modelo de trabalho e quem está ansioso para voltar ao escritório. Já para as empresas, muitas perceberam nesse novo formato uma possibilidade para economizar nos gastos com estrutura física e, quem sabe, investir em outros recursos

Mas, na vida nem tudo precisa ser 8 ou 80. Uma alternativa que pode ser adotada no pós-normal para agradar a todos (e ainda rentável para a empresa) é o modelo híbrido: com a divisão da carga de trabalho entre o trabalho remoto e presencial. Ou ainda, reunir as equipes somente para reuniões e alinhamentos em dias e horários específicos.

Combinando inovação e liderança, as possibilidades são muitas. E, por isso, hoje vamos dar algumas dicas para preparar a sua equipe, aplicar treinamentos e desenvolver as skills essenciais para essa adaptação ao pós-normal. Confira!

Dicas para capacitar a sua equipe combinando inovação e liderança

Comunicação

É sempre o primeiro passo. Todos devem estar cientes das etapas e de que forma serão implantadas as estratégias de inovação na empresa.

Engajamento

Somente comunicar não é o suficiente, é preciso conversar abertamente com os colaboradores para que entendam a importância de utilizar o tempo para compreender os seus clientes e o mercado em que estão inseridos.

Um ambiente inovador também estimula que as decisões deixem de ser centralizadas, abrindo espaço para que soluções e ideias surjam em todos os setores e independentemente do nível hierárquico dos envolvidos.

Falhas

Elas ocorrerão e isso é inevitável em um processo de inovação, pois na maioria das vezes existem incertezas. Logicamente ninguém gosta de errar, mas uma boa liderança deve estar preparada para esse momento. É preciso entender que isso faz parte do processo de inovar e que está tudo bem errar de vez quando.

Ação rápida

Não basta apenas incentivar as ideias inovadoras e promover debates entre as equipes. Ao detectar o potencial em uma ideia, colete dados e tome uma decisão embasada neles. Ser ágil para colocar uma ideia em prática também pode garantir o destaque entre a concorrência.

Métricas

Pode parecer complicado metrificar uma ideia, mas os dados são sempre importantes. Além de avaliar os números sobre a atividade do cliente em relação ao seu produto ou serviço, pense também no retorno das suas parcerias estratégicas.

Ou ainda, que tal buscar informações sobre o tempo que a equipe realmente dedica à descoberta? Quantos membros dela foram treinados sobre o verdadeiro significado de inovação? Vale delimitar o que faz a diferença para a sua empresa e construir suas próprias métricas de inovação a partir daí.

Capacitação

Ser criativo e inovador também requer informações e habilidades. A inovação está cada vez mais sendo discutida, mas muitas vezes os colaboradores  não conseguem entender o que isso significa e de que maneira podem contribuir.

Por isso, é importante, principalmente no início, oferecer treinamentos e o preparo das equipes com conteúdos de inovação de base ampla, adaptados às necessidades dos colaboradores .

Conheça alguns deles:

Inovação e liderança: workshops

 

Jornada da Liderança Inovadora

A jornada da liderança é fundamentada na Jornada do Herói, criada por Joseph Campbell e divulgada em sua obra “O Herói de Mil Faces” e adaptada por Christopher Vogler na obra “A Jornada da Liderança Inovadora”. Assim, temos hoje as 12 etapas adaptadas do modelo de Campbell .

Macro etapas para implantação:

1) Alinhamento com a empresa contratante sobre os objetivos do programa;

2) Diagnóstico com realização de diferentes assessments para indicar o estágio atual de cada líder;

3) Apresentação dos dados quantitativos/qualitativos que alimentarão o plano de desenvolvimento de cada grupo e desenho final do modelo da Jornada da Liderança;

4) Realização da Jornada da Liderança Inovadora.

Liderança Ambidestra e Inovadora

Neste workshop estimulamos um olhar interno para a organização. Apresentando os 10 tipos de inovação segundo o autor Larry Keeley, realizamos atividades fora da organização. O objetivo é abrir o olhar e a mente para outros ambientes e cenários, onde a transformação digital já acontece intercalando com atividades de visitas a museus, atividades lúdicas e artísticas.

Inovação e liderança: webinars para treinar a sua equipe


Gestão Estratégica em tempos de mudanças exponenciais

O momento nos mostra que uma boa liderança se faz com menos controle e mais confiança e transparência. Por isso, é preciso saber estimular a confiança e explorar as diversas possibilidades de crescimento que o mundo digital traz para o nosso dia a dia.

Nos dias de hoje, é fundamental criar empatia e se colocar no lugar do outro. Estamos em um momento de estimular a criatividade e quebrar preconceitos.

A era da colaboração chegou para ficar. E, mais que nunca, é o momento juntar expertises e não criar concorrências.

Liderança ambidestra em ambientes organizacionais pós-normal

O isolamento social acelerou e tirou da gaveta o plano de inovação de muitas empresas. E nesse contexto emerge a liderança ambidestra, capaz de trabalhar de forma híbrida e conduzir equipes criativas e colaborativas, mas também focadas em processos, eficiência e aprimoramento das entregas.

Pontos antes não observados serão emergenciais na nova conjuntura organizacional:

  • Mindset colaborativo
  • Comunicação assertiva
  • Planejamento de curto prazo
  • Tecnologias e ferramentas digitais
  • Gestão de dados e segurança da informação
  • Engajamento de equipes remotas 

Liderança e gestão remota de equipes em home office

Os desafios de liderar a distância e as novas formas de trabalho requerem habilidades aprimoradas em comunicação, engajamento, envolvimento com metas organizacionais, performance e olhar humano.

O papel do líder é imprescindível para a saúde emocional dos colaboradores, saúde organizacional e, mais do que tudo, para o atingimento das metas. Neste webinar você irá saber como se atualizar (e como manter-se atualizado) no tema, além de voltar o olhar para as práticas de mercado.

O momento traz muitos desafios e se a sua empresa não combina inovação e liderança para promover mudanças certamente está ficando para trás quando falamos em crescimento e diferencial competitivo. E, sem dúvida, um bom  caminho para proporcionar o desenvolvimento de uma cultura de inovação é a capacitação. Por isso, invista nela! E estamos à disposição para ampliar este debate e trocar ideias sobre.

 

Pós-normal: o que será das relações de trabalho pós-Coronavírus

O primeiro caso de Covid-19 foi registrado oficialmente no dia 8 de dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, na China, que conta com uma população de cerca de 11 milhões de habitantes. Menos de um mês depois, a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta para uma forte pneumonia que estava infectando pessoas a uma velocidade assustadora em todas as províncias do país. Era um anúncio para mundo pós-normal e, salvo as reportagens nos jornais e os tantos memes compartilhados nas redes sociais, ninguém previu as proporções que o novo vírus tomaria.

Na mesma época, empresas no mundo ocidental — inclusive no Brasil — estão entre relatórios e reuniões para fazer o balanço do ano anterior e projeções para o futuro. Tudo isso, claro, sem contar nas confraternizações de final de ano e nas férias coletivas.

Embora o vírus se alastrasse pelas fronteiras globais, fazendo muitas vítimas ao redor do velho mundo, demorou-se a perceber de que um dia chegaria ao Brasil e modificaria o dia a dia das organizações e das famílias. A OMS declarou o Coronavírus como uma pandemia no dia 11 de março de 2020. Um mês depois, mais de um terço da população mundial estava isolada de alguma forma. Em números absolutos, essa proporção representa quase 3 bilhões de pessoas.

Uma pandemia traz inseguranças que podem ser transformadas em oportunidades

Uma pandemia é uma epidemia de grandes proporções, que afeta muitas pessoas ao redor do mundo. Não é a primeira, provavelmente não será a última e, embora houvesse um alerta sobre a possibilidade deste infortúnio, poucos países estavam preparados para contê-lo. Aliás, por si só a palavra gera uma angústia que beira ao pânico, deixando claro as diferenças com as pandemias que surgiram no passado.

Agora temos tecnologias de ponta que podem ser utilizadas para monitorar ou fazer triagem de pacientes para evitar a sobrecarga dos hospitais. Também temos computadores, internet e facilidade de informação. Neste último caso, tanto o excesso quanto a falta de informações confiáveis são nocivas e podem conduzir a população a histeria: acabar com o estoque de comida, materiais de limpeza e remédios são apenas alguns exemplos.

Neste ponto o sociólogo italiano Domenico De Masi foi enfático ao afirmar que “todo o alarmismo, todo o exagero, toda a subestimação é terrível porque confunde as ideias e nos faz perder um tempo precioso.” Ele alertou também que os dados e os fatos devem prevalecer sobre as opiniões e que o bem-estar é uma conquista irrenunciável.

No meio de tantas mudanças, tivemos que nos adaptar com rapidez. Planejar a alimentação para evitar sair desnecessariamente, encontrar novos processos que possibilitem o trabalho remoto, utilizar a tecnologia de maneira mais eficaz e aprender a gerenciar o tempo para não passar os dias apenas trabalhando ou consumindo notícias que levam à ansiedade.

Para o sociólogo, uma maneira de se preparar para o mundo pós-normal que virá ao final da pandemia é mudar a lógica mercadológica: viver de forma mais racional e proveitosa no mundo contemporâneo. É tempo de colaboração não apenas entre as pessoas, mas também entre os países. E, embora muitos estejam fechando as suas fronteiras, para que a solução chegue, precisamos trabalhar em conjunto. “Afinal, deter a globalização é como se opor a força da gravidade”, ressaltou.

O Covid-19 isolou pessoas, mas acelerou a inovação nas empresas

A pandemia do Coronavírus não apenas acelerou a transformação digital nas empresas, mas também nos obrigou a refletir sobre a forma como utilizamos o nosso tempo livre. No fim, é também uma corrida contra o tempo: achatar a curva de contaminação, organizar o dia para trabalhar na medida e viver o tempo presente para não debilitar a saúde mental.

No fim, temos uma lista extensa de perguntas:

  • Como será o mundo pós-coronavírus?
  • Como lidaremos com a saúde?
  • Seremos pessoas mais espiritualizadas?
  • Como voltar a ocupar os espaços públicos e privados sem medo?
  • Como ficam as relações de trabalho no mundo pós-normal?

Não há respostas concretas para nenhuma dessas perguntas. Não conseguimos prever novos padrões de comportamentos ou fazer projeções econômicas e ambientais porque estamos diante de uma situação completamente nova. Dessa forma, não podemos trabalhar com suposições. Como lembrou Nassim Taleb no livro A Lógica do Cisne Negro: “a indução é uma armadilha, porque ao tomar como referência apenas fatos conhecidos, excluímos da previsão o que não conhecemos, o que nos coloca em situação de grande vulnerabilidade.”

Mas de que mundo pós-normal estamos falando?

O trabalho remoto veio para ficar, mesmo que muitas pessoas não tenham se adaptado. No meio de uma pandemia é até difícil colocar toda a culpa nas particularidades de trabalhar em casa ou falta de métodos de produtividade. Afinal, você não está trabalhando de casa, você está em isolamento social causado por uma pandemia, dentro de casa.

E como venho falando por aqui e também em meu Linkedin. Tudo foi feito às pressas. O isolamento social foi decretado, as empresas flexibilizaram a sua jornada garantindo assim a segurança dos colaboradores. Quem já tinha habilidade para trabalhar de forma remota saiu na frente, já as empresas mais tradicionais tiveram uma adaptação mais abrupta.

Definir processos, entregas, canais de comunicação, buscar novos métodos de organização e preparar a liderança para gerir uma equipe 100% remota. A tarefa não foi nada fácil e ainda está em ajustes, afinal a sociedade industrial nos habituou a ter um local de trabalho com chefes, colegas e separar tudo isso da vida pessoal com famílias e amigos.

Já faz um tempo que o mundo físico se confunde com um mundo online e que não é mais possível separar a vida profissional da pessoal. No entanto, com a pandemia, tudo isso fico ainda mais latente. É trabalhar de casa com cachorro, filhos e obra do vizinho. É estar online para reuniões, repasses e entregas. Tudo ao mesmo tempo.

Há quem tenha se sentido com tempo sobrando, já que economizou o trajeto de ida e volta para o trabalho, mas existem centenas de pessoas que ficaram mais cansadas porque estão trabalhando muito mais. Pode ser problema de organização, sim, mas também pode ser falha de uma liderança que ainda não conseguiu desapegar da metodologia fordista de comando e controle. Prova disso é que o artigo mais visualizado do meu Linkedin em 2020 tem como título: Como adotar hábitos saudáveis para evitar o burnout no Home Office

O mundo pós-normal, portanto, engloba todas as questões que ficaram ainda mais evidente com o coronavírus. Envolve cenários complexos, caóticos, disruptivos e mudanças bruscas. Conseguiu se enxergar na definição?

No pós-normal valoriza-se muito mais as soft skills e poder de adaptação

O pós-normal convida as empresas a investirem em uma liderança ambidestra. Ou seja, em trabalhar com equipes focadas em inovação, mas também manter um time focado na eficácia operacional, de forma a extrair o melhor dos dois mundos. Nós já falamos disso por aqui em:

O ponto é que o mercado de trabalho no futuro exige que tanto a liderança quanto os colaboradores sejam criativos, flexíveis, tenham alto poder de adaptação e estejam dispostos a colaborar uns com os outros de modo a entregar valor para o cliente e promover a inovação na organização.

Neste cenário, as habilidades técnicas que sempre asseguraram a rapidez e eficiência dos processos deixam de ser protagonistas, dando lugar as chamadas soft skills para que o trabalhador esteja apto a viver no mundo pós-normal. Afinal, a palavra da vez é Learning Agility (LA).

O LA que começou a ser estudado na Universidade de Columbia tem como premissa básica que precisamos aprender, inovar e se adaptar às atividades com uma velocidade cada vez maior, focando em nossa transformação e desenvolvimento. Da mesma forma, espera-se que a aplicação desse aprendizado também seja feita de forma veloz. E, mais uma vez, precisamos bater na tecla de que essa aprendizagem e adaptação ágil também se intensificou com a pandemia da Covid-19.

Abaixo, conheça alguns pilares do Learning Agility extraída do artigo The Five Dimensions Of Learning-Agile Leaders  escrito por Kevin Cashman para Forbes:

  • Agilidade mental: capacidade de resolver problemas complexos e assumir riscos;
  • Agilidade com mudança: uma skill intrinsecamente relacionada com à flexibilidade e à forma de se adaptar a novos cenários;
  • Agilidade com resultados: saber tomar decisões focadas em performance mesmo em momento de crise;
  • Agilidade em autoconhecimento: reconhecer suas forças e fraquezas de forma trabalhar neles para seguir evoluindo e se desenvolvendo;
  • Agilidade com pessoas: saber compreender e se relacionar com outras pessoas, sempre visando como potencializar o desempenho coletivo.

O autor ressalta ainda que “Learning Agility é a chave para desbloquear nossa proficiência em adaptação. É saber o que fazer quando você não sabe o que fazer.” Trabalhar esses cinco pontos é com certeza algo essencial para permanecer no mercado de trabalho do mundo pós-normal, que exigirá cada vez mais o espírito de colaboração, no lugar da competição.

Pandemia, tendências e o trabalho no futuro

Os otimistas acreditam que estamos diante de uma grande transformação econômica, social e também de consciência ambiental. Já os pessimistas acreditam que é preciso repensar o consumo para que a natureza não se volte contra a humanidade. Inclusive, há quem acredite que os efeitos da Covid-19 durarão cerca de 2 anos.

Por outro lado,  o virologista Átila Iamarino disse em reportagem a BBC Brasil  que “o mundo mudou com a disseminação do Coronavírus e a preocupação dos governos e das empresas devem ser de se preparar para a nova realidade.”

Como falamos no início do texto, é difícil prever padrões em um cenário de tantas incertezas, mas especialistas alertam que a pandemia que deve marcar o final do século XX será responsável por uma revisão de valores e hábitos, entre eles:

  • Busca por propósito e revisão de crenças e valores;
  • Mudanças nos hábitos de consumo;
  • Transformação dos comércios em ambientes mais arejados e aconchegantes;
  • Novos modelos de negócios para restaurantes, grandes eventos e serviços essenciais;
  • Aumento no número de empresas 100% remotas;
  • Busca por novos conhecimentos;
  • Expansão do mercado de educação online.

Você percebeu que mais de uma vez a palavra educação, transformação e desenvolvimento aparecem no texto? No pós-normal há esta necessidade de preparar a liderança para conduzir a inovação e guiar os colaboradores por este novo mundo. A sua empresa já iniciou esta preparação? Deixe sua opinião nos comentários!

 

Tríade do tempo: como identificar a sua tríade do tempo?

“Dados são o novo petróleo” é uma das frases mais difundidas em palestras sobre inteligência de mercado. E não é por menos, uma vez que armazenar dados e analisá-los para extrair insights para os negócios são, de fato, formas eficazes para o crescimento de uma organização. No entanto, gosto de bater em outra tecla: na gestão de tempo, como uma forma de se destacar e ganhar produtividade,  apoiadas pelas metodologias ágeis que entram como ferramentas de apoio a equipe de Business Intelligence e outras áreas ligadas a Ciência de Dados.

Como bem lembrou o co-criador do Scrum, Jeff Sutherland: “O tempo é o maior limitador dos projetos humanos. Ele afeta tudo: quanto trabalhamos, quanto demoramos para concluir tarefas, o nível de sucesso que obtemos.” Ele assegura que, com a metodologia Scrum é possível gerenciar uma equipe focada em colocar as tarefas na coluna do “feito”.

Aliás, Christian Barbosa, autor do A tríade do tempo aponta como um dos principais fatores para as metodologias sobre produtividade não funcionarem é que, muitas delas, mostram apenas a visão do tempo de uma pessoa. Deixando de lado como o trabalho de uma pessoa influencia no trabalho da outra (como orienta as metodologias ágeis). Outros pontos são: não levar em conta o fator humano, não fazer uma gestão do conhecimento e utilizar a tecnologia apenas como acessório.

A tríade do tempo virou uma referência quando o assunto é gestão de tempo

Nela, Christian propõe a distribuição de atividades em três esferas: importante, urgente e circunstancial. O mais interessante do método é que não se refere apenas a questões profissionais, mas de vida. Importante são atividades alinhadas ao seu propósito. Urgente são atividades com prazo curto e as Circunstanciais são, na maioria das vezes, atividades desnecessárias.

Outro ponto importante é que as esferas da Importância e da Urgência nunca se sobrepõe. Além disso, cada pessoa tem uma Tríade de tempo própria. Cada esfera é maior ou menor, dependendo da profissão, idade, classe social, entre outras.

O objetivo do método  é que você consiga colocá-lo em prática para que a esfera referente a Importância aumente cada vez mais. Pois, é nela que estão as atividades ligadas aos seus sonhos e bem-estar. Para tanto, a recomendação do autor é: todos os dias olhar para sua lista de atividades e analisar em que esfera cada uma delas se encontra. Fazendo isso é possível mudar, aos poucos, o padrão mental e fazer a gestão do tempo de acordo com a prioridade de cada um.

Christian fez um experimento com 210 trabalhadores e percebeu que as pessoas que construíram o hábito de classificar suas atividades eram 69% mais produtivas do que as que não faziam distinção nenhuma. Além disso, 57% dessas pessoas disseram ter mais facilidades em fazer planejamentos semanais e incluir atividades pessoais em seus planos.

A conclusão desse experimento é que as pessoas que utilizam a Tríade do tempo buscam reduzir o que é Urgente e incluir na agenda mais tarefas Importantes. Ou seja, as que visam o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Para ele, uma gestão do tempo ideal teria 70% de atividades importantes, 20% de urgentes e apenas 10% de tarefas circunstanciais. É desafiador, não?

As diferenças entre as esferas da Importância, Urgência e Circunstância

Importância

A esfera da Importância é como o nome já diz: o que tem maior prioridade na vida daquela pessoa. Você gosta de ler? Gostaria de mudar de profissão? Quer ter mais tempo para família? Quais mudanças você precisa fazer em sua rotina hoje para incluir algumas atividades alinhadas a esses propósitos no seu dia a dia?

E, se você está pensando que definir o que é importante é muito difícil, seguem algumas dicas do autor:

  • Tarefas importantes têm prazos, podem demorar dias, meses ou anos, mas você tem uma data para realizá-la, como uma nova graduação, por exemplo;
  • Essas atividades são pessoais e têm mais importância para você que para os outros;
  • Dão aquela sensação de prazer e satisfação quando finalizadas;

Lembre-se que, para criar um futuro desejado, é preciso executar tarefas no aqui e no agora para que esse sonho seja realizado. Por onde vamos começar?

Urgência

Urgente são tarefas que surgem em cima da hora e devem ser realizadas assim que chegam. Elas podem surgir por um planejamento mal feito, uma conta que foi esquecida, uma doença que apareceu do nada.

No entanto, não importa o motivo, se a sua Tríade do Tempo tem mais tarefas urgentes do que importantes, você precisa repensar os seus hábitos. Afinal, não podemos passar a vida com a sensação de que o tempo voou e que não temos tempos para nós mesmos em nossas vidas.

Desafio você a cronometrar quanto de tempo você gasta em um dia com atividades que, de fato, lhe dão prazer e conferem essa sensação de que o dia foi produtivo e maravilhoso. Espero que você não viva priorizando coisas urgentes e deixando atividades importantes de lado. Christian alerta que “priorizar atividades urgentes dá uma sensação de falsa produtividade e que, ao longo do tempo, gera estresse, frustração e a sensação que tomou decisões erradas ao longo da vida.”

Uma dica do autor para diminuir as tarefas urgentes é fazer as perguntas:

  • Por que isso é urgente?
  • Como posso prevenir a urgência dessa atividade?
  • O que posso planejar para evitar que essa urgência se repita?
  • Alguém pode me ajudar com essa urgência?

Lembre-se que não existem tarefas importantes e urgentes ao mesmo tempo e que planejamento é sempre a melhor forma de fazer com que você tenha mais tempo para utilizar da forma que seja relevante para você.

Circunstanciais

Por fim, a última esfera da Tríade do Tempo é a Circunstanciais. São atividades que, na maioria das vezes, você não queria realizar e ela chegou até você por uma situação, ambiente ou pessoa. Pode ser um aniversário que você não quer ir, uma reunião que você não precisava participar ou atividades que você não enxerga valor.

Exemplos que o autor cita no livro: atividades que são urgentes para outras pessoas e não para você, tarefas que você faz em excesso, eventos que você aceita por educação e trabalhos que geram insatisfação ou angústia.

Algumas dicas do autor para diminuir as tarefas Circunstanciais são:

  • Aprenda a dizer não;
  • Pratique a sinceridade;
  • Não aceite chantagens;
  • Não tenha medo;
  • Não volte atrás nas decisões;
  • Seja firme em suas posições.

Se você conseguiu identificar como as esferas da sua Tríade do Tempo e estão relacionadas e pensa em mudar de hábitos. Comece pelo mais simples. Assuma responsabilidades. Nas próximas semanas vamos falar mais sobre produtividade e gestão do tempo.

E se você está se perguntando por que passamos abordar o tema aqui no blog, a resposta é simples: tudo é sobre pessoas e estratégias que afetam os negócios. De tarefas mais pessoais como repensar a carreira até questões mais complexas como inovar, repensar modelos de negócios ou adotar metodologias ágeis. Tudo é sobre planejamento e utilizar o tempo e os recursos da melhor forma.

 

Administração do tempo: qual a importância do método de trabalho?

“Administração do tempo é uma denominação infeliz. Deveríamos chamá-la de administração da vida.” A afirmação é de Christian Barbosa no livro A tríade do tempo, uma das obras referências quando o assunto é produtividade sem estresse. Tudo isso porque ele utilizou a própria história para mostrar como fazer uma gestão de tempo eficaz é uma questão de sobrevivência na sociedade moderna.

Christian começou a empreender aos 15 anos. Foi o primeiro brasileiro certificado pela Microsoft e, antes dos 19 anos, esperava a chegada do primeiro filho, administrava uma empresa, estava na faculdade e vivia toda a montanha-russa das empresas pontocom no final dos anos 90. Toda essa rotina fez com ele que desenvolvesse uma gastrite que logo se transformaria em um câncer.

liderança inovadora

Desde estão, estuda e presta consultoria sobre administração do tempo para evitar que mais pessoas cometam os mesmos erros e acabem doentes. Para ele, a administração do tempo não pode se transformar em mais um fardo na vida das pessoas. Saber gerenciar o tempo, portanto, é sobre fazer escolhas. Definir prioridades e utilizar esse tempo economizado para aplicar em atividades que dão prazer e estejam alinhados com os sonhos e os propósitos de cada um.

Administração de tempo é sobre equilíbrio das esferas da vida

Todos fomos presenteados com 24 horas em nossos dias e temos o livre arbítrio de fazer o que bem entendermos com esse tempo. No entanto, dividir a vida em pequenas partes como, por exemplo, vida pessoal, profissional, família, saúde, etc, é um grande erro. Afinal, precisamos equilibrar essa equação durante 24 horas, o que inclui dormir pelo menos 8 horas para se manter saudável.

Na prática, isso significa que esses vários papéis se sobrepõem não apenas na vida particular de cada um como também nas intersecções das agendas. Ninguém é produtivo sozinho, é preciso encontrar um “encaixe” na rotina da família, dos amigos, no Google Agenda dos colegas de trabalho, do médico, um horário na academia que funcione para você e por aí vai.

Por que a metodologia de trabalho é importante para a produtividade?

Porque gerenciar o tempo é sobre tomar decisões e construir hábitos. Ou seja, você pode passar a vida encontrando culpados pelos quilinhos a mais (ou a menos!), por não receber um aumento, se atrasar para compromissos importantes ou ficar sempre alguns minutos a mais no escritório. O contrário disso é tomar as rédeas da situação, assumir o controle e começar a praticar atividades que corroborem com o propósito da sua vida. Para quê você quer mais tempo?

Uma metodologia nada mais é do que seguir um caminho que já deu certo para alguém que definiu um processo e começou a replicar em um modelo que funcione. É como escovar os dentes. Existe a sua forma de fazer e existe a maneira com que os dentistas recomendam. Colocar as orientações desses profissionais em prática pode ser exaustiva no começo, mas chegará o momento em que tudo estará automatizado e você executará sem perceber.

Outro exemplo prático do porquê uma metodologia de trabalho é importante é na delegação de tarefas. Em tese, para delegar é essencial estabelecer o tempo que a tarefa deve ser realizada e acompanhar o andamento do trabalho. No entanto, não é comum que cada pessoa se preocupe apenas com a sua agenda e esqueça de fazer ou acompanhar a tarefa. O resultado disso quase sempre é um trabalho de qualidade inferior e/ou clientes insatisfeitos. Ao aplicar uma metodologia de trabalho na delegação de tarefas é possível quebrar a delegação das mesmas em várias pequenas atividades com mais de um responsável, como, por exemplo:

  • Definir qual trabalho será delegado;
  • Mapear os conhecimentos necessários para executar a tarefa;
  • Encontrar um colaborador apto para realizar o trabalho;
  • Definir KPIs e planos de desenvolvimento;
  • Acompanhe a execução das atividades;
  • Ofereça feedbacks durante e ao final da tarefa;
  • Otimize o fluxo de atividades.

Trabalhando com esses repasses muito bem mapeados existem mais chances da tarefa ser executada sem erros. O mundo é colaborativo e por mais que cada pessoa esteja mais preocupada com a sua agenda, vivemos em sociedade e trabalhamos em equipe. É fundamental ter processos bem definidos de colaboração para que uma organização funcione e entregue valor para o cliente.

Quais técnicas de administração de tempo podem gerar produtividade?

Existem muitas literaturas sobre o tema e é difícil definir qual realmente funciona. Afinal, cada pessoa age de um jeito diferente: há pessoas que ainda usam planners e agendas de papel; outras que não abrem mão de aplicativos e demais tecnologias.

No entanto, gosto de técnicas que consideram o equilíbrio da vida pessoal, das relações e o uso do tempo “economizado” para ser aplicado em atividades ligadas ao propósito e bem-estar de cada pessoa. Hoje, vou falar sobre o GTD (Getting Things Done), que em português significa “Fazendo as coisas acontecerem” e você pode encontrar mais informações no livro base “A arte de fazer acontecer” de David Allen.

A premissa básica da técnica é manter tudo o que for prioritário sobre controle. Dessa forma, é possível capturar e organizar todas as fontes de informação, como e-mails, mensagens, notas de reuniões, entre outros. Se você tem dificuldades de definir o que é prioritário, Christian Barbosa divide o tempo em uma tríade com três tipos de atividades:

  1. Atividades importantes: tudo o que é importante, tem significado e traz resultado em curto médio ou longo prazo. O que é importante tem tempo para ser feito e pode esperar horas, dias, semanas, meses e até mesmo anos, se você definir bem qual é o seu propósito.
  2. Atividades urgentes: são todas as tarefas para as quais o tempo é curto ou já se esgotou. Na maioria das vezes são atividades estressantes e que surgem em cima da hora e sem previsibilidade.
  3. Atividades circunstâncias: são tarefas desnecessárias e que gastam o tempo de forma inútil. Pode ser tanto a ida a um evento social que você não tinha vontade ou retrabalhos, que causam frustrações.

Agora que você já conhece uma forma de priorizar as suas atividades, vamos aos passos principais da metodologia GTD:

Tire as ideias da cabeça

David Allen é enfático ao afirmar que a mente serve para ter ideias, não para armazená-las. Dessa forma, nada de deixar a cabeça fervilhando de ideias. Coloque-as no papel e sinta automaticamente o alívio surgindo. Algo preocupa você? Passe para o papel ou para um bloco de notas no computador. E não precisa ser necessariamente uma lista de tarefas a fazer, tampouco se atenha em separar anotações da vida profissional ou pessoal.

Chegará o momento em que você conseguirá desenvolver técnicas para decidir o que captar ou o que escrever. Tirar as ideias da cabeça e colocá-las no papel é uma forma de gerenciar os excessos de informações, tanto no trabalho quanto nas atividades cotidianos, como ir ao médico ou fazer supermercado.

Deixe a cabeça mais livre para fluir. Provavelmente, as melhores ideias sobre o seu trabalho não aparecem na hora do expediente, concorda? Então, tome nota sempre.

Defina as próximas ações

Aprenda a distribuir várias pequenas atividades dentro de uma tarefa. Você pode colocar na agenda “Enviar invite de reunião”. No entanto, é necessário antes definir a pauta, encontrar uma sala e verificar a disponibilidade dos participantes. Caso a reunião seja on-line, é preciso verificar ainda se há equipamentos disponíveis. A premissa de Allen é que, se você colocar uma tarefa genérica, ela pode ser facilmente esquecida ou postergada.

Outro ponto que merece destaque é a regra dos 2 minutos. Se uma atividade leva apenas esse tempo para ser concluída, faça na hora.

Crie listas-chave

Fazer listas está totalmente ligado ao primeiro item: ocupar a cabeça com assuntos mais relevantes e não precisar lembrar de tudo que necessita ser feito. Para ter uma boa administração de tempo, faça listas-chave: listas das próximas ações, listas de assuntos a tratar, listas de “aguardando”, listas de projetos em andamento. Se você preferir pode utilizar o Kanban, uma metodologia ágil bastante difundida e que sempre falo em meus cursos. E em termos práticos, disponibilizado no aplicativo chamado Trello.

Esvazie a caixa de entrada diariamente

Você pode, além de esvaziar a caixa de entrada diariamente, criar o hábito de classificar as demandas como urgentes ou importantes. Se existem muitos e-mails para serem lidos, por exemplo, crie uma pasta chamada de backlog e vá reduzindo as pendências aos poucos.

O mesmo serve para informações em papéis, em documentos de bloco de notas ou Google Drive. Capture, organize e acesse e/ou atualize essas informações sempre que for preciso.

Faça revisões semanais

Tire um tempo na semana para verificar o que já foi feito, o que depende de outras pessoas e quais tarefas merecem atenção. Faça isso também com questões pessoais, como pagamento de contas ou práticas de exercícios físico.

Quando falamos em administração de tempo no trabalho em equipe é essencial que essas revisões ocorram também. Metodologias ágeis, como o Scrum, recomendam que essas reuniões tenham no máximo quinze minutos se forem diárias e 1h se forem semanais.

Integre vida pessoal com o Trabalho

Como falamos ao longo do texto, não existe separação de vida pessoal e profissional. O GTD também pode ser utilizado para fazer a administração de tempo em todos os campos da sua vida. Capture, organize e priorize todas as atividades-chave. Seja a ida ao mercado depois do expediente, a aula de inglês na hora do almoço ou o happy hour com o pessoal do escritório.

Quando tudo isso é gerenciado de forma integrada, traz harmonia e equilíbrio para a vida das pessoas.

Se você quiser saber mais sobre administração do tempo e produtividade, confira nosso infográfico 10 dicas para ser produtivo no Home office.