Liderança Inovadora Hibrido

Liderança inovadora em tempos de trabalho híbrido

As novas formas de trabalho, impõe a necessidade de uma liderança inovadora que tenha a capacidade de estabelecer uma comunicação eficiente e empática com a equipe. Habilidades que devem ser desenvolvidas pelas lideranças diante dos desafios na gestão de equipes que trabalham de qualquer lugar.

Em tempos de trabalho híbrido, o papel da liderança inovadora é reduzir as distâncias impostas, mas respeitando a flexibilidade de tempo e a autonomia nas relações de trabalho, sendo um exemplo para que as pessoas saibam como se comportar nesse novo contexto. 

Independente do formato de trabalho adotado, seja optando pelo trabalho remoto de forma permanente ou promovendo o retorno gradual ao escritório em formato híbrido, a liderança inovadora capta as tendências, aposta na mudança e estimula as pessoas a gerarem ideias e colocá-las em prática. 

Estudo realizado pela Alelo revela que boa parte dos profissionais reconhecem o aumento de produtividade e foco no trabalho remoto (41%), destacando os seguintes benefícios das novas formas de trabalho como pontos positivos: 

  • utilizar o tempo de deslocamento até o escritório para outras atividades (50%); 
  • ter mais tempo para estar com a família (44%); 
  • conciliar atividades do emprego e de casa (40%).    

Para gerenciar equipes à distância, as lideranças precisam conectar-se mais com a pessoa do que com o profissional e desenvolver a escuta ativa para entender como as relações e as expectativas mudaram nesse período para remodelar a rotina organizacional ao momento atual.

Em um cenário de grandes transformações, os maiores desafios das posições de liderança são engajar pessoas, tomar decisões rapidamente, ter estabilidade emocional para resistir às crises e criar estratégias para obter resultados além dos esperados. Nesse contexto, a agilidade mostra-se uma característica fundamental da liderança inovadora

Perfil da liderança inovadora 

A postura de uma liderança inovadora está diretamente alinhada a conceitos ligados à inovação, à habilidade de perceber mudanças e antecipar estratégias, a correr riscos a partir de pontos de vista diferenciados e mais ousados. O desenvolvimento desse perfil de liderança deve atuar em conjunto com a aplicação de novas tecnologias, a valorização do capital humano e o uso da intuição além da razão. 

Líderes inovadores incentivam a coragem e a ousadia de seus times. Além disso, fomentam a criatividade, sendo considerados fortes agentes de mudança, desenvolvendo e realizando ideias inovadoras que visam melhorar o mundo por meio da atuação em suas empresas.

Agilidade

O líder inovador é ágil, capaz de tomar decisões com base em dados existentes, estimula a colaboração e desperta um propósito maior no time, gerenciando as possibilidades de erros e assumindo os eventuais riscos. 

Assista ao Webinar Estratégias ágeis com times de alto desempenho para implementar a cultura ágil e engajar a equipe a alcançarem resultados exponenciais.

Adaptabilidade

Adaptar-se a um cenário complexo e de mudanças exponenciais é uma das principais habilidades de uma liderança inovadora para lidar com os desafios do mercado de trabalho em tempos de trabalho híbrido.

Experimentação

Essa é uma particularidade encontrada em líderes inovadores, que buscam conduzir mudanças disruptivas nos ambientes organizacionais, despertando o lado da inovação em seus colaboradores para desconstruir padrões e oferecer soluções diferenciadas 

Convivência híbrida

Líderes inovadores promovem uma cultura prioritariamente remota. Com a flexibilização das normas de distanciamento, o modelo de trabalho mais propício a ser adotado é o híbrido. A convivência híbrida possibilita liberdade, autonomia e flexibilidade para que os colaboradores possam optar pelo formato de trabalho que mais se encaixa às suas necessidades, seja remoto ou híbrido. 

Para adaptar a cultura organizacional às novas formas de trabalho, assista ao Webinar Comunicação e Convivência Híbrida.  

Empatia

Uma liderança inovadora atua com foco nas pessoas, levando o lado humano de sua equipe em sua consideração. Sabem ouvir seus colabores e procuram entender os pontos de vista de todos. Além disso, aceitam assumir riscos controlados e entendem que, muitas vezes, é preciso uma mudança disruptiva para que se possa avançar com a inovação. 

Transparência

Cabe à liderança inovadora agir de forma transparente, com responsabilidade social e ambiental, impactando de forma positiva a vida das pessoas para transformar o mundo num lugar melhor para todos. 

Dinamismo

Líderes inovadores adotam um modelo dinâmico de gestão de pessoas, promovendo o alto engajamento e uma cultura organizacional que instaura as pessoas no centro, envolvendo e criando valor. 

Quer desenvolver a liderança inovadora na sua organização? Garanta o exemplar do livro “Liderança para a inovação — como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações” e se aprofunde sobre o tema.

 

Gestao De Equipes Blog2

Desafios da liderança na gestão de equipes que trabalham de qualquer lugar

As lideranças das organizações estão sendo desafiadas a gerenciar times em contextos complexos, intensificado por novas formas de trabalho, a exemplo do modelo híbrido e remoto. O anywhere office, termo em inglês que refere-se a escritório em qualquer lugar —  modelo de trabalho que permite que as pessoas desempenhem suas atividades a partir de qualquer local — também tem imposto novos desafios às lideranças ao exigir maior liberdade, flexibilidade e autonomia nas relações de trabalho.

Atualmente, gerenciar equipes que trabalham à distância tornou-se regra e não mais exceção. A tendência é que as empresas mantenham seus escritórios, mas adotem um formato de gestão cada vez mais descentralizado para que possam tornar o trabalho remoto uma prática permanente.

No Webinar Confiança em times em trabalho remoto, em que conversei com o educador corporativo e palestrante, Ricardo Vandré, abordamos a importância de implementar novas estratégias e ferramentas que provoquem agilidade, inovação, criatividade e dinamismo nos processos organizacionais para promover a gestão de equipes que trabalham de qualquer lugar. 

As transformações em curso exigem adaptações principalmente na cultura organizacional. Para acompanhar as mudanças, tanto comportamentais como nas tendências de mercado, os líderes precisam estar preparados para lidar com esses novos desafios. 

Para entender quais os principais desafios da liderança na gestão de equipes que trabalham de qualquer lugar, foram consultados mais de 60 profissionais, pesquisadores e estudantes que estão conectados de alguma maneira com Liderança e Inovação. 

Os entrevistados responderam questões sobre o impacto da pandemia na liderança, os desafios enfrentados nesse cenário e quais os ensinamentos que deverão levar. Além disso, também falaram sobre as principais habilidades e competências que líderes precisam desenvolver para superar os principais desafios da liderança que se apresentam. 

A pesquisa resultou no Checklist: Os principais desafios da liderança, material que pode ser acessado gratuitamente aqui

Principais desafios da liderança 

Com base na pesquisa, elaboramos um material que além de mostrar as tendências apontadas pelos especialistas, também faz um checklist daquilo que os líderes precisam atentar-se. Entre os desafios apontados estão:

Liderança e gestão do trabalho remoto

A grande descoberta das organizações foi compreender que é possível promover a gestão de equipes de forma inteiramente remota sem que essa iniciativa impacte negativamente na produtividade. Pelo contrário, as organizações constataram que os colaboradores podem se manter produtivos mesmo à distância. 

Construção e exercício da confiança

Aumentar a confiança entre times em trabalho remoto é um dos grandes desafios da gestão de organizações no atual momento. A gestão de equipes que trabalham de qualquer lugar exige um ambiente de trabalho que inspire a confiança dos colaboradores, garantindo que as relações de trabalho sejam saudáveis.

Agilidade e flexibilidade da liderança

Uma liderança ágil e inovadora mantém os colaboradores motivados e alinhados com as metas e objetivos da organização. Isso porque, esse perfil de líder possui habilidades como empatia, resiliência, escuta ativa, adaptabilidade, flexibilidade e propósito. Baixe gratuitamente o Infográfico Agilidade e Inovação na Liderança e saiba como tornar-se um líder ágil.

Gestão do tempo

Adotar ferramentas de produtividade e colaboração, bem como estratégias ágeis para automatizar a gestão das tarefas do time e manter uma comunicação fluida e eficiente é primordial para gerenciar equipes à distância. A iniciativa contribui para o aumento da produtividade e autonomia para que a equipe possa assumir o protagonismo no cumprimento dos objetivos da organização.

Engajamento da equipe

Uma organização ágil e inovadora conta com líderes criativos, flexíveis, inspiradores e com senso de propósito, que sejam capazes de estimular o sentimento de pertencimento, impactando no engajamento e retenção de talentos. Além disso, devem fornecer condições e segurança psicológica para o time colaborar e inovar. 

Liderança inspiracional e acolhedora

Esse perfil de liderança inspira a criatividade e motiva a inovação ao promover uma gestão baseada na competência e na confiança, descentralizando decisões e proporcionando autonomia nas relações de trabalho para obter um melhor desempenho dos colaboradores. 

Os desafios da liderança são inúmeros, mas há muitos que estão enfrentando a mesma situação e, por isso, há bastante conhecimento para ser gerado e compartilhado a partir das experiências vivenciadas. 

Faça o download gratuito do checklist “Os principais desafios da liderança” que traz os itens mais desafiadores na rotina de lideranças atualmente.

E como sua organização tem enfrentado esse novo desafio? Compartilhe conosco enviando seus comentários neste artigo. 

 

Metodologias Ageis

Metodologias ágeis e plataformas de gestão de equipe

A abordagem de metodologias ágeis contribui para otimizar a rotina organizacional, impactando no aumento da eficiência e eficácia dos processos e, assim, torná-los ágeis. Implementar a cultura ágil em uma organização exige o planejamento adaptativo, times autogerenciáveis e multidisciplinares para que seja viável promover a melhoria contínua no desenvolvimento de produtos e serviços, alinhado aos valores e princípios descritos no Manifesto Ágil e muito já comentado em outros posts nossos. 

A agilidade permite que as empresas ajustem seus processos de forma proativa na busca pela inovação. Para implementar as metodologias ágeis de maneira bem-sucedida na cultura organizacional, é importante que os seguintes fatores estejam bem estabelecidos, bem como adotar plataformas de gestão de equipe que automatizam os processos de rotina. 

  • Objetivos comuns disseminados por toda a organização

Executivos, líderes e liderados devem estar alinhados com os objetivos estratégicos da empresa para que sejam alcançados.

  • Executivos, líderes e times capacitados

É necessário investir em equipes multifuncionais e autogerenciáveis que tenham capacidade técnica e habilidades interpessoais para entrega dos resultados esperados, bem como autonomia para propor soluções inovadoras e fornecer resultados diferenciados.

  • Decisões rápidas e aprendizagem constante

Líderes e equipes capacitadas que estejam alinhados aos objetivos da organização são capazes de tomar decisões e aprender com as situações rotineiras, assumindo riscos controlados.  

  • Líderes ágeis que estimulam colaboradores a assumirem o protagonismo

Líderes ágeis adotam um modelo dinâmico de gestão de pessoas com intuito de promover o alto engajamento, capacitando a equipe a assumir o protagonismo e gerando confiança para cumprimento do propósito da organização.

  • Tecnologia integrada e essencial ao negócio 

A tecnologia integrada é essencial para todos os aspectos da organização, gerando valor e possibilitando reações rápidas para adaptar-se às necessidades de mercado. 

Confira o Webinar Estratégias ágeis com times de alto desempenho e entenda a importância de promover agilidade nos processos de concepção de produto e solução de problemas, estimulado pela formação de squads, onde cada projeto conta com pessoas com formações diferentes, experiências que se complementam e conhecimentos que agregam valor à entrega. 

O convidado do webinar, Bruno Soares, é CEO da Feedz. Plataforma completa para engajamento de colaboradores, desenvolvida com o propósito de proporcionar ambientes de trabalho seguros e saudáveis que estimulam a confiança e autonomia entre líderes e liderados. 

Aproveite para acessar o eBook: Metodologias ágeis para equipes de alta performance e entender os motivos pelos quais as metodologias ágeis são verdadeiras aliadas da cultura de inovação das organizações.

Aplicando as Metodologias Ágeis para a inovação organizacional

 A jornada ágil começa pela mudança de mentalidade, o que exige que todos na empresa sejam encorajados a ampliar sua postura para um mindset ágil. Organizações ágeis desenvolvem a capacidade de se ajustarem às intensas transformações que seguem em ritmo acelerado, estando abertas a mudar, falhar e acertar. 

Para isso, é necessário identificar as diferentes metodologias ágeis, assim como obter o entendimento de como aplicá-las à realidade da empresa.

Método Gtd

Como maximizar produtividade pessoal e profissional usando o método GTD

Para administrar o tempo de maneira mais eficiente, priorizando o que é necessário ou urgente e delegando ou adiando tarefas não urgentes, o método GTD — Get Things Done é indicado como uma ferramenta para auxiliar na organização e produtividade.

A metodologia para maximizar a produtividade pessoal e profissional, consiste em produzir mais e melhor, gastando menos tempo e energia. Liberando tempo — físico e mental — para investir no autodesenvolvimento, descanso, lazer e tudo o que faz sentido para você. 

O método GTD propõe o planejamento do tempo, a partir de um fluxo para execução das atividades de rotina, proporcionando eficiência na organização de compromissos. Para aplicar o método em sua rotina, é necessário criar hábitos consistentes e, assim, aprimorar a organização de suas atividades para obter os benefícios dessa metodologia de produtividade. 

O que é o método GTD?

Criado por David Allen, o método GTD auxilia na organização e produtividade sendo uma ferramenta que ensina a utilizar o tempo de maneira mais eficiente. Do inglês “Get Things Done”, o método foi ensinado em seu livro “A arte de fazer acontecer“.

A metodologia de produtividade é aplicada em 5 etapas que auxiliam as pessoas a gerenciarem com muito mais eficiência suas tarefas diárias. O principal objetivo do método GTD é minimizar o estresse e a ansiedade ao mesmo tempo em que maximiza a produtividade. Uma vez que você começa a conseguir lembrar de todos os compromissos que acontecem no seu dia, além daquele sentimento de que nada está ficando para trás, o sentimento de sobrecarga passa a ser menor.

Como aplicar o método GTD no dia a dia?

É importante compreender que o método GTD baseia-se em um conceito chamado “mind like water’‘, referência das artes marciais, que significa, basicamente, ter tudo sob controle. Ou seja, se algo sair dos trilhos, você também saberá a melhor maneira de lidar com cada uma das situações.  

O método GTD define cinco passos para organizar tarefas diariamente.  

Capturar

David Allen acredita que a nossa mente deve produzir ideias e não armazená-las. Então, nesse primeiro passo é necessário tirar as ideias e lembranças de coisas que há para se fazer e passar para um sistema confiável. Afinal, nossa mente é excelente para imaginar, criar e buscar soluções, mas tem um potencial limitado de armazenamento que exige disciplina para organizar o que está planejado e evitar a sobrecarga mental.     

Nesse primeiro passo, o importante é anotar as atividades em um lugar onde seja mais fácil organizá-las. Algumas pessoas preferem papel e caneta, agenda, outras o celular ou o computador. Anote ideias, coisas a fazer, projetos, objetivos e tudo o que surgir de relevante enquanto você está fazendo esse exercício. E que, claro, requer sua atenção e foco em algum momento. 

É recomendado que você mantenha o hábito de anotar sempre que necessário, também. Imagine que você esteja em uma reunião e ali você tem um insight interessante, mas depois não se recorda para colocá-lo em prática. 

Esclarecer

Nesta etapa você se dedica com foco e atenção para analisar cada uma das atividades que foram “capturadas” e, assim, decidir o que demanda sua ação naquele momento ou não. Se, ao analisar uma das ideias, você compreender que ela não demanda nenhuma ação, o que pode ser feito é “jogar” aquela informação fora, incubar, ou seja, guardar a ideia para um outro momento relevante onde ela precisará ser utilizada ou “arquivar”, como possível referência para outras ideias. 

Caso aquela ideia demande alguma ação específica, os caminhos podem ser: realizar aquela atividade ou demanda na hora, delegar para que alguém a faça ou adiar, comprometendo-se de que irá realizá-la o mais rápido possível.

Organizar

Nesse passo é importante que você organize as suas tarefas e projetos de acordo com o contexto em que se encaixa cada um deles. Para isso, você pode criar listas e pastas. 

Por exemplo a lista de “trabalho”, onde serão colocadas todas as demandas relacionadas à carreira profissional. “Pessoal” onde estão todas as demandas do dia a dia, “Estudos” e, assim por diante. Isso ajudará você a identificar o que precisa ser feito mais facilmente em cada um desses contextos.

Refletir

É importante que você faça uma revisão periódica, de preferência semanal, das suas listas, atividades e tarefas para reavaliar prioridades e reorganizar suas obrigações. Nesse ponto, já passamos por três dos passos do método GTD: você já capturou, esclareceu e organizou as suas ideias. Para garantir que ela seja feita, anote-a como um compromisso semanal em seu calendário. 

Engajar

O último passo do método GTD é o engajamento. Isso significa que você terá que definir critérios para decidir sobre cada uma de suas ações, transformando isso em um hábito que esteja alinhado com seus propósitos e prioridades. 

Saber fazer a gestão de próprio tempo é uma das habilidades exigidas dos líderes do futuro. Por isso, busque aplicar o método para maximizar produtividade pessoal e profissional. 

Acesse outros materiais gratuitos disponíveis no blog para se aprofundar sobre administração do tempo e produtividade.

 

Aprendizagem Autodirigida

Aprendizagem autodirigida: fomentar o aprendizado impacta na retenção de talentos

O aprendizado é uma jornada de longo prazo. Durante quase toda nossa vida, somos direcionados a aprender o que é exigido pela sociedade. No caso da aprendizagem autodirigida, o aprendiz escolhe o que deseja aprender e aprimorar em seu dia a dia. Trata-se de uma educação não convencional que faz com que se busque as próprias oportunidades de desenvolvimento, bem diferente de como estamos habituados a aprender. 

O conceito de aprendizagem autodirigida vai de encontro ao que se acreditava até pouco tempo atrás, quando, teoricamente, um profissional após se formar em uma graduação ou especialidade passava a estar “apto” para trabalhar na área escolhida durante toda a vida.

Além disso, a ideia incentiva que os aprendizes tenham liberdade para empreender em suas próprias investigações e descobertas. Dedicando tempo e energia em conexões, aprendizados e redes que fazem sentido com o que ele quiser. Não ao que lhe é “imposto” como necessário. 

O assunto é rico e cheio de possibilidades para você, como indivíduo, e para o estímulo de talentos em sua empresa.  Para que você possa se aprofundar no tema, te convido a assistir do webinar que fiz junto com Alex Bretas sobre o assunto.

Por que aprendizagem autodirigida?

Antes de apresentar o conceito de aprendizagem autodirigida, explico neste artigo o porquê utilizar a aprendizagem autodirigida para furar a bolha da zona de conforto, tanto como indivíduo ou nos grupos aos quais você pertence.

“Aprendizes autodirigidos assumem total responsabilidade por suas educações, carreiras e vidas”, afirma Blake Boles, no livro A Arte da Aprendizagem Autodirigida — com prefácio e tradução de Alex Bretas.

Um aprendiz autodirigido é antes de mais nada um atento às possibilidades que estão ao seu redor e que podem levá-lo mais longe. Colocando-o em lugares onde ele realmente quer estar — sem algo ou alguém ter dito que aquele era o local ‘ideal’.

Esse é o principal porquê da aprendizagem autodirigida: proporcionar um modelo mental de busca por objetivos através do conhecimento, onde se tem motivação e liberdade para considerar todas as possibilidades e seguir apenas com aquelas que fazem sentido para a realidade do indivíduo.

Por esse motivo, pode-se definir a aprendizagem autodirigida como a atitude de buscar conhecimento, por conta própria, de maneira estruturada e, sobretudo, emocional. Uma vez que o aprendiz autodirigido busca construir conhecimento apenas em pontos em que se tem desejo de ir mais longe e se aprofundar.

Como a aprendizagem autodirigida impacta na performance de seus colaboradores?

Em tempos em que novas formas de trabalho surgem e a educação à distância é facilitada pelas tecnologias, a aprendizagem autodirigida — ou, self learning — é um modelo mental que pode ser aplicado para gerar mais motivação e empoderar pessoas na busca por novos conhecimentos.

Não há regras ou espaços definidos para usar a aprendizagem autodirigida, mas fato é que ela pode (e deve) ser fomentada na realidade de um líder ou organização que busca novas formas de motivar seu time e, sobretudo, trazer mais know-how de forma orgânica para sua equipe.

As principais vantagens da aprendizagem autodirigida para organizações e líderes são:

Além de desenvolver processos claros e se adaptar rápido a novos contextos, um líder ágil deve estimular o seu próprio protagonismo e de seus colaboradores: criando um espaço aberto para ideias e testes, com uma comunicação clara e empática.

A aprendizagem autodirigida conversa inteiramente com esse conceito. Principalmente, por esse processo de aprendizagem rejeitar tiranias e imposições. Lideranças que promovem esse tipo de aprendizagem se destacam pois ganham credibilidade ao acreditar em um futuro promissor de sua equipe com o conhecimento. Trocando o “impor” pelo “sugerir”, o “faça” pela explicação do raciocínio por trás de determinado objetivo.

Um exemplo de como aplicar a aprendizagem autodirigida na sua rotina enquanto líder ágil: 

Você precisa que seus analistas entendam as novas diretrizes da LGPD. Em vez de impor nas demandas, você pode convidar um especialista para explicar a importância dessa nova lei e, a partir desse ponto, mapear os colaboradores mais curiosos e interessados pelo tema para criar uma squad do tema. Neste período, você deixará claro suas expectativas (sem impor!) e fornecerá os recursos necessários para esse estudo.

  • Reter as pessoas certas

Os ambientes de aprendizagem autodirigidas criam um sentimento de pertencimento e estes aprendizes, uma vez que eles acabam por não gastar tempo em lugares onde se sentem constantemente entediados ou desengajados. Em resumo, a produtividade e liberdade de um liderado, torna-se cada vez mais relevante.

Além disso, podemos considerar a pluralização de ideias e novas formas de se desenvolver o trabalho, a criação de comunidades em torno do conhecimento — que direciona energia para coisas positivas e relevantes para o dia a dia de trabalho, gerando habilidades a curto prazo. Dentre inúmeras outras portas que esse sistema de aprendizado permite. 

  • Liberdade para empreender suas próprias investigações e descobertas

É fundamental oferecer um espaço de escuta ativa e de trocas em que o colaborador se sinta acolhido por parceiros de jornada e mentores, assim como disponibilizar espaços de expressão em que ele possa compartilhar o que está descobrindo e espaços de aplicação em que ele possa manipular concretamente a realidade com o que descobriu. Além disso, é imprescindível valorizar e reconhecer o talento não só pelo resultado de sua aprendizagem, mas também (e sobretudo) pelo processo vivido.

 

Trabalho Remoto

Tecnologia como suporte ao trabalho remoto

Passado mais de um ano desde o início da pandemia causada pela COVID-19, o momento de adaptação ao trabalho remoto vem sendo vencido pela grande maioria das empresas. É interessante notar que, para cada organização, a adaptação se deu de uma forma diferente, levando em conta o seguinte: o que mais funciona para minha equipe? 

O Facebook, por exemplo, anunciou que deixaria que seus funcionários trabalhassem de casa para sempre, a depender da aprovação de cada gerente de área responsável. Já a Apple, anunciou que adotará o modelo híbrido, exigindo que seus funcionários trabalhem no escritório três vezes na semana.

O Nubank foi uma das primeiras empresas brasileiras a adotar o trabalho remoto como medida para garantir a segurança dos colaboradores. A fintech tem funcionários, distribuídos em escritórios em São Paulo, Berlim, Cidade do México e Buenos Aires, atuando em esquema home office desde 12 de março, um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar pandemia global pelo novo coronavírus. 

Para enfrentar o desafio de manter a colaboração viva em tempos de distanciamento, a empresa investiu no fortalecimento da cultura organizacional mesmo com seus colaboradores trabalhando de casa. O que inclui desde garantir a estrutura necessária para trabalhar de casa (como computadores, cadeiras e monitores), até o suporte emocional para passar por esse momento. Além disso, a empresa manteve um canal aberto com todos os Nubankers, onde informações são compartilhadas e qualquer um pode enviar comentários, sugestões e perguntas.

A XP Investimentos ampliou a prática de home office e estuda implementar o trabalho remoto de forma permanente. O sócio e responsável pela área de Gente & Gestão da XP, Guilherme Sant’Anna, garante que, após o fim da quarentena, o funcionário poderá escolher se trabalha de casa ou se vai para o escritório. 

Isso demonstra que não existe fórmula melhor ou pior, o que existem são tecnologias capazes de facilitar esse dia-a-dia e tais decisões. E é sobre isso que falaremos nesse artigo.

Otimizando o trabalho remoto

Primeiramente, uma organização que deseja ser líder no que se propõe a fazer, precisa estar pronta para se reinventar e transformar-se digitalmente. Realocando, inclusive, recursos, capital e talentos para que essa transformação seja ainda mais efetiva. 

O trabalho remoto pode melhorar a administração do tempo por sua dinamicidade, fazendo com que certas atividades sejam feitas com muito mais rapidez e de maneira eficiente. Atualmente, são inúmeras as soluções disponíveis para organizar processos, agendar reuniões, promover cursos online, plataformas para trocas de conhecimento e networking, entre outras.

Todas essas tecnologias permitem com que gestores e time estejam em sintonia, podendo otimizar resultados, objetivos e andamento de projetos:

  1. Busque por ferramentas ou métodos que indiquem os resultados das atividades realizadas pela sua equipe, assim é possível manter o foco na meta do negócio. E isso serve para todos os setores do time, seja tecnologia, vendas, marketing. Ter ciência dos resultados concretos é essencial — os OKRs e a metodologia de Scrum são um bom exemplo de metodologias inovadoras para aplicar na rotina da organização!
  2. Aproveite as ferramentas de automação de postagens em blogs e redes sociais e organize as metas semanais para você e sua equipe. Algumas redes sociais, possuem inclusive plataformas próprias para programar posts, otimizando tempo para manutenção do conteúdo que precisa ser postado.
  3. Ferramentas como o Trello, Miro, Notion, Canvas —  e agora, até o Google, vêm evoluindo cada vez mais suas plataformas para deixar tudo ainda mais intuitivo, facilitando o trabalho da equipe à distância.
  4. Para que os novos colaboradores se sintam parte do time, existem ótimas ferramentas para otimizar o onboarding de forma online — para casos de novos colaboradores, existem também plataformas excelentes de recrutamento.
  5. Além, claro, das vídeo chamadas e encontros online. Zoom, Loom, Google Meet, Streamyard. Todas são plataformas com planos gratuitos e pagos que se adaptam às necessidades do dia-a-dia de cada equipe. 

Ferramentas assim, são de extrema importância para auxiliar no trabalho remoto, porque elas se tornam a base da comunicação. É preciso adaptar-se a esse “escritório virtual” e manter o time conectado e comunicativo. E no caso de a empresa adotar um novo modelo de trabalho ou ferramenta, proporcionar aulas, tutoriais e treinamentos para que todos estejam alinhados.

Atenção com a saúde emocional do time 

O futurologista britânico Ian Pearson, em estudos, afirmou que quanto mais crescente a automação, mais as empresas precisarão priorizar inteligência emocional e relacionamento. No momento em que vivemos, a afirmação fica ainda mais evidente. Times que trabalham com sinergia, são aqueles que possuem motivação e confiança uns nos outros para trabalhar diariamente, inclusive à distância. 

Por isso, é necessário utilizar as tecnologias a favor da empresa também nesse aspecto. Os momentos de descompressão do trabalho presencial — sabe, a hora do cafezinho? — eles fazem falta sim. 

Precisa-se criar o hábito e ter o cuidado de criar tais momentos, separar espaço na agenda para que eles aconteçam. Isso demonstra que a empresa possui gestores disponíveis a conversar sobre a vida pessoal e problemas dos colaboradores. Normalizando, assim, a vulnerabilidade. 

É importante também, manter sempre uma comunicação clara e direta. Pode-se, por exemplo, separar os locais de conversa para demandas urgentes daquelas que podem esperar. Isso pode evitar ansiedade e o sentimento de que os colaboradores estão disponíveis o tempo todo para a empresa. 

Ou também, utilizar plataformas de videoconferências diferentes para reuniões de trabalho e momentos de bate-papo ou happy hour. 

Ainda existem muitas possibilidades para que as empresas  encontrem seus métodos ideais de trabalho remoto. Mas adotar tecnologias que contribuem para melhorar o desempenho e felicidade da equipe já é um primeiro passo para se adaptar ao contexto atual complexo.