O que é Síndrome de Burnout: saiba como identificar nos colaboradores

Você tem percebido algum colaborador mais cansado, estressado ou irritado? É melhor ficar atento, chamar para uma reunião de 1on1 ou apenas conversar para entender os motivos da mudança de comportamento. Ele pode estar com Síndrome de Burnout, uma doença provocada pelo excesso de trabalho e que causa distúrbios emocionais.

Não precisamos ir muito longe para dizer que, se o problema é causado por excesso de trabalho, diz respeito à organização. É necessário ter muito empatia e disponibilidade para ajustar o processo ou até mesmo mudar o profissional de função para que ele fique bem. Afinal, as principais características do líder do futuro são empatia, ter equilíbrio entre o ser e o dever, ser encorajador e dominar técnicas de resolução de conflitos.

Mas  o que é a síndrome de burnout, afinal?

Como falamos no início do texto, a Síndrome de Burnout é causada por esgotamento profissional. Geralmente, os trabalhadores que são surpreendidos por essa doença estão ligados a cargos de extrema pressão e de muita responsabilidade como policiais, professores, médicos, vendedores e executivos.

Curso espm

No entanto, os sintomas também podem se manifestar nos colaboradores que estão em funções que exigem muito conhecimento e que contam com metas agressivas, mas que o profissional não se sente seguro de realizar.

A doença deve ser tratada o mais rápido possível, pois pode causar depressão e sabemos o impacto dessa doença para o profissional, para as empresas e para a economia. Para saber mais sobre essas estatísticas, confira o artigo: Depressão no trabalho: é problema da empresa sim! Como lidar com colaboradores deprimidos

Conheça os principais sintomas para ficar alerta

  • Alterações no humor;
  • Complicações gastrointestinais;
  • Confinamento;
  • Dificuldades de concentração;
  • Dores de cabeça;
  • Dores musculares
  • Falta ou excesso de apetite;
  • Insegurança
  • Insônia;
  • Negatividade;
  • Problemas de pressão alta;
  • Sentimentos de derrota

Como diagnosticar a Síndrome de Burnout?

Os sintomas do esgotamento profissional surgem de forma leve. Um dia, o colaborador sai estressado do trabalho e vai tomar uma cerveja. Depois, isso acaba virando uma constante e quando ele se dá conta não consegue mais realizar suas atividades com eficácia. Pode acontecer o mesmo com a comida.

Uma das dificuldades do diagnóstico é que muito desses sintomas são corriqueiros, como uma dor de cabeça ou falta de concentração. Afinal, quem não teve um dia improdutivo no trabalho? Não conseguiu dormir direito? Ou ainda comeu algo que não fez bem e teve problema digestivo. É por isso que estar atento aos sintomas é importante.

Em alguns casos, o profissional entrou em um círculo vicioso e não consegue nem sequer perceber que está passando por um esgotamento e precisa de ajuda. É aqui que a gestão  entra de forma estratégica. Saber ouvir, investir em capacitação e programas de promoção da saúde são formas eficazes para garantir um ambiente de trabalho mais feliz e saudável.

O tratamento começa depois da primeira visita ao médico. Mas, para chegar nela é preciso perceber (e aceitar!) que algo não vai bem. Pode ser que o problema seja identificado por um clínico geral que deve orientar o paciente a procurar um psiquiatra e um psicólogo.

A liderança deve incentivar o tratamento

O tratamento da Síndrome de Burnout é feito com terapia, mas há casos em que é necessário ingerir remédios controlados, como antidepressivos e ansiolíticos. É preciso lembrar que são medicamentos com vários efeitos colaterais e, portanto, é essencial que a gestão saiba acolher esse profissional.

Não são todos os casos em que os médicos afastam o colaborador para tratamento psicológico. Para tanto, pense em mudar o processo ou alocar esse talento em uma área com metas menos agressivas. Caso o afastamento seja concedido, não abandone o profissional durante tratamento. Ou seja, faça ligações ou envie mensagens com frequência para saber como anda o tratamento.

Os sinais de melhoras começam entre o primeiro e terceiro mês, mas cada corpo é um corpo, cada caso é um caso. Aqui, é importante fazer o exercício de olhar para as qualidades desse colaborador. Não é porque ele está doente que vai ser deixado de lado. Além disso, tente identificar pontos de melhorias na empresa para evitar que mais membros da equipe sofra do mesmo problema.

É difícil colocar toda a culpa na conta da empresa. Isso porque as pessoas têm histórias diferentes, aspirações diferentes e um ambiente que é considerado saudável para uns, não será para outros. Contudo, se aconteceu na sua equipe, com certeza deve haver algo que pode ser feito para melhorar a qualidade de vida no trabalho.

Aliás, você sabe como monitorar este índice? Normalmente, pesquisas como a da revista Você S/A, que elege as melhores empresas para trabalhar no Brasil, leva em consideração questões como: percepção dos colaboradores e práticas de recursos humanos. Para saber mais sobre o tema, leia o artigo: Como medir o Índice de Felicidade no trabalho.

Saúde, bem-estar e produtividade

É clichê, porém necessário ressaltar: uma pessoa com a saúde em dia, feliz e com a vida em equilíbrio é mais produtiva. Dessa forma, a pauta do bem-estar e qualidade de vida no trabalho devem estar sempre na agenda dos líderes.

Qualidade de vida no trabalho é garantir que a sua equipe tenha equipamentos e ferramentas necessárias para desenvolver as atividades da melhor forma possível, é garantir que os colaboradores não levem trabalho para casa e não façam hora extras com frequência.

É também investir em capacitação e treinamento para que o time se desenvolva, é oferecer feedbacks, fomentar a troca de conhecimento e garantir benefícios que promovam a saúde do trabalhador: ginástica laboral, yoga, descontos em academias e até happy hours para momentos de descontração, por que não?

Se você quiser conhecer os workshops que oferecemos in company, basta acessar este link. E se ficou alguma dúvida sobre as consequências da Síndrome de Burnout para a organização, basta deixar um comentário.

 

0 respostas

Deixe uma resposta

Quer juntar-se a discussão?
Sinta-se livre para contribuir!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *