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Trabalho Remoto

Tecnologia como suporte ao trabalho remoto

Passado mais de um ano desde o início da pandemia causada pela COVID-19, o momento de adaptação ao trabalho remoto vem sendo vencido pela grande maioria das empresas. É interessante notar que, para cada organização, a adaptação se deu de uma forma diferente, levando em conta o seguinte: o que mais funciona para minha equipe? 

O Facebook, por exemplo, anunciou que deixaria que seus funcionários trabalhassem de casa para sempre, a depender da aprovação de cada gerente de área responsável. Já a Apple, anunciou que adotará o modelo híbrido, exigindo que seus funcionários trabalhem no escritório três vezes na semana.

O Nubank foi uma das primeiras empresas brasileiras a adotar o trabalho remoto como medida para garantir a segurança dos colaboradores. A fintech tem funcionários, distribuídos em escritórios em São Paulo, Berlim, Cidade do México e Buenos Aires, atuando em esquema home office desde 12 de março, um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar pandemia global pelo novo coronavírus. 

Para enfrentar o desafio de manter a colaboração viva em tempos de distanciamento, a empresa investiu no fortalecimento da cultura organizacional mesmo com seus colaboradores trabalhando de casa. O que inclui desde garantir a estrutura necessária para trabalhar de casa (como computadores, cadeiras e monitores), até o suporte emocional para passar por esse momento. Além disso, a empresa manteve um canal aberto com todos os Nubankers, onde informações são compartilhadas e qualquer um pode enviar comentários, sugestões e perguntas.

A XP Investimentos ampliou a prática de home office e estuda implementar o trabalho remoto de forma permanente. O sócio e responsável pela área de Gente & Gestão da XP, Guilherme Sant’Anna, garante que, após o fim da quarentena, o funcionário poderá escolher se trabalha de casa ou se vai para o escritório. 

Isso demonstra que não existe fórmula melhor ou pior, o que existem são tecnologias capazes de facilitar esse dia-a-dia e tais decisões. E é sobre isso que falaremos nesse artigo.

Otimizando o trabalho remoto

Primeiramente, uma organização que deseja ser líder no que se propõe a fazer, precisa estar pronta para se reinventar e transformar-se digitalmente. Realocando, inclusive, recursos, capital e talentos para que essa transformação seja ainda mais efetiva. 

O trabalho remoto pode melhorar a administração do tempo por sua dinamicidade, fazendo com que certas atividades sejam feitas com muito mais rapidez e de maneira eficiente. Atualmente, são inúmeras as soluções disponíveis para organizar processos, agendar reuniões, promover cursos online, plataformas para trocas de conhecimento e networking, entre outras.

Todas essas tecnologias permitem com que gestores e time estejam em sintonia, podendo otimizar resultados, objetivos e andamento de projetos:

  1. Busque por ferramentas ou métodos que indiquem os resultados das atividades realizadas pela sua equipe, assim é possível manter o foco na meta do negócio. E isso serve para todos os setores do time, seja tecnologia, vendas, marketing. Ter ciência dos resultados concretos é essencial — os OKRs e a metodologia de Scrum são um bom exemplo de metodologias inovadoras para aplicar na rotina da organização!

  2. Aproveite as ferramentas de automação de postagens em blogs e redes sociais e organize as metas semanais para você e sua equipe. Algumas redes sociais, possuem inclusive plataformas próprias para programar posts, otimizando tempo para manutenção do conteúdo que precisa ser postado.

  3. Ferramentas como o Trello, Miro, Notion, Canvas —  e agora, até o Google, vêm evoluindo cada vez mais suas plataformas para deixar tudo ainda mais intuitivo, facilitando o trabalho da equipe à distância.

  4. Para que os novos colaboradores se sintam parte do time, existem ótimas ferramentas para otimizar o onboarding de forma online — para casos de novos colaboradores, existem também plataformas excelentes de recrutamento.

  5. Além, claro, das vídeo chamadas e encontros online. Zoom, Loom, Google Meet, Streamyard. Todas são plataformas com planos gratuitos e pagos que se adaptam às necessidades do dia-a-dia de cada equipe. 

Ferramentas assim, são de extrema importância para auxiliar no trabalho remoto, porque elas se tornam a base da comunicação. É preciso adaptar-se a esse “escritório virtual” e manter o time conectado e comunicativo. E no caso de a empresa adotar um novo modelo de trabalho ou ferramenta, proporcionar aulas, tutoriais e treinamentos para que todos estejam alinhados 

Atenção com a saúde emocional do time 

O futurologista britânico Ian Pearson, em estudos, afirmou que quanto mais crescente a automação, mais as empresas precisarão priorizar inteligência emocional e relacionamento. No momento em que vivemos, a afirmação fica ainda mais evidente. Times que trabalham com sinergia, são aqueles que possuem motivação e confiança uns nos outros para trabalhar diariamente, inclusive à distância. 

Por isso, é necessário utilizar as tecnologias a favor da empresa também nesse aspecto. Os momentos de descompressão do trabalho presencial — sabe, a hora do cafezinho? — eles fazem falta sim. 

Precisa-se criar o hábito e ter o cuidado de criar tais momentos, separar espaço na agenda para que eles aconteçam. Isso demonstra que a empresa possui gestores disponíveis a conversar sobre a vida pessoal e problemas dos colaboradores. Normalizando, assim, a vulnerabilidade. 

É importante também, manter sempre uma comunicação clara e direta. Pode-se, por exemplo, separar os locais de conversa para demandas urgentes daquelas que podem esperar. Isso pode evitar ansiedade e o sentimento de que os colaboradores estão disponíveis o tempo todo para a empresa. 

Ou também, utilizar plataformas de videoconferências diferentes para reuniões de trabalho e momentos de bate-papo ou happy hour. 

Ainda existem muitas possibilidades para que as empresas  encontrem seus métodos ideais de trabalho remoto. Mas adotar tecnologias que contribuem para melhorar o desempenho e felicidade da equipe já é um primeiro passo para se adaptar ao contexto atual complexo. 

Assista ao Webinar “Mentes Inquietas em tempos de transformação”, que vai ao ar no dia 14 de julho, com a participação da Profª Christiane Takahashi para entender como se adaptar às transformações exponenciais impulsionadas pela pandemia.

 

Liderança ágil: como uma equipe ágil opera muito além da tecnologia

O manifesto ágil foi criado em 2001 por 17 especialistas de desenvolvimento de softwares como Kent Beck, Martin Fowler e Jeff Sutherland. Desde então, os princípios desse acordo ultrapassaram as barreiras da engenharia de software e chegaram a empresas de diferentes segmentos por meio das metodologias ágeis, colocando livros sobre o tema na lista dos mais vendidos, transformando a forma de fazer negócio e criando uma liderança ágil, focada em crescimento.

A mentalidade ágil se tornou uma cultura que envolve valores, princípios e práticas  que juntas têm como missão substituir a gestão focada no comando e controle, por uma liderança flexível, focada no cliente e com alto poder de adaptação.

No entanto, por mais que metodologias como o Scrum — que tem como foco o trabalho criativo e adaptável na solução de problemas complexos — ou o Kanban — que visa reduzir prazos e gerenciar a quantidade de trabalho em andamento — ainda é comum que líderes apliquem o ágil com mentalidade de comando e controle. O que nos leva a crer que colocar em prática tais metodologias exige que haja uma mudança no mindset dos executivos, principalmente dos C-Levels.

Para tanto, se uma empresa quer crescer de forma acelerada, entregar valor para o cliente e criar um ambiente que seja de fato ágil é preciso investir em uma liderança inovadora que atinja os vários níveis de gestão da organização. Este é o assunto deste artigo.

Qual a diferença entre equipe ágil e liderança ágil?

Uma equipe ágil está focada em devolver soluções inovadoras para ampliar o valor entregue ao cliente, o mais rápido possível utilizando ferramentas como Scrum e Kanban. Já uma liderança ágil precisa fazer com o que a mentalidade e as metodologias ágeis sejam aplicadas, garantindo que as equipes ágeis sejam incluídas nos setores-chave, que haja experimentação, decisões descentralizadas e flexibilidade, mas sem perder de vista as operações que sempre garantiram integridade dos negócios.

Uma liderança ágil exige que os executivos criem sistemas equilibrados que ofereça ao mesmo tempo estabilidade e agilidade. Ou seja, atuar de forma ambidestra ao buscar padronizar operações e investir em inovações. Buscar esse equilíbrio não é tarefa fácil. Além de variar de empresa para empresa, não se pode correr o risco de ficar obsoleto ao continuar replicando processos ou tornar a organização caótica ao querer mudar rápido demais.

É por isso que o primeiro passo da liderança ágil deve ser criar métricas para determinar o quão ágil a organização é, até que ponto pode ser e qual o tempo necessário para analisar e reavaliar se as metodologias ágeis têm levado a empresa para o caminho correto.

E as estatísticas das aplicações das metodologias ágeis são de fato animadoras. O artigo Embracing Agile da Harvard Business Review (maio, 2016) mostrou que os números podem chegar a um aumento de 50% no lançamento de novos produtos, 40% mais leads para o departamento de marketing e 60% a mais de candidatos recrutados pelo Recursos Humanos.

No entanto, o artigo The Agile C-suite a new approach to leadership for the team at the top (maio, 2020) — no qual este artigo é inspirado — apontou que, quando os executivos seniores de uma empresa estão focados em tornar uma organização ágil, os líderes quadruplicam o tempo gasto com estratégias e reduzem o tempo gasto no gerenciamento de operações pela metade. Por outro lado, a gestão de talentos aumenta cerca de 30 e 35%.

Tudo isso porque a mentalidade e liderança ágil permite que os executivos deleguem algumas de suas atividades para os seus subordinados para que se concentrarem em tarefas estratégicas que somente eles podem realizar. A chave para o sucesso aqui é que os executivos entrevistados para o artigo conseguiram perceber que uma hora gasta revisando o trabalho de gerentes operacionais experientes cria menos valor incremental do que uma hora investida em inovação.

O ágil exige que os executivos sejam humildes

Inovar exige aprendizado e testes constantes e isso não é novidade. Contudo, você deve conhecer um executivo brilhante, autoconfiante, inteligente e que acha que não precisa aprender mais muitas coisas, além  de estar acostumado a ditar ordens. Essa postura é  contrária à cultura de inovação. Comunicar de forma constante e transparente, descentralizar decisões, dar autonomia para a equipe e realizar avaliações contínuas,  este é o caminho a ser trilhado por um líder inovador.

É por isso que a liderança ágil é desafiadora para os executivos, uma vez que eles precisam compartilhar todo o seu conhecimento e reforçar a confiança de cada colaborador e não apenas para tomar decisões sozinhos, mas também para seguirem motivados e entregando valor para os clientes.

Líderes ágeis e inovadores sabem que uma boa ideia pode vir de qualquer pessoa, criam ciclos de feedbacks constantes e se auto avaliam constantemente para que consigam encontrar formas de levar a equipe para outro nível. Afinal, uma empresa é feita por pessoas e são essas pessoas que se dedicam todos os dias para que os resultados sejam atingidos.

Abaixo, confira algumas dicas para tornar a liderança ágil e focada no bom relacionamento com a equipe:

Feedback Rápido

Não demore a dar feedbacks, principalmente quando o que está em jogo são projetos novos. Não espere as finais das sprints para que isso aconteça e repense as reuniões longas. Ou seja, dê feedbacks sempre que necessário e em qualquer lugar.

Mudando um pouco a forma de dar retornos sobre as atividades para os colabores, as tomadas de decisões tendem a ser mais rápidas e o ajuste nas atividades também. Esse ciclo de feedbacks curtos e constantes são capazes de corrigir erros e fazer com que todos operem na mesma página.

Por fim, a liderança ágil precisa deixar um canal de comunicação aberto para que os subordinados também se sintam à vontade para fazer o mesmo.

Compartilhamento de  conhecimento

Um líder ou um executivo sênior não chegou nesta posição à toa, portanto é importante que compartilhem o conhecimento. É claro que não estamos dizendo que a liderança ágil deva fazer palestras com ppts  ou compartilhar conhecimento de maneira top-down. Muito pelo contrário, como foi comentado anteriormente, executivos também têm muito a aprender e é a troca que faz com que a  gestão do conhecimento dentro de uma organização seja mais rica e eficaz.

Compartilhe dicas de livros ou artigos relevantes nos canais de comunicação da empresa e crie essa cultura de troca de conhecimento. Pode ser no café, em um happy hour ou até mesmo separando um pequeno tempo na agenda dos colaboradores para estudar sobre algo novo.

Otimize as reuniões

Se a ideia é aproveitar melhor o tempo para que possa sobrar cada vez mais espaço para investir em estratégia, transforme as reuniões em sessões de trabalho. A liderança ágil deve esquecer os formatos longos e sem pautas nos quais cada um fala a sua opinião e ao final não se chega a lugar nenhum.

Uma liderança ágil deve transformar uma reunião longa em uma sessão de trabalho. Nela, o foco é na decisão. Mesmo que haja conflitos e opiniões divergentes, essas reuniões devem ter uma pauta mais flexível e todos devem sair delas cientes de suas responsabilidades, prazos e qual o objetivo dessas tarefas para o bom andamento dos projetos.

À liderança ágil compete motivar seu time de forma humana e engajadora, levando em consideração que a cada dia as mudanças serão mais rápidas e dinâmicas, exigindo celeridade na tomada de decisão para antever prováveis problemas e identificar novas oportunidades para inovação.

Conheça o nosso programa de capacitação de lideranças ágeis e inovadoras. Faça um contato e agende uma conversa conosco.