A Dinâmica da Espiral: desenvolvimento humano nas organizações

A Dinâmica da Espiral é um importante estudo sobre como a evolução da humanidade acontece, com aplicabilidade em diferentes meios, especialmente para a resolução de conflitos e no desenvolvimento humano nas organizações. 

A teoria explica a complexidade do mundo e a natureza das mudanças ao nosso redor. É baseada em 50 anos de estudo sobre desenvolvimento humano, proposta pelo professor Don Edward Beck, fundador do International Institute of Values and Culture e presidente do The Spiral Dynamics Group.  

O conceito básico da Dinâmica da Espiral está centrado no fato de que a natureza humana não é fixa e que todos possuímos uma inteligência adaptável e complexa. Beck considera a espiral infinita, definindo os níveis de consciência que ainda estariam por vir, ligados ao futuro da humanidade. 

A Espiral Dinâmica mapeia oito estágios do nosso desenvolvimento, determinando padrões na evolução da consciência humana. Beck atribuiu cores para caracterizar a maneira de pensar, agir e de sistema de oito valores que se tornaram a base de sua teoria. 

Os oito níveis de consciência que marcam nossa subsistência e existência se aplicam para uma pessoa ou para toda uma sociedade. Na teoria, as cores são atribuídas a cada nível de consciência. 

O primeiro nível da espiral, de acordo com Beck, é o da subsistência (representado pelas cores Bege, Roxo, Vermelho, Azul, Laranja e verde) e o segundo é o da existência (representado pelas cores Amarelo e Turquesa), quando os problemas essenciais já estão resolvidos e nos lançamos em um processo de colaborar com o mundo que nos cerca

Compreenda o conceito da Dinâmica da Espiral 

A Dinâmica da Espiral determina que a evolução humana pode ser representada na forma de uma estrutura dinâmica, como uma espiral ascendente, que mapeia o sistema de pensamento conforme ele atinge cada vez mais altos níveis de complexidade. Nas organizações a teoria é aplicada para interpretar e resolver problemas estruturais e, assim, promover o desenvolvimento pessoal e profissional. Empresas como Southwest Airlines e IBM, colocam a teoria em prática pelo fato de auxiliar no diagnóstico da cultura da companhia e mapear diferenças internas para inovar os processos, potencializando o crescimento sustentável.

No momento em que as empresas pensam em um desenho organizacional em espiral, cada tarefa é direcionada ao profissional que melhor se envolveria e entregaria aquela atividade. Aproveitando, assim, o melhor potencial de cada pessoa. De acordo com Darrel Gooden, em entrevista para a Nortus:

"Alguém que possua conhecimentos sobre a Dinâmica da Espiral olharia para a organização a partir de três planos: X, para o desenho das tarefas, Y para o desenho dos sistemas que coordenarão essas tarefas, e Z, que seria o nível executivo que enxerga X e Y e os integra." 

Seria o oposto de contratar um colaborador e colocá-lo em uma função específica, acrescenta o teórico. Em uma cultura organizacional pensada a partir da Espiral Dinâmica , compreende-se que o modo como as empresas mantêm a estrutura da organização é algo que tem sido considerado ultrapassado, justamente porque nem sempre esse modelo tradicional reflete a melhor forma de impulsionar os talentos e potencializar o crescimento sustentável de pessoas e organizações. Ao aplicar a Dinâmica da Espiral, a função passa a ser pensada a partir do ser humano, considerando qual o melhor papel de cada um nos mais diversos contextos.

Beck formulou ainda cinco ideais que devem ser comuns tanto para empresas, governos e pessoas, independente do seu nível de desenvolvimento. São eles: 

1) ter propósito nobre em relação à vida; 

2) buscar a elegância e a funcionalidade; 

3) entender que lucro é, sim, importante; 

4) não se descuidar da responsabilidade social; 

5) apostar na ecologia.

 

Níveis de desenvolvimento humano apresentados na Espiral Dinâmica

Se a dinâmica espiral divide cada tipo de comportamento em cores, tanto pessoas quanto empresas, por exemplo, poderiam se encaixar em determinado espectro, a depender de sua evolução tanto pessoal quanto profissional. Os principais níveis são:

Independente de quais sejam os valores de uma organização, a teoria explica que é importante que o líder esteja sempre dois níveis acima das outras pessoas, dessa forma, ele será capaz de ajudar a conduzi-las para os próximos níveis. Por exemplo, se a empresa como um todo tem seus valores no nível Azul* (tendo a ordem e a estabilidade um elevado grau de importância para todos), então os líderes executivos deveriam estar focando no Laranja ou no Verde. 

Pensando nisso, compreende-se o quanto é importante que as organizações olhem para as possibilidades de inovar e melhorar os processos organizacionais, buscando um ambiente de trabalho que prioriza a colaboração, sem que talentos sejam desperdiçados. 

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Inovação como estratégia para potencializar o crescimento das organizações

Desenvolver a cultura de inovação como estratégia para se destacar junto aos seus cientes, é  fundamental para todas as organizações, principalmente em um cenário de incertezas e constantes transformações nas formas de trabalho e modelos de negócios.

Isso porque, uma estratégia está diretamente relacionada à capacidade de inovar de uma organização. De acordo com Joseph Schumpeter, economista, cientista social e um dos pais da inovação, "um produto ou processo inovador precisa ser aplicável, viável e romper com velhas práticas".

Seguindo essa definição, organizações que adotam a inovação na sua  estratégia , diferenciam-se daquelas que perpetuam os modelos tradicionais, a partir da inovação aberta.

E a inovação se faz com pessoas, o que exige ir além de adotar práticas e metodologias inovadoras para otimizar processos. Sendo imprescindível construir um ambiente colaborativo que inspire criatividade e agilidade para potencializar o crescimento sustentável de uma organização a longo prazo.

A cultura de inovação estimula hábitos e valores que apoiem o surgimento de novas ideias, impulsionando a experimentação em todas as áreas de um negócio. E por que aplicar a inovação na cultura organizacional? Bem, se falamos de um mercado em constante evolução e cada vez mais globalizado, a inovação torna-se estratégia primordial para que o negócio mantenha um diferencial. Essa mudança de mentalidade é o que torna essa vontade de mudar e estar à frente.

Inovação como estratégia

Tendo em mente, então, que dar importância à inovação é essencial para a empresa  se destacar em seu segmento de atuação, a liderança com apoio dos liderados devem promover um ambiente favorável  para o desenvolvimento de estratégias inovadoras a longo prazo que oportunizam o crescimento exponencial.

Por conceito, estratégia de crescimento é uma maneira de expandir o volume de oportunidades do modo mais previsível, recorrente e mensurável possível. Para isso, é preciso utilizar ferramentas e novas metodologias disponíveis no mercado.

 Para dar o primeiro passo e adotar a inovação como estratégia é necessário compreender os tipos de inovação, categorizados por Larry Keeley. Ao todo são 10 pilares de inovação que podem ser desenvolvidos dentro do negócio. Para potencializar o crescimento de uma organização, é preciso ocorrer inovação pelo menos, em cinco ou mais dessas áreas.

Conheça os 10 tipos de inovação:

Modelo de lucro

Rede

Estrutura

Processo

Desempenho de produto

Sistema de produto

Serviços

Canal

Marca

Envolvimento do cliente

Qual a importância da inovação para as empresas?

Podemos considerar que inovação, de acordo com Mauricio Manhaes, a inovação é um fenômeno social que acontece dentro de uma rede de valores, coproduzida entre parceiros, fornecedores e beneficiados, em sintonia com uma proposta de valor que atenda a todos os interessados. É o valor percebido pelas pessoas.

Sendo assim, é muito difícil existir uma instituição que tenha sobrevivido ao longo do tempo sem agregar valor ao consumidor final, ou seja, sem inovar sua forma de fazer negócio. Por isso, a inovação é fundamental, primeiramente, para que uma empresa sobreviva!

Em segundo lugar, sem a inovação e seu conceito diretamente atrelado à cultura da empresa, torna-se muito difícil repaginar e tornar o negócio um organismo vivo e em constante melhoria. Além disso, ela estimula mais uma série de outras possibilidades:

  1. A inovação é capaz de engajar cada vez mais os colaboradores na conquista de metas em comum, uma vez que todos estão alinhados em relação aos objetivos e metas definidas.
  2. Aumenta a satisfação dos profissionais com o trabalho, ao fazer com que eles se sintam parte de algo inovador, moderno e criativo;
  3. Viabiliza soluções mais rápidas a imprevistos e conflitos, uma vez que todos são incentivados a pensar “fora da caixa” para resolver questões que naturalmente surgem;
  4. Facilita a abertura da empresa para a implementação de novas tecnologias disponíveis no mercado! Deixando, inclusive, processos mais rápidos e seguros.

Como a inovação potencializa o crescimento de uma organização?

Para que a inovação seja construída de forma sólida e eficaz na cultura corporativa, é importante que todas as pessoas sejam incentivadas a inovar e seguir inovando. Os colaboradores devem ter a possibilidade de crescer e se desenvolver com o apoio da organização. Como consequência em investir na qualificação dos talentos, permitem que a empresa siga renovando seus processos.

Outro ponto de atenção diz respeito aos valores da empresa. Mesmo em momentos de transformações constantes, a empresa não pode deixar que se percam os valores que a tornam o que ela de fato é. Pelo contrário: os valores de governança, aspectos sociais e ambientais precisam fazer parte dessas mudanças e serem, inclusive, evidenciadas.

A verdadeira inovação transforma as empresas para melhor, ampliando o potencial de crescimento das organizações. Quer implementar a cultura da inovação para potencializar o crescimento de sua empresa? Conheça os cursos e workshops que ofereço sobre liderança e inovação.

 

Líder do futuro: características que impactam na performance das organizações

O modelo de liderança do futuro é exponencial. Esse perfil de liderança possui habilidades necessárias para absorver as mudanças complexas e adaptá-las para promover melhores resultados para a empresa mesmo diante de um cenário de incertezas em que inovar não é uma opção, mas essencial para a sobrevivência dos negócios.

Isso porque, o líder tem impacto decisivo sobre a performance das organizações, especialmente as que trilharam o caminho da inovação. Fator que exige um perfil de liderança que encare a imprevisibilidade e o dinamismo do mercado, apostando na mudança do pensamento e adotando um novo modelo de negócio. 

Uma liderança inovadora é um dos pontos essenciais para implementar a cultura de inovação nas organizações, visando descentralizar decisões e proporcionando autonomia nas relações de trabalho. O líder do futuro promove uma gestão baseada na competência e na confiança, afinal, descentralizar é reduzir tempo e ter visões diferentes sobre os processos empresariais.

Por esse motivo, cada vez mais, presenciamos a preferência por lideranças mais adeptas ao processo colaborativo da cultura ágil. O livro ‘Liderança para a inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações’, reúne uma série de artigos de minha autoria que mapeiam desde as habilidades e os processos necessários para promover uma mudança cultural, passando pelos modelos de negócios e as adaptações das corporações ao contexto exigido nos dias atuais.

Confira o  Webinar do Lançamento do Livro "Liderança para Inovação" com o convidado Eberson Terra, reconhecido executivo com quase duas décadas de experiência na área de educação, tecnologia, processos e gestão de projetos.

Habilidades e competências da liderança do futuro 

Habilidades Interpessoais são essenciais para a liderança do futuro. Além do conhecimento técnico, é essencial desenvolver competências diferenciadas para lidar tanto com o fator humano, como também com cenários complexos. 

O desenvolvimento de hard skills e soft skills é essencial para formar um líder do futuro. Afinal, habilidades humanas como criatividade, comunicação assertiva e equilíbrio emocional foram apontadas no Fórum Econômico Mundial como indispensáveis para potencializar os resultados dentro das organizações.

As habilidades e competências da liderança do futuro promovem um ambiente de trabalho mais harmonioso, fator que contribui para manter os liderados motivados, engajados e felizes.

Características do líder do futuro

Equilíbrio emocional: o líder responsável por resultados exponenciais tem uma postura equilibrada. O equilíbrio emocional é uma qualidade desse perfil, que precisa conviver diariamente com diversas pessoas, incentivando-as a dar o melhor de si.

Sem vaidade: o líder sabe dialogar com todos e está disposto a aprender. Não tem todas as respostas. Quem ocupa um cargo de liderança em uma empresa inovadora, está mais preocupado em se cercar de talentos do que saber tudo.

Encorajador: o líder do futuro aprende constantemente, pois incentiva seu liderado a buscar sempre mais conhecimento. Com uma equipe preparada, a liderança se sente confiante em suas decisões. Além de encorajar o aprendizado, permite um ambiente livre para questionamentos, contribuições e feedbacks. Inclusive a sua gestão é passível de críticas, que devem ser consideradas e respondidas sempre. A liderança não está acima dos outros, pois o próprio desenho de hierarquia não existe em organizações inovadoras.

Saber delegar e confiar: o líder do futuro deve promover autonomia nas relações de trabalho com seus liderados. Para isso, é preciso saber delegar e confiar, inspirando confiança e garantindo que as relações de trabalho sejam saudáveis em uma via de mão dupla. 

Atento aos dados: informação é tudo! Os dados mostram problemas, tendências e oportunidades. O líder do futuro é um profissional que acompanha toda a movimentação de mercado e de consumo, mudanças de comportamento dos consumidores, tendências que surgem no exterior e que podem ser adaptadas para o seu país. A habilidade de enxergar novos caminhos é outra qualidade desse perfil de liderança.

Gestão humanizada e descentralizada: investe no desenvolvimento de habilidades comportamentais de suas equipes, criando um ambiente harmônico com relações saudáveis, alinhamento de propósito e engajamento das pessoas para assegurar tanto a eficiência operacional como a inovação e criatividade, com foco nas pessoas. 

Empatia e diversidade: o líder do futuro sabe se colocar no lugar do próximo e respeita às diferenças. Sabe perceber sua equipe, tem empatia (tanto em questões profissionais, quanto pessoais) e propõe direcionamentos de acordo com cada pessoa e situação.

Domina técnicas de resolução de conflitos: não é só de alegrias que vive o líder do futuro. O dinamismo dos negócios e a pressão por resultados faz com que esse profissional precise lidar com problemas complexos. Conhecer métodos, como Design Thinking e metodologias ágeis é primordial para envolver seus liderados em processos de melhoria constante.

Adepto à inovação: se a ideia é buscar a inovação, o líder do futuro deve ser uma pessoa curiosa e atenta às novidades. A tecnologia precisa fazer parte de sua rotina. Estar próximo do que o mercado oferece é estar aberto a novas soluções. Nada como ser um usuário apaixonado por novas tecnologias para pensar como tal e conseguir, por fim, pensar em soluções mais próximas dos seus clientes.

Sua empresa está disposta a reinventar o perfil de liderança? Conheça as opções de capacitação que ofereço minha página de cursos para desenvolver as habilidades necessárias para promover inovação na sua área de atuação.

 

Comunicação e convivência híbrida

“Sem comunicação não dá! Não dá para aprender, não dá para inovar, vender, engajar e, principalmente, não dá para conviver.”

Novas formas de trabalho, como o modelo híbrido, tem desafiado organizações, impondo a necessidade de ágil adaptação. Nesse contexto, a comunicação é um fator determinante para organizações que desejam ser mais inovadoras e colaborativas com capacidade de lidar com problemas complexos de frente para manterem-se diferenciadas. 

Sabemos o quanto a comunicação ficou ainda mais dificultada a partir do momento em que quase a totalidade das empresas passaram a trabalhar de forma remota. Afinal, perdemos aqueles momentos espontâneos de encontrar com as pessoas, resolver problemas com conversas rápidas, encontros para um cafezinho ou no elevador. Agora, mais do que nunca, precisamos nos comunicar.

Um estudo coordenado por Ethan Bernstein, professor de comportamento organizacional da Harvard Business School sobre as implicações de trabalhar sem estar em um escritório, avaliou como positiva a experiência de trabalho remoto durante a pandemia, com ganhos organizacionais e também de aprendizados individuais. Por outro lado, a pesquisa evidenciou os impactos negativos dessa experiência, como a perda do cultivo de relacionamentos paralelos entre colegas e também de inovação à medida que ideias surgem no contato presencial.

Se, mesmo no modelo de trabalho tradicional a comunicação já era um problema recorrente, agora a comunicação no ambiente de trabalho entra em um nível ainda mais complexo. Com muitas empresas adotando o modelo de trabalho híbrido, ou seja, parte das pessoas trabalhando da empresa e parte ainda em home office, como fazer para manter todos alinhados? Como o formato de trabalho híbrido ampliou ou dificultou a comunicação e integração entre times? 

É sobre o tema comunicação e convivência híbrida que Vânia Bueno comunicadora há 40 anos e mentora para líderes, equipes e organizações — trata no webinar sobre o papel das organizações para que a convivência no ambiente de trabalho híbrido seja repensada. 


Comunicação é tudo o que falamos e não falamos

Vânia evidenciou que o mal estar, assim como o stress e o cansaço das pessoas dentro das organizações está atribuído muito mais à qualidade do ambiente onde elas executam as atividades do que com relação às tarefas que elas executam de fato.

Nesse sentido, quando pensamos em comunicação e convivência híbrida, precisamos lembrar que a boa comunicação contagia e reflete não apenas no dia a dia de trabalho, mas também na produtividade, conforto, liberdade e intimidade entre as pessoas. Cada ação comunicativa abre janelas ou constrói muros, não há na comunicação um ponto neutro, há sempre algum efeito. 

Em um ambiente de trabalho, a comunicação é uma corresponsabilidade partilhada por todos — sejam líderes e liderados. Todos na empresa fazem parte dela, não apenas o setor de comunicação e marketing. Tomar consciência de que estamos nos comunicando o tempo todo é o primeiro e mais importante passo para uma organização que está se preparando para esta nova forma de trabalhar.   

Sendo assim, é necessário despertar um interesse genuíno em elevar a comunicação para um outro patamar de prioridade dentro das organizações. Em geral fazemos comunicação de forma muito espontânea, mas comunicar-se de forma positiva e apropriada é muito mais difícil do que parece. Ainda mais se considerarmos que comunicar-se não é apenas falar ou escrever, mas também as formas de comportamento. Não à toa a questão sempre aparece quando se trata de soluções e caminhos de melhoria dentro das organizações. 

“Sem comunicação não dá! Não dá para aprender, não dá para inovar, vender, engajar e, principalmente, não dá para conviver. A escola e a vida me ensinaram que praticar comunicação consciente e responsável é chave para solucionar e prevenir a maior parte dos desgastes que cultivamos dia após dia. Nada fácil. Falo por mim. Aprendi que comunicação tem muito mais a ver com comportamento do que com retórica. Mais sobre ser do que parecer. E que compreender e ser compreendido é peleja para a vida toda.” Vânia Bueno. 

No trabalho híbrido, construir essa lógica de pensamento demonstra-se ainda mais necessária. Se a intenção é manter um ambiente de trabalho eficiente, saudável e sem furos de comunicação é necessário dar a devida relevância ao assunto. E sabe aqueles momentos espontâneos de corredor? Pois é, eles precisam ser inseridos também para o ambiente digital como parte obrigatória da rotina de trabalho.

Só assim, em trabalho remoto ou híbrido, é possível manter um time alinhado em um cenário de macrotransição em que as mudanças são profundas, abrangentes e irreversíveis. Sem dúvida, os negócios que vão criar maior impacto são aqueles que possuem colaboradores com propósitos alinhados e que sentem que o seu trabalho importa para o mundo.

Boa práticas no trabalho híbrido para implementar a inovação comportamental nas organizações

A Nova Teoria da Comunicação, de Gregory Bateson, defende que comunicação é sinônimo de comportamento. “Todo comportamento comunica. Como não existe forma contrária ao comportamento (não-comportamento), também não existe não-comunicação. Então, é impossível não se comunicar”. 

Por isso, algumas boas práticas são primordiais para um ambiente de trabalho híbrido saudável. Destaco, as principais: 

Autonomia e confiança são de extrema importância e estão diretamente relacionadas à comunicação. Isso porque, é através de uma comunicação fluida, clara, empática e transparente que gestores podem se posicionar e, de outro lado, colaboradores sintam-se motivados para expor seus objetivos, pontos e desafios. 

Ao incentivar o protagonismo do colaborador trabalhando de qualquer lugar, os colaboradores são motivados a seguir aprendendo com os desafios com espaço para serem criativos e vulneráveis. Para que isso seja viável, é preciso estimular a comunicação aberta, clara e síncrona entre todo o time, combinando os diferentes formatos de execução de tarefas — online e offline — tornando os processos mais dinâmicos e otimizados, tanto dentro quanto fora do ambiente de trabalho.

Desenvolver senso de pertencimento é outra boa prática que deve ser implementada ao adaptar os processos internos e a cultura organizacional a essa nova realidade. Por sermos seres sociais, precisamos fazer parte de um grupo. Para isso, é necessário promover liberdade com responsabilidade que possibilita manter equipes com pessoas realizadas e conectadas entre si e com a organização;

É comprovado que quando há sensação de pertencimento, o engajamento dos colaboradores torna-se muito mais elevado. Em contrapartida, uma pesquisa feita pela Gallup aponta que 85% das pessoas no mundo se sentem desengajadas ou insatisfeitas em seu local de trabalho.

Esse dado reflete a necessidade de repensarmos a nossa convivência, seja no ambiente presencial como no digital. E a comunicação é imprescindível para implementar boas práticas no modelo de trabalho híbrido. 

Como sua organização está se adaptando aos novos formatos de trabalho? Compartilhe sua opinião sobre o tema nos comentários e participe do debate.

 

Modelo de trabalho híbrido: entenda o que é e como implementar

De uma semana para outra, a maioria dos trabalhadores ao redor do mundo saíram dos escritórios onde passavam de 8 a 10 horas de seus dias para trabalharem a partir de suas casas. Com isso, o formato de trabalho tradicional passou por adaptações, fator que impulsionou o modelo de trabalho híbrido como uma forte tendência no mercado corporativo

O fenômeno foi tão interessante e, de certa forma revolucionário, que os espaços dentro de casa ganharam importância e significados totalmente diferentes. A sala de estar passou a ser parte escritório, parte lazer; já o quarto foi dividido entre espaço de descanso e espaço de trabalho. Ambientes de trabalho, como espaços de coworkings tornaram-se alternativas para flexibilização da jornada de trabalho. 

Praticamente todas as estruturas e modelos de trabalho, dos mais inovadores aos mais tradicionais, construídos e testados ao longo de décadas, foram desafiados.  E todas essas mudanças trouxeram reflexões sobre o futuro do trabalho: qual a melhor forma de seguir trabalhando? No formato presencial, totalmente remoto ou híbrido? Qual formato funciona para cada empresa? 

Uma pesquisa divulgada no Harvard Business Review, mostrou que durante o período de home office houve um aumento de foco e produtividade em 6% comparado ao modelo presencial, em empresas como a Microsoft, por exemplo. No entanto, o mesmo estudo identificou que 49% das pessoas relataram estar trabalhando mais, 54% que se sentiam sobrecarregados e 39% mais exaustos.

É possível manter os colaboradores alinhados a respeito da cultura da empresa, produtivos e felizes? Na intenção de responder essa questão, inúmeras empresas e pesquisadores do setor avaliam o modelo de trabalho híbrido como uma alternativa viável. Nem 100% digital, nem 100% presencial. O desafio agora é implementar esse novo comportamento dentro da realidade de cada empresa. 

Assista ao Webinar Comunicação e Convivência Híbrida para adaptar a cultura organizacional às novas formas de trabalho, onde converso com Vânia Bueno sobre esse assunto.

O que é trabalho híbrido? 

Tradicionalmente, uma equipe de trabalho híbrido é composta por colaboradores que trabalham no escritório e aqueles que trabalham de forma totalmente remota. Entretanto, essa definição vem se expandindo conforme a realidade do trabalho também se altera. 

Nesse caso, uma equipe de trabalho híbrido é composta por pessoas que podem escolher de onde querem trabalhar, possuem mais flexibilidade para decidir estar alguns dias no escritório e outros no formato remoto, sem que isso influencie negativamente na produtividade e, consequentemente, nos resultados. Pelo contrário, empresas que adotaram o sistema de trabalho híbrido constataram aumento da produtividade. Isso porque, proporcionar autonomia e bem-estar é essencial quando se trata do futuro do trabalho, e tendem a aumentar de 15% a 30% a produtividade dos colaboradores.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo IDC Brasil a pedido do  Google Workspace, o formato híbrido passou a ser amplamente discutido e a ganhar cada vez mais força e adesão de profissionais e empresas no Brasil e no mundo. A pesquisa mostra que dentre os profissionais cujas empresas já definiram um formato de trabalho pós-pandemia, 43% relatam que o formato escolhido foi o híbrido. Já dentre os profissionais cujas empresas ainda não definiram um formato de trabalho pós-pandemia, o formato sugerido é o híbrido, com 59% das respostas.

Para líderes, a grande preocupação que surge é justamente conseguir gerenciar a equipe, tanto online como offline, adaptando a cultura organizacional para essa nova forma de trabalhar e buscando otimizar os processos para alcançar melhores resultados.

Mas, mesmo diante do desafio de implementar o formato híbrido, o mercado é favorável ao novo modelo de trabalho. Uma outra pesquisa da Microsoft, apontou que 97% das lideranças empresariais esperam trabalhar de forma híbrida no longo prazo. 

Como aderir ao trabalho híbrido na minha empresa?

Antes de mais nada é importante compreender que o modelo híbrido hoje não é regulamentado por nenhuma legislação. Isso significa que não existem regras estabelecidas que se deve seguir. Entretanto, como esse modo de trabalhar mistura dois conceitos já existentes e maduros, existem inúmeras recomendações.

Tanto o trabalho remoto como o presencial possuem prós e contras, a recomendação para o híbrido é de que se possa aproveitar o melhor de cada um deles, mantendo assim um time feliz, alinhado e produtivo. A tecnologia, nesse contexto, mostra-se ferramenta fundamental, mas não a única responsável em transformar as relações de trabalho. A cultura de colaboração precisa fazer parte da empresa. 

  1. Incentive seu time a incluir em seus dias de trabalho em casa outras prioridades além do próprio trabalho; por exemplo tempo para condicionamento físico, hobbies, alongamento; 
  2. Proponha intervalos entre uma reunião e outra. Trabalhando de casa, sem necessidade de deslocamento e outras adversidades, muitas pessoas passaram a ser mais produtivas. Passou a se fazer uma reunião seguida da outra sem intervalos! O ideal é que se tenha ao menos 15 minutos de intervalo entre uma outra; 
  3. Mantenha a comunicação transparente e afetiva. Todas essas mudanças que ocorreram tão rapidamente nos últimos tempos deixaram grande parte das pessoas cansadas, ansiosas e estressadas. Normalize na cultura da sua empresa que nem todos os dias são bons;
  4. Quando estiverem no escritório, priorize relacionamentos e trabalho colaborativo, isso ajuda a aproximar o time;
  5. Implemente metodologias ágeis que otimizem o trabalho remoto e híbrido dentro do próprio time e com outros setores da empresa;
  6. Oferecer flexibilidade aos membros do time impacta positivamente na retenção de talentos;
  7. Promova uma cultura prioritariamente remota para que as pessoas sejam capazes de realizar seu trabalho com sucesso de qualquer lugar;
  8. Implemente uma cultura baseada em resultados para uma equipe em trabalho home office e híbrido, definindo expectativas claras sobre quais tarefas os funcionários têm que concluir e quais responsabilidades você precisa que eles cumpram;
  9. Ofereça e peça feedback com regularidade a partir do agendamento recorrente de reunião individual com todos os colaboradores;
  10. Utilize ferramentas de produtividade e colaboração para todas as formas de trabalho que contribuam com aumento da produtividade de pessoas e organizações.

Se você se interessa pelo assunto e quer que sua empresa seja um local saudável e inovador para se trabalhar, você pode fazer o Workshop in Company de gestão de equipes em trabalho remoto como um primeiro passo para adaptar sua organização ao futuro do trabalho.

 

Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações

A inovação é imprescindível e deve permear toda a empresa, independentemente de setor ou da hierarquia organizacional. 

O lançamento do livro “Liderança para a inovação — como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações'', publicado pela Editora Alta Books, é o resultado de mais uma década de dedicação a temáticas relacionadas ao empreendedorismo, modelos de negócios e inovação. 

O contato inicial com esses temas se deu durante o mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em que dissertei sobre “Técnicas de criação do conhecimento no desenvolvimento de modelo de negócio''. A defesa foi em 2011, período de muitas mudanças não somente em minha vida, mas também no mercado corporativo. 

Em paralelo ao mestrado, iniciava meu blog com a contribuição do jornalista Rodrigo Lóssio, Diretor da Dialetto — agência de comunicação e marketing para empresas de tecnologia e profissional destacado no ecossistema de inovação de Santa Catarina. 

Com o meu primeiro blog no ar passei a publicar artigos relacionados à minha atuação profissional na época. Ao decorrer do tempo, os temas abordados no blog foram evoluindo à medida em que eu avançava nos estudos sobre Design Thinking, empreendedorismo, modelos de negócio e inovação que me apropriei durante a formação no mestrado. 

Para me consolidar como referência nessas temáticas, dois profissionais foram bem importantes durante esse processo: Maurício Manhães e Renato Nobre. A intensa troca de ideias foi determinante para destacar meu blog em um período em que esse formato de plataforma ainda era incipiente e pouco acessado. O primeiro post dessa versão atualizada do blog foi sobre o tema “Prototipagem, interações e inovação!”. E o que me inspira a retomar essa história é que uma das primeiras palavras indexadas no blog foi “CarroAzul”, devido ao artigo que escrevi sobre a disrupção digital, citando o exemplo da Kodak e sobre como a inovação costuma acontecer nas empresas. 

Desde então, ocorreram muitas mudanças. São quase 200 artigos publicados que são pensados para atender aos interesses dos leitores do meu blog e das redes sociais. E isso tem sido um verdadeiro aprendizado. Aprendizado, porque muitas vezes estou pesquisando sobre determinados assuntos e quero compartilhar sobre eles, mas, se não houvesse leitores interessados, nada adiantaria. É preciso estar onde o público está, por mais clichê que possa parecer.

Nem sempre as mudanças foram fáceis. Afinal, ao preparar aulas, palestras e workshops é natural querer o que surge no dia a dia. Mas a tecnologia evolui, os interesses também e as ferramentas estão disponíveis para que possamos identificar o que o público deseja. Em todos esses anos, o público do meu blog foi se modificando. Inicialmente, publiquei artigos que abordavam Design Thinking e Modelos de Negócios. No entanto, nos últimos anos, percebi que os visitantes do site também estavam interessados em temas como Liderança, Inovação e Cultura Organizacional. E, assim, essas temáticas passaram a compor a programação de conteúdo.

Por que um livro sobre liderança para a inovação? 

Dessa experiência, nasceu meu livro Liderança para Inovação, uma compilação de artigos publicados em meu blog entre 2010 e 2020 e que tiveram melhor desempenho no Google. É um material que visa mapear a transformação cultural para a inovação nas organizações — desde habilidades e processos que precisam ser incorporados na cultura organizacional para promover essa mudança, abordando modelos de negócios inovadores e como as organizações estão se adaptando ao novo contexto exigido nos dias atuais. 

Além disso, proporciona uma reflexão sobre as habilidades necessárias para promover uma liderança e uma cultura de inovação organizacional com ênfase no crescimento sustentável e que possam contribuir para ambientes de trabalho ambidestros: trabalha tanto na eficiência operacional como na inovação e criatividade, com foco nas pessoas, sejam clientes ou a equipe, afinal, tudo é sobre pessoas.

O desejo de escrever um livro sempre existiu. Muitos amigos me incentivaram a escrever o que eu compartilhava nas aulas e palestras. Um dia, percebi a quantidade de material que havia publicado no blog e resolvi compilar todo o conteúdo publicado nesse período, visando mapear a transformação cultural nas organizações.

Portanto, o livro “Liderança Para A Inovação: Como Aprender, Adaptar e Conduzir a Transformação Cultural Nas Organizações” é uma compilação dos artigos que tiveram melhor desempenho no Google e foram pensados a partir da necessidade ou de problemas do público que acompanha minha trajetória profissional. 

Este livro é sobre o trabalho de mais de uma década de dedicação intensa, que contou com a assessoria de excelentes profissionais — do começo até agora —, com destaque para duas, em especial: Rosangela Menezes e Loraine Derewlany. Também é sobre a transformação do meu lado profissional: meus cursos, blog posts, palestras, workshops, conversas, participação em grupos de profissionais do setor, interações em redes sociais e demais pontos de contato, as quais sempre tenho prazer em responder. 

Acrescentei ainda um glossário para palavras e expressões que passaram a fazer parte do vocabulário de quem atua nas áreas abordadas neste livro e links para ainda mais conteúdos, tanto de outros artigos publicados no meu blog quanto para sites, revistas eletrônicas e portais de referência. 

Espero que esse projeto possa contribuir para o seu sucesso e para o sucesso da sua empresa. Afinal, meu propósito é ampliar a capacidade de agir de pessoas e organizações por meio do compartilhamento do conhecimento e da cocriação de soluções que impactam positivamente os resultados, gerando economia de recursos e promovendo a inovação de maneira sustentável. 

Além de mudar o modelo de negócio quantas vezes forem necessárias, precisamos manter o foco no fato de que uma organização é feita por pessoas. São esses talentos que, quando treinados, desenvolvidos e engajados, tornam-se promotores do negócio, criando ambientes de trabalho mais felizes, produtivos e criativos. 

O livro “Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações'' já está à venda no site da Editora Alta Books e da Amazon. Garanta seu exemplar e esteja preparado para inovar em tempos de mudanças exponenciais.  

Minha gratidão a você que me lê agora e que, de alguma maneira, esteve comigo nessa trajetória.