Squads

SQUADS: aqui e lá, como gerenciar à distância

As mudanças aceleradas em um cenário de extrema incerteza têm exigido agilidade e inovação, repercutindo diretamente na mudança de mentalidade de pessoas e organizações. Esta realidade estabelece que as empresas implementem novas formas de trabalho, como a organização de equipes por squads para aumentar a colaboração e garantir mais celeridade para os processos.

Nesse ambiente complexo, as metodologias ágeis auxiliam em equipes produtivas, criativas, autônomas e multidisciplinares. Essa forma de gerenciar, de maneira objetiva e sem desperdícios, exige uma cultura que favorece lideranças exponenciais. Líderes que estejam preparados para encarar um cenário de extrema incerteza, incentivando o protagonismo do colaborador, assim como a sua criatividade para priorizar as entregas de valor e não apenas o cumprimento de metas muitas vezes distantes da realidade do dia a dia. 

A liderança ágil é desafiadora porque as decisões não são mais individuais e isoladas, mas tomadas em coparticipação aos times ágeis. Por isso, a mudança de mentalidade de pessoas e organizações é imprescindível nesse período transacional. Líderes ágeis se antecipam às ameaças e oportunidades se dedicando ao desenvolvimento de novas habilidades no time em busca da inovação.

Ainda mais mediante as incertezas e as dificuldades que um ambiente de constante mudança pode trazer, como por exemplo a adaptação ao modelo de trabalho remoto e híbrido. Fator que torna ainda mais desafiador o papel do líder.

 

O que são SQUADS e como entregam valor para a organização?

A Metodologia Squad é um modelo organizacional inovador para gerenciamento de equipes autônomas e multidisciplinares, com profissionais de diferentes áreas que se unem para atingir um objetivo específico da empresa. 

Sua origem é atribuída ao Spotify. Squad é um termo em inglês que significa esquadrão ou pelotão para se referir a formação de pequenos grupos de trabalho, com um objetivo em comum para resolver uma demanda específica, com data para iniciar e um prazo para terminar. Geralmente, esse grupo é composto por cerca de 8 a 10 integrantes que trabalham de forma autônoma, interligada e assíncrona. Além disso, são compostos por profissionais multidisciplinares de diferentes áreas: marketing, tecnologia, design, produto, dentre outros, que se reúnem para resolver um determinado desafio, com um prazo definido. 

Características de um SQUAD: 

  • multidisciplinares 
  • senso de colaboração
  • constroem um ambiente de confiança 
  • compartilham o mesmo propósito 
  • tem uma comunicação fluida e transparente
  • são auto-organizados 

Contar com uma equipe de alta performance que tenha habilidades complementares é imprescindível para obter excelentes resultados na performance do negócio e seguir inovando para manter-se competitivo no mercado, independente do segmento de atuação da empresa. 

A metodologia de organização da equipe em Squads contribui para a formação de uma cultura ágil. Iniciativa que exige um perfil de liderança exponencial que seja capaz de manter os times engajados e motivados em um cenário incerto e de constante adaptação. 

Segundo uma pesquisa realizada pela Feedz, plataforma de engajamento de colaboradores em parceria com a Vee, empresa de benefícios de vale alimentação, e a Vittude, de psicologia online, nas empresas onde essas conversas são rotineiras, o engajamento é 2,5 vezes maior. 

A pesquisa revelou que gestores que fazem reuniões regulares com cada funcionário, sejam mensais ou semanais, contam com equipes mais comprometidas do que os que não adotam essa prática. Conversas frequentes com líderes geram maior entendimento da função. Cerca de 92% dos entrevistados disseram entender as suas funções, enquanto nas companhias que não mantém diálogo frequente, somente 68% dos funcionários responderam que compreendem o que é esperado deles no trabalho. Foram entrevistados 1129 trabalhadores de 800 empresas de todo o país, dos setores de tecnologia, serviços, indústria, varejo, finanças, comunicação e outros.

Gestão de projetos: como estruturar um squad e o papel de cada integrante nas suas variações

Metodologias ágeis, como squads, são popularmente adotadas em startups. No entanto, em um contexto em que o trabalho remoto é institucionalizado, impulsionado pela transformação digital nas organizações, a metodologia passa a ser implementada em empresas dos mais variados segmentos. Squads Corporativos garantem o funcionamento dos times mesmo à distância, mantendo as equipes engajadas e com entregas de alto valor.

Para que cada squad tenha liberdade suficiente para trabalhar de forma autônoma e ágil é fundamental uma comunicação clara, transparente e acima de tudo conectada e eficaz entre os vários squads da organização para que todos trabalhem focados e alinhados com o objetivo do negócio. 

Cada squad possui um objetivo e uma entrega de valor. Para tanto, a metodologia ágil também exige manter talentos estratégicos no time que tenham habilidades diversificadas para trafegar entre os vários grupos.

Chapter

Um chapter funciona como linhas que atravessam todos os squads. Um bom exemplo disso é o setor financeiro, pois os colaboradores deste setor precisam saber o que acontece em cada projeto para que possa fomentar ferramentas que asseguram o uso de recursos de forma eficiente e sem desperdícios nos projetos.

Tribes

É a união de dois ou mais squads que trabalham com objetivos similares e, portanto, precisam estar sempre em contato para trocar experiências e aprendizados que assegurem o cumprimento das metas e outros KPIs vinculados aos projetos.

Guilds

É o conjunto de profissionais que podem participar de squads e tribos diferentes, mas que se interessam por algum assunto em comum. Dessa forma, se encontram para compartilhar experiências sobre esse assunto e, portanto, colaborar para o sucesso dos negócios e satisfação dos clientes.

Squads

Squads – Fonte: Imagem – Fonte: Spotify

Os benefícios da formação de squads

  • agilidade;
  • equipes colaborativas e engajadas;
  • produtividade;
  • compartilhamento de conhecimento e aprendizados;
  • diversidade e inclusão.

Os principais desafios na implementação de Squads

  • implementar mindset ágil, essencial para que os squads funcionem, proporcionando maior rapidez — e criatividade — nas entregas.;
  • falta de autonomia dos colaboradores por conta de liderança focada no microgerenciamento de atividades;
  • atrair e reter pessoas abertas para trabalhar de forma colaborativa;
  • incentivar o protagonismo do colaborador trabalhando de qualquer lugar;
  • descentralização da área de TI. 

Como liderar e motivar equipes à distância

Squads é um modelo organizacional inovador mais eficiente e que separa as pessoas de uma empresa em pequenos times multidisciplinares com autonomia para tomada de decisões e definição de prioridades. 

Nesse contexto, qualquer pessoa que integra um squad pode continuar trabalhando de qualquer lugar. Para tanto, é preciso desenvolver novas habilidades diferentes da liderança convencional. Necessitamos de “orquestradores”, motivadores e coordenadores que mesmo trabalhando à distância conseguem obter os melhores resultados de times como um squad. 

É preciso a construção de um plano de gestão para gerenciar e, ao mesmo tempo, proporcionar autonomia, gerando confiança aos integrantes do time. Para manter o time motivado, ativo e produtivo é necessário prover informações, conteúdos e sugestões para trazer a inovação da mesma forma como ela se torna eficiente trazendo os resultados que a organização precisa. 

Clareza

Quanto mais clara for a sua comunicação e o alinhamento das expectativas definindo metas, melhor será o resultado a ser entregue.

Definição dos horários de encontros e reuniões

Comunicar os momentos de reuniões, definir as entregas que são esperadas e prazos de conclusão.

Canais de comunicação 

Definir os meios em que a comunicação ocorrerá. Estabelecer normas para que isso aconteça – e-mails, WhatsApp, Trello ou Teams. A assertividade nessa comunicação é muito importante. Diga claramente por qual meio a conversa acontecerá.  

Produtividade e métricas de resultados 

Determinar o que é esperado do squad e quando deverão ser entregues – para isso existem as reuniões diárias ou “daily meetings” com duração média de 10 a 15 minutos para que as arestas sejam aparadas e as entregas definidas. 

Solução de problemas com criatividade 

Precisamos abordar os problemas com criatividade e fazer acordos muito bem definidos com as pessoas. Saber quem tem interesse em executar, saber o porquê que ela vem fazendo aquilo, de que maneira ela contribui para o resultado final e por quê que é importante. 

Acordos bem definidos 

Manter a equipe motivada e alinhadas ao propósito da organização para que entendam a importância de cada um na execução de determinadas função e atividade. Avisar quando o trabalho iniciará e quando terminará, bem como agendar horários de reuniões para definir agendas em comum. 

Definir prioridades 

Passa pela comunicação interna dentro do time e dentro desse conjunto de pessoas que estão reunidos para fazer uma única entrega. Definir em conjunto qual é a prioridade, como será realizado o trabalho. Neste momento é importante tirar da cabeça e usar um repositório, um espaço onde os componentes dessa equipe poderão ter acesso de forma equânime. Onde será colocado no nosso backlog? No Trello, no Planner, Teams, Bitrix? Que ferramentas são adotadas pela sua empresa? Vá fundo e estude e adote o melhor que tiver.  

Empatia e Confiança 

É necessário entender cada integrante do squad, ver os problemas de forma individual, tratar a todos com total transparência. Tudo bem trabalhar de modo assíncrono. Não é preciso estar vigiando continuamente cada pessoa.  As pessoas são iguais, mas são bem diferentes nos seus aspectos familiares, de disponibilidade e até de facilidade para trabalhar nesse novo ambiente. Para isso, conte com plataformas digitais para dar esse suporte online, para realizar as ações como delegar as tarefas, para dar feedbacks.  

Nessa jornada do uso de squads, faz-se necessário a formação de um ambiente que crie essas condições.  Você não vai se livrar do comando e controle com mais comando e controle então essa nova gestão é dar autonomia e criar independência nas pessoas gerando e promovendo o protagonismo. 

Quer saber mais sobre Squads e liderança inovadora? Conheça minha página de cursos para desenvolver as habilidades necessárias para promover inovação na sua área de atuação!

 

Liderança Exponencial

Qual é o perfil de uma Liderança Exponencial?

O líder tende a ter impacto decisivo sobre o futuro de uma organização, performance dos liderados e, sendo assim, é necessário potencializar a forma de gestão. Para isso, é necessário dar propósito ao trabalho da equipe e construir uma visão de futuro a longo prazo. Exatamente para essas questões para as quais a liderança exponencial busca atuar.

Quando olhamos para a história da administração de empresas e liderança a ideia de “eficiência” surge logo de cara e esse é conceito que vem diretamente dos clássicos. Taylor e Fayol, quando na revolução industrial, propuseram uma forma de produção que perpassa a nossa realidade em diversos momentos até hoje. 

Compreendendo que determinado produto funciona no mercado, eles passaram a se perguntar, como produzi-lo, então, da melhor forma possível? Considerando nesse contexto não apenas a qualidade, mas o preço — que idealmente deveria sair mais barato. Quando o produto ou serviço encontrava esse equilíbrio, essa seria a ideia de eficiência. 

Na era exponencial, com o mundo cada vez mais dinâmico, inconstante e incerto, apenas uma liderança que garanta eficiência deixa de ser o suficiente. Passa a ser necessário compreender qual a velocidade e capacidade que um time possui de manter a eficiência em momentos onde o planejamento ideal “sai dos trilhos”. Nesse cenário, a pergunta importante a ser feita deveria ser “o quanto minha empresa e lideranças são adaptáveis?”

Um mercado que reage muito rápido exige que as adaptações sejam constantes e apenas uma liderança exponencial, que sabe engajar e motivar sua equipe é capaz de manter as demandas nos trilhos, independente de esses tais trilhos mudarem inúmeras vezes ao longo do caminho.

O que significa liderança exponencial?

Liderança exponencial é um conceito criado por Lisa Kay Solomon — diretora executiva de práticas transformacionais da Singularity University. Refere-se às situações em que o líder precisa enfrentar momentos de incerteza e, neles, tomar decisões rápidas e eficazes sem prejudicar os resultados.

Nessa dinâmica, são elencados quatro perfis de líderes primordiais com capacidades de trabalhar com imprevistos reduzindo riscos e problemas para empresa e para o time. Antes de falarmos dos perfis especificamente, vamos analisar algumas características em comum que são mais frequentes em bons líderes, de acordo com a “Forbes Technology Council”

  • Adaptar-se e permanecer flexível às possibilidades que surgem ao decorrer do plano de trabalho ideal;
  • Clareza para compreender o que é o foco mais importante em cada determinado momento; 
  • Preocupar-se em trabalhar a inteligência emocional para compreender as pessoas e situações complexas;
  • Mostrar-se um líder disponível para ajudar no que for necessário; 
  • Respeitar e ser respeitado por todos os colaboradores, fornecedores, clientes e todo o ecossistema envolvido com a empresa; 
  • Possuir uma comunicação empática e clara.

Perceba que, na maioria das características citadas, há um elemento em comum que envolve a empatia com as pessoas envolvidas. É importante compreender que uma liderança exponencial baseia-se, também, bastante nas pessoas! Compreender a realidade, contexto e disponibilidade emocional do time o qual você está liderando é essencial para estabelecer um canal de confiança com a equipe. Apenas assim é possível manter a motivação de uma forma positiva e saudável na empresa.

Com isso claro, vamos aos 4 perfis de liderança exponencial definidos pela autora.  

Quais os perfis da liderança exponencial?

Um líder capaz de enfrentar as exigências desse novo momento do mundo, essencialmente deve buscar alinhar os quatro perfis e, assim, utilizar as habilidades de cada um para guiar o futuro da empresa.

Futurista 

Esse primeiro perfil fala de líderes que possuem a capacidade de antecipar eventuais dificuldades de forma consciente e enxergam novas possibilidades. As ferramentas que temos hoje são muito úteis para gerenciar riscos e prever cenários, mas enxergando o futuro como muito mais do que uma nova versão de eventos passados, vemos que existem inúmeras variáveis.

Portanto, o líder futurista deve saber equilibrar o poder de analisar o conhecido e explorar o desconhecido.

Inovador

A inovação é uma das palavras de ordem quando falamos de liderança exponencial. Ser um líder inovador requer coragem de se arriscar e abrir espaço para novas ideias. É importante ressaltar que o líder que “abre espaço” para novas ideias precisa incentivar sua equipe a trabalhar a criatividade e garantir que eles possuam a estrutura e espaço necessários para que isso aconteça de forma eficaz. 

Para o líder inovador a incerteza não é ruim, pelo contrário, é um sinal de que algo ainda pode ser mais bem explorado e experimentado, ou seja, uma oportunidade. Outro ponto bastante importante de se ressaltar é que uma liderança inovadora precisa estar preparada para liderar uma rede de pessoas criativas! Se cortamos essa criatividade, o colaborador passa também a sentir-se desmotivado para trabalhar junto ao time.

Tecnológico 

Todos os dias, cada vez mais rapidamente, surgem novas tecnologias e o líder exponencial tem de estar atento para identificar quais delas podem impactar diretamente sua empresa e o mercado com o qual atua. 

Nesse caso, é necessário que o líder compreenda as ferramentas já existentes para acompanhar com eficácia as tendências tecnológicas que surgem. Isso para, inclusive, poder aplicá-las em sua própria empresa. 

Humanitário

Os líderes exponenciais precisam compreender que suas habilidades de liderança futurista, inovadora e tecnológica culminam em um ponto final que é como determinadas atitudes podem mudar a vida das pessoas. E essa responsabilidade social corporativa do negócio deve fazer parte da missão da empresa. 

Aqui entra também o conceito de transparência, internamente com os colaboradores para que todos sintam-se parte da empresa para a qual trabalham, mas também externamente, para que os potenciais investidores e outras empresas do mercado possam ter acesso à quão sério o trabalho realizado pela sua empresa é. 

Nesse sentido, é necessário desenvolver um ambiente de trabalho significativo, com uma cultura positiva, que promova a equidade, incentive a inclusão e a diversidade e mantenha as pessoas felizes e motivadas.

Gostou do assunto e sente que está pronto para ir ainda mais além em todos esses conceitos? Aproveite, então, o lançamento do meu livro “Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações” e esteja preparado para liderar na era exponencial.

 

ESG Futuro Sustentavel

ESG: compromisso empresarial para um futuro sustentável

Uma das discussões que mais tem ganhado espaço no mundo corporativo está diretamente ligada a demandas que envolvem os princípios do ESG. A sigla (do inglês Environmental, Social and Governance) diz respeito ao conjunto de práticas e informações socioambientais e de governança que apoiam a tomada de decisão nas organizações para orientar investimentos, ações e projetos.

Inclusive já apresentamos o que é ESG e quais os benefícios de adotar essas práticas no ambiente corporativo. E o assunto, apesar de não ser tão recente assim, ganhou visibilidade nos últimos anos, ainda mais após o CEO da maior gestora de investimentos do mundo chamar atenção para o assunto em sua carta anual, causando impacto no mercado financeiro e no meio corporativo. Na carta, ele aconselha outros CEOs a repensarem como seus negócios podem atuar em prol do ESG, com intuito de criar ambientes de negócios mais inclusivos e sustentáveis. 

O ESG vem se consolidando cada vez mais como parte da cultura de grandes organizações. Os princípios do ESG têm sido, inclusive, levados em consideração para investimentos por parte do mercado financeiro. 

Um exemplo disso é a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, responsável pela bolsa de valores mais importante do país, que alterou o seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Isso significa que investimentos sustentáveis e corporações que possuem políticas ambientais e sociais responsáveis vêm sendo beneficiadas mais que outras. 

Outro dado interessante sobre o assunto vem da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos que investem em empresas com preocupação social, ambiental e de governança somavam em julho de 2020 aproximadamente R$ 540 milhões; em dezembro, o valor saltou para R$ 818 milhões. Em janeiro de 2021 esse valor já alcançava a casa do bilhão.

Agenda para um futuro sustentável

O termo “ESG” foi cunhado em 2004 em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), elaborado após um Pacto Global. O relatório destacou a necessidade de integrar fatores ambientais, sociais e de governança que geram, não apenas a rentabilidade de negócios, mas também sua sustentabilidade a longo prazo.

Mais tarde, em 2015, ao serem analisados os resultados do que os países estavam fazendo para pensar em sua sociedade e meio ambiente, foi proposta a Agenda 2030: os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. A iniciativa fomenta a criação de modelos de negócios com base no ESG para atuação em uma Economia Sustentável.

Para erradicar a pobreza e desigualdade “sem deixar ninguém para trás” — de acordo com a própria ONU, foram pensados 17 objetivos que se desdobram em 169 metas pensadas para que os governos e empresas pudessem planejar, implementar, monitorar e controlar políticas públicas de desenvolvimento. 

Portanto, implementar práticas comprovam a Responsabilidade Social Corporativa alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), ou Agenda 2030 da ONU. Esse tipo de iniciativa impacta diretamente na imagem e reputação das empresas, assim como nos resultados financeiros das organizações. 

O que significa cada uma das práticas ESG? 

Começando pelo “E”, a parte da sigla que fala sobre gestão ambiental. Para contribuir com o meio ambiente ou, ao menos, reduzir os impactos negativos sobre ele, as empresas devem adotar diversas práticas e abordar inúmeros assuntos tanto internamente quanto externamente, posicionando-se no mercado. 

Um grande destaque é para empresas que pensam na gestão de carbono com planos de ação para reduzir a emissão de gases poluentes. Outra possibilidade é o monitoramento e redução do consumo de água e demais recursos naturais, além da preservação da biodiversidade.

O “S” da sigla fala dos aspectos sociais. Quando se trata do social, as práticas visam construir um relacionamento saudável entre empresas e sociedade; líderes e liderados. Para tanto, o fator estimula que as empresas busquem seguir o caminho de uma ambiente mais diverso, respeitoso e saudável para todos os colaboradores – tanto física quanto mentalmente.

Nesse contexto, vale pensar em garantir a saúde e segurança do trabalhador, pensar projetos voltados para a comunidade ao entorno ou beneficiadas em iniciativas de responsabilidade social

Destaca-se ainda que a sua empresa não precisa pensar em todas essas siglas sozinha: existem muitas startups, organizações da sociedade civil e até iniciativas locais que podem apoiar ou se tornarem parceiras para que todos os aspectos ESG sejam estimulados dentro das organizações, contribuindo para a inovação. Existem diversos modelos de negócios que já trabalham pensando exclusivamente em alguns desses pontos. Basta compreender quais deles fazem mais sentido com a cultura e metas de sua empresa.

Além de contribuir efetivamente com iniciativas que já fazem diferença onde atuam, quando pensada em rede, o impacto positivo ambiental, social e econômico assegura o desenvolvimento dessas novas práticas serão sustentáveis e de longo prazo. 

Por fim, e não menos importante, o “G”, que pensa nas práticas de governança das empresas. A governança nada mais é que o objetivo que mede as boas práticas de gestão. A transparência a respeito de todos os processos e a ética do modelo de negócio. 

Nesse critério podem ser avaliadas as prestações de contas das empresas, quais políticas anticorrupção sua empresa têm criado, se existem canais de denúncias, se as ações da liderança da empresa correspondem com a cultura esperada e entre outros.

Exemplos de empresas comprometidas em seguir os princípios do ESG para um futuro sustentável 

Conforme já comentado, a sua empresa não precisa dar conta de todos os aspectos internamente. É possível buscar parcerias para que a agenda seja fortalecida, incentivando uma rede de negócios sustentáveis. 

Recentemente, a Revista Forbes do Brasil divulgou uma matéria em que listam 7 startups que podem ser aliadas na implementação das práticas ESG em seu negócio. São fintechs, cleantechs, taxtechs, e inúmeras outras categorias de empresas que já possuem um ecossistema organizado para pensar exclusivamente em cada um dos pilares ambiental, social e de governança dentro das organizações. De acordo com relatório “Inside ESG Tech Report #2”, esse modelo de negócio sustentável já passa de US$1 bilhão no Brasil. 

Não apenas, startups, mas grandes empresas podem servir de exemplo quando o assunto são práticas ESG. Um bom exemplo é o grupo Boticário, que desde 2020 se compromete a contribuir com 16 metas que visam cumprir aspectos importantes da agenda 2030 da ONU. A empresa quer mapear e solucionar todos os resíduos sólidos gerados na cadeia e reduzir a desigualdade social.  

O compromisso empresarial com questões socioambientais é primordial para um futuro sustentável. Compartilhe nos comentários as iniciativas adotadas pela sua empresa em benefício do bem-estar da sociedade.

 

Livro Altabooks

Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações

A inovação é imprescindível e deve permear toda a empresa, independentemente de setor ou da hierarquia organizacional. 

O lançamento do livro “Liderança para a inovação — como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações, publicado pela Editora Alta Books, é o resultado de mais uma década de dedicação a temáticas relacionadas ao empreendedorismo, modelos de negócios e inovação. 

O contato inicial com esses temas se deu durante o mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em que dissertei sobre “Técnicas de criação do conhecimento no desenvolvimento de modelo de negócio”. A defesa foi em 2011, período de muitas mudanças não somente em minha vida, mas também no mercado corporativo. 

Em paralelo ao mestrado, iniciava meu blog com a contribuição do jornalista Rodrigo Lóssio, Diretor da Dialetto — agência de comunicação e marketing para empresas de tecnologia e profissional destacado no ecossistema de inovação de Santa Catarina. 

Com o meu primeiro blog no ar passei a publicar artigos relacionados à minha atuação profissional na época. Ao decorrer do tempo, os temas abordados no blog foram evoluindo à medida em que eu avançava nos estudos sobre Design Thinking, empreendedorismo, modelos de negócio e inovação que me apropriei durante a formação no mestrado. 

Para me consolidar como referência nessas temáticas, dois profissionais foram bem importantes durante esse processo: Maurício Manhães e Renato Nobre. A intensa troca de ideias foi determinante para destacar meu blog em um período em que esse formato de plataforma ainda era incipiente e pouco acessado. O primeiro post dessa versão atualizada do blog foi sobre o tema “Prototipagem, interações e inovação!”. E o que me inspira a retomar essa história é que uma das primeiras palavras indexadas no blog foi “CarroAzul”, devido ao artigo que escrevi sobre a disrupção digital, citando o exemplo da Kodak e sobre como a inovação costuma acontecer nas empresas. 

Desde então, ocorreram muitas mudanças. São quase 200 artigos publicados que são pensados para atender aos interesses dos leitores do meu blog e das redes sociais. E isso tem sido um verdadeiro aprendizado. Aprendizado, porque muitas vezes estou pesquisando sobre determinados assuntos e quero compartilhar sobre eles, mas, se não houvesse leitores interessados, nada adiantaria. É preciso estar onde o público está, por mais clichê que possa parecer.

Nem sempre as mudanças foram fáceis. Afinal, ao preparar aulas, palestras e workshops é natural querer o que surge no dia a dia. Mas a tecnologia evolui, os interesses também e as ferramentas estão disponíveis para que possamos identificar o que o público deseja. Em todos esses anos, o público do meu blog foi se modificando. Inicialmente, publiquei artigos que abordavam Design Thinking e Modelos de Negócios. No entanto, nos últimos anos, percebi que os visitantes do site também estavam interessados em temas como Liderança, Inovação e Cultura Organizacional. E, assim, essas temáticas passaram a compor a programação de conteúdo.

Por que um livro sobre liderança para a inovação? 

Dessa experiência, nasceu meu livro Liderança para Inovação, uma compilação de artigos publicados em meu blog entre 2010 e 2020 e que tiveram melhor desempenho no Google. É um material que visa mapear a transformação cultural para a inovação nas organizações — desde habilidades e processos que precisam ser incorporados na cultura organizacional para promover essa mudança, abordando modelos de negócios inovadores e como as organizações estão se adaptando ao novo contexto exigido nos dias atuais. 

Além disso, proporciona uma reflexão sobre as habilidades necessárias para promover uma liderança e uma cultura organizacional com ênfase no crescimento sustentável e que possam contribuir para ambientes de trabalho ambidestros: trabalha tanto na eficiência operacional como na inovação e criatividade, com foco nas pessoas, sejam clientes ou a equipe, afinal, tudo é sobre pessoas.

O desejo de escrever um livro sempre existiu. Muitos amigos me incentivaram a escrever o que eu compartilhava nas aulas e palestras. Um dia, percebi a quantidade de material que havia publicado no blog e resolvi compilar todo o conteúdo publicado nesse período, visando mapear a transformação cultural nas organizações.

Portanto, o livro “Liderança Para A Inovação: Como Aprender, Adaptar e Conduzir a Transformação Cultural Nas Organizações” é uma compilação dos artigos que tiveram melhor desempenho no Google e foram pensados a partir da necessidade ou de problemas do público que acompanha minha trajetória profissional. 

Este livro é sobre o trabalho de mais de uma década de dedicação intensa, que contou com a assessoria de excelentes profissionais — do começo até agora —, com destaque para duas, em especial: Rosangela Menezes e Loraine Derewlany. Também é sobre a transformação do meu lado profissional: meus cursos, blog posts, palestras, workshops, conversas, participação em grupos de profissionais do setor, interações em redes sociais e demais pontos de contato, as quais sempre tenho prazer em responder. 

Acrescentei ainda um glossário para palavras e expressões que passaram a fazer parte do vocabulário de quem atua nas áreas abordadas neste livro e links para ainda mais conteúdos, tanto de outros artigos publicados no meu blog quanto para sites, revistas eletrônicas e portais de referência. 

Espero que esse projeto possa contribuir para o seu sucesso e para o sucesso da sua empresa. Afinal, meu propósito é ampliar a capacidade de agir de pessoas e organizações por meio do compartilhamento do conhecimento e da cocriação de soluções que impactam positivamente os resultados, gerando economia de recursos e promovendo a inovação de maneira sustentável. 

Além de mudar o modelo de negócio quantas vezes forem necessárias, precisamos manter o foco no fato de que uma organização é feita por pessoas. São esses talentos que, quando treinados, desenvolvidos e engajados, tornam-se promotores do negócio, criando ambientes de trabalho mais felizes, produtivos e criativos. 

O livro “Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações‘ já está à venda no site da Editora Alta Books e da Amazon. Garanta seu exemplar e esteja preparado para inovar em tempos de mudanças exponenciais.  

Minha gratidão a você que me lê agora e que, de alguma maneira, esteve comigo nessa trajetória.

 

Sustentabilidade Corporativa

O que é e como aplicar a sustentabilidade corporativa na sua organização

A sustentabilidade corporativa é iniciativa adotada por empresas que implementam práticas sustentáveis na rotina organizacional, gerando impacto positivo ao seu entorno. A temática vem sendo amplamente debatida e, nos últimos anos, ganhou ainda mais destaque devido aos incentivos para adotar parâmetros de responsabilidade social corporativa. Desde 2015, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propõem que práticas relacionadas à sustentabilidade sejam protagonistas nas organizações; assim como os princípios de investimentos responsáveis inaugurados pelas Nações Unidas em 2006. 

As organizações ao redor do mundo são responsáveis por impactar ecossistemas inteiros, além de contribuir para acelerar as mudanças climáticas, desmatamento, e diversas outras questões que precisam ser debatidas em prol de mudanças benéficas para a sociedade como um todo. 

Dessa forma, os modelos de negócios precisaram se reinventar, buscando soluções inovadoras para reduzir impactos ambientais, garantindo uma utilização mais inteligente e estratégica de recursos naturais. Além disso, empresas vêm investindo em recursos de natureza socioeconômica na intenção de um maior aproveitamento de matéria-prima e redução de gastos. Surge, assim, a sustentabilidade corporativa, conceito que propõe ajustar os modelos de negócios das organizações para que se mantenham competitivas no cenário atual. 

Qual o objetivo da sustentabilidade corporativa?  

A sustentabilidade corporativa torna os processos mais dinâmicos a fim de otimizar o uso de recursos, sejam naturais como também humanos. Isso, para que as organizações tornem-se mais relevantes, lucrativas e eficientes levando em consideração o impacto socioambiental causado pelas atividades realizadas.

A iniciativa mostra-se uma ferramenta importante para o sucesso das organizações, porque ajuda não somente a reduzir impactos ambientais, mas também custos de produção, assim como atrair investimentos de interesse social, geração de valor socioeconômico para o negócio e atrair e motivar talentos. Pesquisas mostram que as pessoas tendem a querer cada vez mais comprar de empresas que se mostraram interessadas em incorporar a sustentabilidade corporativa na cultura organizacional. 

Outro ponto importante que circunda ações de sustentabilidade corporativa é o marketing social positivo que a pauta gera em torno do negócio. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos em parceria com Instituto Ayrton Senna, ESPM e Cause revelou que 78% dos brasileiros esperam que as empresas de hoje invistam mais em causas do que costumava-se investir no passado. Outro dado da pesquisa aponta que 84% das pessoas se dizem totalmente favoráveis ao marketing de causa e que isso, inclusive, ajuda a fortalecer as ações que estão em pauta. Para que uma empresa seja considerada “cidadã”, deve em primeiro lugar, adotar iniciativas que contribuem para reduzir impacto socioambiental.

Sustentabilidade corporativa e ESG  

O termo ESG, do inglês Environmental, Social and Governance, diz respeito ao conjunto de práticas e informações socioambientais e de governança que apoiam a tomada de decisão nas organizações para orientar investimentos, ações e projetos priorizando a sustentabilidade corporativa.

Nesse contexto, a sustentabilidade corporativa engloba uma variedade de iniciativas que vão de valor compartilhado, relatórios de sustentabilidade até o ESG. A integração de questões ambientais, sociais e de governança na rotina organizacional é indispensável para investimentos do mercado financeiro. 

Saber comunicar-se com o mercado e parceiros estratégicos que possam ser relevantes para o seu negócio é de extrema relevância. Isso porque, seu negócio se mostra inovador e atento às necessidades do mercado. 

Como tornar-se uma empresa sustentável?  

Existem inúmeras formas práticas para implementar a sustentabilidade corporativa em seu negócio. Lembre-se que o grande objetivo é conscientizar os colaboradores e consumidores de seus produtos ou serviços a respeito do assunto. Sem deixar de pensar em quais ações sua empresa vem tomando para que seja de fato considerada sustentável.

  1. Transparência: Esse é um fator chave e discutido em diversos espectros da empresa.  É importante que a empresa seja sincera não só com o consumidor, mas também com seus funcionários. Segundo Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, “Hoje, não há mais espaço para greenwashing, aquela maquiagem de sustentabilidade em que a empresa tem um discurso que finge que se importa com essas questões e na prática é diferente”.
  2. Invista em parceiros estratégicos: Nem sempre seu negócio terá como resolver todos os problemas envolvendo o ambiente ao seu redor, mas inúmeros projetos, iniciativas, associações, organizações já fazem esse importante trabalho! Portanto, vale pensar na possibilidade de investir parte dos recursos da empresa em projetos de impacto socioambiental.
  3. Alinhe sua empresa aos ODS: para alinhar sua empresa aos ODS, deve começar tornando a sua empresa uma signatária do Pacto Global. Para isso, acesse o site oficial da ONU, procure escritórios próximos e assine um termo de compromisso sobre a Agenda 2030, confirmando que a sua empresa está disposta a colaborar com os ODS.
  4. Ecoeficiência: Diminua a quantidade de recursos utilizados na linha de produção, isso reduzirá custos desnecessários, assim como o direcionamento adequado de  dejetos e melhor aproveitamento de matéria prima.
  5. Invista em conhecimento:  Adote a cultura ecofriendly, e incentive colaboradores e parceiros a adotarem práticas sustentáveis, estimulando a sustentabilidade em toda a cadeia de consumo.

Assista o Webinar Modelos de Negócios na Economia Sustentável com base no ESG, em que conversei com Beatriz Arbex sobre boas práticas ESG nos negócios e o movimento que não é apenas uma tendência, mas uma nova realidade. 

 

Deixe seus comentários e suas impressões e experiências vividas neste campo do conhecimento.

 

 

Aprendizagem Autodirigida Cura

Aprendizagem autodirigida como um processo de cura

Será que é possível aprender de uma maneira não convencional? Aprender é um processo que vivenciamos ao longo da vida toda e, diversas vezes, mesmo quando não percebemos, estamos buscando aprendizados a partir de nossos interesses e necessidades. Essa forma de aprender é chamada de aprendizagem autodirigida, quando as pessoas dedicam tempo e energia ao que lhe faz sentido, não ao que lhe é imposto como necessário.

As novas formas de aprendizagem, especialmente para adultos, estimulam que mais pessoas possam buscar e desenvolver novas habilidades, tendo a consciência de que existem possibilidades de seguir aprendendo a vida inteira. Mas, para isso, é necessário se perceber como pessoa capaz de fazê-lo e compreender como tornar-se um aprendiz autodirigido.

Mas como fazer isso? O processo de aprendizado não deve ser doloroso e penoso. Para compartilhar sua experiência a respeito deste tema, convidei Alex Bretas para participar do Webinar Aprendizagem como cura, que foi ao ar no meu canal do youtube no último dia 26/08 e está disponível gratuitamente. Comento neste artigo os melhores momentos da nossa conversa.

Como a aprendizagem autodirigida pode contribuir para um processo de cura?  

Existem algumas perspectivas a respeito da aprendizagem autodirigida como forma de cura. De modo geral, podemos dividi-la em três níveis.

A primeira fase é a curiosidade: muitas vezes se busca conhecer, explorar e aprender algo novo através da curiosidade. Isso no sentido de saber e descobrir mais a respeito de algo, sem poder explicar exatamente o porquê dessa vontade. Esse é o momento quando começamos a buscar por esse conhecimento e, fazendo esse movimento, o assunto começa a aparecer mais no dia-a-dia.

Na fase dois, o processo passa a ser o da inquietação: a pessoa passa a assumir, de algum modo, um compromisso consigo mesmo de que aquele determinado assunto, autor ou temática faz sentido com o que a pessoa está buscando conhecer. Esse estágio já permite que se produza e aprenda muitas coisas, sem necessariamente seguir uma fórmula tradicional de aprendizado. 

Assim, por fim, chegamos à fase três, quando falamos de propósito: que é quando o aprendiz compreende de onde surgiu aquela vontade de compreender sobre determinado assunto em sua vida. O que na história de sua vida fez com que determinado assunto o motivasse a querer compreender, estudar e pesquisar sobre? A pessoa passa a viver o aprendizado como algo que faz parte da sua história de vida. 

O importante, nesse processo, é persistir no caminho de aprendizagem. Nem sempre através da curiosidade ou da inquietação é possível compreender a verdadeira motivação dessa necessidade de compreender certos assuntos e aprender determinados métodos. Mas a persistência neles é que faz com que o aprendiz autodirigido —  mesmo quando ele não sabe que é isso que está fazendo —  encontre a motivação de todo movimento que ele mesmo se propôs a fazer. 

Por que acreditamos na crença de que a inteligência pode ser medida com uma régua?

O ensino tradicional, apesar de necessário e importante para determinadas formações, nos ensina que a inteligência pode ser medida através de testes, parâmetros que nem sempre fazem sentido para todos os tipos de pessoas. Conhecemos os “gênios”, os inteligentes “na média” e os “abaixo da média”. 

Essa forma que fomos treinados a ensinar e aprender exclui, na maioria das vezes, as potencialidades únicas de cada pessoa. Ou seja, desde que começamos a aprender métodos que nos são impostos como corretos e, sendo assim, quem busca outros tipos de conhecimentos que fogem do padrão tradicional, acaba sendo invalidado. 

Precisamos compreender que existem modelos mentais diferentes e, sendo assim, dependendo do contexto econômico, social cada ser em si pode compreender o mundo ao redor de uma maneira diferente. A aprendizagem autodirigida defende que desenvolver esse modelo mental é a chave para que se siga aprendendo o que você verdadeiramente quer e será relevante aprender. 

Aprendizagem autodirigida é sobre coletividade

Existem diversas pessoas buscando o aprendizado em assuntos que não são considerados “tradicionais”. E quando não buscamos por esses semelhantes, a aprendizagem pode acabar virando um processo muito desmotivador e solitário. 

“Aprendizes autodirigidos muitas vezes precisam lidar com desafios solitários simplesmente porque eles não estão fazendo a mesma coisa que todo mundo. E assim eles acabam se culpando por não se sentirem motivados.” É o que nos diz Blake Boles, no livro A Arte da Aprendizagem Autodirigida — com prefácio e tradução por Alex Bretas.

Então, Blake Boles afirma que a aprendizagem autodirigida não necessariamente  significa que você precisa fazer tudo sozinho. É necessário inserir-se na atmosfera certa, com pessoas que compartilham dos seus interesses e dosar a quantidade exata de estrutura pode fazer toda a diferença. 

Atualmente, podemos encontrar diversos grupos online onde pessoas discutem formas de aprender sobre assuntos que fogem do usual. Algumas instituições do ensino tradicional também vêm buscando métodos diferentes de ensinar, justamente para se adaptarem às mudanças que o mundo exige. 

Gostou do assunto? Você pode se aprofundar sobre como a colaboração faz parte de uma forma inovadora de liderar e aprender. Se inscreva para saber mais sobre o workshop destinado para a cocriação de redes de aprendizagem, inovação e inteligência coletiva dentro das organizações.

 

Ambidestria Corporativa

Ambidestria Corporativa: características das organizações ambidestras

O conceito de ambidestria corporativa ganha cada vez mais destaque em organizações que já vêm passando por uma jornada de transformação cultural para a inovação. O método refere-se à habilidade das corporações investirem em capital humano e recursos em projetos pioneiros e inovadores, sem deixar de dar atenção a uma gestão eficaz para que as operações não sejam comprometidas. 

Com a intensa transformação digital, as empresas são obrigadas a acompanhar as mudanças exponenciais e inovar para se manterem competitivas. Nesse contexto, muitas empresas focam em inovação, novos processos e ferramentas, mas não se atentam em manter a excelência operacional. 

A ambidestria corporativa assegura conciliar a eficiência de novos modelos de negócio, processos inovadores e acompanhar as mudanças do mundo ao mesmo tempo em que o modelo de negócio tradicional é fortalecido. Para isso, é necessário promover uma liderança e uma cultura organizacional com ênfase no crescimento sustentável e que estimule o desenvolvimento de ambientes de trabalho ambidestros, trabalhando tanto na eficiência operacional como na inovação e criatividade, com foco nas pessoas.

Por que devo me atentar à ambidestria corporativa? 

De um lado há a supervisão e manutenção do modelo de negócio tradicional, para garantir que a base da empresa siga sólida. De outro, espaço para ideias inovadoras, disruptivas e que acompanham as mudanças que o mundo do trabalho exige.

Com a ambidestria organizacional, a busca pela excelência operacional caminha em paralelo com a inovação. Compreendemos que é impossível inovar e criar produtos exclusivos, que atendam às demandas do novo perfil de consumidor, sem estimular que os colaboradores e gestores tenham um olhar apurado para o futuro. 

Da mesma forma, para que isso seja feito sem desestruturar o que já foi construído, não se pode negligenciar os processos já existentes que garantem a saúde financeira da empresa e a estabilidade do negócio. Na prática: enquanto uma área fica responsável por garantir a eficiência operacional, a outra abre espaço para a inovação.

Imagine o salto enorme que sua empresa pode realizar quando compreende que é possível garantir a qualidade e o padrão do que já vem sendo feito ao mesmo tempo que investe em novos produtos ou serviços, utilizando melhor os recursos disponíveis. 

Quais as características de empresas ambidestras? 

A palavra de ordem aqui é equilíbrio. Excelência operacional e inovação sendo aplicadas de forma alinhada, mantendo o olhar para as necessidades do presente, sem deixar de se preparar para o futuro

É importante ressaltar também que não existe apenas uma forma de adotar o conceito em sua organização. Mas antes de falarmos disso, precisamos nos atentar à características primordiais de empresas ambidestras: 

  1. Você já sabe em que momento sua empresa está quando se trata de gestão, desempenho e suporte aos colaboradores? É necessário que os líderes tenham uma noção qualitativa e quantitativa em torno dessas questões da empresa. Apenas assim, você terá mais efetividade em compreender quais mudanças precisam ser feitas para levar sua empresa em direção ao alto desempenho.
  2. Empresas ambidestras constroem a possibilidade de que todos os colaboradores sigam investindo no autodesenvolvimento e se atualizando. Além disso, garantem que todos os níveis da empresa desde líderes à liderados compreendam o que significa, como funciona e qual o papel dele dentro da ambidestria corporativa.
  3. É importante aplicar alterações e inovar processos aos poucos, um por vez. Isso, para garantir a consistência de tudo o que está sendo feito. Quanto mais consistentemente elas forem, mais fácil será para todos da empresa compreenderem e acompanharem as mudanças que estão sendo aplicadas.

Tendo isso bastante claro, podemos compreender quais os diferentes modelos de ambidestria corporativa para incorporar nas organizações:

Modelos de ambidestria corporativa

Ambidestria Estrutural

Nesse modelo, duas equipes trabalham separadamente. Muitas vezes, inclusive fisicamente. Mas no caso da normalização cada vez maior do trabalho remoto, faz sentido pensarmos também na divisão dessa estrutura entre diferentes squads (departamentos/grupos) da empresa. 

Uma delas tem  foco em garantir a eficiência operacional, já a outra está voltada à inovação. Essa divisão demarcada é uma das iniciativas que permite que duas realidades consideradas opostas coexistam de forma saudável na empresa.

Ambidestria Cíclica

Outro modelo é a Ambidestria Cíclica. Nesse caso, uma única equipe trabalha focada em inovação durante um período determinado, depois muda o foco para a excelência operacional durante um período definido. Formando assim, um ciclo de processos por um período de tempo determinado. 

Esse processo, diferente do anterior, exige ainda mais maturidade do time como um todo. Isso porque, pode ser bastante desafiador fazer a transição entre modelos de gestão a cada troca de ciclo. Por outro lado, nessa forma de ambidestria corporativa os funcionários tendem a ter mais interação entre uns e outros.

Ambidestria Simultânea ou Contextual

Por fim, a ambidestria simultânea exige que os colaboradores sejam capazes de entender e exercer ambas as partes de maneira simultânea. Ou seja, não há divisão de equipe. Todos são responsáveis por manter os processos tradicionais enraizados ao mesmo passo em que olham para o futuro, buscando a inovação. 

É importante no processo de implementação da Ambidestria Corporativa contar com lideranças inovadoras preparadas para garantir investimento em inovação, sem comprometer os resultados esperados.

Sua empresa está pronta para implementar a Ambidestria Corporativa? Conheça os Workshops in Company disponíveis para contribuir com a inovação na sua organização. Neles, há cursos sobre Liderança para Inovação, Metodologias Ágeis, Organizações Exponenciais e Design Thinking. Acesse aqui e saiba mais. 

 

Aprendizagem Autodirigida

Aprendizagem autodirigida: fomentar o aprendizado impacta na retenção de talentos

O aprendizado é uma jornada de longo prazo. Durante quase toda nossa vida, somos direcionados a aprender o que é exigido pela sociedade. No caso da aprendizagem autodirigida, o aprendiz escolhe o que deseja aprender e aprimorar em seu dia a dia. Trata-se de uma educação não convencional que faz com que se busque as próprias oportunidades de desenvolvimento, bem diferente de como estamos habituados a aprender. 

O conceito de aprendizagem autodirigida vai de encontro ao que se acreditava até pouco tempo atrás, quando, teoricamente, um profissional após se formar em uma graduação ou especialidade passava a estar “apto” para trabalhar na área escolhida durante toda a vida.

Além disso, a ideia incentiva que os aprendizes tenham liberdade para empreender em suas próprias investigações e descobertas. Dedicando tempo e energia em conexões, aprendizados e redes que fazem sentido com o que ele quiser. Não ao que lhe é “imposto” como necessário. 

O assunto é rico e cheio de possibilidades para você, como indivíduo, e para o estímulo de talentos em sua empresa.  Para que você possa se aprofundar no tema, te convido a assistir do webinar que fiz junto com Alex Bretas sobre o assunto.

Por que aprendizagem autodirigida?

Antes de apresentar o conceito de aprendizagem autodirigida, explico neste artigo o porquê utilizar a aprendizagem autodirigida para furar a bolha da zona de conforto, tanto como indivíduo ou nos grupos aos quais você pertence.

“Aprendizes autodirigidos assumem total responsabilidade por suas educações, carreiras e vidas”, afirma Blake Boles, no livro A Arte da Aprendizagem Autodirigida — com prefácio e tradução de Alex Bretas.

Um aprendiz autodirigido é antes de mais nada um atento às possibilidades que estão ao seu redor e que podem levá-lo mais longe. Colocando-o em lugares onde ele realmente quer estar — sem algo ou alguém ter dito que aquele era o local ‘ideal’.

Esse é o principal porquê da aprendizagem autodirigida: proporcionar um modelo mental de busca por objetivos através do conhecimento, onde se tem motivação e liberdade para considerar todas as possibilidades e seguir apenas com aquelas que fazem sentido para a realidade do indivíduo.

Por esse motivo, pode-se definir a aprendizagem autodirigida como a atitude de buscar conhecimento, por conta própria, de maneira estruturada e, sobretudo, emocional. Uma vez que o aprendiz autodirigido busca construir conhecimento apenas em pontos em que se tem desejo de ir mais longe e se aprofundar.

Como a aprendizagem autodirigida impacta na performance de seus colaboradores?

Em tempos em que novas formas de trabalho surgem e a educação à distância é facilitada pelas tecnologias, a aprendizagem autodirigida — ou, self learning — é um modelo mental que pode ser aplicado para gerar mais motivação e empoderar pessoas na busca por novos conhecimentos.

Não há regras ou espaços definidos para usar a aprendizagem autodirigida, mas fato é que ela pode (e deve) ser fomentada na realidade de um líder ou organização que busca novas formas de motivar seu time e, sobretudo, trazer mais know-how de forma orgânica para sua equipe.

As principais vantagens da aprendizagem autodirigida para organizações e líderes são:

Além de desenvolver processos claros e se adaptar rápido a novos contextos, um líder ágil deve estimular o seu próprio protagonismo e de seus colaboradores: criando um espaço aberto para ideias e testes, com uma comunicação clara e empática.

A aprendizagem autodirigida conversa inteiramente com esse conceito. Principalmente, por esse processo de aprendizagem rejeitar tiranias e imposições. Lideranças que promovem esse tipo de aprendizagem se destacam pois ganham credibilidade ao acreditar em um futuro promissor de sua equipe com o conhecimento. Trocando o “impor” pelo “sugerir”, o “faça” pela explicação do raciocínio por trás de determinado objetivo.

Um exemplo de como aplicar a aprendizagem autodirigida na sua rotina enquanto líder ágil: 

Você precisa que seus analistas entendam as novas diretrizes da LGPD. Em vez de impor nas demandas, você pode convidar um especialista para explicar a importância dessa nova lei e, a partir desse ponto, mapear os colaboradores mais curiosos e interessados pelo tema para criar uma squad do tema. Neste período, você deixará claro suas expectativas (sem impor!) e fornecerá os recursos necessários para esse estudo.

  • Reter as pessoas certas

Os ambientes de aprendizagem autodirigidas criam um sentimento de pertencimento e estes aprendizes, uma vez que eles acabam por não gastar tempo em lugares onde se sentem constantemente entediados ou desengajados. Em resumo, a produtividade e liberdade de um liderado, torna-se cada vez mais relevante.

Além disso, podemos considerar a pluralização de ideias e novas formas de se desenvolver o trabalho, a criação de comunidades em torno do conhecimento — que direciona energia para coisas positivas e relevantes para o dia a dia de trabalho, gerando habilidades a curto prazo. Dentre inúmeras outras portas que esse sistema de aprendizado permite. 

  • Liberdade para empreender suas próprias investigações e descobertas

É fundamental oferecer um espaço de escuta ativa e de trocas em que o colaborador se sinta acolhido por parceiros de jornada e mentores, assim como disponibilizar espaços de expressão em que ele possa compartilhar o que está descobrindo e espaços de aplicação em que ele possa manipular concretamente a realidade com o que descobriu. Além disso, é imprescindível valorizar e reconhecer o talento não só pelo resultado de sua aprendizagem, mas também (e sobretudo) pelo processo vivido.

 

Liderança Exponencial

Liderança Exponencial: o que é e como desenvolver nas organizações

Transformar e adaptar-se não é uma tarefa fácil, mas necessária. Ainda mais em um momento em que as mudanças estão cada vez mais dinâmicas e velozes. Nesse cenário, o posicionamento estratégico corporativo tem exigido lideranças exponenciais, ou seja, líderes que estejam dispostos a inovar, bem como também motivar seus liderados a seguir inovando.

É desafiador pensar que o mundo, impulsionado pelas novas tecnologias e a globalização, está passando por profundas transformações nas últimas duas décadas. A tendência é que esse cenário siga em ritmo acelerado. Sendo assim, as organizações precisam aplicar estratégias para se adaptarem a tais mudanças, adotando um modelo de negócio inovador.

O contexto atual exige líderes que sejam capazes de superar os obstáculos e adequar-se às mais variadas situações e assuntos. Por exemplo, a empresa está atenta às questões da sustentabilidade e governança? Os profissionais que integram o time seguem se capacitando? A empresa está preparada para a próxima crise que exija mudanças rápidas de mindset e dia a dia de trabalho?

Se a resposta para essas questões é positiva, isso demonstra que a organização possui um líder que motiva e engaja o desenvolvimento de sua equipe e tem coragem para ser visionário e estrategista.

Diferença entre lideranças transacionais e exponenciais

Até muito pouco tempo, era comum motivar os funcionários de uma organização apenas através de recompensas ou punições — desconsiderando quaisquer outros elementos necessários para manter os liderados satisfeitos na empresa. Essas características estão presentes em um modelo de liderança transacional.

Neste modelo há pouca inovação, o foco está especialmente na criação de processos que garantam rotinas eficientes. Isso é longe de ser ruim ou “não permitido”, entretanto na era das mudanças exponenciais é necessário reduzir a hierarquia onde a liderança transacional é aplicada, dando espaço para ambientes ágeis que incentivem o protagonismo do colaborador.

A liderança exponencial está atenta ao futuro, mantém as entregas consistentes e com permissão ao erro, sendo a favor de atualizações e melhorias constantes. O foco, nesse caso, é a inspiração. Líderes exponenciais encaram mudanças repentinas de forma menos “centralizadora”, afinal, o time constantemente é incentivado à criatividade.

Cabe destacar que dentro de todas as empresas existem processos, áreas e projetos que precisam de estruturas mais rígidas para que funcionem com toda a precisão necessária. Nesse caso, vale manter líderes transacionais à frente para que haja consistência.

Características de um líder exponencial

Futurista, visionário e inovador, acredita na tecnologia e faz-se humanitário. Esses seriam os adjetivos principais de um líder exponencial. O atual cenário exige de líderes posturas mais abertas e, principalmente, flexíveis. Todas as habilidades citadas acima, podem ser observadas em bons líderes. A grande diferença é que uma liderança exponencial leva-as ao nível máximo. Compreendendo, efetivamente, a influência que elas possuem no sucesso dos negócios.

A seguir, explico como cada uma das habilidades exigidas a uma liderança exponencial impacta positivamente no modelo de negócio de qualquer organização.

Um líder futurista e visionário compreende que novas possibilidades — ainda mais no cenário em que estamos inseridos — podem surgir muito antes do esperado. Não apenas preveem, como levam em consideração essas questões no planejamento.

Atrelado a esse ponto, líderes exponenciais compreendem verdadeiramente que as tecnologias evoluem de forma acelerada e, sendo assim, consideram quais delas – ou como – elas afetam em seus negócios.

Nesse caso, vale destacar que uma boa liderança deverá preocupar-se em capacitar seu time para que eles estejam preparados para atuar com autonomia em busca de melhores resultados para o negócio. Pois ler e aprender sobre as novas possibilidades, sim, é necessário. Mas, se o time não estiver alinhado com o mindset adequado para lidar também com todas essas mudanças, a organização não vai alcançar todo seu potencial inovador.

Agora, um líder humanitário, pressupõe necessariamente que as lideranças estão atentas para questões socioambientais e de governança, compreendendo que toda organização gera impactos através de sua atuação. A questão é o quanto desses impactos são positivos ou negativos e como propor inovações que contribuem para minimizar os impactos negativos.

É característica essencial de um líder exponencial, garantir que ambientes de trabalho transparentes, investimento na capacitação do time, comunicação clara e empática com todos. Iniciativas que tornam um local de trabalho onde todas as partes envolvidas passam a ter espaço para entregarem o melhor de cada um.

Métodos que facilitam a liderança exponencial

Dentro de tantas necessidades de mudança e adaptações, existem algumas formas já bem estruturadas de garantir que o modelo de negócio se mantenha atualizado e entregando valor. Atualizar-se para manter os colaboradores protagonistas de suas atividades, motivados e o time unido, requer estratégias inovadoras. Uma pesquisa feita pela McKinsey, com mais de 2.500 profissionais de empresas dos mais variados segmentos, tamanhos e regiões, apontou que 37% das organizações estão realizando transformações ágeis e outros 4% de fato implementaram completamente tais transformações.

Acesse gratuitamente o infográfico Manifesto ágil para líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações e saiba como aplicar as metodologias ágeis para inovar em condições de mudanças complexas e alta competitividade.

Metodologias ágeis propõem estimular a criatividade, liberdade, descentralização de demandas, comunicação aberta e extrema confiança entre líderes e liderados. E todas essas características estão diretamente relacionadas às lideranças exponenciais.

Locais de trabalho onde o colaborador tem espaço para contribuir com o seu melhor, possui incentivo para sempre seguir se atualizando e estudando, tendem a crescer e manter-se estáveis mesmo em momentos de crise. Dessa forma, encarar desafios passa a ser um trabalho feito com a colaboração de todo time.

 

 

Squads E Liderança

Entenda como squads e liderança se complementam para tornar sua empresa ágil

Gestores que adotam a cultura ágil, promovendo um novo modelo de gestão dentro das organizações buscando inovação, já estão familiarizados com o termo Squads, que é  um sistema de estruturação de trabalho de equipes autônomas e multidisciplinares, com profissionais de diferentes áreas que se unem para atingir um objetivo específico da empresa – em um curto ou médio prazo.

Para que esta forma de trabalho funcione de forma efetiva, é necessário definir a cada “squad” um objetivo em comum, seja do setor ou da organização. Assim como, organizar as pessoas de acordo com os projetos específicos de trabalho e não por área de atuação.

Implementar novas formas de trabalho, como a organização de equipes por squads para aumentar a colaboração garante o funcionamento dos times mesmo à distância, e mantém as equipes engajadas, resultando em entregas de alto valor.

Para que a iniciativa seja bem-sucedida, é preciso promover autonomia, confiança e liberdade criativa para os colaboradores. Isso porque, essa mudança de mentalidade é essencial para que os squads funcionem, afastando das lideranças o microgerenciamento enquanto proporciona maior rapidez — e criatividade — nas entregas.

Assista ao Webinar em que converso com Ricardo Vandré sobre confiança entre integrantes de times que estão trabalhando de qualquer lugar.

Neste artigo, entenda como Squads e liderança se complementam para tornar sua empresa ágil.

Definição de objetivos em comum para todos

Definir o direcionamento para que todos os colaboradores caminhem rumo a um objetivo em comum é a maneira mais eficaz de gerenciar de maneira objetiva e sem desperdícios. Para implementar os Squads é imprescindível investir em uma  liderança inovadora, além de proporcionar ambientes de trabalho seguros e saudáveis que estimulem a confiança e autonomia entre líderes e liderados.

A principal vantagem desse modelo de trabalho é garantir agilidade nos processos de concepção de produto e solução de problemas. Isso porque, cada projeto conta com pessoas com formações diferentes, experiências que se complementam e conhecimentos que agregam valor à entrega.

Como funcionam os squads?

Squad é um termo em inglês que significa esquadrão ou pelotão, que designa a formação de pequenos grupos de trabalho, com um objetivo em comum para resolver uma demanda específica, com data para começar e um prazo para terminar. O uso mais conhecido, e também a origem dos Squads, está relacionado a empresas de desenvolvimento de softwares, pensando no ganho de agilidade de entrega do produto.

Organizações inovadoras como a empresa de streaming de música Spotify, é uma das pioneiras na aplicação do Squad. O Nubank, considerada a maior startup da América Latina, também adota esse modelo de organização de times. O modelo de microserviços usado no backend desde o início da empresa aliado a uma forte cultura de pessoas e processos, que preza pela autonomia e confiança, tornou viável a aplicação dos Squads.

A proposta do squad é facilitar o fluxo de trabalho organizando as pessoas por projeto. Para que o fluxo de trabalho funcione ainda melhor, nos squads não existe liderança definida, o modelo de trabalho é o mais horizontal possível. No geral, os times são compostos por cerca de 8 a 10 pessoas. São grupos menores justamente para facilitar a interação e a solução de problemas. Entre os benefícios desse sistema de estruturação de trabalho para a sua empresa, podemos destacar:

  • Mantém a motivação e engajamento do time

Cada squad possui um objetivo e uma entrega de valor, mantendo a motivação e engajamento do time.

  • Promove boa gestão de pessoas

Os Squads permitem organizar as pessoas de acordo com os projetos que elas trabalham, e não por área de formação, focando no aumento da produtividade, gestão e acompanhamento de projetos e a satisfação dos colaboradores.

O squad funciona para todas as empresas?

Caso o conceito de Squads não se aplique à realidade da sua empresa, há outras maneiras de consolidar Agile no dia a dia da organização. Como por exemplo, utilizar ferramentas que facilitam a implantação de metodologias ágeis. Implementar uma cultura ágil na organização é essencial para gerenciar e entender a performance de times.

Ferramentas que facilitam a metodologia ágil

Nos Squads, os colaboradores têm autonomia para determinar qual metodologia ágil de será utilizada, como por exemplo Scrum, OKR, Kanban, entre outras ferramentas que forem necessárias para alcançar o resultado esperado.

As metodologias ágeis se apresentam como ferramentas indispensáveis a toda empresa que busca implementar essa forma de trabalho com intuito de melhorar seus processos e resultados para promover o crescimento acelerado em um contexto com mudanças cada vez mais rápidas e cenários incertos.

Quer saber mais sobre o assunto? Entre em contato e veja como poderemos aplicar esse conceito em sua organização e como tais metodologias podem ajudar o desenvolvimento de trabalho além de conhecer como incorporá-las nos processos organizacionais e formar times ágeis e focados em resultados.