Cultura Ágil

Cultura ágil: por que devemos adotá-la?

Se formos pensar em grandes revoluções no modelo de gestão das organizações, certamente os métodos ágeis estão entre elas. Desde 2001, quando 17 especialistas de desenvolvimento de softwares lançaram o manifesto ágil, muito se tem discutido sobre o tema, seja em artigos acadêmicos ou comprovadamente com cases de sucesso. E ainda há muito o que se esclarecer sobre a conexão dos métodos com a cultura ágil. 

Também é importante dizer que, por mais que o segmento de tecnologia tenha sido o pioneiro, inclusive com o próprio manifesto, as metodologias ágeis alçaram vôo e estão sendo implementadas em empresas dos mais diferentes tipos. E isso significa incluir novos conceitos e metodologias no vocabulário, como o Scrum e o Kanban, dois dos expoentes da cultura ágil.

Agora, quando falamos em revolução, é realmente uma inversão da maneira de trabalhar que a grande maioria foi condicionada durante a vida inteira. Ou seja, substituir o mindset de controle e comando, assim como a estrutura formal de hierarquia, por valores, princípios e práticas que evidenciam e estimulam o trabalho em equipe e a divisão de responsabilidade e funções de forma igualitária. 

Aqui, não há uma figura de poder lutando pelos interesses da empresa, mas todos os colaboradores partem da mesma visão de crescimento. Por conta dessa quebra do tradicional e do confortável, pois mudanças exigem esforço, é que mais do que pensar em aplicar as metodologias ágeis, é fundamental entender o papel da cultura ágil. Afinal, se trata verdadeiramente de uma mudança de cultura dentro da empresa.

Por que pensar em uma cultura ágil agora?

Se há algo que diferentes especialistas parecem concordar, é que no atual cenário, é preciso agilidade e velocidade para responder ao mercado e, por conta disso, inovar. Em um clima de negócios que não param de evoluir, a capacidade de se mover rapidamente e com eficácia para antever e se beneficiar das mudanças é decisiva

Em “Agile at Scale”, Darrell K. Rigby, Jeff Sutherland e Andy Noble afirmam que analisando os mercados tumultuados de hoje, onde empresas estabelecidas estão lutando contra concorrentes insurgentes e startups, ter uma organização adaptável e em rápida evolução é definitivamente atraente. Mesmo que transformar tal visão em realidade possa ser um desafio, já que é natural surgirem dúvidas sobre como e o que fazer. 

No entanto, os benefícios recompensam os desafios. Os especialistas definem as equipes ágeis como sendo as mais adequadas à inovação. Em outros termos, estão mais preparadas para aplicar lucrativamente a criatividade com o objetivo de melhorar produtos, serviços, processos ou modelos de negócios. 

São equipes multidisciplinares, que ao serem postas diante de um problema, o transformam em partes de módulos, desenvolvem soluções para cada um deles por meio de prototipagem e ciclos de feedbacks. Tudo de forma dinâmica e integrando as soluções no final de forma que faça sentido. Mais do que seguir um plano engessado, o foco está em inovar. E quem faz isso está tanto empoderado quanto comprometido com a geração de valor. 

Como a cultura ágil realmente funciona? 

Em uma cultura ágil, é preciso ter em mente que será necessário deixar de lado as burocracias de cadeia de comando e as diversas camadas de decisão. Como Darrell K. Rigby, Jeff Sutherland e Andy Noble orientam, as equipes são extremamente autônomas. Os líderes orientam sobre onde inovar, mas não ditam o como fazer. A chave da construção está na colaboração equipe-cliente. 

Quando temos uma cultura ágil posta em prática por meio de métodos que geram essa autonomia, empoderamento e colaboração com o cliente, o que se espera é que exista uma responsabilização maior por parte de todos. A eliminação das camadas decisórias faz ainda com que exista maior agilidade e aumenta a motivação dos colaboradores. Além disso, há outros aspectos que compõem empresas com uma cultura ágil:

  • Equipes multidisciplinares que trabalham com autonomia, ou seja, menos burocracia no processo decisório;
  • Para trabalhar de forma autônoma, a equipe é confiável e norteada por direitos de decisão claros e recursos adequados;
  • Os líderes estão focados em apontar onde inovar, não em como fazer. O que os torna livres para se concentrar em outras atividades, como visões de longo prazo, definição de prioridades estratégicas e desenvolvimento de capacidades organizacionais;
  • Os colaboradores têm o apoio dos executivos seniores para remover impedimentos e impulsionar o trabalho da equipe;
  • Há uma grande interação e colaboração entre a equipe e os clientes;
  • O papel dos líderes está em fornecer condições para a equipe desenvolver as soluções e em remover restrições;
  • Há um compromisso com a resolução do problema e com feedbacks para que exista uma constante evolução da própria cultura ágil;
  • A criação dos protótipos e os ciclos de feedbacks ocorrem de maneira rápida;
  • O treinamento dos líderes, dos colaboradores e das equipes é uma das prioridades da empresa; 
  • A cultura ágil trabalha com transparência dentro dos mais diversos níveis de planejamento e ações;
  • É preciso um comprometimento com a aplicação de valores e práticas ágeis.

Como qualquer mudança, a adoção da cultura ágil pode apresentar desafios e exigir tempo de planejamento, porém, cada vez mais se torna relevante diante do que acompanhamos do mercado. Agora, com isso em mente, os próximos passos são planejar a implementação e capacitar lideranças ágeis e inovadoras

 

Liderança_Ágil_e_Inovadora

Liderança ágil e inovadora: como desenvolvê-la nas empresas

Se voltarmos para 2001, vamos encontrar um grupo de 17 profissionais de desenvolvimento de software iniciando algo que até hoje estamos aprendendo como aplicar, isso é, a mentalidade ágil. De lá pra cá, o manifesto ágil ultrapassou a barreira das empresas de tecnologia e se transformou em base para uma cultura que pretende substituir uma gestão de comando e controle, por uma liderança flexível, com poder de adaptação e foco no cliente.

Há uma forte conexão entre a mentalidade ágil e algo que a maior parte das empresas estão em busca, a inovação. Não é novidade, mas é sempre importante ressaltar que inovação e criatividade são grandes aliadas e que a invenção não é a essência da inovação. Se é preciso definir, trata-se mais de encontrar maneiras de realizar atividades que já existem e são conhecidas e sobre a capacidade de se adaptar e dominar novas competências.

No entanto, a principal armadilha que as organizações encontram pelo caminho é a de se encantar com a mentalidade ágil e inovadora, mas procurar implementá-la a partir de rotinas, processos e uma estrutura de comando e controle. Por isso, que ao pensar em criar um ambiente ágil, uma das primeiras ações será a mudança do mindset dos executivos e da liderança.

Como promover uma liderança ágil e inovadora

Uma empresa ágil e inovadora é desenvolvida a partir de líderes com determinadas características. E quais são elas? São líderes criativos, com senso de propósito, inspiradores e motivadores, fazendo com que as pessoas se engajem com os projetos, e que fornecem condições e segurança psicológica para o time cooperar e inovar. Também precisam ser flexíveis e rápidos para se adaptarem às demandas e situações, afinal, um ambiente de mudanças poderá contar com algumas incertezas.

No entanto, os líderes não nascem prontos, muito menos são ágeis e inovadores por apenas vocação. Para alcançar a liderança ágil e inovadora, alguns comportamentos e mentalidades precisam ser trabalhados. Assim, desenvolve-se não só a organização, como se constrói a própria figura do líder. São características e comportamentos como:

  1. Uma cultura de feedback ágil: os feedbacks são o que forjam líderes ágeis e inovadores. E fazem o mesmo com toda a empresa. É preciso entender que não se trata de julgamentos ou que é preciso um momento específico para eles. Isso pode fazer com que não aconteçam ou que se perca o timing. Por essa razão, ciclos curtos e constantes são tão importantes.

A maneira e a hora em que são dados os retornos sobre o que os colaboradores estão fazendo, permitirá que os ajustes aconteçam mais rapidamente, assim como as tomadas de decisões. Para isso, é fundamental construir um canal de comunicação de duas vias, estimulando os colaboradores a também darem feedbacks.

  1. É preciso segurança para inovar: muito se tem falado em segurança psicológica, e isso está bastante relacionado com a inovação. Somente em um ambiente seguro, o colaborador terá confiança para expor suas ideias e procurar por um caminho melhor. E é assim que a inovação começa.

Mais do que seguir a forma que até então tudo era feito. As lideranças devem encorajar os colaboradores a pensarem diferente, fornecer condições para tal e, por fim, estimular que experimentem novas possibilidades.

  1. Conhecimento não se guarda no cofre: se cada um está onde está é porque construiu uma trajetória e adquiriu conhecimento a cada novo passo. Além disso, a multidisciplinaridade só faz sentido quando o conhecimento se expande, há uma troca, e não análises individuais que não se conversam. Tanto a liderança quanto os liderados estão em constante aprendizado. Por isso, compartilhar conhecimento é a base para a empresa que pretende se manter ágil e inovadora.

Aqui cabe ainda mais uma observação. A própria forma como se compartilha o conhecimento diz muito para onde a empresa está indo. Se é feita de uma forma top down, acaba refletindo um mindset e gestão de comando e controle, indo de encontro ao que falamos sobre mentalidade ágil e inovadora.

Se estamos passando por um período de mudanças constantes e uma transformação digital acelerada, uma liderança ágil e inovadora permitirá realizar os ajustes necessários para atravessar as incertezas e prosperar.

A motivação humana e engajadora do time é o que impulsionará as empresas nas tomadas de decisões dinâmicas, na antecipação de problemas e na identificação de oportunidades. É preciso ser ágil. E inovador.

 

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Inovação para empresas: parceria com startups e inovação aberta

Já sabemos que a inovação não anda sozinha. Pelo contrário, anda muito bem acompanhada. Por isso, quando se fala em inovação para empresas, encontrar um parceiro certo pode ser decisivo. E isso está bastante relacionado com aquilo que falei sobre inovação aberta. A colaboração e o ecossistema são fatores-chave para que as organizações possam expandir seus horizontes, seja em soluções, produtos ou no próprio modelo de negócio.

É certo que estamos vivendo um período repleto de transformações, o que inclui a forma que a inovação para empresas é vista e praticada. Da inovação aberta até o método Lean Startup, as grandes empresas mudaram processos e aceleraram o ritmo das inovações e transformações digitais. Com isso, vimos grandes empresas buscando parcerias estratégicas com startups, e o contrário também.

Como funcionam as parcerias entre startups e empresas? 

No auge das interações entre grandes empresas e startups, participei de um levantamento para ajudar a direcionar os esforços de ambos dentro dessas promissoras parcerias. O resultado foi o e-book “Como grandes empresas e startups se relacionam”, que continua mais atual do que nunca. Lá, identificamos os principais tipos de relacionamento e como está acontecendo a inovação entre empresas e startups. São eles: 

1. Relacionamentos de Posicionamento

Dentro do “Relacionamento de Posicionamento”, estão as interações que têm como objetivo central o fomento do ecossistema a partir da participação das grandes empresas, a identificação e o acompanhamento de tendências e oportunidades, além da aproximação e desenvolvimento de afinidade com a cultura de startups. Por isso, nessa categoria se encontram capacitações e mentorias, matchmaking e conexões, reconhecimento e premiações, assim como os espaços de coworking que promovem o encontro de empresas e startups.

2. Relacionamentos de Plataforma e Parceria

Quando se fala de inovação para empresas dentro do contexto do relacionamento de plataforma e parceria, está sendo visto o cenário no qual as startups passam a ter acesso a recursos das grandes organizações. Dessa forma, as startups conseguem se desenvolver dentro do modelo ou, ainda, utilizar a oportunidade como plataforma. Fazem parte desse relacionamento: vouchers de serviços e tecnologia, licenciamento de PI da grande empresa, acesso a recursos não-financeiros, acesso a base de colaboradores e acesso a base de clientes e canais de vendas. 

3. Relacionamentos de Desenvolvimento de Fornecedores

Em um relacionamento de desenvolvimento de fornecedores, vemos a interação das startups com o objetivo de criar uma nova rede de fornecedores inovadores. Para isso, fazem uso de atividades conjuntas de pesquisa e desenvolvimento, utilizam os recursos das grandes empresas ou, ainda, a própria startup detém uma tecnologia de interesse das grandes empresas. Nisso, encontramos os recursos para P&D e prototipagem, licenciamento de Propriedade Intelectual da startup, contratação de projeto piloto e fornecimento de serviço ou produto inovador. 

4. Relacionamentos de Investimento

Nos relacionamentos de investimento, há uma camada profunda em que a grande empresa se torna sócia da startup. Porém, há uma variação entre nível de participação e controle. Diante disso, há três categorias ou modelos que definem esses níveis: programa de aceleração com equity, investimento com participação acionária minoritária e aquisição e incorporação.  

Inovação para empresas: 3 etapas para a construção da parceria 

Entender quem são os potenciais parceiros e trabalhar em conjunto com eles é uma forma de criar uma forte vantagem competitiva. Ainda mais considerando a necessidade da inovação para empresas. É isso que Andrew Shipilov, Nathan Furr e Tobias Studer Andersson, especialistas em inovação e estratégia, descrevem em “Looking to Boost Innovation? Partner with a Startup”.

Se encontrar o parceiro certo pode impulsionar a inovação para empresas, muitas dúvidas também surgem no processo. Como identificar quem são os melhores parceiros? E, principalmente, como fazer com que as parcerias funcionem na prática? Em um projeto recente, os especialistas identificaram quais as boas práticas para responder a essas perguntas. 

  • Primeira etapa: identificar o problema a ser resolvido. Parcerias de sucesso têm um conhecimento prévio e aprofundado do problema do cliente ou do parceiro que precisa ser atacado e resolvido. Mais do que uma suposição. Além disso, a dica é se concentrar naquele problema que é realmente valioso.
  • Segunda etapa: é preciso a conscientização, dos parceiros em potencial, sobre o problema. Se manter na zona de conforto e se limitar aos parceiros conhecidos, confiando somente neles, pode acabar trazendo resultados que não são os ideais para chegar ao objetivo principal. Afinal, eles fornecerão justamente os recursos que já são conhecidos. É, sem dúvidas, reconfortante contar com quem já se conhece previamente. Mas isso limita o espaço de pesquisa e faz com que as soluções inovadoras se tornem mais distantes. 

Os parceiros incomuns trazem recursos que você nem ao menos sabia que precisava. No entanto, cabe aqui um alerta, os parceiros incomuns podem também não saber que precisam de você. Por isso, para que seu ecossistema de inovação tenha tanto os parceiros comuns quanto incomuns, é preciso que os últimos lhe encontrem. 

  • Terceira etapa: é preciso superar diferenças. Os parceiros nem sempre trabalharão em perfeita sintonia em um primeiro momento, é um erro bastante comum acreditar que haverá uma grande sinergia, mas sem considerar divisões culturais e operacionais, além da dissonância entre o nível de conhecimento. Sendo assim, o sucesso está não só nas capacidades, mas no potencial para superar as diferenças. 

Certamente, todas as etapas acima são apenas parte do processo de uma parceria de sucesso. No entanto, abrir os horizontes e encarar as parcerias a partir de um mindset de colaboração pode fortalecer laços e promover a inovação para as empresas. 

Quer conversar mais sobre essa troca entre grandes empresas e startups em prol da inovação aberta? Entre em contato comigo!

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Novos modelos de negócio e a estratégia do ponto, linha e plano

Certamente, a transformação digital acelerada tem impactado de diferentes formas os negócios de diversos segmentos. E não é de hoje. As consequências vão desde as mais palpáveis, como as ferramentas tecnológicas, até as mais decisivas e elementares, como o próprio posicionamento estratégico. 

Se, antes, nos deparávamos com conceitos e modelos tradicionais de estratégia, hoje já não é mais suficiente se guiar pelo que embasou a construção de inúmeras empresas que estão no mercado. Pelo contrário, novos modelos de negócios e respostas rápidas às mudanças vêm sendo exigidas como fatores de sucesso. E é nesse contexto que encontramos as definições de ponto, linha e plano. 

Em seu relatório de resultados do último trimestre de 2019, o Magazine Luiza começa com uma mensagem da diretoria trazendo justamente esse argumento. A revolução digital não passou despercebida, houve e há consequências nos mais variados setores. São parâmetros, modelos de negócios e regras inteiramente novos, diferente daquilo que conhecíamos como sendo as boas práticas vencedoras. Por isso mesmo, a empresa passa a detalhar as mudanças que fizeram no seu posicionamento estratégico.

Antes de mais nada, é importante salientar que o Magazine Luiza, fundado em 1957, no interior de São Paulo, vem escrevendo sua história ao longo dos anos a partir da inovação. Em 2011, com a abertura de capital da empresa, a estratégia adotada pela família Trajano, ganhou ainda mais destaque, angariando reconhecimentos e prêmios. 

Em consonância com seu discurso e objetivos, a companhia fundou ainda o Luiza Labs, laboratório de tecnologia e inovação. Com esse histórico, o Magazine Luiza se tornou uma empresa que definitivamente está no radar das outras organizações. Principalmente, no que está relacionado com as estratégias inovadoras que pretendem adotar.

Ponto, linha e plano: os conceitos do Alibaba 

Para entender o discurso do Magalu, é preciso antes entrar no conceitos de ponto, linha e plano. Primeiramente, cabe dizer que é natural que os empreendedores e líderes se questionem sobre o seu próprio futuro dentro dos ecossistemas e redes. Ming Zeng, que ocupou o papel de Estrategista-Chefe do Alibaba por mais de uma década, afirma que cada vez mais a atividade econômica ocorre dentro de algum tipo de rede inteligente. Por essa razão, as empresas precisam reconhecer qual sua posição dentro dessas redes ou teias interligadas. 

No Alibaba, são utilizadas metáforas geométricas para se referir às três posições estratégicas básicas do ecossistema: ponto, linha e plano. Na definição de Zeng, os pontos são os indivíduos ou empresas com habilidade especializadas, mas que sozinhos não sobrevivem. Essencialmente, os pontos prestam serviços funcionais. 

Já as linhas podem ser entendidas como empresas que combinam funções produtivas e funcionalidades para criar produtos e serviços, fazendo uso de serviços prestados pelos pontos e planos. Por fim, os planos são as plataformas que auxiliam novas linhas a se formarem e crescerem, oferecendo serviços de infraestrutura e estimulando o crescimento dos pontos. Zeng faz ainda a seguinte diferenciação: 

1- Ponto: 

A proposta de valor do ponto é vender uma função ou funcionalidade e sua vantagem competitiva está na especialização. A capacidade organizacional é simples, sem operações complexas. A estratégia principal é avançar para o próximo plano em ascensão e encontrar seu nicho numa linha de crescimento rápido. 

2- Linha:

Na linha, a proposta de valor é criar um produto ou serviço e a vantagem competitiva está no valor, custo e eficiência. Já a capacidade organizacional está em racionalizar e otimizar o fluxo de trabalho. A estratégia principal é utilizar os recursos de planos robustos para incorporar pontos fortes.

3- Plano:

Sua proposta de valor está em interligar participantes relacionados e a vantagem competitiva é a de combinar eficiências. A capacidade organizacional reside em projetar sistemas e instituições para mediar relacionamento. A estratégia principal é capacitar o crescimento de pontos e linhas.

O novo posicionamento estratégico do Magalu 

Se, como o próprio Magalu alega, as opções estratégicas são um apanhado de buzzwords de um dialeto digital, é mesmo difícil reconhecer o quão autêntica é uma estratégia. No entanto, algo é certo, não há um modelo único, por isso, é preciso acompanhar as transformações e entender qual é o caminho mais adequado para cada um.  

Sendo assim, o Magalu traz o ponto, linha e plano de Zeng. Durante 18 anos, o Magalu montou um bem-sucedido modelo de linha. Uma empresa multicanal e lucrativa de bens duráveis. Porém, em 2018, decidiram mudar para plano, se transformando em um ecossistema, com foco em varejo, alinhado com o propósito da empresa da democratização do acesso, da inclusão digital de empresas e consumidores brasileiros. 

Para os próximos passos, a Magalu segue com a estratégia de plano. Buscando conectar os clientes às melhores soluções disponíveis, se transformando em um centro de ofertas que pretender prover aos consumidores aquilo que precisam ou desejam, de forma legal e ética. 

Em 2019, o foco foi o aumento da escala, adquirindo outras empresas, como a Netshoes, a Época Cosméticos e a Estante Virtual. Em 2020, até o começo do ano, a empresa pretendia focar na integração das empresas adquiridas, além dos lançamentos como o MagaluPagamentos, MagaluPay e MagaluEntregas. Vale analisar, para além do contexto atípico de 2020, como está sendo a aplicação do ponto, linha e plano nos resultados do Magazine Luiza.

Quer saber mais sobre ponto, linha e plano? Deixe seu comentário ou entre em contato comigo! 

 

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Pesquisa aponta os principais desafios da liderança para 2021

Não há uma ciência perfeita por trás da liderança. Por mais que possa parecer tentador se ater a apenas um conceito, a verdade é que a busca por conhecimento e a superação de desafios são o que mantém os líderes vivos. Afinal, se a inovação é o caminho, a resposta não estará em permanecer com os mesmos processos do passado e se contentar somente com o presente. Por isso, entender quais são os desafios da liderança para o próximo ano é tão valioso. 

Sabemos que 2020 trouxe um cenário completamente diferente do que estávamos acostumados. Longe de qualquer previsão. Inúmeras mudanças foram realizadas, outras estão em andamento e, certamente, muitas permanecerão independente da pandemia do novo coronavírus. Pensando nisso,  ouvimos alguns consultores, analistas, CEOs, business partners, coordenadores, pesquisadores e estudantes das áreas de Liderança e de Inovação.

Para entender quais serão os principais desafios para 2021 foram consultados mais de 60 profissionais, pesquisadores e estudantes que estão conectados de alguma maneira com  Liderança e Inovação. Os entrevistados responderam questões sobre o impacto da pandemia na liderança, os desafios enfrentados em 2020 por conta desse cenário e quais os ensinamentos que deverão levar para 2021.

Além disso, também falaram sobre as principais habilidades para 2021, o maior desafio dos líderes para o próximo ano e o que precisam aprender para superá-lo. Você pode acessar o material “Os principais desafios da liderança para 2021aqui. 

Checklist dos principais desafios da liderança 

Com base na pesquisa, elaboramos um material que além de mostrar as tendências apontadas pelos especialistas, também faz um checklist daquilo que os líderes precisam estar atentos para 2021.

Entre os desafios apontados estão:

  • liderança e gestão do trabalho remoto; 
  • construção e exercício da confiança;
  • agilidade e flexibilidade da liderança; 
  • humanização e horizontalidade das relações; 
  • gestão do tempo; 
  • engajamento da equipe aos objetivos;
  • necessidade de reinvenção, produção e de gestão do conhecimento; 
  • liderança inspiracional e acolhedora; 
  • entre outros.

O checklist  “Os principais desafios da liderança para 2021” traz os itens que foram unanimidade em cada pergunta, além de mostrar que nenhum líder está sozinho. Os desafios da liderança são inúmeros, mas há muitos que estão enfrentando a mesma situação e, por isso, há bastante conhecimento para ser gerado e compartilhado a partir disso. 

Quer conversar mais sobre o assunto? Deixe um comentário! Na sua visão, qual será o principal desafio da liderança em 2021? 

 

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Como é o novo líder ágil no contexto pós-normal

Não há dúvidas, um dos efeitos positivos da crise do coronavírus foi acelerar processos de transformação digital que já estavam ocorrendo ou tirá-los do papel. E, para algo assim acontecer, é preciso que haja um esforço coletivo e mudanças em diferentes patamares, adicionando ainda uma velocidade que muitos não estavam acostumados. Para fazer todos remarem juntos no mesmo barco, comunicando a mensagem de forma clara, foi preciso uma  liderança atuante. Após todos esses aprendizados, é natural que a própria liderança esteja mudada. Mas como será esse novo líder ágil? 

Daniel Pacthod e Michael Park, da McKinsey, respondem que para não abandonar o progresso acelerado que as empresas conquistaram, é preciso um foco renovado nas pessoas e em suas capacidades. Para isso, o novo líder ágil precisará estar atento a determinadas questões no pós-normal: 

  • as capacidades essenciais para a construção de uma cultura de adaptabilidade;
  • equipes ágeis e capacitadas para se aproximarem do cliente;
  • reconhecer que muito pode ser feito imediatamente e virtualmente por pequenas equipes e com menos ciclos;
  • trazer o propósito da empresa para os colaboradores;
  • tratar os talentos como seu principal recurso;
  • liderança alinhada com a cultura;
  • tecnologias que permitem agilidade e melhoram a experiência do cliente;
  • estar preparado para as necessidades que os colaboradores terão a partir de uma nova forma de trabalho

E, aqui, entra um ponto bastante relevante: como fazer com que os colaboradores se relacionem bem com as novas tecnologias necessárias ao pós-normal. 

Um novo mundo de máquinas pensantes

Qual a importância da tecnologia para o novo líder ágil? Por meio dela é que muitas decisões foram tomadas durante a crise, além da adoção de plataformas que permitiram estabelecer a conexão líder-liderado. Para termos um panorama do futuro, o Simplilearn reuniu em um clipe a opinião de diversos líderes e grandes influenciadores da indústria tecnológica sobre inteligência artificial (IA) entre eles Bill Gates, Tim Cook, Elon Musk, Sundar Pichai, e Jeff Bezos. Há uma previsão de que até 2035, a IA aumentará o crescimento econômico em média 1,7% em 16 segmentos. Também a produtividade no trabalho subirá em 40% ou mais.

O primeiro passo do novo líder ágil é ampliar a percepção sobre inteligência artificial. Para Olaf Groth e Mark Nitzberg, especialistas no assunto, grandes descobertas que chamam atenção do público são importantes, porém, é preciso ir além e entender como as aplicações de IA estão entrando nas rotina das pessoas e tomando decisões por elas. De acordo com eles, atualmente, são transferidas inúmeras decisões para as máquinas, muitas vezes sem as pessoas saberem ou entenderem os efeitos.

Otimizar o relacionamento entre inteligência humana e máquina, impactará nos interesses econômicos, sim, mas também no bem-estar do indivíduo. Há um verdadeiro potencial na criação de locais de trabalho mais significativos, proporcionando mais realizações. No entanto, para isso, será fundamental uma reflexão profunda e multidisciplinar sobre como a inteligência artificial influencia os valores humanos, bem como outras tecnologias. 

Na análise de Olaf Groth e Mark Nitzberg, as pessoas entregam grande parte da suas decisões aos dados. E, na maioria das vezes, é ótimo poder confiar mais em evidências científicas para entender nosso mundo e como percorrê-lo. A questão está quando se vai longe demais, pressupondo que dados e algoritmos produzem uma história completa e não maculada por deficiências intelectuais ou preconceitos. O novo líder ágil não pode ficar cego  pelos dados “sujos”, acreditando serem originais.

A saída está na conscientização. Ou seja, na compreensão do controle de dados e em como as decisões terceirizadas para máquinas podem apresentar oportunidades ou desafios.

Novo líder ágil: nova realidade, novas habilidades

A pandemia fez necessário o aprendizado em inúmeras áreas, como apontam Kevin Sneader e Shubham Singhal, de novas tecnologias até uma infinidade de outras inovações. Como o trabalho remoto, foi um dos protagonistas do período de crise. A partir disso, será possível um entendimento maior daquilo que, se adotado permanentemente, trará benefícios econômicos e de bem-estar no pós-normal. É uma oportunidade para as empresas otimizarem seu desempenho por meio de inovações.

Mas, pensando na atuação do novo líder ágil, quais são as habilidades incorporadas na pandemia que deverão continuar? Em “The Top Three Leadership Skills Needed Post-Pandemic”, Tammy Homegardner descreve três elementos que farão diferença na liderança em um mundo pós-normal:

1. Construção de equipes fortes e coesas, mesmo remotamente: a flexibilização do local mudou o fluxo de trabalho. Mas, mesmo com espaços reduzidos e trabalhos híbridos ou completamente remotos, os colaboradores devem se sentir conectados e valorizados. 

Exercer uma comunicação eficaz e consistente deve ser um aprendizado contínuo sobre a maneira que as pessoas gostam de se comunicar ou recebem melhor as mensagens, garantindo a conexão entre todos e o cumprimento das tarefas com qualidade e no tempo adequado, independente de onde a equipe se encontra. 

2. Navegar e gerenciar mudanças de forma rápida e adequada: sem perder o foco da tarefa maior que tem em mãos. Navegar por mudanças tecnológicas, logísticas e culturais, para promover ambientes de trabalho onde as pessoas se sentem seguras, protegidas e reconhecidas.

3. Permanecer culturalmente sensível e emocionalmente consciente: o novo líder ágil deve permanecer adaptável e flexível, fazendo com que as operações aconteçam mesmo em ambientes dinâmicos e em mudanças. Para isso, o foco está em percorrer emoções individuais e coletivas com compaixão e empatia. 

Para navegar por um cenário de transformações constantes, lidando com inovações tecnológicas, mas sem perder de vista as pessoas, é preciso que exista um investimento nesse novo líder ágil. 

Aprender a aprender, se capacitar e aplicar os conhecimentos serão as peças-chave em um contexto pós-normal. Quer conversar mais sobre isso? Deixe um comentário!

 

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Como a transformação digital nas organizações mudou a maneira como trabalhamos

O alcance das mudanças ocasionadas pela transformação digital nas organizações somente aumentará. De acordo com o artigo “The changes covid-19 is forcing on to business”, do The Economist, ao buscar respostas para a crise do coronavírus, muitas empresas e líderes perceberam que a Tecnologia da Informação tinha muito mais a oferecer do que eles imaginavam inicialmente. Diversos serviços que já existiam, passaram a ter um novo nível de importância e se tornaram essenciais para modelar a forma como as equipes passaram  a trabalhar.

O Zoom, serviço de videoconferência online, possuía uma média de atendimento diária de 10 milhões de clientes no início de 2020. Em abril do mesmo ano, o número saltou para 200 milhões de pessoas. Dentro das organizações, passou a ser um recurso fundamental assim como outras opções semelhantes a ele para realizar reuniões entre empresa-cliente ou entre os colaboradores da mesma equipe. Fora do escritório, foi adotado para diversas finalidades, desde a prática remota de atividades físicas até para oportunizar o encontro entre membros da mesma família que residiam separadamente.

Outro exemplo é o Slack, que proporciona um meio pelo qual colegas distantes conseguem coordenar tarefas e projetos. Mais do que novas e jovens empresas de tecnologia, grandes big techs também conquistaram mais adeptos para seus produtos, como o Teams, da Microsoft. 

A importância da transformação digital nas organizações e, por conta disso, da adoção de ferramentas como Zoom, Slack, Teams, Trello, entre outros, está ligada com a própria sobrevivência dos negócios. A capacidade de se adaptar rapidamente às interrupções, às pressões do tempo e às mudanças ágeis  se tornou crítica, como afirma o artigo “What is digital transformation?“, do The Enterprisers Project.  

O comportamento do consumidor e a transformação digital nas organizações

Um ponto de atenção é que a transformação digital nas organizações está ancorada em movimentos que não estão restritos ao escritório. O comportamento do consumidor, por exemplo, também sofreu mudanças no decorrer da pandemia do coronavírus e, consequentemente, disparou gatilhos para que as empresas promovessem inovações, além daquelas que já eram necessárias por conta de fatores internos, como a manutenção do distanciamento dos colaboradores e a estruturação de trabalhos remotos ou híbridos. 

Do lado do consumidor, o digital está acelerando rapidamente em praticamente todas as categorias, é o que diz a McKinsey & Company. Há uma mudança veloz em direção ao streaming e ao condicionamento físico online que devem ficar permanentemente, afirma Rodney Zemmel, líder global da McKinsey Digital. Também aconteceram alterações notáveis na alimentação, como na compra online de alimentos. Já, no B2B, dados da consultoria comprovam que a venda remota está funcionando também. 

Pensar no comportamento do consumidor aliado com a transformação digital nas organizações, é uma forma de garantir uma experiência única. A RXR Realty, incorporadora de imóveis comerciais e residenciais com sede em Nova York, é um desses casos de sucesso. Embora o setor imobiliário nem sempre seja visto como especializado em tecnologia, Scott Rechler, CEO da RXR, está mostrando como isso pode ser diferente. Rechler explica que ao alavancar as habilidades digitais da empresa, percebe  que eles conseguem criar experiências personalizadas para os seus clientes, semelhante àquelas que estão acostumados em outros aspectos de suas vidas.

Antes da crise, a RXR havia estabelecido um laboratório digital. Agora, possuem mais de 100 cientistas de dados, designers e engenheiros trabalhando em iniciativas digitais. Também investiram em um aplicativo que permite agendamento de mudanças, entregas, pagamentos, análises em tempo real sobre aquecimento, refrigeração e otimização de espaços, entre outros. Com o distanciamento físico ocasionado pela pandemia, as necessidade de interações sem contato se tornaram fundamentais para os inquilinos.

Atualmente, trabalham na implementação de protocolos para o retorno dos inquilinos aos escritórios, além de um novo aplicativo móvel. Melhorar a experiência do cliente se tornou indispensável para o sucesso dos negócios. Por isso, é igualmente primordial pensar neles quando se projeta a transformação digital nas organizações. 

Dados e novas tecnologias: elementos de sucesso 

O que há em comum nas empresas com transformações digitais bem encaminhadas? Uma pesquisa da McKinsey & Company, apontou alguns elementos que se destacam entre as organizações com bons resultados:

  • Velocidade digital: quem está na frente e é líder opera com mais rapidez. Isso significa adotar uma velocidade maior em diferentes partes do negócio, desde a revisão de estratégias até a alocação de recursos. Para termos uma breve ideia, a realocação de talentos e capital, nessas empresas, acontece quatro vezes mais rapidamente do que em seus pares.
  • Pronto para se reinventar: certamente, a transformação digital das organizações não elimina os elementos lucrativos dos seus negócios. Porém, a questão é que fazer negócios como antigamente é uma postura perigosa para se adotar. Por essa razão, as empresas que são líderes estão investindo na atualização do núcleo de seus negócios e na inovação, em muitos casos aproveitando e fazendo uso da tecnologia. 
  • Decisões baseadas em dados: os dados têm fornecido o combustível para acelerar e melhorar as tomadas de decisão.
  • Seguidores do cliente: sabemos que estar centrado no cliente é algo consolidado. No entanto, pressões, contexto e prioridades concorrentes podem deixar o cliente de lado. Mas as empresas que mantêm um foco abrangente no cliente, junto com melhorias operacionais e de Tecnologia de Informação, tendem a gerar maiores ganhos econômicos.

Além disso, o desenvolvimento de talentos e habilidades em toda a organização, junto com a redefinição das funções e responsabilidades de cada um alinhadas com os objetivos da transformação digital nas organizações, são fatores que farão diferença na nova forma de trabalhar. Por conta disso, líderes e empresas devem estar preparados para capacitar as pessoas a trabalhar de novas maneiras e promover a adoção de ferramentas digitais que tornem as informações acessíveis para todos.  

Quer entender melhor como a transformação digital nas organizações modificará a maneira como trabalhamos? Converse conosco!

 

novas formas trabalho

Conheça as novas formas de trabalho do pós-normal

A crise do coronavírus desafiou as empresas a encontrar maneiras diferentes de servir e gerar valor para seus clientes e comunidades. A pandemia proporcionou transformações nas organizações e na sociedade que, olhando para o ano anterior, pareciam impossíveis de acontecer em tão pouco tempo. Foi preciso remodelar pensamentos consolidados sobre espaço, tempo e valores. Entre muitas outras mudanças, construímos novas formas de trabalho, que certamente perdurarão ou impactarão o que acontecerá no pós-normal. 

Em “Beyond coronavirus: The path to the next normal”, Kevin Sneader e Shubham Singhal, da McKinsey & Company, explicam que a pandemia do coronavírus vai muito além de ser uma crise de proporções imensas – é também uma reestruturação iminente da ordem econômica global. Embora ninguém possa dizer quando a crise passará completamente, é certo que a aparência do pós-normal, o que encontraremos do outro lado, não será o “mesmo normal” dos anos anteriores.

Mas, em algum momento, as crises diminuem. Inevitavelmente, é o que acontecerá também com esta. Embora não se saiba necessariamente o quando, já há mudanças ocasionadas pelo cenário que podem ser identificadas como uma tendência do pós-normal.

Foi fundamental acelerar o que já estava acontecendo e buscar novas formas de realizar as mais diferentes atividades. Em meio a tudo isso, as organizações estão constatando que é possível, sim, trabalhar de outras maneiras, mesmo nessa situação, e ajudar suas equipes, seus clientes e as comunidades onde estão inseridas. São lições aprendidas que direcionarão o futuro e as novas formas de trabalho do pós-normal.

As novas formas de trabalho e a resiliência

Indubitavelmente, a resiliência dentro das empresas se tornou um ponto de destaque em todo esse cenário. E, independente de quando e onde a crise terminará definitivamente, a resiliência será algo que continuará sendo importante nas novas formas de trabalho. Por isso, ao pensar nas mudanças que farão parte do pós-normal, há três características organizacionais que merecem atenção:

  • Mindset de ecossistema: as empresas, todas elas, podem contar com o suporte de uma rede de pessoas externas – fornecedores e parceiros – que atuam juntos na criação de valor. Porém, as empresas de sucesso elevam as parcerias em um nível superior, fazendo delas uma extensão de si mesmas. Com isso, podem arriscar mais, pensar em mais oportunidades e, por consequência, aprofundar conexões e relacionamentos de confiança. É a partir disso que elas obtêm conhecimento, talentos e dados.
  • Tomadas de decisão baseadas em dados: mais do que nunca, os fatos e percepções estão sendo utilizados para orientar as tomadas de decisão. No entanto, há ainda a necessidade de obter plataformas que permitam acesso a dados estratégicos. Reunir, organizar, interpretar e agir com base em dados e análises é e será uma diferencial competitivo que fará parte das novas formas de trabalho.
  • Aprenda como aprender: as novas formas de trabalho no pós-normal são diferentes, assim como muitos dos colaboradores serão também diferentes a partir da vivência de cada um no decorrer da crise. Por isso, é preciso que as empresas trabalhem com seus times a habilidade de aprender como aprender. Ou seja, como se adaptar e mudar rapidamente. 

3 características das novas formas de trabalho pós-normal

Escritórios menores, mudanças na arquitetura, reposicionamento de salas, surgimento de coworkings e hubs regionais, que permitirão que as pessoas possam trabalhar perto de suas casas. São apenas algumas das tendências que estão se delineando entre as novas formas de trabalho. 

Com isso, não só as empresas, mas também a comunidade e outros negócios viverão um novo momento. Locais que antes funcionavam com um propósito, como os hotéis, poderão ser remodelados para atender a necessidade de novos locais de trabalho remoto. Outros negócios, como cafés e restaurantes, otimizarão ainda mais seus espaços para atender pessoas que precisam de espaços de trabalho. Não é mais home office, é anywhere. 

Dentro disso, há elementos que estarão presentes nestas novas formas de trabalho, de maneira imediata ou ainda em processo de construção.

1. O espaço não será mais o mesmo: o home office, que nasceu ou tomou maiores proporções devido ao cenário e necessidades das empresas, certamente provocará mudanças no pós-normal.

Por conta do trabalho remoto, será preciso que líderes passem a olhar para novos ângulos dos seus times. A organização das novas formas de trabalho impactará na comunicação, no fortalecimento da cultura e na própria hierarquia, que deverá permitirá uma aproximação maior, mesmo com a distância territorial.

No entanto, há uma oportunidade para coworkings ofereceram a estrutura necessária para esses trabalhadores remotos. Seja, como dito acima, a partir da remodelação de negócios locais, ou com a criação de hubs regionais que permitam morar perto do trabalho e eliminem a necessidade de transporte.

2. A importância de pertencer: em “Returning to work in the future of work”, os especialistas da Deloitte apontam que o cenário da crise nos lembrou sobre o quanto as pessoas são motivadas quando conseguem conectar suas contribuições profissionais com um propósito e missão maiores. Os colaboradores desejam contribuir quando conseguem entender como seus talentos e contribuições impactam em objetivos maiores do que eles.

Nas novas formas de trabalho pós-normal, as organizações deverão se certificar de que estão proporcionando conexões claras entre os indivíduos, os objetivos da equipe e a missão da organização. O senso de pertencimento virá de uma conexão mais profunda, com ligações visíveis do impacto no negócio e na sociedade como um todo.

3. Resiliência e adaptabilidade em foco: a resiliência aparece aqui novamente como ponto de destaque. Na crise, as empresas puderam compreender que é mais importante saber o que os colaboradores são capazes de fazer do que entender o que eles fizeram anteriormente. A resiliência e a adaptabilidade entraram em foco à medida em que os colaboradores e as equipes precisaram assumir novos papéis e funções e puderam, inclusive, contribuir para a criação de oportunidades em outros setores e campos.

No pós-normal, incentivar e oferecer oportunidades para que os colaboradores possam desenvolver seu potencial será fundamental para alcançar o sucesso. Mais do que habilidades e certificações existentes, abraçar uma orientação futura, indo além do hoje, para criar valor no amanhã. 

Outro ponto importante é o desenvolvimento e a capacitação das lideranças para as novas formas de trabalho no pós-normal. A educação será o melhor caminho para se preparar para desafios e aproveitar as oportunidades que a nova realidade nos trará.

 

ecossistemas de inovação

A inovação aberta e o papel dos ecossistemas de inovação

Se pessoa alguma  é uma ilha, nenhuma empresa também deve ser. Em um cenário no qual é preciso simultaneamente evidenciar pontos fortes, responder rapidamente às mudanças e explorar oportunidades, o desenvolvimento precisa ir além de uma perspectiva única. Ele deve acontecer em colaboração. Em ecossistemas de inovação.

Falamos continuamente sobre a importância da construção de um mindset colaborativo, e de como fazê-lo. Cada vez mais, as organizações procuram a sinergia entre equipes multidisciplinares, com o objetivo de reunir os conhecimentos necessários para alcançar melhores resultados, superar desafios, promover mudanças e explorar novas oportunidades. E se ampliarmos e utilizarmos o mesmo raciocínio nas relações entre as empresas?

Grande parte das mudanças reais e de grande impacto, nascem de uma soma de esforços em prol da comunidade. Por que não pensar na inovação de maneira igual? A Open Innovation, ou inovação aberta, conceito criado por Henry Chesbrough, invoca justamente o uso de fluxos de conhecimento diversos, internos e externos, com o intuito de estimular e acelerar a inovação interna, além de expandir os mercados para, da mesma forma, fazer o uso externo da inovação. Ou seja, de forma descentralizada, diferentes agentes, como empresas, universidades e consumidores, colaboram entre si para inovar. 

Isso significa substituir a crença de que as realizações devem ser individuais e dentro dos limites das empresa. Sendo assim, o que vemos, na verdade, é uma troca positiva para ambas as partes. Se, por um lado, o conhecimento produzido em parceria e de forma aberta é aplicado no desenvolvimento e criação de novos serviços e produtos, por outro, a comunidade, o mercado e demais agentes possuem a mesma experiência construída para fazer uso. Importante dizer que a inovação aberta não é sinônimo de acesso livre e irrestrito às tecnologias e aos conhecimentos de uma organização. 

A importância dos ecossistemas de inovação

Assim como definimos na inovação aberta, em que as trocas de duas vias entre players constitui no sucesso da criação de novos produtos e serviços, os ecossistemas de inovação também são compostos por diferentes atores. Entre eles, estão: universidades, parques tecnológicos, governo, aceleradoras, incubadoras, investidores, empreendedores, mentores e fundações, por exemplo. Sendo que, os ecossistemas de inovação são os responsáveis pela criação de um fluxo de conhecimento, tecnologias e recursos entre os agentes envolvidos. Por meio disso, é possível viabilizar a concretização de ideias em novas possibilidades de negócios ou, até mesmo, em transformações internas, como culturais e digitais, nas empresas envolvidas. 

O crescimento dos ecossistemas de inovação acontece na mesma medida que o dos seus envolvidos. Sendo assim, as empresas e, principalmente, suas lideranças precisaram rever a própria abrangência de suas atuações, pois além dos colaboradores e times que já faziam parte dos processos internos, foi necessário incluir a presença e as contribuições de parceiros externos de outras organizações. Desta forma, as empresas se utilizam da inovação aberta para, a partir do somatório de esforços e conhecimento, criarem valor. 

Entre os pontos positivos proporcionados pelos ecossistemas de inovação, a potencialização do aprendizado, sem dúvidas, está no topo da lista. Com mudanças acontecendo de forma contínua, a necessidade de se adaptar e aproveitar as oportunidades é primordial. Para alcançar isso, trocar ideias e aprender continuamente é o melhor caminho. Em ecossistemas de inovação, há um ambiente propício para a construção destes relacionamentos de  contribuição mútua. 

Também vale destacar que o crescimento próximo e recíproco dos parceiros faz com que estar dentro dos ecossistemas de inovação seja, por si só, um fato relevante. Os seres humanos são gregários e, por conta disso, é natural que se valorize o contato, que a construção das redes seja imprescindível. Portanto, estar imerso em um espaço que promova a inovação aberta, gera um senso de pertencimento aos participantes, assim como uma determinada notoriedade perante ao mercado e a comunidade ao qual se está inserido. 

Por fim, quando há um caminho sendo traçado em cooperação, é natural que se estabeleça uma relação de confiança. E a confiança é intrínseca ao mindset colaborativo. Os ecossistemas de inovação permitem, dessa forma, que as empresas estabeleçam interna e externamente, iniciativas que visam verdadeiramente a colaboração.

Benefícios da inovação aberta para as empresas dos ecossistemas

As empresas que integram os ecossistemas de inovação têm muito a ganhar com a implantação da inovação aberta. Afinal, ambientes inovadores têm sido fundamentais para a sobrevivência e, mais ainda, para a prosperidade nos tempos atuais. É uma maneira de ir além do que é possível alcançar quando se conta somente com os recursos internos, usufruindo daquilo que há de melhor, em quaisquer quesitos, como conhecimento e tecnologia, independente da sua proveniência. 

No artigo “Inovação Aberta: o que é e os benefícios para a empresa”, o Distrito, um ecossistema de inovação independente, elencou alguns dos principais ganhos que se tem a partir da inovação aberta corporativa. Destaco três deles: 

  1. Pode ser a porta de entrada para a adoção de um processo inovador interno. As empresas que fazem parte de ecossistemas de inovação e adotam a inovação aberta, podem estar no começo de um jornada de inovação interna, abrindo-se para um relacionamento com startups ou investindo em ambientes que promovem trocas e compartilhamentos com esses mesmos negócios.
  2. Menor tempo entre as etapas de desenvolvimento e comercialização. Se há uma divisão de trabalho envolvendo outros parceiros, os recursos que antes eram somente internos, se ampliam e passam a dar conta de mais demandas, inclusive as que são relacionadas com pesquisas e desenvolvimento de produtos simultaneamente.
  3. Redução de custos nos mais variados momentos. O custo para inovar não estagnou, já que a inovação se tornou cada vez mais essencial e, por sua vez, mais desafiadora de ser realizada. Estamos em um nível considerável de avanço e encontrar o novo não é tão simples. Com a associação a outros players, há uma divisão de investimento nas etapas de pesquisa e desenvolvimento, por exemplo.

Lembrando que são apenas alguns dos itens que compõem as vantagens oferecidas pela inovação aberta. Há ainda benefícios como a criação de novos mercados, a redução dos riscos de aceitação de produtos ou serviços, a utilização de diversas fontes de conhecimento elevando o nível da geração de inovação, a conquista de novas perspectivas de negócios, a inovação em produtos e serviços que já existem e não são inteiramente novos, a potencialização do networking, a democratização do acesso ao conhecimento e às ideias, entre outros.

Em uma realidade em que inovar se faz um pré-requisito, os ecossistemas de inovação exercem  definitivamente um grande protagonismo. Quer conversar mais sobre o assunto? Estamos à disposição para ampliar o debate e trocar ideias.

 

Inovação e liderança

Curso de inovação e liderança: por que investir hoje mesmo

O mundo se transformou em diferentes modalidades durante a pandemia. O consumo via e-commerce que já era significativo se intensificou ainda mais. Inclusive, as pessoas que sentiam insegurança para comprar neste canal quebraram essa barreira. Por outro lado, as empresas tiveram que se modernizar: ampliar os canais de comunicação com os clientes, encontrar novas formas de engajar a equipe, ficar atenta ao mercado e estudar novas formas de colaboração entre  equipes a distância rumo a essa transformação digital.

Nesse meio tempo, vimos muitos conteúdos serem compartilhados gratuitamente. Lives, cursos on-line e muitos e-books. Espero que esses materiais tenham sidos muito úteis para a estratégia da sua empresa. Eu, por exemplo, participei de diferentes webinars com muitas empresas espalhadas pelo Brasil.  

Nesse período, tirei da gaveta dois novos projetos: um livro que está no prelo e um novo Curso de Inovação e Liderança, 100% on-line, com acesso às aulas por 12 meses e com cases e informações atualizadas decorrentes desse período de mudanças exponenciais, que intensificaram ainda mais ao redor do mundo.

O aprendizado que promoverá a verdadeira transformação é contínuo

Afinal, estamos falando há algum tempo que a pandemia causada pelo coronavírus acelerou a transformação digital. Portanto, é preciso ir além. Dar-se conta que o avanço da tecnologia não se faz apenas com softwares, mas com pessoas. 

Colaboradores  viram a rotina de trabalho se fundirem com o dia a dia casa: crianças chorando, pets invadindo as calls e o bater dos pratos na cozinha na hora da reunião. O líder precisa estar atento a essas mudanças e encontrar novas formas de motivar com mais empatia e menos comando e controle.

Como se adaptar a uma rotina de mudanças complexas? Como ser esse líder que consegue transpor a rotina de trabalho e chegar a profissionais que precisam exercer a produtividade e colaboração, estar disponível para equipe mesmo quando há uma obra no apartamento o lado?

Os tempos exigem mudanças complexas, não apenas dos colaboradores, mas principalmente dos líderes que devem transpor essa comunicação para além do time, como levar esta comunicação além? Confira abaixo algumas dicas:

  • Ter visão clara de liderança e propósito;
  • Manter o foco no cliente;
  • Criar uma cultura ágil;
  • Alinhar expectativas e conferir autonomia;
  • Desenvolver uma cultura data driven.
  • Usar a intuição e o coração

Outro ponto bastante significativo neste processo é a capacitação, principalmente dos líderes. Por isso, neste post, gostaria de falar mais sobre o meu  novo curso de Inovação e liderança. Nele, você se adaptará as transformações do mercado e também se preparará para ver que o  futuro é agora. E neste ponto, gostaria de trazer a reflexão: como você acha que o mercado se desenvolverá pós-pandemia? Será que este retorno  que ora se inicia, o seu time será o mesmo? Será que a sua equipe se acostumará novamente aos deslocamentos para trabalhar em um outro local físico?

O que vou encontrar no curso de inovação e liderança?

Inovação vai muito além de ideias inovadoras. Essas novas ideias estão relacionadas como a forma com que as empresas conduzem e absorvem os novos negócios, além de engajar os talentos internos e externos.

É por isso que o Curso sobre Inovação e Liderança passa pelo Design Organizacional focando no Agile, apresenta os novos horizontes de inovação e mostra como essa nova forma de conduzir a empresa rumo a negócios transformadores impactem no dia a dia das equipes.

Afinal, é preciso entender o que é uma organização exponencial, qual os seus atributos e qual os seus impactos no cotidiano para entender como se integram tais mudanças nas organizações.

O que é abordado no curso sobre inovação e liderança

  • Organizações inovadoras
  • Inovação como ponte entre os diferentes
  • Os 3 horizontes da inovação
  • Tipos de inovação
  • Inovação exponencial
  • Organizações ágeis
  • Cultura organizacional e design thinking
  • Metodologias ágeis
  • Novas formas de trabalho
  • Liderança exponencial e ambidestra
  • Chief Home Officer e como liderar e motivar equipes a distância

Também  abordo temas atuais como accountability, felicidade no trabalho e muito mais. Clique aqui e garanta já a sua vaga em meu novo programa sobre  inovação e liderança. E, caso tenha ficado alguma dúvida, entre em contato no pelo email falecom@mariaaugusta.com.br