Mindset Exponencial

Como desenvolver o mindset exponencial nas organizações?

Para adaptar o modelo de negócio em um mundo cada vez mais desafiador, que se atualiza rapidamente, precisamos desenvolver uma nova forma de pensar, ou um mindset exponencial. Esse tipo de mentalidade tem se mostrado adequada para que as organizações acompanhem as necessidades que enfrentam.

De acordo com o CEO da Shift Thinking, Mark Bonchek, em um artigo na Harvard Business Review, atualmente os negócios precisam ser delineados a partir da capacidade de se criar valores exponenciais. E, sendo assim, apropriar-se do mindset exponencial é o que faz a diferença para uma empresa. 

O fator abre caminhos para a inovação e permite que as organizações acompanhem efetivamente esses novos modelos de se fazer negócios. O contexto atual exige dos profissionais habilidades para superar os obstáculos e adequar-se às mais variadas situações e assuntos. 

Para implementar esse tipo de mentalidade na cultura organizacional, primeiro é necessário entender o conceito do mindset exponencial e como desenvolvê-lo nas organizações. 

O que é mindset exponencial?  

Para compreender melhor o conceito de mindset exponencial podemos pensar em uma analogia com uma linha curva crescente. Imagine que, uma empresa em constante crescimento teria um gráfico com uma linha reta, subindo de forma incremental.  Nem sempre vai muito alto, às vezes sim, mas sempre gradativamente

O mindset exponencial é decorrente da função exponencial e cresce na potência. Por exemplo, 2 na potência 1, 2 na potência 2, 2 na potência 3 e, assim, sucessivamente. O resultado é uma curva ascendente. Mark Bonchek comenta que essa curva permite saber que há um caminho a ser explorado mas não necessariamente enxerga o que existe à frente. 

Sendo assim, uma empresa com essa cultura possui confiança o suficiente para se arriscar no desconhecido e desbravar novos mercados, permitindo com que o planejamento estratégico considere cenários prospectivos e almejados. Diferente de uma previsão estática e linear que estamos acostumados a ver no nosso dia a dia.

Dessa forma, o mindset exponencial estimula uma visão ambiciosa para a empresa, de forma global, exigindo não apenas ações, resoluções e melhorias pontuais, mas mudanças que fazem a empresa alcançar resultados significativos. 

Diferenças entre mindset exponencial e incremental

O que chamamos de mindset incremental ou linear é a forma de agir, onde mudanças acontecem em escala de 1:1.  Ele propõe melhorias nos produtos, serviços e processos sem o uso de tecnologias que impulsionam o crescimento. São pautadas por modelos que consideram o crescimento somente quando conseguem dobrar os seus ativos.

O mindset exponencial considera a tecnologia como aliada. Tecnologias exponenciais dobram sua capacidade a cada 12 a 24 meses. Por isso conseguem crescer sem necessariamente dobrar seus ativos. Com isso, é possível atingir novos patamares de resultados que de uma forma linear não seria possível. Por exemplo: uma tecelagem para dobrar a sua produção tem que dobrar a sua capacidade fabril, com o dobro de máquinas. Por sua vez, uma plataforma digital de e-commerce pode atender o dobro de clientes sem mudar sua estrutura. 

Como funciona o mindset exponencial?

O mindset exponencial atua de diferentes formas a depender do momento em que a empresa se encontra. Para isso precisamos ampliar o suporte da tecnologia que dá base aos processos e serviços oferecidos. Questões como a digitalização e revisão dos processos, adotar metodologias ágeis, rever a forma de liderar promovendo protagonismo entre os colaboradores, são algumas atitudes que podem ser adotadas. 

Ao se considerar mudanças no modelo de negócio para o exponencial, precisamos ampliar a transformação digital para dar suporte às novas demandas e assim criar novas experiências tanto para os colaboradores como para os clientes.  

O pensamento exponencial acelera as mudanças e abre novas possibilidades de gerenciamento, tanto de pessoas como de processos. Precisamos ter suporte da tecnologia para que isso aconteça. Mas precisamos também dar suporte emocional para que as pessoas possam acompanhar essa evolução e saber que tecnologia é apenas um meio. Empresas são feitas por pessoas. 

Você se interessa por esse tipo de conteúdo e acredita que essa forma de pensar pode ser aplicada na cultura da sua empresa? Entre em contato comigo e saiba como desenvolver uma liderança inovadora para implementar o mindset exponencial na sua organização. 

 

Liderança Exponencial

Qual é o perfil de uma Liderança Exponencial?

O líder tende a ter impacto decisivo sobre o futuro de uma organização, performance dos liderados e, sendo assim, é necessário potencializar a forma de gestão. Para isso, é necessário dar propósito ao trabalho da equipe e construir uma visão de futuro a longo prazo. Exatamente para essas questões para as quais a liderança exponencial busca atuar.

Quando olhamos para a história da administração de empresas e liderança a ideia de “eficiência” surge logo de cara e esse é conceito que vem diretamente dos clássicos. Taylor e Fayol, quando na revolução industrial, propuseram uma forma de produção que perpassa a nossa realidade em diversos momentos até hoje. 

Compreendendo que determinado produto funciona no mercado, eles passaram a se perguntar, como produzi-lo, então, da melhor forma possível? Considerando nesse contexto não apenas a qualidade, mas o preço — que idealmente deveria sair mais barato. Quando o produto ou serviço encontrava esse equilíbrio, essa seria a ideia de eficiência. 

Na era exponencial, com o mundo cada vez mais dinâmico, inconstante e incerto, apenas uma liderança que garanta eficiência deixa de ser o suficiente. Passa a ser necessário compreender qual a velocidade e capacidade que um time possui de manter a eficiência em momentos onde o planejamento ideal “sai dos trilhos”. Nesse cenário, a pergunta importante a ser feita deveria ser “o quanto minha empresa e lideranças são adaptáveis?”

Um mercado que reage muito rápido exige que as adaptações sejam constantes e apenas uma liderança exponencial, que sabe engajar e motivar sua equipe é capaz de manter as demandas nos trilhos, independente de esses tais trilhos mudarem inúmeras vezes ao longo do caminho.

O que significa liderança exponencial?

Liderança exponencial é um conceito criado por Lisa Kay Solomon — diretora executiva de práticas transformacionais da Singularity University. Refere-se às situações em que o líder precisa enfrentar momentos de incerteza e, neles, tomar decisões rápidas e eficazes sem prejudicar os resultados.

Nessa dinâmica, são elencados quatro perfis de líderes primordiais com capacidades de trabalhar com imprevistos reduzindo riscos e problemas para empresa e para o time. Antes de falarmos dos perfis especificamente, vamos analisar algumas características em comum que são mais frequentes em bons líderes, de acordo com a “Forbes Technology Council”

  • Adaptar-se e permanecer flexível às possibilidades que surgem ao decorrer do plano de trabalho ideal;
  • Clareza para compreender o que é o foco mais importante em cada determinado momento; 
  • Preocupar-se em trabalhar a inteligência emocional para compreender as pessoas e situações complexas;
  • Mostrar-se um líder disponível para ajudar no que for necessário; 
  • Respeitar e ser respeitado por todos os colaboradores, fornecedores, clientes e todo o ecossistema envolvido com a empresa; 
  • Possuir uma comunicação empática e clara.

Perceba que, na maioria das características citadas, há um elemento em comum que envolve a empatia com as pessoas envolvidas. É importante compreender que uma liderança exponencial baseia-se, também, bastante nas pessoas! Compreender a realidade, contexto e disponibilidade emocional do time o qual você está liderando é essencial para estabelecer um canal de confiança com a equipe. Apenas assim é possível manter a motivação de uma forma positiva e saudável na empresa.

Com isso claro, vamos aos 4 perfis de liderança exponencial definidos pela autora.  

Quais os perfis da liderança exponencial?

Um líder capaz de enfrentar as exigências desse novo momento do mundo, essencialmente deve buscar alinhar os quatro perfis e, assim, utilizar as habilidades de cada um para guiar o futuro da empresa.

Futurista 

Esse primeiro perfil fala de líderes que possuem a capacidade de antecipar eventuais dificuldades de forma consciente e enxergam novas possibilidades. As ferramentas que temos hoje são muito úteis para gerenciar riscos e prever cenários, mas enxergando o futuro como muito mais do que uma nova versão de eventos passados, vemos que existem inúmeras variáveis.

Portanto, o líder futurista deve saber equilibrar o poder de analisar o conhecido e explorar o desconhecido.

Inovador

A inovação é uma das palavras de ordem quando falamos de liderança exponencial. Ser um líder inovador requer coragem de se arriscar e abrir espaço para novas ideias. É importante ressaltar que o líder que “abre espaço” para novas ideias precisa incentivar sua equipe a trabalhar a criatividade e garantir que eles possuam a estrutura e espaço necessários para que isso aconteça de forma eficaz. 

Para o líder inovador a incerteza não é ruim, pelo contrário, é um sinal de que algo ainda pode ser mais bem explorado e experimentado, ou seja, uma oportunidade. Outro ponto bastante importante de se ressaltar é que uma liderança inovadora precisa estar preparada para liderar uma rede de pessoas criativas! Se cortamos essa criatividade, o colaborador passa também a sentir-se desmotivado para trabalhar junto ao time.

Tecnológico 

Todos os dias, cada vez mais rapidamente, surgem novas tecnologias e o líder exponencial tem de estar atento para identificar quais delas podem impactar diretamente sua empresa e o mercado com o qual atua. 

Nesse caso, é necessário que o líder compreenda as ferramentas já existentes para acompanhar com eficácia as tendências tecnológicas que surgem. Isso para, inclusive, poder aplicá-las em sua própria empresa. 

Humanitário

Os líderes exponenciais precisam compreender que suas habilidades de liderança futurista, inovadora e tecnológica culminam em um ponto final que é como determinadas atitudes podem mudar a vida das pessoas. E essa responsabilidade social corporativa do negócio deve fazer parte da missão da empresa. 

Aqui entra também o conceito de transparência, internamente com os colaboradores para que todos sintam-se parte da empresa para a qual trabalham, mas também externamente, para que os potenciais investidores e outras empresas do mercado possam ter acesso à quão sério o trabalho realizado pela sua empresa é. 

Nesse sentido, é necessário desenvolver um ambiente de trabalho significativo, com uma cultura positiva, que promova a equidade, incentive a inclusão e a diversidade e mantenha as pessoas felizes e motivadas.

Gostou do assunto e sente que está pronto para ir ainda mais além em todos esses conceitos? Aproveite, então, o lançamento do meu livro “Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações” e esteja preparado para liderar na era exponencial.

 

Livro Lideranca Inovacao Post

Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações

A inovação é imprescindível e deve permear toda a empresa, independentemente de setor ou da hierarquia organizacional. 

O lançamento do livro “Liderança para a inovação — como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações, publicado pela Editora Alta Books, é o resultado de mais uma década de dedicação a temáticas relacionadas ao empreendedorismo, modelos de negócios e inovação. 

O contato inicial com esses temas se deu durante o mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em que dissertei sobre “Técnicas de criação do conhecimento no desenvolvimento de modelo de negócio”. A defesa foi em 2011, período de muitas mudanças não somente em minha vida, mas também no mercado corporativo. 

Em paralelo ao mestrado, iniciava meu blog com a contribuição do jornalista Rodrigo Lóssio, Diretor da Dialetto — agência de comunicação e marketing para empresas de tecnologia e profissional destacado no ecossistema de inovação de Santa Catarina. 

Com o meu primeiro blog no ar passei a publicar artigos relacionados à minha atuação profissional na época. Ao decorrer do tempo, os temas abordados no blog foram evoluindo à medida em que eu avançava nos estudos sobre Design Thinking, empreendedorismo, modelos de negócio e inovação que me apropriei durante a formação no mestrado. 

Para me consolidar como referência nessas temáticas, dois profissionais foram bem importantes durante esse processo: Maurício Manhães e Renato Nobre. A intensa troca de ideias foi determinante para destacar meu blog em um período em que esse formato de plataforma ainda era incipiente e pouco acessado. O primeiro post dessa versão atualizada do blog foi sobre o tema “Prototipagem, interações e inovação!”. E o que me inspira a retomar essa história é que uma das primeiras palavras indexadas no blog foi “CarroAzul”, devido ao artigo que escrevi sobre a disrupção digital, citando o exemplo da Kodak e sobre como a inovação costuma acontecer nas empresas. 

Desde então, ocorreram muitas mudanças. São quase 200 artigos publicados que são pensados para atender aos interesses dos leitores do meu blog e das redes sociais. E isso tem sido um verdadeiro aprendizado. Aprendizado, porque muitas vezes estou pesquisando sobre determinados assuntos e quero compartilhar sobre eles, mas, se não houvesse leitores interessados, nada adiantaria. É preciso estar onde o público está, por mais clichê que possa parecer.

Nem sempre as mudanças foram fáceis. Afinal, ao preparar aulas, palestras e workshops é natural querer o que surge no dia a dia. Mas a tecnologia evolui, os interesses também e as ferramentas estão disponíveis para que possamos identificar o que o público deseja. Em todos esses anos, o público do meu blog foi se modificando. Inicialmente, publiquei artigos que abordavam Design Thinking e Modelos de Negócios. No entanto, nos últimos anos, percebi que os visitantes do site também estavam interessados em temas como Liderança, Inovação e Cultura Organizacional. E, assim, essas temáticas passaram a compor a programação de conteúdo.

Por que um livro sobre liderança para a inovação? 

Dessa experiência, nasceu meu livro Liderança para Inovação, uma compilação de artigos publicados em meu blog entre 2010 e 2020 e que tiveram melhor desempenho no Google. É um material que visa mapear a transformação cultural para a inovação nas organizações — desde habilidades e processos que precisam ser incorporados na cultura organizacional para promover essa mudança, abordando modelos de negócios inovadores e como as organizações estão se adaptando ao novo contexto exigido nos dias atuais. 

Além disso, proporciona uma reflexão sobre as habilidades necessárias para promover uma liderança e uma cultura de inovação organizacional com ênfase no crescimento sustentável e que possam contribuir para ambientes de trabalho ambidestros: trabalha tanto na eficiência operacional como na inovação e criatividade, com foco nas pessoas, sejam clientes ou a equipe, afinal, tudo é sobre pessoas.

O desejo de escrever um livro sempre existiu. Muitos amigos me incentivaram a escrever o que eu compartilhava nas aulas e palestras. Um dia, percebi a quantidade de material que havia publicado no blog e resolvi compilar todo o conteúdo publicado nesse período, visando mapear a transformação cultural nas organizações.

Portanto, o livro “Liderança Para A Inovação: Como Aprender, Adaptar e Conduzir a Transformação Cultural Nas Organizações” é uma compilação dos artigos que tiveram melhor desempenho no Google e foram pensados a partir da necessidade ou de problemas do público que acompanha minha trajetória profissional. 

Este livro é sobre o trabalho de mais de uma década de dedicação intensa, que contou com a assessoria de excelentes profissionais — do começo até agora —, com destaque para duas, em especial: Rosangela Menezes e Loraine Derewlany. Também é sobre a transformação do meu lado profissional: meus cursos, blog posts, palestras, workshops, conversas, participação em grupos de profissionais do setor, interações em redes sociais e demais pontos de contato, as quais sempre tenho prazer em responder. 

Acrescentei ainda um glossário para palavras e expressões que passaram a fazer parte do vocabulário de quem atua nas áreas abordadas neste livro e links para ainda mais conteúdos, tanto de outros artigos publicados no meu blog quanto para sites, revistas eletrônicas e portais de referência. 

Espero que esse projeto possa contribuir para o seu sucesso e para o sucesso da sua empresa. Afinal, meu propósito é ampliar a capacidade de agir de pessoas e organizações por meio do compartilhamento do conhecimento e da cocriação de soluções que impactam positivamente os resultados, gerando economia de recursos e promovendo a inovação de maneira sustentável. 

Além de mudar o modelo de negócio quantas vezes forem necessárias, precisamos manter o foco no fato de que uma organização é feita por pessoas. São esses talentos que, quando treinados, desenvolvidos e engajados, tornam-se promotores do negócio, criando ambientes de trabalho mais felizes, produtivos e criativos. 

O livro “Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações‘ já está à venda no site da Editora Alta Books e da Amazon. Garanta seu exemplar e esteja preparado para inovar em tempos de mudanças exponenciais.  

Minha gratidão a você que me lê agora e que, de alguma maneira, esteve comigo nessa trajetória.

 

Liderança Exponencial

Liderança Exponencial: o que é e como desenvolver nas organizações

Transformar e adaptar-se não é uma tarefa fácil, mas necessária. Ainda mais em um momento em que as mudanças estão cada vez mais dinâmicas e velozes. Nesse cenário, o posicionamento estratégico corporativo tem exigido lideranças exponenciais, ou seja, líderes que estejam dispostos a inovar, bem como também motivar seus liderados a seguir inovando.

É desafiador pensar que o mundo, impulsionado pelas novas tecnologias e a globalização, está passando por profundas transformações nas últimas duas décadas. A tendência é que esse cenário siga em ritmo acelerado. Sendo assim, as organizações precisam aplicar estratégias para se adaptarem a tais mudanças, adotando um modelo de negócio inovador.

O contexto atual exige líderes que sejam capazes de superar os obstáculos e adequar-se às mais variadas situações e assuntos. Por exemplo, a empresa está atenta às questões da sustentabilidade e governança? Os profissionais que integram o time seguem se capacitando? A empresa está preparada para a próxima crise que exija mudanças rápidas de mindset e dia a dia de trabalho?

Se a resposta para essas questões é positiva, isso demonstra que a organização possui um líder que motiva e engaja o desenvolvimento de sua equipe e tem coragem para ser visionário e estrategista.

Diferença entre lideranças transacionais e exponenciais

Até muito pouco tempo, era comum motivar os funcionários de uma organização apenas através de recompensas ou punições — desconsiderando quaisquer outros elementos necessários para manter os liderados satisfeitos na empresa. Essas características estão presentes em um modelo de liderança transacional.

Neste modelo há pouca inovação, o foco está especialmente na criação de processos que garantam rotinas eficientes. Isso é longe de ser ruim ou “não permitido”, entretanto na era das mudanças exponenciais é necessário reduzir a hierarquia onde a liderança transacional é aplicada, dando espaço para ambientes ágeis que incentivem o protagonismo do colaborador.

A liderança exponencial está atenta ao futuro, mantém as entregas consistentes e com permissão ao erro, sendo a favor de atualizações e melhorias constantes. O foco, nesse caso, é a inspiração. Líderes exponenciais encaram mudanças repentinas de forma menos “centralizadora”, afinal, o time constantemente é incentivado à criatividade.

Cabe destacar que dentro de todas as empresas existem processos, áreas e projetos que precisam de estruturas mais rígidas para que funcionem com toda a precisão necessária. Nesse caso, vale manter líderes transacionais à frente para que haja consistência.

Características de um líder exponencial

Futurista, visionário e inovador, acredita na tecnologia e faz-se humanitário. Esses seriam os adjetivos principais de um líder exponencial. O atual cenário exige de líderes posturas mais abertas e, principalmente, flexíveis. Todas as habilidades citadas acima, podem ser observadas em bons líderes. A grande diferença é que uma liderança exponencial leva-as ao nível máximo. Compreendendo, efetivamente, a influência que elas possuem no sucesso dos negócios.

A seguir, explico como cada uma das habilidades exigidas a uma liderança exponencial impacta positivamente no modelo de negócio de qualquer organização.

Um líder futurista e visionário compreende que novas possibilidades — ainda mais no cenário em que estamos inseridos — podem surgir muito antes do esperado. Não apenas preveem, como levam em consideração essas questões no planejamento.

Atrelado a esse ponto, líderes exponenciais compreendem verdadeiramente que as tecnologias evoluem de forma acelerada e, sendo assim, consideram quais delas – ou como – elas afetam em seus negócios.

Nesse caso, vale destacar que uma boa liderança deverá preocupar-se em capacitar seu time para que eles estejam preparados para atuar com autonomia em busca de melhores resultados para o negócio. Pois ler e aprender sobre as novas possibilidades, sim, é necessário. Mas, se o time não estiver alinhado com o mindset adequado para lidar também com todas essas mudanças, a organização não vai alcançar todo seu potencial inovador.

Agora, um líder humanitário, pressupõe necessariamente que as lideranças estão atentas para questões socioambientais e de governança, compreendendo que toda organização gera impactos através de sua atuação. A questão é o quanto desses impactos são positivos ou negativos e como propor inovações que contribuem para minimizar os impactos negativos.

É característica essencial de um líder exponencial, garantir que ambientes de trabalho transparentes, investimento na capacitação do time, comunicação clara e empática com todos. Iniciativas que tornam um local de trabalho onde todas as partes envolvidas passam a ter espaço para entregarem o melhor de cada um.

Métodos que facilitam a liderança exponencial

Dentro de tantas necessidades de mudança e adaptações, existem algumas formas já bem estruturadas de garantir que o modelo de negócio se mantenha atualizado e entregando valor. Atualizar-se para manter os colaboradores protagonistas de suas atividades, motivados e o time unido, requer estratégias inovadoras. Uma pesquisa feita pela McKinsey, com mais de 2.500 profissionais de empresas dos mais variados segmentos, tamanhos e regiões, apontou que 37% das organizações estão realizando transformações ágeis e outros 4% de fato implementaram completamente tais transformações.

Acesse gratuitamente o infográfico Manifesto ágil para líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações e saiba como aplicar as metodologias ágeis para inovar em condições de mudanças complexas e alta competitividade.

Metodologias ágeis propõem estimular a criatividade, liberdade, descentralização de demandas, comunicação aberta e extrema confiança entre líderes e liderados. E todas essas características estão diretamente relacionadas às lideranças exponenciais.

Locais de trabalho onde o colaborador tem espaço para contribuir com o seu melhor, possui incentivo para sempre seguir se atualizando e estudando, tendem a crescer e manter-se estáveis mesmo em momentos de crise. Dessa forma, encarar desafios passa a ser um trabalho feito com a colaboração de todo time.

 

 

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Pesquisa aponta os principais desafios da liderança para 2021

Não há uma ciência perfeita por trás da liderança. Por mais que possa parecer tentador se ater a apenas um conceito, a verdade é que a busca por conhecimento e a superação de desafios são o que mantém os líderes vivos. Afinal, se a inovação é o caminho, a resposta não estará em permanecer com os mesmos processos do passado e se contentar somente com o presente. Por isso, entender quais são os desafios da liderança para o próximo ano é tão valioso. 

Sabemos que 2020 trouxe um cenário completamente diferente do que estávamos acostumados. Longe de qualquer previsão. Inúmeras mudanças foram realizadas, outras estão em andamento e, certamente, muitas permanecerão independente da pandemia do novo coronavírus. Pensando nisso,  ouvimos alguns consultores, analistas, CEOs, business partners, coordenadores, pesquisadores e estudantes das áreas de Liderança e de Inovação.

Para entender quais serão os principais desafios para 2021 foram consultados mais de 60 profissionais, pesquisadores e estudantes que estão conectados de alguma maneira com  Liderança e Inovação. Os entrevistados responderam questões sobre o impacto da pandemia na liderança, os desafios enfrentados em 2020 por conta desse cenário e quais os ensinamentos que deverão levar para 2021.

Além disso, também falaram sobre as principais habilidades para 2021, o maior desafio dos líderes para o próximo ano e o que precisam aprender para superá-lo. Você pode acessar o material “Os principais desafios da liderança para 2021aqui. 

Checklist dos principais desafios da liderança 

Com base na pesquisa, elaboramos um material que além de mostrar as tendências apontadas pelos especialistas, também faz um checklist daquilo que os líderes precisam estar atentos para 2021.

Entre os desafios apontados estão:

  • liderança e gestão do trabalho remoto; 
  • construção e exercício da confiança;
  • agilidade e flexibilidade da liderança; 
  • humanização e horizontalidade das relações; 
  • gestão do tempo; 
  • engajamento da equipe aos objetivos;
  • necessidade de reinvenção, produção e de gestão do conhecimento; 
  • liderança inspiracional e acolhedora; 
  • entre outros.

O checklist  “Os principais desafios da liderança para 2021” traz os itens que foram unanimidade em cada pergunta, além de mostrar que nenhum líder está sozinho. Os desafios da liderança são inúmeros, mas há muitos que estão enfrentando a mesma situação e, por isso, há bastante conhecimento para ser gerado e compartilhado a partir disso. 

Quer conversar mais sobre o assunto? Deixe um comentário! Na sua visão, qual será o principal desafio da liderança em 2021? 

 

negocios inovadores

Quais são os modelos de negócios inovadores que surgiram na pandemia

A pandemia do coronavírus fez com que as empresas precisassem repensar diversos pontos que sustentavam seus negócios. Diante dos bloqueios, do distanciamento e de outras normas que alteraram o que, até então, era rotineiro, muitas delas precisaram fechar fisicamente suas portas e lidar com as novas prioridades e contexto dos seus consumidores. Essencialmente, o mundo não era mais o mesmo. Por sua vez, a maneira de fazer negócios e os interesses do público também sofreram mudanças. Por isso, modelos de negócios inovadores se fizeram não só necessários, mas urgentes. 

Foi preciso entender qual era o valor que estava sendo gerado e se ele era condizente com aquilo que os consumidores necessitavam e queriam. Já que todos estavam refletindo tanto sobre o que consumiam quanto a respeito da forma como consumiam. Também os próprios colaboradores e processos internos tiveram que ter uma atenção especial, pois foi fundamental reorganizar a estrutura e enxergar as equipes e suas ofertas a partir de um novo olhar.

Com isso, muito se fez, muito se criou. Inclusive, modelos de negócios inovadores. Conheça um pouco mais daquilo que surgiu, foi transformado ou acelerado em virtude da pandemia.

Modelos de negócios inovadores: empresas que se reinventaram 

Replanejar e adotar modelos de negócios inovadores se mostraram duas habilidades primordiais para as empresas durante a pandemia do coronavírus. Mais do que inovar, em muitos casos, foi preciso mudar radicalmente. Reajustando ou transformando completamente. Fato é que muitos precisaram passar por um processo de reconstrução. E alguns negócios fizeram isso muito bem, com criatividade. 

1. Hotel de luxo sem sair de casa 

Proporcionar a experiência de estar em um hotel, porém, sem precisar entrar em um avião e viajar. Ou, até mesmo, sem sair de casa. Entre os modelos de negócios inovadores que surgiram na pandemia, está a mudança realizada pelo Mandarin Oriental Hotel Group, um dos exemplos citados em “5 businesses that pivoted to new business models creatively during the pandemic”, da Fortune. Criativamente, eles utilizaram das instalações e serviços que já possuíam e redirecionaram para uma nova necessidade que surgiu diante de um novo público. Assim, em vez de focar em atrair os turistas, eles se concentraram em pessoas da sua própria cidade.

Assim, se você quer dar uma pausa na rotina e passar um período aproveitando as comodidades de um hotel de luxo, não precisa percorrer grandes distâncias. Se houver um hotel do grupo na cidade, basta fazer o check-in em um programa específico e usufruir de benefícios como café da manhã, garrafas de vinho e créditos em compras.

Além disso, caso não queira nem se hospedar, em alguns locais, a pessoa pode simplesmente ligar e solicitar o serviço de quarto em sua própria casa. Eles levam comida, suprimentos de spa e outras mercadorias. É uma nova experiência de um hotel de luxo.

2. Uma nova forma de fazer eventos

O setor de produção de eventos foi um dos que tiveram um grande impacto durante a pandemia do coronavírus. Com as recomendações de distanciamento em vigor, diversas empresas precisaram pensar em novas soluções e pivotar seus negócios. Um exemplo é a Festalab, startup de São Paulo, com foco na produção de eventos. A solução da startup se propõe a organizar tudo virtualmente, com direito a convite e confirmação de presença.

No entanto, a pandemia derrubou em cerca de 80% a receita da Festalab. Para sobreviver ao momento e diversificar as ofertas, eles elaboraram novas linhas de receita. Fizeram uma parceria com uma plataforma de videoconferência para organizar festas online, trazendo para o digital tudo o que era antes feito no físico. 

Outro exemplo é a mobLee, startup catarinense especializada em criar aplicativos para eventos corporativos e feiras de negócios. Por conta do isolamento, a startup desenvolveu uma plataforma online em que os participantes conseguem assistir mesas redondas e palestras, participar do happy hour e fazer networking, como em uma rede social fechada. Tudo 100% virtual. 

3. Tecnologia antiviral 

Entre as startups brasileiras, um dos cases de sucesso é a Insider Store que, durante a pandemia, pivotou sua atividades. Anteriormente, os dois sócios focavam na venda de camisetas e moda íntima antibacterianas. No entanto, por conta da demanda de peças que também pudessem auxiliar no combate ao coronavírus e passassem mais segurança aos usuários, a startup desenvolveu uma linha de máscaras e camisetas antivirais. 

As peças são produzidas com tecidos tratados com íons de prata que conseguem inativar vários tipos de vírus em até 5 minutos, com uma eficácia de 99,9%.  

Novas formas de ver e se organizar 

Em “How Businesses Have Successfully Pivoted During the Pandemic”, Mauro F. Guillén,  professor da Wharton School, avalia que muitas empresas estão lidando com a crise se baseando em modelos de negócios inovadores que conduzem à sobrevivência de curto prazo, juntamente com resiliência e crescimento de longo prazo. Por isso, pivotar tem se mostrado um movimento que consegue criar valor para consumidor e organização.

Neste sentido, utiliza como exemplo o Spotify, líder em streaming de música. Na teoria, com os ouvintes em casa e procurando por entretenimento, parecia um negócio que possuía tudo que era preciso para funcionar em meio a pandemia. Porém, a empresa sueca precisou superar o seguinte problema: o que era gerado a partir dos anúncios escutados pelos usuários gratuitos. 

Com a pandemia, muitos anunciantes cortaram seus orçamentos. A saída do Spotify foi a oferta de conteúdo original, no formato podcast. Artistas e usuários fizeram o upload de milhares de podcasts somente em um mês, além da empresa assinar acordos exclusivos de podcasts com celebridades e realizar curadoria de playlists. 

Mas, nem todos os pivôs ou testes são bem-sucedidos. Para que eles funcionem, Guillén recomenda três condições:

  • alinhamento da empresa com tendências de longo prazo criadas ou intensificadas pelo contexto, como trabalho remoto, distanciamento social e uso aprimorado de tecnologia; 
  • ser uma extensão natural de capacidades existente da empresa, consolidando uma intenção estratégica;
  • oferecer um caminho sustentável para a lucratividade, que preserva e aumenta o valor da marca para os consumidores.

Com isso, é possível fortalecer modelos de negócios inovadores que prosperarão frente a particularidades de uma nova realidade, como o home office ou “anywhere”, inteligência artificial e novas tecnologias, distanciamento e introspecção do consumidor e outras características que a pandemia influenciará no pós-normal

Quer saber mais sobre modelos de negócios inovadores e como as empresas podem construí-los? Deixe um comentário ou entre em contato!