Livro Lideranca Inovacao Post

Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações

A inovação é imprescindível e deve permear toda a empresa, independentemente de setor ou da hierarquia organizacional. 

O lançamento do livro “Liderança para a inovação — como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações'', publicado pela Editora Alta Books, é o resultado de mais uma década de dedicação a temáticas relacionadas ao empreendedorismo, modelos de negócios e inovação. 

O contato inicial com esses temas se deu durante o mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em que dissertei sobre “Técnicas de criação do conhecimento no desenvolvimento de modelo de negócio''. A defesa foi em 2011, período de muitas mudanças não somente em minha vida, mas também no mercado corporativo. 

Em paralelo ao mestrado, iniciava meu blog com a contribuição do jornalista Rodrigo Lóssio, Diretor da Dialetto — agência de comunicação e marketing para empresas de tecnologia e profissional destacado no ecossistema de inovação de Santa Catarina. 

Com o meu primeiro blog no ar passei a publicar artigos relacionados à minha atuação profissional na época. Ao decorrer do tempo, os temas abordados no blog foram evoluindo à medida em que eu avançava nos estudos sobre Design Thinking, empreendedorismo, modelos de negócio e inovação que me apropriei durante a formação no mestrado. 

Para me consolidar como referência nessas temáticas, dois profissionais foram bem importantes durante esse processo: Maurício Manhães e Renato Nobre. A intensa troca de ideias foi determinante para destacar meu blog em um período em que esse formato de plataforma ainda era incipiente e pouco acessado. O primeiro post dessa versão atualizada do blog foi sobre o tema “Prototipagem, interações e inovação!”. E o que me inspira a retomar essa história é que uma das primeiras palavras indexadas no blog foi “CarroAzul”, devido ao artigo que escrevi sobre a disrupção digital, citando o exemplo da Kodak e sobre como a inovação costuma acontecer nas empresas. 

Desde então, ocorreram muitas mudanças. São quase 200 artigos publicados que são pensados para atender aos interesses dos leitores do meu blog e das redes sociais. E isso tem sido um verdadeiro aprendizado. Aprendizado, porque muitas vezes estou pesquisando sobre determinados assuntos e quero compartilhar sobre eles, mas, se não houvesse leitores interessados, nada adiantaria. É preciso estar onde o público está, por mais clichê que possa parecer.

Nem sempre as mudanças foram fáceis. Afinal, ao preparar aulas, palestras e workshops é natural querer o que surge no dia a dia. Mas a tecnologia evolui, os interesses também e as ferramentas estão disponíveis para que possamos identificar o que o público deseja. Em todos esses anos, o público do meu blog foi se modificando. Inicialmente, publiquei artigos que abordavam Design Thinking e Modelos de Negócios. No entanto, nos últimos anos, percebi que os visitantes do site também estavam interessados em temas como Liderança, Inovação e Cultura Organizacional. E, assim, essas temáticas passaram a compor a programação de conteúdo.

Por que um livro sobre liderança para a inovação? 

Dessa experiência, nasceu meu livro Liderança para Inovação, uma compilação de artigos publicados em meu blog entre 2010 e 2020 e que tiveram melhor desempenho no Google. É um material que visa mapear a transformação cultural para a inovação nas organizações — desde habilidades e processos que precisam ser incorporados na cultura organizacional para promover essa mudança, abordando modelos de negócios inovadores e como as organizações estão se adaptando ao novo contexto exigido nos dias atuais. 

Além disso, proporciona uma reflexão sobre as habilidades necessárias para promover uma liderança e uma cultura de inovação organizacional com ênfase no crescimento sustentável e que possam contribuir para ambientes de trabalho ambidestros: trabalha tanto na eficiência operacional como na inovação e criatividade, com foco nas pessoas, sejam clientes ou a equipe, afinal, tudo é sobre pessoas.

O desejo de escrever um livro sempre existiu. Muitos amigos me incentivaram a escrever o que eu compartilhava nas aulas e palestras. Um dia, percebi a quantidade de material que havia publicado no blog e resolvi compilar todo o conteúdo publicado nesse período, visando mapear a transformação cultural nas organizações.

Portanto, o livro “Liderança Para A Inovação: Como Aprender, Adaptar e Conduzir a Transformação Cultural Nas Organizações” é uma compilação dos artigos que tiveram melhor desempenho no Google e foram pensados a partir da necessidade ou de problemas do público que acompanha minha trajetória profissional. 

Este livro é sobre o trabalho de mais de uma década de dedicação intensa, que contou com a assessoria de excelentes profissionais — do começo até agora —, com destaque para duas, em especial: Rosangela Menezes e Loraine Derewlany. Também é sobre a transformação do meu lado profissional: meus cursos, blog posts, palestras, workshops, conversas, participação em grupos de profissionais do setor, interações em redes sociais e demais pontos de contato, as quais sempre tenho prazer em responder. 

Acrescentei ainda um glossário para palavras e expressões que passaram a fazer parte do vocabulário de quem atua nas áreas abordadas neste livro e links para ainda mais conteúdos, tanto de outros artigos publicados no meu blog quanto para sites, revistas eletrônicas e portais de referência. 

Espero que esse projeto possa contribuir para o seu sucesso e para o sucesso da sua empresa. Afinal, meu propósito é ampliar a capacidade de agir de pessoas e organizações por meio do compartilhamento do conhecimento e da cocriação de soluções que impactam positivamente os resultados, gerando economia de recursos e promovendo a inovação de maneira sustentável. 

Além de mudar o modelo de negócio quantas vezes forem necessárias, precisamos manter o foco no fato de que uma organização é feita por pessoas. São esses talentos que, quando treinados, desenvolvidos e engajados, tornam-se promotores do negócio, criando ambientes de trabalho mais felizes, produtivos e criativos. 

O livro “Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações'' já está à venda no site da Editora Alta Books e da Amazon. Garanta seu exemplar e esteja preparado para inovar em tempos de mudanças exponenciais.  

Minha gratidão a você que me lê agora e que, de alguma maneira, esteve comigo nessa trajetória.

 

Sustentabilidade Corporativa

O que é e como aplicar a sustentabilidade corporativa na sua organização

A sustentabilidade corporativa é iniciativa adotada por empresas que implementam práticas sustentáveis na rotina organizacional, gerando impacto positivo ao seu entorno. A temática vem sendo amplamente debatida e, nos últimos anos, ganhou ainda mais destaque devido aos incentivos para adotar parâmetros de responsabilidade social corporativa. Desde 2015, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propõem que práticas relacionadas à sustentabilidade sejam protagonistas nas organizações; assim como os princípios de investimentos responsáveis inaugurados pelas Nações Unidas em 2006. 

As organizações ao redor do mundo são responsáveis por impactar ecossistemas inteiros, além de contribuir para acelerar as mudanças climáticas, desmatamento, e diversas outras questões que precisam ser debatidas em prol de mudanças benéficas para a sociedade como um todo. 

Dessa forma, os modelos de negócios precisaram se reinventar, buscando soluções inovadoras para reduzir impactos ambientais, garantindo uma utilização mais inteligente e estratégica de recursos naturais. Além disso, empresas vêm investindo em recursos de natureza socioeconômica na intenção de um maior aproveitamento de matéria-prima e redução de gastos. Surge, assim, a sustentabilidade corporativa, conceito que propõe ajustar os modelos de negócios das organizações para que se mantenham competitivas no cenário atual. 

Qual o objetivo da sustentabilidade corporativa?  

A sustentabilidade corporativa torna os processos mais dinâmicos a fim de otimizar o uso de recursos, sejam naturais como também humanos. Isso, para que as organizações tornem-se mais relevantes, lucrativas e eficientes levando em consideração o impacto socioambiental causado pelas atividades realizadas.

A iniciativa mostra-se uma ferramenta importante para o sucesso das organizações, porque ajuda não somente a reduzir impactos ambientais, mas também custos de produção, assim como atrair investimentos de interesse social, geração de valor socioeconômico para o negócio e atrair e motivar talentos. Pesquisas mostram que as pessoas tendem a querer cada vez mais comprar de empresas que se mostraram interessadas em incorporar a sustentabilidade corporativa na cultura organizacional. 

Outro ponto importante que circunda ações de sustentabilidade corporativa é o marketing social positivo que a pauta gera em torno do negócio. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos em parceria com Instituto Ayrton Senna, ESPM e Cause revelou que 78% dos brasileiros esperam que as empresas de hoje invistam mais em causas do que costumava-se investir no passado. Outro dado da pesquisa aponta que 84% das pessoas se dizem totalmente favoráveis ao marketing de causa e que isso, inclusive, ajuda a fortalecer as ações que estão em pauta. Para que uma empresa seja considerada "cidadã", deve em primeiro lugar, adotar iniciativas que contribuem para reduzir impacto socioambiental.

Sustentabilidade corporativa e ESG  

O termo ESG, do inglês Environmental, Social and Governance, diz respeito ao conjunto de práticas e informações socioambientais e de governança que apoiam a tomada de decisão nas organizações para orientar investimentos, ações e projetos priorizando a sustentabilidade corporativa.

Nesse contexto, a sustentabilidade corporativa engloba uma variedade de iniciativas que vão de valor compartilhado, relatórios de sustentabilidade até o ESG. A integração de questões ambientais, sociais e de governança na rotina organizacional é indispensável para investimentos do mercado financeiro. 

Saber comunicar-se com o mercado e parceiros estratégicos que possam ser relevantes para o seu negócio é de extrema relevância. Isso porque, seu negócio se mostra inovador e atento às necessidades do mercado. 

Como tornar-se uma empresa sustentável?  

Existem inúmeras formas práticas para implementar a sustentabilidade corporativa em seu negócio. Lembre-se que o grande objetivo é conscientizar os colaboradores e consumidores de seus produtos ou serviços a respeito do assunto. Sem deixar de pensar em quais ações sua empresa vem tomando para que seja de fato considerada sustentável.

  1. Transparência: Esse é um fator chave e discutido em diversos espectros da empresa.  É importante que a empresa seja sincera não só com o consumidor, mas também com seus funcionários. Segundo Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, “Hoje, não há mais espaço para greenwashing, aquela maquiagem de sustentabilidade em que a empresa tem um discurso que finge que se importa com essas questões e na prática é diferente”.
  2. Invista em parceiros estratégicos: Nem sempre seu negócio terá como resolver todos os problemas envolvendo o ambiente ao seu redor, mas inúmeros projetos, iniciativas, associações, organizações já fazem esse importante trabalho! Portanto, vale pensar na possibilidade de investir parte dos recursos da empresa em projetos de impacto socioambiental.
  3. Alinhe sua empresa aos ODS: para alinhar sua empresa aos ODS, deve começar tornando a sua empresa uma signatária do Pacto Global. Para isso, acesse o site oficial da ONU, procure escritórios próximos e assine um termo de compromisso sobre a Agenda 2030, confirmando que a sua empresa está disposta a colaborar com os ODS.
  4. Ecoeficiência: Diminua a quantidade de recursos utilizados na linha de produção, isso reduzirá custos desnecessários, assim como o direcionamento adequado de  dejetos e melhor aproveitamento de matéria prima.
  5. Invista em conhecimento:  Adote a cultura ecofriendly, e incentive colaboradores e parceiros a adotarem práticas sustentáveis, estimulando a sustentabilidade em toda a cadeia de consumo.

Assista o Webinar Modelos de Negócios na Economia Sustentável com base no ESG, em que conversei com Beatriz Arbex sobre boas práticas ESG nos negócios e o movimento que não é apenas uma tendência, mas uma nova realidade. 

 

Deixe seus comentários e suas impressões e experiências vividas neste campo do conhecimento.

 

 

Ambidestria Corporativa

Ambidestria Corporativa: características das organizações ambidestras

O conceito de ambidestria corporativa ganha cada vez mais destaque em organizações que já vêm passando por uma jornada de transformação cultural para a inovação. O método refere-se à habilidade das corporações investirem em capital humano e recursos em projetos pioneiros e inovadores, sem deixar de dar atenção a uma gestão eficaz para que as operações não sejam comprometidas. 

Com a intensa transformação digital, as empresas são obrigadas a acompanhar as mudanças exponenciais e inovar para se manterem competitivas. Nesse contexto, muitas empresas focam em inovação, novos processos e ferramentas, mas não se atentam em manter a excelência operacional. 

A ambidestria corporativa assegura conciliar a eficiência de novos modelos de negócio, processos inovadores e acompanhar as mudanças do mundo ao mesmo tempo em que o modelo de negócio tradicional é fortalecido. Para isso, é necessário promover uma liderança e uma cultura organizacional com ênfase no crescimento sustentável e que estimule o desenvolvimento de ambientes de trabalho ambidestros, trabalhando tanto na eficiência operacional como na inovação e criatividade, com foco nas pessoas.

Por que devo me atentar à ambidestria corporativa? 

De um lado há a supervisão e manutenção do modelo de negócio tradicional, para garantir que a base da empresa siga sólida. De outro, espaço para ideias inovadoras, disruptivas e que acompanham as mudanças que o mundo do trabalho exige.

Com a ambidestria organizacional, a busca pela excelência operacional caminha em paralelo com a inovação. Compreendemos que é impossível inovar e criar produtos exclusivos, que atendam às demandas do novo perfil de consumidor, sem estimular que os colaboradores e gestores tenham um olhar apurado para o futuro. 

Da mesma forma, para que isso seja feito sem desestruturar o que já foi construído, não se pode negligenciar os processos já existentes que garantem a saúde financeira da empresa e a estabilidade do negócio. Na prática: enquanto uma área fica responsável por garantir a eficiência operacional, a outra abre espaço para a inovação.

Imagine o salto enorme que sua empresa pode realizar quando compreende que é possível garantir a qualidade e o padrão do que já vem sendo feito ao mesmo tempo que investe em novos produtos ou serviços, utilizando melhor os recursos disponíveis. 

Quais as características de empresas ambidestras? 

A palavra de ordem aqui é equilíbrio. Excelência operacional e inovação sendo aplicadas de forma alinhada, mantendo o olhar para as necessidades do presente, sem deixar de se preparar para o futuro

É importante ressaltar também que não existe apenas uma forma de adotar o conceito em sua organização. Mas antes de falarmos disso, precisamos nos atentar à características primordiais de empresas ambidestras: 

  1. Você já sabe em que momento sua empresa está quando se trata de gestão, desempenho e suporte aos colaboradores? É necessário que os líderes tenham uma noção qualitativa e quantitativa em torno dessas questões da empresa. Apenas assim, você terá mais efetividade em compreender quais mudanças precisam ser feitas para levar sua empresa em direção ao alto desempenho.
  2. Empresas ambidestras constroem a possibilidade de que todos os colaboradores sigam investindo no autodesenvolvimento e se atualizando. Além disso, garantem que todos os níveis da empresa desde líderes à liderados compreendam o que significa, como funciona e qual o papel dele dentro da ambidestria corporativa.
  3. É importante aplicar alterações e inovar processos aos poucos, um por vez. Isso, para garantir a consistência de tudo o que está sendo feito. Quanto mais consistentemente elas forem, mais fácil será para todos da empresa compreenderem e acompanharem as mudanças que estão sendo aplicadas.

Tendo isso bastante claro, podemos compreender quais os diferentes modelos de ambidestria corporativa para incorporar nas organizações:

Modelos de ambidestria corporativa

Ambidestria Estrutural

Nesse modelo, duas equipes trabalham separadamente. Muitas vezes, inclusive fisicamente. Mas no caso da normalização cada vez maior do trabalho remoto, faz sentido pensarmos também na divisão dessa estrutura entre diferentes squads (departamentos/grupos) da empresa. 

Uma delas tem  foco em garantir a eficiência operacional, já a outra está voltada à inovação. Essa divisão demarcada é uma das iniciativas que permite que duas realidades consideradas opostas coexistam de forma saudável na empresa.

Ambidestria Cíclica

Outro modelo é a Ambidestria Cíclica. Nesse caso, uma única equipe trabalha focada em inovação durante um período determinado, depois muda o foco para a excelência operacional durante um período definido. Formando assim, um ciclo de processos por um período de tempo determinado. 

Esse processo, diferente do anterior, exige ainda mais maturidade do time como um todo. Isso porque, pode ser bastante desafiador fazer a transição entre modelos de gestão a cada troca de ciclo. Por outro lado, nessa forma de ambidestria corporativa os funcionários tendem a ter mais interação entre uns e outros.

Ambidestria Simultânea ou Contextual

Por fim, a ambidestria simultânea exige que os colaboradores sejam capazes de entender e exercer ambas as partes de maneira simultânea. Ou seja, não há divisão de equipe. Todos são responsáveis por manter os processos tradicionais enraizados ao mesmo passo em que olham para o futuro, buscando a inovação. 

É importante no processo de implementação da Ambidestria Corporativa contar com lideranças inovadoras preparadas para garantir investimento em inovação, sem comprometer os resultados esperados.

Sua empresa está pronta para implementar a Ambidestria Corporativa? Conheça os Workshops in Company disponíveis para contribuir com a inovação na sua organização. Neles, há cursos sobre Liderança para Inovação, Metodologias Ágeis, Organizações Exponenciais e Design Thinking. Acesse aqui e saiba mais. 

 

Liderança Exponencial

Liderança Exponencial: o que é e como desenvolver nas organizações

Transformar e adaptar-se não é uma tarefa fácil, mas necessária. Ainda mais em um momento em que as mudanças estão cada vez mais dinâmicas e velozes. Nesse cenário, o posicionamento estratégico corporativo tem exigido lideranças exponenciais, ou seja, líderes que estejam dispostos a inovar, bem como também motivar seus liderados a seguir inovando.

É desafiador pensar que o mundo, impulsionado pelas novas tecnologias e a globalização, está passando por profundas transformações nas últimas duas décadas. A tendência é que esse cenário siga em ritmo acelerado. Sendo assim, as organizações precisam aplicar estratégias para se adaptarem a tais mudanças, adotando um modelo de negócio inovador.

O contexto atual exige líderes que sejam capazes de superar os obstáculos e adequar-se às mais variadas situações e assuntos. Por exemplo, a empresa está atenta às questões da sustentabilidade e governança? Os profissionais que integram o time seguem se capacitando? A empresa está preparada para a próxima crise que exija mudanças rápidas de mindset e dia a dia de trabalho?

Se a resposta para essas questões é positiva, isso demonstra que a organização possui um líder que motiva e engaja o desenvolvimento de sua equipe e tem coragem para ser visionário e estrategista.

Diferença entre lideranças transacionais e exponenciais

Até muito pouco tempo, era comum motivar os funcionários de uma organização apenas através de recompensas ou punições — desconsiderando quaisquer outros elementos necessários para manter os liderados satisfeitos na empresa. Essas características estão presentes em um modelo de liderança transacional.

Neste modelo há pouca inovação, o foco está especialmente na criação de processos que garantam rotinas eficientes. Isso é longe de ser ruim ou "não permitido", entretanto na era das mudanças exponenciais é necessário reduzir a hierarquia onde a liderança transacional é aplicada, dando espaço para ambientes ágeis que incentivem o protagonismo do colaborador.

A liderança exponencial está atenta ao futuro, mantém as entregas consistentes e com permissão ao erro, sendo a favor de atualizações e melhorias constantes. O foco, nesse caso, é a inspiração. Líderes exponenciais encaram mudanças repentinas de forma menos "centralizadora", afinal, o time constantemente é incentivado à criatividade.

Cabe destacar que dentro de todas as empresas existem processos, áreas e projetos que precisam de estruturas mais rígidas para que funcionem com toda a precisão necessária. Nesse caso, vale manter líderes transacionais à frente para que haja consistência.

Características de um líder exponencial

Futurista, visionário e inovador, acredita na tecnologia e faz-se humanitário. Esses seriam os adjetivos principais de um líder exponencial. O atual cenário exige de líderes posturas mais abertas e, principalmente, flexíveis. Todas as habilidades citadas acima, podem ser observadas em bons líderes. A grande diferença é que uma liderança exponencial leva-as ao nível máximo. Compreendendo, efetivamente, a influência que elas possuem no sucesso dos negócios.

A seguir, explico como cada uma das habilidades exigidas a uma liderança exponencial impacta positivamente no modelo de negócio de qualquer organização.

Um líder futurista e visionário compreende que novas possibilidades — ainda mais no cenário em que estamos inseridos — podem surgir muito antes do esperado. Não apenas preveem, como levam em consideração essas questões no planejamento.

Atrelado a esse ponto, líderes exponenciais compreendem verdadeiramente que as tecnologias evoluem de forma acelerada e, sendo assim, consideram quais delas - ou como - elas afetam em seus negócios.

Nesse caso, vale destacar que uma boa liderança deverá preocupar-se em capacitar seu time para que eles estejam preparados para atuar com autonomia em busca de melhores resultados para o negócio. Pois ler e aprender sobre as novas possibilidades, sim, é necessário. Mas, se o time não estiver alinhado com o mindset adequado para lidar também com todas essas mudanças, a organização não vai alcançar todo seu potencial inovador.

Agora, um líder humanitário, pressupõe necessariamente que as lideranças estão atentas para questões socioambientais e de governança, compreendendo que toda organização gera impactos através de sua atuação. A questão é o quanto desses impactos são positivos ou negativos e como propor inovações que contribuem para minimizar os impactos negativos.

É característica essencial de um líder exponencial, garantir que ambientes de trabalho transparentes, investimento na capacitação do time, comunicação clara e empática com todos. Iniciativas que tornam um local de trabalho onde todas as partes envolvidas passam a ter espaço para entregarem o melhor de cada um.

Métodos que facilitam a liderança exponencial

Dentro de tantas necessidades de mudança e adaptações, existem algumas formas já bem estruturadas de garantir que o modelo de negócio se mantenha atualizado e entregando valor. Atualizar-se para manter os colaboradores protagonistas de suas atividades, motivados e o time unido, requer estratégias inovadoras. Uma pesquisa feita pela McKinsey, com mais de 2.500 profissionais de empresas dos mais variados segmentos, tamanhos e regiões, apontou que 37% das organizações estão realizando transformações ágeis e outros 4% de fato implementaram completamente tais transformações.

Acesse gratuitamente o infográfico Manifesto ágil para líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações e saiba como aplicar as metodologias ágeis para inovar em condições de mudanças complexas e alta competitividade.

Metodologias ágeis propõem estimular a criatividade, liberdade, descentralização de demandas, comunicação aberta e extrema confiança entre líderes e liderados. E todas essas características estão diretamente relacionadas às lideranças exponenciais.

Locais de trabalho onde o colaborador tem espaço para contribuir com o seu melhor, possui incentivo para sempre seguir se atualizando e estudando, tendem a crescer e manter-se estáveis mesmo em momentos de crise. Dessa forma, encarar desafios passa a ser um trabalho feito com a colaboração de todo time.

 

 

Squads E Liderança

Entenda como squads e liderança se complementam para tornar sua empresa ágil

Gestores que adotam a cultura ágil, promovendo um novo modelo de gestão dentro das organizações buscando inovação, já estão familiarizados com o termo Squads, que é  um sistema de estruturação de trabalho de equipes autônomas e multidisciplinares, com profissionais de diferentes áreas que se unem para atingir um objetivo específico da empresa – em um curto ou médio prazo.

Para que esta forma de trabalho funcione de forma efetiva, é necessário definir a cada "squad" um objetivo em comum, seja do setor ou da organização. Assim como, organizar as pessoas de acordo com os projetos específicos de trabalho e não por área de atuação.

Implementar novas formas de trabalho, como a organização de equipes por squads para aumentar a colaboração garante o funcionamento dos times mesmo à distância, e mantém as equipes engajadas, resultando em entregas de alto valor.

Para que a iniciativa seja bem-sucedida, é preciso promover autonomia, confiança e liberdade criativa para os colaboradores. Isso porque, essa mudança de mentalidade é essencial para que os squads funcionem, afastando das lideranças o microgerenciamento enquanto proporciona maior rapidez — e criatividade — nas entregas.

Assista ao Webinar em que converso com Ricardo Vandré sobre confiança entre integrantes de times que estão trabalhando de qualquer lugar.

Neste artigo, entenda como Squads e liderança se complementam para tornar sua empresa ágil.

Definição de objetivos em comum para todos

Definir o direcionamento para que todos os colaboradores caminhem rumo a um objetivo em comum é a maneira mais eficaz de gerenciar de maneira objetiva e sem desperdícios. Para implementar os Squads é imprescindível investir em uma  liderança inovadora, além de proporcionar ambientes de trabalho seguros e saudáveis que estimulem a confiança e autonomia entre líderes e liderados.

A principal vantagem desse modelo de trabalho é garantir agilidade nos processos de concepção de produto e solução de problemas. Isso porque, cada projeto conta com pessoas com formações diferentes, experiências que se complementam e conhecimentos que agregam valor à entrega.

Como funcionam os squads?

Squad é um termo em inglês que significa esquadrão ou pelotão, que designa a formação de pequenos grupos de trabalho, com um objetivo em comum para resolver uma demanda específica, com data para começar e um prazo para terminar. O uso mais conhecido, e também a origem dos Squads, está relacionado a empresas de desenvolvimento de softwares, pensando no ganho de agilidade de entrega do produto.

Organizações inovadoras como a empresa de streaming de música Spotify, é uma das pioneiras na aplicação do Squad. O Nubank, considerada a maior startup da América Latina, também adota esse modelo de organização de times. O modelo de microserviços usado no backend desde o início da empresa aliado a uma forte cultura de pessoas e processos, que preza pela autonomia e confiança, tornou viável a aplicação dos Squads.

A proposta do squad é facilitar o fluxo de trabalho organizando as pessoas por projeto. Para que o fluxo de trabalho funcione ainda melhor, nos squads não existe liderança definida, o modelo de trabalho é o mais horizontal possível. No geral, os times são compostos por cerca de 8 a 10 pessoas. São grupos menores justamente para facilitar a interação e a solução de problemas. Entre os benefícios desse sistema de estruturação de trabalho para a sua empresa, podemos destacar:

  • Mantém a motivação e engajamento do time

Cada squad possui um objetivo e uma entrega de valor, mantendo a motivação e engajamento do time.

  • Promove boa gestão de pessoas

Os Squads permitem organizar as pessoas de acordo com os projetos que elas trabalham, e não por área de formação, focando no aumento da produtividade, gestão e acompanhamento de projetos e a satisfação dos colaboradores.

O squad funciona para todas as empresas?

Caso o conceito de Squads não se aplique à realidade da sua empresa, há outras maneiras de consolidar Agile no dia a dia da organização. Como por exemplo, utilizar ferramentas que facilitam a implantação de metodologias ágeis. Implementar uma cultura ágil na organização é essencial para gerenciar e entender a performance de times.

Ferramentas que facilitam a metodologia ágil

Nos Squads, os colaboradores têm autonomia para determinar qual metodologia ágil de será utilizada, como por exemplo Scrum, OKR, Kanban, entre outras ferramentas que forem necessárias para alcançar o resultado esperado.

As metodologias ágeis se apresentam como ferramentas indispensáveis a toda empresa que busca implementar essa forma de trabalho com intuito de melhorar seus processos e resultados para promover o crescimento acelerado em um contexto com mudanças cada vez mais rápidas e cenários incertos.

Quer saber mais sobre o assunto? Entre em contato e veja como poderemos aplicar esse conceito em sua organização e como tais metodologias podem ajudar o desenvolvimento de trabalho além de conhecer como incorporá-las nos processos organizacionais e formar times ágeis e focados em resultados.

 

lean startup

Como a inovação aberta se conecta com a metodologia Lean Startup?

Se antes os empreendedores seguiam uma fórmula padronizada para o lançamento de novos negócios, atualmente, é possível perceber um movimento diferente no mercado. A metodologia Lean Startup chega com a proposta de equilibrar e diminuir os riscos e desperdícios, de qualquer natureza, na criação de uma empresa ou modelo de negócio. lea

Organizações inovadoras que buscam integrar boas práticas de gestão com foco na eficiência, a exemplo das Startups, aderem ao movimento Lean. Isso se deve ao fato da metodologia Lean Startup ser considerada uma abordagem com capacidade de transformar profundamente empresas de qualquer setor para que consigam se reinventar e se adaptar em tempos de mudanças exponenciais, promovendo a inovação contínua. 

Em "Por que o movimento lean startup muda tudo", Steve Blank, contextualiza o antes e depois da metodologia. Em um processo tradicional, há, de antemão, um plano de negócios, uma apresentação da ideia para os investidores, a estruturação da equipe, sobretudo da equipe de inovação, o lançamento de um produto e, por fim, um esforço final e gigantesco em sua venda. Tudo isso, sem nenhuma garantia de sucesso. 

Companhias e empresas com diferentes modelos de negócios tem tentado transformar suas formas de atuação, buscando acompanhar o ritmo de mudanças que o mercado vem exigindo. Essa não é uma tarefa fácil, mas com adaptações primordiais pode-se alcançar mudanças de pensamentos tornando os negócios cada vez mais velozes e adaptáveis em um contexto complexo e de incertezas. 

Com a metodologia Lean Startup, passa-se a enfatizar o padrão de gerar negócios adotado por Startups, que consiste em fazer de uma forma enxuta aquilo que é necessário sem desperdício de recursos.

O que é a metodologia Lean Startup?

Identificar problemas e saber como resolvê-los é a premissa da metodologia Lean Startup. O objetivo é, acima de tudo, promover mais eficácia, otimizar custos, reduzir desperdícios com entregas a curto prazo. A metodologia foi baseada no "Lean Thinking", que é um framework mental que busca pensar nos recursos de maneira eficiente e orientada. Potencializando, assim, os resultados a partir de melhorias contínuas. 

A metodologia Lean Startup vai ao encontro da experimentação, da opinião do cliente e de projetos interativos. Isso significa tirar de cena os planejamentos robustos e pormenorizados e a concepção de que, desde o começo, o ponto de partida deve estar ancorado em um produto pronto. 

Por isso mesmo, em contrapartida ao pensamento tradicional, é que se passa a trabalhar com os MVPs, ou os produtos mínimos viáveis, ou seja, com a necessidade de “pivotar”. Incluindo novos processos, tecnologias, e, principalmente, a mentalidade de trabalho da organização e do time.

Princípios da metodologia  Startup Enxuta

No livro A Startup Enxuta, Eric Ries explica que a Lean Startup, ou startup enxuta, tem origem na revolução ocasionada pela manufatura enxuta, um sistema desenvolvido na Toyota conduzido por Taiichi Ohno e Shigeo Shingo. Além disso, o pensamento enxuto tem impactado drasticamente tanto os sistemas de produção quanto as cadeias de suprimento. 

Entre os princípios do lean, estão: 

O autor afirma que o lean é o responsável por apresentar ao mundo que há uma distinção entre as atividades criadoras de valor e desperdício. A metodologia faz com que todos possam analisar sua própria produtividade por uma ótica diferente. Por exemplo, quando se desenvolve algo que ninguém realmente deseja e, por isso, pouco importa se está dentro do orçamento e do prazo pré-estabelecido.

A metodologia Lean Startup é, acima de tudo, uma forma de alcançar o principal objetivo das startups: descobrir, no menor tempo e com maior velocidade possível, qual o produto certo em que se deverá empregar esforços e investimentos. Em outras palavras, o produto que o público deseja e, sendo assim, pagará por ele.

Conexão entre lean startup e inovação aberta


Assim como o lean, a inovação aberta também oferece uma promessa de menor desperdício, redução de tempo e mais agilidade para fazer com que as ideias cheguem ao mercado. A inovação aberta promove a busca de fora do ambiente organizacional por soluções inovadoras para aperfeiçoar os processos internos.

Derivando do caminho “de fora para dentro”, fazendo parcerias ou a partir da colaboração com agentes externos, é possível, como alguns autores chamam: “começar no meio” e não no início.

A metodologia Lean Startup contribui para os processos de inovação aberta porque, como aponta Steve Blank, faz com que as startups parem de agir “na surdina”. Antes, o medo de potenciais concorrentes para uma oportunidade de mercado impedia que ocorresse um verdadeiro processo de feedback entre a empresa e o cliente. Hoje, com a adoção da metodologia lean startup, entende-se que esse processo de feedback é mais valioso do que uma exposição cadenciada e sigilosa.

Esse começar pelo meio, na verdade, quer dizer que a startup ou o inovador pode fazer uso daquilo que já foi desenvolvido e, inclusive, demonstrado por um parceiro-colaborador, em vez de simplesmente começar do zero. Assim, não é preciso reinventar a roda, ou aquilo que existe, é mais “lean” utilizar inovações bem sucedidas.

Nesse contexto, a inovação aberta é um meio para obter soluções mais rapidamente, acelerando o tempo de lançamento de mercado e fazendo com que as startups possam ter acesso ao conhecimento de especialistas que estão em outras organizações e instituições.

Obtendo, dessa forma, a validação do produto e mercado, o compartilhamento de riscos e a soma de expertises. Somando as práticas e processos da inovação aberta com a metodologia lean, há um grande terreno a ser conquistado no que diz respeito a inovar rápido e sem desperdícios.

Um ponto importante é que Lean Startup e inovação aberta não estão restritas ao âmbito da tecnologia, apesar de suas origens. São abordagens que têm sido implementadas por organizações dos mais variados portes e segmentos e transformado a forma como se inova.

Quer saber mais sobre como a inovação aberta e a metodologia Lean Startup se conectam ou ficou com alguma dúvida?

Entre em contato conosco e aproveite para deixar seu comentário e compartilhar suas impressões e perguntas.