Metodologias Ageis

Metodologias ágeis e plataformas de gestão de equipe

A abordagem de metodologias ágeis contribui para otimizar a rotina organizacional, impactando no aumento da eficiência e eficácia dos processos e, assim, torná-los ágeis. Implementar a cultura ágil em uma organização exige o planejamento adaptativo, times autogerenciáveis e multidisciplinares para que seja viável promover a melhoria contínua no desenvolvimento de produtos e serviços, alinhado aos valores e princípios descritos no Manifesto Ágil e muito já comentado em outros posts nossos. 

A agilidade permite que as empresas ajustem seus processos de forma proativa na busca pela inovação. Para implementar as metodologias ágeis de maneira bem-sucedida na cultura organizacional, é importante que os seguintes fatores estejam bem estabelecidos, bem como adotar plataformas de gestão de equipe que automatizam os processos de rotina. 

  • Objetivos comuns disseminados por toda a organização

Executivos, líderes e liderados devem estar alinhados com os objetivos estratégicos da empresa para que sejam alcançados.

  • Executivos, líderes e times capacitados

É necessário investir em equipes multifuncionais e autogerenciáveis que tenham capacidade técnica e habilidades interpessoais para entrega dos resultados esperados, bem como autonomia para propor soluções inovadoras e fornecer resultados diferenciados.

  • Decisões rápidas e aprendizagem constante

Líderes e equipes capacitadas que estejam alinhados aos objetivos da organização são capazes de tomar decisões e aprender com as situações rotineiras, assumindo riscos controlados.  

  • Líderes ágeis que estimulam colaboradores a assumirem o protagonismo

Líderes ágeis adotam um modelo dinâmico de gestão de pessoas com intuito de promover o alto engajamento, capacitando a equipe a assumir o protagonismo e gerando confiança para cumprimento do propósito da organização.

  • Tecnologia integrada e essencial ao negócio 

A tecnologia integrada é essencial para todos os aspectos da organização, gerando valor e possibilitando reações rápidas para adaptar-se às necessidades de mercado. 

Confira o Webinar Estratégias ágeis com times de alto desempenho e entenda a importância de promover agilidade nos processos de concepção de produto e solução de problemas, estimulado pela formação de squads, onde cada projeto conta com pessoas com formações diferentes, experiências que se complementam e conhecimentos que agregam valor à entrega. 

O convidado do webinar, Bruno Soares, é CEO da Feedz. Plataforma completa para engajamento de colaboradores, desenvolvida com o propósito de proporcionar ambientes de trabalho seguros e saudáveis que estimulam a confiança e autonomia entre líderes e liderados. 

Aproveite para acessar o eBook: Metodologias ágeis para equipes de alta performance e entender os motivos pelos quais as metodologias ágeis são verdadeiras aliadas da cultura de inovação das organizações.

Aplicando as Metodologias Ágeis para a inovação organizacional

 A jornada ágil começa pela mudança de mentalidade, o que exige que todos na empresa sejam encorajados a ampliar sua postura para um mindset ágil. Organizações ágeis desenvolvem a capacidade de se ajustarem às intensas transformações que seguem em ritmo acelerado, estando abertas a mudar, falhar e acertar. 

Para isso, é necessário identificar as diferentes metodologias ágeis, assim como obter o entendimento de como aplicá-las à realidade da empresa.

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Ecossistemas de inovação: Case de sucesso do setor tecnológico de Santa Catarina

Ecossistemas de inovação caracterizam-se por integrar diferentes atores com intuito de promover o compartilhamento de conhecimento e o estímulo à criatividade para amparar o desenvolvimento tecnológico de uma região, impulsionando o potencial inovador de pessoas e organizações

Santa Catarina é considerado um dos maiores pólos tecnológicos do país, destacando-se pela geração de negócios inovadores. O ecossistema de inovação catarinense se consolidou como um importante promotor do desenvolvimento econômico, social e territorial em comparação com os demais ecossistemas brasileiros, destacando-se pelo crescimento no número de empresas a nível nacional, maior especialização e a tendência de crescimento exponencial.

Dados do ACATE Tech Report 2021, estudo realizado pelo Observatório da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), aponta que setor de tecnologia de Santa Catarina representa mais de 6% do PIB do estado. Além disso, destaca-se como o 6º maior em faturamento, com quase R$20 bilhões no ano e a produtividade é a terceira mais expressiva.

O ecossistema de inovação catarinense é constituído de diversos habitats de inovação, fundos de investimento, universidades de ponta, instituições de apoio e fomento, leis e programas de incentivo à tecnologia e inovação. Este ecossistema proporciona um ambiente fértil para o desenvolvimento de empresas inovadoras. 

Isso porque, o desenvolvimento de habitats de inovação possibilita a integração dos principais atores do ecossistema, conectando talento, tecnologia, capital e conhecimento para alavancar o potencial empreendedor e inovador. Fatores que contribuem para o fortalecimento do setor tecnológico da região. 

Para abordar o case de sucesso do ecossistema de inovação, entrevistei Clarissa Stefani Teixeira — professora do Departamento de Engenharia do Conhecimento (EGC) da Universidade Federal de Santa Catarina e coordenadora do VIA Estação Conhecimento, único grupo especializado em habitats de inovação e empreendedorismo no Brasil.

O projeto visa o fortalecimento de habitats de Inovação, atuando na ativação do ecossistema catarinense e na implantação dos 13 Centros de Inovação do Estado. Clarissa compartilhou sua experiência à frente da VIA Estação Conhecimento e contribuições para o desenvolvimento do ecossistema de inovação de Santa Catarina. 

“Nosso grupo busca transformar o conhecimento em algo tangível e utilitário para a sociedade. A partir disso, nossas ações buscam o envolvimento de diversos atores. Para se falar em inovação, as ações ecossistêmicas são consideradas e a universidade, para as suas práticas de ensino, pesquisa e extensão se apoiam nestas ações. Iniciamos então os estudos com ecossistemas e o apoio no mapeamento, na ativação e na orquestração de diversos ecossistemas do Brasil com metodologia própria”, comenta.

Case de sucesso do ecossistema de inovação catarinense 

Na visão da pesquisadora, o engajamento entre os atores, a colaboração e o reconhecimento são alguns dos principais fatores que contribuem para o sucesso do ecossistema de inovação de Santa Catarina. Entretanto, ter entidades fortes, com entregas efetivas faz com que a confiabilidade aumente em um ecossistema. Entidades inovadoras também destacam-se como importantes na cultura da inovação e do empreendedorismo no ecossistema.

Clarissa citou ainda as principais iniciativas da VIA Estação Conhecimento para contribuir com o fortalecimento do ecossistema de inovação de Santa Catarina.

“Atuamos com diversas ações. Dentre elas podemos citar diversos programas de inovação realizados nos órgãos públicos. Eventos com foco em inovação, trazendo a rede de colaboração para atuar em conjunto com equipes multidisciplinares também recebe destaque. Atuamos com projetos colaborativos que colocam diferentes atores em um mesmo ambiente para o entendimento dos problemas e a busca de soluções e estamos trabalhando fortemente com diversos ecossistemas locais no Brasil e no exterior para suas orquestrações. Nossa contrapartida com projetos que envolvem a comunidade para impulsionar a transformação da região em que o ecossistema está inserido, atuando na modelagem de diferentes tipologias de habitats de inovação como centros, parques e distritos”, destaca.

A experiência bem sucedida do ecossistema de inovação de Santa Catarina é reflexo do apoio e incentivo ao desenvolvimento e fortalecimento de empresas inovadoras e pode ser replicada em outros ecossistemas de inovação do Brasil. Clarissa evidencia que a liderança dos habitats de inovação é imprescindível para a modelagem de formação de rede. 

“Temos uma forte liderança em eventos de inovação para trabalhar a cultura da inovação e do empreendedorismo. Em Santa Catarina estão as mais reconhecidas incubadoras do Brasil. E temos liderança de inovação no âmbito público, em living labs e em distritos de inovação, por exemplo. Temos uma rede de centros de inovação e iniciativas de pré-incubação que estão em praticamente todo o estado de Santa Catarina. Alianças vêm sendo formadas por lideranças estaduais e locais e assim vemos iniciativas diversas sendo pactuadas para fortalecer o movimento regional que conta com importantes pólos de inovação em todas as regiões do Estado”, explica.

Para aprofundar o conhecimento sobre o tema recomendo a leitura do livro A Jornada Ágil: um caminho para inovação. A obra apresenta os conceitos e caminhos para implementar as metodologias ágeis em uma organização para alcançar a inovação. Boa leitura!

 

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Design Thinking no processo de inovação

O Design Thinking é uma abordagem ágil que auxilia as organizações a colocarem a inovação em prática. O método não é restrito apenas a empresas inovadoras, podendo ser aplicado em organizações dos mais variados segmentos e distintos níveis de maturidade. Empresas que adotam o Design Thinking continuamente estão redesenhando seus negócios visando avançar no processo de inovação e eficiência para obter maior assertividade no atendimento de seus clientes. 

A abordagem do Design Thinking requer a formação de um time multidisciplinar e heterogêneo que trabalhe de forma colaborativa e harmônica na construção de soluções para lidar com problemas complexos que atendam à praticabilidade, à viabilidade e à desejabilidade, gerando valor às organizações.

Ao aplicar ferramentas ágeis, a exemplo do Design Thinking, é possível avaliar como as pessoas se relacionarão com novos processos, produtos e serviços. Ao fazer o exercício de colocar-se no lugar do cliente e apresentar diferentes pontos de vista, torna-se viável explorar as mais diversas possibilidades, redefinindo o problema de forma clara e precisa e, assim, partir para exploração das possíveis soluções e construção de protótipos para implementação. 

A partir dessa interação, fica muito mais simples perceber os pontos fortes e os riscos dos projetos, ter novas ideias para melhorias e realimentar a criatividade, que é uma grande aliada da inovação. Nesse contexto, o papel do designer é de facilitador — extraindo informações criativas de "pessoas comuns" — ajudando a identificar significado, insight e inspiração. Isso porque, a participação deste time em todo o processo é fundamental para garantir uma solução mais adequada a resolver o problema em estudo. 

Centrada no ser humano, o Design Thinking é baseado em empatia, colaboração e experimentação, contribuindo com a inovação de processos, produtos e serviços, ou para reformular os já existentes em cenários complexos.

A dinâmica do Design Thinking

Por tratar-se de um processo colaborativo e com foco em pessoas, o Design Thinking proporciona benefícios claramente perceptíveis, por promover a empatia entre todos os envolvidos em um projeto ou tarefa e prever a observação das necessidades das pessoas, antes de definir uma solução. A diversidade do time de projeto é imprescindível para construir soluções inovadoras e eficazes que resolvam o problema em questão. 

A abordagem considera três aspectos:

  • Praticabilidade: o que é possível ser aplicado em um futuro próximo.
  • Viabilidade: o que poderá ser implantado de forma sustentável na organização.
  • Desejabilidade: o que faz sentido para as pessoas?

Um exemplo prático de aplicação da dinâmica do Design Thinking no processo de inovação é o caso da Oral-B. Ao observar cuidadosamente como as crianças manuseavam as escovas de dente, a Oral-B desenvolveu um novo produto, o “squishy grip“. O produto apresenta um cabo grande e macio, que facilita o controle da criança e permite uma melhor limpeza dos dentes. Somente usando a empatia, a empresa conseguiu inovar e transformar a indústria, entendendo melhor as necessidades das crianças em relação às escovas de dente para melhorar a experiência delas.

Uma cultura organizacional inovadora é um dos pilares da formação de grupos colaborativos para participar do processo de Design Thinking. Para isso, é necessário adaptar a cultura da empresa para a inovação. Fator que impulsiona a criação de um ambiente propício, com as condições adequadas para implementar a dinâmica do Design Thinking.

Entenda a importância do Design Thinking na mudança da cultura organizacional, contribuindo para a inovação e um novo mindset. 

Princípios da dinâmica do Design Thinking:

  • Colaboração: proporcionar que as pessoas trabalhem juntas para compreender os diferentes pontos de vista e criar soluções que geram impacto real e positivo na vida de todos.
  • Experimentação: visualizar, o mais rápido possível, novas situações para compreender, melhorar e testar hipóteses, antes que sejam desperdiçados tempo e recursos financeiros.
     
  • Empatia: compreender, efetivamente, as necessidades das pessoas para desenvolver soluções que estejam profundamente comprometidas com a melhoria da situação atual.
  • Multidisciplinaridade: democrático e colaborativo, a riqueza de ideias está na diversidade de perfil dos participantes. Quanto mais visões diferentes, mais ideias para serem amadurecidas e testadas.
  • Liberdade: o ambiente para o processo de Design Thinking deve ser livre de julgamentos. Os participantes precisam se sentir parte do processo e com total liberdade para sugerir diferentes pontos de vista. 

Mapa da jornada de aplicação do Design Thinking

Há várias maneiras de aplicar o Design Thinking no processo de inovação. Uma abordagem muito adotada é a do duplo diamante, criada pelo Conselho Britânico de Design em 2005, que prevê quatro momentos distintos, sendo duas etapas de divergência de opiniões e duas etapas de convergência.

 

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Referência

 

O primeiro momento é de divergência em que se busca descobrir o tema em questão e em estudo. O segundo é a convergência em que se trabalha para definir a persona, identificando perfil, comportamento e necessidades do público alvo. O terceiro momento volta a ser de divergência e serve para desenvolver uma solução para o tema em questão. A quarta fase, chamada de entrega, é quando se define um protótipo para testar a solução.  

Adotar o Design Thinking no processo de inovação exige iniciativas que vão além de capacitar os profissionais para utilizarem ferramentas ágeis, como o Design Thinking. A capacitação técnica é fundamental, mas é imprescindível avaliar a forma como cada indivíduo pensa sobre suas atividades, como reage aos estímulos do dia a dia e fazer os ajustes necessários para que a mentalidade ágil torne-se parte da cultura organizacional.

O meu mais novo livro A Jornada Ágil — um caminho para inovação, aborda de maneira prática o  Design Thinking e como implementá-lo no processo de inovação de uma organização. De forma clara e objetiva, apresentamos uma série de ferramentas para auxiliar no processo de inovação, seja em uma startup, em uma empresa de tecnologia robusta ou até mesmo em empresas tradicionais que estão no caminho da transformação ágil

A obra Jornada Ágil, ajuda a entender qual é o caminho lógico que as empresas, líderes e equipes podem trilhar para adotar o modelo ágil de pensar e agir de maneira efetiva. Oferece uma visão geral do processo de implementação do modo ágil de atuar, dividindo-se em mindset ágil e ferramentas ágeis. Você pode adquirir seu exemplar acessando este link

Está interessado em implementar o Design Thinking no processo de inovação da sua organização?  Entre em contato e vamos conversar sobre a possibilidade de realizar um workshop in company, desenhado sob medida para a sua organização. 

 

Mindset Exponencial

Como desenvolver o mindset exponencial nas organizações?

Para adaptar o modelo de negócio em um mundo cada vez mais desafiador, que se atualiza rapidamente, precisamos desenvolver uma nova forma de pensar, ou um mindset exponencial. Esse tipo de mentalidade tem se mostrado adequada para que as organizações acompanhem as necessidades que enfrentam.

De acordo com o CEO da Shift Thinking, Mark Bonchek, em um artigo na Harvard Business Review, atualmente os negócios precisam ser delineados a partir da capacidade de se criar valores exponenciais. E, sendo assim, apropriar-se do mindset exponencial é o que faz a diferença para uma empresa. 

O fator abre caminhos para a inovação e permite que as organizações acompanhem efetivamente esses novos modelos de se fazer negócios. O contexto atual exige dos profissionais habilidades para superar os obstáculos e adequar-se às mais variadas situações e assuntos. 

Para implementar esse tipo de mentalidade na cultura organizacional, primeiro é necessário entender o conceito do mindset exponencial e como desenvolvê-lo nas organizações. 

O que é mindset exponencial?  

Para compreender melhor o conceito de mindset exponencial podemos pensar em uma analogia com uma linha curva crescente. Imagine que, uma empresa em constante crescimento teria um gráfico com uma linha reta, subindo de forma incremental.  Nem sempre vai muito alto, às vezes sim, mas sempre gradativamente

O mindset exponencial é decorrente da função exponencial e cresce na potência. Por exemplo, 2 na potência 1, 2 na potência 2, 2 na potência 3 e, assim, sucessivamente. O resultado é uma curva ascendente. Mark Bonchek comenta que essa curva permite saber que há um caminho a ser explorado mas não necessariamente enxerga o que existe à frente. 

Sendo assim, uma empresa com essa cultura possui confiança o suficiente para se arriscar no desconhecido e desbravar novos mercados, permitindo com que o planejamento estratégico considere cenários prospectivos e almejados. Diferente de uma previsão estática e linear que estamos acostumados a ver no nosso dia a dia.

Dessa forma, o mindset exponencial estimula uma visão ambiciosa para a empresa, de forma global, exigindo não apenas ações, resoluções e melhorias pontuais, mas mudanças que fazem a empresa alcançar resultados significativos. 

Diferenças entre mindset exponencial e incremental

O que chamamos de mindset incremental ou linear é a forma de agir, onde mudanças acontecem em escala de 1:1.  Ele propõe melhorias nos produtos, serviços e processos sem o uso de tecnologias que impulsionam o crescimento. São pautadas por modelos que consideram o crescimento somente quando conseguem dobrar os seus ativos.

O mindset exponencial considera a tecnologia como aliada. Tecnologias exponenciais dobram sua capacidade a cada 12 a 24 meses. Por isso conseguem crescer sem necessariamente dobrar seus ativos. Com isso, é possível atingir novos patamares de resultados que de uma forma linear não seria possível. Por exemplo: uma tecelagem para dobrar a sua produção tem que dobrar a sua capacidade fabril, com o dobro de máquinas. Por sua vez, uma plataforma digital de e-commerce pode atender o dobro de clientes sem mudar sua estrutura. 

Como funciona o mindset exponencial?

O mindset exponencial atua de diferentes formas a depender do momento em que a empresa se encontra. Para isso precisamos ampliar o suporte da tecnologia que dá base aos processos e serviços oferecidos. Questões como a digitalização e revisão dos processos, adotar metodologias ágeis, rever a forma de liderar promovendo protagonismo entre os colaboradores, são algumas atitudes que podem ser adotadas. 

Ao se considerar mudanças no modelo de negócio para o exponencial, precisamos ampliar a transformação digital para dar suporte às novas demandas e assim criar novas experiências tanto para os colaboradores como para os clientes.  

O pensamento exponencial acelera as mudanças e abre novas possibilidades de gerenciamento, tanto de pessoas como de processos. Precisamos ter suporte da tecnologia para que isso aconteça. Mas precisamos também dar suporte emocional para que as pessoas possam acompanhar essa evolução e saber que tecnologia é apenas um meio. Empresas são feitas por pessoas. 

Você se interessa por esse tipo de conteúdo e acredita que essa forma de pensar pode ser aplicada na cultura da sua empresa? Entre em contato comigo e saiba como desenvolver uma liderança inovadora para implementar o mindset exponencial na sua organização. 

 

Jornada Agil

A Jornada Ágil: um caminho para inovação

O modelo de gestão tradicional torna-se cada vez mais obsoleto, exigindo a necessidade de uma transformação organizacional para adaptar-se rapidamente às mudanças exponenciais em curso. Para isso, as organizações precisam ser ágeis

Organizações que adotam uma cultura ágil, caracterizam-se pela capacidade de responder de forma rápida e efetiva à complexidade do mercado, inovando os processos organizacionais para potencializar o crescimento de maneira sustentável. 

Para promover a agilidade na organização é preciso implementar metodologias ágeis, como Design Thinking, Scrum e OKR, por exemplo. Além disso, é fundamental desenvolver habilidades e competências para formar uma equipe ágil, em que cada indivíduo (líderes e liderados) possui autonomia para desempenhar as suas atividades, assim como gerar resultados relevantes para superar os desafios do dia a dia. 

Importante ressaltar que, embora usar uma abordagem ágil seja desejável, por si só isso não levará necessária e automaticamente uma organização a ser ágil. Tornar-se uma organização ágil requer o alinhamento de muitas tomadas de decisões organizacionais.

Por isso, a importância de iniciar a jornada ágil no ambiente corporativo. A jornada ágil ajuda a entender qual é o caminho lógico que as empresas, os líderes e as equipes podem trilhar para aumentar a performance ao adotar o modelo ágil de pensar e agir. Ela oferece uma visão geral do processo de implementação do modo ágil de atuar e é dividida em duas etapas: mindset ágil e ferramentas ágeis.

Implementando a gestão ágil na cultura organizacional

A partir da criação do Manifesto Ágil, esse modelo de gestão disruptivo passou a ser a regra e não mais exceção, substituindo uma gestão de comando e controle, por uma liderança flexível, com poder de adaptação e foco nas pessoas como parte essencial da cultura organizacional. 

Visando ampliar o entendimento sobre gestão ágil, a obra A Jornada Ágil: um caminho para inovação, apresenta os conceitos e caminhos para implementar as metodologias ágeis em uma organização. Escrito colaborativamente pelos especialistas em inovação e organizações ágeis Roberto Mosquera, Claudia Pires, Maria Augusta Orofino e Marco Santos, o livro pretende ser um guia para orientar lideranças a incorporarem as principais ferramentas ágeis para migrar do modelo tradicional para o modelo ágil.

O livro apresenta o conceito de organização ágil, destacando ainda quais são seus benefícios, as ferramentas utilizadas e as mudanças necessárias na cultura de uma organização para que ela se torne ágil. Assim como, detalha os passos necessários para o desenvolvimento de uma liderança ágil e inovadora, ressaltando a importância do papel do líder e das equipes de alto desempenho em uma cultura ágil, que possibilita rapidez e eficiência dos processos para alcançar melhores resultados.

Para implementar o método ágil a empresa precisa preparar as pessoas para essa transformação cultural — ou seja, estimular o mindset ágil em seus colaboradores, que tem como características principais: a colaboração, a busca por melhores resultados, a aprendizagem, o senso de pertencimento, o foco na entrega de valor agregado e, especialmente, a capacidade de adaptação às mudanças. Esse tipo de mentalidade permite cultivar equipes de alta performance e entregar maior valor aos clientes.

Uma equipe ágil é aquela que possui um alto grau de comprometimento e alta competência, conectadas por valores em comum, visão e engajamento, além de conhecimentos complementares e interdisciplinares, diferentes habilidades, competências e opiniões. Com equipes e líderes motivadas a agir e produzir resultados consistentes e relevantes, a organização está preparada para inovar seu modelo de negócio. 

Para alcançar esse nível de maturidade organizacional, a solução está em adotar os princípios ágeis adaptados para responder às necessidades do mercado de atuação do negócio, aumentando a velocidade geral para a tomada de decisões e maximizando a eficácia e a eficiência dos processos organizacionais.

Cada organização tem uma realidade sobre seus processos atuais, sobre o estágio de transformação do mercado em que atua ou deseja atuar, sobre o mindset de seus líderes e equipes e sobre as ferramentas utilizadas para atingir os resultados definidos no planejamento estratégico. 

A partir daí, o plano de implantação poderá ser construído identificando oportunidades, desafios, alavancas de sucesso, patrocinadores, detratores, gaps técnicos e comportamentais que precisam ser desenvolvidos para que a transformação ágil aconteça. Ou seja, cada empresa, líder ou equipe precisa criar a sua própria jornada ágil.

É preciso estar preparado para a transformação ágil das organizações. Convido você a fazer parte dessa jornada. No dia 24 de março, às 19h, será realizado um webinar de lançamento do livro A Jornada Ágil: um caminho para inovação, reunindo os autores para uma conversa que será transmitida ao vivo no meu canal do YouTube. Participe conosco!

 

Liderança Propósito

Como o senso de propósito da liderança impacta o desenvolvimento das organizações?

Líderes inspirados pelo senso de propósito constroem organizações fortes e desafiam seus colaboradores a crescerem e evoluírem a partir deste propósito. Além de estimularem relações saudáveis e fortalecerem o protagonismo das pessoas para tomada de decisões que impactem positivamente. 

Esse tipo de liderança alavanca relações de confiança no contexto organizacional, disseminando a ideia de que ter um trabalho significativo é tão importante quanto fornecer um produto ou serviço de qualidade para o cliente. 

A intenção do trabalho, de uns anos para cá, não é mais apenas garantir a subsistência. Essa é sim uma parte essencial e guia de todo bom empregador, mas, em essência, o propósito pessoal de cada colaborador precisa se manter conectado com o propósito da organização. Criando, assim, o senso de pertencimento de todos que colaboram para a construção de objetivos em comum. 

Essa conexão entre o propósito e o trabalho exige das lideranças que se encare novos desafios para que as condições de trabalho na empresa permitam o maior engajamento dos colaboradores. 

Quando valores, visão e missão da empresa estão alinhados com o que os colaboradores também acreditam, as chances de maior engajamento e qualidade de entregas cresce exponencialmente.  

Por que atuar com propósito?

Cada vez mais as pessoas têm procurado por objetivos reais nas organizações onde trabalham que vão além de apenas mero foco em resultados. O resultado deve chegar e acontecer por uma razão em comum. Isso se enxerga ainda mais intensamente em novas gerações que se preparam para o mercado de trabalho! 

Os chamados "geração Z", cada vez mais, exigem que as empresas se posicionem sobre causas, além do que consomem, acompanham e divulgam instituições e influenciadores a partir de questões que acreditam. A maioria das decisões passa a ser tomada com essa visão de futuro que é, de certa forma, mais solidário. 

O senso de propósito não pode ser visto apenas como um ponto solto na construção da missão de uma empresa e suas lideranças. Mas sim, fazer parte da cultura organizacional e das lideranças em torno de um objetivo em comum

Trabalhar em prol de algo maior 

Os colaboradores tendem a ficar muito mais criativos, engajados e desenvolvidos quando esse sentimento de propósito é estimulado e cultivado. Inova-se mais, assume-se mais riscos e abrem-se caminhos para novas possibilidades e futuras lideranças, em construção. Tudo isso por conta do sentimento de que tudo o que é feito no dia a dia de trabalho é em prol de algo maior, que são justamente os “benefícios” à sociedade pelos resultados positivos gerados pela empresa

Quando as pessoas percebem seu propósito pessoal conectado ao propósito organizacional, gera um resultado de impacto direto e significativo do seu trabalho no mundo e tendem a apresentar comportamento e desempenho superiores. Engajados, investem esforços e iniciativas no sucesso da organização, cultivam o senso de pertencimento, têm entusiasmo, paixão e energia pelo trabalho que desenvolvem. 

Como desenvolver senso propósito na liderança?

Os líderes são como “modelos a serem seguidos”, afinal se chegaram até aquela posição foi  provavelmente porque possuem muito a contribuir e a construir junto com todo o restante do time. Sendo assim, esses líderes, quando engajados com o propósito da empresa, podem influenciar positivamente seus liderados.

Líderes demonstram com ações

Bons líderes possuem uma tendência natural a demonstrar na rotina de trabalho, atitudes e formas de pensar que denotam um apoio e seriedade no cumprimento das metas pelo “propósito” — que é o coração da empresa! 

Quando esse exemplo ocorre de forma natural, outros colaboradores e liderados são levados a contribuir para que tais metas sejam atingidas e que a missão seja cumprida. 

Desenvolvendo colaboradores

Além do propósito da empresa estar muito bem estruturado na cultura de todos que trabalham ali, é essencial que a empresa forneça formas de os colaboradores encontrarem seus próprios propósitos pessoais. Por que causa vale a pena trabalhar? Como essa causa se correlaciona com a causa e meta abraçadas pela empresa? 

As respostas para essa pergunta só são respondidas a partir de planos de desenvolvimento individual dos liderados para que todos passem a ser autônomos e donos de suas próprias “razões”. Fazendo com que compreendam, não apenas onde e porque querem chegar a determinado ponto na carreira, mas também em como fazer isso na empresa onde estão trabalhando.  

Criatividade e inovação

Outro ponto bastante importante para se atentar é de que a criatividade e espaço para inovação precisam ser incentivados entre todos os colaboradores da empresa, não apenas entre a liderança. Isso porque, ao sentir que possui espaço para criar sem medo de ser “julgado”, o colaborador trará soluções inovadoras para problemas que surjam no dia a dia. 

De acordo com o escritor Stephen Denning, "a verdadeira linguagem da liderança deve parecer nova e convidativa, energizante e revigorante, desafiadora e ainda agradável, animada, espirituosa e divertida. Gera riso e energia. Os líderes com propósito mostram às pessoas que elas estão envolvidas em uma ótima conversa que abre novas vistas e horizontes mais amplos”.  

Sua empresa trabalha esse tema entre os colaboradores e na cultura organizacional? Se você se interessou e quer aprender ainda mais sobre o assunto, clique aqui e inicie o processo de mudança da cultura de sua organização rumo à inovação.