Transformação digital: os empregos estão em risco com a automação?

Os robôs saíram das telas de cinema e televisão para ocupar o seu lugar no escritório. Explico melhor. Com a transformação digital, estão todos falando sobre automação de processos, de atividades, de trabalho. É aqui, nessa última palavra, que reside o medo de muitas pessoas: “será que perderei meu emprego para um robô?”. Por certo, a automação de trabalho está acontecendo e ainda acontecerá em variados setores, mas aqui cabe uma outra pergunta: quais são as profissões que realmente estão na mira das mudanças. E, uma ainda mais importante, se é realmente preciso tamanha ansiedade e preocupação.

De acordo com o artigo “Robots and Automation May Not Take Your Desk Job After All”, há uma variável entre o que pensam os candidatos e recrutadores. Na publicação do Relatório Job Seeker Nation, em 2016, 55% dos profissionais estavam, pelo menos um pouco, preocupados com a possibilidade de automatização dos seus trabalhos. Em contrapartida, dentre os responsáveis pela contratação, somente 10% anteciparam a automação de algumas funções para os próximos 3 anos. Nem todos chegaram lá. Afinal, quando se trata de ciclos de tarefas repetidas e previsíveis, é mais simples analisar a automação, como as empilhadeiras e outras máquinas de linhas de montagem. Mas a realização do trabalho cognitivo requer mais esforço.

Existe sim, no entanto, números que mostram uma mudança no mercado de trabalho. Muito embora existam tarefas ainda restritas ao ser humano, é preciso enxergar que a transformação digital está fazendo uma troca de cenários. Em 2013, os especialistas Carl Benedikt Frey e Michael Osborne fizeram uso de um algoritmo de machine learning para analisar o quão rápido e fácil seria automatizar 702 tipos de trabalhos nos Estados Unidos. A conclusão foi de que 47% deles poderão ser realizados por máquinas em cerca de uma ou, no máximo, duas décadas.

Na mesma linha, a OECD promoveu um estudo com 32 países desenvolvidos, mas utilizando uma técnica diferente da análise de Carl Benedikt Frey e Michael Osborne. Na ocasião, constatou-se que 14% dos empregos possuem um alto grau de vulnerabilidade com uma possibilidade de 70% de automação. Já 32% possuem uma dose de risco, mas com chances menores, entre 50% e 70%. Em números, equivale a 210 milhões de empregos que podem ser automatizados. Entretanto, não deverá ser uma automação massiva e uniforme, pois há um grau de variação de vulnerabilidade entre países. Além disso, deve ser levada em conta a estrutura organizacional e a indústria.

Na Coreia de Sul, 30% desses empregos “em risco” estão na indústria, no Canadá, são 22%. Por outro lado, é mais difícil automatizar empregos coreanos do que canadenses. Uma das teorias é de que na Coreia do Sul, encontrou-se formas de combinar tarefas de rotina com aquelas que são sociais e criativas, que não podem ser substituídas por robôs e computadores. Ou, outra explicação, as empresas coreanas já possuem um alto grau de automação.

Transformação digital e os novos mercados

De volta para o artigo de Dan Finnigan, CEO da Jobvite, sobre robôs e automação, há um viés muito maior a ser considerado a respeito dos empregos na transformação digital. Para isso, o especialista traz um estudo da McKinsey, no qual, embora existam mesmo empregos que serão automatizados, traz as tarefas que somente os humanos conseguirão executar em um futuro previsível, com um foco grande na educação e na saúde. O estudo faz uma ressalva para o jogo de adivinhação: quais empregos serão ou não “roubados” por máquinas? A história, como alegam, é bem mais sutil.

As atividades consideradas com baixo potencial de automação (com as tecnologias disponíveis atualmente) são as que estão relacionadas com gerenciamento e desenvolvimento de pessoas, com 9% de probabilidade; aquelas que exigem tomada de decisões, planejamento ou trabalho criativo, com 18%; assistência médica com cerca de 36%. No último, há variáveis, se uma enfermeira tem 30% de probabilidade de ter suas funções automatizadas, para um higienista dental, a porcentagem cai para 13%. Por fim, as atividades em educação têm um potencial de 27% de automação.

O estudo da McKinsey traz o exemplo da implantação de scanners de código de barras e sistemas de ponto de venda na década de 80, nos Estados Unidos. Na época, o custo de mão-de-obra foi reduzido em média 4,5%. Também permitiu-se inovações e o aumento de promoções. Mas, por sua vez, os caixas ainda eram necessários e cresceram em mais de 2% entre 1980 e 2013.

E como fica o mercado de trabalho? A transformação digital possibilita a abertura de novas possibilidades. Como afirma Finnigan, as pessoas são implacáveis na sua habilidade criar maneiras de servir aos outros, o que gera novos trabalhos. Uma parte de quase todas as funções será sim automatizada, enquanto os profissionais caminham para um lado mais cognitivo. Combinar inovação e tecnologia, pode resultar em diferentes tipos de oportunidades que os seres humanos conseguirão aproveitar.

Quer saber mais sobre transformação digital e o mercado de trabalho? Deixe um comentário!

Inovação nas empresas: 4 segredos de quem chegou lá

A inovação nas empresas traz diversas questões, tal como: o que os grandes líderes têm feito para alcançar o sucesso em um ambiente de criatividade e mudanças? Entender as características e qualidades de CEOs que estão crescendo no mercado é o segredo que desvendaremos.  Em seu livro “Ágeis e Inovadoras: CEOs ensinam como criar empresas de sucesso”, Adam Bryant reúne uma série de depoimentos. Separamos alguns insights para você.

1. Menos e-mail, mais contato

Em uma era de inovação nas empresas, principalmente tecnológica, nada mais natural do que usar o e-mail para falar com as pessoas ao seu redor. Porém, cabe aqui um alerta de Steve Stoute, da Translation LLC e da Carol’s Daughter, cada um deve entender que é responsável por quem trabalha ao seu lado. A transparência é fundamental e, para isso, é preciso uma comunicação coerente e com clareza.

A inovação nas empresas impede o uso de meios modernos de comunicação? Não, mas o ponto é que ao pegar o telefone para falar com clientes ou conversar com a equipe, estamos dando um tom a uma informação. Isso servirá como um norte para entender o quão urgente é uma demanda e qual a intenção de quem fala.

Optar pela conversa aberta reduz ruídos até mesmo no repasse de tarefas e do trabalho em equipe, evitando falhas na interpretação de um e-mail ou mensagem em um aplicativo mobile.

Dica: o workshop “Liderança para inovação” mostra como abrir a mente e olhar para a transformação digital.

2. Nas boas e más horas

A inovação nas empresas é composta de uma série de transformações, com pontos positivos, mas também com percalços no caminho. Caryl M. Stern, do Fundo Americano para a Unicef, fala sobre como o CEO precisa estar preparado para transmitir qualquer notícia, seja boa ou ruim. Além disso, há uma concordância sobre a importância de abrir um espaço na agenda em prol de uma comunicação contínua com a equipe de colaboradores. O que acaba sendo um dos pilares da cultura corporativa.

Uma dica, dessa vez de Christopher J. Nasseta do Hilton World-wide, é ter muita atenção com a maneira de transmitir uma informação, principalmente quando se deve fazer isso por diversas vezes. Para tanto, um conselho é modificar o modo de fazê-lo ou optar por uma comunicação mais breve. O principal é não deixar para depois, pois o que pode parecer corriqueiro para alguns, é relevante para outros.

Dica: aprender sobre Design Thinking pode otimizar suas habilidades de comunicação, pois são explorados a empatia, a colaboração e a experimentação.

3. Quanto maior o tamanho, maior a comunicação

10 ou 10 mil funcionários, não importa a quantidade, para se ter inovação nas empresas, a comunicação não pode parar. Amy Gutmann, reitora da Universidade da Pensilvânia, aprendeu que mesmo numa organização com mais de trinta mil funcionários ainda é preciso falar. Aliás, falar muito e com muita gente. Se antes a dirigente pensava que bastava comunicar uma vez, agora sabe que é fundamental ampliar as interações e fazer isso de uma forma que não se torne maçante.

Uma prática revelada pela profissional é o hábito que adquiriu de visitar salas aleatoriamente e agradecer quem havia realizado algo diferente. E, mais ainda, fazer perguntas, como “do que você mais tem orgulho?”. São questões que revelam como as prioridades da liderança estão sendo refletidas no restante da organização.

Dica: falar sobre inovação nas empresas passa pelo entendimento de negócios exponenciais.

4. Não resolver automaticamente

Quando se tem uma cultura de inovação nas empresas, deve-se evitar uma situação bastante comum: a solução imediata. Quando uma pessoa é promovida para um cargo de gestão, muitas vezes acaba sendo por conta de sua excelência técnica, sua a capacidade de ter as respostas que as pessoas procuram e que os demais não possuem. Por isso, resistir a solucionar um problema logo na primeira queixa pode ser desafiador.

Shellye Archambeu, da MetricStream, recomenda não cuidar excessivamente do time, como uma mamãe urso. Ser protetor e isolar sua equipe de nada ajudará. Portanto, ao continuar trazendo respostas sozinho, privará os outros de aprenderem. Será um ciclo sem fim. Para isso, o ideal é se certificar de que ao se deparar com quem trouxe o desafio, você  reagirá com um “qual sua opinião sobre o que deve ser feito? Qual abordagem recomenda adotar?”. Fazer perguntas e não apenas dar soluções é a chave para o desenvolvimento.

Dica: existem diversos cursos online que estimulam o desenvolvido das habilidades do líderes e dos colaboradores.

 

Quer saber mais sobre inovação nas empresas? Ou mais conselhos de líderes de sucesso? Converse conosco!

Inovação e criatividade: como construir um ambiente para crescer

Como manter um ambiente de trabalho que fomenta inovação e criatividade? Anil Cheriyan, CEO e especialista em transformação digital, responde a pergunta com três dicas: colaboração, arquitetura e cultura. Para ele, um ambiente propício para inovar deve fazer com que toda a empresa esteja compelida a colaborar. Assim, todos fazem parte da identificação de ideias de investimento de forma ágil. Para isso, as informações recolhidas dos especialistas no assunto devem ser agrupadas no momento certo e as soluções apresentadas iterativamente.

Cheriyan, sobre inovação e criatividade, ressalta ainda que as empresas precisam articular com clareza qual será o plano para obter uma arquitetura de negócios e quais serão as tecnologias que representam uma visão em comum do que é desejado. Para isso, a arquitetura deve consentir um grau de flexibilidade em que parceiros internos e externos possam se integrar no ecossistema digital. Sendo assim, a abertura que traz tal flexibilidade determinará que toda vez que houver uma mudança, ela será integrada a plataformas existentes. Quanto mais aberta for, maior a probabilidade de inovar e integrar recursos.

Complementando a tríplice ensinada pelo profissional, a cultura é um dos pilares da inovação e criatividade. Uma cultura de inovação fala, principalmente, sobre liderança, mindset de crescimento e um forte desejo de mudança. Aqui cabe uma visão interessante do que se trata uma transformação cultural: é um intenso aprendizado. É aprender rápido. Não é sobre falhar, mas sim a respeito de fracassar rapidamente por estar aprendendo e colocando a arrogância em segundo plano. Lembrando que há formas e formas de cultura para cada situação. Quando há crises, é possível que seja necessário manter uma estrutura de comando e controle. Para inovar, é aconselhável ir para um lado mais plano e colaborativo.

Os esforços em inovação e criatividade pedem um alinhamento entre os três pontos acima, o que culmina na criação de um ambiente próspero para criação dentro da empresa. Acerta-los fará com que desafios sejam superados. Mas como fazer com que isso se torne real? A partir de boas práticas.

A criação de um ambiente de inovação e criatividade

Inovação e criatividade nem sempre têm portas abertas para circular pela empresa. No entanto, há maneiras de fazer com que isso aconteça. A reportagem “Como manter um ambiente de trabalho inovador?”, primeiro, dá um alerta: não se trata apenas de escritórios coloridos e com salas de descompressão. As relações no trabalho e o ambiente estão se transformando nos últimos tempos. A previsão é de que até 2020 pelo menos metade das equipes tenham millennials entre seus componentes. O que se traduz em uma visão inteiramente nova sobre vida profissional. É um dado que já está impactando as empresas. Afinal, basta relembrar o quanto outras mudanças remodelaram o mercado. Se antes era preciso 20 anos ou mais para um negócio valer US$ 1 bilhão, hoje, demoram pode levar apenas dois anos.

O surgimento de inovação e criatividade se dá, em geral, em uma estrutura menos hierarquizada. Como apresentado por uma das entrevistadas, a superintendente de TI do Banco Original, Cristina Sabbag, algumas vezes uma grande ideia de um novo produto surge em uma roda de conversa durante a hora do café. Em alguns casos, a solução pode estar na criação de redes sociais corporativas, que facilitam a comunicação da empresa com colaboradores e dão voz para os indivíduos. Então, mais uma vez, nos deparamos com a colaboração como matriz para um ambiente diferenciado e na criação do senso de pertencimento. Os resultados são o surgimento de ideias que não precisam obedecer uma ordem fixa, passar por um supervisor, coordenador e assim por diante.

Além da comunicação, colaboração e hierarquia, existem mais perspectivas que devem ser analisadas dentro do viés inovação e criatividade. Na sequência, algumas das dicas para manter e construir o ambiente ideal:

  1. Capacitação de colaboradores e líderes: inovação e criatividade só acontece em ambientes de aprendizado. Os cursos presenciais e os cursos on-line com foco no assunto fazem com que a equipe possa agregar saberes em seus repertórios e estimulam a troca de opiniões.
  1. Mentes diversificadas: a inovação promove trocas. Quando há pessoas diferentes construindo em conjunto, naturalmente há uma complementação de saberes e a criação do novo.
  1. Descontrair para criar: um ambiente de inovação e criatividade deve fugir do estereótipo tradicional. Grandes ideias acontecem a qualquer momento. Portanto, estruturar ambientes e proporcionar momentos de descontração são pontos-chave.

Somando os três pilares com as dicas acima, será factível fazer com que a inovação e a criatividade se tornem parte do seu time profissional em um ambiente estimulante. Dúvidas ou sugestões? Fale conosco!

Cultura da inovação: como se preparar para a disrupção digital

Cada vez mais os termos disrupção digital e cultura de inovação se tornam um denominador comum em empresas de sucesso. Na prática, os dois estão absolutamente conectados, sendo um a base para o outro. O futuro, um que não está tão longe assim, tem se mostrado promissor para quem vem adotando modelos que prezam por ambos. Mas o que eles significam dentro da realidade dos negócios? Primeiro, é preciso entender como a disrupção digital está provocando inúmeras mudanças em formatos já consolidados no mercado.

A disrupção digital traduz um conceito que está bem distante do abstrato ou de buzzwords utilizadas pelo mercado. É uma realidade nas organizações. Em pesquisa da Forbes Insights/Treasure Data, mais de um terço dos executivos entrevistados afirmaram que estão sendo impactados estrategicamente e de forma direta pelo surgimento de uma concorrência de players digitais e experientes. Além disso, 51% descreveram um alto nível de risco em participação de mercado e receita para seu negócio para os próximos cincos anos, um cenário motivado pela disrupção orientada pela tecnologia, em grande parte startups ou demais inovações.

Por sua vez, a ideia da maioria dos executivos é, justamente, estar do lado da disrupção digital e não atrás das outras empresas. Para isso, existem maneiras de se preparar, como ao investir em uma cultura de inovação. Dentro disso, a mesma reportagem da Forbes, traz uma série de dicas para quem está no processo de transição e quer sair do lugar comum. Uma bastante importante é:

  • o poder da informação para transformar. Com os dados dos clientes, atualmente, se consegue demonstrar claramente correlações entre comportamento do consumidor e fidelização. Um exemplo é a Fitbit, provedora de aplicativos de acompanhamento de condicionamento físico. No caso, a empresa lançou uma campanha com histórias de usuários, enfatizando o viés de que os dispositivos trazem um valor muito maior do que serem contadores de passos. Uma ação iniciada pela análise do grau de fidelidade das pessoas e os aspectos que mais engajam.

As informações são essenciais para que a disrupção digital saia do imaginário e faça parte de uma empresa. Utilizar os dados para propor um novo olhar de mercado é uma das práticas comuns em uma cultura da inovação. Entenda mais sobre isso.

A relação entre cultura da inovação e disrupção

A disrupção digital está ancorada na cultura da inovação. Anil Cheriyan, sócio-gerente da Phase IV Ventures, empresa de consultoria, relata que há 3 chaves-mestras para a inovação: colaboração, arquitetura e cultura. Ou seja, um contexto em que as pessoas certas estarão reunidas colaborando e trocando dados e informações, uma arquitetura guarda-chuva e uma cultura de abertura, aprendizado e rejeição do status quo. Sobre cada uma delas:

  1. Colaboração: somente acontece uma cultura da inovação quando diferentes partes da organização estão trocando conhecimento e envolvidos na identificação de ideias de maneira ágil.
  2. Arquitetura: a empresa deve articular com clareza qual será o plano para a arquitetura de negócios e tecnologia. Deve ser algo aberto e que irá permitir uma flexibilidade dos negócios para integrar parceiros internos e externos no ecossistema digital.
  3. Cultura: uma cultura da inovação relaciona-se com a liderança, mindset de crescimento e o desejo de mudar. As pessoas devem estar insatisfeitas com o status quo. Cultura é sobre aprender.

Como criar um ambiente inovador

Se a cultura da inovação é imprescindível para a disrupção digital, como criar um ambiente propício? No artigo “4 dicas para criar um ambiente inovador”, há aprendizados que podem ser absorvidos neste sentido, principalmente ao propor a análise do quanto sua organização tem despendido investimento e atenção para esse aspecto. As 4 dicas consistem em:

  1. Diversidade: nada de individualidade ou a solidão de uma mente genial. A troca de dados e conhecimento aparece novamente para criar ideias diferentes.
  2. Mais do que trabalho: é comum que inovações nasçam fora da rotina corporativa. Por isso, é recomendado estimular momentos de descontração e oferecer ambientes desconectados das funções operacionais.
  3. Nada de muros: as barreiras impedem a cultura da inovação. O tráfego de pessoas e ideias deve ser livre e sem burocracia.
  4. Home office: equipes remotas são o presente e o futuro. Então, desenvolver metodologias de gerenciamento que permitam a integração e o diálogo entre colaboradores é fundamental para a inovação.

Sua empresa está preparada para a disrupção digital? Como está a sua cultura da inovação? Deixe suas dúvidas e sugestões!

Inovação organizacional: porque a cultura é o centro da estratégia

Quando se pensa em inovação organizacional é natural que as primeiras referências sejam de grandes empresas, como Google, Tesla e outros nomes do setor de tecnologia. Aliás, é um segmento que comumente parece estar sempre se transformando. É só pensar no paradigma quebrado a partir da ideia de que trabalho agora também pode ser diversão, o que é representado, por exemplo, pelas salas de descompressão, com uma arquitetura criativa dentro do ambiente profissional. Então, talvez, a inovação organizacional possa parecer algo distante da sua realidade.

A inovação organizacional, na verdade, está mais perto do que se imagina, independentemente do tamanho da empresa. Mas, por outro lado, como abordado pelo especialista Chris Cancialosi, a inovação pode se tornar o fator-chave para que o negócio possa escalar e alcançar o sucesso em um mercado que está em constante transformação. É uma necessidade diária. O digital não para de modificar a maneira como todos trabalham. E, como relembra Cancialosi, a única constante é a mudança.

No Vale do Silício, como relata Vicki Huff, líder global de novos empreendimentos na PwC, muitos costumam olhar bem dentro dos seus olhos e perguntar qual o segredo da inovação organizacional. As pessoas reconhecem que lá é um polo de inovação e, por esse motivo, querem entender como é possível replicar em seu ambiente de trabalho. Porém, como salienta, apesar de ser um lugar de excelentes ideias, não há um monopólio global do ato de inovar. Está acontecendo em todos os lugares um movimento no qual a tecnologia dá o primeiro empurrão no modelo tradicional para dar lugar a transformações relevantes.

Não há uma ciência exata, mas uma abordagem diferenciada dos desafios diários que estão se modificando com as necessidades criadas pela tecnologia. O diferencial está na curiosidade e na capacidade de deixar a mente aberta para compreender e alcançar novos estágios de inovação. São baby steps que compõem a inovação organizacional, pois sozinha nada acontece. É preciso dar início, seja por meio de um questionamento ou uma percepção diferenciada, cuidar e aprimorar as ideias e criar não só uma solução isolada, mas um ecossistema. Mais do que ferramentas tecnológicas, a inovação organizacional ocorre no mindset.

O centro da inovação organizacional

Em sua explicação, Chris Cancialosi traz os dados da pesquisa Gartner de 2016 sobre inovação de serviços financeiros. Nela, se constata que a maior ameaça à inovação está instalada na política interna e em uma cultura organizacional que não está preparada e não aceita o fracasso, ideias externas e mudanças. Além disso, enfatiza os desafios da liderança, pois muitos dos que estão comandando o barco da inovação organizacional estão apegados a crenças e comportamentos inconscientes que trazem insegurança para transformar e inovar. É preciso abraçar o desafio.

Por onde começar para enxergar oportunidades e navegar nas mudanças? É necessário moldar a cultura da empresa para a inovação organizacional. E, para isso, há algumas ações primordiais:

  1. Clareza e alinhamento em relação à inovação: a equipe deve estar na mesma página no que diz respeito a uma definição do termo inovação organizacional. O que é ou não, como saber se deu certo ou não, são ótimos começos para alinhar os pontos de vista. Inovação não é apenas criar novas ideias e, para compreender isso, as pessoas precisam de estrutura e uma linguagem que todos conheçam e decodificam.
  1. Segurança psicológica: perceber de forma realista como o fracasso é recebido pelas pessoas da empresa. Uma cultura de culpa, vergonha e punição inibe a inovação, pois as pessoas não ficam confortáveis em cenários que fogem da total obediência. Portanto, é imprescindível criar a segurança psicológica.
  1. Incentivar o diálogo: de forma honesta e aberta, as pessoas devem ficar à vontade para trocarem ideias. É um estímulo que reforça os comportamentos necessários para a inovação organizacional.
  1. Ir além das suposições: deixe de seguir as regras não-faladas e não-determinadas que fazem parte da sua rotina. Desafie suas suposições e as regras que estabeleceu para si mesmo ao longo do tempo.
  1. Diversificar: uma equipe diversificada amplia a capacidade da inovação organizacional. O que se deve ao conjunto variado de experiências, origens e perspectivas.

O ambiente, a capacitação constante e o redesenho de processos são elementos-chave da inovação organizacional. Está preparado para transformá-los? Converse conosco!

Plataformas digitais e o futuro dos negócios, como não ficar para trás?

As empresas de plataformas digitais têm despertado olhares atentos. Afinal, quais são seus diferenciais de mercado? Elas costumam ser bastante distintas, mas, independente disso, têm alcançado um estrondoso sucesso. Por conta dessa razão, há uma grande expectativa para o futuro. Quem se tornará o próximo Uber ou Facebook? Tais indagações estão causando um movimento entre os executivos de negócios estabelecidos, no qual estão priorizando as plataformas digitais dentro de suas estratégias. A partir disso, o principal é saber como não ficar para trás e quais são os primeiros passos.

De acordo com os economistas Richard Schmalensee e David S. Evans, agora é a melhor hora para investir em plataformas digitais. É o caminho para o sucesso. Porém, para trilhar a estrada rumo a um novo modelo de negócios, é importante seguir o aviso dos especialistas: não é tão fácil criar um negócio plataforma, é preciso preparo. Em uma das publicações de Schmalensee, há o conceito de um modelo que conecta diferentes grupos. O que, segundo ele, não é novidade, mas em uma era de transformação digital, ficou mais fácil estabelecer interações. Uma facilidade que precisa entendimento para gerar inovação.

A transformação digital é um dos temas que empresas que pretendem migrar para o modelo de negócio das plataformas digitais precisam conhecer. É uma realidade que inclui a necessidade constante de inovação de um mundo acelerado e conectado. Para entender sobre o novo ecossistema e saber se a sua empresa está preparada para dar o próximo passo, confira o e-Book Como preparar a empresa para a transformação digital. O material foi publicado no blog da Beefind, startup da qual sou CEO.

As oportunidades estratégicas, de acordo com o professor Michael Schrage, requerem a participação (ou, até mesmo, a criação) de ecossistemas. Ou seja, é vital promover a transformação digital, mas é, igualmente importante, ir além de produtos e serviços e abraçar as plataformas digitais. O especialista cita o mantra do mercado atual: “vá para a plataforma ou vá para casa”, afirmação do CEO da Amazon, Jeff Bezos. Schrage ainda explica que re-imaginar o negócio é apenas o começo (que deve ser estudado e implementado), mas a criação de recursos baseados em plataformas é que alçará a empresa para a conquista do mercado.

Etapas da implementação de plataformas digitais

Os modelos de negócios de plataformas digitais não são exclusivos da área da tecnologia. Atualmente, têm sido replicados e aparecido em diversos setores. Nicholas D.Evans, consultor de inovação e transformação digital, separou o processo de implementação, pensando nas diferentes áreas, em quatro etapas iniciais. São elas:

  1. Estabelecer a base comercial e técnica: quais são os serviços principais da plataforma que sustentarão seu ambiente de serviços?
  2. Alinhar equipes internas e demonstrar o valor das plataformas digitais: é imprescindível uma definição nítida do que é a plataforma e o que está dentro do escopo. Aqui, é possível contar com palestras, como: diferentes formas de inovar, transformação digital e impacto nas organizações, novas formas de organização de trabalho, liderança para inovação, entre outros.
  3. Oferecer os primeiros serviços para clientes: com isso, a empresa obterá feedbacks antecipados e poderá ajustar a abordagem comercial e técnica com base em informações do “mundo real”.
  4. Dimensionar o ecossistema: escalar por meio de aplicativos de terceiros, parceiros e serviços associados, proporcionando mais opções dentro do catálogo de ofertas.

São passos imensos rumo a era das plataformas digitais. Cada uma das etapas, mesmo estando no começo da transformação do modelo de negócio, requer uma revolução entre as pessoas, sistemas e a própria empresa. Mas, não é preciso fazer tudo sozinho. Consultorias especializadas podem guiar as organizações de maneira eficiente e organizada. Quer saber mais sobre as possibilidades de workshops in company, palestras e trilhas? Converse conosco!

Plataformas: você está pronto para investir em uma?

Em um mercado tão baseado na oferta de produtos, pode parecer estranho falar que é preciso procurar por um novo viés. Mas, quem quiser continuar prosperando, terá que urgentemente voltar seu olhar para as plataformas. São elas que serão o futuro dos negócios, como afirma Marshall Van Alstyne, professor da Boston University. Para conseguir entender com clareza, pense que o Uber é mais valioso que a BMW, uma marca tradicional e consolidada. Outro dado impressionante: o Facebook tem um valor 2 vezes superior ao da Disney. A magia está nas plataformas.

Como que gigantes de diferentes mercados estão sendo rapidamente superados por novas empresas? A resposta do professor americano é simples: todos os negócios que estão crescendo foram estabelecidos em cima de plataformas. Aqueles que estão ficando para trás são construídos em cima de produtos. E, por melhor que um determinado produto seja, a plataforma sempre sairá campeã. Tendo isso em vista, o presente começa a fazer sentido e o futuro fica mais claro: o segredo está no gerenciamento de plataformas e na mudança do modelo de negócio.

Falar sobre é bastante diferente de fazer e, de fato, colocar em prática pode não ser tão simples. Afinal, é fundamental parar de avaliar o mercado por conta dos produtos de uma marca. A mudança para o conceito de plataformas rompe barreiras e deve ser feita cuidadosamente, com o auxílio de uma consultoria profissional. Não estamos discutindo sobre um processo novo, mas um foco completamente diferente de um negócio. Hoje, por exemplo, a inovação não está em um design mais bonito, como salienta Alstyne, mas na interação com o cliente, na criação de um ecossistema próprio.

O novo valor das plataformas

Em “Ubernomics e a eficiência das plataformas digitais”, são elencados três pilares para o sucesso das plataformas, com foco no case do Uber. O público preza por: qualidade, valor e conveniência. E, o mais curioso, é que analisando profundamente, estamos tratando de uma empresa que, basicamente, desenvolveu um aplicativo, uma plataforma. Não há carros ou motoristas próprios. O que há, na verdade, é a conexão. Novamente, a possibilidade de interação entre quem precisa ir e quem pode levar, os passageiros e os motoristas.

Agora, pensando em fatores econômicos, a análise sobre plataformas resume o serviço do Uber como: eficiente. Ou seja, dão um ótimo resultado com menos consumo ou desperdício de recursos. Entre as diversas vantagens levantadas: menor tempo de espera, menor tempo de chegada ao destino, menor consumo (de combustível), veículos circulando com mais pessoas (diminuição do tráfego sem clientes ou passageiros), priorização do conforto e bom atendimento, valor considerado adequado pelo serviço oferecido e a garantia social, por meio da qualificação, da qualidade do motorista.

Os erros da mudança para plataformas

Voltando para o especialista Marshall Van Alstyne, há alguns cenários que o professor identifica como grandes erros das empresas, principalmente quando tentam inovar sem planejamento e acabam eliminando o efeito de rede, tão valorizado pelas plataformas. Por isso, quando a IBM produziu contratos específicos do uso do Watson houve uma adesão bem abaixo do normal, pois entre as cláusulas constava a apropriação pela empresa do que fosse criado pelo usuário. Fica a primeira lição: antes de monetizar, garanta seu ecossistema.

Na ânsia de inovar e aderir as plataformas, muitas vezes as empresas não colocam a qualidade em primeiro lugar. Erro grave. Como reforça Alstyne, de nada adianta estruturar uma base, crescer e acabar por oferecer algo que fará os usuários fugirem. Exemplo de uma estratégia inteligente, o Facebook garantiu a retenção e interação das pessoas ao abrir a possibilidade dos desenvolvedores ofertarem seus jogos casuais. E, quando houve games que começaram a desagradar o público, a plataforma expulsou as empresas que não agregam valor.

O caminho para o sucesso das plataformas

O sucesso da migração para plataformas envolve determinados fatores-chave: consultoria organizacional, planejamento e treinamentos. A partir disso, será possível vencer os desafios, como o apontado por Steve Mezak, fundador e CEO da Accelerance, Inc., a adesão dos usuários nas plataformas. Para garantir bons resultados, o especialista ainda dá dicas do que evitar:

  1. Filtragem ineficaz: os participantes devem receber das plataformas aquilo que eles consideram relevante. É recomendável pensar em processos de curadoria.
  2. Falta de foco central nas interações: o excesso de informações dispersas pode, igualmente, diluir a presença dos usuários nas plataformas.
  3. Usabilidade e design não-amigáveis: as plataformas precisam ser intuitivas, pois em um mundo cada vez mais dinâmico, as pessoas não têm tempo a perder com opções confusas e que não fornecem a informação de forma fácil.
  4. Atrair o participante errado: receber o tipo errado de participante é atrair o público que não terá adesão a sua plataforma. É o mesmo que tentar vender um valor para quem não precisa ou não quer.

Todos os pontos acima podem ser evitados e superados quando se tem um treinamento adequado para a virada nos negócios. Uma consultoria será capaz de estabelecer planos e metas para o investimento em plataformas. Está preparado?

Empresas plataformas: o que não pode faltar na estratégia

O que as empresa plataformas globais têm feito para garantir bons resultados? Primeiro, é preciso entender que na era atual, não basta pensar em empresas tradicionais concorrendo entre si. A competição de verdade está nas empresas plataformas. Como Mark Bonchek e Sangeet Paul Choudary falam no livro Plataforma, A Revolução da Estratégia, editado no Brasil pela HSM, ao construir uma plataforma acima da média, você terá uma vantagem competitiva decisiva frente aos outros. E, para fazer isso dar certo, é preciso que exista conexão.

Quando citamos a importância das conexões para empresas plataformas, estamos falando de um local onde outros negócios podem se conectar com o seu, criar serviços e produtos e gerar valor. O chamado “plug-and-play”, como os especialistas chamam, é um dos aspectos que definem o “Platform Thinking”, a forma de pensar em plataforma. Então, para que as consequência sejam positivas, o mindset é o ponto de partida que deve ser trabalhado. E, não se deve deixar passar tamanha oportunidade, pois como apontam Megan Beck e Barry Libert, modelos de negócios baseados em plataformas estão crescendo e adquirindo um poder cada dia maior.

Os profissionais da área, Beck e Libert, demonstram o potencial gigantesco das empresas plataformas ao citar o exemplo dos tweets do presidente norte-americano Donald Trump que fizeram a Amazon ter um resultado negativo no mercado. Ou, ainda, o caso de influenciadores russos que alcançaram e impactaram 126 milhões de pessoas por meio do Facebook. Por isso, deve-se ficar atento aos modelos de negócios que estão construindo uma rede, permitindo mais relacionamentos e interações e, ao contrário do mais comum (para quem pensa de forma tradicional), produtos. Alguns deles são bastante conhecidos e devem fazer parte do seu dia a dia: Facebook, Uber, Pinterest, Airbnb, etc.

É justamente em cima das conexões que as empresas plataformas têm conseguido uma estratégia de sucesso. Para isso, valem-se da inovação e dos efeitos das redes. Elas são as responsáveis por definir novos mercados. Agora, uma dica dos autores, não basta adotar um modelo de negócio de plataforma, há no meio disto uma infinidade de possibilidades que resultam tanto no ápice quanto em falhas. O papel de conectar não é, em sua essência, uma novidade. Anteriormente, as pessoas faziam uso de meios clássicos. Agora, vemos que todos migraram para plataformas diferentes e específicas. No caso dos recrutadores, houve uma movimentação interessante, eles estão no momento no seu LinkedIn. O que se ganha com isso? Escalabilidade rápida e diminuição de custos.

As empresas plataformas, apesar de exigirem um grau elevado de Machine Learning para crescerem, trazem os valores que todos estão buscando. Para tal, quando se alcança uma infinidade de perfis ou currículos, é preciso da ajuda de uma máquina inteligente que resolva a quantidade de dados gerados. A capacidade de aprender e otimizar as conexões é a diferença de uma boa plataforma para uma ruim. Não basta agrupar tudo que está disponível na rede. É preciso, por meio do aprendizado de máquina, uma boa dose de organização.

Empresas plataformas: o que está por trás dos bons resultados?

Além do uso da tecnologia para evoluir constantemente e colocar ordem nos dados que são adquiridos, há outros elementos que são um elo em comum das empresas plataformas. A facilidade de conexão, a amplitude de serviços, o fluxo de troca e, por sua vez, o processo de co-criação, devem estar fortemente presentes para alcançar o sucesso. Aqui, listamos os três itens considerados por Mark Bonchek e Sangeet Paul Choudary como fundamentais para uma estratégia bem-sucedida:

1. Criar conexões: facilitar a conexão de outras pessoas com as próprias empresas plataformas e permitir a interação entre os participantes. No caso da Apple, utilizado para demonstrar o valor das conexões, é oferecido para os desenvolvedores o sistema operacional e as bibliotecas de códigos. O YouTube proporciona uma infraestrutura mais do que adequada para que os criadores de conteúdos possam hospedar seus arquivos. Já, em outro segmento, a Wikipédia traz para os escritores as ferramentas necessárias para colaborar em um artigo.

2. Atrair participantes: as empresas plataformas de sucesso construíram uma espécie de imã que atrai produtos e consumidores. No caso da Apple, como citado no item acima, havia uma demanda por desenvolvedores e usuários. Então, fique alerta em: design de incentivos, sistema de reputação e modelos de preços.

3. Fluxo de valor: os dados são o centro de uma parceria bem-sucedida. É preciso capturar os dados mais relevantes dos participantes e gerar conexões simplificadas entre consumidores e produtores, no qual há uma promoção do fluxo de valor entre ambos. O Google corresponde com exatidão tanto a oferta quanto a demanda por conteúdo no meio digital.

A tendência é que, no futuro, veremos mais empresas migrem de produtos para se tornarem empresas plataformas. Quer saber mais sobre as opções para fazer isso com sucesso? Vamos conversar!

Plataforma de negócios: o que são e como impactam o mercado

As empresas do tipo plataforma de negócios mudaram a dinâmica da economia e obrigaram muitos gestores a saírem da caixa para não serem impactados pela disrupção digital. Elas romperam com o formato linear dos modelos tradicionais e criaram um verdadeiro ecossistema em torno das suas plataformas. O que fazem de diferente? Basicamente criam valor facilitando trocas entre dois ou mais grupos diferentes, geralmente consumidores e produtores.

Para que essas transações aconteçam, as empresas do tipo plataforma de negócios criam comunidades e mercados com efeito de rede que permitem que os usuários interajam uns com os outros e façam transações. Ou seja, existem duas partes interessadas: a primeira conta com um produto ou serviço para oferecer, já a segunda tem interesse em adquirir esse produto ou serviço.

Organizações exponenciais que incluíram a plataforma de negócios em sua cadeia de valor entraram para a lista das maiores (e mais inovadoras!) empresas globais. Google, Facebook, Apple, Uber e Netflix são algumas delas.

Plataforma de negócios, um modelo antigo

Até aqui você já deve ter olhado para a sua própria experiência como usuário recorrente de plataforma de negócios. Afinal, quem é que não gosta de maratonar uma série em um feriadão? Quem é que resiste a uma promoção de livros? Isso tudo sem contar na facilidade de conseguir um carro quando você está atrasado para aquela reunião.

O hábito de conseguir serviços com poucos cliques é novo, mas a plataforma de negócios é um modelo antigo. Vamos pensar juntos: qual o lugar que você vai quando precisa comprar sapatos, fazer supermercado e almoçar sem se preocupar com a condição do tempo ou a falta de estacionamento? Acertou quem respondeu o shopping center.

A estrutura não passa de um grande centro comercial que aproxima lojistas de diferentes segmentos. Esses empresários pagam para utilizar o espaço e os consumidores podem centralizar as suas compras em um só lugar. Nesta equação todo mundo sai ganhando: o dono do shopping, os lojistas e os consumidores.

Existem centenas de shopping centers no país. Uns faturam mais que os outros. O segredo do sucesso neste ramo é atrair participantes dos dois lados: lojistas e consumidores.

O modelo plataforma de negócios ganhou uma forte aliada com a chegada da internet. Vinte anos depois, as ferramentas tecnológicas estão mais acessíveis e a população conectada aumentou em escala global. Surgiram marketplaces de produtos, serviços e também empresas que conectam profissionais com interesses comuns. Tudo isso tendo a plataforma como base. No entanto, o que não mudou foi o desafio dessas empresas – o de estimular transações entre os dois lados.

Plataforma não é uma ferramenta tecnológica

Plataformas são modelos de negócios e não apenas uma ferramenta tecnológica. É comum utilizarem o termo para se referir a aplicativos para celulares ou websites, mas uma plataforma não é apenas um site ou uma ferramenta tecnológica. É um modelo de negócio que cria valor aproximando produtores e consumidores.

Essa confusão ocorre principalmente em empresas que oferecem SaaS (Software as a Service). Não que uma startup que comercializa softwares não possa ser (ou se transformar) em uma organização exponencial, mas a maioria delas entrega valor por meio de um produto e não cria conexões por meio de redes. Da mesma forma, não contam com a estrutura de custos que torna o modelo plataforma de negócios bem-sucedidos.

As empresas lineares criam valor na forma de bens ou serviços e distribuem para um cadeia de suprimentos até chegar no consumidor final. Independente de ser uma empresa linear que fabrica calçado ou que oferece pacote de assinatura de tv a cabo como a HBO.

Plataforma de negócios é um modelo em expansão

No início do texto citamos o Google, o Facebook e a Apple como exemplos de empresas plataforma de negócios bem sucedidas. Contudo, a grande verdade é que elas são apenas a ponta do iceberg. As plataformas estão crescendo de forma acelerada e encabeçando a lista das marcas mais valiosas segundo a revista Forbes.

E engana-se quem acha que o sucesso dessas empresas acontecem apenas nos Estados Unidos. Alibaba, Tencent, Baidu e Rakuten estão conquistando o mercado  chinês e grande parte da Ásia. O Alibaba, por exemplo, controla até 80% do mercado chinês de comércio eletrônico, enquanto o Baidu tem mais de 70% da pesquisa chinesa. A Tencent atualmente a empresa mais valiosa da Ásia, tem quase 850 milhões de usuários em sua plataforma de mensagens WeChat e é considerada por muitos como a maior empresa de jogos do mundo.

No Brasil várias empresas no modelo plataforma de negócios surgem a cada dia. A Beefind, por exemplo, conecta consultores com empresas que buscam esse tipo de profissional para atuar em seus projetos. Em dois anos de mercado já conta com 500 usuários cadastrados e já facilitou diversas negociações.

E você, já utilizou alguma plataforma de negócios? Divida conosco sua experiência!

Feedback do cliente: peça retorno do que você pode mudar

Trabalhar com o foco no cliente é um dos grandes desafios das empresas. Além de construir um negócio dinâmico e que suporte novos testes e modificações, é imprescindível definir uma proposta de valor consistente. Uma boa maneira de alinhar as duas coisas é ir a campo conversar com o público-alvo, colher feedback do cliente e aprender ao máximo como funciona a relação do seu produto ou serviço com as pessoas que o utilizarão.  Feito isso, é agregar ao seu negócio tudo o que for relevante e medir quantas vezes for necessário.

Construir, ver, aprender e medir são as premissas do Business Design e tem contribuído para que empresas economizem recursos, ganhem tempo, monetizem seus negócios com mais assertividade e eliminem erros do processo. Tudo isso por meio da experimentação e utilização constante do feedback do cliente.

No entanto, a fase de feedback é delicada e precisa de muita atenção para não se transformar em um muro de lamentações improdutivas. No post de hoje, confira algumas boas práticas para colher informações com os clientes e aproveitá-las da melhor forma nas organizações.

Feedback do cliente e o poder da pesquisa positiva

No artigo O poder da pesquisa positiva da Harvard Business Review, é colocado que, as empresas fazem pesquisas de satisfação de clientes com objetivo de melhorar um produto ou serviço. A diferença é que esse trabalho vem sendo focado em problemas, de forma que, os clientes foram condicionados a olhar sempre para o que está errado.

Quando se trata de colher feedback do cliente, Sterling Bone, professor de Marketing na Huntsman School, aconselha a mudar a pergunta de “O que deu errado?” para “O que deu certo?”. Trabalhando dessa forma a pesquisa de satisfação não serve apenas para ouvir o cliente, mas também como uma oportunidade de aumentar o engajamento com a marca. Mas, se você está se perguntando “Como vou descobrir o que deu errado se focar em receber elogios? O ponto não é bem este.

Um estudo aplicado em uma empresa de software com foco em B2B gerou um aumento de 32% nas vendas quando o solicitado foi a descrição dos recursos que mais agradaram os usuários. Perguntas positivas abertas permitem ainda que o cliente aponte as funcionalidades preferidas, mas também possa sugerir melhorias naquela mesma função. É uma oportunidade única de monetizar ainda mais uma área onde a marca já tem destaque.

Além disso, as melhorias da sua empresa não devem vir apenas do feedback do cliente, mas também de um estudo de mercado minucioso, análise de dados, testes de protótipos, entre outros.

Três formas de coletar o feedback do cliente

Mídias Sociais

As redes sociais vieram para aproximar as marcas do seu público e isso não é mais nenhuma novidade. Instagram, Twitter e Facebook oferecem um espaço para que os clientes possam elogiar, reclamar e fazer perguntas. Deixar essas funções ativas vão além da simples coleta do feedback do cliente, uma vez que estão públicas para quem quiser conferir. Dessa forma, se colocam como uma excelente oportunidade para a empresa mostrar para o público como costuma se relacionar com quem consome seus produtos.

Formulários

Enviar perguntas específicas para os clientes por plataformas de emails marketing, formulários do Google ou papel físico são boas práticas para medir um serviço ou produto específico. Lembram do que falamos no início do texto? Para quem pretende testar uma ideia para transformá-la em um produto ou serviço  ao final do processo, é necessário testar, medir e colocar em prática até que o resultado esteja satisfatório para a empresa.

Entrevistas com clientes

Convidar um grupo de clientes para um bate-papo alinha o espaço aberto das redes sociais com as perguntas abertas de  pesquisas. formulários. O objetivo aqui é colher insights para melhorias e também para identificar o que não deu certo na entrega do produto ou serviço. Uma boa prática é escolher os clientes recorrentes que tenham afinidade com a marca.

Colhi o feedback do cliente e agora?

Crie um banco de dados

Guarde todas informações coletadas em um banco de dados. Não tem recurso para investir em uma ferramenta paga? Uma planilha no excel resolve. O importante aqui é abrir  a oportunidade de desenvolver uma comunicação individual com cada cliente. Criar essa memória é importante não apenas para oferecer um serviço personalizado mas também para evitar problemas recorrentes.

Use a tecnologia para personalizar a experiência

Pensar de fora para dentro, colher o feedback do cliente e trabalhar com foco em compreender e atender as necessidades do público-alvo tem contribuído para que muitas empresas atinjam suas metas ao final do mês. Organização, planejamento e tecnologia bem alinhados podem gerar ofertas de produtos e serviços cada vez mais exclusivos para solucionar problemas e garantir o sucesso do cliente.

Quer saber mais sobre Business Design ou como analisar com eficácia o feedback do cliente? Acompanhe nossa agenda de cursos! Com eles é possível aprender a transformar negócios a partir das necessidades das pessoas, desenhar novos modelos de negócios, agir de forma rápida e muito mais!