Mercado de trabalho no futuro: como aumentar o seu poder de adaptação

Quando falamos sobre o mercado de trabalho no futuro, a discussão já transcende o questionamento sobre se haverá ou não automatização. Agora, a questão é muito mais específica, estamos prevendo quais serão as atividades que serão automatizadas e como se preparar para as mudanças. Dan Finnigan, CEO da Jobvite, publicou recentemente um artigo sobre um dos grandes medos da atualidade: os robôs roubarão empregos. Ou, talvez não seja exatamente assim, como defende o especialista. Mas, de uma forma ou de outra, as pessoas estão com medo. Em 2016, uma pesquisa divulgada pela Jobvite apurou que cerca de 55% de candidatos a empregos se mostravam, pelo menos, preocupados com a automatização do trabalho.

Entre os benefícios e consequências da transformação digital no mercado de trabalho no futuro, a automatização já é uma realidade. Há determinados empregos que se tornarão territórios de robôs, mas também novas possibilidades de carreiras profissionais surgindo em paralelo com as novas tecnologias. Como em todo processo de mudanças, é natural que exista o sentimento de ansiedade e a preocupação, como demonstrado pela pesquisa. No mesmo artigo, Finnigan aconselha: “vamos respirar fundo por um segundo”, pois nem todos os trabalhos serão automatizados e sim, os seres humanos são implacáveis em sua capacidade de adaptação e reinvenção.

Com tal cenário em mente, começa-se a ver uma nova perspectiva a partir da automação e da presença de robôs no ambiente profissional. Segundo o relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), aproximadamente 133 milhões de empregos no mundo poderiam ser criados com o auxílio de avanços tecnológicos no local de trabalho na próxima década, em comparação com outra previsão, a do deslocamento de 75 milhões de atividades profissionais. O mesmo relatório sugere que as inovações tecnológicas, originadas pela transformação digital, têm a capacidade de romper com o contexto atual e criar novas formas de trabalho, tal como na Revolução Industrial, quando a energia a vapor e a eletricidade possibilitaram a criação de empregos.

O ponto é que a tecnologia tem avançado em um ritmo acelerado, mas não é a primeira vez que acontecem mudanças tecnológicas. Desde a roda até Gutenberg, como explica Mynul Khan, CEO na Field Nation, os seres humanos inovam e se adaptam ao longo da história. Em cada caso, acabou-se levando a novas indústrias e atividades profissionais. Contudo, como afirma Klaus Schwab, presidente do WEF, os ganhos no mercado de trabalho no futuro a partir das tecnologias exigem um investimento em treinamento e educação para que os profissionais possam se adaptar.

O poder da adaptação no mercado de trabalho no futuro

Em uma programa sobre o mercado de trabalho no futuro, o Instituto Global McKinsey discutiu sobre o que será exigido dos trabalhadores. E, para se adaptar ao que virá, um dos pontos de destaque é o treinamento de novas habilidades e qualificação para atuar em novos empregos. Será preciso ajudar as pessoas a obterem habilidades mínimas necessárias para começar uma carreira em uma direção completamente nova. Entender o que está acontecendo a partir da transformação digital e vislumbrar oportunidades é o primeiro passo. A partir disso, cada profissional poderá potencializar suas capacidades para desempenhar atividades que estão sendo ou serão exigidas em um futuro próximo.

Pensando nisso, há três pilares que podem ser desenvolvidos para aumentar o poder de adaptação ao mercado de trabalho no futuro. São eles:

  • Inovação: a inovação pode englobar diferentes aspectos, e todos eles importantes, como a inovação aberta, a transformação digital, os negócios exponenciais e as lean startups. Para isso, será fundamental compreender a inovação dentro de um ambiente que motive, inspire e engaje em um ritmo de rápidas mudanças. Também entram novos modelos de gestão, formação de equipes de alto desempenho, conhecimento de mercado e os novos negócios que estão surgindo a partir de startups.
  • Design driven: design thinking, business design e design de serviços formam a tríade do design no mercado de trabalho no futuro. O que significa compreender a transformação dos próprios negócios, pessoas e necessidades. Com isso, ampliando a visão a partir do pensamento do design e a criação de novos modelos de negócios.
  • Design your life: com as mudanças acontecendo em um ritmo sem precedentes, entender onde o profissional está inserido ou poderá crescer em uma nova carreira é essencial. Dentro disso, procura-se aprender sobre propósito de vida, autoconhecimento, modelo de negócio pessoal e planejamento.

Empregos perdidos, empregos ganhos. O mercado de trabalho no futuro significará novas possibilidades e habilidades. Quer saber mais sobre o assunto? Veja como podemos desenvolver essas habilidades in company, em programas exclusivos para a sua empresa. Tire suas dúvidas e faça seus comentários!

Futuro do trabalho: tem espaço para todas as profissões no futuro?

Como será o futuro do trabalho? Sem bola de cristal, mas com base em pesquisas e tendências, é possível prever algumas das mudanças que ocorrerão em breve. De acordo com o Instituto Global McKinsey, por exemplo, o mundo do trabalho está em um estado de fluxo, o que pode estar causando certa apreensão e ansiedade para os profissionais. Por um lado, o desenvolvimento e a popularização da automação por meio de novas tecnologias, como robótica e inteligência artificial, traz a clara promessa de produtividade e eficiência. Por outro, tais avanços tecnológicos suscitam dúvidas complexas sobre o impacto delas, de forma mais ampla, nos empregos, habilidades e salários.

Atualmente, já se consegue analisar diferentes tipos de trabalho que têm um alto potencial para serem automatizados. Da mesma forma, a relação de busca por cargos e empregos está mudando, plataformas de colocações profissionais têm tornando o processo mais autônomo e digital, facilitando o encontro das melhores oportunidades pelos profissionais que mais têm perfil para preencher as vagas. Os trabalhadores independentes também estão migrando e estabelecendo suas ofertas de serviços por meio de plataformas digitais, colocando abaixo conceitos tradicionais e convencionais de como o trabalho é ou deveria ser realizado.

Para a Deloitte Insights, no meio desse cenário, a resposta para o futuro do trabalho, de forma mais otimista, pode se encontrar na redefinição do que é o próprio trabalho. A ideia do trabalho em si, da maneira tradicional que se é passada, é bastante abstrata e, por isso, frustrante. Nessa lógica, “nós vamos trabalhar, terminamos o nosso trabalho e trabalhamos em alguma coisa”. Ou seja, é ao mesmo tempo um lugar, uma entidade e uma lista de tarefas e saídas para serem colocadas em prática e alcançadas. Então, o que realmente é trabalho? E, dentro disso, qual o futuro do trabalho? Em uma época de inteligência artificial, é preciso dar uma resposta criativa, que traga ganhos às pessoas e de novas tecnologias.

Por conta disso, a redefinição do trabalho, dentro do que será o futuro do trabalho, está modificando uma série de fatores para os colaboradores de uma organização: tempo, esforço e atenção em suas atividades. A automação, dentro disso, consegue liberar a capacidade dos trabalhadores do que é considerado operacional. Embora, enfatiza a Deloitte, é preciso pensar além de automatizar funcionários e aumentar a tecnologia. Então, em uma época de robôs e interação humana, uma forma de identificar e abordar problemas e oportunidades é cultivar e utilizar capacidades humanas para áreas que envolvam identificação, solução, implementação e iteração. Pense no uso da empatia para entender um contexto no qual um cliente utilizará um produto ou serviço e encontrar um problema. As pessoas podem usar curiosidade e criatividade para explorar as causas, coletar informações, analisá-las e ver possíveis soluções.

As perspectivas para o futuro do trabalho

Se tanto mudará no futuro do trabalho, como as pessoas devem se inserir nessas novas situações?  Jeff Schwartz, Heather Stockton e Kelly Monahan mostram que há determinados impactos e questões a serem avaliadas, para que exista, de fato, uma inclusão.

  1. Reavaliação de políticas: as instituições e sociedades devem reavaliar e repensar as políticas legais e reguladoras, como a atualização das definições de emprego, regras para formação de empresas e lançamento de um negócio como empreendedor. Os formuladores de política precisam fomentar o surgimento de novas formas de trabalho e preparar os cidadãos para a transição.
  1. Educação no futuro: não se trata só do futuro do trabalho, mas também da educação. Será preciso uma atualização de habilidades muito mais dinâmica ao longo da carreira e os ecossistemas precisam estar prontos para levar essa questão em consideração e fornecer uma estrutura que possa ajudar às pessoas a desenvolverem seus talentos mais rapidamente e de forma continuada. A partir de agora, o aprendizado será uma constante até o momento que essa pessoa resolver abandonar um trabalho produtivo.
  1. Tecnologia e aprendizado: mais do que otimização de processos, as novas tecnologias e formas de aprendizado devem ser empregadas no sentido de aprimorar a relação e a colaboração entre humanos e máquinas, extraindo o melhor de ambos. Com isso, os líderes precisam estar atentos e garantir que as tecnologias estejam conectadas às necessidades de clientes e funcionários.
  1. Estratégia de força de trabalho: os dados se tornarão os grandes aliados dos líderes, identificando, por exemplo, quando uma tecnologia está atrasando os resultados e como isso afeta a estratégia de força de trabalho.
  1. Linguagem de tecnologia: os trabalhadores, mais do que nunca, devem se tornar fluentes em uma linguagem de tecnologia, em nível básico de conhecimento e proficiência.

O mundo muda o tempo todo, o próprio conceito de trabalho tem se modificado ao longo dos anos. Nesta equação, existem dois atores principais: o profissional — que precisa investir em capacitação em tempo real para não ser consumido pelas novas tecnologias — e as organizações — que precisam criar novas ferramentas para seguir evoluindo e implantar uma cultura de aprendizado contínuo na empresa. Não há dúvida de que o futuro do trabalho nos reserva grandes surpresas, o ponto é: como vamos esperar!

 

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Economia digital: o que muda com os novos postos de trabalho?

Não é nada improvável pensar que daqui a algum tempo, as cédulas de dinheiro e as moedas atuais se tornarão um registro de como “funcionava antigamente”. Com a transformação digital, o mercado financeiro e a economia digital não são mais os mesmos. O mundo está em transição e os dados comprovam. Em 2013, o Banco Central constatou que 78% das pessoas apontavam o dinheiro (físico) como forma de pagamento principal. Em 2018, o número caiu para 60%. E, se em 2013, as pessoas inevitavelmente consideravam o dinheiro para pagar compras, em 2018, já houve mudanças: 4% dos entrevistados afirmaram que nunca usam dinheiro ou moedas.

Outro dado que mostra o caminho que a economia digital está tomando é relacionado com as fintechs (startups com soluções inovadoras para o mercado financeiro). O Google fez uma análise entre bancos tradicionais e as fintechs. Boa parte dos usuários ainda usa as instituições tradicionais como meio principal (46%), mas o que chama a atenção é o grau de satisfação entre ambos. Sete para dez clientes das fintechs (71%) diz estar satisfeito, já quatro em cada dez (42%) dos que preferem instituições tradicionais afirmam o mesmo. De 2017 para 2018, de acordo com o Radar FintechLab, houve um crescimento de 23% de startups financeiras operando no Brasil.

Nas informações sobre cartão de crédito e fintechs, é possível ver uma mudança em andamento e o futuro dela. Os tradicionais cartões de plástico estão se tornando uma preferência e o próximo passo é substituí-los pelos smartphones e pagamentos online. É uma evolução natural considerando o contexto em que as pessoas vivem e o impacto da transformação digital. Usar a tecnologia para alavancar os resultados e aumentar o desempenho é abrir as portas para um novo ritmo de mudanças e uma nova forma de interação.

O dinheiro, a priori, se adapta ao que o ser humano precisa. Desde o escambo até as moedas de metal. Imagine um comerciante com várias moedas de ouro e prata, alguém teria que cuidar delas. Surgem os bancos. Agora, o que está acontecendo é uma resposta de como a tecnologia se tornou parte de hábitos de consumo e passou a exigir muito mais agilidade. E é aí que entra a economia digital.

Economia digital: de criptomoedas a fintechs

Se a transformação digital ampliou fronteiras, o semelhante aconteceu com a economia digital. O que pode trazer ainda mais possibilidades. Entenda o que se está discutindo sobre o assunto e como irá influenciar os novos postos de trabalho.

Criptomoedas

Por trás das criptomoedas há uma grande revolução, as pessoas não precisam mais de bancos. A ideia é que com as criptomoedas, que utilizam criptografia, qualquer um possa realizar transações financeiras de forma segura e sem burocracia. E o mercado de trabalho com criptomoedas está atrás de talentos. Segundo um relatório publicado pela Glassdoor, existiam, na ocasião, quase 2 mil anúncios de vagas online nos Estados Unidos com as palavras “bitcoin”, “criptomoeda” e “blockchain”.

Fintechs

No Reino Unido, as vagas de emprego em fintechs têm crescido mais do que nos bancos tradicionais. Em um período de 12 meses, as vagas de trabalho em fintechs cresceram 9%, ao contrário, os bancos reduziram em 3%.

Economia criativa e colaborativa

A economia criativa e colaborativa é uma forma diferente de enxergar o mercado. A intenção da economia criativa, de acordo com o conceito original, é transformar criatividade em resultado pensando nas relações em comunidade. Dentro disso, a economia colaborativa destaca-se. Com a inovação ganhando notoriedade, os negócios precisam se reinventar e valorizar a criatividade e o setor criativo, o que era deixado de lado por não estar vinculado diretamente com gestão de negócios. Você deixa de se preocupar com as horas trabalhadas e começa a pensar na verdadeira produção dentro das horas trabalhadas.

Por fim, um ponto importante é sobre as relações de trabalho. Além da criação de novas vagas no setor financeiro, a tendência é que ao invés do operacional, o valor estará no pensamento estratégico. Com a automatização e a criação de softwares que quebram com padrões de comportamento, as empresas estarão atrás de quem cria e potencializa o uso das soluções. Da mesma forma, se empresas digitais estão surgindo, as tradicionais ganham no aumento do poder de alcance, ultrapassando barreiras físicas, e em dados, que devem guiar suas ações.

Quer entender mais sobre economia digital, mercado financeiro e novos postos de trabalho? Continue nos acompanhando, dê sua opinião e faça suas perguntas.

Transformação digital: os empregos estão em risco com a automação?

Os robôs saíram das telas de cinema e televisão para ocupar o seu lugar no escritório. Explico melhor. Com a transformação digital, estão todos falando sobre automação de processos, de atividades, de trabalho. É aqui, nessa última palavra, que reside o medo de muitas pessoas: “será que perderei meu emprego para um robô?”. Por certo, a automação de trabalho está acontecendo e ainda acontecerá em variados setores, mas aqui cabe uma outra pergunta: quais são as profissões que realmente estão na mira das mudanças. E, uma ainda mais importante, se é realmente preciso tamanha ansiedade e preocupação.

De acordo com o artigo “Robots and Automation May Not Take Your Desk Job After All”, há uma variável entre o que pensam os candidatos e recrutadores. Na publicação do Relatório Job Seeker Nation, em 2016, 55% dos profissionais estavam, pelo menos um pouco, preocupados com a possibilidade de automatização dos seus trabalhos. Em contrapartida, dentre os responsáveis pela contratação, somente 10% anteciparam a automação de algumas funções para os próximos 3 anos. Nem todos chegaram lá. Afinal, quando se trata de ciclos de tarefas repetidas e previsíveis, é mais simples analisar a automação, como as empilhadeiras e outras máquinas de linhas de montagem. Mas a realização do trabalho cognitivo requer mais esforço.

Existe sim, no entanto, números que mostram uma mudança no mercado de trabalho. Muito embora existam tarefas ainda restritas ao ser humano, é preciso enxergar que a transformação digital está fazendo uma troca de cenários. Em 2013, os especialistas Carl Benedikt Frey e Michael Osborne fizeram uso de um algoritmo de machine learning para analisar o quão rápido e fácil seria automatizar 702 tipos de trabalhos nos Estados Unidos. A conclusão foi de que 47% deles poderão ser realizados por máquinas em cerca de uma ou, no máximo, duas décadas.

Na mesma linha, a OECD promoveu um estudo com 32 países desenvolvidos, mas utilizando uma técnica diferente da análise de Carl Benedikt Frey e Michael Osborne. Na ocasião, constatou-se que 14% dos empregos possuem um alto grau de vulnerabilidade com uma possibilidade de 70% de automação. Já 32% possuem uma dose de risco, mas com chances menores, entre 50% e 70%. Em números, equivale a 210 milhões de empregos que podem ser automatizados. Entretanto, não deverá ser uma automação massiva e uniforme, pois há um grau de variação de vulnerabilidade entre países. Além disso, deve ser levada em conta a estrutura organizacional e a indústria.

Na Coreia de Sul, 30% desses empregos “em risco” estão na indústria, no Canadá, são 22%. Por outro lado, é mais difícil automatizar empregos coreanos do que canadenses. Uma das teorias é de que na Coreia do Sul, encontrou-se formas de combinar tarefas de rotina com aquelas que são sociais e criativas, que não podem ser substituídas por robôs e computadores. Ou, outra explicação, as empresas coreanas já possuem um alto grau de automação.

Transformação digital e os novos mercados

De volta para o artigo de Dan Finnigan, CEO da Jobvite, sobre robôs e automação, há um viés muito maior a ser considerado a respeito dos empregos na transformação digital. Para isso, o especialista traz um estudo da McKinsey, no qual, embora existam mesmo empregos que serão automatizados, traz as tarefas que somente os humanos conseguirão executar em um futuro previsível, com um foco grande na educação e na saúde. O estudo faz uma ressalva para o jogo de adivinhação: quais empregos serão ou não “roubados” por máquinas? A história, como alegam, é bem mais sutil.

As atividades consideradas com baixo potencial de automação (com as tecnologias disponíveis atualmente) são as que estão relacionadas com gerenciamento e desenvolvimento de pessoas, com 9% de probabilidade; aquelas que exigem tomada de decisões, planejamento ou trabalho criativo, com 18%; assistência médica com cerca de 36%. No último, há variáveis, se uma enfermeira tem 30% de probabilidade de ter suas funções automatizadas, para um higienista dental, a porcentagem cai para 13%. Por fim, as atividades em educação têm um potencial de 27% de automação.

O estudo da McKinsey traz o exemplo da implantação de scanners de código de barras e sistemas de ponto de venda na década de 80, nos Estados Unidos. Na época, o custo de mão-de-obra foi reduzido em média 4,5%. Também permitiu-se inovações e o aumento de promoções. Mas, por sua vez, os caixas ainda eram necessários e cresceram em mais de 2% entre 1980 e 2013.

E como fica o mercado de trabalho? A transformação digital possibilita a abertura de novas possibilidades. Como afirma Finnigan, as pessoas são implacáveis na sua habilidade criar maneiras de servir aos outros, o que gera novos trabalhos. Uma parte de quase todas as funções será sim automatizada, enquanto os profissionais caminham para um lado mais cognitivo. Combinar inovação e tecnologia, pode resultar em diferentes tipos de oportunidades que os seres humanos conseguirão aproveitar.

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Inovação nas empresas: 4 segredos de quem chegou lá

A inovação nas empresas traz diversas questões, tal como: o que os grandes líderes têm feito para alcançar o sucesso em um ambiente de criatividade e mudanças? Entender as características e qualidades de CEOs que estão crescendo no mercado é o segredo que desvendaremos.  Em seu livro “Ágeis e Inovadoras: CEOs ensinam como criar empresas de sucesso”, Adam Bryant reúne uma série de depoimentos. Separamos alguns insights para você.

1. Menos e-mail, mais contato

Em uma era de inovação nas empresas, principalmente tecnológica, nada mais natural do que usar o e-mail para falar com as pessoas ao seu redor. Porém, cabe aqui um alerta de Steve Stoute, da Translation LLC e da Carol’s Daughter, cada um deve entender que é responsável por quem trabalha ao seu lado. A transparência é fundamental e, para isso, é preciso uma comunicação coerente e com clareza.

A inovação nas empresas impede o uso de meios modernos de comunicação? Não, mas o ponto é que ao pegar o telefone para falar com clientes ou conversar com a equipe, estamos dando um tom a uma informação. Isso servirá como um norte para entender o quão urgente é uma demanda e qual a intenção de quem fala.

Optar pela conversa aberta reduz ruídos até mesmo no repasse de tarefas e do trabalho em equipe, evitando falhas na interpretação de um e-mail ou mensagem em um aplicativo mobile.

Dica: o workshop “Liderança para inovação” mostra como abrir a mente e olhar para a transformação digital.

2. Nas boas e más horas

A inovação nas empresas é composta de uma série de transformações, com pontos positivos, mas também com percalços no caminho. Caryl M. Stern, do Fundo Americano para a Unicef, fala sobre como o CEO precisa estar preparado para transmitir qualquer notícia, seja boa ou ruim. Além disso, há uma concordância sobre a importância de abrir um espaço na agenda em prol de uma comunicação contínua com a equipe de colaboradores. O que acaba sendo um dos pilares da cultura corporativa.

Uma dica, dessa vez de Christopher J. Nasseta do Hilton World-wide, é ter muita atenção com a maneira de transmitir uma informação, principalmente quando se deve fazer isso por diversas vezes. Para tanto, um conselho é modificar o modo de fazê-lo ou optar por uma comunicação mais breve. O principal é não deixar para depois, pois o que pode parecer corriqueiro para alguns, é relevante para outros.

Dica: aprender sobre Design Thinking pode otimizar suas habilidades de comunicação, pois são explorados a empatia, a colaboração e a experimentação.

3. Quanto maior o tamanho, maior a comunicação

10 ou 10 mil funcionários, não importa a quantidade, para se ter inovação nas empresas, a comunicação não pode parar. Amy Gutmann, reitora da Universidade da Pensilvânia, aprendeu que mesmo numa organização com mais de trinta mil funcionários ainda é preciso falar. Aliás, falar muito e com muita gente. Se antes a dirigente pensava que bastava comunicar uma vez, agora sabe que é fundamental ampliar as interações e fazer isso de uma forma que não se torne maçante.

Uma prática revelada pela profissional é o hábito que adquiriu de visitar salas aleatoriamente e agradecer quem havia realizado algo diferente. E, mais ainda, fazer perguntas, como “do que você mais tem orgulho?”. São questões que revelam como as prioridades da liderança estão sendo refletidas no restante da organização.

Dica: falar sobre inovação nas empresas passa pelo entendimento de negócios exponenciais.

4. Não resolver automaticamente

Quando se tem uma cultura de inovação nas empresas, deve-se evitar uma situação bastante comum: a solução imediata. Quando uma pessoa é promovida para um cargo de gestão, muitas vezes acaba sendo por conta de sua excelência técnica, sua a capacidade de ter as respostas que as pessoas procuram e que os demais não possuem. Por isso, resistir a solucionar um problema logo na primeira queixa pode ser desafiador.

Shellye Archambeu, da MetricStream, recomenda não cuidar excessivamente do time, como uma mamãe urso. Ser protetor e isolar sua equipe de nada ajudará. Portanto, ao continuar trazendo respostas sozinho, privará os outros de aprenderem. Será um ciclo sem fim. Para isso, o ideal é se certificar de que ao se deparar com quem trouxe o desafio, você  reagirá com um “qual sua opinião sobre o que deve ser feito? Qual abordagem recomenda adotar?”. Fazer perguntas e não apenas dar soluções é a chave para o desenvolvimento.

Dica: existem diversos cursos online que estimulam o desenvolvido das habilidades do líderes e dos colaboradores.

 

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Inovação e criatividade: como construir um ambiente para crescer

Como manter um ambiente de trabalho que fomenta inovação e criatividade? Anil Cheriyan, CEO e especialista em transformação digital, responde a pergunta com três dicas: colaboração, arquitetura e cultura. Para ele, um ambiente propício para inovar deve fazer com que toda a empresa esteja compelida a colaborar. Assim, todos fazem parte da identificação de ideias de investimento de forma ágil. Para isso, as informações recolhidas dos especialistas no assunto devem ser agrupadas no momento certo e as soluções apresentadas iterativamente.

Cheriyan, sobre inovação e criatividade, ressalta ainda que as empresas precisam articular com clareza qual será o plano para obter uma arquitetura de negócios e quais serão as tecnologias que representam uma visão em comum do que é desejado. Para isso, a arquitetura deve consentir um grau de flexibilidade em que parceiros internos e externos possam se integrar no ecossistema digital. Sendo assim, a abertura que traz tal flexibilidade determinará que toda vez que houver uma mudança, ela será integrada a plataformas existentes. Quanto mais aberta for, maior a probabilidade de inovar e integrar recursos.

Complementando a tríplice ensinada pelo profissional, a cultura é um dos pilares da inovação e criatividade. Uma cultura de inovação fala, principalmente, sobre liderança, mindset de crescimento e um forte desejo de mudança. Aqui cabe uma visão interessante do que se trata uma transformação cultural: é um intenso aprendizado. É aprender rápido. Não é sobre falhar, mas sim a respeito de fracassar rapidamente por estar aprendendo e colocando a arrogância em segundo plano. Lembrando que há formas e formas de cultura para cada situação. Quando há crises, é possível que seja necessário manter uma estrutura de comando e controle. Para inovar, é aconselhável ir para um lado mais plano e colaborativo.

Os esforços em inovação e criatividade pedem um alinhamento entre os três pontos acima, o que culmina na criação de um ambiente próspero para criação dentro da empresa. Acerta-los fará com que desafios sejam superados. Mas como fazer com que isso se torne real? A partir de boas práticas.

A criação de um ambiente de inovação e criatividade

Inovação e criatividade nem sempre têm portas abertas para circular pela empresa. No entanto, há maneiras de fazer com que isso aconteça. A reportagem “Como manter um ambiente de trabalho inovador?”, primeiro, dá um alerta: não se trata apenas de escritórios coloridos e com salas de descompressão. As relações no trabalho e o ambiente estão se transformando nos últimos tempos. A previsão é de que até 2020 pelo menos metade das equipes tenham millennials entre seus componentes. O que se traduz em uma visão inteiramente nova sobre vida profissional. É um dado que já está impactando as empresas. Afinal, basta relembrar o quanto outras mudanças remodelaram o mercado. Se antes era preciso 20 anos ou mais para um negócio valer US$ 1 bilhão, hoje, demoram pode levar apenas dois anos.

O surgimento de inovação e criatividade se dá, em geral, em uma estrutura menos hierarquizada. Como apresentado por uma das entrevistadas, a superintendente de TI do Banco Original, Cristina Sabbag, algumas vezes uma grande ideia de um novo produto surge em uma roda de conversa durante a hora do café. Em alguns casos, a solução pode estar na criação de redes sociais corporativas, que facilitam a comunicação da empresa com colaboradores e dão voz para os indivíduos. Então, mais uma vez, nos deparamos com a colaboração como matriz para um ambiente diferenciado e na criação do senso de pertencimento. Os resultados são o surgimento de ideias que não precisam obedecer uma ordem fixa, passar por um supervisor, coordenador e assim por diante.

Além da comunicação, colaboração e hierarquia, existem mais perspectivas que devem ser analisadas dentro do viés inovação e criatividade. Na sequência, algumas das dicas para manter e construir o ambiente ideal:

  1. Capacitação de colaboradores e líderes: inovação e criatividade só acontece em ambientes de aprendizado. Os cursos presenciais e os cursos on-line com foco no assunto fazem com que a equipe possa agregar saberes em seus repertórios e estimulam a troca de opiniões.
  1. Mentes diversificadas: a inovação promove trocas. Quando há pessoas diferentes construindo em conjunto, naturalmente há uma complementação de saberes e a criação do novo.
  1. Descontrair para criar: um ambiente de inovação e criatividade deve fugir do estereótipo tradicional. Grandes ideias acontecem a qualquer momento. Portanto, estruturar ambientes e proporcionar momentos de descontração são pontos-chave.

Somando os três pilares com as dicas acima, será factível fazer com que a inovação e a criatividade se tornem parte do seu time profissional em um ambiente estimulante. Dúvidas ou sugestões? Fale conosco!

Cultura da inovação: como se preparar para a disrupção digital

Cada vez mais os termos disrupção digital e cultura de inovação se tornam um denominador comum em empresas de sucesso. Na prática, os dois estão absolutamente conectados, sendo um a base para o outro. O futuro, um que não está tão longe assim, tem se mostrado promissor para quem vem adotando modelos que prezam por ambos. Mas o que eles significam dentro da realidade dos negócios? Primeiro, é preciso entender como a disrupção digital está provocando inúmeras mudanças em formatos já consolidados no mercado.

A disrupção digital traduz um conceito que está bem distante do abstrato ou de buzzwords utilizadas pelo mercado. É uma realidade nas organizações. Em pesquisa da Forbes Insights/Treasure Data, mais de um terço dos executivos entrevistados afirmaram que estão sendo impactados estrategicamente e de forma direta pelo surgimento de uma concorrência de players digitais e experientes. Além disso, 51% descreveram um alto nível de risco em participação de mercado e receita para seu negócio para os próximos cincos anos, um cenário motivado pela disrupção orientada pela tecnologia, em grande parte startups ou demais inovações.

Por sua vez, a ideia da maioria dos executivos é, justamente, estar do lado da disrupção digital e não atrás das outras empresas. Para isso, existem maneiras de se preparar, como ao investir em uma cultura de inovação. Dentro disso, a mesma reportagem da Forbes, traz uma série de dicas para quem está no processo de transição e quer sair do lugar comum. Uma bastante importante é:

  • o poder da informação para transformar. Com os dados dos clientes, atualmente, se consegue demonstrar claramente correlações entre comportamento do consumidor e fidelização. Um exemplo é a Fitbit, provedora de aplicativos de acompanhamento de condicionamento físico. No caso, a empresa lançou uma campanha com histórias de usuários, enfatizando o viés de que os dispositivos trazem um valor muito maior do que serem contadores de passos. Uma ação iniciada pela análise do grau de fidelidade das pessoas e os aspectos que mais engajam.

As informações são essenciais para que a disrupção digital saia do imaginário e faça parte de uma empresa. Utilizar os dados para propor um novo olhar de mercado é uma das práticas comuns em uma cultura da inovação. Entenda mais sobre isso.

A relação entre cultura da inovação e disrupção

A disrupção digital está ancorada na cultura da inovação. Anil Cheriyan, sócio-gerente da Phase IV Ventures, empresa de consultoria, relata que há 3 chaves-mestras para a inovação: colaboração, arquitetura e cultura. Ou seja, um contexto em que as pessoas certas estarão reunidas colaborando e trocando dados e informações, uma arquitetura guarda-chuva e uma cultura de abertura, aprendizado e rejeição do status quo. Sobre cada uma delas:

  1. Colaboração: somente acontece uma cultura da inovação quando diferentes partes da organização estão trocando conhecimento e envolvidos na identificação de ideias de maneira ágil.
  2. Arquitetura: a empresa deve articular com clareza qual será o plano para a arquitetura de negócios e tecnologia. Deve ser algo aberto e que irá permitir uma flexibilidade dos negócios para integrar parceiros internos e externos no ecossistema digital.
  3. Cultura: uma cultura da inovação relaciona-se com a liderança, mindset de crescimento e o desejo de mudar. As pessoas devem estar insatisfeitas com o status quo. Cultura é sobre aprender.

Como criar um ambiente inovador

Se a cultura da inovação é imprescindível para a disrupção digital, como criar um ambiente propício? No artigo “4 dicas para criar um ambiente inovador”, há aprendizados que podem ser absorvidos neste sentido, principalmente ao propor a análise do quanto sua organização tem despendido investimento e atenção para esse aspecto. As 4 dicas consistem em:

  1. Diversidade: nada de individualidade ou a solidão de uma mente genial. A troca de dados e conhecimento aparece novamente para criar ideias diferentes.
  2. Mais do que trabalho: é comum que inovações nasçam fora da rotina corporativa. Por isso, é recomendado estimular momentos de descontração e oferecer ambientes desconectados das funções operacionais.
  3. Nada de muros: as barreiras impedem a cultura da inovação. O tráfego de pessoas e ideias deve ser livre e sem burocracia.
  4. Home office: equipes remotas são o presente e o futuro. Então, desenvolver metodologias de gerenciamento que permitam a integração e o diálogo entre colaboradores é fundamental para a inovação.

Sua empresa está preparada para a disrupção digital? Como está a sua cultura da inovação? Deixe suas dúvidas e sugestões!

Inovação organizacional: porque a cultura é o centro da estratégia

Quando se pensa em inovação organizacional é natural que as primeiras referências sejam de grandes empresas, como Google, Tesla e outros nomes do setor de tecnologia. Aliás, é um segmento que comumente parece estar sempre se transformando. É só pensar no paradigma quebrado a partir da ideia de que trabalho agora também pode ser diversão, o que é representado, por exemplo, pelas salas de descompressão, com uma arquitetura criativa dentro do ambiente profissional. Então, talvez, a inovação organizacional possa parecer algo distante da sua realidade.

A inovação organizacional, na verdade, está mais perto do que se imagina, independentemente do tamanho da empresa. Mas, por outro lado, como abordado pelo especialista Chris Cancialosi, a inovação pode se tornar o fator-chave para que o negócio possa escalar e alcançar o sucesso em um mercado que está em constante transformação. É uma necessidade diária. O digital não para de modificar a maneira como todos trabalham. E, como relembra Cancialosi, a única constante é a mudança.

No Vale do Silício, como relata Vicki Huff, líder global de novos empreendimentos na PwC, muitos costumam olhar bem dentro dos seus olhos e perguntar qual o segredo da inovação organizacional. As pessoas reconhecem que lá é um polo de inovação e, por esse motivo, querem entender como é possível replicar em seu ambiente de trabalho. Porém, como salienta, apesar de ser um lugar de excelentes ideias, não há um monopólio global do ato de inovar. Está acontecendo em todos os lugares um movimento no qual a tecnologia dá o primeiro empurrão no modelo tradicional para dar lugar a transformações relevantes.

Não há uma ciência exata, mas uma abordagem diferenciada dos desafios diários que estão se modificando com as necessidades criadas pela tecnologia. O diferencial está na curiosidade e na capacidade de deixar a mente aberta para compreender e alcançar novos estágios de inovação. São baby steps que compõem a inovação organizacional, pois sozinha nada acontece. É preciso dar início, seja por meio de um questionamento ou uma percepção diferenciada, cuidar e aprimorar as ideias e criar não só uma solução isolada, mas um ecossistema. Mais do que ferramentas tecnológicas, a inovação organizacional ocorre no mindset.

O centro da inovação organizacional

Em sua explicação, Chris Cancialosi traz os dados da pesquisa Gartner de 2016 sobre inovação de serviços financeiros. Nela, se constata que a maior ameaça à inovação está instalada na política interna e em uma cultura organizacional que não está preparada e não aceita o fracasso, ideias externas e mudanças. Além disso, enfatiza os desafios da liderança, pois muitos dos que estão comandando o barco da inovação organizacional estão apegados a crenças e comportamentos inconscientes que trazem insegurança para transformar e inovar. É preciso abraçar o desafio.

Por onde começar para enxergar oportunidades e navegar nas mudanças? É necessário moldar a cultura da empresa para a inovação organizacional. E, para isso, há algumas ações primordiais:

  1. Clareza e alinhamento em relação à inovação: a equipe deve estar na mesma página no que diz respeito a uma definição do termo inovação organizacional. O que é ou não, como saber se deu certo ou não, são ótimos começos para alinhar os pontos de vista. Inovação não é apenas criar novas ideias e, para compreender isso, as pessoas precisam de estrutura e uma linguagem que todos conheçam e decodificam.
  1. Segurança psicológica: perceber de forma realista como o fracasso é recebido pelas pessoas da empresa. Uma cultura de culpa, vergonha e punição inibe a inovação, pois as pessoas não ficam confortáveis em cenários que fogem da total obediência. Portanto, é imprescindível criar a segurança psicológica.
  1. Incentivar o diálogo: de forma honesta e aberta, as pessoas devem ficar à vontade para trocarem ideias. É um estímulo que reforça os comportamentos necessários para a inovação organizacional.
  1. Ir além das suposições: deixe de seguir as regras não-faladas e não-determinadas que fazem parte da sua rotina. Desafie suas suposições e as regras que estabeleceu para si mesmo ao longo do tempo.
  1. Diversificar: uma equipe diversificada amplia a capacidade da inovação organizacional. O que se deve ao conjunto variado de experiências, origens e perspectivas.

O ambiente, a capacitação constante e o redesenho de processos são elementos-chave da inovação organizacional. Está preparado para transformá-los? Converse conosco!

Plataformas digitais e o futuro dos negócios, como não ficar para trás?

As empresas de plataformas digitais têm despertado olhares atentos. Afinal, quais são seus diferenciais de mercado? Elas costumam ser bastante distintas, mas, independente disso, têm alcançado um estrondoso sucesso. Por conta dessa razão, há uma grande expectativa para o futuro. Quem se tornará o próximo Uber ou Facebook? Tais indagações estão causando um movimento entre os executivos de negócios estabelecidos, no qual estão priorizando as plataformas digitais dentro de suas estratégias. A partir disso, o principal é saber como não ficar para trás e quais são os primeiros passos.

De acordo com os economistas Richard Schmalensee e David S. Evans, agora é a melhor hora para investir em plataformas digitais. É o caminho para o sucesso. Porém, para trilhar a estrada rumo a um novo modelo de negócios, é importante seguir o aviso dos especialistas: não é tão fácil criar um negócio plataforma, é preciso preparo. Em uma das publicações de Schmalensee, há o conceito de um modelo que conecta diferentes grupos. O que, segundo ele, não é novidade, mas em uma era de transformação digital, ficou mais fácil estabelecer interações. Uma facilidade que precisa entendimento para gerar inovação.

A transformação digital é um dos temas que empresas que pretendem migrar para o modelo de negócio das plataformas digitais precisam conhecer. É uma realidade que inclui a necessidade constante de inovação de um mundo acelerado e conectado. Para entender sobre o novo ecossistema e saber se a sua empresa está preparada para dar o próximo passo, confira o e-Book Como preparar a empresa para a transformação digital. O material foi publicado no blog da Beefind, startup da qual sou CEO.

As oportunidades estratégicas, de acordo com o professor Michael Schrage, requerem a participação (ou, até mesmo, a criação) de ecossistemas. Ou seja, é vital promover a transformação digital, mas é, igualmente importante, ir além de produtos e serviços e abraçar as plataformas digitais. O especialista cita o mantra do mercado atual: “vá para a plataforma ou vá para casa”, afirmação do CEO da Amazon, Jeff Bezos. Schrage ainda explica que re-imaginar o negócio é apenas o começo (que deve ser estudado e implementado), mas a criação de recursos baseados em plataformas é que alçará a empresa para a conquista do mercado.

Etapas da implementação de plataformas digitais

Os modelos de negócios de plataformas digitais não são exclusivos da área da tecnologia. Atualmente, têm sido replicados e aparecido em diversos setores. Nicholas D.Evans, consultor de inovação e transformação digital, separou o processo de implementação, pensando nas diferentes áreas, em quatro etapas iniciais. São elas:

  1. Estabelecer a base comercial e técnica: quais são os serviços principais da plataforma que sustentarão seu ambiente de serviços?
  2. Alinhar equipes internas e demonstrar o valor das plataformas digitais: é imprescindível uma definição nítida do que é a plataforma e o que está dentro do escopo. Aqui, é possível contar com palestras, como: diferentes formas de inovar, transformação digital e impacto nas organizações, novas formas de organização de trabalho, liderança para inovação, entre outros.
  3. Oferecer os primeiros serviços para clientes: com isso, a empresa obterá feedbacks antecipados e poderá ajustar a abordagem comercial e técnica com base em informações do “mundo real”.
  4. Dimensionar o ecossistema: escalar por meio de aplicativos de terceiros, parceiros e serviços associados, proporcionando mais opções dentro do catálogo de ofertas.

São passos imensos rumo a era das plataformas digitais. Cada uma das etapas, mesmo estando no começo da transformação do modelo de negócio, requer uma revolução entre as pessoas, sistemas e a própria empresa. Mas, não é preciso fazer tudo sozinho. Consultorias especializadas podem guiar as organizações de maneira eficiente e organizada. Quer saber mais sobre as possibilidades de workshops in company, palestras e trilhas? Converse conosco!

Plataformas: você está pronto para investir em uma?

Em um mercado tão baseado na oferta de produtos, pode parecer estranho falar que é preciso procurar por um novo viés. Mas, quem quiser continuar prosperando, terá que urgentemente voltar seu olhar para as plataformas. São elas que serão o futuro dos negócios, como afirma Marshall Van Alstyne, professor da Boston University. Para conseguir entender com clareza, pense que o Uber é mais valioso que a BMW, uma marca tradicional e consolidada. Outro dado impressionante: o Facebook tem um valor 2 vezes superior ao da Disney. A magia está nas plataformas.

Como que gigantes de diferentes mercados estão sendo rapidamente superados por novas empresas? A resposta do professor americano é simples: todos os negócios que estão crescendo foram estabelecidos em cima de plataformas. Aqueles que estão ficando para trás são construídos em cima de produtos. E, por melhor que um determinado produto seja, a plataforma sempre sairá campeã. Tendo isso em vista, o presente começa a fazer sentido e o futuro fica mais claro: o segredo está no gerenciamento de plataformas e na mudança do modelo de negócio.

Falar sobre é bastante diferente de fazer e, de fato, colocar em prática pode não ser tão simples. Afinal, é fundamental parar de avaliar o mercado por conta dos produtos de uma marca. A mudança para o conceito de plataformas rompe barreiras e deve ser feita cuidadosamente, com o auxílio de uma consultoria profissional. Não estamos discutindo sobre um processo novo, mas um foco completamente diferente de um negócio. Hoje, por exemplo, a inovação não está em um design mais bonito, como salienta Alstyne, mas na interação com o cliente, na criação de um ecossistema próprio.

O novo valor das plataformas

Em “Ubernomics e a eficiência das plataformas digitais”, são elencados três pilares para o sucesso das plataformas, com foco no case do Uber. O público preza por: qualidade, valor e conveniência. E, o mais curioso, é que analisando profundamente, estamos tratando de uma empresa que, basicamente, desenvolveu um aplicativo, uma plataforma. Não há carros ou motoristas próprios. O que há, na verdade, é a conexão. Novamente, a possibilidade de interação entre quem precisa ir e quem pode levar, os passageiros e os motoristas.

Agora, pensando em fatores econômicos, a análise sobre plataformas resume o serviço do Uber como: eficiente. Ou seja, dão um ótimo resultado com menos consumo ou desperdício de recursos. Entre as diversas vantagens levantadas: menor tempo de espera, menor tempo de chegada ao destino, menor consumo (de combustível), veículos circulando com mais pessoas (diminuição do tráfego sem clientes ou passageiros), priorização do conforto e bom atendimento, valor considerado adequado pelo serviço oferecido e a garantia social, por meio da qualificação, da qualidade do motorista.

Os erros da mudança para plataformas

Voltando para o especialista Marshall Van Alstyne, há alguns cenários que o professor identifica como grandes erros das empresas, principalmente quando tentam inovar sem planejamento e acabam eliminando o efeito de rede, tão valorizado pelas plataformas. Por isso, quando a IBM produziu contratos específicos do uso do Watson houve uma adesão bem abaixo do normal, pois entre as cláusulas constava a apropriação pela empresa do que fosse criado pelo usuário. Fica a primeira lição: antes de monetizar, garanta seu ecossistema.

Na ânsia de inovar e aderir as plataformas, muitas vezes as empresas não colocam a qualidade em primeiro lugar. Erro grave. Como reforça Alstyne, de nada adianta estruturar uma base, crescer e acabar por oferecer algo que fará os usuários fugirem. Exemplo de uma estratégia inteligente, o Facebook garantiu a retenção e interação das pessoas ao abrir a possibilidade dos desenvolvedores ofertarem seus jogos casuais. E, quando houve games que começaram a desagradar o público, a plataforma expulsou as empresas que não agregam valor.

O caminho para o sucesso das plataformas

O sucesso da migração para plataformas envolve determinados fatores-chave: consultoria organizacional, planejamento e treinamentos. A partir disso, será possível vencer os desafios, como o apontado por Steve Mezak, fundador e CEO da Accelerance, Inc., a adesão dos usuários nas plataformas. Para garantir bons resultados, o especialista ainda dá dicas do que evitar:

  1. Filtragem ineficaz: os participantes devem receber das plataformas aquilo que eles consideram relevante. É recomendável pensar em processos de curadoria.
  2. Falta de foco central nas interações: o excesso de informações dispersas pode, igualmente, diluir a presença dos usuários nas plataformas.
  3. Usabilidade e design não-amigáveis: as plataformas precisam ser intuitivas, pois em um mundo cada vez mais dinâmico, as pessoas não têm tempo a perder com opções confusas e que não fornecem a informação de forma fácil.
  4. Atrair o participante errado: receber o tipo errado de participante é atrair o público que não terá adesão a sua plataforma. É o mesmo que tentar vender um valor para quem não precisa ou não quer.

Todos os pontos acima podem ser evitados e superados quando se tem um treinamento adequado para a virada nos negócios. Uma consultoria será capaz de estabelecer planos e metas para o investimento em plataformas. Está preparado?