Empresas plataformas: o que não pode faltar na estratégia

O que as empresa plataformas globais têm feito para garantir bons resultados? Primeiro, é preciso entender que na era atual, não basta pensar em empresas tradicionais concorrendo entre si. A competição de verdade está nas empresas plataformas. Como Mark Bonchek e Sangeet Paul Choudary falam no livro Plataforma, A Revolução da Estratégia, editado no Brasil pela HSM, ao construir uma plataforma acima da média, você terá uma vantagem competitiva decisiva frente aos outros. E, para fazer isso dar certo, é preciso que exista conexão.

Quando citamos a importância das conexões para empresas plataformas, estamos falando de um local onde outros negócios podem se conectar com o seu, criar serviços e produtos e gerar valor. O chamado “plug-and-play”, como os especialistas chamam, é um dos aspectos que definem o “Platform Thinking”, a forma de pensar em plataforma. Então, para que as consequência sejam positivas, o mindset é o ponto de partida que deve ser trabalhado. E, não se deve deixar passar tamanha oportunidade, pois como apontam Megan Beck e Barry Libert, modelos de negócios baseados em plataformas estão crescendo e adquirindo um poder cada dia maior.

Os profissionais da área, Beck e Libert, demonstram o potencial gigantesco das empresas plataformas ao citar o exemplo dos tweets do presidente norte-americano Donald Trump que fizeram a Amazon ter um resultado negativo no mercado. Ou, ainda, o caso de influenciadores russos que alcançaram e impactaram 126 milhões de pessoas por meio do Facebook. Por isso, deve-se ficar atento aos modelos de negócios que estão construindo uma rede, permitindo mais relacionamentos e interações e, ao contrário do mais comum (para quem pensa de forma tradicional), produtos. Alguns deles são bastante conhecidos e devem fazer parte do seu dia a dia: Facebook, Uber, Pinterest, Airbnb, etc.

É justamente em cima das conexões que as empresas plataformas têm conseguido uma estratégia de sucesso. Para isso, valem-se da inovação e dos efeitos das redes. Elas são as responsáveis por definir novos mercados. Agora, uma dica dos autores, não basta adotar um modelo de negócio de plataforma, há no meio disto uma infinidade de possibilidades que resultam tanto no ápice quanto em falhas. O papel de conectar não é, em sua essência, uma novidade. Anteriormente, as pessoas faziam uso de meios clássicos. Agora, vemos que todos migraram para plataformas diferentes e específicas. No caso dos recrutadores, houve uma movimentação interessante, eles estão no momento no seu LinkedIn. O que se ganha com isso? Escalabilidade rápida e diminuição de custos.

As empresas plataformas, apesar de exigirem um grau elevado de Machine Learning para crescerem, trazem os valores que todos estão buscando. Para tal, quando se alcança uma infinidade de perfis ou currículos, é preciso da ajuda de uma máquina inteligente que resolva a quantidade de dados gerados. A capacidade de aprender e otimizar as conexões é a diferença de uma boa plataforma para uma ruim. Não basta agrupar tudo que está disponível na rede. É preciso, por meio do aprendizado de máquina, uma boa dose de organização.

Empresas plataformas: o que está por trás dos bons resultados?

Além do uso da tecnologia para evoluir constantemente e colocar ordem nos dados que são adquiridos, há outros elementos que são um elo em comum das empresas plataformas. A facilidade de conexão, a amplitude de serviços, o fluxo de troca e, por sua vez, o processo de co-criação, devem estar fortemente presentes para alcançar o sucesso. Aqui, listamos os três itens considerados por Mark Bonchek e Sangeet Paul Choudary como fundamentais para uma estratégia bem-sucedida:

1. Criar conexões: facilitar a conexão de outras pessoas com as próprias empresas plataformas e permitir a interação entre os participantes. No caso da Apple, utilizado para demonstrar o valor das conexões, é oferecido para os desenvolvedores o sistema operacional e as bibliotecas de códigos. O YouTube proporciona uma infraestrutura mais do que adequada para que os criadores de conteúdos possam hospedar seus arquivos. Já, em outro segmento, a Wikipédia traz para os escritores as ferramentas necessárias para colaborar em um artigo.

2. Atrair participantes: as empresas plataformas de sucesso construíram uma espécie de imã que atrai produtos e consumidores. No caso da Apple, como citado no item acima, havia uma demanda por desenvolvedores e usuários. Então, fique alerta em: design de incentivos, sistema de reputação e modelos de preços.

3. Fluxo de valor: os dados são o centro de uma parceria bem-sucedida. É preciso capturar os dados mais relevantes dos participantes e gerar conexões simplificadas entre consumidores e produtores, no qual há uma promoção do fluxo de valor entre ambos. O Google corresponde com exatidão tanto a oferta quanto a demanda por conteúdo no meio digital.

A tendência é que, no futuro, veremos mais empresas migrem de produtos para se tornarem empresas plataformas. Quer saber mais sobre as opções para fazer isso com sucesso? Vamos conversar!

Plataforma de negócios: o que são e como impactam o mercado

As empresas do tipo plataforma de negócios mudaram a dinâmica da economia e obrigaram muitos gestores a saírem da caixa para não serem impactados pela disrupção digital. Elas romperam com o formato linear dos modelos tradicionais e criaram um verdadeiro ecossistema em torno das suas plataformas. O que fazem de diferente? Basicamente criam valor facilitando trocas entre dois ou mais grupos diferentes, geralmente consumidores e produtores.

Para que essas transações aconteçam, as empresas do tipo plataforma de negócios criam comunidades e mercados com efeito de rede que permitem que os usuários interajam uns com os outros e façam transações. Ou seja, existem duas partes interessadas: a primeira conta com um produto ou serviço para oferecer, já a segunda tem interesse em adquirir esse produto ou serviço.

Organizações exponenciais que incluíram a plataforma de negócios em sua cadeia de valor entraram para a lista das maiores (e mais inovadoras!) empresas globais. Google, Facebook, Apple, Uber e Netflix são algumas delas.

Plataforma de negócios, um modelo antigo

Até aqui você já deve ter olhado para a sua própria experiência como usuário recorrente de plataforma de negócios. Afinal, quem é que não gosta de maratonar uma série em um feriadão? Quem é que resiste a uma promoção de livros? Isso tudo sem contar na facilidade de conseguir um carro quando você está atrasado para aquela reunião.

O hábito de conseguir serviços com poucos cliques é novo, mas a plataforma de negócios é um modelo antigo. Vamos pensar juntos: qual o lugar que você vai quando precisa comprar sapatos, fazer supermercado e almoçar sem se preocupar com a condição do tempo ou a falta de estacionamento? Acertou quem respondeu o shopping center.

A estrutura não passa de um grande centro comercial que aproxima lojistas de diferentes segmentos. Esses empresários pagam para utilizar o espaço e os consumidores podem centralizar as suas compras em um só lugar. Nesta equação todo mundo sai ganhando: o dono do shopping, os lojistas e os consumidores.

Existem centenas de shopping centers no país. Uns faturam mais que os outros. O segredo do sucesso neste ramo é atrair participantes dos dois lados: lojistas e consumidores.

O modelo plataforma de negócios ganhou uma forte aliada com a chegada da internet. Vinte anos depois, as ferramentas tecnológicas estão mais acessíveis e a população conectada aumentou em escala global. Surgiram marketplaces de produtos, serviços e também empresas que conectam profissionais com interesses comuns. Tudo isso tendo a plataforma como base. No entanto, o que não mudou foi o desafio dessas empresas – o de estimular transações entre os dois lados.

Plataforma não é uma ferramenta tecnológica

Plataformas são modelos de negócios e não apenas uma ferramenta tecnológica. É comum utilizarem o termo para se referir a aplicativos para celulares ou websites, mas uma plataforma não é apenas um site ou uma ferramenta tecnológica. É um modelo de negócio que cria valor aproximando produtores e consumidores.

Essa confusão ocorre principalmente em empresas que oferecem SaaS (Software as a Service). Não que uma startup que comercializa softwares não possa ser (ou se transformar) em uma organização exponencial, mas a maioria delas entrega valor por meio de um produto e não cria conexões por meio de redes. Da mesma forma, não contam com a estrutura de custos que torna o modelo plataforma de negócios bem-sucedidos.

As empresas lineares criam valor na forma de bens ou serviços e distribuem para um cadeia de suprimentos até chegar no consumidor final. Independente de ser uma empresa linear que fabrica calçado ou que oferece pacote de assinatura de tv a cabo como a HBO.

Plataforma de negócios é um modelo em expansão

No início do texto citamos o Google, o Facebook e a Apple como exemplos de empresas plataforma de negócios bem sucedidas. Contudo, a grande verdade é que elas são apenas a ponta do iceberg. As plataformas estão crescendo de forma acelerada e encabeçando a lista das marcas mais valiosas segundo a revista Forbes.

E engana-se quem acha que o sucesso dessas empresas acontecem apenas nos Estados Unidos. Alibaba, Tencent, Baidu e Rakuten estão conquistando o mercado  chinês e grande parte da Ásia. O Alibaba, por exemplo, controla até 80% do mercado chinês de comércio eletrônico, enquanto o Baidu tem mais de 70% da pesquisa chinesa. A Tencent atualmente a empresa mais valiosa da Ásia, tem quase 850 milhões de usuários em sua plataforma de mensagens WeChat e é considerada por muitos como a maior empresa de jogos do mundo.

No Brasil várias empresas no modelo plataforma de negócios surgem a cada dia. A Beefind, por exemplo, conecta consultores com empresas que buscam esse tipo de profissional para atuar em seus projetos. Em dois anos de mercado já conta com 500 usuários cadastrados e já facilitou diversas negociações.

E você, já utilizou alguma plataforma de negócios? Divida conosco sua experiência!

Feedback do cliente: peça retorno do que você pode mudar

Trabalhar com o foco no cliente é um dos grandes desafios das empresas. Além de construir um negócio dinâmico e que suporte novos testes e modificações, é imprescindível definir uma proposta de valor consistente. Uma boa maneira de alinhar as duas coisas é ir a campo conversar com o público-alvo, colher feedback do cliente e aprender ao máximo como funciona a relação do seu produto ou serviço com as pessoas que o utilizarão.  Feito isso, é agregar ao seu negócio tudo o que for relevante e medir quantas vezes for necessário.

Construir, ver, aprender e medir são as premissas do Business Design e tem contribuído para que empresas economizem recursos, ganhem tempo, monetizem seus negócios com mais assertividade e eliminem erros do processo. Tudo isso por meio da experimentação e utilização constante do feedback do cliente.

No entanto, a fase de feedback é delicada e precisa de muita atenção para não se transformar em um muro de lamentações improdutivas. No post de hoje, confira algumas boas práticas para colher informações com os clientes e aproveitá-las da melhor forma nas organizações.

Feedback do cliente e o poder da pesquisa positiva

No artigo O poder da pesquisa positiva da Harvard Business Review, é colocado que, as empresas fazem pesquisas de satisfação de clientes com objetivo de melhorar um produto ou serviço. A diferença é que esse trabalho vem sendo focado em problemas, de forma que, os clientes foram condicionados a olhar sempre para o que está errado.

Quando se trata de colher feedback do cliente, Sterling Bone, professor de Marketing na Huntsman School, aconselha a mudar a pergunta de “O que deu errado?” para “O que deu certo?”. Trabalhando dessa forma a pesquisa de satisfação não serve apenas para ouvir o cliente, mas também como uma oportunidade de aumentar o engajamento com a marca. Mas, se você está se perguntando “Como vou descobrir o que deu errado se focar em receber elogios? O ponto não é bem este.

Um estudo aplicado em uma empresa de software com foco em B2B gerou um aumento de 32% nas vendas quando o solicitado foi a descrição dos recursos que mais agradaram os usuários. Perguntas positivas abertas permitem ainda que o cliente aponte as funcionalidades preferidas, mas também possa sugerir melhorias naquela mesma função. É uma oportunidade única de monetizar ainda mais uma área onde a marca já tem destaque.

Além disso, as melhorias da sua empresa não devem vir apenas do feedback do cliente, mas também de um estudo de mercado minucioso, análise de dados, testes de protótipos, entre outros.

Três formas de coletar o feedback do cliente

Mídias Sociais

As redes sociais vieram para aproximar as marcas do seu público e isso não é mais nenhuma novidade. Instagram, Twitter e Facebook oferecem um espaço para que os clientes possam elogiar, reclamar e fazer perguntas. Deixar essas funções ativas vão além da simples coleta do feedback do cliente, uma vez que estão públicas para quem quiser conferir. Dessa forma, se colocam como uma excelente oportunidade para a empresa mostrar para o público como costuma se relacionar com quem consome seus produtos.

Formulários

Enviar perguntas específicas para os clientes por plataformas de emails marketing, formulários do Google ou papel físico são boas práticas para medir um serviço ou produto específico. Lembram do que falamos no início do texto? Para quem pretende testar uma ideia para transformá-la em um produto ou serviço  ao final do processo, é necessário testar, medir e colocar em prática até que o resultado esteja satisfatório para a empresa.

Entrevistas com clientes

Convidar um grupo de clientes para um bate-papo alinha o espaço aberto das redes sociais com as perguntas abertas de  pesquisas. formulários. O objetivo aqui é colher insights para melhorias e também para identificar o que não deu certo na entrega do produto ou serviço. Uma boa prática é escolher os clientes recorrentes que tenham afinidade com a marca.

Colhi o feedback do cliente e agora?

Crie um banco de dados

Guarde todas informações coletadas em um banco de dados. Não tem recurso para investir em uma ferramenta paga? Uma planilha no excel resolve. O importante aqui é abrir  a oportunidade de desenvolver uma comunicação individual com cada cliente. Criar essa memória é importante não apenas para oferecer um serviço personalizado mas também para evitar problemas recorrentes.

Use a tecnologia para personalizar a experiência

Pensar de fora para dentro, colher o feedback do cliente e trabalhar com foco em compreender e atender as necessidades do público-alvo tem contribuído para que muitas empresas atinjam suas metas ao final do mês. Organização, planejamento e tecnologia bem alinhados podem gerar ofertas de produtos e serviços cada vez mais exclusivos para solucionar problemas e garantir o sucesso do cliente.

Quer saber mais sobre Business Design ou como analisar com eficácia o feedback do cliente? Acompanhe nossa agenda de cursos! Com eles é possível aprender a transformar negócios a partir das necessidades das pessoas, desenhar novos modelos de negócios, agir de forma rápida e muito mais!

O valor para o cliente e as frustrações de empresas despreparadas

Em todas as áreas existem tendências que despontam com força em determinadas ocasiões. Basta lembrar de como se passou a falar sobre o uso de Storytelling para comunicar valor para o cliente, do Design Thinking para entregar produtos e serviços com empatia e diversas metodologias ágeis de gestão. Todas são eficazes? Depende da sua empresa. Certamente, as ferramentas e metodologias têm muitas vantagens, mas elas não bastam por si só. Para que algo diferente seja implementado com sucesso, é preciso preparar o ambiente para inovar.

O que acontece com frequência é que um gestor ou colaborador acaba se encantando com uma ferramenta de gestão e quer entregar valor para o cliente. Até aí, nada de errado. Mas no afã de implementar uma inovação na organização, acaba esquecendo que é preciso que exista uma infraestrutura que ampare a solução. As pessoas precisam estar preparadas, a alta direção deve estar disposta a mudar ou fazer certas concessões, o próprio mindset deve entrar em jogo. Quando isso não acontece, as chances de fracasso são enormes. Mas a culpa não está na ferramenta.

Anteriormente, falamos em como o Design Thinking é uma abordagem que pode ser adotada  todas as empresas, de uma forma colaborativa para a  proposição de solução e experimentação. Para entregar valor ao cliente é preciso estar preparado para errar e aprender com isso. Ou melhor, aprender e otimizar. Se a empresa não oferece um ambiente favorável para aplicar uma metodologia que se baseia na evolução contínua e, consequentemente, em falhar para acertar, não há como culpar a ferramenta. Por esse motivo, sugerimos  que seja aplicado por quem quer realmente promover mudanças e desenvolver habilidades diferenciadas, como a empatia, a experimentação, a colaboração, a multidisciplinaridade e a autonomia

O exemplo acima apenas ilustra que as ferramentas de gestão e de entrega de valor para o cliente precisam de algo mais para que efetivamente obtenham resultados. É preciso comprometimento. Não basta adquirir ou implementar técnicas sem que as pessoas estejam preparadas. O resultado pode ser nulo ou, ainda pior, manchar a imagem da marca com experiências negativas para o consumidor.

Os mitos que muitas empresas ainda acreditam

O uso das ferramentas de inovação ou, na verdade, seu mau uso está atrelado igualmente a diversos mitos que as empresas têm sobre seus consumidores. Por essa razão, pensam que estão entregando valor para o cliente, mas podem estar apegados a falsas premissas. O mundo mudou, o público mudou, mas será que a sua empresa está mudando no mesmo ritmo? Pensando nisso, separei alguns dos insights que o Google apresenta no ThinkWithGoogle e que podem auxiliá-lo a aplicar com mais eficiência ferramentas e metodologias de gestão. Confira:

1. As pessoas não têm mais foco: mito! As pessoas estão prestando mais atenção do que nunca, mas não querem ter seu tempo roubado por aquilo que não é interessante para elas. Por isso, é preciso conhecer bem a persona ou personas que sua empresa atende.

2. Os diferentes tipos de tela recebem a mesma atenção: mito! Cada aparelho tem uma utilização diferente, inclusive na própria postura adotada pelo usuário: modo lean forward (inclinado para frente) e lean backward (para trás). O primeiro é bastante utilizado quando se procura aprender algo, busca informações, pesquisa para compras ou está investigando algo específico. O segundo é associado com diversão, relaxamento e passatempos.

3. As pessoas ignoram anúncios: mito! Os consumidores são fisgados por anúncios que chamam atenção e que dão a impressão de falar diretamente com eles. É preciso produzir campanhas relevantes com uma ótima experiência visual. Depois, mantenha-os com você!

Por que é tão relevante derrubar esses mitos? Manter o foco na entrega de valor para o cliente significa estar preparado para conhecê-lo. Saber quais são as suas preferências e aquilo que os afastam.

Está preparado para conhecer seu cliente?

Entregar valor ao cliente só será alcançado quando houver uma harmonia entre negócio-consumidor. Nisto, entram ferramentas de inovação que podem facilitar o relacionamento. Mas, como dito, só funcionam se os gestores e colaboradores estiverem preparados para fazer o melhor uso delas. O que isso significa? Conhecer o público-alvo é estar aberto a receber feedbacks, mesmo os mais “pesados”. E, mais do que isso, receber feedbacks de forma positiva, enxergando-os como uma nova oportunidade para otimizar seus produtos e serviços.

Feedbacks, que qualquer ordem, mesmo os mais graves e reclamações, não devem ser vistos como ofensas pela organização. Mas como parte de um processo de entendimento e aperfeiçoamento. Lembra do Design Thinking? Falhar, aprender e seguir em frente. Agora, entram ainda as habilidades de conhecer a fundo as personas do seu negócio e saber como oferecer um bom atendimento. Sem isso, metodologia alguma salvará a sua proposta ou iniciativa.

O portal Pequenas Empresas e Grandes Negócios produziu uma reportagem somente sobre isso: como atender bem. No contexto deles, é colocado como atender bem pessoas “difíceis”, mas podemos entender como “pessoas insatisfeitas que podem contribuir com o crescimento do meu negócio”. Entre as dicas, estão:

1. Ouvir com atenção. Não interrompa ou discuta. Tente entrar em sintonia e manter a compreensão.

2. Empatia, empatia, empatia. Não só demonstre que entende como, de fato, se coloque no lugar da outra pessoa. Dê sinais de que está de acordo com o que está em pauta.

3. Sem levantar a voz. Ânimos exaltados nunca são uma boa ideia. Usar um tom de voz baixo, mais calmo e devagar poderá fazer com que exista uma reflexão maior por ambos os lados.

4. Isso não é pessoal. As críticas e feedbacks são sobre um produto ou serviço, não sobre seu desempenho profissional.

5. Cumpra compromissos e explique os próximos passos. Prometeu retornar o contato? Retorne. Compromissos cumpridos são capazes de reverter situações negativas e fidelizar clientes. Quando finalizar o feedback ou reclamação, o consumidor deve ter certeza do que será feito em seguida: qual a solução, próximos passos e o que deve esperar.

Esses são apenas alguns dos passos que prepararão uma empresa para absorver feedbacks, focar e entregar valor ao cliente. Por isso, quando for implementar uma ferramenta ou metodologia de inovação, procure especialistas, treinamentos e prepare o terreno para conseguir receber os benefícios. Quer saber mais? Acesse aqui e conheça os workshops que realizamos in company sobre esse e outros temas.

DNA empresarial: inovar é possível sempre, mas não é igual para todos

Existe um DNA empresarial que restringe a inovação a poucas empresas? Se você já fez essa pergunta saiba que não é o melhor olhar para se colocar neste âmbito. A inovação está disponível para todos, porém, em diferentes aspectos. Inovar é criar valor aos clientes, aprimorar o novo, sair da zona de conforto. Isso pode ser feito em grande escala, a partir de uma ideia disruptiva no mercado, como também ao implementar um processo automatizado em uma organização tradicional. O ponto é: existem milhares de exemplos, mas não há uma fórmula padrão para o que possa ser considerado inovador.

Na verdade, o DNA empresarial está nesta busca pelo o que não faz parte da rotina e otimiza alguma tarefa, situação, interação, etc. Essa mudança pode ser desde a criação de empresas como o Airbnb, que mudou a forma das pessoas se hospedarem e se tornou um grande negócio sem possuir sequer uma oferta própria física, como um hotel. Como também a implementação de um programa no qual os colaboradores possam expor suas opiniões do que é oportunidade ou ameaça para os negócios, mudança no modelo de negócio, diversificação de canais, formação de redes de colaboradores, entre outros.

A busca por eficiência, criatividade e produtividade pode gerar insights valiosos e que transformarão uma equipe, um setor ou toda a organização. Quando falamos do DNA empresarial interno, por exemplo, estamos falando das mudanças que não geram impactos diretos no mercado (na ótica de visibilidade, como a implantação de uma nova rede social). No entanto, trazem vantagens competitivas para um negócio e alteram indiretamente o rumo do segmento. Dentro do cenário empresarial, inovar deve ser algo que entre na rotina do dia a dia.

DNA empresarial: como funciona a inovação interna?

No momento em que fatores que impedem a inovação interna são superados, é possível estabelecer um ciclo interno. Barry O’Reilly, especialista no tema, lista algumas das características que  ajudarão a desencadear um DNA empresarial diferenciado, selecionamos as principais:

1. O CEO e a equipe executiva devem aceitar, orientar e encorajar quem estiver interessado em participar de novas iniciativas. Os colaboradores que se engajarem têm a missão clara de trazer mais ideias que deverão se tornar pilares do crescimento da empresa.

2. A honestidade na avaliação de suas capacidades é um passo importante. Saber como funciona sua cultura, a disposição da equipe e o apoio da liderança em relação a atitudes inovadoras. Com isso mapeado, deve-se definir estratégias adequadas para metas que estejam alinhadas com o seu potencial, ao menos naquela situação.

3. As estratégias devem estar no plural. Ou seja, buscar iniciativas que se complementam e executá-las ao mesmo tempo.

4. Encontrar e capacitar talentos. Fornecer conhecimento e permitir a evolução da equipe na criação de suas próprias soluções para resolver problemas é um método para garantir inovações mais abrangentes.

DNA empresarial: inovações de mercado

Dando sequência ao nosso raciocínio de inovação para todos, o DNA empresarial acaba sendo mais visível, principalmente para o público B2C (empresa-consumidores) do que para B2B (empresa-empresa). E, da mesma forma, tem uma divulgação maior quando é o protagonista de uma revolução global e de ampla cobertura, como é o caso do Google, Tesla, Facebook, etc. De todo modo, dentro dessas mesmas organizações, existem processos que estão constantemente rodando em busca de mais e mais inovações. É um ciclo que não para.

DNA empresarial, criatividade e inovação fazem parte do Google. Aliás, prova de sua notoriedade é que ele se tornou algo além de um site de buscas. Hoje o Google é a Alphabet. Uma empresa de A a Z. É imprescindível para o ser humano. Está com dúvidas? Joga no Google. Quer saber um endereço? Vá ao Google. É até mesmo um verbo: “googlar”. Entretanto, mais do que um buscador, a empresa está sempre alerta a tendências e investe fortemente em diferentes projetos. Neste caso, o Google Home foi eleito um dos destaques, por ser um alto-falante de inteligência artificial com foco nas pessoas. O que ele faz, resumidamente, é aprender e executar comandos eficientes para, por exemplo, soluções domésticas.

O exemplo do Google serve para mostrar que mais do que uma inovação grandiosa, como é o buscador por si só, é essencial continuar procurando internamente por maneiras de atender demandas e aperfeiçoar atividades. A tecnologia está aí para isso, com automatizações, inteligência artificial e Indústria 4.0. Então, não é preciso começar uma startup do zero para ser considerado um negócio com “DNA empresarial da inovação”, basta apenas abrir espaço – e a mente – para que colaborativamente o movimento de solucionar se torne natural.

É o que se conclui quando se estuda a história de grandes empreendedores. De Thomas Edison até Steve Jobs, há características que fazem que o DNA empresarial se manifeste em diferentes níveis. Exemplos: a introdução de algo e a melhoria de um produto ou processo, a propensão em assumir riscos e aprender com falhas, a necessidade de ser pioneiro, a paixão pelas causas escolhidas (foco no que se pretende fazer ou estimular), o desejo pelo “criar”. Todas podem ser utilizadas em diversos cenários, basta sair do papel e colocar em prática, prototipar, testar, corrigir, implantar. Pronto para inovar da sua maneira?

Como criar processos inovadores (e quando vale a pena fazer isso)

Criar processos inovadores têm sido considerado a solução para as maiores dores de todas as empresas. Mas será que é sempre assim? Certamente, investir em criatividade trará benefícios enormes. No entanto, as respostas podem ser mais complexas: há um passo anterior ao da inovação. Por exemplo, é fundamental um RH disruptivo, que pense adiante e tenha conhecimentos especializados. Do outro lado, é igualmente primordial ter aquilo que é considerado a base: desenvolvimento e progressão de carreiras, aperfeiçoamento dos profissionais, treinamentos para lideranças, entre outros.

Agora, nada impede que o básico tenha um diferencial da empresa. É preciso avaliar quando processos inovadores precisam ser colocados em prática de uma forma brusca ou de maneira fluída. Entretanto, para entender mais sobre o assunto, é interessante conhecer o desenvolvimento de um processo criativo, como o descrito por Roger von Oech, em “The Seven Steps of the Creative Process”.

Os 7 passos fundamentais de processos inovadores

A inovação e a criatividade são ótimas amigas, tanto é que muitos chegam a confundi-las, de tão próximas que estão. Afinal, para inovar é necessário sair dos padrões e deixar de fazer aquilo que todos fazem. Como Paul Arden, autor de vários livros sobre publicidade, explica em “Tudo o que Você Pensa, Pense ao Contrário”. A ousadia de fazer diferente, de colocar a criatividade em prática, mesmo que isso desafie o que os concorrentes estão utilizando, pode trazer uma recompensa significativa. Ou seja, ser realmente bom e se tornar referência em seu segmento têm como pré-requisito um ponto: questionar o que é feito e não seguir o fluxo.

Um dos casos contados pelo autor e aplicado na publicidade é quando descreve uma situação um pouco antes da queda do Muro de Berlim. Na ocasião, o executivo Júnior Paulo Cowan, de uma agência de comunicação, trouxe a ideia “vamos colocar um cartaz do outro lado”. Na época, a questão era “ok, incrível, mas onde conseguirá arrumar dinheiro para tanto?”. O profissional disse que tinha suas economias e que simplesmente “iria fazer”. Bom, ele foi lá e fez. E virou notícia mundial. O cartaz dizia “Saatchi & Saatchi first over the wall” (literalmente, os primeiros por cima, através do muro). Depois disso, abriu sua própria empresa. De acordo com Arden é o que os melhores fazem.

Para ser um dos melhores, foi preciso inovação e ousadia. Dentro dos processos criativos, Roger von Oech descreve sete passos. Tratam-se de áreas que constituem o processo desde a fase inicial, onde está sendo germinado, até um momento mais prático, quando já há uma avaliação e processamento consciente, embora não necessariamente linear. Por isso, a ordem descrita pode não ser exatamente semelhante, um dos passos pode tomar o lugar do outro ou ser trocado dentro da sequência.

Na fase considerada germinativa, estão os cinco primeiros passos:

1. Motivação: que é um desejo grande de ser criativo e, com isso, acaba gerando a energia motivadora.

2. Pesquisa: aqui a pessoa ou empresa começa a coletar informações, é a hora da exploração.

3. Afinidade: quando as ideias e recursos são colocados em convergência e, assim, são eliminadas algumas suposições e hipóteses.

4. Incubação: dar um passo para trás do problema, após dedicar-se a ele, e deixar a cargo do subconsciente. Assim, é possível alcançar perspectivas e a ideia crescerá. O que pode atrasar a aplicação de ações, mas potencializar os processos inovadores.

5. Iluminação: não existe tempo marcado para os processos inovadores surgirem. Uma boa ideia pode aparecer em diferentes cenários. Por isso, é tão importante registrá-las e começar a reconhecer qual parte do dia é seu “instante criativo”.

Já, na fase prática, se encontram as últimas etapas:

6. Avaliação: independentemente das ideias alcançarem um patamar de perfeição, aqui se tomam decisões para implementar processos inovadores.

7. Ação: quando os processos inovadores precisam ser complementados e aplicados.

Quando vale a pena investir em processos inovadores?

Inovar e ser criativo é incrível. Trazer a empresa para o centro das atenções positivamente e ser um profissional pioneiro são duas conquistas que devem ser valorizadas. Porém, para conseguir tal mérito, é vital saber reconhecer se há bases que sustentem a geração e aplicação de processos inovadores. Sendo assim, é preciso manter um olho na fidelização do cliente, mas sem perder o timing de mercado. Como ao dar continuidade com determinadas formas, sensações, gostos, cheiros e características que tornam seu produto ou serviço carro-chefe diferenciado, mas repaginando de forma sutil, sem perder o conceito.

Vale também para processos inovadores internos. Se algo dá muito certo entre os colaboradores, não é preciso retirar deles repentinamente, mas ir acrescentando otimizações que conquistem o engajamento de cada um. Com essa base formada e um público predisposto a aceitar um processo criativo e implementá-lo, aí sim, é a ocasião para investir com força total. Então, germine ideias, processe, avalie e aplique. Olhe para fora da empresa, porém, jamais se esqueça de olhar para dentro e ver o que está “pronto” para ser aperfeiçoado.

Quer saber mais sobre processos inovadores e como aplicá-los? Converse conosco!

3 características de grandes empresas que dificultam a inovação em processos

Desde que as startups começaram a se tornar unicórnios, ou seja, alcançaram uma avaliação com mais de 1 bilhão de dólares, as grandes empresas acenderam um sinal de alerta. No Brasil, existe um top 3 daquelas que conseguiram tamanho sucesso: 99 Taxi,  PagSeguro e Nubank. É mais do que uma tendência, é um movimento em franco crescimento. Para as organizações consolidadas foi o que despertou uma busca pela inovação em processos. Em alguns casos, até bem-sucedida. Porém, em muitos deles, as áreas, a cultura e outros fatores eram tão engessados que se tornou quase impossível sair do “modo padrão”.

Continuar no “modo padrão” é a melhor receita para descartar a inovação em processos. Maxwell Wessel, especialista em negócios e investimentos, previu ainda em 2012 que grandes empresas eram mesmo ruins de inovar pelo simples motivo de que foram projetadas para serem assim. Inclusive, conta a história dos executivos da Gerber que, em 1974, perceberam que era preciso aumentar o crescimento da empresa. Por essa razão, pensaram no nicho de alimentação para adultos (eles trabalhavam com o público infantil). Porém, não desenvolveram uma nova linha adequada ao que era necessário para aquele mercado. Simplesmente, optaram por lançar um novo selo e despacharam os produtos para uma localização diferente no mercado.

Qual o final da história da Gerber? O produto não durou 3 meses. No entanto, antes de criticá-los, Wessel ressalta que eles fizeram justamente o que esperavam deles: aumentar a eficiência operacional. O especialista identifica um dos ciclos das dificuldades de inovação em processos. O que pode ser resumido quando uma empresa desenvolve um padrão organizacional que guia todas ações para operações eficientes. Os gerentes motivam a alavancar ativos, ouvir e entender os melhores clientes, etc. São práticas que garantem os ganhos, mas diminuem a capacidade de inovar e buscar sucesso. São organizações que não estão atrás da próxima ideia genial.

3 características que impedem a inovação em processos

Mal Sanders, Product Design Manager, alerta: corra com a inovação em processos para não ser a próxima Kodak ou Blockbuster. Aliás, o profissional também afirma que todos os CEOs e líderes de grandes empresas admitem que inovar é a chave para um futuro de sucesso. Com isso tão claro, a questão que fica martelando é: quais são as razões que tornam tão complexo implementar ideias inovadoras?

1. Mudança não é algo bom:

É a mesma fórmula, a empresa começa como startup “buscando”. Depois, ela “encontra” e “estabelece” um modelo de negócio. Ele é que dará o norte para a execução e operação. Todos os processos são criados em torno dele. É isso que faz a empresa entregar valor para seu cliente e, por esse motivo, é um modelo projetado para não ser facilmente abalado ou alterado. Aqui, muitos acabam preferindo a repetição para escalar.

O que acontece é que se apegar a padrões, não pensar em mudanças e não procurar a inovação em processos são características que farão com que o negócio se torne estático. Burocracia e inflexibilidade impedem protótipos e testes que poderiam ser complementares.

2. Motivação dentro dos mesmos padrões:

Os colaboradores continuam a ser incentivados pelas mesmas métricas de desempenho. Assim, permanecem apenas dentro do modelo, com bônus e promoções alinhados aos KPIs tradicionais. Não é bom financeiramente investir em um projeto ou na inovação em processos que trazem riscos que vão além do convencional. Manter-se no “nível de segurança” garante reconhecimento e promoções.

3. Inovar não é prioridade nas decisões:

Na tomada de decisões é que se vê o quanto a inovação em processos está sendo valorizada pela empresa. Os critérios utilizados para definir as prioridades devem estar acima ou lado do que é considerado padrão. É ótimo que todos estejam alinhados, mas devem enxergar valor similar em lançamentos e mudanças.

A boa notícia é que tudo pode ser alterado, desde que exista uma iniciativa e uma continuidade. Possuir uma equipe que promova a inovação em processos é um investimento que garantirá um retorno mais para frente, algo que fornecerá a própria sobrevivência no mercado. Não é preciso se tornar uma startup também. Uma grande empresa possui particularidades que devem ser respeitadas. Na verdade, elas devem ser aproveitadas.

Tentar ser uma grande startup dentro de uma grande empresa é um caminho repleto de equívocos e que pode resultar em consequências não muito positivas. Não há motivos para uma empresa consolidada fazer isso. Para entrar no âmbito da inovação em processos, Maxwell Wessel é objetivo: os executivos precisam urgentemente reconhecer os limites nos quais estão inseridos, que são os da própria organização. A partir disso, devem fazer com que grupos e times sejam capacitados para funcionar em torno da inovação. As metas e métricas operacionais devem ser vista por um novo ângulo, não cabe aqui aproveitar o que vem sendo feito. É preciso liberdade para experimentar, errar, aprender e alcançar o sucesso.

Existem outros aspectos que podem ser um obstáculo para a inovação em processos. Quer saber mais? É só conversar conosco!

 

Grandes empresas x startups: o que essa comparação ensina ao mercado

Com a palavra “inovação” aparecendo em diversos locais, é natural que os gestores de diferentes áreas se tornem mais atentos em relação a mudanças do mercado. Steve Blank, professor emérito de Stanford e UC Berkeley e uma autoridade em empreendedorismo, traz a questão da cobrança excessiva de que “é preciso inovar”, mas de que pouco se fala do que está impedindo isso de acontecer. Inclusive, alerta para duas premissas muito importantes neste quesito: um startup não é uma “versão menor” de uma grande empresa. Da mesma forma, grandes empresas não são “versões maiores” de startups.

O que isso significa? Que ambas têm características distintas e de que não é preciso haver uma padronização sobre “inovação”. Startups trabalham de uma forma e grandes empresas talvez precisem ir por um caminho diferente. No entanto, há diversos obstáculos que podem ser superados quando uma olha para outra. São processos, metodologias e lideranças, por exemplo, que podem funcionar muito bem em uma e, por isso, podem ser incorporados ou personalizados em grandes empresas.

Steve Blank, para esclarecer a questão, explica que uma startup é uma organização temporária com o objetivo de procurar e encontrar um modelo de negócio com possibilidade de escalar e ser replicável. . Em contrapartida, grandes empresas contam com  modelos de negócios testados e validados e em vez de “procurar e encontrar”, elas o executam.  Por essa razão, é que nem sempre é tão fácil trazer ações criativas, inovadoras e disruptivas.

Quando se fala em inovação para grandes empresas há uma barreira bem clara: os modelos de negócios comprovados. Não é mais preciso ir atrás de um norte, como em uma startup, pois já se tem um guia para criar produtos e serviços. Porém, o que acontece é que as equipes absorvem isso como uma máxima imutável. É um dado que precisa ser executado todos os dias. As métricas de sucesso e recompensa estão baseadas nisso. Então, como inovar em um cenário assim?

Inovar é caótico, confuso e incerto. Neste quesito, as ferramentas e mindset das startups conseguem agir de forma rápida até mesmo em uma mudança de cultura interna.

O que grandes empresas podem aprender com startups

Primeiro, é preciso desmistificar a imagem de que startup não tem disciplina. A inovação requer organização. Blank e Pete Newell ensinam que para inovar é preciso uma arquitetura baseada em evidências, com processos funcionando de forma ágil e priorização de problemas, ideias e tecnologias. A Inovação Lean, que pode ser extraída de Lean Startup, um método que evita desperdícios para entregar rapidamente qualidade, conhecimento e prática, pode ser adaptada para grandes empresas.

Na Inovação Lean, há seis etapas que conseguem ser assimiladas por grandes empresas. O que mostra, mais uma vez, que não é preciso se tornar uma startup para inovar, mas entender dentro do seu contexto que há ferramentas que podem contribuir com um objetivo fora do tradicional.

1. Abastecimento: formatar um período de dias no qual um grupo criará um apanhado de problemas, ideias e tecnologias que devem ser investidas.

2. Curadoria: os responsáveis por inovar vão para a rua. Eles saem da zona de conforto do escritório e vão até clientes e colegas. Isso possibilita identificar novos problemas, variações de uma necessidade, soluções que cabem dentro de cada orçamento, etc. Com isso, é possível prototipar, começar com o Minimum Viable Product‎, o chamado MVP.

3. Priorização: a lista de ideias é refinada de acordo com a pesquisa anterior, no qual são avaliadas questões técnicas, legais, orçamento, entre outros. Nesta etapa, os projetos são categorizados, o que diz respeito ao quanto será investido, por quanto tempo e sua viabilidade.

4. Soluções e testes: depois que as ideias são priorizadas, a equipe de inovação procura por soluções e começa a testar hipóteses, sem medo de falhar.

5. Incubação: com a hipótese validada, começa a construção de fato de um MVP e o alinhamento da integração da equipe. Para que isso aconteça, é essencial uma liderança que garanta recursos e orientação.

6. Integração e reestruturação: Após a validação dos testes,  a solução dá os passos iniciais na integração dentro das grandes empresas. Aqui também são corrigidos desvios que são rapidamente reestruturados.

De quais outras formas startups podem ajudar grandes empresas?

Existem ainda outros conceitos que podem ajudar grandes empresas. São abordagens e ferramentas de startups que têm tido bastante sucesso.

●  Equipe enxutas: não há um número pré-determinado por projeto, mas não se chega até dez pessoas. Se necessário, a empresa deve dividir o projeto em fases.

●  Carreira em T: profissionais têm sido mais valorizados por uma combinação interessante de conhecimento em vários assuntos, mas com profundidade e expertise em um deles.

●  O erro faz parte da inovação: é preciso experimentar. Para isso, o medo de errar não deve fazer parte da equipe. Pelo contrário, significa insumo para tentar novamente.

●  Propósito: um projeto, serviço ou produto deve estar baseado na resolução de problemas reais.

Como bônus, as chamadas “lições aprendidas” para inovar em grandes empresas por Steve Blank:

●  Inovar em grandes empresas é mais complexo do que em uma startup;

●  KPIs e processos precisam ser inovadores e responsivos, não baseados somente em execução repetitiva;

●  Cada vez que um processo de execução entra na empresa, a inovação se torna mais distante;

●  As grandes empresas precisam mais do que entender e falar sobre inovação, mas obter ferramentas e colocar em prática;

●  É fundamental políticas, procedimentos e incentivos com foco em inovação.

Quer mais dicas de como grandes empresas podem adotar de forma eficaz métodos de uma startup (sem precisar se tornar uma)? Fale conosco!

Ideias inovadoras surgem com o business design

Como a minha empresa pode ter mais ideias inovadoras? Se você já se perguntou alguma vez sobre isso, está na hora de adotar a abordagem do business design. Primeiro, precisamos entender que inovação não se trata de revoluções – embora, elas sejam ótimas em algumas ocasiões. É muito mais aperfeiçoar processos e caminhar em direção ao futuro, sem deixar que o tradicionalismo seja uma corda que prende a empresa no mesmo lugar. É comum associar a inovação com “soluções bilionárias” ou “novos Facebooks”. Porém, pequenas conquistas também têm seu valor.

As ideias inovadoras, dentro do business design, são baseadas em uma estrutura lógica, que permite partir de hipóteses e testar, errar, tentar mais uma vez. Nem sempre são pressupostos que  modificarão  completamente um produto, mas podem ser funcionalidades ou, até mesmo, processos de área, que  trarão um impacto positivo ao negócio. O que acontece por conta dessa motivação criadora guiada por uma estrutura de gestão, não é fazer apenas por fazer, como dizem. Existe um propósito por trás de tudo e ele é executado de uma  maneira lógica.

Ideias inovadoras são óbvias

Um dos artigos considerados “clássico” pela Harvard Business Brasil fala sobre como a inovação é óbvia. Peter Drucker, grande nome da administração, em sua explanação, trata sobre a ligação entre ideias inovadoras e empreendedorismo. Também, interligado com isso, afirma que as oportunidades não se ajustarão ao modo de “fazer”, “abordar” ou “definir” da indústria. Por isso, refere-se a redefinir, inclusive, modelos de comercialização que geram propostas diferentes de valor.

Outros pontos relevantes são: mudanças de percepções não deixarão um produto ou fato diferente, mas darão um significado novo, de forma rápida e impactante. Por fim, aprende-se que um grande  elogio que pode ser feito quando se está buscando esse propósito é alguém dizer: “mas isto é óbvio!”. É tão natural que é intuitivo e faz com que os outros se perguntem “como não pensei nisso antes?” ou “não posso mais ficar sem isso agora!”.

Como alcançar ideias inovadoras?

Existem algumas formas de agir e pensar que podem ser desempenhadas para alcançar ideias inovadoras em conjunto com business design. Quando trabalhamos o potencial das empresas, há três trilhas que são nossos pilares: inovação, design driven e mentoria. Conheça um pouco de cada uma delas.

1. Trilha de Inovação

As ideias inovadoras são abordadas com um olhar macro e que engloba, por exemplo, um universo dinâmico como o das startups. As empresas que estão procurando se reinventar, conseguem enxergar oportunidades de negócios e se manter dentro dos modelos atuais de mercado. A aplicação da trilha parte de quatro pontos: inovação aberta, transformação digital, negócios exponenciais e lean startups.

● Inovação aberta: ideias inovadoras que são originadas a partir de propósitos inspiradores e ambientes preparados para mudanças cada vez mais rápidas.
● Transformação digital: modelos, processos e tecnologias que forma equipes high performance.
● Negócios exponenciais: os dados sendo trazidos para gerar conhecimento e inovar.
● Lean Startups: como as ideias inovadoras surgem com base nas startups.

Saiba mais sobre a Trilha de Inovação.

2. Trilha Design Driven

Complementando as ideias inovadoras relacionadas com business design, a Trilha Design Driven permite a abertura de processos de transformação dentro da empresa, organizados em sintonia com: design thinking, business design e design de serviços. Dentro disso, é visto:

● A importância do foco nas pessoas e suas necessidades para transformar negócios.
● Utilização do design como ponto de partida, ampliando a visão organizacional.
● Desenho de novos modelos em cima de transformações digitais.
● Formas de comunicação que podem se tornar diferenciais, como as narrativas.

Saiba mais sobre a Trilha Design Driven.

3. Trilha Mentoria (Design your life)

A mentoria faz uma análise do ambiente de mercado e dos clientes para proporcionar novas estratégias e prevenir obstáculos. Traz um verdadeiro norte para tomar as melhores escolhas, isso com o auxílio de redefinições de vida pessoal e profissional. Por essas razões, são examinados: propósitos, autoconhecimento, modelo de negócio pessoal, prototipagem de ideias inovadoras, satisfação com decisões e planejamento.

Saiba mais sobre a Trilha de Mentoria.

Quer saber mais sobre as possibilidades para obter ideias inovadoras com business design? Entre em contato conosco!

Experiência do cliente: menos é mais, simplifique!

Imagine que uma pessoa está buscando um aplicativo móvel para criar listas de compras. Ela coloca em seu sistema de buscas a palavra-chave “listas”. Nisso, recebe várias opções. Depois de escolher uma, descobre que há inúmeras funcionalidades, gráficos, etc. Isso é ruim? Se a experiência do cliente demonstrar confusão, sim. Agora, se a pessoa percebe que consegue controlar as compras mais frequentes de forma fácil e resgatá-las sempre que precisar intuitivamente, estamos falando de alguém satisfeito.

O que podemos aprender com tudo isso? Primeiro, que é preciso pensar na utilidade do que está sendo oferecido, neste caso, em um aplicativo móvel. Segundo, que informações em excesso podem trazer mais distração do que solução. Em uma era em que tudo acontece em segundos, ninguém fica feliz quando precisa perder tempo para conseguir extrair o que busca. Por fim, quando a pessoa percebe que há algo realmente útil, como um histórico de compras, ela acaba sanando uma dor que nem sabia que possuía.

Outro exemplo usual é quando se pensa nas buscas que fazemos no Google. Muitas vezes, a intenção é encontrar a resposta para uma dúvida ou conhecer algum conceito. Sabemos que há algo incomodando e que precisa ser melhorado, mas nem sempre identificamos de imediato. Por isso, grande parte dos potenciais clientes não buscará “software para gerenciamento de produtividade da equipe”, mas algo como “melhores maneiras de aumentar a produtividade” ou “como reduzir a falta de resultados da equipe”. Como Kotler e Keller alertam, o processo de compra começa apenas quando a pessoa reconhece seu problema ou necessidade. É uma das lições que aprendemos com o business design: o foco está no cliente, não no produto.

O planejamento estratégico de um negócio que pretende oferecer serviços e produtos com sucesso deve estar baseado no que as pessoas, realmente, buscam e como mostrar isso para o público. Nem todos estão prontos para reconhecer que possuem uma dor e, por isso, precisam ser alimentados com informações relevantes, que façam com que identifiquem o que pode beneficiar suas rotinas. Tudo está, de acordo com essa premissa, sedimentado na experiência do cliente.

Experiência do cliente: o que está sendo buscado?

A questão é simplificar. Quando se tenta oferecer mil funcionalidades sem que a pessoa esteja, ao menos, preparada para visualizar o valor disso, será apenas uma perda de tempo. Além de uma experiência do cliente pra lá de insatisfatória. No artigo sobre Customer Experience, Ricardo Saltz Gulko, enfatiza novamente: o “mundo” deve girar em torno do que o cliente precisa resolver, não exatamente na compra da sua solução. Para revalidar o argumento, o profissional traz a fala de Kris Gale, co-fundadora da Clover Health, sobre complexidade versus efetividade.

Gale, a partir da sua vasta experiência, coloca a complexidade em um lugar à parte. É apenas um acumulador de recursos ou tecnologias em demasia. Quando se oferece vinte funções é preciso alterações de códigos mais profundas para otimizar ou acrescentar, o que é o inverso do que é focado em somente um objetivo. Embora as chamadas “complexidades” possam se transformar em algo indispensável, é aconselhável não perder de vista o conceito de simplificação para, inclusive, evitar gastos descontrolados.

Um planejamento de business design traz toda a estratégia integrada. Com a clareza da abordagem voltada para a experiência do cliente, o restante parte dessa premissa. Assim, as inovações em soluções e produtos não são complicadores ou apenas são desenvolvidas pelo “pioneirismo” por si só. Pelo contrário, há um foco no fator humano que servirá de guia para refletir sobre o negócio de forma macro, incluindo os projetos que deverão ofertar facilidades – em determinados casos, inesperadas – para o consumidor final ou outra empresa.

Como aplicar o business design na experiência do cliente?

O business design deve ser conduzido por profissionais que sabem quais recursos utilizar no momento certo para o segmento de clientes. Assim, a partir de processos, conseguem oferecer as soluções que geram uma experiência do cliente além do comum. Neste sentido, utilizam a própria cultura da metodologia, unindo qualidade, criatividade e estratégia. Por reunirem administração e pensamento humanizado, conseguem ouvir e criar empatia com o consumidor, mensurar resultados e personalizar o máximo possível, tudo de forma intuitiva em quaisquer plataformas, produtos ou serviços.

Para aplicar o business design com foco na experiência do cliente, há uma lista elaborada pelo especialista Gulko. Separamos os pontos mais importantes:

  1. Foco no valor: quando se pensa em um roteiro, com uma lista mínima de recursos e funcionalidades, fica mais simples focar na experiência do cliente. Os protótipos devem ir menos pela quantidade e mais para o valor agregado.
  1. Tenha indicadores mensuráveis: o business design trabalha com criatividade em prol da experiência do cliente, mas não fica no campo do intangível. É preciso alinhar e monitorar métricas.
  1. Nada pra mais, muito pra menos: sem sobrecarregar a experiência do cliente com funcionalidades, causando confusão e estresse. Seja objetivo e focado.
  1. Qual é a jornada de experiência do cliente: como o usuário trilhará os processos do que está sendo oferecido? O principal é avaliar o que está sendo percebido de valor, não apenas como estão sendo acessadas funções específicas.
  1. Emoção na medida: para gerar uma experiência do cliente é preciso conexão. Escute os consumidores do começo ao fim dos processos. Porém, as decisões devem ser tomadas a partir das métricas e do que realmente beneficiará as pessoas.

Quer saber mais sobre a aplicação do business design para experiência do cliente? Entre em contato!