Squads E Liderança

Entenda como squads e liderança se complementam para tornar sua empresa ágil

Gestores que adotam a cultura ágil, promovendo um novo modelo de gestão dentro das organizações buscando inovação, já estão familiarizados com o termo Squads, que é  um sistema de estruturação de trabalho de equipes autônomas e multidisciplinares, com profissionais de diferentes áreas que se unem para atingir um objetivo específico da empresa – em um curto ou médio prazo.

Para que esta forma de trabalho funcione de forma efetiva, é necessário definir a cada “squad” um objetivo em comum, seja do setor ou da organização. Assim como, organizar as pessoas de acordo com os projetos específicos de trabalho e não por área de atuação.

Implementar novas formas de trabalho, como a organização de equipes por squads para aumentar a colaboração garante o funcionamento dos times mesmo à distância, e mantém as equipes engajadas, resultando em entregas de alto valor.

Para que a iniciativa seja bem-sucedida, é preciso promover autonomia, confiança e liberdade criativa para os colaboradores. Isso porque, essa mudança de mentalidade é essencial para que os squads funcionem, afastando das lideranças o microgerenciamento enquanto proporciona maior rapidez — e criatividade — nas entregas.

Assista ao Webinar em que converso com Ricardo Vandré sobre confiança entre integrantes de times que estão trabalhando de qualquer lugar.

Neste artigo, entenda como Squads e liderança se complementam para tornar sua empresa ágil.

Definição de objetivos em comum para todos

Definir o direcionamento para que todos os colaboradores caminhem rumo a um objetivo em comum é a maneira mais eficaz de gerenciar de maneira objetiva e sem desperdícios. Para implementar os Squads é imprescindível investir em uma  liderança inovadora, além de proporcionar ambientes de trabalho seguros e saudáveis que estimulem a confiança e autonomia entre líderes e liderados.

A principal vantagem desse modelo de trabalho é garantir agilidade nos processos de concepção de produto e solução de problemas. Isso porque, cada projeto conta com pessoas com formações diferentes, experiências que se complementam e conhecimentos que agregam valor à entrega.

Como funcionam os squads?

Squad é um termo em inglês que significa esquadrão ou pelotão, que designa a formação de pequenos grupos de trabalho, com um objetivo em comum para resolver uma demanda específica, com data para começar e um prazo para terminar. O uso mais conhecido, e também a origem dos Squads, está relacionado a empresas de desenvolvimento de softwares, pensando no ganho de agilidade de entrega do produto.

Organizações inovadoras como a empresa de streaming de música Spotify, é uma das pioneiras na aplicação do Squad. O Nubank, considerada a maior startup da América Latina, também adota esse modelo de organização de times. O modelo de microserviços usado no backend desde o início da empresa aliado a uma forte cultura de pessoas e processos, que preza pela autonomia e confiança, tornou viável a aplicação dos Squads.

A proposta do squad é facilitar o fluxo de trabalho organizando as pessoas por projeto. Para que o fluxo de trabalho funcione ainda melhor, nos squads não existe liderança definida, o modelo de trabalho é o mais horizontal possível. No geral, os times são compostos por cerca de 8 a 10 pessoas. São grupos menores justamente para facilitar a interação e a solução de problemas. Entre os benefícios desse sistema de estruturação de trabalho para a sua empresa, podemos destacar:

  • Mantém a motivação e engajamento do time

Cada squad possui um objetivo e uma entrega de valor, mantendo a motivação e engajamento do time.

  • Promove boa gestão de pessoas

Os Squads permitem organizar as pessoas de acordo com os projetos que elas trabalham, e não por área de formação, focando no aumento da produtividade, gestão e acompanhamento de projetos e a satisfação dos colaboradores.

O squad funciona para todas as empresas?

Caso o conceito de Squads não se aplique à realidade da sua empresa, há outras maneiras de consolidar Agile no dia a dia da organização. Como por exemplo, utilizar ferramentas que facilitam a implantação de metodologias ágeis. Implementar uma cultura ágil na organização é essencial para gerenciar e entender a performance de times.

Ferramentas que facilitam a metodologia ágil

Nos Squads, os colaboradores têm autonomia para determinar qual metodologia ágil de será utilizada, como por exemplo Scrum, OKR, Kanban, entre outras ferramentas que forem necessárias para alcançar o resultado esperado.

As metodologias ágeis se apresentam como ferramentas indispensáveis a toda empresa que busca implementar essa forma de trabalho com intuito de melhorar seus processos e resultados para promover o crescimento acelerado em um contexto com mudanças cada vez mais rápidas e cenários incertos.

Quer saber mais sobre o assunto? Entre em contato e veja como poderemos aplicar esse conceito em sua organização e como tais metodologias podem ajudar o desenvolvimento de trabalho além de conhecer como incorporá-las nos processos organizacionais e formar times ágeis e focados em resultados.

 

Liderança ágil Protagonismo

Liderança ágil: como incentivar o protagonismo do colaborador trabalhando de qualquer lugar

O mundo do trabalho está mudando rapidamente e, com isso, precisamos lidar com desafios, assim como prevê-los. O trabalho remoto é uma das transformações mais significativas que vivenciamos nos últimos tempos.

Para grande parte das empresas e seus funcionários, qualquer lugar pode se tornar um escritório: tendo os equipamentos, conexão com internet e concentração necessários, o trabalho presencial passou a ser uma opção, não mais uma regra. Nesse contexto, uma liderança ágil é essencial para manter sinergia entre empresa, gestores e liderados.

De acordo com uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), 80% dos gestores das empresas brasileiras aprovam o regime de trabalho remoto. Independente da empresa adotar um modelo híbrido ou totalmente remoto, esse é um número bastante relevante e não pode ser ignorado. 

Entretanto, não significa que não existam desafios! Muito pelo contrário. Atualizar-se para manter os colaboradores protagonistas de suas atividades, motivados e o time unido, requer estratégias específicas para atuar em um contexto incerto.  

Vantagens do trabalho remoto

Sempre será desafiador atualizar-se e acompanhar as mudanças que o dia a dia do trabalho exige. E com a aceitação do trabalho remoto cada vez maior, bons líderes precisam olhar com atenção para todos esses movimentos e como eles afetam seus negócios. 

Você sabia que, segundo um artigo publicado na revista americana Fast Company, desde o início de 2020, quase 40% dos moradores de grandes cidades já consideraram se mudar em busca de lugares que ofereçam melhor qualidade de vida? Isso significa nas entrelinhas que nem todo mundo mais está disposto a voltar para grandes metrópoles e seus escritórios, antes fixos, para manter seus empregos. 

Toda a flexibilidade que “trabalhar em qualquer lugar” oferece, pode ser vista como benéfica para o futuro do trabalho. Sem a necessidade de arcar com manutenção de escritórios e grandes locais que comportam todo o time, por exemplo, a empresa pode realocar tais investimentos em outras prioridades. 

Assim sendo, inovação é a palavra de ordem para beneficiar seu negócio. Isso não significa apenas investir em tecnologias que acompanhem o crescimento da sua empresa. Claro, é uma parte bastante necessária, mas para manter o time inovando, é importante investir no desenvolvimento de seus profissionais.

Importância de manter o time motivado

Os gestores sempre tiveram a responsabilidade de cuidar. Além disso, devem gerenciar as tarefas a serem entregues para o negócio seguir rodando e fazer a gestão de seus colaboradores. Tal necessidade é ainda mais latente quando falamos no trabalho do futuro. A principal responsabilidade do líder passa a ser a gestão de pessoas, compreendendo a melhor maneira de mantê-las motivadas e engajadas com o trabalho. 

Com a distância física do time, um bom líder deve encorajar a cultura da “autoliderança”. Isso significa que todos os funcionários estão alinhados sobre as suas principais responsabilidades, eles buscarão se desenvolver com o time e ser eficazes.

Além disso, com o exemplo do líder investindo em tempo de conhecimento para si mesmo, o time tende a sentir-se estimulado a também fazer o mesmo, desenvolvendo protagonismo de suas carreiras. Como isso, depende única e exclusivamente de cada um, quando o colaborador encontra no líder um exemplo e estímulo da empresa a se tornar protagonista de suas expectativas no trabalho, todos saem ganhando. 

E você sabia que esse é um dos pilares que a Gestão Ágil pressupõe para o trabalho? Responder rapidamente a mudanças e ainda assim seguir um plano lógico coerente para todos os envolvidos desde gestores à liderados — está entre um dos valores de uma liderança ágil. Além disso, a motivação, organização, funcionalidade e diversas outras habilidades que fazem parte do trabalho do futuro. 

No caso da motivação, o princípio diz o seguinte: “Construa projetos em torno de indivíduos motivados. Dê a eles o ambiente e o suporte necessários e confie que eles farão seu trabalho.” 

Clique aqui e veja um infográfico sobre Agilidade e Inovação na Liderança. 

Como incentivar o protagonismo dos colaboradores

Conheça sua equipe. Esqueça aquela ideia de que a pessoa é uma dentro do horário do trabalho e outra fora dela. É crucial que o líder permita que sua equipe se sinta responsável pelas suas ações, compreenda as necessidades e diferenças de cada um e normalize a vulnerabilidade. Nem todos os dias o profissional estará no seu melhor momento e isso também precisa ser previsto. O importante é confiar que o time será capaz de desempenhar tudo o que lhes foi atribuído. 

Separar espaços para escuta, conversas e feedbacks também é mais uma forma de conhecer seu time e, consequentemente, mantê-lo motivado. Esse encurtamento entre certas diferenças hierárquicas permitem que os colaboradores compartilhem o que acham e necessitam no dia a dia do trabalho. 

Além de promover essa aproximação, são em momentos assim onde certas habilidades e limitações dos colaboradores aparecem com mais evidência. Facilitando, dessa forma, que o líder saiba onde melhor alocar cada talento. Por isso: 

  • Estimule a comunicação aberta, clara e síncrona entre o time; 
  • Incentive, da maneira que for possível para a empresa naquele momento, que seus colaboradores sigam se atualizando a respeito de suas áreas de atuação; 
  • Mantenha espaços de descontração, mesmo a distância, isso pode auxiliar inclusive na criatividade do time em inovar
  • Sempre esteja aberto para receber feedbacks e lembre de repassá-los também. Criar essa cultura entre o time é essencial para a saúde do dia a dia de trabalho. 

Gostou do assunto? Você pode se aprofundar ainda mais em todas essas questões conhecendo o curso “Curso Inovação e Liderança”. Basta clicar aqui para conhecer! Entre em contato conosco, caso preferir. 

 

lean startup

Como a inovação aberta se conecta com a metodologia Lean Startup?

Se antes os empreendedores seguiam uma fórmula padronizada para o lançamento de novos negócios, atualmente, é possível perceber um movimento diferente no mercado. A metodologia Lean Startup chega com a proposta de equilibrar e diminuir os riscos e desperdícios, de qualquer natureza, na criação de uma empresa ou modelo de negócio. 

Organizações inovadoras que buscam integrar boas práticas de gestão com foco na eficiência, a exemplo das Startups, aderem ao movimento Lean. Isso se deve ao fato da metodologia Lean Startup ser considerada uma abordagem com capacidade de transformar profundamente empresas de qualquer setor para que consigam se reinventar e se adaptar em tempos de mudanças exponenciais, promovendo a inovação contínua. 

Em “Por que o movimento lean startup muda tudo”, Steve Blank, contextualiza o antes e depois da metodologia. Em um processo tradicional, há, de antemão, um plano de negócios, uma apresentação da ideia para os investidores, a estruturação da equipe, o lançamento de um produto e, por fim, um esforço final e gigantesco em sua venda. Tudo isso, sem nenhuma garantia de sucesso. 

Companhias e empresas com diferentes modelos de negócios tem tentado transformar suas formas de atuação, buscando acompanhar o ritmo de mudanças que o mercado vem exigindo. Essa não é uma tarefa fácil, mas com adaptações primordiais pode-se alcançar mudanças de pensamentos tornando os negócios cada vez mais velozes e adaptáveis em um contexto complexo e de incertezas. 

Com a metodologia Lean Startup, passa-se a enfatizar o padrão de gerar negócios adotado por Startups, que consiste em fazer de uma forma enxuta aquilo que é necessário sem desperdício de recursos.

O que é a metodologia Lean Startup?

Identificar problemas e saber como resolvê-los é a premissa da metodologia Lean Startup. O objetivo é, acima de tudo, promover mais eficácia, otimizar custos, reduzir desperdícios com entregas a curto prazo. A metodologia foi baseada no “Lean Thinking”, que é um framework mental que busca pensar nos recursos de maneira eficiente e orientada. Potencializando, assim, os resultados a partir de melhorias contínuas. 

A metodologia Lean Startup vai ao encontro da experimentação, da opinião do cliente e de projetos interativos. Isso significa tirar de cena os planejamentos robustos e pormenorizados e a concepção de que, desde o começo, o ponto de partida deve estar ancorado em um produto pronto. 

Por isso mesmo, em contrapartida ao pensamento tradicional, é que se passa a trabalhar com os MVPs, ou os produtos mínimos viáveis, ou seja, com a necessidade de “pivotar”. Incluindo novos processos, tecnologias, e, principalmente, a mentalidade de trabalho da organização e do time.

Princípios da metodologia Lean Startup

No livro “A Startup Enxuta”, Eric Ries explica que a Lean Startup, ou startup enxuta, tem origem na revolução ocasionada pela manufatura enxuta, um sistema desenvolvido na Toyota conduzido por Taiichi Ohno e Shigeo Shingo. Além disso, o pensamento enxuto tem impactado drasticamente tanto os sistemas de produção quanto as cadeias de suprimento. 

Entre os princípios do lean, estão: 

O autor afirma que o lean é o responsável por apresentar ao mundo que há uma distinção entre as atividades criadoras de valor e desperdício. A metodologia faz com que todos possam analisar sua própria produtividade por uma ótica diferente. Por exemplo, quando se desenvolve algo que ninguém realmente deseja e, por isso, pouco importa se está dentro do orçamento e do prazo pré-estabelecido.

A metodologia Lean Startup é, acima de tudo, uma forma de alcançar o principal objetivo das startups: descobrir, no menor tempo e com maior velocidade possível, qual o produto certo em que se deverá empregar esforços e investimentos. Em outras palavras, o produto que o público deseja e, sendo assim, pagará por ele.

Conexão entre lean startup e inovação aberta


Assim como o lean, a inovação aberta também oferece uma promessa de menor desperdício, redução de tempo e mais agilidade para fazer com que as ideias cheguem ao mercado. A inovação aberta promove a busca de fora do ambiente organizacional por soluções inovadoras para aperfeiçoar os processos internos.

Derivando do caminho “de fora para dentro”, fazendo parcerias ou a partir da colaboração com agentes externos, é possível, como alguns autores chamam: “começar no meio” e não no início.

A metodologia Lean Startup contribui para os processos de inovação aberta porque, como aponta Steve Blank, faz com que as startups parem de agir “na surdina”. Antes, o medo de potenciais concorrentes para uma oportunidade de mercado impedia que ocorresse um verdadeiro processo de feedback entre a empresa e o cliente. Hoje, com a adoção da metodologia lean startup, entende-se que esse processo de feedback é mais valioso do que uma exposição cadenciada e sigilosa.

Esse começar pelo meio, na verdade, quer dizer que a startup ou o inovador pode fazer uso daquilo que já foi desenvolvido e, inclusive, demonstrado por um parceiro-colaborador, em vez de simplesmente começar do zero. Assim, não é preciso reinventar a roda, ou aquilo que existe, é mais “lean” utilizar inovações bem sucedidas.

Nesse contexto, a inovação aberta é um meio para obter soluções mais rapidamente, acelerando o tempo de lançamento de mercado e fazendo com que as startups possam ter acesso ao conhecimento de especialistas que estão em outras organizações e instituições.

Obtendo, dessa forma, a validação do produto e mercado, o compartilhamento de riscos e a soma de expertises. Somando as práticas e processos da inovação aberta com a metodologia lean, há um grande terreno a ser conquistado no que diz respeito a inovar rápido e sem desperdícios.

Um ponto importante é que Lean Startup e inovação aberta não estão restritas ao âmbito da tecnologia, apesar de suas origens. São abordagens que têm sido implementadas por organizações dos mais variados portes e segmentos e transformado a forma como se inova.

Quer saber mais sobre como a inovação aberta e a metodologia Lean Startup se conectam ou ficou com alguma dúvida?

Entre em contato conosco e aproveite para deixar seu comentário e compartilhar suas impressões e perguntas.

 

Complexidade

As complexidades do mundo e a nova fronteira humana

A complexidade é um campo de estudos relativamente recente do conhecimento humano. Basicamente, ele busca prever como determinados sistemas, com características muito especiais, se comportam. O avanço das tecnologias, cada vez mais veloz na sociedade de informação em que vivemos, torna as redes cada vez mais conectadas o que, já há algum tempo, vem alterando lógicas culturais e estruturais para além das fronteiras de países.

Nesse contexto, a pandemia global da Covid-19 e seus impactos deixaram expostos ainda mais as fragilidades socioculturais e, claro, as estruturas empresariais que precisam correr contra o tempo para se adaptarem. Além disso, tem estado, também, cada vez mais evidente o poder dos indivíduos em transformar os desafios do mundo contemporâneo em oportunidades de crescimento, através de quatro unidades mínimas de transformação.

Tais unidades sugerem que é necessário cada indivíduo compreender sistemicamente o novo mundo cada vez mais complexo em que vivemos, buscar proativamente por novos desafios, coragem e humildade para aprender com as dificuldades e, por fim, assumir um compromisso com o protagonismo em relação às mudanças que queremos ver no mundo.

O que significa complexidade?

O termo complexidade tem sido estudado e é denominado de diferentes maneiras: por vezes é chamado de teoria da complexidade, ou estudos de sistemas dinâmicos, ou sistemas adaptativos complexos ou ciência da complexidade. 

Fundamenta-se numa visão interdisciplinar que pode ser aplicada ao comportamento vindo de muitos sistemas, tais como sistemas complexos adaptativos, ou no estudo dos sistemas em rede e sua complexidade. De acordo com Edgar Morin, a complexidade e suas implicações são as bases do pensamento complexo que enxerga o mundo como um todo inseparável e a partir da abordagem multidisciplinar, constrói o conhecimento.

Para o mundo dos negócios, é necessário compreender a equivalência entre tudo isso, junto ao processo da evolução humana, frente às novas tecnologias. Ou seja, transformar fatores e fenômenos inesperados em algo melhor do que era antes — semelhante ao que o conceito de inovação sugere também.

Comprovando, assim, que a sua empresa possui um sistema que, apesar de complexo, é adaptativo, conectado e diverso. Assumindo papéis transformadores e ativos perante às transformações da sociedade. É importante ressaltar que uma pequena mudança de atitude ou posicionamento pode provocar alterações profundas conforme o negócio ou o sistema evolui.

A proposta da complexidade é a abordagem transdisciplinar dos fenômenos, e a mudança de paradigma, abandonando o reducionismo que tem pautado a investigação científica em todos os campos, e dando lugar à criatividade e ao caos.

Transitamos entre um mundo complicado que exige especialistas para um mundo complexo que exige experiência. 

Em 1999, Dave Snowden, então empregado da IBM, criou um modelo denominado CYNEFIN, para ajudar líderes a compreender melhor o ambiente organizacional de que faziam parte e, assim, tomar decisões mais apropriadas.

Baseia-se no contexto predominante em cada ambiente, por meio da natureza da relação entre causa e efeito dos eventos que ali ocorrem. Com base nisso, Dave Snowden identificou quatro tipos diferentes de contextos: Simples; Complicado, Complexo e Caótico. 

O ambiente SIMPLES é caracterizado pela estabilidade. Os problemas são conhecidos por todos, bem como a relação entre causa e efeito. Aqui a dificuldade é categorizar o evento e escolher a resposta apropriada, com base em documentos, procedimentos e manuais de boas práticas.

No contexto COMPLICADO, as causas também são conhecidas, mas a dificuldade é encontrar a melhor solução, devido à necessidade de uma análise mais aprofundada. Neste cenário, aparece o trabalho dos especialistas, ajudando na busca pelas melhores respostas para cada situação. Diferente do contexto simples, onde sempre há uma única solução para cada problema, aqui podem existir várias.

Quando se trata do COMPLEXO, este ambiente é caracterizado pela imprevisibilidade, em que as causas são conhecidas, mas não se conhecem os efeitos oriundos das soluções escolhidas. Esses efeitos começam a ser percebidos ao longo do caminho e, por isso, a necessidade do uso de metodologias e padrões que priorizem o aprendizado por meio da experimentação e a rápida resposta a mudanças.

E por fim, mas não menos importante, tem o ambiente CAÓTICO, onde a palavra de ordem é a sobrevivência. Nesse contexto é impossível determinar qualquer relação entre causa e efeito, simplesmente porque ela muda constantemente, e qualquer busca por padrões e respostas corretas é inútil. A ordem aqui é primeiramente agir e tentar sair da situação caótica do ambiente. 

O autor da Teoria U, C. Otto Scharmer, em uma palestra, comentou:

  • “Você não pode entender um sistema a menos que o altere.” (K.Lewin)
  • “Você não pode mudar um sistema a menos que você transforme a consciência.” (Teoria U – Otto Scharmer)
  • “Você não pode transformar a consciência a menos que faça um sistema ver e sentir a si mesmo.” (Teoria U) e, 
  • “Para fazer tudo isso, precisamos ser o sistema.” (Urubici Pataxó)

Isso resume bem sobre a importância do entendimento dos sistemas complexos no nosso dia a dia e como, mesmo sem perceber, somos adaptativos a essas diferentes situações. 

Como uma empresa pode assumir posição transformadora?

Falamos da era da informação logo no início do artigo, e isso se reflete aqui, principalmente quando falamos de adaptação a realidades diferentes e fluidas. Primeiramente, partimos da ideia de que a liderança da empresa precisa ser cada vez mais humanizada, assumindo riscos em contextos incertos. Para além disso, deve colocar sua equipe como centro das prioridades, compreendendo que abraçar a diversidade e o propósito fomentam ainda mais a aprendizagem dentro do time.

Outro ponto bastante importante a ser ressaltado tem a ver com a preocupação com a saúde mental, tanto de colaboradores quanto de clientes ou gestores. Compreender que situações de extrema adversidades tornam as pessoas cada vez mais vulneráveis. Compreender e normalizar esse fator, é colocar sua equipe no centro.

Não existe mais espaço, também, para empresas e modelos de negócios que não pensam a respeito de seus indicadores e o verdadeiro significado que eles possuem. Saber cruzar

informações de forma que o lucro e impacto se correlacionem, por exemplo. Isso demonstra que a empresa e seus líderes estão atentos ao que o mundo exige quando se fala de mudança e a complexidade exigida pela sociedade.

Conversei justamente sobre esse tema durante o Webinar com André Bello — Co-fundador e conselheiro do Singularity University Brazil Summit e membro do Conselho GAME XP Innovator. Clique no vídeo abaixo e assista.

Magia E Negócios Blog2 (1)

Magia e negócios podem andar juntos?

Apesar de serem conceitos antagônicos, magia e negócios podem caminhar juntos e impactar positivamente as organizações. Existe uma corrente de pensamento que considera  os elementos do universo místico como sendo possível compreender cada pilar, colaborador e projeto como peças singulares e necessárias para o crescimento do negócio. Este artigo é resultado do webinar que tivemos a oportunidade de realizar no dia 12 de maio de 2021, com um bate papo super instrutivo com o Prof. Thiago Gringon

A partir da premissa de que as organizações não existem por si, mas elas são feitas de pessoas, bastante particulares e singulares. Assim, a antiga máxima que diz que as emoções devem ficar do “lado de fora” do trabalho, acabou. Justamente, porque são essas particularidades que contribuem não apenas para o crescimento de um negócio, mas também para sua sustentabilidade a longo prazo. 

Isso se acentuou com a necessidade do trabalho remoto, que, por conta da pandemia mundial, nos forçou a trabalhar de dentro de nossas casas, trazendo a singularidade e criatividade de cada indivíduo e projeto ainda mais para a superfície.

O místico que habita em nós, e que muitas vezes não conseguimos externalizar, também precisa estar nas empresas. O importante, é compreender como manter um equilíbrio necessário entre elementos tão distintos para que o crescimento de uma organização seja, assim, sustentável. 

Mas que elementos são esses? Continue a leitura do artigo para compreender.

Os 5 elementos relacionados aos negócios, de acordo com Thiago Gringon

 Sim, aqui estamos falando da terra, água, fogo, ar e éter. 

Começando com a terra, que é o elemento mais próximo de nós. Quando trazemos o elemental da terra para próximo dos negócios, passamos a entender a força da tangibilização das coisas. Quando precisamos tangibilizar as nossas ideias, usamos a “magia da terra”, ou seja, fazemos com que nossas ideias ganhem forma. 

Fazemos com que os nossos projetos tenham uma “cara”, tornem-se sensoriais e verdadeiros. Afinal, apenas sendo colocado de forma tangível no mundo é que ele passa a ter sentido, certo? 

Outra metáfora que podemos fazer utilizando o elemento terra é que nela, as coisas crescem e se multiplicam de forma horizontal e, para que siga prosperando, trabalhamos com o solo mantendo-o fértil. Esse é o caso de tornar um modelo de negócio escalável! Compreender quais os elementos que faltam ali, as especificidades necessárias para que aquele projeto siga impactando da maneira que deve. 

Algumas organizações são bastante apegadas ao elemento terra, buscando trazer quase tudo para um espaço tangível e acabam, por vezes, esquecendo de inúmeras outras complexidades que o negócio exige. Voltando à terra, quando não cuidamos dela com a devida atenção aos detalhes, ela acaba por ficar improdutiva e, na pior das hipóteses, até infértil. 

Aí entra o elemento da água, que representa as emoções e os sentimentos. A água fala de coisas que fluem e que nos mata a sede — afinal é uma fonte de vida. A água faz com que nós alimentemos os nossos valores e crenças. Sem a água, a terra fica infértil e todas as coisas boas que estavam presentes ali, passam a sumir. 

Portanto, tudo o que for proposta de valor, emoções de nossa equipe e audiência, está dentro do elemento “água”. Normalizar a vulnerabilidade é a chave para esse equilíbrio. Ela auxiliará, inclusive, a aumentar a confiança entre líderes e liderados, uma vez que ela demonstra os vínculos que aproximam a equipe.

Falamos de materialidade e vulnerabilidade, mas onde aprendemos a lidar e equilibrar esses dois extremos? Aí entra o elemento do ar, que fala sobre os pensamentos. Todo o aprendizado e tudo o que é acumulado com as experiências no mundo corporativo, a educação acumulada, faz com que você compreenda melhor o fluxo do mundo.

Quem mantém esse fluxo é o ar. O ar é responsável por levar e trazer informações, projetos e experiências. Ele nos ajuda a compreender como os nossos projetos podem, por exemplo, educar quem participa dele. Como ele atingirá outras culturas e realidades, de que forma certas ações chegarão do outro lado. 

Nesse caso, podemos citar de exemplo a cultura organizacional. Uma empresa com o “ar sufocante”, quer dizer, informações demais chegando de forma confusa tanto em liderados, quanto em fornecedores e parceiros pode fazer com que os bons talentos vão embora. 

E para manter a motivação da equipe quando já compreendo como equilibrar os três elementos acima? 

Aqui falamos do fogo. O fogo é o elemento que fala sobre a nossa motivação, sobre o como fazer as coisas, o lado mais processual. Ele é aquela energia e confiança para o que precisa ser feito e o que você quer que seja feito. Para fazer com que todos ajam com algum propósito 

Por fim, o quinto elemento, éter, fala do espírito. Ele nada mais é que compreender que a cultura organizacional de seu negócio pode ajudar os colaboradores a “transcendem” e entregarem algo útil para a empresa e para a sociedade  Ele representa qual o legado que cada projeto de seu negócio deixa. 

Inovação tem a ver com magia também?

As inovações podem surgir na sociedade através de novos bens, novos métodos de produção, descobertas científicas e tecnológicas, novos arranjos comerciais e, consequentemente, alteram o equilíbrio da economia socioambiental. Isso significa que inovar vai muito além de colocar em prática uma nova ideia. 

Nesse caso, a magia e a atenção aos elementos e seu equilíbrio servem como um caminho para a inovação acontecer. Uma linguagem que ajuda a processos serem cada vez mais inovadores e que se preocupem com o equilíbrio da equipe, da empresa e do impacto gerado. 

Gostou do assunto e quer saber mais?  Clique no vídeo abaixo e assista ao webinar em que converso com Thiago Gringon a respeito da magia nos negócios.   

 

 

ODS E ESG   Blog

O que é ODS e como se conecta com ESG impactando no crescimento das empresas?

Partindo de quatro principais pilares: social, ambiental, econômico e institucional, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estimulam a ideia de que é necessário levar o mundo inteiro a um caminho sustentável, a partir da adoção de medidas transformadoras.

O conceito impulsionou movimentos semelhantes em inúmeros âmbitos da sociedade. Como é o caso do ESG (do inglês Environmental, Social and Governance), que diz respeito ao conjunto de práticas e informações socioambientais e de governança que apoiam a tomada de decisão nas organizações para orientar investimentos, ações e projetos. 

Isso tanto a nível micro — com iniciativas que atingem um local específico, quanto a nível macro — quando se compreende a necessidade de todos pensarem nesses objetivos e suas medidas através da implementação de ideias inovadoras.

O que são os ODS?

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são herdeiros dos ODM — Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Criados pela ONU no ano 2000, após a virada do milênio, os ODM eram 8 objetivos com a intenção de, principalmente, erradicar a fome e garantir educação para todos.

Após 15 anos do tratado, os resultados coletados em 2015 mostraram que o número de pessoas que viviam em extrema pobreza havia diminuído mais da metade. Assim como, a proporção de pessoas subnutridas nas regiões em desenvolvimento caiu pela metade. 

A taxa de matrícula em ensino primário nas regiões em desenvolvimento atingiu quase 91% e muito mais meninas passaram a frequentar a escola, em comparação ao ano 2000. Esses são alguns dos resultados mundiais dentre inúmeras outras taxas coletadas na época, necessárias para o desenvolvimento do mundo. 

Com o término do prazo para alcançar os objetivos do milênio, em 2015, uma nova cartilha foi aprovada com a Agenda 2030: os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que possui metas ainda mais ambiciosas. Iniciativa que fomenta a criação de modelos de negócios com base no ESG para atuação em uma Economia Sustentável.

Para erradicar a pobreza e desigualdade “sem deixar ninguém para trás” — de acordo com a própria ONU, foram pensados 17 objetivos que se desdobram em 169 metas pensadas para que os governos e empresas pudessem planejar, implementar, monitorar e controlar políticas públicas de desenvolvimento. 

O documento é uma “Declaração Global de Interdependência”, segundo o secretário geral da ONU António Guterres. Interdependência comprovada cada vez mais, principalmente no atual cenário de crise mundial sanitária vivida desde 2020, devido à pandemia do coronavírus.  

O que ESG tem a ver com os ODS?

Atuar em uma economia sustentável requer uma governança corporativa que integre as práticas de ESG baseadas em aspectos ambientais, sociais e empresariais. 

O ODS número 8 prevê Trabalho Decente e Crescimento Econômico. Isso, para promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos.

Além disso, uma das metas do objetivo diz que é necessário “melhorar progressivamente, até 2030, a eficiência dos recursos globais no consumo e na produção, e empenhar-se para dissociar o crescimento econômico da degradação ambiental, de acordo com o “Plano Decenal de Programas Sobre Produção e Consumo Sustentáveis”, com os países desenvolvidos assumindo a liderança”.

Isso está associado diretamente com a letra E da sigla ESG. Tendo em vista que, no âmbito ambiental, as práticas de ESG visam minimizar os impactos ambientais da cadeia de negócios, determinando parâmetros para emissões de carbono, gestão dos resíduos e rejeitos, uso eficiente de recursos naturais, por exemplo.

O que sugere cada ODS?

É possível dividirmos todos os ODS em três esferas para compreendermos como todas elas se correlacionam entre si: 

Pensando na base da existência de todo negócio, governo e sociedade, a primeira divisão seria a Biosfera, vem representada pelos ODS 6 (água potável e saneamento), o 13 (ação contra a mudança global do clima), 14 (vida na água) e 15 (vida terrestre). 

Em geral, cada um deles prevê medidas para proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, além de gerir de forma responsável modelos de negócios para que esses também façam parte da mudança.  

A seguir à proteção da biosfera, os ODS passam a pensar na sociedade. A sociedade é trabalhada pelos ODS 1 (erradicação da pobreza); 2 (fome zero e agricultura sustentável); 3 (saúde e bem-estar); 4 (educação de qualidade); 5 (igualdade de gênero); 7 (energia limpa e acessível); 11 (cidades e comunidades sustentáveis) e 16 (paz, justiça e instituições eficazes).

Por fim, os objetivos falam de metas que permeiam a economia. Esta vem representada pelos objetivos 8 (trabalho decente e crescimento econômico); 9 (indústria, inovação e infraestrutura), 10 (redução das desigualdades) e 12 (consumo e produção sustentáveis).

E todas as três esferas estão sendo realizadas através do objetivo 17: parcerias e meios de implementação, fortalecendo movimentos globais para o desenvolvimento sustentável.

Adotar ODS e ESG impacta no crescimento das empresas 

Ao incorporar um modelo de governança mais responsável e alinhado com os ODS e práticas de ESG, as organizações tornam-se mais competitivas, reduzindo gastos e promovendo a melhora da performance do negócio.

A Comissão de Desenvolvimento Sustentável e Empresarial (Business & Sustainable Development Commission 2017) projeta que os ODS podem gerar pelo menos 12 trilhões de dólares em economias e receitas para as empresas e cerca de 380 milhões de novos empregos, até 2030.

Assim como os ODS, adotar práticas de ESG, integrando fatores ambientais, sociais e de governança, de maneira estratégica, geram rentabilidade e a sua sustentabilidade a longo prazo, impactando diretamente no sucesso dos negócios.

Cada vez vemos mais mudanças nos modelos de negócio buscando, justamente, se adequarem a uma economia sustentável, contribuindo assim, para alcançar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Afinal, as organizações têm papel fundamental na construção de um mundo mais justo e sustentável. 

 

Esg E Inovação

ESG e Inovação: como as duas práticas impactam no sucesso dos negócios?

Todas as organizações geram impacto socioambiental, independente de sua área de atuação, mas ainda são poucas que atuam de maneira estratégica, buscando inovar a partir da aplicação dos princípios do ESG (Ambiental, Social e Governança) no seu dia a dia.  

Nos últimos tempos, o ESG tem ganhado visibilidade, sendo amplamente adotado no mundo corporativo. O termo foi cunhado em 2004 em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), elaborado após um Pacto Global. O relatório destacou a necessidade de integrar fatores ambientais, sociais e de governança que geram, não apenas a rentabilidade de negócios, mas também sua sustentabilidade a longo prazo.

O estudo inédito sobre a evolução do ESG no Brasil, promovido pela Rede Brasil do Pacto Global e a Stilingue, revela a evolução do ESG entre as principais empresas do país e destaca os impactos desse movimento com intuito de engajar mais companhias a aperfeiçoarem suas práticas sustentáveis.

Se enquadrar aos critérios ESG permite que as organizações minimizem os impactos negativos e potencializem os positivos, promovendo, consequentemente, melhores resultados na performance do negócio. Ao adotar práticas inovadoras do ESG, as empresas conseguem criar novos modelos de negócio em tempos de mudanças complexas.   

Afinal, inovar vai muito além de colocar em prática uma ideia nova. Um processo inovador precisa ser aplicável, viável e romper com velhas práticas, de acordo com Joseph Schumpeter, economista, cientista social e um dos pais da inovação.

O que é ESG?

ESG (do inglês Environmental, Social and Governance) diz respeito ao conjunto de práticas e informações socioambientais e de governança que apoiam a tomada de decisão nas organizações para orientar investimentos, ações e projetos.

Incorporar as práticas de ESG à estratégia das empresas amplia a competitividade do setor empresarial, independente do setor de atuação do negócio. Entenda como aplicar práticas de ESG promove a inovação nas organizações

Aplicar práticas de ESG promove a inovação nas organizações

Segundo Joseph Schumpeter, as inovações podem surgir na sociedade através de novos bens, novos métodos de produção, descobertas científicas e tecnológicas, novos arranjos comerciais e, consequentemente, alteram o equilíbrio da economia.

Já o Manual de Oslo (2018) considera inovação todo produto ou processo novo ou melhorado (ou combinação deles) que difere significativamente dos produtos e processos anteriores. Independentemente da definição, inovar é uma estratégia de sobrevivência no mundo que conhecemos hoje.

O primeiro passo para inovar é identificar uma necessidade que não está sendo servida ou está sendo mal servida. A segunda fase da inovação é testar uma ideia promissora na prática. É nesta fase em que as ideias mostram seus defeitos, são aprimoradas e evoluem.

Seguido disso, ainda podemos pensar na adaptação e aprendizagem, que nada mais é o que as empresas vêm buscando fazer ao criar modelos de negócios. Na atualidade não existe mais espaço para negócios que não pautem suas estratégias a partir do princípio da sustentabilidade. 

Adotar as práticas de ESG inspira a inovação nas organizações. Em uma economia sustentável, a atuação focada apenas em métricas financeiras se torna ultrapassada e uma nova visão de negócio se torna a regra de mercado. 

O propósito guia modelos de negócios ESG

Quando uma empresa tem claro qual o propósito pelo qual trabalha, as decisões estratégicas são baseadas nesse propósito. Nesse aspecto, os princípios do ESG acabam permeando o modelo de negócio de empresas atentas a esse movimento que passam a considerar práticas com impactos sociais, ambientais e de governança mais positivos. E tal consistência gera credibilidade para a empresa.

No Brasil, atualmente, existe uma grande oferta de investimentos ESG — seja por meio de fundos, renda fixa ou crédito. Há uma grande  demanda de investidores e empresas que vem buscando atender as expectativas do que o mercado exige. 

Segundo a pesquisa realizada pelo Global Network of Directors Institutes (GNDI), 85% dos conselheiros entrevistados acreditam que as questões ESG e de sustentabilidade serão o foco para os stakeholders.

Como adotar práticas de ESG na minha empresa?

Uma forma de começar a adotar práticas de ESG é aderir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) às causas e objetivos de um negócio. Eles estão diretamente ligados ao impacto positivo. Aprovados em 2015 pela ONU, os ODS foram desenvolvidos a partir de uma negociação mundial e, como resultado, nasceu o documento “Transformando o Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. 

O objetivo principal é preparar as organizações para transformar o mundo, incentivando uma atuação mais consciente e sustentável que contribui para o cumprimento das metas da Agenda 2030, reduzindo desigualdade, fome, poluição, corrupção e dentre as 169 metas definidas. 

Cada vez mais, é preciso aumentar a sinergia dos modelos de negócio com práticas sustentáveis comprovando, assim, que uma atuação consciente é capaz de gerar soluções inovadoras e absolutamente necessárias para o sucesso dos negócios.

Quer saber como a sua empresa pode passar a incorporar as práticas de ESG para o sucesso da organização? Entre em contato! 

 

Squads

SQUADS: aqui e lá, como gerenciar à distância?

Estamos vivendo tempos de extrema incerteza e isso repercute diretamente nas pessoas e nas organizações.  Esta realidade tem exigido inovação e agilidade, exigindo que as empresas implementem novas formas de trabalho, como a organização de equipes por squads para aumentar a colaboração e garantir mais celeridade para os processos.

Nesse ambiente e impulsionado pelo setor de tecnologia, surgiram as metodologias ágeis com equipes mais produtivas, ágeis e autônomas, principalmente a partir do surgimento do Manifesto ágil de 2001, criado por 17 profissionais da área de desenvolvimento de software nos Estados Unidos. 

Essa forma de gerenciar de maneira objetiva e sem desperdícios, vem criando uma cultura que favorece as lideranças flexíveis, com foco no cliente e com entregas de valor e não apenas no cumprimento de metas muitas vezes distantes da realidade do dia a dia. Mudança na forma de pensar tem sido exigida e principalmente dar um fim no sistema de comando e controle, no qual o micro gerenciamento e a atenção concentrada na frase – o que você está fazendo agora – cedem espaço para a ampliação do protagonismo e da autonomia com ambientes de muita confiança. 

á comentamos aqui como a liderança ágil é desafiadora porque as decisões não são mais individuais e isoladas, mas adotadas a partir do conjunto e da participação dos times ágeis. 

Esses ambientes, com confiança e autonomia, deram origem aos squads. Sua origem é atribuída ao Spotify. É um termo em inglês que significa esquadrão ou pelotão e significa a formação de pequenos grupos de trabalho, com um objetivo em comum para resolver uma demanda específica, com data para começar e um prazo para terminar. 

O que são SQUADS e como entregam valor para a organização?

Um squad é uma equipe ágil, formada por um grupo de pessoas que contam com habilidades de receber ou captar atividades com objetivo de gerar para o cliente final da forma mais rápida possível.

Geralmente, esse grupo  é composto por cerca de 8 a 10 integrantes que trabalham de forma autônoma e interligada. Além disso, são compostos por profissionais de diferentes áreas: marketing, tecnologia, design, produto, dentre outros, que se reúnem para resolver um determinado desafio, com prazo para terminar. 

Quais as características de um SQUAD?

  • multidisciplinares 
  • senso de colaboração
  • constroem um ambiente de confiança 
  • compartilham o mesmo propósito 
  • tem uma comunicação fluida e transparente
  • são auto-organizados 

Como estruturar um squad e o papel de cada integrante nas suas variações

Para que cada squad tenha liberdade suficiente para trabalhar de forma autônoma e ágil é fundamental uma comunicação eficaz entre os vários squads da organização. Para tanto, a metodologia também conta com colaboradores estratégicos que trafegam entre os vários grupos para que todos os squads trabalhem focados e alinhados com o objetivo do negócio. São eles:

Chapter

Um chapter funciona como linhas que atravessam todos os squads. Um bom exemplo disso é o setor financeiro, pois os colaboradores deste setor precisam saber o que acontece em cada projeto para que possa fomentar ferramentas que asseguram o recurso dos projetos.

Tribes

É a união de dois ou mais squads que trabalham com objetivos similares e, portanto, precisam estar sempre em contato para trocar experiências e aprendizados que assegurem o cumprimento das metas e outros KPIs vinculados aos projetos.

Guilds

 É o conjunto de profissionais que podem participar de squads e tribos diferentes, mas que se interessam por algum assunto em comum. Dessa forma, se encontram para compartilhar experiências sobre esse assunto e, portanto, colaborar para o sucesso dos negócios e satisfação dos clientes.

 

Squads

Fonte: Imagem – Fonte: Spotify

Os benefícios da formação de squads

  • agilidade
  • equipes colaborativas e engajadas
  • produtividade
  • compartilhamento de conhecimento e aprendizados
  • diversidade e inclusão

Os principais desafios na implementação 

  • ter mindset ágil
  • ausência de autonomia
  • atrair pessoas abertas para trabalhar de forma colaborativa
  • necessidade em ser protagonista
  • descentralização da área de TI

Como liderar e motivar equipes à distância

Passamos a entender que qualquer pessoa que integra um squad pode continuar trabalhando de qualquer lugar.  Para tanto precisaremos de novas funções além da liderança que conhecemos. Necessitamos de “orquestradores”, motivadores e coordenadores que mesmo trabalhando à distância conseguem obter os melhores resultados de times como um squad. 

É preciso a construção de um plano de trabalho para gerenciar e, ao mesmo tempo, ter confiança de quem está trabalhando. Para manter esse time motivado, ativo e produtivo é necessário prover informações, conteúdos e sugestões para trazer a inovação da mesma forma como ela se torna eficiente trazendo os resultados que a organização precisa. 

Clareza – quanto mais clara for a sua comunicação e o alinhamento das expectativas definindo metas melhor será o resultado a ser entregue.

Definição dos horários de encontros e reuniões – comunicar os momentos de reuniões, definir as entregas que são esperadas e prazos de conclusão

Canais de comunicação – definir os meios em que a comunicação ocorrerá. Estabelecer normas para que isso aconteça – e-mails, WhatsApp, Trello ou Teams. A assertividade nessa comunicação é muito importante. Diga claramente por qual meio a conversa acontecerá.  

Produtividade e métricas de resultados – o que é esperado do squad e quando deverão ser entregues – para isso existem as reuniões diárias ou “daily meetings” com duração média de 10 a 15 minutos para que as arestas sejam aparadas e as entregas definidas. 

Solução de problemas com criatividade – precisamos abordar os problemas com criatividade e fazer acordos muito bem definidos com as pessoas. Saber quem tem interesse em executar, saber o porquê que ela vem fazendo aquilo, de que maneira ela contribui para o resultado final e por quê que é importante. 

Acordos bem definidos – trazer essa equipe motivada, saber o porquê ela está executando aquela função ou aquela atividade.  Avisar quando o trabalho iniciará e quando terminará. Que horário que nós precisaremos fazer reuniões quando nós vamos nos encontrar definir agendas em comum. Permitir que essa pessoa tenha sua vida pessoal, mas que também saiba que horas vai executar. 

Definir prioridades –  passa pela comunicação interna dentro do time e dentro desse conjunto de pessoas que estão reunidos para fazer uma única entrega. Definir em conjunto qual é a prioridade, como será realizado o trabalho. Neste momento é importante tirar da cabeça e usar um repositório, um espaço onde os componentes dessa equipe poderão ter acesso de forma equânime. Onde será colocado no nosso backlog? No Trello, no Teams, Bitrix? Que ferramentas são adotadas pela sua empresa? Vá fundo e estude e adote o melhor que tiver.  

Empatia e Confiança – É necessário entender cada integrante do squad, ver os problemas de forma individual, tratar a todos com total transparência. Tudo bem trabalhar de modo assíncrono. Não é preciso estar vigiando continuamente cada pessoa.  As pessoas são iguais, mas são bem diferentes nos seus aspectos familiares, de disponibilidade e até de facilidade para trabalhar nesse novo ambiente. Para isso, conte com plataformas digitais para dar esse suporte online, para realizar as ações como delegar as tarefas, para dar feedbacks.  

Nessa jornada do uso de squads, faz-se necessário a formação de um ambiente que crie essas condições.  Você não vai se livrar do comando e controle com mais comando e controle então essa nova gestão é dar autonomia e criar independência nas pessoas gerando e promovendo o protagonismo. 

 

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Estratégia Lean

Estratégia Lean: como preparar a sua empresa para transformar o mundo

Estratégia Lean é uma metodologia que surgiu no Japão, no período logo após à Segunda Guerra Mundial, com objetivo de promover a eficácia operacional de produção: entrega de qualidade em curto prazo, com baixo custo e com redução de desperdício. 

O criador foi Aiichi Ohno, chefe de produção da Toyota que, ao longo de 10 anos, liderou também um sistema de gestão que ficou conhecido globalmente como Toyota Production System (TPS). Baseado em dois pilares principais o Just-in-time, que monitora o tempo de produção) e o Jidoka, que remete a automação com inteligência humana.

O TPS virou tema de livro do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em 1990. A obra The Machine that Changed the World de James P. Womack, Daniel T. Jones e Daniel Roos inspirou líderes de empresas de diferentes segmentos ao redor do mundo a mapear em uma folha de papel A3, o que chamaram de A3 Thinking e considerar a descrição do problema, os benefícios e custos do projeto, metas, cronograma de ação, plano de implementação e a equipe responsável pela execução. Tudo isso para garantir a eficácia operacional por meio do Lean manufacturing, conhecido no Brasil como “produção enxuta”.

No entanto, por mais que esse modelo tenha assegurado a eficácia operacional ao longo dos anos e, ainda predomine nas formas com que trabalhamos, a produção enxuta foi pensada para um ambiente estável em um mundo onde as mudanças não ocorriam com a velocidade e complexidade que acontecem hoje.

Dessa forma, abre-se espaço para uma nova estratégia lean. Focada em empresas que visam inovar de forma bem sucedida e que olham para as suas engrenagens como um organismo vivo: feito por pessoas que entregam valor para outras pessoas.

A liderança inovadora que hoje está à frente dessas organizações querem, sim, atingir a eficácia operacional, mas também abrindo espaço para flexibilidade, criatividade e cooperação tão fundamentais em organizações ambidestras.

Quer saber mais sobre a estratégia lean e como criar um ambiente que transforme a empresa em direção ao novo? Continue a leitura do artigo!

Inovação e liderança

O mundo mudou, a estratégia lean também

Depois do pós-guerra o mundo se transformou intensamente. Passamos por quatro revoluções industriais que mudaram completamente a nossa forma de se comunicar, e consumir. Além da pulverização da internet e de dispositivos inteligentes, passamos também por um período intenso de convergências tecnológicas, nas quais deram suporte para inovações radicais, inclusão de robôs nos processos produtivos, a intensa utilização de metodologias ágeis, Design Thinking e adoção de outras ferramentas sem precedentes históricos.

Tudo isso exigiu das empresas alta capacidade de adaptação e agilidade nas tomadas de decisão. Um exemplo disso, foi a transformação que a pandemia de 2020/21 exigiu das empresas, acelerando em alguns segmentos a transformação digital de 10 anos em 1 mês. 

A área da saúde foi uma dessas áreas bastante impactadas, que exigiu rápida adaptação para assegurar a saúde dos pacientes, principalmente aqueles que fazem tratamento para doenças pré-existentes. Telemedicina, adoção de múltiplos canais para agendamento, confirmação e envio de exames, além da intensificação do uso do prontuário eletrônico.

Para o varejo, as transformações foram ainda mais intensas. Lojas físicas que não contavam com atendimento digital ou vendas on-line tiveram que colocar novas estratégias para rodar às pressas. Nesse período, o omnichannel virou prioridade nas empresas. Afinal, em casa, as pessoas ficaram mais impacientes e oferecer atendimento onde o cliente quer ser atendido é fundamental para que as lojas físicas e virtuais sigam complementares  no mercado.

A estratégia lean e os pilares da produção enxuta alinhada aos pilares da inovação foi fundamental para reduzir os impactos da crise e até mesmo aproveitar as oportunidades surgidas nesse período. Um exemplo disso é que o e-commerce aumentou a receita em vários segmentos, inclusive abraçando os consumidores que nunca haviam feito uma única compra on-line.

Mas, afinal o que é ser lean?

  • Encontrar e resolver os problemas certos;
  • Fazer melhor do que a concorrência;
  • Mudar os paradigmas de sucesso de um setor da economia;
  • Buscar valor nas melhorias de produtividade e qualidade;
  • Produção de valor a longo prazo.

Uma nova cultura lean

Vivemos em uma era em que a satisfação do cliente deu lugar ao Customer Experience (CX). O CX impacta positivamente os resultados dos negócios à medida que as experiências positivas dos clientes são ampliadas. Nessa era em que a gestão da experiência do cliente está no centro da estratégia e precisa ser positiva em todos os pontos de contato, as várias etapas do CX são de responsabilidade de todos na organização e, portanto, passa também por uma transformação cultural.

Além disso, fala-se também entre maior colaboração e integração entre as equipes, independente dos colaboradores estarem alocados no marketing, vendas, RH, operações ou tecnologia.

Para tanto é fundamental conhecer a jornada do cliente, entender quais são suas decisões racionais e emocionais, em quais canais essa base de cliente quer ser atendida e como assegurar a eficácia da operação de uma empresa pautada pelas experiências positivas dos clientes.

 

Inovação Empresas

Inovação nas empresas: como a união de esforços gera resultados

A inovação nas empresas não está nas mãos de uma única pessoa, mas de muitas. Entender como essa dinâmica funciona pode até parecer complexo, mas também é o que leva as organizações a alcançarem resultados grandiosos. E, tudo isso, está atrelado com um conceito que já é bastante conhecido, mas ainda em está em construção em grande parte dos lugares, o mindset colaborativo. Nisso, os líderes exercem um papel fundamental de protagonistas.

Há ainda muito a se debater sobre a colaboração empresarial. É comum, por exemplo, que a tecnologia acabe se tornando o centro das preocupações. Porém, como diz David Coleman, no artigo “Getting to the collaborative mindset“, a tecnologia é uma facilitadora, mas não é o cerne da questão. Para um movimento inovador bem-sucedido, é fundamental que o mindset colaborativo faça parte das relações da organização. E, para isso, como falamos, a liderança desempenha um papel muito importante, gerando um efeito significativo no comportamento das equipes e departamentos.

Mas, afinal, o que é um mindset colaborativo? Coleman elencou alguns componentes dessas mentalidade:

  • quando se busca a inovação nas empresas e um mindset colaborativo, o foco estará em cima do “nós” e não somente do “eu”;
  • sempre se busca olhar para aquilo que é o melhor para o grupo, equipe ou projeto;
  • há interações de qualidade entre os membros da equipe;
  • ocorre um alinhamento geral de propósito e de objetivo entre todas as partes e com a própria empresa;
  • há uma vontade de aprender continua;
  • em um mindset colaborativo, manter a mente aberta é essencial. Ou seja, ter disposição para ouvir atentamente os outros membros que fazem parte da equipe ou especialistas que podem contribuir com o projeto;
  • há uma disposição para compreender diferentes estratégias paralelamente;
  • quando se pensa em colaboração, a vontade de aprender com experiências anteriores relevantes se faz presente;
  • não há medo ou receio da tecnologia ou da necessidade de utilizar novidades que possam dar um melhor suporte para interações;
  • é necessário compreender a ferramenta colaborativa que é mais adequada para diferentes tipos de interação;
  • não há medo do conflito e uma vontade de trabalhar além dele.

Sendo assim, a tecnologia é importante, mas o que impulsiona a inovação nas empresas e o mindset colaborativo está além disso. Herminia Ibarra e Morten T. Hansen, em “Are You a Collaborative Leader?” reforçam ainda que os líderes precisam participar ativamente desse movimento. Os líderes devem dar o tom, sendo eles próprios bons colaboradores.

Inovação nas empresas e as metas de aprendizagem

Outro ponto importante é a forma com que a liderança incentiva a colaboração e a inovação nas empresas. Nesse sentido, Herminia Ibarra e Morten T. Hanse recomendam que, mais do que indicadores de desempenho de curto prazo, as organizações e líderes passem a considerar objetivos de aprendizagem. Quando há metas relacionadas com desempenho, o comum é que as pessoas passem a destacar algum atributo valioso que possuem, como inteligência. Porém, se há uma meta de aprendizagem, os colaboradores são motivados a desenvolver um atributo.

Em um ambiente de colaboração, o foco no aprendizado pode ser bastante importante para os líderes que desejam alavancar a inovação nas empresas. Metas de desempenho podem induzir a realização de tarefas que destacam pontos positivos dos colaboradores, não necessariamente na escolha das atividades que geram mais conhecimento e aprendizado. Assim, quando há uma mudança nos indicadores, os gestores tornam-se também mais abertos a explorar oportunidades para adquirir conhecimentos de todas as pessoas.

Colaboração além dos limites

Herminia Ibarra e Morten T. Hansen trazem também o exemplo da HCL Technologies, empresa de serviços de tecnologia da informação. Na ocasião, o CEO da HCL, Vineet Nayar, buscou afirmar seu compromisso com a inovação e colaboração a partir de uma avaliação 360 graus diferente para os gestores, convidando mais colaboradores para opinar. Anteriormente, os gestores eram avaliados por um número pequeno de pessoas, a grande maioria dentro de um raio de controle imediato dele.  Sendo assim, os entrevistados eram da mesma área do avaliado, o que acabava reforçando os limites entre as partes.

O que o CEO da HCL fez, segundo suas próprias palavras, foi encorajar as pessoas a operarem além das fronteiras. Para isso, o próprio postou sua avaliação  360 graus na web. Depois que os líderes se acostumaram com o novo formato, as revisões foram expandidas para um grupo maior. Além disso, um novo recurso foi adicionado, permitindo que todos os colaboradores que estejam dentro do raio de “impacto” de um gerente avaliem ele, independente se há uma relação de subordinação.

Quando os líderes se envolvem diretamente, eles mesmos acabam impulsionando a colaboração e a inovação nas empresas. Por fim, um ponto essencial levantado pelos pesquisadores: cuidado para não exagerar. Se as pessoas tentam colaborar em tudo, podem acabar em reuniões longas, debatendo exaustivamente ideias e em uma luta constante para entrar em consenso. É preciso que os líderes colaborativos exerçam o papel de dar a direção para as equipes.

A inovação nas empresas se faz com muitas mãos, mas é preciso uma liderança forte e envolvida para ajustar o rumo do barco. Entender como os líderes podem agir em diferentes situações e multiplicar a colaboração interna é essencial para o sucesso. Quer saber mais sobre o assunto? Recomendo que conheça o meu curso sobre Inovação e Liderança!