Design de negócios: 3 requisitos para o sucesso

O design de negócios está disponível para todos que estão atrás de um mesmo objetivo: inovação estratégica para o cliente. Em startups e empresas de tecnologias, que nascem dinâmicas, fica mais fácil  visualizar a aplicação das transformações da metodologia e o acolhimento dos profissionais especialistas, os business designers. Como fazer o mesmo em empresas tradicionais? É preciso adotar uma nova mentalidade. A maneira mais apropriada é obter depoimentos e fazer intercâmbios com quem vivencia a experiência.

Misa Misono, ex-diretora de design da IDEO, explica com propriedade sobre design de negócios. Para ela, o principal papel do profissional da área é manter a balança equilibrada. Ou seja, valorizar as necessidades dos usuários e clientes. Na IDEO, as soluções inovadoras eram originadas quando se encontrava uma sintonia entre viabilidade e conveniência. Era preciso projetar o que era viável. Com esse tipo de conhecimento, torna-se mais factível a ideia de trazer a mentalidade para dentro de qualquer empresa.

Misa Misono continua descrevendo a rotina de quem trabalha com design de negócios. Em um momento inicial, o foco está em traduzir o que o cliente deseja e transformá-lo em desafios para as equipes. Para isso, sugere questionar “como é possível tornar nossos clientes atuais mais leais?”. Na fase de pesquisa, a viabilidade significa experimentar e prototipar para responder perguntas sobre necessidades do nicho ou posicionamento da marca. Finalmente, desenha-se como as recomendações do design de negócios está conectada com a estratégia da empresa.

Esse é o panorama geral da nova habilidade para os negócios. Agora, a questão que deve sempre ser feita não é sobre processos, mas:

Como obter um design de negócios de sucesso?

Para responder sobre habilidades de um design de sucesso, é importante voltarmos para algumas características que garantirão a sustentação de uma mudança. Como dito, em startups e novas empresas, a cultura da nova era tende a facilitar a utilização dos objetivos do business design. Contudo, embora o caminho possa ser mais longo, é possível – e bastante recomendável – que empresas tradicionais e, até mesmo, mais sólidas, se atentem para o que o mercado está pedindo. Afinal, será um pré-requisito para fazer parte do futuro.

1. Profissionais com o mindset de design de negócios

“Design de negócios é a habilidade mais importante para o futuro”. Essa fala é de David Schmidt, business designer, consultor digital e empreendedor. Analisando o cenário em que vivemos e o que ele está propenso a se tornar, Schmidt alerta para que as empresas adotem uma abordagem para criar modelos sustentáveis em um mundo que exige mudanças rápidas. É aqui que entra o design de negócios, para ajudar a entender o contexto, focar nas pessoas, inovar e testar o quanto antes.

Adotar verdadeiramente a mentalidade do design de negócios é a diferença de um ótimo profissional e apenas mais um. Aqui, cabe a união do pensamento analítico com criatividade. É preciso entender os desafios, fazer escolhas e reduzir o número de soluções – neste caso, de possibilidades de solução. Da mesma forma, precisa-se de um pensamento divergente, para ir além do comum e conseguir inovar. Como unir isso? Aplicando e disseminando a ideia de que é fundamental continuar com as características analíticas, mas não há como fugir das incertezas do momento. Deve-se, inclusive, abraçá-las em suas hipóteses.

Outro ponto que faz um design de negócios funcionar, é contar com um profissional que traga não só números, mas curiosidade. Manter-se atualizado com o mercado e estar aberto para experimentar. Há vários focos: o entendimento do cliente e do que está fora da empresa. A implementação desse mindset também trará mais colaboração. Afinal, é a partir do cruzamento de áreas de conhecimento que surgem novidades.

O design de negócios precisa de especialistas aptos e abertos a adquirir uma nova mentalidade. São profissionais que podem vir prontos e formados pelo mercado, mas podem partir da incorporação dessas características pelas lideranças das empresas e equipes de recursos humanos. Inclusive, em uma empresa tradicional, um líder que pensa como business designer  traz resultados bastante positivos dentro dessa proposta, mesmo em um ambiente mais rígido.

2. Flexibilidade para analisar, propor e testar

O conceito de Lean Startup, popularizado por Eric Ries, condiz bastante com o que o design de negócios propõe: ter espaço para testar o quanto antes as suposições e aprender com elas. No método proposto por Ries, é sugerido a realização do Ciclo de Feedback: construir, medir e aprender. Em resumo, primeiro se estabelece objetivos e se constrói um protótipo, depois medimos os aprendizados e sempre estamos aprendendo com o processo e com os clientes. e gerando novas ideias, novos produtos, recebendo feedbacks e assim sucessivamente até obter o sucesso na entrega do resultado final.

A flexibilidade está na capacidade de enxergar de forma analítica, solucionar e inovar. A construção de uma solução no design de negócios parte da investigação sobre criação e inovação para uma formulação de hipóteses. Com isso, será identificado o que deve ser testado, serão construídos protótipos e recebidos feedbacks. Assim, se extrai resultados e se parte para um novo ciclo do próximo protótipo.

3. O usuário é o centro das atenções

É preciso lembrar: o foco está no usuário. Para um design de negócios ser um sucesso, deve-se fornecer algo que é relevante para o público. Todo o pensamento analítico, criatividade e inovação devem estar alinhados com o propósito de entregar valor para quem utilizará o produto ou serviço. Por esse motivo, é fundamental saber com quem se está lidando, conhecer a fundo o cliente, saber suas motivações, suas dores e características pessoais. É o tipo de relação que estabelece a empatia imprescindível para propor algo que seja atraente e funcional.

Como fazer? Isso pode parecer simples, mas tem um efeito poderoso. Como diz Steve Blank, get out of the building – ou no bom português – vá prá rua!. Converse com as pessoas, identifique  as necessidades, valide a sua solução, entenda o seu cliente, teste os canais, capte parceiros estratégicos. Aprenda, ajuste e adapte a sua entrega.

Qual sua opinião sobre as principais características do design de negócios? Compartilhe suas dúvidas e sugestões!

 

3 ameaças para quem desconsidera o Business Design uma oportunidade de negócio

Por que se tem comentado sobre Business Design? Anteriormente, comentamos sobre os motivos para as empresas apostarem suas fichas no conceito. Na ocasião, mostramos que uma oportunidade de negócio do futuro – não muito distante – só virá se estiver baseada, principalmente, em duas vertentes: a partir de um profissional que consiga agrupar os princípios norteadores do design e da gestão  de empresas. Não se trata somente de um único conhecimento, mas de uma série de habilidade reunidas que ajudarão a entrar nas características que o mercado está exigindo mais fortemente.

 

Mas, afinal, quais são as características que mudaram – e estão transformando cada dia mais – o mercado? Estamos vivendo “o mundo VUCA. VUCA é um acrônimo, em inglês, que traduzido fica: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. O que isso significa:

 

  • Volatilidade: O mundo muda rápido.  Volatilidade refere-se à natureza volátil e à dinâmica da mudança, bem como à velocidade das forças inconstantes que provocam a mudança e seus catalisadores.
  • Incerteza: com as transformações ocorrendo em milésimos de segundos, não há mais espaço para estagnação. As incerteza precisam ser consideradas numa oportunidade de negócio e é preciso saber como agir diante disso. Refere-se à falta de previsibilidade, às probabilidades de surpresa e ao senso de perplexidade e hesitação na compreensão das questões e eventos.
  • Complexidade: o inesperado gera complexidade e as mudanças trazem mais significados, soluções ou necessidades que antes não faziam parte das nossas rotinas. É preciso aprender a decifrar o que está neste contexto e aplicar a multidisciplinaridade. Refere-se às múltiplas forças, às questões indistintas, ao caos e à confusão que cercam o ambiente organizacional.
  • Ambiguidade: não há mais 8 ou 80. Uma oportunidade de negócio deve lidar com os dois lados de uma situação. A clareza não está presente nos eventos, mas o desconhecido também não pode ser visto como um inimigo. É  encontrar as soluções nas entrelinhas.

 

Diante disso, o Business Design se mostra uma opção para atender aos anseios dessa situação. Além de lidar com as novas características do mercado que proporcionarão oportunidade de negócio ou uma solução disruptiva, ele incorpora  a abordagem do Design Thinking. Ou seja, foco no usuário, mas dentro de uma proposta sustentável. David Schmidt, business designer e empreendedor, ressalta que com as mudanças promovidas pela evolução tecnológica e o surgimento de startups, há uma necessidade de abandonar  o modelo tradicional. De acordo com o profissional, é possível visualizar a aplicação do Business Design das seguintes formas:

 

  • aplicação de métodos e processos de design para auxiliar a desenvolver e inovar numa oportunidade de negócio;
  • criação e captura de valor;
  • transformação de uma proposta de valor em algo real para os negócios;
  • dar sentido aos novos valores que são criados com foco nas relações.

 

O que se perde em uma oportunidade de negócio sem Business Design?

1. Não saber como enfrentar problemas

 

Como vimos, há um novo mercado e anseios dos profissionais. Por sua vez, o inesperado surge de duas formas, para o bem e para o mal. Olhar para os problemas e desafios de forma tradicional fará com que os resultados sejam sempre os mesmos ou, ainda pior, não exista uma resolução efetiva. Se não entender o cliente e se preocupar com os propósitos que ele valoriza, a inovação passa longe, assim como qualquer oportunidade de negócio.

2. Enxergar o ato de “falhar” como negativo

 

Os princípios do design  consideram a possibilidade de falhar como oportunidade para aprender. Aliás, falhar rápido e aprender com isso. É preciso que exista um planejamento dentro de uma oportunidade negócio, mas para que seja realmente disruptiva, as pessoas precisam perder o medo de errar. O sentimento de “tentar algo novo pode ser perigoso” acaba minando qualquer pensamento criativo ou cultura de inovação de uma empresa.

3. Focar apenas em uma disciplina e esquecer da outra

 

Como Michael Eales, business designer e sócio da Business Models Inc., empresa global de inovação, alerta: um business designer precisa fazer uma fusão de disciplinas para que ocorra uma inovação sustentável. Assim, se traz o melhor do Design Thinking para criar uma oportunidade de negócio que esteja dentro de uma gestão  realista. Quando se consegue fazer essa aliança, outras formas de lidar com os desafios acabam surgindo e vencendo uma das características do VUCA, que é a incerteza. A união das duas abordagens proporciona formas operacionais de criar e oferecer valor ao cliente.

 

Quer saber mais sobre como criar uma oportunidade de negócio dentro do Business Design? Entre em contato conosco!

Business design: apostem suas fichas nessa abordagem

Nos textos sobre Gestão do conhecimento falamos que um uma empresa inovadora não se faz apenas com tecnologia de ponta, mas também pela mente das pessoas que estão dispostas a promover a mudança. Esse combo alinhado a metodologias que auxiliam na coleta e análise de dados impulsiona o desempenho da equipe, otimiza os resultados e cria soluções para facilitar o dia a dia nas empresas, além de entregar valor ao cliente. Se esses objetivos juntos fizeram você lembrar dos artigos sobre Design Thinking e também no processo produtivo das organizações exponenciais, hoje ainda vamos relembrar  um novo conceito: o business design.

A própria palavra design já explica boa parte do trabalho de um business design. Em tradução livre, o termo significa “desenho” e vem do verbo designare que nada mais é do que traçar, marcar ou mostrar uma direção. Nas palavras de Michael Eales, business designer da Business Models Inc., um profissional que atua neste segmento está preparado para aplicar princípios tanto do design quanto da administração de negócios. Ou seja, é utilizar o conhecimento das duas áreas para criar novas abordagens operacionais e desenvolver processos mais fáceis de executar, principalmente quando se tratar de projetos complexos.

Um profissional do business design pode ser contratado sempre que um novo produto ou serviço for lançado ou ainda quando surgir necessidade de reinventar os que já estão no mercado. Isso porque os profissionais da área partem do princípio que as várias etapas de um negócio, desde a ideia inicial até o lançamento, são hipóteses que podem ser prototipadas e melhoradas depois de vários testes.

Business design, governo e atendimento aos cidadãos

Michael Eales e sua equipe conseguiram bons resultados ao trabalhar com algumas agências governamentais da Austrália. Eles partiram da premissa de que os problemas que o governo tentava resolver precisava de uma abordagem diferente das que levaram à situação atual. Para tanto, Eales convidou os líderes para olhar a questão com a mentalidade de um iniciante, o que muitas vezes levou a administração pública a passar um tempo com os cidadãos entendendo as suas reais necessidades.

Em entrevista ao Singularity Hub, ele contou que o Departamento de Indústria da Austrália passou por alguns problemas financeiros que obrigou duas áreas diferentes do departamento a se agruparem: uma era mais voltada para o financiamento de empresas e a outra estava focada no crescimento dos negócios. Dessa forma, enquanto os primeiros tendiam a dizer “sim” para ajudar os empresários; a segunda dizia “não” por conta do orçamento limitado. Esse cenário é ou não é uma boa oportunidade para contratar um business designer? Foi então  que a equipe de Eales entrou em ação. Eles colocaram os dois grupos para conversar diretamente com os empresários e entender como esses gestores se viravam para conseguir o financiamento, mas sem deixar de se preocupar com os outros recursos oferecidos pelo governo.

O resultado desse trabalho foi o surgimento na Austrália do the Entrepreneur’s Infrastructure Programme (em tradução livre: Programa de infraestrutura do empreendedor). Nele, o governo primeiro concede suporte para as organizações se tornarem mais competitivas para só depois falar sobre financiamento. Entre os auxílios oferecidos podemos citar: assessoria de negócios, ajuda para pequenas e médias empresas para comercializar novos produtos e disponibilização de mentores para ajudar esses profissionais a identificar quais os entraves que impedem o crescimento dos negócios.

Eales e sua equipe por meio da abordagem do do business design conseguiu com que as agências e escritórios públicos dialogassem diretamente com as empresas e reduzissem a complexidade que norteiam os financiamentos. É uma forma arrojada de recriar um modelo de negócio que ainda rendeu o prêmio Design Pioneer award para eles.

Gostou de saber mais sobre o business design? Veja aqui como estamos aplicando esse conceito no desenho de novos modelos de negócios. Ficou interessado? Faça um contato conosco.

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Organizações exponenciais são sinônimo de empresas inovadoras!

Como as organizações exponenciais têm criado inovação num cenário tão ágil e repleto de mudanças? Justamente por se tratar de um modelo disruptivo. Não é fácil imaginar como elas podem existir, afinal, estamos ainda muito imersos em gestões conservadores e que, apenas aos poucos, estão começando a procurar por ferramentas e metodologias que vão além dos livros clássicos de administração. Mas, a principal resposta está no chamado propósito transformador massivo. É ele que será o responsável por assumir o timão do navio. Por sua vez, a cultura de inovação criará um ambiente que estimule mudanças e muita criatividade.

A cultura da inovação é um dos pilares das organizações exponenciais e, por outro lado, uma é consequência da outra. Vamos explicar melhor. Um negócio disruptivo, que fuja de processos burocráticos ou funções engessadas, precisa de bastante criatividade e propósito por trás. Mas como adquirir isso em uma empresa? A partir de reflexões que vão desde o relacionamento entre as pessoas até o cenário profissional. É um comportamento que se torna um exemplo e que, na sequência, se transforma em inspiração. Para isso, é preciso de desapego. Assim como arrumar o armário, ao adotar uma cultura de inovação é preciso tirar teias de aranha e se desfazer das roupas que não servem mais.

Nesse processo de arrumação, há algumas boas práticas que podem ajudar a cultura de inovação a se disseminar, tomando conta de pensamentos, atitudes e, como resultado, modificando ambientes profissionais. O aperfeiçoamento pode estar logo ali, em uma ação estratégica. Aqui, entram alguns itens importantes e que precisam de comprometimento da empresa. Não adianta nada querer ser uma das organizações exponenciais inovadoras e não adotar as seguintes propostas:

  • descentralização de decisões, autonomia nem sempre é fácil de lidar para os chefes. Lembre-se, aqui, estamos falando de líderes;
  • outro posicionamento relevante é formar lideranças autônomas entre os próprios colaboradores;
  • comunicação transparente, para todos e em diversos momentos. O conhecimento só se dá com confiança e trocas. Por essa razão, a informação deve ser crível e proporcionar o desenvolvimento do time;
  • o processo está indo bem? Hora de reavaliar. Pode parecer sem sentido, mas a acomodação é um dos maiores inimigos da inovação. Em um mundo em que as transformações acontecem em segundos, os modelos de negócios precisam passar por processos de análise e correções de percurso a todo instante.

Quais os diferenciais das organizações exponenciais?

Nas organizações exponenciais, você pode esquecer daquele fluxo sem fim: demandas que passam por colaboradores, para supervisores, depois até gestores e, talvez, consigam a atenção do CEO. Há um empoderamento do profissional. Isso funciona muito bem quando focamos na capacidade de transformação das pessoas. As mudanças são dinâmicas. Nisto é que mora um dos destaques do crescimento exponencial: cada um se torna parte de um crescimento que não envolve somente a empresa, mas a si próprio.

Quando as organizações exponenciais colocam o indivíduo no centro de suas preocupações, tornam os processos mais colaborativos e democráticos. Além disso, as estruturas homéricas e grandiosas de equipes não são mais uma vantagem, mas um obstáculo a ser superado. O modelo de negócio é dinâmico e, portanto, precisa de alternativas que fogem do convencional: criar redes de profissionais autônomos ou terceirizados, movimentar o ecossistema do setor, receber, de forma preditiva, as informações dos clientes .

Falhar também não é mais um problema nas organizações exponenciais. Falhar traz conhecimentos poderosos. Só erra com sabedoria quem pode testar e, isso significa, reduzir custos com desenvolvimento e lançamento de produtos e serviços fadados ao fracasso. Testar é um verbo que deve entrar nesse novo mindset de forma consistente. Experimentar faz com que os envolvidos consigam coletar dados de usuários betas e promover melhorias nos lançamentos que não serão rejeitados pelo mercado. Na verdade, a maior possibilidade é de que seja gerada uma experiência satisfatória. Por qual razão? Porque antes existiram falhas e, na sequência, correções e aprimoramento. Não é o erro pelo erro mas sim gerar o aprendizado. Ou o que comumente de chama “learning by doing”

O que faz das organizações exponenciais negócios disruptivos?

Arriscar não é para todos. O mesmo serve para inovar. Em razão disso, as organizações exponenciais se destacam como negócios disruptivos. Elas sobrevivem porque acompanham a transformação digital, os novos comportamentos e conseguem, com fluidez, modificar-se para atender o indivíduo. Agora, aqueles que nadaram, conseguiram certo lugar ao sol, mas depois tiveram que se retirar do mercado, possuem algo em comum: não acreditaram e investiram nas inovações.

Para simplificar, quais seriam os pontos-principais dessa dupla de inovação e organizações exponenciais? Alguns deles:

  • mudar não é motivo para medo. Independentemente do seu tamanho, as mudanças são vistas como oportunidades e não como dor de cabeça. Pensar grande é uma das motivações para mudar para (muito) melhor;
  • a hierarquia perdeu seu reinado. Flexibilidade, processos que não seguem uma “linha padrão” e que passam longe de fluxos conservadores;
  • gestão de equipes e controle passam longe da visão tradicional do chefe “acima de tudo”, há o uso de ferramentas para tais fins, mas com flexibilidade, autonomia e agilidade promovidos pelo suporte da tecnologia;
  • tecnologias são amigas. Nada de ficar com medo de novas tecnologias: de forma inteligente, é fundamental identificar como as soluções tecnológicas sozinhas ou combinadas podem otimizar, criar e inovar.

Quer conhecer mais sobre organizações exponenciais e outros assuntos que tratam de inovação e negócios disruptivos? Acesse ao blog ou deixe uma mensagem com sua dúvida ou sugestão! Conheça os nossos cursos presenciais clicando aqui

Líder do Futuro - Maria Augusta

Líder do futuro: 6 características que geram grandes resultados

Líder do futuro: 6 características que geram grandes resultados

Muito já se falou sobre o líder do futuro, aquela pessoa que consegue absorver as mudanças e adaptá-las muito bem para promover resultados cada vez melhores para empresa e seus liderados. Esse líder, no entanto, não está mais em um futuro tão distante, ele já existe em diversas organizações, especialmente as que trilharam o caminho da inovação.

No post sobre cultura de inovação, comentei sobre descentralização de decisões e autonomia, dois itens essenciais para a prática de uma liderança inovadora. Em contextos mais conservadores, fica difícil imaginar um ambiente onde diversas pessoas possam resolver conflitos de uma maneira simplificada, sem burocracia. O líder do futuro prega exatamente isso: uma gestão baseada na competência e na confiança, afinal, descentralizar é reduzir tempo e ter visões diferentes sobre os processos empresariais.

Quando iniciamos no blog a conversa sobre inovação, falamos muito sobre essa mudança do papel do chefe tradicional, até então pouco presente e nem um pouco aberto a intervenções da sua equipe. Presenciamos, com a evolução das organizações, a preferência por lideranças mais adeptas ao processo colaborativo e abertas à feedback.

Afinal, quais as características do líder do futuro?

Equilíbrio entre o ser e o dever: nem chefão, muito menos amigão. O líder responsável por resultados exponenciais tem uma postura equilibrada. Sabe perceber sua equipe, tem empatia (tanto em questões profissionais, quanto pessoais) e propõe direcionamentos de acordo com cada pessoa e situação. O equilíbrio emocional é uma qualidade desse perfil, que precisa conviver diariamente com diversas pessoas, incentivando-as a dar o melhor de si.

Sem vaidade: o líder sabe dialogar com todos e está disposto a aprender. Não tem todas as respostas. Quem ocupa um cargo de liderança em uma empresa inovadora, está mais preocupado em se cercar de talentos do que saber tudo.

Encorajador: o líder do futuro aprende constantemente, pois incentiva seu liderado a buscar sempre mais conhecimento. Com uma equipe preparada, a liderança se sente confiante em suas decisões. Além de encorajar o aprendizado, permite um ambiente livre para questionamentos, contribuições e feedback. Inclusive a sua gestão é passível de críticas, que devem ser consideradas e respondidas sempre. A liderança não está acima dos outros, pois o próprio desenho de hierarquia não existe em organizações inovadoras.

Atento aos dados: informação é tudo! Os dados mostram problemas, tendências, oportunidades. O líder do futuro é um profissional que acompanha toda a movimentação de mercado e de consumo, mudanças de comportamento dos consumidores, tendências que surgem no exterior e que podem ser adaptadas para o seu país. A habilidade de enxergar novos caminhos é outra grande qualidade desse perfil de liderança. Para isso, no entanto, ele precisa de outras habilidades importantes para colocar suas ideias em teste.

Domina técnicas de resolução de conflitos: não é só de alegrias que vive o líder do futuro. O dinamismo dos negócios e a pressão por resultados faz com que esse profissional precise lidar com problemas complexos. Conhecer métodos, como Design Thinking e metodologias ágeis é primordial para envolver seus liderados em processos de melhorias constante.

Adepto à inovação: a liderança não é feita apenas de teoria. Se a ideia é buscar a inovação, o líder do futuro deve ser uma pessoa curiosa e atenta às novidades. A tecnologia precisa fazer parte de sua rotina. Estar próximo do que o mercado oferece é estar aberto a novas soluções. Nada como ser usuário apaixonado por novas tecnologias para pensar como tal e conseguir, por fim, pensar em soluções mais próximas dos seus clientes.

Antes de ir, compartilho esse artigo muito interessante sobre esse assunto, mas com uma visão do mercado exterior.

Conectividade - autor: Nopporn

O crescimento exponencial não acontece por acaso

Já falamos um bocado de organizações exponenciais aqui no blog. Não é à toa: essas empresas chegaram ao mercado para quebrar padrões e obter um crescimento exponencial sem precedentes. Internamente, podem escalar sem necessariamente aumentar suas estruturas. Externamente, relacionam-se com diversos players e também os escalam para a sobrevivência de seu próprio negócio. Apenas essas peculiaridades já significam um grande avanço para a economia atual (e uma ousada estratégia para se manter).

O fato é que estamos diante de empresas altamente disruptivas. São assim consideradas porque criaram uma nova forma de fazer negócio ou mudaram as regras vigentes. Quebraram barreiras. Mudaram a forma de pensar. Lembra como foi o processo de fotografia: passamos da visão analógica para a era digital, tiramos a foto do papel e colocamos em dispositivos móveis, compartilhando no momento que se desejar.

Quem não lembra do velho rolo de filmes com 36 poses? Está hoje no lixo ou em caixinhas de recordações. Assim aconteceu com os filmes que assistimos, com a compra da passagem aérea, com o táxi que pegamos, com a forma de pedir comida em casa. Exemplos estão proliferando dia a dia, no nosso cotidiano.

O grande ativo dos negócios inovadores é, sem dúvida, a informação que eles possuem e o acesso que dão a esses dados. Unindo isso à maneira como eles constroem ecossistemas complementares para realimentar seus modelos de negócios, temos um formato disruptivo de criar e conduzir empresas.

O mix de informação, colaboração e DNA inovador faz com que essas organizações cheguem ao crescimento exponencial, que significa crescer cerca de dez vezes mais do que seus concorrentes. Dez vezes mais faturamento, sem contar resultados ainda mais encantadores, como o número de comunidades formadas, de defensores de marca e o alcance global.

Desbravar e correr riscos para alcançar o crescimento exponencial

Comentei certa vez aqui no blog que nem tudo são flores na trajetória de empresas inovadoras. Manter-se em um ambiente ainda muito conservador com um modelo de negócio diferenciado é nadar contra a maré. Também é cutucar mercados altamente competitivos, como o exemplo da fintech brasileira Nubank, que bate de frente com instituições financeiras tradicionais. O surgimento da Nubank alvoroçou o mercado financeiro brasileiro resultando em grandes transformações digitais das instituições que lideram o mercado.

Não ter a propriedade do produto ou serviço, como em um mercado tradicional, é correr riscos. A relação entre colaboração e confiança substitui modelos fechados e controlados. O ecossistema de players, times por demanda e redes globais tomam o lugar do quadro de funcionários padrão. Ou, ainda, no controle exigido por plataformas de hospedagens, transporte e pedidos online, que reúnem milhões de membros e fornecedores. Criar uma base de confiança e autonomia para as equipes de projetos é fundamental para o negócio fluir adequadamente.

Pense na quantidade de projetos do Google e no volume de parceiros que ele precisa gerenciar em vários países. Aliás, o Google é apenas uma dos negócios da holding Alphabet. Veja a quantidade de negócios que a Alphabet reúne hoje.

crescimento exponencial

O crescimento exponencial não é resultado apenas do valor entregue ao consumidor/usuário. Com um ecossistema que escala e é escalável, o negócio precisa ser atrativo para todos continuarem dentro da organização. O modelo depende, portanto, de uma rede. Diferentemente de um sistema tradicional que atua, geralmente, com demanda e oferta em via única. Isso sim é correr riscos!
Mas como dá certo? Por diversos fatores, mas acredito que os principais são: ser uma “fonte aberta”, livrando-se dos gargalos produtivos, e ter um relacionamento baseado na empatia e colaboração com suas redes. Essas empresas trabalham com o acessível e, por isso, trocaram os sistemas lineares pelo exponencial. Trocaram o físico pela tecnologia, reduziram espaços de escritórios para globalizar digitalmente. Validam ideias com seu ecossistema, criam a partir da expertise de suas redes e entregam itens relevantes para o momento. Não temem a automação de processos e tem como aliados muitos robôs que agilizam os processos sem necessariamente demitir pessoas. Veja o que a Amazon tem feito em sua escala de entrega de produtos.

O crescimento exponencial não vem por acaso, e não acabará instantaneamente. Enquanto o consumidor tiver insatisfação, expectativa ou desejos, terá sempre uma empresa inovadora para pensar soluções. Todos os lados têm a ganhar com isso. Nós, amantes da tecnologia, que buscamos eficiência e praticidade nos serviços. Desenvolvedores, que possuem canais para distribuir seus apps e games; o mercado em geral, que tem cases de cultura de inovação e novos formatos de gestão para estudar e se inspirar.

design thinking

Design Thinking não é restrito a empresas inovadoras

O que fazer com os dados gerados pelo Design Thinking? Como empresas inovadoras conseguem aproveitar a etapa de experimentação para dar sequência ao projeto de mudança? Essas e outras questões mostram que o Design Thinking (DT) é um tema inesgotável. Quanto mais aplicamos suas técnicas, mais insights conseguimos obter para realimentar o processo de inovação. Por isso, ressalto que a ferramenta pede uma aplicação contínua, pois nem sempre teremos um resultado viável em apenas uma abordagem. O DT deve ser parte da cultura de inovação.

Ao colocar as ideias em teste, na fase de prototipagem, chegamos a um ponto importante do Design Thinking, no qual surgem diversas respostas para o objetivo inicial. Talvez a mais importante delas seja o impacto da proposta no mercado. Se, além de viável para a empresa, aquele protótipo reflete o desejo e as necessidades do público-alvo. No contexto de grandes empresas inovadoras, a experimentação pode ser mais simples, pois há recursos destinados ao processo e uma cultura do ‘aprender fazendo’ já consolidada. Mas como incluir a concretização de ideias na rotina de todas as organizações?

Primeiramente, vamos esclarecer que a prototipagem do Design Thinking não é necessariamente o produto pronto para uso (aqui compartilho um link bacana sobre o assunto). Isso sim seria um grande custo para as empresas e a ferramenta ficaria restrita a grandes indústrias. A representação de uma ideia pode estar em um simples pedaço de papel, na web, em peças de Lego, storyboard, na encenação de uma situação (ideal para propostas de melhorias em prestação de serviços). O importante é que o protótipo transmita aos participantes, da maneira mais clara possível, seus objetivos e uso. Com isso, é possível reduzir as incertezas e, consequentemente, os riscos do projeto e seu custo. Em meus workshops tenho presenciado esse momento como a grande oportunidade para a equipe do projeto conversar entre si, alinhar as expectativas e chegar a consensos muitos importantes que, por qualquer motivo, não tinham surgido antes.

Pós-experimentação em empresas inovadoras (ou aparentemente não tão inovadoras)

Eis o xis da questão: empresas inovadoras utilizam o conhecimento adquirido na experimentação para planejar a chegada do produto ou serviço ao mercado, ou a introdução de um novo processo. Fazem isso com um profundo conhecimento, tanto do produto quanto da experiência do público-alvo (empatia).

Mas vamos deixar um pouco Google, Apple, Uber e outras cases inovadores de lado para falar sobre um exemplo interessante do centro de inovação da Veterans Affairs (EUA). Para servir melhor os veteranos de guerra (problema a ser resolvido), a instituição pública criou um processo contínuo de Design Thinking (mapa de empatia, jornada do usuário e diversas outras ferramentas) focado em necessidades, comportamentos e experiências dos clientes (feedback).

A ideia se baseou em princípios básicos: usar e abusar da empatia, buscar os clientes onde eles estão (uma pró-atividade que já faz parte da experimentação), testar ideias com seu público e colocar o veterano como foco de todas as etapas do desenvolvimento de produtos, serviços e processos. Este kit disponibilizado pela instituição é o norte do projeto e dá para identificar todas as etapas do DT, inclusive prototipagem rápida e testes de usabilidade. Com a prática, a instituição conseguiu identificar os altos e baixos no relacionamento com seus clientes para reformular seus processos e criar um padrão para as redes de atendimento.
Se olharmos ao redor, vamos perceber que o Design Thinking já é realidade. Em cada setor, ele mostra uma maturidade diferente, mas nunca devemos vinculá-lo apenas a startups ou grandes corporações de tecnologia.

Por essas e outras que defendo: DT não é moda passageira. Muito pelo contrário! Com o uso de suas ferramentas, especialmente da prototipagem, conseguimos enxergar como as pessoas se relacionarão com novos processos, produtos e serviços. A partir dessa interação, fica muito mais simples perceber os pontos fortes e os riscos dos projetos, ter novas ideias para melhorias e realimentar a criatividade, que é uma grande aliada da inovação.

Quer conhecer mais sobre como inovar em sua organização? Faça um contato conosco.

Design Thinking, um método para a inovação?

Design Thinking é um termo que está pipocando há alguns anos no ambiente corporativo, seja em negócios disruptivos ou em setores mais conservadores. Isso não é à toa, pois essa abordagem, quando bem aplicada, auxilia muitas instituições a criarem novos processos, produtos e serviços, ou reformular os já existentes. A abordagem é, portanto, uma grande aliada no desenvolvimento de modelos de negócios inovadores. E como facilitadora de workshops, palestras e treinamentos sobre esse assunto, sou uma grande entusiasta do Design Thinking.

Acredito que existem muitas coisas para pensar sobre o assunto. Primeiramente, não podemos deixar de explicar que Design Thinking não é apenas uma prática pensante, como o próprio nome sugere. Ou algo restrito à concepção de produtos, embalagens e outras atribuições do próprio Design. Longe disso! O método é aberto a todos, também é muito ambicioso: as ideias saem dos post-its coloridos e da cabeça de seus participantes para serem testadas e validadas.

“Ué, não é só sentar e fazer um grande brainstorm sobre o assunto”? Não, isso é muito importante de ser esclarecido: brainstorm é brainstorm, reunião é reunião e Design Thinking é algo muito maior, que também se utiliza da reunião de ideias. Vamos falar bastante sobre o assunto aqui no blog. Vem comigo!

Design Thinking: aplicável, viável e desejável

Afinal, o que o DT busca? Basicamente, ele tem o objetivo de propor soluções com a colaboração de diversas áreas de uma empresa. Como destravar uma etapa do processo produtivo, de onde partir para criar um novo produto ou serviço ou solucionar a dor do meu cliente? Essas e outras questões podem ter tanto um ponto de partida como também um produto final com a prática do Design Thinking.

É claro que para esse método render bons frutos, os participantes devem considerar a realidade da instituição, afinal, a solução encontrada precisa ser viável e fazer sentido aos clientes/consumidores. Isso é algo muito bacana: os participantes estão ali como parte da empresa, mas também pensando como os stakeholders. Com isso, o desfecho se torna relevante para todos os pontos dessa cadeia.

Faça se estiver preparado para mudar. Usar o Design Thinking como parte da elaboração ou reformulação dos modelos de negócios é para os fortes, ou melhor, para quem está disposto a mudanças. É o momento para colocar a mão na massa, testar suposições e ideias, encarar fracassos, voltar à estaca zero. É um processo que requer paciência, pois nem sempre uma só aplicação do Design thinking vai resultar em um plano de ação. Calma! Não estou oferecendo nada imediato ou milagroso, e sim um conjunto de técnicas para pensar, testar, validar e atualizar.

Por que o Design Thinking é tão inovador? Por vários motivos! O conceito utiliza dados (pesquisas, benchmarking), visões de mundo, pensamento visual, elaboração de protótipos (ou outras formas de testar as soluções) para transformar ideias em produtos, serviços, novos processos, mais conhecimento e INOVAÇÃO!

Esse infográfico do Sebrae é muito interessante e mostra como o DT já está no nosso dia a dia.

Leve com você esses cinco conceitos

Além de deixar no passado a resolução de problemas – ou criação – às cegas e o afastamento entre instituições, seus colaboradores internos e stakeholders, o Design Thinking é ainda mais inovador por promover essas cinco habilidades:

Empatia: coloque-se no lugar do cliente, do consumidor ou do colega que estará envolvido direta ou indiretamente nas mudança propostas pelo DT.

Experimentação: visualize o mais rápido possível novas situações para compreender, melhorar e testar hipóteses, antes que tempo e dinheiro sejam desnecessariamente desperdiçados.

Colaboração: pessoas trabalhando juntas para compreender vários pontos de vista e criar soluções que tenham um real impacto na vida das pessoas.

Multidisciplinaridade: a riqueza de ideias está na diversidade de perfil dos participantes. Todos podem encontrar uma boa solução, não apenas o funcionário do setor X ou a equipe de gerentes. O Design Thinking é democrático e colaborativo. Quanto mais visões diferentes, mais ideias para serem amadurecidas e testadas.

Liberdade: não venha com pré-conceitos ou censuras. O ambiente para a prática do DT deve ser livre de julgamentos. Os participantes precisam se sentir parte do processo e com total liberdade para sugerir. Isso nos leva a outra afirmação: Design Thinking é um grande aliado da cultura de inovação.

Compartilho com você nossos próximos workshops abertos:

Curso Inovação em Modelos de Negócios, em parceria com a ESPM – dia 29 e 30/6 e 1/7,
em São Paulo
Workshop Design Thinking, em parceria com Escola de Governo – ENA – dias 13 e 14/7, em
Florianópolis

Workshop sobre Design Thinking, em parceria com Ornellas Consultores – dias 21 e 22/7,
em São Paulo
Programa Advanced em Negócios Exponenciais, em parceria com Harvard Business
Review Brasil – dias 29 e 30/7, em São Paulo

Workshop Inovação em Modelos de Negócios e Organizações Exponenciais, em parceria
com Sebrae SC e Kuanta Eventos – dias 15 e 16/9, em Florianópolis.

Essas datas não atendem as suas necessidades? Envia um email agora e vamos conversar
sobre a possibilidade de realizar in company, desenhado sob medida para a sua organização.

cultura de inovação

Cultura de inovação: você está preparado para isso?

Pare e pense: você está pronto para a cultura de inovação?

Muito se tem falado sobre os louros e as agruras de empresas inovadoras. Não é à toa que
muitas instituições fogem da inovação: o caminho tem seus pedregulhos. É preciso não só uma
mente aberta, mas uma estrutura que incorpore a flexibilidade e a dinâmica dos modelos de
negócios disruptivos. Neste texto, quero propor uma reflexão sobre profundas mudanças que empresas precisam passar para assumir uma cultura de inovação.

A inovação pode ser concreta e estar presente em um aplicativo ou na disposição de bancadas
e salas de reuniões. Pode também ser abstrata, fazendo parte do ambiente como um aroma
convidativo. De qualquer jeito, a cultura de inovação é visível, desde o projeto arquitetônico
até a maneira como as pessoas se relacionam. No entanto, para isso acontecer é necessário
certo desprendimento. Como já comentei em alguns textos, inovação não combina com chefias
isoladas, decisões arbitrárias ou comunicação de via única.

Você está pronto para dar o primeiro passo rumo à cultura de inovação?

Por onde começar essa conversa? Cultura pode ser adquirida ou estar no DNA, como é o caso
de startups. Quando se fala em cultura de inovação, precisamos parar para pensar em
atitudes que vão levar empresa e pessoas a um alto nível de aperfeiçoamento. Você está
pronto para:

Descentralizar decisões

Acredito que esse seja um ponto preocupante para organizações tradicionais. Como ficar
tranquilo ao abrir problemas para a equipe e deixar que ela resolva? Descentralizar envolve
confiança mas, acima de tudo, competência. É claro que para a autonomia acontecer de forma
efetiva e bem-sucedida, as pessoas precisam ser preparadas para desenrolar conflitos. Não é
simplesmente jogar a batata quente no colo do gestor, mas identificar seu potencial para lidar
com pressão e problemas e para enxergar soluções viáveis com erros calculados.
Descentralizar é reduzir tempo e ter outras perspectivas.

Formar (e dar autonomia a) lideranças

Para existir a descentralização, é indispensável contar com líderes. A cultura de inovação
convida os funcionários a ter um papel ativo, a contribuir e disseminar ideias, processos e
valores da instituição. Esse espaço aberto é um terreno fértil para o surgimento de perfis de
liderança. Não dá para desperdiçar um líder! Ao identificá-lo, é hora de aproveitar sua expertise
para alimentar o ambiente inovador. Um líder sem ter o que liderar é um funcionário frustrado,
que possivelmente encontrará outro lugar para brilhar. Mais importante do que formar um
grande profissional, é retê-lo.

Comunicar de maneira ampla, constante e transparente

Foi-se o tempo da “rádio corredor”. A cultura de inovação requer informação, feedback, troca
de conhecimento. Equipes trabalham com mais foco quando estão conscientes do momento da
instituição, dos valores corporativos, de metas e possíveis ameaças. Negócios inovadores não
precisam de protocolos burocráticos para receber uma crítica ou sugestão. Os canais são
abertos e as contribuições avaliadas constantemente. A inovação não aceita monólogo. Seja
no sucesso ou na crise, ela promove o diálogo para encontrar soluções e oportunidades.

Realizar avaliação contínua?

Se mercados mudam e padrões de gestão evoluem, como ficar no mesmo modelo de negócio
para sempre? Inovar é uma constante. Ninguém inova uma vez e se mantém durante anos sem
avaliar processos e resultados. A cultura de inovação convoca a reformulação e criação.
Também exige ação, por vezes rápida e radical. De que adianta avaliar e identificar erros, sem
ter condições de corrigi-los, de traçar e executar um plano de ação?

Parece difícil e realmente é, mas vale cada investimento. Vivemos um momento em que inovar
não é uma opção, mas um item necessário para a sobrevivência dos negócios.
Gostou? Deixe aqui os seus comentários a respeito deste tema.

desafios empresas inovadoras

Nem tudo são flores. Conheça 3 desafios para empresas inovadoras

Se tem uma coisa que as empresas inovadoras fazem muito bem é encarar mudanças como oportunidades de melhorias ou de expansão. De fora, existe a impressão de que a inovação é um risco alto demais para correr (está tudo caminhando bem há anos, por que mudar?). No entanto, em meio a tantos cases bem-sucedidos de negócios disruptivos, arrisco poetizar nas palavras de Fernando Pessoa: “tudo quanto vive, vive porque muda”. No caso de instituições, tudo sobrevive quando se pensa a evolução do modelo de negócio.

 

Engana-se, entretanto, quem pensa que empresas inovadoras nascem da noite para o dia, brotam nos programas de aceleração ou caem do céu direto nos diversos “Valley” do mundo ou surjam como geração espontânea. Há um longo caminho entre uma ideia transformadora e a sua concretização. Este percurso está rodeado de desafios, especialmente causados pelo conservadorismo empresarial e pelo medo de mudança. Afinal, empresas inovadoras precisam de uma gestão também inovadora, de um ambiente que abrace a modernização e profissionais igualmente arrojados.

3 desafios enfrentados por empresas inovadoras

 

  1. Tempo. Empresas inovadoras não nascem em 3 minutos

 

A inovação é um processo a ser construído. É preciso paciência e persistência para chegar ao status das empresas inovadoras, sendo que nem sempre as primeiras iniciativas serão bem-sucedidas. Isso me lembra uma frase do VP de produtos de hardware do Google, Mario Queiroz. Certa vez, em uma matéria do Estadão, ele disse ao explicar alguns lançamentos: “mesmo que um projeto não tenha muito êxito, temos de pensar no que é possível tirar de bom para a próxima inovação. Porque ela vem, mas, às vezes, requer umas duas ou três tentativas”.

 

  1. Falta de um ambiente de inovação

 

As empresas inovadoras respiram inovação. O ambiente físico é agradável: salas, bancadas e demais espaços são um convite à colaboração, à conversa, ao brainstorm e às discussões. O dia a dia atrai pessoas que combinam com esse clima, afinal, é preciso ter o perfil certo para produzir bem em conjunto e pensar fora da caixa. Os processos não são modernos apenas no papel “pra gringo ver”, enquanto a realidade traz uma hierarquia conservadora. A inovação é praticada e medida diariamente, às vezes falha, mas nunca é desestimulada. Existem métodos e práticas para organizar o ambiente – com dois pés (e a cabeça) na gestão do conhecimento.

 

Você consegue perceber que não é simples ser inovador? É claro que alguns se desenvolvem naturalmente inovadores, por isso temos atualmente tantas empresas modernas em sua origem. Mas isso não quer dizer de maneira alguma que instituições já existentes e com longos anos de atuação não possam se recriar. A discussão não é sobre o poder do novo sobre o velho, mas sim sobre o poder de transformação.

 

  1. Estrutura rígida não combina com modelo inovador

 

O caminho para a inovação é colaborativo. Esqueça a estrutura vertical e rígida, a sala luxuosa do chefão isolado, mandos e desmandos sem questionamentos. Há uns três anos, começou a pipocar nos noticiários brasileiros o termo holocracy (holocracia, em português), uma criação do empresário norte-americano Brian Robertson para definir um modelo de negócio com distribuição de autoridade no lugar da estrutura tradicional hierárquica.

 

O que Robertson deu nome é o que muitos acreditam que sejam um dos pré-requisitos para empresas inovadoras: o fim da figura antiga de chefes e a valorização de perfis de liderança. É o que já acontece em empresas reconhecidamente disruptivas como o Google: estrutura linear, canais abertos para a discussão de melhorias, líderes que mantêm o ambiente propício para a inovação, processos transparentes com foco no resultado.

 

Esse cenário é um grande desafio para instituições tradicionais, pois derruba conceitos enraizados no meio corporativo. Ninguém manda em nada? Não há controle de horários? Todos fazem o que querem? Parece exagero, mas essas perguntas estão na cabeça de gestores que ainda não conseguem enxergar um modelo de negócio inovador.

 

No lugar de mandar, liderar. Em vez do bate ponto, avaliação constante de desempenho e resultados. Para substituir regras e processos decididos por poucos, pesquisas e estudos aprofundados sobre modelos colaborativos.

 

Qual o desafio mais difícil de ser driblado? Comente!