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Mudar de profissão: quando é preciso se reinventar depois dos 40 anos

Você já pensou em mudar de profissão aos 40 anos? Em um primeiro momento parece exaustivo, mas quem conseguiu virar a chave costuma dizer que é libertador. Até porque a tecnologia, a medicina e os hábitos mudaram tanto que já faz tempo que os estereótipos de idade estão ultrapassados, não é mesmo?

Priscila Simoni é uma dessas profissionais que decidiu se reinventar aos 40 anos e começou a estudar programação. Mas a mudança de carreira já começou bem antes disso. Formou-se primeiro em química e como era de se esperar foi trabalhar em um laboratório. Não se acostumou com o cheiro de solventes e outros reagentes. Mudou para a enfermagem, trabalhou em hospitais e chegou a direção. Era correria demais para quem queria qualidade de vida e mais tempo com a família.

Largou tudo e virou nômade digital. Passou por 11 países e decidiu fixar residência quando a filha mais nova entrou em idade escolar. Optou por Florianópolis pela qualidade de vida. Mas, há 5 anos trabalhando como freelancer, escolheu  programação para voltar ao mercado formal de trabalho.

Pra ela, mudar de profissão aos 40 anos tem sido desafiador e motivador ao mesmo tempo. “Sair da zona de conforto traz uma satisfação interior e, ao mesmo tempo, um turbilhão de desafios. Precisamos ser reconhecidas pela nossa habilidade e não pela nossa idade Além disso, temos que nos destacar em nossa nova área de atuação para se destacar no mundo dos jovens”, acrescenta.

Você se identificou com a história da Priscila, também está pensando em fazer este movimento de mudar de carreira e não sabe por onde começar? Continue a leitura deste post e acompanhe as nossas dicas

A maioria dos brasileiros está infeliz no ambiente de trabalho

O índice de infelicidade no trabalho está alto no Brasil. Uma pesquisa realizada em 2018 em 21 estados apontou que cerca de 90% dos brasileiros estão insatisfeitos com seus empregos. Desse total, 36,52% não estão felizes com as atividades que desenvolvem no trabalho atual e, 64,24% gostariam de mudar de carreira, assumir novas responsabilidades e se dedicar a atividades totalmente diferentes para se sentirem mais felizes.

Entre os fatores apontados por esse alto índice de infelicidade no trabalho estão:

  • Definição da profissão muito cedo;
  • Trabalho desenvolvido sem propósito, apenas para ganhar dinheiro;
  • Rotina estressante;
  • Falta de tempo com a família;
  • Poucas horas de sono;
  • Má alimentação;
  • Sedentarismo.

Toda  esta insatisfação tem gerado muitos problemas de saúde nos brasileiros: ansiedade, síndrome de burnout e depressão são alguma delas. Tanto que a Organização Mundial da Saúde fez um alerta sobre o alto índice de depressão em brasileiros: 5,8% da população sofre deste problema, colocando o país no topo da lista de casos na América Latina.

O último Anuário do Sistema Público de Emprego e Renda do Dieese mostrou um salto de 146 mil para 181 mil casos de afastamento por doenças profissionais de trabalho, entre os anos de 2005 e 2015. A faixa etária que mais deixou o seu cargo para se recuperar de algum problema de saúde foi a que compreende os 30 e 39 anos (53,82%), seguido das pessoas com idade entre 40 a 49 anos (48,32%) e mais de 50 anos (48,71%). Muito embora, nem todos os afastamentos estejam ligados a problemas psicológicos, as estatísticas ligam um alerta: é preciso se reinventar!

Cresce o número de brasileiros que mudaram de profissão

Mudar de profissão não é fácil, como Priscila mesmo alertou no início do texto é um misto de desafio e motivação. Esse movimento rumo a uma carreira com mais propósito, que promova mais qualidade de vida e tempo de qualidade da família também tem aumentado por aqui.

Em 2016, a Catho realizou uma pesquisa com os profissionais que buscavam por recolocação e descobriu que, 18% desses profissionais, gostariam de oportunidades fora de sua área de formação. Já esta reportagem do jornal Folha de S. Paulo traz uma série de história de pessoas que resolveram dar uma guinada na carreira depois dos 40 anos.

Os profissionais entrevistados apontaram questões como:

  • Dificuldade na área de atuação;
  • Mudar de profissão depois de fazer a mesma coisa anos seguidos;
  • Voltar para a faculdade e começar um novo curso.

Um dado motivador da reportagem Aumenta número de trabalhadores que muda de profissão aos 40 anos é que as empresas começaram a ver vantagens em trazer para o time profissionais mais experientes, como a tolerância, experiência e maturidade para lidar com algumas situações no ambiente de trabalho.

Falta muito para me aposentar e quero mudar de profissão, e agora?

A medicina tem evoluído, a forma de trabalhar alterou substancialmente nas últimas décadas. Somos pessoas ativas, hábeis e dispostas a continuar contribuindo para a sociedade. Passamos boa parte da vida trabalhando para garantir uma independência financeira, adquirir bens e realizar projetos.  Para quem teve a oportunidade de integrar o time de uma empresa, ter a sua contribuição previdência em dia e conseguiu amealhar uma poupança poderá depois de 35 a 40 anos de trabalho, parar e desfrutar de novos momentos. Mas e quem não conseguiu isso?

E quando mais precisa vê seus rendimentos serem reduzidos, seu tempo fica ocioso, não tem mais um grupo de pessoas para trocar ideias diariamente ou mesmo nunca soube como é ser o gestor do seu tempo? O que muitos não imaginam é que neste momento da vida, passarão a enfrentar problemas por não saber que caminho seguir.  Essa angústia também pode surgir no momento de uma demissão inesperada. Tais situações não são motivo para desespero, com calma e algum direcionamento é possível resolver os contratempos e descobrir novas possibilidades.

Fomos educados e moldados na forma do trabalho com base na revolução industrial onde era preciso um espaço físico, a rigidez de um horário e um salário recebido pelos serviços prestados. Para muitas pessoas não ter esse “endereço comercial” é perder parte da sua identidade. Por longo tempo somos reconhecidos como o “Fulano da empresa tal” ou o “Beltrano da empresa Y”. Quando perdemos essa identidade que nos acompanhou por vários anos, ficamos desnorteados e não sabemos como agir porque não fomos educados para isso.

Com a prática de esportes, a evolução da medicina, as novas formas de se viver e de se conectar, é fato que viveremos muito mais tempo do que os nossos avós e bisavós. Não somos mais “velhinhos” quando atingimos 60 ou 70 anos. Temos inteligência emocional suficiente para seguir uma nova carreira ou um novo estilo de vida.

Se você quer mudar de carreira, foi demitido de forma inesperada ou pretende empreender depois dos 40 anos, o primeiro passo é se reconectar com a sua essência, tirar um tempo para si, cuidar da saúde e até mesmo desenvolver um novo hobby.

Feito isso, é hora de arregaçar as mangas e voltar para o mercado de trabalho. Para tanto, as dicas são:

  • Invista em autoconhecimento;
  • Enxergue novas possibilidades;
  • Volte a estudar. Atualize-se;
  • Seja mais flexível e adaptável;
  • Faça um plano de carreira.

Abre-se uma gama de oportunidades que normalmente não se tem tempo para parar, avaliar e conhecer. Existe uma excelente oportunidade de continuar trabalhando através da reinserção no mercado de trabalho, ou abrir um negócio próprio ou até mesmo trabalhar como autônomo em áreas antes nunca imaginadas.  A consultoria especializada também é uma opção, com a vantagem que essas atividades serão remuneradas permitindo uma renda adicional ao seu orçamento pessoal.

Para quem não precisa de uma renda extra, existe a opção de atividades sociais que traga uma realização como: dança, viagens, artesanato, esportes, trabalhos sociais. Participar deste tipo de atividades amplia a rede de contatos e gera novas amizades, eliminando o sentido de vazio e da falta do que fazer.

Se você se identificou em algum dos itens colocados neste artigo, compartilhe conosco.

Modelos de negócios para uma educação inovadora

Existe um fenômeno que observo há vários anos em minha cidade: todo início de ano, após a época dos vestibulares, todas as escolas estendem pomposas faixas na entrada e anunciam no jornal da cidade os nomes de seus alunos que foram aprovados nos vestibulares - dando ênfase, é claro, para aqueles que passaram nas primeiras colocações nas universidades mais concorridas. É um ato de orgulho: a representação do sentimento de dever cumprido. E é também uma tentativa de atrair novos alunos para continuar um ciclo infinito.

Algumas vezes aqueles alunos esquecidos, que infelizmente não passaram em nenhum vestibular, retornam ostentando uma bem sucedida carreira como atleta ou então como um artista reconhecido nacionalmente, e, mais uma vez, a escola orgulhosamente divulga que esteve presente na formação daquele profissional bem sucedido. Mas qual é a contribuição de uma escola tradicional na carreira de uma dançarina? Pode soar até mesmo um pouco oportunista, não é mesmo?

Educação formal e rígida

Essa situação ilustra exatamente a preocupação do ensino, não só no Brasil, mas no mundo todo. O papel da escola se resume em preparar o jovem para entrar no mercado de trabalho, com foco no ensino de línguas, matemática e ciências, deixando de lado a importância das artes. É um sistema que foi criado no século XIX, acompanhando as evoluções e o crescimento das grandes empresas, que requeriam cada vez mais profissionais com o mesmo perfil, e que continua engessado até hoje sob os mesmo princípios.

Podemos observar inúmeras empresas e startups apresentando inovações nas mais diversas áreas, unindo a tecnologia com ideias originais que agregam valor e facilitam nossas vidas. Seria de se esperar que os efeitos disso pudessem ser notados também na educação, afinal são milhões de jovens matriculados em escolas, que representam não só um grande mercado, mas também o nosso futuro. Porém, não é o que observamos na prática, já que as startups encontram resistência em implantar seus produtos e serviços nas escolas. Por que isso acontece? Acompanhe:

Obstáculos enfrentados pelas startups

O principal obstáculo enfrentado pelas startups é a falta de interesse das escolas em inovar. É um cenário equivalente a tentar vender um smartphone para o vovô, que não se acostumou nem com ao uso dos celulares tradicionais. Ele pode até entender que o smartphone apresenta várias novas funções, mas se ele ainda é capaz de realizar ligações com seu telefone convencional, por que mudar? Neste contexto, as instituições de educação buscam entregar o que se comprometem a fazer, que é um jovem que seja aprovado no vestibular e tenha capacidade de conseguir um emprego. Porém, talvez, este seja justamente o problema.

Para atingir este objetivo, as escolas acabam utilizando todo o seu orçamento sempre nos mesmo gastos (professores, demais funcionários e infraestrutura) e descartam a possibilidade de assumir outras despesas. Além disso, a divulgação para os profissionais de ensino acaba se tornando complicada, já que eles passam o dia longe dos canais de comunicação. Por isso, é preciso encontrar meios diferentes de tentar contato e de mostrar novas ideias, mas aí entra novamente a resistência à inovação.

A importância do professor

sala de aula 2Nos meus anos de escola, sempre que tínhamos contato com alguma proposta diferente de ensino, era por iniciativa exclusiva do próprio professor. Algumas vezes, até a instituição fazia resistência à proposta, fazendo com que o projeto tivesse que ser abandonado. Por outro lado, havia os professores que já lecionavam na escola, há 20 anos, e não faziam esforço algum para mudar e aprimorar seus métodos de ensino, bloqueando completamente a aprendizagem inovadora.

Dessa forma, é visível a importância da figura do educador dentro do ambiente de educação formal, já que é ele quem estabelece o contato direto com o aluno e é também responsável pela forma de transmissão dos conhecimentos. Se os professores estão acomodados, ensinando um conteúdo já pré estabelecido e reciclando, ano após ano, a mesma apresentação no powerpoint, as chances de aplicar qualquer produto ou serviço inovador se tornam ainda menores.

As soluções alternativas

Neste panorama, algumas startups começam a buscar presença no mercado sem entrar no ambiente formal de ensino, por meio de novos modelos de negócios. É um mercado muito menor do que os milhões de alunos nas escolas e os serviços pagos podem sofrer certa relutância. Porém, pode ser uma solução alternativa.Para implantar uma educação inovadora, não só as startups precisam buscar ideias e tecnologias novas, mas é preciso também que a visão tradicional de ensino das escolas mude, diminuindo a resistência imposta.

Você acha que no futuro isso acontecerá? Deixe seu comentário sobre o assunto!

novos modelos de negocio

Estratégias organizacionais e modelos de negócio: qual a relação?

Captura de tela 2015-07-03 09.24.27Uma estratégia organizacional provém da vivência militar, cuja ideia define o planejamento, execução, monitoramento e avaliação de recursos disponíveis para o alcance de um fim pré-determinado. No âmbito empresarial, significa estabelecer objetivos, metas e destinar recursos (humanos, financeiros, tecnológicos, etc.) para a realização destes fins, para que se possa concretizar a missão da organização e gerar os lucros esperados.

Modelos de negócios e estratégia organizacional

Quando uma empresa define sua estratégia organizacional, ela está destinando a sua atividade comercial um valor único que, independente da concorrência, fará com o empreendimento se destaque no mercado pela forma com que aloca recursos e designa responsabilidades para a criação de sua vantagem competitiva. Pois bem, é neste momento que haverá a definição do modelo de negócios, quando se estabelece a forma de como criar, capturar e entregar valor para o seu segmento de cliente. Mas, como criar todo este ambiente organizacional coerente e sinérgico para que os resultados sejam positivos?

Como adequar o modelo de negócios à estratégia organizacional

O primeiro passo para que se possa definir uma estratégia organizacional e assim criar um modelo de negócios que seja coerente com o cenário em que a empresa se encontra, é realizar toda a análise do ambiente interno e externo da empresa. E para isso, uma  das técnicas bem utilizada é a Análise SWOT, onde as ameaças e oportunidades, assim como os pontos fortes e fracos, serão detectados a fim de que se obtenha um cenário próximo à realidade e que as decisões a serem tomadas sejam feitas com base em informações coerentes.

A partir da análise dos dados obtidos será possível detectar os concorrentes, atentar-se para possíveis dificuldades ou oportunidades econômicas, sociais e culturais, dentre outras tantas questões que permitirão a um empreendimento apresentar-se no mercado de maneira inovadora e única. É através da sinergia entre estratégia organizacional e modelo de negócios que será possível criar  experiências e destacar-se no mercado tão competitivo.

Safari de Estratégia e Oceano Azul

Captura de tela 2015-07-03 09.26.37Dentre algumas  estratégias organizacionais praticadas, algumas das mais conhecidas do cenário corporativo são “Safari de Estratégias” e a “Estratégia do Oceano Azul”. A primeira, criada por Mintzberg, Ahlstrand e Lampel, estudiosos das ciências administrativas, afirma que uma estratégia está diretamente ligada, e em constante interação, com os ambientes internos e externos de uma organização.

Dentre suas definições estão a de que as ideias relativas ao Planejamento Estratégico podem ser divididas em dez escolas divididas em três grupos, cujas estratégias estão ligadas a seus modelos de negócios.  Já a segunda, desenvolvida pelo coreano Chan Kim e pela professora francesa Renée Mauborne, tem como visão o crescimento organizacional sustentável e lucrativo. De acordo com esta teoria, as estratégias deverão ser bem planejadas, inovadoras, executadas com maestria e, o mais importante, deve ser capaz de alcançar aquilo que os concorrentes não enxergam para aumentar a percepção de valor dos clientes. A partir do conhecimento do seu  concorrente, a organização deverá revisar suas estratégias e altera-las para que navegue em um oceano azul, isto é, com uma concorrência irrelevante.

Bem, agora que você já sabe um pouco mais sobre estratégias organizacionais e sobre a importância de alinha-las ao seu modelo de negócios, faça já uma análise crítica de seu ambiente corporativo e verifique se a conduta de sua empresa está em sinergia com ele. E se precisar de ajuda, conte conosco!

Nota: As imagens deste post são do livro "Ferramentas Visuais para Estrategistas", disponível em Creative Commons neste link

Corporate venture: como sua empresa pode se beneficiar disto?

O conceito de corporate venture ou empreendedorismo corporativo não é novo, mas a modalidade de investimento têm ganhado cada vez mais adeptos, o que significa grandes oportunidades para empresas com um perfil inovador, que tem a capacidade de propor não somente novos produtos e serviços, mas novos negócios. O corporate venture consiste no investimento de fundos corporativos diretamente em empresas startups, que pode resultar (ou não) em participação, e que além de recursos financeiros, pode também disponibilizar mentoring gerencial e de modelos de negócios.

Para as startups, empresas nascentes, mas normalmente com um perfil altamente inovador, isso representa acesso a importantes recursos, sem entretanto engessá-la em uma estrutura muito mais formal e burocrática de uma grande organização. Na verdade, trata-se de uma relação mutuamente benéfica, pois a flexibilidade e agilidade das startups confere às grandes organizações uma capacidade de inovar e propor novos modelos de negócios que possivelmente não teriam condições de prosperar em seu ambiente já estabelecido.

Impulsionando a inovação

O modelo de corporate venture se diferencia do venture capital tradicional, onde existem fundos de investimento que lidam com os riscos de novos negócios, mas que estão buscando um retorno em um determinado prazo. Além de representar um investimento direto por parte da corporação, o objetivo é muito mais de fomento à inovação e o estabelecimento de novas frentes de negócios. É comum que as startups impulsionadas por corporate venture sejam posteriormente absorvidas ou venham a integrar um grupo econômico formado pelas organizações que nela investiram.

O que ocorre na prática é uma alavancada para oportunidades de negócios inovadoras. Ambos os lados ganham, de formas que extrapolam apenas o lado financeiro. Benefícios estratégicos podem ser derivados das alianças que orbitam o corporate venture, gerando receitas adicionais e redução de custos para ambos os lados, além de permitir negócios que, individualmente, talvez não se concretizassem.

Grandes nomes

O conceito de corporate venture já existe há muito tempo nos Estados Unidos e Europa, e começa a ganhar cada vez mais força no Brasil. Cabe destacar que não está restrito a uma área específica, pois não lida tanto com a inovação sob o ponto de vista de tecnologia, mas sob a ótica de novas frentes de negócios.

Internacionalmente, nomes como Intel, IBM, Google, Telefónica e 3M são nomes consolidados no corporate venture. No Brasil, a lista conta com nomes como Braskem, Cemig, Promon, Votorantim, Odebrecht e Grupo Bandeirantes.

Pode se dizer que o corporate venture tem tido grande apelo em setores de grande crescimento. O dinamismo e capacidade de inovar que novos entrantes têm demonstrado nesses setores têm o potencial de desafiar as grandes empresas já estabelecidas. Dessa forma, o corporate venture torna-se uma forma de equalizar interesses e transformar em uma relação de ganho mútuo uma que tenderia a ser de concorrência.

Quando vale a pena investir?

No ano passado as startups brasileiras movimentaram o montante de US$ 1 bilhão de investimentos em capital de risco corporativo. Esse valor representa um aumento de 19% em relação ao ano anterior. É por isso que é comum ouvirmos por aí que os investidores que apostam em Venture Capital (VC) e Corporate Venture Capital (CVC) estão sedentos para encontrar o próximo unicórnio brasileiro. E  não é por menos já que, em 2017, a Didi Chuxing começou a investir na brasileira 99.

As duas empresas se tornaram parceiras e trabalharam juntas no gerenciamento operacional e no desenvolvimento do mercado de tecnologia alinhada a mobilidade urbana. O resultado foi a aquisição da brasileira pela gigante chinesa por alguns bilhões de dólares. Alex Camninos, CEO da LATAM, escreveu um artigo para a Época Negócios analisando o ecossistema brasileiro de inovação. Ele apontou a startup Yellow como a próxima da lista. A empresa recebeu um aporte de US$ 63 milhões em uma rodada de investimento facilitado por uma empresa de Venture Capital com base na Califórnia e que também tem sede na China.

Ele mostrou ainda que o valor de US$ 1 bilhão de dólares captado no mercado brasileiro foi destinado para empresas das seguintes áreas: Fintechs, Varejo e Mobilidade levaram mais de 50% do volume de negócios com as Corporate ventures. 

Outros dados apresentados no Relatório Trimestral da Transactional Track Record, em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados, identificou outras áreas promissoras para o capital de risco, além da tecnologia e financeiro, também ocorreram transações envolvendo empresas ligadas a saúde, higiene e estética.

Corporate Venture Capital e Venture Capital: qual a diferença?

O venture Capital faz parte do mercado de risco e ocorre quando grandes empresas decidem investir em empresas menores, ainda em fase de crescimento, com o objetivo de ter o retorno do aporte e lucrar bastante no futuro. O objetivo da Corporate Venture Capital é o mesmo, mas o que muda é a mira, já que essas transações envolvem o investimento de orçamento corporativos em startups que estão em fase de crescimento acelerado.

Nesse último caso, os investidores costumam ir muito além do aporte financeiro, compartilhando sua experiência por meio de práticas administrativas, financeiras e de marketing. Como vimos no início do texto, estratégias de Corporate Venture Capital têm movimentado bilhões de dólares tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e os benefícios são muito bem distribuídos em todos os atores do processo.

As pequenas empresas ganham a possibilidade de se transformarem em grandes companhias ou ainda podem ser compradas por gigantes da sua área de atuação. Google, Intel, Twitter e Facebook são empresas que investem muito dinheiro em Corporate Venture Capital. Além disso, os empreendedores têm a chance de conquistar a tão sonhada governança corporativa, a oportunidade de operar em outros mercados, além do aumento significativo na rentabilidade.

Para os investidores, espera-se que o retorno do investimento seja pelo menos dez vezes maior do que o valor empregado. Por isso é tão importante para o empreendedor ter um plano de negócio muito bem definido, com informações do momento atual e também de onde se quer chegar depois do aporte. Tudo isso sem contar na saúde financeira da startup. Os processos de seleção para uma rodada de investimento de Corporate Venture duram meses, pois é necessário investigar com muita cautela, o negócio, o perfil profissional do CEO e também a sua equipe de trabalho.

O que esperar do mercado de Corporate Venture Capital em 2019?

Alex Camninos acredita que as próximas saídas continuam vindo do mercado internacional, empresas como Didi Chuxing & 99, Pagseguro e Stone, além de outros investidores internacionais como Tencent, Softbank e Naspers. Essa movimentação em torno do mercado brasileiro sugere que os grandes líderes digitais do mundo estão buscando parcerias no mercado emergente para assumir papéis estratégicos e também disparar a lucratividade das transações.

O Waze escolheu o Brasil para testar a sua plataforma de carona, a Amazon vem desenvolvendo o seu ecossistema inovador também no mercado brasileiro.

Tudo isso só nos leva a crer que os líderes brasileiros precisam mais do que nunca abrir os seus olhos para a inovação. E não estamos falando apenas da inovação e a da criatividade que dará origem a um novo produto, mas também as ideias inovadoras que darão origem a novos processos, a nova forma de fazer e uma sequência de pequenos passos que fomentam a inovação dentro da empresa.

Como sempre falamos aqui no blog, a inovação é também organizar os negócios para disputar um aporte em rodada de investimento de uma Corporate Venture Capital passa antes por uma mudança de mindset. A sua empresa está pronta para dar o próximo passo rumo à inovação? Divida sua opinião conosco nos comentários!

 

 

A única constante é a mudança

Mudar o padrão

Mudar o estilo

Mudar a cabeça

Mudar de ideia

Mudar de lugar

Mudar as chaves

Mudar os móveis

Mudar o assunto

Mudar os planos

Mudar o blog

Depois de muito refletir, discutir, conversar e pensar a respeito, apresento meu novo canal de comunicação onde pretendo ampliar a conversa e o debate sobre inovação principalmente a não tecnológica, que passa por novos desenhos de modelos de negócios, novas formas de gestão organizacional e desenvolvimento do cliente. Não foi uma decisão fácil. Eu já possuía o blog mariaaugusta.com.br mas aos poucos ele foi ficando esquecido em função das mudanças (sempre elas) que surgiram no meio do caminho. Em 2011 formamos um grupo que pretendia disseminar o conceito de modelos de negócios no Brasil e como consequência, criamos o site bmgenbrasil.com. Este site nos serviu muito como um canal importante para divulgar o tema e principalmente interagir com mais de 5.000 pessoas do Brasil e do exterior que o procurava como um repositório de informações e materiais sobre o assunto. Mas o conceito de modelos de negócios evoluiu, o próprio Alex Osterwalder autor da metodologia ampliou sua abordagem incorporando o design da proposta de valor e aos poucos nos sentimos desatualizados. Foi preciso alguns meses para um autoconvencimento e muitas trocas de ideias com a Marina Bortoluzzi e com o Marcelo Pimentel, figuras fundamentais no novo desenho do site.

Mudar o site também é muito marco importante neste meu momento profissional. Em 2014 me mudei para São Paulo visando ampliar meus contatos, atender melhor os meus clientes espalhados pelo Brasil e principalmente buscar novas parcerias estratégicas. Assim, além de parceria que mantenho com Renato Nobre desde 2011, estou com a Mendes Miguel, empresa de consultoria especialista em educação corporativa e com a Symnetics, para os assuntos relacionados à inovação e corporate venture. Outra parceria muito importante que conquistei foi trabalhar com a HSM Educação Executiva a quem venho prestando serviços na condução dos seus workshops sobre inovação em modelos de negócios.

Aqui neste espaço compartilharei as minhas experiências profissionais e descobertas com meus clientes. Mostrar como resolvemos questões aparentemente complexas de forma simples. Tal qual como a vida deve ser. Entre e fique a vontade. Você sempre é bem vindo.

 

Como uma startup pode ter sucesso dentro de um negócio estabelecido?

2013-05-04 11.04.39Muitas empresas estabelecidas identificaram que viver a experiência de uma startup pode ser uma ponte para a inovação. Criam assim um ambiente propicio ao negócio, dando certa restrição de crédito, ambiente desafiador, intraemprendedores afiados e focados em resultados e muita, mas muita liberdade para criar.

Como se fosse um departamento à parte, essas unidades de negócios têm suas metas e são focadas em identificar necessidades não atendidas de clientes que por vezes ainda nem sabem o que querem. A partir do processo de desenvolvê-los, esses empreendedores vão a campo, retornam para a startup, voltam a fazer contato com o cliente até que novos produtos ou modelos de negócios inovadores emergem naturalmente.

Tais iniciativas de crescimento eventualmente  poderá atrapalhar um negócio existente, mas é possível ter sucesso em ambas as frentes. De acordo com a Business Harvard Review, a partir da experiência bem sucedida da American Express em criar a startup Bluebird, três táticas podem ajudar uma unidade empresarial ou uma startup a ter sucesso dentro de uma empresa maior:

  1. Não defina a batalha como "velho" versus "novo". Muitas pessoas vão para organizações existentes e o sucesso é redefinir como recriar o que está lá. Em vez disso, pense sobre como utilizar os ativos existentes, como uma rede forte ou uma base de clientes dedicados. Aproveite todos os recursos existentes.
  2. Traga novos conjuntos de talentos. Defina a prioridade da sua unidade ou startup deste ponto para frente. Que produtos estamos oferecendo aos clientes? Que dores ou necessidades dos nossos potenciais clientes estamos atendendo?
  3. Agregue pessoas que entendam o seu objetivo, e junte-as com pessoas que conheçam a empresa. A mistura de velhos com novos talentos pode ser poderosa. Inclusive é muito positiva para fomentar a inovação nas empresas.

Como criar startups para atuarem dentro de organizações já estabelecidas ou como estabelecer um projeto para uma nova empresa é alguns dos tópicos que abordamos em nossos workshops realizados em todo o Brasil. Conheça a nossa agenda neste link e participe de um próximo a você. A experiência de viver isso na prática é cativante.