Sustentabilidade Corporativa

O que é e como aplicar a sustentabilidade corporativa na sua organização

A sustentabilidade corporativa é iniciativa adotada por empresas que implementam práticas sustentáveis na rotina organizacional, gerando impacto positivo ao seu entorno. A temática vem sendo amplamente debatida e, nos últimos anos, ganhou ainda mais destaque devido aos incentivos para adotar parâmetros de responsabilidade social corporativa. Desde 2015, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propõem que práticas relacionadas à sustentabilidade sejam protagonistas nas organizações; assim como os princípios de investimentos responsáveis inaugurados pelas Nações Unidas em 2006. 

As organizações ao redor do mundo são responsáveis por impactar ecossistemas inteiros, além de contribuir para acelerar as mudanças climáticas, desmatamento, e diversas outras questões que precisam ser debatidas em prol de mudanças benéficas para a sociedade como um todo. 

Dessa forma, os modelos de negócios precisaram se reinventar, buscando soluções inovadoras para reduzir impactos ambientais, garantindo uma utilização mais inteligente e estratégica de recursos naturais. Além disso, empresas vêm investindo em recursos de natureza socioeconômica na intenção de um maior aproveitamento de matéria-prima e redução de gastos. Surge, assim, a sustentabilidade corporativa, conceito que propõe ajustar os modelos de negócios das organizações para que se mantenham competitivas no cenário atual. 

Qual o objetivo da sustentabilidade corporativa?  

A sustentabilidade corporativa torna os processos mais dinâmicos a fim de otimizar o uso de recursos, sejam naturais como também humanos. Isso, para que as organizações tornem-se mais relevantes, lucrativas e eficientes levando em consideração o impacto socioambiental causado pelas atividades realizadas.

A iniciativa mostra-se uma ferramenta importante para o sucesso das organizações, porque ajuda não somente a reduzir impactos ambientais, mas também custos de produção, assim como atrair investimentos de interesse social, geração de valor socioeconômico para o negócio e atrair e motivar talentos. Pesquisas mostram que as pessoas tendem a querer cada vez mais comprar de empresas que se mostraram interessadas em incorporar a sustentabilidade corporativa na cultura organizacional. 

Outro ponto importante que circunda ações de sustentabilidade corporativa é o marketing social positivo que a pauta gera em torno do negócio. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos em parceria com Instituto Ayrton Senna, ESPM e Cause revelou que 78% dos brasileiros esperam que as empresas de hoje invistam mais em causas do que costumava-se investir no passado. Outro dado da pesquisa aponta que 84% das pessoas se dizem totalmente favoráveis ao marketing de causa e que isso, inclusive, ajuda a fortalecer as ações que estão em pauta. Para que uma empresa seja considerada "cidadã", deve em primeiro lugar, adotar iniciativas que contribuem para reduzir impacto socioambiental.

Sustentabilidade corporativa e ESG  

O termo ESG, do inglês Environmental, Social and Governance, diz respeito ao conjunto de práticas e informações socioambientais e de governança que apoiam a tomada de decisão nas organizações para orientar investimentos, ações e projetos priorizando a sustentabilidade corporativa.

Nesse contexto, a sustentabilidade corporativa engloba uma variedade de iniciativas que vão de valor compartilhado, relatórios de sustentabilidade até o ESG. A integração de questões ambientais, sociais e de governança na rotina organizacional é indispensável para investimentos do mercado financeiro. 

Saber comunicar-se com o mercado e parceiros estratégicos que possam ser relevantes para o seu negócio é de extrema relevância. Isso porque, seu negócio se mostra inovador e atento às necessidades do mercado. 

Como tornar-se uma empresa sustentável?  

Existem inúmeras formas práticas para implementar a sustentabilidade corporativa em seu negócio. Lembre-se que o grande objetivo é conscientizar os colaboradores e consumidores de seus produtos ou serviços a respeito do assunto. Sem deixar de pensar em quais ações sua empresa vem tomando para que seja de fato considerada sustentável.

  1. Transparência: Esse é um fator chave e discutido em diversos espectros da empresa.  É importante que a empresa seja sincera não só com o consumidor, mas também com seus funcionários. Segundo Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, “Hoje, não há mais espaço para greenwashing, aquela maquiagem de sustentabilidade em que a empresa tem um discurso que finge que se importa com essas questões e na prática é diferente”.
  2. Invista em parceiros estratégicos: Nem sempre seu negócio terá como resolver todos os problemas envolvendo o ambiente ao seu redor, mas inúmeros projetos, iniciativas, associações, organizações já fazem esse importante trabalho! Portanto, vale pensar na possibilidade de investir parte dos recursos da empresa em projetos de impacto socioambiental.
  3. Alinhe sua empresa aos ODS: para alinhar sua empresa aos ODS, deve começar tornando a sua empresa uma signatária do Pacto Global. Para isso, acesse o site oficial da ONU, procure escritórios próximos e assine um termo de compromisso sobre a Agenda 2030, confirmando que a sua empresa está disposta a colaborar com os ODS.
  4. Ecoeficiência: Diminua a quantidade de recursos utilizados na linha de produção, isso reduzirá custos desnecessários, assim como o direcionamento adequado de  dejetos e melhor aproveitamento de matéria prima.
  5. Invista em conhecimento:  Adote a cultura ecofriendly, e incentive colaboradores e parceiros a adotarem práticas sustentáveis, estimulando a sustentabilidade em toda a cadeia de consumo.

Assista o Webinar Modelos de Negócios na Economia Sustentável com base no ESG, em que conversei com Beatriz Arbex sobre boas práticas ESG nos negócios e o movimento que não é apenas uma tendência, mas uma nova realidade. 

 

Deixe seus comentários e suas impressões e experiências vividas neste campo do conhecimento.

 

 

Aprendizagem Autodirigida Cura

Aprendizagem autodirigida como um processo de cura

Será que é possível aprender de uma maneira não convencional? Aprender é um processo que vivenciamos ao longo da vida toda e, diversas vezes, mesmo quando não percebemos, estamos buscando aprendizados a partir de nossos interesses e necessidades. Essa forma de aprender é chamada de aprendizagem autodirigida, quando as pessoas dedicam tempo e energia ao que lhe faz sentido, não ao que lhe é imposto como necessário.

As novas formas de aprendizagem, especialmente para adultos, estimulam que mais pessoas possam buscar e desenvolver novas habilidades, tendo a consciência de que existem possibilidades de seguir aprendendo a vida inteira. Mas, para isso, é necessário se perceber como pessoa capaz de fazê-lo e compreender como tornar-se um aprendiz autodirigido.

Mas como fazer isso? O processo de aprendizado não deve ser doloroso e penoso. Para compartilhar sua experiência a respeito deste tema, convidei Alex Bretas para participar do Webinar Aprendizagem como cura, que foi ao ar no meu canal do youtube no último dia 26/08 e está disponível gratuitamente. Comento neste artigo os melhores momentos da nossa conversa.

Como a aprendizagem autodirigida pode contribuir para um processo de cura?  

Existem algumas perspectivas a respeito da aprendizagem autodirigida como forma de cura. De modo geral, podemos dividi-la em três níveis.

A primeira fase é a curiosidade: muitas vezes se busca conhecer, explorar e aprender algo novo através da curiosidade. Isso no sentido de saber e descobrir mais a respeito de algo, sem poder explicar exatamente o porquê dessa vontade. Esse é o momento quando começamos a buscar por esse conhecimento e, fazendo esse movimento, o assunto começa a aparecer mais no dia-a-dia.

Na fase dois, o processo passa a ser o da inquietação: a pessoa passa a assumir, de algum modo, um compromisso consigo mesmo de que aquele determinado assunto, autor ou temática faz sentido com o que a pessoa está buscando conhecer. Esse estágio já permite que se produza e aprenda muitas coisas, sem necessariamente seguir uma fórmula tradicional de aprendizado. 

Assim, por fim, chegamos à fase três, quando falamos de propósito: que é quando o aprendiz compreende de onde surgiu aquela vontade de compreender sobre determinado assunto em sua vida. O que na história de sua vida fez com que determinado assunto o motivasse a querer compreender, estudar e pesquisar sobre? A pessoa passa a viver o aprendizado como algo que faz parte da sua história de vida. 

O importante, nesse processo, é persistir no caminho de aprendizagem. Nem sempre através da curiosidade ou da inquietação é possível compreender a verdadeira motivação dessa necessidade de compreender certos assuntos e aprender determinados métodos. Mas a persistência neles é que faz com que o aprendiz autodirigido —  mesmo quando ele não sabe que é isso que está fazendo —  encontre a motivação de todo movimento que ele mesmo se propôs a fazer. 

Por que acreditamos na crença de que a inteligência pode ser medida com uma régua?

O ensino tradicional, apesar de necessário e importante para determinadas formações, nos ensina que a inteligência pode ser medida através de testes, parâmetros que nem sempre fazem sentido para todos os tipos de pessoas. Conhecemos os "gênios", os inteligentes "na média" e os "abaixo da média". 

Essa forma que fomos treinados a ensinar e aprender exclui, na maioria das vezes, as potencialidades únicas de cada pessoa. Ou seja, desde que começamos a aprender métodos que nos são impostos como corretos e, sendo assim, quem busca outros tipos de conhecimentos que fogem do padrão tradicional, acaba sendo invalidado. 

Precisamos compreender que existem modelos mentais diferentes e, sendo assim, dependendo do contexto econômico, social cada ser em si pode compreender o mundo ao redor de uma maneira diferente. A aprendizagem autodirigida defende que desenvolver esse modelo mental é a chave para que se siga aprendendo o que você verdadeiramente quer e será relevante aprender. 

Aprendizagem autodirigida é sobre coletividade

Existem diversas pessoas buscando o aprendizado em assuntos que não são considerados “tradicionais”. E quando não buscamos por esses semelhantes, a aprendizagem pode acabar virando um processo muito desmotivador e solitário. 

“Aprendizes autodirigidos muitas vezes precisam lidar com desafios solitários simplesmente porque eles não estão fazendo a mesma coisa que todo mundo. E assim eles acabam se culpando por não se sentirem motivados.” É o que nos diz Blake Boles, no livro A Arte da Aprendizagem Autodirigida — com prefácio e tradução por Alex Bretas.

Então, Blake Boles afirma que a aprendizagem autodirigida não necessariamente  significa que você precisa fazer tudo sozinho. É necessário inserir-se na atmosfera certa, com pessoas que compartilham dos seus interesses e dosar a quantidade exata de estrutura pode fazer toda a diferença. 

Atualmente, podemos encontrar diversos grupos online onde pessoas discutem formas de aprender sobre assuntos que fogem do usual. Algumas instituições do ensino tradicional também vêm buscando métodos diferentes de ensinar, justamente para se adaptarem às mudanças que o mundo exige. 

Gostou do assunto? Você pode se aprofundar sobre como a colaboração faz parte de uma forma inovadora de liderar e aprender. Se inscreva para saber mais sobre o workshop destinado para a cocriação de redes de aprendizagem, inovação e inteligência coletiva dentro das organizações.

 

Ambidestria Corporativa

Ambidestria Corporativa: características das organizações ambidestras

O conceito de ambidestria corporativa ganha cada vez mais destaque em organizações que já vêm passando por uma jornada de transformação cultural para a inovação. O método refere-se à habilidade das corporações investirem em capital humano e recursos em projetos pioneiros e inovadores, sem deixar de dar atenção a uma gestão eficaz para que as operações não sejam comprometidas. 

Com a intensa transformação digital, as empresas são obrigadas a acompanhar as mudanças exponenciais e inovar para se manterem competitivas. Nesse contexto, muitas empresas focam em inovação, novos processos e ferramentas, mas não se atentam em manter a excelência operacional. 

A ambidestria corporativa assegura conciliar a eficiência de novos modelos de negócio, processos inovadores e acompanhar as mudanças do mundo ao mesmo tempo em que o modelo de negócio tradicional é fortalecido. Para isso, é necessário promover uma liderança e uma cultura organizacional com ênfase no crescimento sustentável e que estimule o desenvolvimento de ambientes de trabalho ambidestros, trabalhando tanto na eficiência operacional como na inovação e criatividade, com foco nas pessoas.

Por que devo me atentar à ambidestria corporativa? 

De um lado há a supervisão e manutenção do modelo de negócio tradicional, para garantir que a base da empresa siga sólida. De outro, espaço para ideias inovadoras, disruptivas e que acompanham as mudanças que o mundo do trabalho exige.

Com a ambidestria organizacional, a busca pela excelência operacional caminha em paralelo com a inovação. Compreendemos que é impossível inovar e criar produtos exclusivos, que atendam às demandas do novo perfil de consumidor, sem estimular que os colaboradores e gestores tenham um olhar apurado para o futuro. 

Da mesma forma, para que isso seja feito sem desestruturar o que já foi construído, não se pode negligenciar os processos já existentes que garantem a saúde financeira da empresa e a estabilidade do negócio. Na prática: enquanto uma área fica responsável por garantir a eficiência operacional, a outra abre espaço para a inovação.

Imagine o salto enorme que sua empresa pode realizar quando compreende que é possível garantir a qualidade e o padrão do que já vem sendo feito ao mesmo tempo que investe em novos produtos ou serviços, utilizando melhor os recursos disponíveis. 

Quais as características de empresas ambidestras? 

A palavra de ordem aqui é equilíbrio. Excelência operacional e inovação sendo aplicadas de forma alinhada, mantendo o olhar para as necessidades do presente, sem deixar de se preparar para o futuro

É importante ressaltar também que não existe apenas uma forma de adotar o conceito em sua organização. Mas antes de falarmos disso, precisamos nos atentar à características primordiais de empresas ambidestras: 

  1. Você já sabe em que momento sua empresa está quando se trata de gestão, desempenho e suporte aos colaboradores? É necessário que os líderes tenham uma noção qualitativa e quantitativa em torno dessas questões da empresa. Apenas assim, você terá mais efetividade em compreender quais mudanças precisam ser feitas para levar sua empresa em direção ao alto desempenho.
  2. Empresas ambidestras constroem a possibilidade de que todos os colaboradores sigam investindo no autodesenvolvimento e se atualizando. Além disso, garantem que todos os níveis da empresa desde líderes à liderados compreendam o que significa, como funciona e qual o papel dele dentro da ambidestria corporativa.
  3. É importante aplicar alterações e inovar processos aos poucos, um por vez. Isso, para garantir a consistência de tudo o que está sendo feito. Quanto mais consistentemente elas forem, mais fácil será para todos da empresa compreenderem e acompanharem as mudanças que estão sendo aplicadas.

Tendo isso bastante claro, podemos compreender quais os diferentes modelos de ambidestria corporativa para incorporar nas organizações:

Modelos de ambidestria corporativa

Ambidestria Estrutural

Nesse modelo, duas equipes trabalham separadamente. Muitas vezes, inclusive fisicamente. Mas no caso da normalização cada vez maior do trabalho remoto, faz sentido pensarmos também na divisão dessa estrutura entre diferentes squads (departamentos/grupos) da empresa. 

Uma delas tem  foco em garantir a eficiência operacional, já a outra está voltada à inovação. Essa divisão demarcada é uma das iniciativas que permite que duas realidades consideradas opostas coexistam de forma saudável na empresa.

Ambidestria Cíclica

Outro modelo é a Ambidestria Cíclica. Nesse caso, uma única equipe trabalha focada em inovação durante um período determinado, depois muda o foco para a excelência operacional durante um período definido. Formando assim, um ciclo de processos por um período de tempo determinado. 

Esse processo, diferente do anterior, exige ainda mais maturidade do time como um todo. Isso porque, pode ser bastante desafiador fazer a transição entre modelos de gestão a cada troca de ciclo. Por outro lado, nessa forma de ambidestria corporativa os funcionários tendem a ter mais interação entre uns e outros.

Ambidestria Simultânea ou Contextual

Por fim, a ambidestria simultânea exige que os colaboradores sejam capazes de entender e exercer ambas as partes de maneira simultânea. Ou seja, não há divisão de equipe. Todos são responsáveis por manter os processos tradicionais enraizados ao mesmo passo em que olham para o futuro, buscando a inovação. 

É importante no processo de implementação da Ambidestria Corporativa contar com lideranças inovadoras preparadas para garantir investimento em inovação, sem comprometer os resultados esperados.

Sua empresa está pronta para implementar a Ambidestria Corporativa? Conheça os Workshops in Company disponíveis para contribuir com a inovação na sua organização. Neles, há cursos sobre Liderança para Inovação, Metodologias Ágeis, Organizações Exponenciais e Design Thinking. Acesse aqui e saiba mais.