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Como a inovação aberta se conecta com a metodologia Lean Startup?

Se antes os empreendedores seguiam uma fórmula padronizada para o lançamento de novos negócios, atualmente, é possível perceber um movimento diferente no mercado. A metodologia Lean Startup chega com a proposta de equilibrar e diminuir os riscos e desperdícios, de qualquer natureza, na criação de uma empresa ou modelo de negócio. 

Organizações inovadoras que buscam integrar boas práticas de gestão com foco na eficiência, a exemplo das Startups, aderem ao movimento Lean. Isso se deve ao fato da metodologia Lean Startup ser considerada uma abordagem com capacidade de transformar profundamente empresas de qualquer setor para que consigam se reinventar e se adaptar em tempos de mudanças exponenciais, promovendo a inovação contínua. 

Em "Por que o movimento lean startup muda tudo", Steve Blank, contextualiza o antes e depois da metodologia. Em um processo tradicional, há, de antemão, um plano de negócios, uma apresentação da ideia para os investidores, a estruturação da equipe, o lançamento de um produto e, por fim, um esforço final e gigantesco em sua venda. Tudo isso, sem nenhuma garantia de sucesso. 

Companhias e empresas com diferentes modelos de negócios tem tentado transformar suas formas de atuação, buscando acompanhar o ritmo de mudanças que o mercado vem exigindo. Essa não é uma tarefa fácil, mas com adaptações primordiais pode-se alcançar mudanças de pensamentos tornando os negócios cada vez mais velozes e adaptáveis em um contexto complexo e de incertezas. 

Com a metodologia Lean Startup, passa-se a enfatizar o padrão de gerar negócios adotado por Startups, que consiste em fazer de uma forma enxuta aquilo que é necessário sem desperdício de recursos.

O que é a metodologia Lean Startup?

Identificar problemas e saber como resolvê-los é a premissa da metodologia Lean Startup. O objetivo é, acima de tudo, promover mais eficácia, otimizar custos, reduzir desperdícios com entregas a curto prazo. A metodologia foi baseada no "Lean Thinking", que é um framework mental que busca pensar nos recursos de maneira eficiente e orientada. Potencializando, assim, os resultados a partir de melhorias contínuas. 

A metodologia Lean Startup vai ao encontro da experimentação, da opinião do cliente e de projetos interativos. Isso significa tirar de cena os planejamentos robustos e pormenorizados e a concepção de que, desde o começo, o ponto de partida deve estar ancorado em um produto pronto. 

Por isso mesmo, em contrapartida ao pensamento tradicional, é que se passa a trabalhar com os MVPs, ou os produtos mínimos viáveis, ou seja, com a necessidade de “pivotar”. Incluindo novos processos, tecnologias, e, principalmente, a mentalidade de trabalho da organização e do time.

Princípios da metodologia Lean Startup

No livro “A Startup Enxuta”, Eric Ries explica que a Lean Startup, ou startup enxuta, tem origem na revolução ocasionada pela manufatura enxuta, um sistema desenvolvido na Toyota conduzido por Taiichi Ohno e Shigeo Shingo. Além disso, o pensamento enxuto tem impactado drasticamente tanto os sistemas de produção quanto as cadeias de suprimento. 

Entre os princípios do lean, estão: 

O autor afirma que o lean é o responsável por apresentar ao mundo que há uma distinção entre as atividades criadoras de valor e desperdício. A metodologia faz com que todos possam analisar sua própria produtividade por uma ótica diferente. Por exemplo, quando se desenvolve algo que ninguém realmente deseja e, por isso, pouco importa se está dentro do orçamento e do prazo pré-estabelecido.

A metodologia Lean Startup é, acima de tudo, uma forma de alcançar o principal objetivo das startups: descobrir, no menor tempo e com maior velocidade possível, qual o produto certo em que se deverá empregar esforços e investimentos. Em outras palavras, o produto que o público deseja e, sendo assim, pagará por ele.

Conexão entre lean startup e inovação aberta


Assim como o lean, a inovação aberta também oferece uma promessa de menor desperdício, redução de tempo e mais agilidade para fazer com que as ideias cheguem ao mercado. A inovação aberta promove a busca de fora do ambiente organizacional por soluções inovadoras para aperfeiçoar os processos internos.

Derivando do caminho “de fora para dentro”, fazendo parcerias ou a partir da colaboração com agentes externos, é possível, como alguns autores chamam: “começar no meio” e não no início.

A metodologia Lean Startup contribui para os processos de inovação aberta porque, como aponta Steve Blank, faz com que as startups parem de agir “na surdina”. Antes, o medo de potenciais concorrentes para uma oportunidade de mercado impedia que ocorresse um verdadeiro processo de feedback entre a empresa e o cliente. Hoje, com a adoção da metodologia lean startup, entende-se que esse processo de feedback é mais valioso do que uma exposição cadenciada e sigilosa.

Esse começar pelo meio, na verdade, quer dizer que a startup ou o inovador pode fazer uso daquilo que já foi desenvolvido e, inclusive, demonstrado por um parceiro-colaborador, em vez de simplesmente começar do zero. Assim, não é preciso reinventar a roda, ou aquilo que existe, é mais “lean” utilizar inovações bem sucedidas.

Nesse contexto, a inovação aberta é um meio para obter soluções mais rapidamente, acelerando o tempo de lançamento de mercado e fazendo com que as startups possam ter acesso ao conhecimento de especialistas que estão em outras organizações e instituições.

Obtendo, dessa forma, a validação do produto e mercado, o compartilhamento de riscos e a soma de expertises. Somando as práticas e processos da inovação aberta com a metodologia lean, há um grande terreno a ser conquistado no que diz respeito a inovar rápido e sem desperdícios.

Um ponto importante é que Lean Startup e inovação aberta não estão restritas ao âmbito da tecnologia, apesar de suas origens. São abordagens que têm sido implementadas por organizações dos mais variados portes e segmentos e transformado a forma como se inova.

Quer saber mais sobre como a inovação aberta e a metodologia Lean Startup se conectam ou ficou com alguma dúvida?

Entre em contato conosco e aproveite para deixar seu comentário e compartilhar suas impressões e perguntas.

 

Complexidade

As complexidades do mundo e a nova fronteira humana

A complexidade é um campo de estudos relativamente recente do conhecimento humano. Basicamente, ele busca prever como determinados sistemas, com características muito especiais, se comportam. O avanço das tecnologias, cada vez mais veloz na sociedade de informação em que vivemos, torna as redes cada vez mais conectadas o que, já há algum tempo, vem alterando lógicas culturais e estruturais para além das fronteiras de países.

Nesse contexto, a pandemia global da Covid-19 e seus impactos deixaram expostos ainda mais as fragilidades socioculturais e, claro, as estruturas empresariais que precisam correr contra o tempo para se adaptarem. Além disso, tem estado, também, cada vez mais evidente o poder dos indivíduos em transformar os desafios do mundo contemporâneo em oportunidades de crescimento, através de quatro unidades mínimas de transformação.

Tais unidades sugerem que é necessário cada indivíduo compreender sistemicamente o novo mundo cada vez mais complexo em que vivemos, buscar proativamente por novos desafios, coragem e humildade para aprender com as dificuldades e, por fim, assumir um compromisso com o protagonismo em relação às mudanças que queremos ver no mundo.

O que significa complexidade?

O termo complexidade tem sido estudado e é denominado de diferentes maneiras: por vezes é chamado de teoria da complexidade, ou estudos de sistemas dinâmicos, ou sistemas adaptativos complexos ou ciência da complexidade. 

Fundamenta-se numa visão interdisciplinar que pode ser aplicada ao comportamento vindo de muitos sistemas, tais como sistemas complexos adaptativos, ou no estudo dos sistemas em rede e sua complexidade. De acordo com Edgar Morin, a complexidade e suas implicações são as bases do pensamento complexo que enxerga o mundo como um todo inseparável e a partir da abordagem multidisciplinar, constrói o conhecimento.

Para o mundo dos negócios, é necessário compreender a equivalência entre tudo isso, junto ao processo da evolução humana, frente às novas tecnologias. Ou seja, transformar fatores e fenômenos inesperados em algo melhor do que era antes — semelhante ao que o conceito de inovação sugere também.

Comprovando, assim, que a sua empresa possui um sistema que, apesar de complexo, é adaptativo, conectado e diverso. Assumindo papéis transformadores e ativos perante às transformações da sociedade. É importante ressaltar que uma pequena mudança de atitude ou posicionamento pode provocar alterações profundas conforme o negócio ou o sistema evolui.

A proposta da complexidade é a abordagem transdisciplinar dos fenômenos, e a mudança de paradigma, abandonando o reducionismo que tem pautado a investigação científica em todos os campos, e dando lugar à criatividade e ao caos.

Transitamos entre um mundo complicado que exige especialistas para um mundo complexo que exige experiência. 

Em 1999, Dave Snowden, então empregado da IBM, criou um modelo denominado CYNEFIN, para ajudar líderes a compreender melhor o ambiente organizacional de que faziam parte e, assim, tomar decisões mais apropriadas.

Baseia-se no contexto predominante em cada ambiente, por meio da natureza da relação entre causa e efeito dos eventos que ali ocorrem. Com base nisso, Dave Snowden identificou quatro tipos diferentes de contextos: Simples; Complicado, Complexo e Caótico. 

O ambiente SIMPLES é caracterizado pela estabilidade. Os problemas são conhecidos por todos, bem como a relação entre causa e efeito. Aqui a dificuldade é categorizar o evento e escolher a resposta apropriada, com base em documentos, procedimentos e manuais de boas práticas.

No contexto COMPLICADO, as causas também são conhecidas, mas a dificuldade é encontrar a melhor solução, devido à necessidade de uma análise mais aprofundada. Neste cenário, aparece o trabalho dos especialistas, ajudando na busca pelas melhores respostas para cada situação. Diferente do contexto simples, onde sempre há uma única solução para cada problema, aqui podem existir várias.

Quando se trata do COMPLEXO, este ambiente é caracterizado pela imprevisibilidade, em que as causas são conhecidas, mas não se conhecem os efeitos oriundos das soluções escolhidas. Esses efeitos começam a ser percebidos ao longo do caminho e, por isso, a necessidade do uso de metodologias e padrões que priorizem o aprendizado por meio da experimentação e a rápida resposta a mudanças.

E por fim, mas não menos importante, tem o ambiente CAÓTICO, onde a palavra de ordem é a sobrevivência. Nesse contexto é impossível determinar qualquer relação entre causa e efeito, simplesmente porque ela muda constantemente, e qualquer busca por padrões e respostas corretas é inútil. A ordem aqui é primeiramente agir e tentar sair da situação caótica do ambiente. 

O autor da Teoria U, C. Otto Scharmer, em uma palestra, comentou:

  • “Você não pode entender um sistema a menos que o altere.” (K.Lewin)
  • “Você não pode mudar um sistema a menos que você transforme a consciência.” (Teoria U – Otto Scharmer)
  • “Você não pode transformar a consciência a menos que faça um sistema ver e sentir a si mesmo.” (Teoria U) e, 
  • “Para fazer tudo isso, precisamos ser o sistema.” (Urubici Pataxó)

Isso resume bem sobre a importância do entendimento dos sistemas complexos no nosso dia a dia e como, mesmo sem perceber, somos adaptativos a essas diferentes situações. 

Como uma empresa pode assumir posição transformadora?

Falamos da era da informação logo no início do artigo, e isso se reflete aqui, principalmente quando falamos de adaptação a realidades diferentes e fluidas. Primeiramente, partimos da ideia de que a liderança da empresa precisa ser cada vez mais humanizada, assumindo riscos em contextos incertos. Para além disso, deve colocar sua equipe como centro das prioridades, compreendendo que abraçar a diversidade e o propósito fomentam ainda mais a aprendizagem dentro do time.

Outro ponto bastante importante a ser ressaltado tem a ver com a preocupação com a saúde mental, tanto de colaboradores quanto de clientes ou gestores. Compreender que situações de extrema adversidades tornam as pessoas cada vez mais vulneráveis. Compreender e normalizar esse fator, é colocar sua equipe no centro.

Não existe mais espaço, também, para empresas e modelos de negócios que não pensam a respeito de seus indicadores e o verdadeiro significado que eles possuem. Saber cruzar

informações de forma que o lucro e impacto se correlacionem, por exemplo. Isso demonstra que a empresa e seus líderes estão atentos ao que o mundo exige quando se fala de mudança e a complexidade exigida pela sociedade.

Conversei justamente sobre esse tema durante o Webinar com André Bello — Co-fundador e conselheiro do Singularity University Brazil Summit e membro do Conselho GAME XP Innovator. Clique no vídeo abaixo e assista.

Trabalho Remoto

Tecnologia como suporte ao trabalho remoto

Passado mais de um ano desde o início da pandemia causada pela COVID-19, o momento de adaptação ao trabalho remoto vem sendo vencido pela grande maioria das empresas. É interessante notar que, para cada organização, a adaptação se deu de uma forma diferente, levando em conta o seguinte: o que mais funciona para minha equipe? 

O Facebook, por exemplo, anunciou que deixaria que seus funcionários trabalhassem de casa para sempre, a depender da aprovação de cada gerente de área responsável. Já a Apple, anunciou que adotará o modelo híbrido, exigindo que seus funcionários trabalhem no escritório três vezes na semana.

O Nubank foi uma das primeiras empresas brasileiras a adotar o trabalho remoto como medida para garantir a segurança dos colaboradores. A fintech tem funcionários, distribuídos em escritórios em São Paulo, Berlim, Cidade do México e Buenos Aires, atuando em esquema home office desde 12 de março, um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar pandemia global pelo novo coronavírus. 

Para enfrentar o desafio de manter a colaboração viva em tempos de distanciamento, a empresa investiu no fortalecimento da cultura organizacional mesmo com seus colaboradores trabalhando de casa. O que inclui desde garantir a estrutura necessária para trabalhar de casa (como computadores, cadeiras e monitores), até o suporte emocional para passar por esse momento. Além disso, a empresa manteve um canal aberto com todos os Nubankers, onde informações são compartilhadas e qualquer um pode enviar comentários, sugestões e perguntas.

A XP Investimentos ampliou a prática de home office e estuda implementar o trabalho remoto de forma permanente. O sócio e responsável pela área de Gente & Gestão da XP, Guilherme Sant'Anna, garante que, após o fim da quarentena, o funcionário poderá escolher se trabalha de casa ou se vai para o escritório. 

Isso demonstra que não existe fórmula melhor ou pior, o que existem são tecnologias capazes de facilitar esse dia-a-dia e tais decisões. E é sobre isso que falaremos nesse artigo.

Otimizando o trabalho remoto

Primeiramente, uma organização que deseja ser líder no que se propõe a fazer, precisa estar pronta para se reinventar e transformar-se digitalmente. Realocando, inclusive, recursos, capital e talentos para que essa transformação seja ainda mais efetiva. 

O trabalho remoto pode melhorar a administração do tempo por sua dinamicidade, fazendo com que certas atividades sejam feitas com muito mais rapidez e de maneira eficiente. Atualmente, são inúmeras as soluções disponíveis para organizar processos, agendar reuniões, promover cursos online, plataformas para trocas de conhecimento e networking, entre outras.

Todas essas tecnologias permitem com que gestores e time estejam em sintonia, podendo otimizar resultados, objetivos e andamento de projetos:

  1. Busque por ferramentas ou métodos que indiquem os resultados das atividades realizadas pela sua equipe, assim é possível manter o foco na meta do negócio. E isso serve para todos os setores do time, seja tecnologia, vendas, marketing. Ter ciência dos resultados concretos é essencial — os OKRs e a metodologia de Scrum são um bom exemplo de metodologias inovadoras para aplicar na rotina da organização!
  2. Aproveite as ferramentas de automação de postagens em blogs e redes sociais e organize as metas semanais para você e sua equipe. Algumas redes sociais, possuem inclusive plataformas próprias para programar posts, otimizando tempo para manutenção do conteúdo que precisa ser postado.
  3. Ferramentas como o Trello, Miro, Notion, Canvas —  e agora, até o Google, vêm evoluindo cada vez mais suas plataformas para deixar tudo ainda mais intuitivo, facilitando o trabalho da equipe à distância.
  4. Para que os novos colaboradores se sintam parte do time, existem ótimas ferramentas para otimizar o onboarding de forma online — para casos de novos colaboradores, existem também plataformas excelentes de recrutamento.
  5. Além, claro, das vídeo chamadas e encontros online. Zoom, Loom, Google Meet, Streamyard. Todas são plataformas com planos gratuitos e pagos que se adaptam às necessidades do dia-a-dia de cada equipe. 

Ferramentas assim, são de extrema importância para auxiliar no trabalho remoto, porque elas se tornam a base da comunicação. É preciso adaptar-se a esse "escritório virtual" e manter o time conectado e comunicativo. E no caso de a empresa adotar um novo modelo de trabalho ou ferramenta, proporcionar aulas, tutoriais e treinamentos para que todos estejam alinhados.

Atenção com a saúde emocional do time 

O futurologista britânico Ian Pearson, em estudos, afirmou que quanto mais crescente a automação, mais as empresas precisarão priorizar inteligência emocional e relacionamento. No momento em que vivemos, a afirmação fica ainda mais evidente. Times que trabalham com sinergia, são aqueles que possuem motivação e confiança uns nos outros para trabalhar diariamente, inclusive à distância. 

Por isso, é necessário utilizar as tecnologias a favor da empresa também nesse aspecto. Os momentos de descompressão do trabalho presencial — sabe, a hora do cafezinho? — eles fazem falta sim. 

Precisa-se criar o hábito e ter o cuidado de criar tais momentos, separar espaço na agenda para que eles aconteçam. Isso demonstra que a empresa possui gestores disponíveis a conversar sobre a vida pessoal e problemas dos colaboradores. Normalizando, assim, a vulnerabilidade. 

É importante também, manter sempre uma comunicação clara e direta. Pode-se, por exemplo, separar os locais de conversa para demandas urgentes daquelas que podem esperar. Isso pode evitar ansiedade e o sentimento de que os colaboradores estão disponíveis o tempo todo para a empresa. 

Ou também, utilizar plataformas de videoconferências diferentes para reuniões de trabalho e momentos de bate-papo ou happy hour. 

Ainda existem muitas possibilidades para que as empresas  encontrem seus métodos ideais de trabalho remoto. Mas adotar tecnologias que contribuem para melhorar o desempenho e felicidade da equipe já é um primeiro passo para se adaptar ao contexto atual complexo. 

Magia E Negócios Blog2 (1)

Magia e negócios podem andar juntos?

Apesar de serem conceitos antagônicos, magia e negócios podem caminhar juntos e impactar positivamente as organizações. Existe uma corrente de pensamento que considera  os elementos do universo místico como sendo possível compreender cada pilar, colaborador e projeto como peças singulares e necessárias para o crescimento do negócio. Este artigo é resultado do webinar que tivemos a oportunidade de realizar no dia 12 de maio de 2021, com um bate papo super instrutivo com o Prof. Thiago Gringon

A partir da premissa de que as organizações não existem por si, mas elas são feitas de pessoas, bastante particulares e singulares. Assim, a antiga máxima que diz que as emoções devem ficar do "lado de fora" do trabalho, acabou. Justamente, porque são essas particularidades que contribuem não apenas para o crescimento de um negócio, mas também para sua sustentabilidade a longo prazo. 

Isso se acentuou com a necessidade do trabalho remoto, que, por conta da pandemia mundial, nos forçou a trabalhar de dentro de nossas casas, trazendo a singularidade e criatividade de cada indivíduo e projeto ainda mais para a superfície.

O místico que habita em nós, e que muitas vezes não conseguimos externalizar, também precisa estar nas empresas. O importante, é compreender como manter um equilíbrio necessário entre elementos tão distintos para que o crescimento de uma organização seja, assim, sustentável. 

Mas que elementos são esses? Continue a leitura do artigo para compreender.

Os 5 elementos relacionados aos negócios, de acordo com Thiago Gringon

 Sim, aqui estamos falando da terra, água, fogo, ar e éter. 

Começando com a terra, que é o elemento mais próximo de nós. Quando trazemos o elemental da terra para próximo dos negócios, passamos a entender a força da tangibilização das coisas. Quando precisamos tangibilizar as nossas ideias, usamos a "magia da terra", ou seja, fazemos com que nossas ideias ganhem forma. 

Fazemos com que os nossos projetos tenham uma "cara", tornem-se sensoriais e verdadeiros. Afinal, apenas sendo colocado de forma tangível no mundo é que ele passa a ter sentido, certo? 

Outra metáfora que podemos fazer utilizando o elemento terra é que nela, as coisas crescem e se multiplicam de forma horizontal e, para que siga prosperando, trabalhamos com o solo mantendo-o fértil. Esse é o caso de tornar um modelo de negócio escalável! Compreender quais os elementos que faltam ali, as especificidades necessárias para que aquele projeto siga impactando da maneira que deve. 

Algumas organizações são bastante apegadas ao elemento terra, buscando trazer quase tudo para um espaço tangível e acabam, por vezes, esquecendo de inúmeras outras complexidades que o negócio exige. Voltando à terra, quando não cuidamos dela com a devida atenção aos detalhes, ela acaba por ficar improdutiva e, na pior das hipóteses, até infértil. 

Aí entra o elemento da água, que representa as emoções e os sentimentos. A água fala de coisas que fluem e que nos mata a sede — afinal é uma fonte de vida. A água faz com que nós alimentemos os nossos valores e crenças. Sem a água, a terra fica infértil e todas as coisas boas que estavam presentes ali, passam a sumir. 

Portanto, tudo o que for proposta de valor, emoções de nossa equipe e audiência, está dentro do elemento "água". Normalizar a vulnerabilidade é a chave para esse equilíbrio. Ela auxiliará, inclusive, a aumentar a confiança entre líderes e liderados, uma vez que ela demonstra os vínculos que aproximam a equipe.

Falamos de materialidade e vulnerabilidade, mas onde aprendemos a lidar e equilibrar esses dois extremos? Aí entra o elemento do ar, que fala sobre os pensamentos. Todo o aprendizado e tudo o que é acumulado com as experiências no mundo corporativo, a educação acumulada, faz com que você compreenda melhor o fluxo do mundo.

Quem mantém esse fluxo é o ar. O ar é responsável por levar e trazer informações, projetos e experiências. Ele nos ajuda a compreender como os nossos projetos podem, por exemplo, educar quem participa dele. Como ele atingirá outras culturas e realidades, de que forma certas ações chegarão do outro lado. 

Nesse caso, podemos citar de exemplo a cultura organizacional. Uma empresa com o "ar sufocante", quer dizer, informações demais chegando de forma confusa tanto em liderados, quanto em fornecedores e parceiros pode fazer com que os bons talentos vão embora. 

E para manter a motivação da equipe quando já compreendo como equilibrar os três elementos acima? 

Aqui falamos do fogo. O fogo é o elemento que fala sobre a nossa motivação, sobre o como fazer as coisas, o lado mais processual. Ele é aquela energia e confiança para o que precisa ser feito e o que você quer que seja feito. Para fazer com que todos ajam com algum propósito 

Por fim, o quinto elemento, éter, fala do espírito. Ele nada mais é que compreender que a cultura organizacional de seu negócio pode ajudar os colaboradores a "transcendem" e entregarem algo útil para a empresa e para a sociedade  Ele representa qual o legado que cada projeto de seu negócio deixa. 

Inovação tem a ver com magia também?

As inovações podem surgir na sociedade através de novos bens, novos métodos de produção, descobertas científicas e tecnológicas, novos arranjos comerciais e, consequentemente, alteram o equilíbrio da economia socioambiental. Isso significa que inovar vai muito além de colocar em prática uma nova ideia. 

Nesse caso, a magia e a atenção aos elementos e seu equilíbrio servem como um caminho para a inovação acontecer. Uma linguagem que ajuda a processos serem cada vez mais inovadores e que se preocupem com o equilíbrio da equipe, da empresa e do impacto gerado. 

Gostou do assunto e quer saber mais?  Clique no vídeo abaixo e assista ao webinar em que converso com Thiago Gringon a respeito da magia nos negócios.   

 

 

ODS E ESG   Blog

O que é ODS e como se conecta com ESG impactando no crescimento das empresas?

Partindo de quatro principais pilares: social, ambiental, econômico e institucional, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estimulam a ideia de que é necessário levar o mundo inteiro a um caminho sustentável, a partir da adoção de medidas transformadoras.

O conceito impulsionou movimentos semelhantes em inúmeros âmbitos da sociedade. Como é o caso do ESG (do inglês Environmental, Social and Governance), que diz respeito ao conjunto de práticas e informações socioambientais e de governança que apoiam a tomada de decisão nas organizações para orientar investimentos, ações e projetos. 

Isso tanto a nível micro — com iniciativas que atingem um local específico, quanto a nível macro — quando se compreende a necessidade de todos pensarem nesses objetivos e suas medidas através da implementação de ideias inovadoras.

O que são os ODS?

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são herdeiros dos ODM — Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Criados pela ONU no ano 2000, após a virada do milênio, os ODM eram 8 objetivos com a intenção de, principalmente, erradicar a fome e garantir educação para todos.

Após 15 anos do tratado, os resultados coletados em 2015 mostraram que o número de pessoas que viviam em extrema pobreza havia diminuído mais da metade. Assim como, a proporção de pessoas subnutridas nas regiões em desenvolvimento caiu pela metade. 

A taxa de matrícula em ensino primário nas regiões em desenvolvimento atingiu quase 91% e muito mais meninas passaram a frequentar a escola, em comparação ao ano 2000. Esses são alguns dos resultados mundiais dentre inúmeras outras taxas coletadas na época, necessárias para o desenvolvimento do mundo. 

Com o término do prazo para alcançar os objetivos do milênio, em 2015, uma nova cartilha foi aprovada com a Agenda 2030: os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que possui metas ainda mais ambiciosas. Iniciativa que fomenta a criação de modelos de negócios com base no ESG para atuação em uma Economia Sustentável.

Para erradicar a pobreza e desigualdade “sem deixar ninguém para trás” — de acordo com a própria ONU, foram pensados 17 objetivos que se desdobram em 169 metas pensadas para que os governos e empresas pudessem planejar, implementar, monitorar e controlar políticas públicas de desenvolvimento. 

O documento é uma “Declaração Global de Interdependência”, segundo o secretário geral da ONU António Guterres. Interdependência comprovada cada vez mais, principalmente no atual cenário de crise mundial sanitária vivida desde 2020, devido à pandemia do coronavírus.  

O que ESG tem a ver com os ODS?

Atuar em uma economia sustentável requer uma governança corporativa que integre as práticas de ESG baseadas em aspectos ambientais, sociais e empresariais. 

O ODS número 8 prevê Trabalho Decente e Crescimento Econômico. Isso, para promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos.

Além disso, uma das metas do objetivo diz que é necessário “melhorar progressivamente, até 2030, a eficiência dos recursos globais no consumo e na produção, e empenhar-se para dissociar o crescimento econômico da degradação ambiental, de acordo com o "Plano Decenal de Programas Sobre Produção e Consumo Sustentáveis”, com os países desenvolvidos assumindo a liderança”.

Isso está associado diretamente com a letra E da sigla ESG. Tendo em vista que, no âmbito ambiental, as práticas de ESG visam minimizar os impactos ambientais da cadeia de negócios, determinando parâmetros para emissões de carbono, gestão dos resíduos e rejeitos, uso eficiente de recursos naturais, por exemplo.

O que sugere cada ODS?

É possível dividirmos todos os ODS em três esferas para compreendermos como todas elas se correlacionam entre si: 

Pensando na base da existência de todo negócio, governo e sociedade, a primeira divisão seria a Biosfera, vem representada pelos ODS 6 (água potável e saneamento), o 13 (ação contra a mudança global do clima), 14 (vida na água) e 15 (vida terrestre). 

Em geral, cada um deles prevê medidas para proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, além de gerir de forma responsável modelos de negócios para que esses também façam parte da mudança.  

A seguir à proteção da biosfera, os ODS passam a pensar na sociedade. A sociedade é trabalhada pelos ODS 1 (erradicação da pobreza); 2 (fome zero e agricultura sustentável); 3 (saúde e bem-estar); 4 (educação de qualidade); 5 (igualdade de gênero); 7 (energia limpa e acessível); 11 (cidades e comunidades sustentáveis) e 16 (paz, justiça e instituições eficazes).

Por fim, os objetivos falam de metas que permeiam a economia. Esta vem representada pelos objetivos 8 (trabalho decente e crescimento econômico); 9 (indústria, inovação e infraestrutura), 10 (redução das desigualdades) e 12 (consumo e produção sustentáveis).

E todas as três esferas estão sendo realizadas através do objetivo 17: parcerias e meios de implementação, fortalecendo movimentos globais para o desenvolvimento sustentável.

Adotar ODS e ESG impacta no crescimento das empresas 

Ao incorporar um modelo de governança mais responsável e alinhado com os ODS e práticas de ESG, as organizações tornam-se mais competitivas, reduzindo gastos e promovendo a melhora da performance do negócio.

A Comissão de Desenvolvimento Sustentável e Empresarial (Business & Sustainable Development Commission 2017) projeta que os ODS podem gerar pelo menos 12 trilhões de dólares em economias e receitas para as empresas e cerca de 380 milhões de novos empregos, até 2030.

Assim como os ODS, adotar práticas de ESG, integrando fatores ambientais, sociais e de governança, de maneira estratégica, geram rentabilidade e a sua sustentabilidade a longo prazo, impactando diretamente no sucesso dos negócios.

Cada vez vemos mais mudanças nos modelos de negócio buscando, justamente, se adequarem a uma economia sustentável, contribuindo assim, para alcançar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Afinal, as organizações têm papel fundamental na construção de um mundo mais justo e sustentável.