Conectividade - autor: Nopporn

O crescimento exponencial não acontece por acaso

Já falamos um bocado de organizações exponenciais aqui no blog. Não é à toa: essas empresas chegaram ao mercado para quebrar padrões e obter um crescimento exponencial sem precedentes. Internamente, podem escalar sem necessariamente aumentar suas estruturas. Externamente, relacionam-se com diversos players e também os escalam para a sobrevivência de seu próprio negócio. Apenas essas peculiaridades já significam um grande avanço para a economia atual (e uma ousada estratégia para se manter).

O fato é que estamos diante de empresas altamente disruptivas. São assim consideradas porque criaram uma nova forma de fazer negócio ou mudaram as regras vigentes. Quebraram barreiras. Mudaram a forma de pensar. Lembra como foi o processo de fotografia: passamos da visão analógica para a era digital, tiramos a foto do papel e colocamos em dispositivos móveis, compartilhando no momento que se desejar.

Quem não lembra do velho rolo de filmes com 36 poses? Está hoje no lixo ou em caixinhas de recordações. Assim aconteceu com os filmes que assistimos, com a compra da passagem aérea, com o táxi que pegamos, com a forma de pedir comida em casa. Exemplos estão proliferando dia a dia, no nosso cotidiano.

O grande ativo dos negócios inovadores é, sem dúvida, a informação que eles possuem e o acesso que dão a esses dados. Unindo isso à maneira como eles constroem ecossistemas complementares para realimentar seus modelos de negócios, temos um formato disruptivo de criar e conduzir empresas.

O mix de informação, colaboração e DNA inovador faz com que essas organizações cheguem ao crescimento exponencial, que significa crescer cerca de dez vezes mais do que seus concorrentes. Dez vezes mais faturamento, sem contar resultados ainda mais encantadores, como o número de comunidades formadas, de defensores de marca e o alcance global.

Desbravar e correr riscos para alcançar o crescimento exponencial

Comentei certa vez aqui no blog que nem tudo são flores na trajetória de empresas inovadoras. Manter-se em um ambiente ainda muito conservador com um modelo de negócio diferenciado é nadar contra a maré. Também é cutucar mercados altamente competitivos, como o exemplo da fintech brasileira Nubank, que bate de frente com instituições financeiras tradicionais. O surgimento da Nubank alvoroçou o mercado financeiro brasileiro resultando em grandes transformações digitais das instituições que lideram o mercado.

Não ter a propriedade do produto ou serviço, como em um mercado tradicional, é correr riscos. A relação entre colaboração e confiança substitui modelos fechados e controlados. O ecossistema de players, times por demanda e redes globais tomam o lugar do quadro de funcionários padrão. Ou, ainda, no controle exigido por plataformas de hospedagens, transporte e pedidos online, que reúnem milhões de membros e fornecedores. Criar uma base de confiança e autonomia para as equipes de projetos é fundamental para o negócio fluir adequadamente.

Pense na quantidade de projetos do Google e no volume de parceiros que ele precisa gerenciar em vários países. Aliás, o Google é apenas uma dos negócios da holding Alphabet. Veja a quantidade de negócios que a Alphabet reúne hoje.

crescimento exponencial

O crescimento exponencial não é resultado apenas do valor entregue ao consumidor/usuário. Com um ecossistema que escala e é escalável, o negócio precisa ser atrativo para todos continuarem dentro da organização. O modelo depende, portanto, de uma rede. Diferentemente de um sistema tradicional que atua, geralmente, com demanda e oferta em via única. Isso sim é correr riscos!
Mas como dá certo? Por diversos fatores, mas acredito que os principais são: ser uma “fonte aberta”, livrando-se dos gargalos produtivos, e ter um relacionamento baseado na empatia e colaboração com suas redes. Essas empresas trabalham com o acessível e, por isso, trocaram os sistemas lineares pelo exponencial. Trocaram o físico pela tecnologia, reduziram espaços de escritórios para globalizar digitalmente. Validam ideias com seu ecossistema, criam a partir da expertise de suas redes e entregam itens relevantes para o momento. Não temem a automação de processos e tem como aliados muitos robôs que agilizam os processos sem necessariamente demitir pessoas. Veja o que a Amazon tem feito em sua escala de entrega de produtos.

O crescimento exponencial não vem por acaso, e não acabará instantaneamente. Enquanto o consumidor tiver insatisfação, expectativa ou desejos, terá sempre uma empresa inovadora para pensar soluções. Todos os lados têm a ganhar com isso. Nós, amantes da tecnologia, que buscamos eficiência e praticidade nos serviços. Desenvolvedores, que possuem canais para distribuir seus apps e games; o mercado em geral, que tem cases de cultura de inovação e novos formatos de gestão para estudar e se inspirar.

cultura de inovação

Cultura de inovação: você está preparado para isso?

Pare e pense: você está pronto para a cultura de inovação?

Muito se tem falado sobre os louros e as agruras de empresas inovadoras. Não é à toa que
muitas instituições fogem da inovação: o caminho tem seus pedregulhos. É preciso não só uma
mente aberta, mas uma estrutura que incorpore a flexibilidade e a dinâmica dos modelos de
negócios disruptivos. Neste texto, quero propor uma reflexão sobre profundas mudanças que empresas precisam passar para assumir uma cultura de inovação.

A inovação pode ser concreta e estar presente em um aplicativo ou na disposição de bancadas
e salas de reuniões. Pode também ser abstrata, fazendo parte do ambiente como um aroma
convidativo. De qualquer jeito, a cultura de inovação é visível, desde o projeto arquitetônico
até a maneira como as pessoas se relacionam. No entanto, para isso acontecer é necessário
certo desprendimento. Como já comentei em alguns textos, inovação não combina com chefias
isoladas, decisões arbitrárias ou comunicação de via única.

Você está pronto para dar o primeiro passo rumo à cultura de inovação?

Por onde começar essa conversa? Cultura pode ser adquirida ou estar no DNA, como é o caso
de startups. Quando se fala em cultura de inovação, precisamos parar para pensar em
atitudes que vão levar empresa e pessoas a um alto nível de aperfeiçoamento. Você está
pronto para:

Descentralizar decisões

Acredito que esse seja um ponto preocupante para organizações tradicionais. Como ficar
tranquilo ao abrir problemas para a equipe e deixar que ela resolva? Descentralizar envolve
confiança mas, acima de tudo, competência. É claro que para a autonomia acontecer de forma
efetiva e bem-sucedida, as pessoas precisam ser preparadas para desenrolar conflitos. Não é
simplesmente jogar a batata quente no colo do gestor, mas identificar seu potencial para lidar
com pressão e problemas e para enxergar soluções viáveis com erros calculados.
Descentralizar é reduzir tempo e ter outras perspectivas.

Formar (e dar autonomia a) lideranças

Para existir a descentralização, é indispensável contar com líderes. A cultura de inovação
convida os funcionários a ter um papel ativo, a contribuir e disseminar ideias, processos e
valores da instituição. Esse espaço aberto é um terreno fértil para o surgimento de perfis de
liderança. Não dá para desperdiçar um líder! Ao identificá-lo, é hora de aproveitar sua expertise
para alimentar o ambiente inovador. Um líder sem ter o que liderar é um funcionário frustrado,
que possivelmente encontrará outro lugar para brilhar. Mais importante do que formar um
grande profissional, é retê-lo.

Comunicar de maneira ampla, constante e transparente

Foi-se o tempo da “rádio corredor”. A cultura de inovação requer informação, feedback, troca
de conhecimento. Equipes trabalham com mais foco quando estão conscientes do momento da
instituição, dos valores corporativos, de metas e possíveis ameaças. Negócios inovadores não
precisam de protocolos burocráticos para receber uma crítica ou sugestão. Os canais são
abertos e as contribuições avaliadas constantemente. A inovação não aceita monólogo. Seja
no sucesso ou na crise, ela promove o diálogo para encontrar soluções e oportunidades.

Realizar avaliação contínua?

Se mercados mudam e padrões de gestão evoluem, como ficar no mesmo modelo de negócio
para sempre? Inovar é uma constante. Ninguém inova uma vez e se mantém durante anos sem
avaliar processos e resultados. A cultura de inovação convoca a reformulação e criação.
Também exige ação, por vezes rápida e radical. De que adianta avaliar e identificar erros, sem
ter condições de corrigi-los, de traçar e executar um plano de ação?

Parece difícil e realmente é, mas vale cada investimento. Vivemos um momento em que inovar
não é uma opção, mas um item necessário para a sobrevivência dos negócios.
Gostou? Deixe aqui os seus comentários a respeito deste tema.

Empresas Disruptivas

Empresas disruptivas: como identificar um modelo de negócio inovador?

Você já se perguntou o que torna uma ideia inovadora? Ou melhor: como boas ideias podem gerar empresas disruptivas? Em 2015, um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) com o apoio do Sebrae mostrou que o Brasil possuía a maior taxa de empreendedorismo do BRICS. Por outro lado, também temos a constatação de que muitas empresas ‒ especialmente micro, pequenas e empreendedores individuais ‒ não chegam ao segundo ano de atuação.
Em meio a tantas empresas criadas (em 2015 eram quase 2 bilhões, segundo o Serasa Experian), poucas se diferem por serem negócios disruptivos, como a EduK, considerada pela Fast Company a maior startup de educação do país ou o app iFood, que está entre os dez maiores do mundo em número de pedidos. O que será que está faltando entre essas duas realidades brasileira tão opostas? De um lado, crescimento do empreendedorismo ano após ano; de outro, uma taxa de sobrevivência ainda abaixo dos dois anos. Esse contraste me levou a escrever um pouco mais sobre características de empresas disruptivas.

O que esperar de empresas disruptivas?

Propósito, demanda, praticidade. Pedir um táxi e pagar a corrida pelo celular, acessar apenas um site para contratar produtos e serviços, entre muitas outras facilidades que negócios inovadores nos trouxeram. Mas não é só tecnologia que resume as empresas disruptivas, também tem talento humano, processo consolidado, validações e remodelagem necessária.

Talentos e lideranças: de que adianta contratar o melhor profissional, se ele não tem espaço ou autonomia para sugerir e aplicar novas ideias? As empresas disruptivas reúnem talentos para que eles mostrem os melhores caminhos, definam os processos mais adequados e o momento ideal de mudança. Já comentei em alguns conteúdos que isso tem a ver com a estrutura linear, que instituições conservadoras e hierárquicas não possuem (e preferem fugir!). A inovação pede um modelo de negócio colaborativo e aberto.

Canais de feedback (com os clientes também): o mais bacana neste item é uma qualidade das empresas disruptivas de não terem medo de errar. Por isso, elas abrem um diálogo construtivo com equipe interna, cliente e comunidade. Buscam essa aproximação para saber a origem de falhas, as possibilidades de melhorias a partir dos erros e as oportunidades de novos produtos. Enquanto corporações conservadoras se fecham para resolver crises, as inovadoras caçam soluções em diversos locais, seja no brainstorm com os funcionários ou em uma plataforma para cadastro de novas ideias.

Alinhamento de ponta a ponta: para os dois itens anteriores serem uma realidade, é preciso que gestores estejam 100% focados na causa e que repassem isso a toda empresa. A inovação deve estar presente na estrutura física, no clima organizacional, no processo de contratação, gestão, avaliação, etc. O alinhamento é uma parte importante para a construção da cultura de inovação.

Digo e repito: não basta ter ideias geniais, elas têm que sair do papel, serem viáveis e rentáveis. É por isso que trabalhamos exaustivamente com a criação de estratégias e processos. Para terminar a conversa, eu gostaria de compartilhar um exemplo do que empresas disruptivas conseguem fazer. Muita gente pensa que a inovação só tem relação com algo nunca antes visto, mas ser inovador significa fazer diferente o que já existe, criar algo do zero ou transpor o que foi criado para outras esferas.

Veja o que caso da Dafiti. Quando chegou ao Brasil, em 2011, poderia ser mais uma loja virtual, mas a empresa chegou para ser o primeiro e-commerce de calçados. A partir daí, virou praticamente um shopping center virtual: multimarcas, múltiplas formas de entregas, portfólio variado. Até o provador da loja física foi para o mundo virtual, com avatar que reproduz as medidas, cor da pele, penteados e demais características do cliente. A Dafiti pensou diferente para transpor o que já existe em um centro de compras físico para o mundo online. Atualmente, é considerada uma das empresas mais inovadoras da América Latina.

Olhe ao redor e apure os ouvidos para identificar o que pode ser diferente dentro da sua empresa. Se surgir uma boa ideia, saiba que a (re) criação de um modelo de negócio é uma importante arma de testes e validações. Quem sabe não surge algo com potencial inovador?

desafios empresas inovadoras

Nem tudo são flores. Conheça 3 desafios para empresas inovadoras

Se tem uma coisa que as empresas inovadoras fazem muito bem é encarar mudanças como oportunidades de melhorias ou de expansão. De fora, existe a impressão de que a inovação é um risco alto demais para correr (está tudo caminhando bem há anos, por que mudar?). No entanto, em meio a tantos cases bem-sucedidos de negócios disruptivos, arrisco poetizar nas palavras de Fernando Pessoa: “tudo quanto vive, vive porque muda”. No caso de instituições, tudo sobrevive quando se pensa a evolução do modelo de negócio.

 

Engana-se, entretanto, quem pensa que empresas inovadoras nascem da noite para o dia, brotam nos programas de aceleração ou caem do céu direto nos diversos “Valley” do mundo ou surjam como geração espontânea. Há um longo caminho entre uma ideia transformadora e a sua concretização. Este percurso está rodeado de desafios, especialmente causados pelo conservadorismo empresarial e pelo medo de mudança. Afinal, empresas inovadoras precisam de uma gestão também inovadora, de um ambiente que abrace a modernização e profissionais igualmente arrojados.

3 desafios enfrentados por empresas inovadoras

 

  1. Tempo. Empresas inovadoras não nascem em 3 minutos

 

A inovação é um processo a ser construído. É preciso paciência e persistência para chegar ao status das empresas inovadoras, sendo que nem sempre as primeiras iniciativas serão bem-sucedidas. Isso me lembra uma frase do VP de produtos de hardware do Google, Mario Queiroz. Certa vez, em uma matéria do Estadão, ele disse ao explicar alguns lançamentos: “mesmo que um projeto não tenha muito êxito, temos de pensar no que é possível tirar de bom para a próxima inovação. Porque ela vem, mas, às vezes, requer umas duas ou três tentativas”.

 

  1. Falta de um ambiente de inovação

 

As empresas inovadoras respiram inovação. O ambiente físico é agradável: salas, bancadas e demais espaços são um convite à colaboração, à conversa, ao brainstorm e às discussões. O dia a dia atrai pessoas que combinam com esse clima, afinal, é preciso ter o perfil certo para produzir bem em conjunto e pensar fora da caixa. Os processos não são modernos apenas no papel “pra gringo ver”, enquanto a realidade traz uma hierarquia conservadora. A inovação é praticada e medida diariamente, às vezes falha, mas nunca é desestimulada. Existem métodos e práticas para organizar o ambiente – com dois pés (e a cabeça) na gestão do conhecimento.

 

Você consegue perceber que não é simples ser inovador? É claro que alguns se desenvolvem naturalmente inovadores, por isso temos atualmente tantas empresas modernas em sua origem. Mas isso não quer dizer de maneira alguma que instituições já existentes e com longos anos de atuação não possam se recriar. A discussão não é sobre o poder do novo sobre o velho, mas sim sobre o poder de transformação.

 

  1. Estrutura rígida não combina com modelo inovador

 

O caminho para a inovação é colaborativo. Esqueça a estrutura vertical e rígida, a sala luxuosa do chefão isolado, mandos e desmandos sem questionamentos. Há uns três anos, começou a pipocar nos noticiários brasileiros o termo holocracy (holocracia, em português), uma criação do empresário norte-americano Brian Robertson para definir um modelo de negócio com distribuição de autoridade no lugar da estrutura tradicional hierárquica.

 

O que Robertson deu nome é o que muitos acreditam que sejam um dos pré-requisitos para empresas inovadoras: o fim da figura antiga de chefes e a valorização de perfis de liderança. É o que já acontece em empresas reconhecidamente disruptivas como o Google: estrutura linear, canais abertos para a discussão de melhorias, líderes que mantêm o ambiente propício para a inovação, processos transparentes com foco no resultado.

 

Esse cenário é um grande desafio para instituições tradicionais, pois derruba conceitos enraizados no meio corporativo. Ninguém manda em nada? Não há controle de horários? Todos fazem o que querem? Parece exagero, mas essas perguntas estão na cabeça de gestores que ainda não conseguem enxergar um modelo de negócio inovador.

 

No lugar de mandar, liderar. Em vez do bate ponto, avaliação constante de desempenho e resultados. Para substituir regras e processos decididos por poucos, pesquisas e estudos aprofundados sobre modelos colaborativos.

 

Qual o desafio mais difícil de ser driblado? Comente!

Organizações Exponenciais

Negócios disruptivos: modelos eficazes “antienvelhecimento”

O que faz uma empresa se manter no topo e por que algumas organizações, então líderes em seus segmentos, não sobrevivem ao mercado atual? É certo que muitos pensarão na palavra inovação como resposta, afinal, é a presença da inovação que contribui para a sobrevivência de um negócio e a falta dela que leva muitas organizações à falência. Essa é a palavra de ordem nos modelos de negócios disruptivos que estão dispostos a criar e recriar as formas de gestão que conhecemos.

Sem medo de mudar e com grandes ambições

Uma das principais contribuições dos negócios disruptivos é encarar mudanças, pequenas ou radicais, como oportunidades de melhorias ou de expansão. À primeira vista, as empresas inovadoras podem parecer ambiciosas demais, mas é o pensar grande que as motiva a buscar soluções, ou até mesmo criá-las. Ambição é um dos atributos comuns às empresas inovadoras, segundo estudo da Singularity University (EUA) que compõe o livro Exponential Organizations. No caso do Google, o seu pensar grande – ou Propósito Transformador Massivo (PTM) – é “organizar a informação do mundo”.

O que os negócios disruptivos têm em comum?

Esqueça a estrutura fechada e a centralização de poder. Os modelos de negócios disruptivos são conhecidos como plataformas colaborativas que conectam pessoas para criar produtos únicos e cada vez melhores. Se você já usou, por exemplo, o Waze e o Airbnb consegue perceber isso. Ambos sobrevivem da união da tecnologia com a colaboração dos usuário e oferecem apps sem precedentes e com crescimento exponencial. O Airbnb viu as suas receitas aumentarem em mais de 80% a partir de 2016. O Waze, 5 anos após seu lançamento, virou um produto Google em 2013, após uma negociação de quase US$ 1 bilhão.

Ok, estamos falando de startups que já nasceram para serem inovadoras. Mas como utilizar esses modelos para reinventar padrões tradicionais? Acredito que o ponto de partida de negócios disruptivos seja a adoção de processos não-lineares, afinal, o apego à hierarquia é ainda muito forte. Negócios dinâmicos precisam também de flexibilidade, algo complicado de se ter em estruturas conservadoras. Mas a vontade de recriar processos e de modernizar a cultura empresarial precisa vir de cima.

Para alguns, organização e controle não combinam com um ambiente não-linear. Quem cobra quem ou controla horários? É realmente difícil pensar em produtividade dentro de um processo que quebra paradigmas criados há mais de 200 anos pela era industrial. No entanto, engana-se quem pensa que os negócios disruptivos não investem em métodos eficientes de controle. Muito pelo contrário: a gestão de equipes existe e é feita em tempo real. Metas individuais, status de projetos, dados, transparência e feedback. Se tem algo que as empresas inovadoras fazem bem é organizar as suas informações, escolher os indicadores de performance (KPIs) que realmente importam e medi-los frequentemente para confirmar tendências ou mudar rotas. Eis a flexibilidade e o dinamismo sendo auxiliados pela tecnologia.

Tecnologia a serviço de negócios disruptivos

Negócios disruptivos são heavy users da tecnologia. A inovação está presente de ponta a ponta da cadeia, seja para avaliar a produtividade dos times, analisar dados (graças ao Big Data), modernizar produtos, buscar canais de distribuição ou colaboradores. Um ponto a favor dos negócios disruptivos é, sem dúvida, utilizar a tecnologia de maneira inteligente para desenvolver um produto inédito, como o iPhone, recriar mercados (Uber e Airbnb são bons exemplos disso) ou para usar o tão popular smartphone como canal, caso do Waze e de tantos outros apps.

Esse é só o início da discussão sobre o mundo maravilhoso dos negócios disruptivos e organizações exponenciais. Deixo um estudo interessante da Deloitte sobre o assunto e a análise em português desse estudo você encontra aqui.

Estratégias organizacionais e modelos de negócio

Captura de tela 2015-07-03 09.24.27Uma estratégia organizacional provém da vivência militar, cuja ideia define o planejamento, execução, monitoramento e avaliação de recursos disponíveis para o alcance de um fim pré-determinado. No âmbito empresarial, significa estabelecer objetivos, metas e destinar recursos (humanos, financeiros, tecnológicos, etc.) para a realização destes fins, para que se possa concretizar a missão da organização e gerar os lucros esperados.

Modelos de negócios e estratégia organizacional

Quando uma empresa define sua estratégia organizacional, ela está destinando a sua atividade comercial um valor único que, independente da concorrência, fará com o empreendimento se destaque no mercado pela forma com que aloca recursos e designa responsabilidades para a criação de sua vantagem competitiva. Pois bem, é neste momento que haverá a definição do modelo de negócios, quando se estabelece a forma de como criar, capturar e entregar valor para o seu segmento de cliente. Mas como criar todo este ambiente organizacional coerente e sinérgico para que os resultados sejam positivos?

Como adequar o modelo de negócios à estratégia organizacional

O primeiro passo para que se possa definir uma estratégia organizacional e assim criar um modelo de negócios que seja coerente com o cenário em que a empresa se encontra, é realizar toda a análise do ambiente interno e externo da empresa. E para isso, uma  das técnica bem utilizada é a Análise SWOT, onde as ameaças e oportunidades, assim como os pontos fortes e fracos, serão detectados a fim de que se obtenha um cenário próximo à realidade e que as decisões a serem tomadas sejam feitas com base em informações coerentes.

A partir da análise dos dados obtidos será possível detectar os concorrentes, atentar-se para possíveis dificuldades ou oportunidades econômicas, sociais e culturais, dentre outras tantas questões que permitirão a um empreendimento apresentar-se no mercado de maneira inovadora e única. É através da sinergia entre estratégia organizacional e modelo de negócios que será possível criar  experiências e destacar-se no mercado tão competitivo.

Safari de Estratégia e Oceano Azul

Captura de tela 2015-07-03 09.26.37Dentre algumas  estratégias organizacionais praticadas, algumas das mais conhecidas do cenário corporativo são “Safari de Estratégias” e a “Estratégia do Oceano Azul”. A primeira, criada por Mintzberg, Ahlstrand e Lampel, estudiosos das ciências administrativas, afirma que uma estratégia está diretamente ligada, e em constante interação, com os ambientes internos e externos de uma organização. Dentre suas definições estão a de que as ideias relativas ao Planejamento Estratégico podem ser divididas em dez escolas divididas em três grupos, cujas estratégias estão ligadas a seus modelos de negócios.  Já a segunda, desenvolvida pelo coreano Chan Kim e pela professora francesa Renée Mauborne, tem como visão o crescimento organizacional sustentável e lucrativo. De acordo com esta teoria, as estratégias deverão ser bem planejadas, inovadoras, executadas com maestria e, o mais importante, deve ser capaz de alcançar aquilo que os concorrentes não enxergam para aumentar a percepção de valor dos clientes. A partir do conhecimento do seu  concorrente, a organização deverá revisar suas estratégias e altera-las para que navegue em um oceano azul, isto é, com uma concorrência irrelevante.

Bem, agora que você já sabe um pouco mais sobre estratégias organizacionais e sobre a importância de alinha-las ao seu modelo de negócios, faça já uma análise crítica de seu ambiente corporativo e verifique se a conduta de sua empresa está em sinergia com ele. E se precisar de ajuda, conte conosco!

Nota: As imagens deste post são do livro “Ferramentas Visuais para Estrategistas”, disponível em Creative Commons neste link

Teimosia, persistência ou perseverança

Michael Jordan“Errei mais de 9 mil cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo… e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso”.
Com exceção da última frase, o texto acima poderia ser percebido como uma observação feita por um jogador de basquete insatisfeito com os insucessos de sua carreira, entretanto o pensamento é atribuído a Michael Jordan, considerado um dos maiores jogadores da história do basquete mundial. Quanto ao pensamento de Jordan, não se trata de cultuar o fracasso, mas valorizar o aprendizado adquirido com as falhas.

Sucesso que ultrapassa fracassos

O próprio Jordan, por ser considerado baixo, ainda aluno do ensino médio não conseguiu ingressar no time de basquete colegial. Jordan treinou intensamente e depois de algum tempo não apenas ingressou na equipe, como se tornou um dos melhores jogadores colegiais dos Estados Unidos. Era apenas o início de uma carreira vitoriosa.
Albert Einstein teve sua admissão recusada na Escola Politécnica de Zurique. Steven Spielberg, igualmente, teve seu ingresso recusado na Universidade do Sul da Califórnia. Graham Bell, detentor da patente do telefone, ofereceu os direitos de produção do aparelho à Western Union, mas ouviu que sua invenção era um brinquedo elétrico. São apenas alguns casos entre tantos sucessos que ultrapassaram os fracassos.

Fracasso e sucesso

A linha que divide o sucesso do fracasso pode ser muito tênue ou impossível de ser traçada. A propósito, até mesmo a definição de fracasso e sucesso é algo relativo. A percepção de sucesso ou fracasso pode ser diferente de acordo com a ideologia de cada indivíduo.
Alguém que seja milionário, prestigiado socialmente, admirado, mas sorrateiramente desonesto, representa o sucesso? Denota sucesso o indivíduo com hábitos bastante frugais que prioriza outros valores acima dos valores financeiros?
Apenas postumamente Vincent Van Gogh teve sua obra valorizada financeiramente e reconhecida artística e culturalmente. Van Gogh lembra o fracasso, o sucesso, ou ambos?
Arthur Fry, inventor do Post-it, declarou acreditar que as pessoas mais bem sucedidas são as que acumulam a maior quantidade de fracassos. Para ele, paciência e perseverança são pontos determinantes na busca do objetivo.
Para Fábio Di Giacomo, fundador da UM%, fracasso é uma sensação de fraqueza e impotência relacionada com não se conseguir atingir um resultado projetado, ou seja, o resultado ficar abaixo do pessoalmente esperado. Fábio acredita que quando não se aprende com a experiência de um insucesso, e o insucesso provoca apenas o abatimento, se não houver reação, novos insucessos são iminentes.

A teimosia

A teimosia pode ser considerada a repetição sucessiva dos mesmos erros. É preciso sensatez para identificá-la. A reorganização, o recuo estratégico e uma avaliação das falhas e do desempenho são fatores que, geralmente, não estão associados com a teimosia.
Se o indivíduo tem uma única chave para abrir uma porta, caso a chave não a abra, não faz sentido continuar com as tentativas inúmeras vezes. Se o indivíduo tem muitas chaves, e diversas portas para abrir, a situação é bem diferente.

O persistente
Para Fábio Di Giacomo, o persistente insiste em uma mesma ação diversas vezes, sem se preocupar muito em aperfeiçoá-la ou descartá-la para utilizar uma estratégia diferente. Eventualmente, pode conseguir êxito ou permanecer na tentativa.

O perseverante

De acordo com Fábio Di Giacomo, enquanto não tem o êxito pretendido, o perseverante tenta por maneiras diferentes alcançar seu objetivo. A cada nova tentativa, o perseverante busca aprimorar sua empreitada com o aprendizado obtido nas tentativas anteriores não bem sucedidas.
Aprender com o insucesso passa por uma avaliação do que foi feito, saber se houve algo feito corretamente e o que poderia ser melhorado ou alterado.
Independentemente de o resultado alcançado ter sido acima ou abaixo do objetivo, é cabível levantar os pontos fortes do que foi feito, refletir sobre o que poderia ser feito diferente e o que se aprendeu no processo. Desse modo, em vez de padecer com o fracasso, o perseverante tem um sentimento de evolução.

Aprender com os erros alheios

Um conhecido ditado diz que um indivíduo inteligente aprende com os seus erros, já um indivíduo sábio aprende com os erros alheios. Portanto, muitas vezes é possível evitar os próprios erros, ao aprender com os erros cometidos por terceiros.
Existem publicações científicas especializadas em experimentos não bem sucedidos e teorias que foram descartadas. O erro de um cientista pode fazer com que outros evitem falhas similares. Esse conhecimento também pode auxiliar no desenvolvimento de projetos bem sucedidos, por exemplo, quando as ideias são empregadas com diferentes perspectivas, objetivos e métodos.

Erros bem sucedidos

Uma frase atribuída a Louis Pasteur diz que o acaso pode favorecer as mentes bem preparadas. A descoberta da penicilina por Alexander Fleming é um dos mais emblemáticos exemplos de erros exitosos. Fleming estudava a bactéria Staphylococcus aureus e formas de tratar feridas e infecções. Certa vez, quando retornou de um período de férias, Fleming notou que um dos recipientes com as colônias da bactéria ficou destampado e foi contaminado com o mofo do laboratório. Ao examinar o recipiente, foi percebido que o bolor tinha eliminado as bactérias. O bolor era formado por um fungo chamado Penicillium. Descobriu-se que este fungo produzia uma substância bactericida. Era o princípio da descoberta da penicilina.
O inventor Charles Goodyear trabalhou por cerca de dez anos na tentativa de manter a borracha elástica em temperaturas altas. Goodyear não teve sucesso, porém, certa vez acidentalmente deixou cair em um forno quente uma mistura de borracha natural e enxofre. Quando a mistura arrefeceu um pouco, apesar de quente a borracha ainda tinha boa elasticidade. Estava descoberta a borracha vulcanizada.
Experiência, sim, excesso de confiança, não
Convém destacar que a experiência adquirida com sucessos e/ou insucessos anteriores nem sempre é relevante diante de uma nova situação. Para cada nova situação é preciso identificar e analisar o cenário e as variáveis, antes de implementar a estratégia considerada ideal.
Cada indivíduo tem sua própria maneira de interpretar sucessos e falhas. Entretanto, são recomendações pertinentes não esmorecer com as falhas cometidas, e não ter soberba com o sucesso alcançado.

persevarançaA persistência e a perseverança estão presentes em seu plano de vida? Conte para a gente!

Empresas brasileiras, exemplos de inovação

maria augusta orofinoUm movimento especial, provocado pelo surgimento de startups, vem transformando o ambiente de negócios no Brasil. Essas empresas de base tecnológica, que nascem com uma ideia inovadora e buscam um modelo de negócio escalável se tornam cada vez mais comuns e apresentam resultados de sucesso. No cenário internacional, algumas empresas já solidificadas e líderes em seus segmentos, como o Google, Yahoo, Ebay, Apple, Facebook já foram startups ou começaram dessa maneira. No Brasil, algumas empresas como Buscapé, Totvs, Móvile, Social Base, Chaordic, Agriness, entre outras, possuem negócios representativos em seus segmentos e começam a despontar também nos mercados externos.

Na visão de especialistas, o ambiente para o desenvolvimento de startups no Brasil tem evoluído muito na quantidade e qualidade de projetos. Atualmente, percebe-se um esforço conjunto dos governos, investidores, investidor anjo – aquele primeiro investidor que aposta no negócio – as universidades que fomentam o empreendedorismo, as aceleradoras, escolas de desenvolvimento de negócios e comunidades locais para criar modelos de negócios de sucesso. Isso, em parte, porque as startups têm sido uma das principais fontes de inovação, criando novas tecnologias no País.

Para os empreendedores que pensam em começar uma startup, é importante saber que não basta ter uma ideia, é preciso implementá-la. Muitas vezes, quem tem uma ideia de negócio costuma viver uma ilusão de que sua ideia é fantástica e, por isso, não quer mostrá-la com medo de alguém roubá-la. Mas, a verdade é que ideia vale pouco, pois geralmente não é exclusiva. O que vale mesmo é a capacidade de colocar a ideia em prática. E nesse caminho, o empreendedor deve ser, acima de tudo, bom ouvinte. É essencial ouvir clientes, parceiros e sócios. E através dessas opiniões, mudar o modelo de negócios quantas vezes forem necessárias.

Conheça agora uma breve história de empresas que começaram genuinamente brasileiras e que vem se destacando nos negócios nos cenários nacional e internacional:

Buscapé

Em 1999, Romero Rodrigues e outros quatro amigos fundaram o Buscapé, maior site comparador de preços do Brasil e uma das mais bem sucedidas empresas de internet do país. Ao longo dos anos, Romero, que hoje é CEO do Buscapé, teve diversos aprendizados sobre seus erros e acertos. A empresa Buscapé foi a quinta tentativa de negócio de Romero. No começo, ele escutava que seu projeto de comparação de preços online era “coisa de louco”. A persistência de Romero foi grande e apesar do seu negócio ter demorado para cair nas graças do mercado, o site foi vendido recentemente na terceira maior transação de empresas do ramo digital na história do país. Mais tarde, a Buscapé fundiu-se com o concorrente Bondfaro e criou uma gigante no ramo.

Totvs

Empresa brasileira líder em software, inovação, relacionamento e suporte à gestão. A empresa foi fundada por Ernesto Haberkorn. Primeiramente, ele começou a Siga (Sistema Integrado de Gerência Automática), que depois evoluiu para a Microsiga e, finalmente, Totvs. O nome da empresa vem do latim e significa “tudo” ou “todos”. Hoje, a TOTVS é a maior fabricante de softwares aplicativos sediada em países emergentes e a 6ª maior do mundo. É líder absoluta no Brasil, com 55,4% de participação de mercado e na América Latina, com 35%, segundo o Instituto Gartner. A empresa tem mais de 26 mil clientes ativos e aproximadamente 12 mil participantes em unidades próprias e franqueadas, com presença em 39 países, também por meio de unidades e franquias.

Agriness

Há 11 anos no mercado, a Agriness é referência em soluções e modelos de gestão da informação para o agronegócio, com forte atuação na suinocultura brasileira e líder de mercado no setor. A empresa foi fundada pelos irmãos Elton e Everton Gubert, naturais de Xanxerê, um forte pólo agropecuário em Santa Catarina. Eles cresceram em meio a inúmeras granjas de suínos e nem imaginavam que teria uma empresa que pudesse contribuir com os suinocultores de sua cidade natal.  A Agriness vem se consolidando como uma empresa de inteligência de negócios e referência em gestão, tendo em seu portfólio de clientes e parceiros: suinocultores, integradoras, cooperativas, agroindústrias, instituições de ensino e pesquisa, associações e empresas de nutrição, genética e sanidade. Atualmente, a empresa atende mais de 1.400 clientes no Brasil, gerenciando mais de 1.100.000 matrizes suínas – e está presente em oito países, exportando tecnologia para toda a América Latina e alguns países da Europa.

Móvile

É líder em desenvolvimento de plataformas de comércio e conteúdo móvel na América Latina. Com produtos para celulares, smartphones e tablets, a empresa entrega facilidade e diversão na hora de pagar. O fundador da empresa, Marcelo Sales, começou no mundo dos negócios vendendo sucos de uva. Assim, ele começou a perceber as diversas conexões que movem a vida e com esses conceitos ele se transformou no fundador da Movile e da aceleradora de negócios 21212.com.

Chaordic

A empresa trabalha para promover o encontro entre as pessoas e o que elas vão gostar. Com esse conceito, personaliza ofertas para e‑commerce e lojas virtuais. Hoje, 15 dos 20 maiores e‑commerces do Brasil são clientes da Chaordic.

Gostou do tema? Este espaço sempre está aberto para troca e compartilhanemento de ideias.

A única constante é a mudança

Mudar o padrão

Mudar o estilo

Mudar a cabeça

Mudar de ideia

Mudar de lugar

Mudar as chaves

Mudar os móveis

Mudar o assunto

Mudar os planos

Mudar o blog

Depois de muito refletir, discutir, conversar e pensar a respeito, apresento meu novo canal de comunicação onde pretendo ampliar a conversa e o debate sobre inovação principalmente a não tecnológica, que passa por novos desenhos de modelos de negócios, novas formas de gestão organizacional e desenvolvimento do cliente. Não foi uma decisão fácil. Eu já possuía o blog mariaaugusta.com.br mas aos poucos ele foi ficando esquecido em função das mudanças (sempre elas) que surgiram no meio do caminho. Em 2011 formamos um grupo que pretendia disseminar o conceito de modelos de negócios no Brasil e como consequência, criamos o site bmgenbrasil.com. Este site nos serviu muito como um canal importante para divulgar o tema e principalmente interagir com mais de 5.000 pessoas do Brasil e do exterior que o procurava como um repositório de informações e materiais sobre o assunto. Mas o conceito de modelos de negócios evoluiu, o próprio Alex Osterwalder autor da metodologia ampliou sua abordagem incorporando o design da proposta de valor e aos poucos nos sentimos desatualizados. Foi preciso alguns meses para um autoconvencimento e muitas trocas de ideias com a Marina Bortoluzzi e com o Marcelo Pimentel, figuras fundamentais no novo desenho do site.

Mudar o site também é muito marco importante neste meu momento profissional. Em 2014 me mudei para São Paulo visando ampliar meus contatos, atender melhor os meus clientes espalhados pelo Brasil e principalmente buscar novas parcerias estratégicas. Assim, além de parceria que mantenho com Renato Nobre desde 2011, estou com a Mendes Miguel, empresa de consultoria especialista em educação corporativa e com a Symnetics, para os assuntos relacionados à inovação e corporate venture. Outra parceria muito importante que conquistei foi trabalhar com a HSM Educação Executiva a quem venho prestando serviços na condução dos seus workshops sobre inovação em modelos de negócios.

Aqui neste espaço compartilharei as minhas experiências profissionais e descobertas com meus clientes. Mostrar como resolvemos questões aparentemente complexas de forma simples. Tal qual como a vida deve ser. Entre e fique a vontade. Você sempre é bem vindo.

 

Gerando valor por meio de modelos de negócios inovadores

O período de 24/9 a 8/11 de 2014 ficará registrado como a maior concentração treinamentos em modelos de negócios que eu já tive oportunidade de realizar, desde que inicie esta atividade em 2011. No período de 24/9 a 15/10 conduzi uma Maratona de workshops sobre Modelo de Negócios Canvas dentro do Programa Geração TEC – Talentos Empreendedores, do Governo do Estado de Santa Catarina – 2014, atendendo cerca de 450 empresários, em 14 cidades e rodando em 22 dias cerca de 4.800 km. O Geração TEC é um programa que cria oportunidades para jovens e adultos por meio de qualificação profissional e que pretende formar uma nova geração de profissionais e empreendedores para trabalhar com tecnologia e inovação em Santa Catarina.

2014-10-20-10.11.59Na sequencia, praticamente no dia seguinte que terminei essa jornada, iniciei juntamente com o Sebrae SC e a Duvekot Corporate uma outra maratona de capacitação em modelos de negócios desta vez para adequar modelos de negócios realizados no Brasil em vista a um processo de internacionalização. O Exporta SC é um programa de internacionalização de empresas catarinenses que tem o objetivo de preparar as micro e pequenas empresas para operar no mercado norte-americano, dando o suporte na incubação que inclui a capacitação de empreendedores, visitas técnicas, suporte administrativo, jurídico, fiscal, marketing, comercialização, operação e logística. Foram treinados 210 empresários em 5 cidades diferentes.

Além disso, tive também a oportunidade de realizar trabalhos de consultoria em Caxias do Sul – RS, Porto Alegre – RS, Cuiabá – MT, Campo Grande – MS, Florianópolis – SC e em São Paulo onde resido atualmente.

Encerrei essa maratona participando da Master Class com o próprio Alex Osterwalder em um evento promovido pela HSM em São Paulo nos dia 6 e 7/11/2014. Desde que trouxemos Alex ao Brasil pela primeira vez em novembro de 2011 no Rio de Janeiro, estivemos presentes em todos os eventos que ele ministrou aqui. Neste treinamento especificamente, além da apresentação do Canvas do Modelo de Negócio, Alex Osterwalder trouxe seu segundo livro que estava sendo lançando em português naquela data e que pode ser adquirido pela Saraiva. Segundo Alex é preciso ir além da inovação em tecnologia e dedicar parte dos recursos para projeto e desenvolvimento (P&D) à criação de novos modelos de negócios. Ele cita que tecnologia pode ser copiada, mas modelos de negócios são mais difíceis de serem imitados pela concorrência.

2014-11-06-19.29.40Um dos pontos destacados durante os dois dias de curso foi no modelo de receita do negócio. Como criar novas formas de remuneração, como ter receitas recorrentes e como fazer com que os outros trabalhem para que o seu negócio gere lucro. Citando exemplos clássicos e enfatizando aspectos que no primeiro livro não haviam sido contemplados como a experimentação e prototipagem, passando por exercícios práticos e muito relacionamento, concluímos que este assunto é impactante e nos tira da zona de conforto. Outro aspecto super importante que também foi destaque está em como eu gero valor ao meu cliente. Nesta nossa jornada, em contato com empresários de todos os tipos e tamanhos, vimos que trabalhar com o conceito de modelos de negócios nos permite integrar times, conduzir reuniões muito mais animadas e produtivas, estimular outras áreas sensoriais que normalmente ficam adormecidas no nosso dia a dia e principalmente ganhar novos amigos. Indiscutivelmente a melhor parte deste negócio.

Nossa próxima turma sobre inovação em modelos de negócios acontecerá nos dias 18 e 19/11, em São Paulo, em parceria com a ANPEI. Para informações, clique neste link. Caso tenha interesse em realizar um desses eventos in company, não hesite em nos contatar para realizarmos essa experiência conjunta dentro da sua empresa.