Marina 30.0

Aos seis meses me espiando pela fresta do berço

Criativa, engenhosa e desafiadora. Quando ela tinha uns 2 anos, iniciando a formar as primeiras frases, ela segurou na minha mão e pediu a “corteira”. Fiquei pensando o que seria isso. Achei que fosse a minha carteira de documentos, mas ela disse que não aquilo. Depois de várias tentativas, eu a peguei no colo e pedi que ela me conduzisse até aquele objeto não identificado. Ela acena aquela mãozinha minúscula para o porta chaves onde estrategicamente eu pendurava a tesoura de cortar unhas. E pega a tesoura. Faz sentido: uma tesoura é uma corteira.

Rigor primoroso em tudo o que faz. E o que faz, faz bem feito. Poder-se-ia até dizer que beira a uma certa mania de perfeição. Mas ela sempre foi assim. Um dia, quando ela tinha apenas quatro anos, eu a estava vestindo para a ir para a escola. Fazia muito frio e eu peguei uma “meia-calça”, para colocar por debaixo do agasalho. Essa meia-calça já tinha sido usada e tinha um pequeno furo. Ao perceber o furo, ela questionou porque eu estava colocando nela. Eu respondi: olha, está frio, e ninguém vai ver esse furinho. E ela peremptoriamente me respondeu: mas eu estou vendo. Diante disso, eu troquei a meia.

Acho que foi nessa idade que ela reclamou da meia furada.

Sempre a frente do seu tempo, desde menina gostava daquilo que não existia ainda. Dá prá entender? Então. Era assim. Ela gostava de prata quando todo mundo usava ouro. Gostava de um determinado traje e não se achava nas lojas. Pedia um equipamento que não tinha disponível no Brasil. Um dia, ao ler uma revista, viu uma matéria no canto esquerdo inferior da página. Prá quem conhece diagramação sabe que este é o pior lugar para se colocar uma matéria. E essa nota não tinha mais do que uns sete por dez centímetros. Mas com o seu olhar de lince, viu a referência sobre uma nova carreira que surgia no mundo “CoolHunter”. E me disse: vou fazer esse curso. Ocorre que o tal curso só tinha em Nova York, Londres e Itália. Depois de algum tempo procurando, ela encontrou uma escola que a aceitasse. Pediu demissão do trabalho, estudou italiano com afinco por um mês e foi para a Itália onde fez o curso durante quatro meses. No retorno da Itália, me falou: Florianópolis tem sol, mas não tem a empresa em que eu devo trabalhar. Vou para Porto Alegre. E em 3 anos quero estar em São Paulo. Dito e feito. Atualmente ela trabalha com tendências em São Paulo. Apropriado para quem sempre olhou o que ainda não era visível para os outros.

Quando ela tinha uns 8 anos, ela olhou fixamente para mim e disse: sabias que eu te escolhi? … E eu respondi: sabia e sempre te amei. Durante a gravidez a menina se chamaria Raquel. Na hora do parto, veio um insight e pensei comigo. Não  nasceu a Raquel, nasceu a Marina. E desde então, esta tem sido a minha melhor experiência de vida. Ser mãe da Marina. Pessoa determinada, nascida sob o signo de Áries, sempre teve um temperamento doce mas ao mesmo tempo, forte. Sempre soube o que queria e o meu papel foi de conselheira apenas.

Há 30 anos, em 10 de abril de 1983, eu recebia essa menina em meus braços. E minha vida mudaria para sempre. Presente maior que a vida me deu. Melhor de todas as minhas experiências sem dúvida, é ser mãe da Marina. Hoje acordo e me dou conta que sou mãe de uma mulher. Uma mulher de 30 anos. Nós, mães, sempre temos o hábito de considerar que nossos filhos são eternas crianças. Quando nos perguntam quantos filhos temos, a resposta é a mesma: 1 menina, ou 2 meninos ou uma menina e um menino. Não importa que idade tenham essas meninas e esses meninos.

Eu tenho pensado diferente. Sou mãe de uma mulher de 30 anos. Autônoma, independente, vibrante e determinada. Uma pessoa que tem me ensinado muito e com quem aprendo diariamente. Moramos distante, tem dias que bate a saudade, que dá vontade de pegar o primeiro voo só prá almoçarmos juntas. A correria da vida nos tira deste convívio, mas isso não nos abala. Parece que moramos na mesma casa, no mesmo local, na mesma cidade. O que nos une é um amor profundo, de grande respeito e reciprocidade. Desenvolvemos uma grande amizade e sou muito feliz por tê-la como filha, mestra, amiga e também conselheira. É muito bom escrever isso neste momento. Parabéns, Marina, mulher de 30.

Já disse hoje que te amo?

 

 

 

 

 

 

Há 30 anos, em 10 de abril de 1983 eu recebia o maior presente da minha vida – a Marina.

A mente apaga registros duplicados

Recebi este texto de um amigo que me enviou por email e achei muito interessante. A autoria é atribuida a Airton Luiz Mendonça e foi publicado originalmente como artigo no jornal O Estado de São Paulo.

” O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio…. Você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e as utiliza , no lugar de repetir realmente a experiência). Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir – as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -…. Enfim… As experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a…

ROTINA

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos. Felizmente h á um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, es posa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… Em outras palavras, viva. Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida. ESCREVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di fE rEn tEs ! CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE… V I V A. ”

 

 

Canvas e planejamento além da SWOT

Desde que comecei a estudar e aplicar Business Model Canvas na definição de novos negócios ou mesmo para atualizar e inovar em um negócio existente tenho procurado ir além do que se tem comentado nesse ambiente web. Inicialmente, tudo começou quando estudei em profundidade o modelo, pesquisando para elaborar a dissertação de mestrado (que pode ser obtida neste link). Depois quando nos dispusemos a criar um curso dentro de uma entidade respeitada e iniciamos um trabalho na ESPM SP, além de parcerias pelos estados brasileiros a exemplo do que temos feito em Santa Catarina em parceria com a Clear Educação. Em decorrência dos grupos de foram surgindo nos cursos, criamos uma comunidade de estudo com os interessados. Semanalmente um grupo tem se reunido em São Paulo para identificar o que de melhor podem extrair com o Canvas, como podem modelar novos negócios e como podem emergir novas oportunidades. Criamos assim uma página no Facebook para dar vazão a estas demandas (link).

Mas a novidade desses dois últimos meses foi a aplicação prática do Business Model Canvas para definir estratégias organizacionais e consequentemente elaborar o planejamento estratégico da empresa ou da entidade para um período de tempo. O trabalho é muito simples e foge do chavão de missão e da análise SWOT simplesmente. Começamos por identificar qual é o modelo de negócio da empresa ou entidade. Hoje! Agora!  Um RaioX da situação atual. Depois partimos por identificar o que seria o ideal para um período de tempo de 24 meses. Não mais do que isso. Neste momento com suporte do design thinking identificamos novas oportunidades ou redefinimos a proposição de valor, depois avaliamos os parceiros e clientes e consequentemente estudamos os demais quadrantes.

A segunda etapa consiste em extrair do grupo o propósito em estarem reunidos naquela empresa ou entidade. Qual o motivo que nos reúne, por que queremos ir adiante e qual nossa intenção. De forma livre, dentro do pensamento visual e a partir da visão do usuário, estruturamos os tópicos principais e deixamos a vista em outro canto da sala. A partir dessas duas análises, canvas de um lado e propósitos de outro, iniciamos o planejamento do período, definindo as metas, considerando sempre o que foi colocado.

É muito dinâmico e interessante. Ao questionar a meta para o período podemos usar frases de suporte como: O que isso tem a ver com a proposição de valor que queremos; ou; como nossos parceiros serão considerados para resolver a proposição de valor; ou ainda; que canais podemos aperfeiçoar para oferecer uma entrega melhor aos clientes da proposição de valor.

É fascinante, ágil e dinâmico. No prazo de 3 horas é possível realizar toda a atividade e sair com o esqueleto do planejamento, com prazos e pessoas responsáveis. Recomendo.

Se você deseja conhecer melhor a linguagem de modelos de negócios a partir do Canvas de Alex Osterwalder, sugiro participar de um de nossos próximos cursos, em São Paulo na ESPM e em Florianópolis, com a Clear Educação.

Modelos de negócios, opção para a inovação

Imagine querer comprar um carro azul de determinada marca que a partir desse momento na sua frente sempre aparecerá carros da cor azul da marca selecionada. Decida-se por fazer uma viagem para determinado local que todas as mídias estarão falando desse lugar específico. Quantas vezes nos deparamos com essa situação. Não conhecemos um assunto ou tema, alguém evidencia tal tema no nosso meio ou entorno e de repente tudo parece falar disso.

Assim foi para mim o tema “modelos de negócios”. Nunca tinha ouvido falar ou lido nada a respeito. A uns tempos atrás, por conta de um tema que procurava para elaborar minha dissertação de mestrado, fui sugerida a estudar modelos de negócios. Disse eu a essa pessoa: Modelos o quê? Não seria plano de negócios? Ela me respondeu. Não, modelos de negócios. Eu não fazia ideia do que se tratava. Entrei de cabeça. Em um mês eu tinha o mapa do processo, os principais artigos e pesquisadores de destaque no mundo. Passei a usar as redes sociais para encontrar o que procurava e a cada dia agregava mais uma pessoa, mais um artigo, mais um pesquisador.  Fantásticas descobertas que culminaram com a publicação de uma dissertação, originaram vários artigos, workshops ministrados e muita, muita conversa sobre tema. E que agora faz parte do meu dia a dia.

Se você conseguiu chegar até aqui, ótimo. Afinal, do que se tratam modelos de negócios?  Os anos noventa foram marcados pelo surgimento de um novo espaço conceitual decorrente da pulverização e acessibilidade à internet, que resultou em significativas transformações na sociedade, na forma de realizar negócios, no relacionamento entre as pessoas e na aproximação de mercados. Esse novo espaço conceitual trouxe a exigência de mudanças na forma de organizar os negócios que surgiam e que precisavam ser modelados sob uma nova ótica uma vez que critérios adotados na era industrial já não podiam ser considerados nesta nova era do conhecimento. Como resultante desse processo, houve o surgimento de empresas que iniciaram suas transações comerciais baseadas no ambiente virtual. Naquele momento, essa forma de transação originou o termo “modelo de negócio” por se tratar de um ambiente diferente do até então existente. Com o passar do tempo e a banalização deste tipo de comércio, identificou-se que qualquer negócio tem um tipo específico de modelo, alguns formando determinados padrões, outros abrindo novos mercados e inovando. Mas para qualquer negócio, existe um modelo.

É o caso da Xerox que criou um novo modelo de negócio, ao iniciar a comercialização de máquinas copiadoras, cedendo os equipamentos e ganhando na venda dos tonners e papeis especiais. Ou da Nespresso, que cria um mercado doméstico para o café expresso, e por meio da patente de um sache, fideliza seus clientes. Mohamed Yunus cria um novo modelo de negócio quando implanta o serviço de microcrédito para população de baixa renda pelo Grameen Bankem em Bangladesh. Podemos citar ainda a criação de um mercado totalmente novo no caso do Google e a criação dos anúncios  AdWords  através da internet como proposição de valor ao cliente.

Assim, de acordo com o autor Alex Osterwalder modelos de negócios descrevem a lógica de como uma organização cria, captura e entrega valor aos seus clientes.  Ou podemos dizer de outra forma: é a representação dos processos de uma empresa de como esta oferece valor aos seus clientes, obtém seu lucro e se mantém de forma sustentável ao longo de um período de tempo.

A inovação em um modelo de negócio não surge ao acaso. É algo que deve ser administrado e monitorado, estruturado em processo e utilizado para alavancar o potencial criativo de uma organização. Requer habilidade e destreza para lidar com incertezas e com opiniões contrárias. O surgimento de uma boa solução requer tempo, dedicação e uma equipe plenamente motivada.

Para tanto existem técnicas e uma linguagem que pode ser estudada e aplicada no dia a dia. Alex Osterwalder, num processo de co-criação com mais 470 praticantes da metodologia ao redor do mundo, disponibilizou e tem difundido no que chamamos de Canvas, um quadro que apresenta nove blocos e que representa os processos organizacionais. A partir da prática do design thinking, é possível criar, modelar e idealizar modelos de negócios inovadores. Há um ano venho apresentando isso em cursos, palestras e workshops entre São Paulo e Florianópolis, além de adotar a mesma metodologia em processos de diagnóstico organizacional, como identificação de processos internos na empresa e até mesmo como base para o planejamento organizacional. E posso afirmar que funciona. Os resultados são surpreendentes e motivadores.

E o que dizer da Kodak x Fujifilm? Bem, isso é tema para um workshop, mas basicamente a Kodak não mudou o seu modelo de negócio vindo a quebrar enquanto que a Fuji (não mais só filmes) alterou completamente seu modelo, incorporando outras variáveis, inclusive cosméticos, e permanece competitiva e lucrativa desbancando o império da concorrente Kodak.  E você, vai ficar esperando também a concorrência suplantar a sua empresa?

Verifique no site www.bmgenbrasil.com as nossas próximas turmas de cursos sobre modelos de negócios e participe. O resultado é surpreendente.

 

Blog revitalizado, ajustado, resgatado

Em dezembro de 2011 fui surpreendida com um “hacker” que tirou meu blog do ar. Foram momentos de angústias, pressão e desâmino. Porque alguém em outra parte do mundo teria interesse em um blog ao sul do Equador? Consegui resgatar o conteúdo graças ao apoio dos amigos entendidos no assunto. Agradeço à ajuda incondicional que recebi do Rodrigo Lóssio, do Andrey e Carlos Eduardo da Tecnohelp e do Renato Nobre. Sem a ajuda dessas pessoas eu teria perdido tudo. Foi um exercício de desapego, de saber o que é relevante e de realmente resgatar a importância dos contatos, dos amigos e do nosso network.

Aproveitei para atualizar tudo. O nome [ideias em movimento] não faz mais sentido tendo em vista as mudanças que fiz na minha vida profissional e que constantemente tem acontecido. Assim, este blog será apenas da Maria Augusta Orofino com links estratégicos para meus trabalhos mais recentes. Quem quiser saber da minha história, tem outros links que ali constam e estarão disponíveis. Mas os posts antigos serão mantidos. É uma grande alegria resgatar esse espaço que tanto me acompanha, me escuta e permite compartilhar meu conhecimento com o mundo.

Amplie as suas possibilidades

diversityNão é nenhuma surpresa que nós, instintivamente, procuramos por pessoas que compartilham os nossos interesses. Mas fazendo isso, limitamos a gama de situações e pessoas a que estamos expostos. Para mudar essa condição, experimente três situações e diversifique a sua rede de contatos:

Revise sua agenda de conferências e eventos – compareça a pelo menos um congresso por ano em um campo que você tenha interesse, mas pouca experiência. Participe de eventos menores mas fora da sua localidade para expandir os contatos.

Converse com os solitários – em eventos sociais, não basta passar um tempo com seus amigos e colegas. Procure as pessoas que não se estão isoladas e sós e inicie uma conversa. Você poderá se surppreender. Mas respeite um eventual desconforto com o desconhecido.

Pesquise a diversidade. Reconecte-se com paixões que você pode ter ignorado porque não se encaixavam mais na sua vida. Ao fazer isso você vai encontrar pessoas distantes de suas experiências diárias que podem fornecer-lhe uma nova visão para a vida.

Compartilhe uma experiência em uma situação estranha. Observe diferentes maneiras de interagir com pessoas e recolha ideias sobre como poderia ajudar nesta situação. Procurar oportunidades para compartilhar esta experiência com seus amigos.

Encare seus diferentes eus – Cada um de nós tem muitos eus. Viva isso principalmente com estranhos em especial com os que são diferentes do seu público habitual, onde você poderá  projetar uma parte diferente de sua personalidade. Como você agirá de maneira diferente, os outros lhe apresentarão respostas que poderá lhe conduzir a novas direções.

Fonte: Harvard Business Review – http://migre.me/7d7HH

Check tasks list ou como “desovar” tarefas.

VirtudesTer uma lista imensa de tarefas para executar pode ser devastador. Se você estiver na correria, com muitas coisas simultâneas para executar, experimente o seguinte

1 – Coloque tudo no papel (ou em um documento de word). Junte tudo em uma única lista. Tanto atividades pessoais como as profissionais. Determine o grau de prioridade, separe as mais fáceis de executar das mais complexas. Determine a data que tem que estar concluída.

2 – Faça as atividades mais fáceis de tirar da lista. Despensa algo como 15 minutes realizando-as. Foque na velocidade: faça rapidamente as chamadas por telefone, responde os emails óbvios, limpe a caixa de entrada do seu computador. Tire o máximo de tarefas ágeis desta lista o quanto você puder.

3 – Realize aquelas que sejam prioritárias e cujo resultado será animador. Para isso, desligue o telefone, feche as janelas das redes sociais, se concentre absurdamente nesta atividade até concluí-la

4 – Faça uma pausa. A cada 45 minutos concentrados, pare por 5 minutos, caminhe um pouco, beba água e cruze o olhar com algumas redes sociais. Tuite rapidamente. Em seguida retorne para a etapa três.

Fonte: Adaptação livre de HBR OnPoint Collection – Guide to Managing Stress by Gill Corkindale, Judith Ross, Tony Schwartz, Catherine McCarthy, Stewart D. Friedman, Peter Bregman, Amy Gallo, Alexandra Samuel, John Baldoni, Linda Steinberg, Ron Ashkenas, Rosabeth Moss Kanter, Vickie Elmer – Source: Harvard Business Review
62 pages.  Publication date: May 31, 2011.

Open Innovation Seminar 2011

Logo OIS 2011Fui convidada para apresentar um mini curso sobre design thinking dentro do Open Innovation Seminar 2011, que acontece nos dias 23 a 25 de novembro em São Paulo.

O Open Innovation Seminar é o primeiro seminário latino-americano dedicado exclusivamente ao tema. O evento visa disseminar as práticas de inovação aberta no Brasil e no mundo, conectar as pessoas que participam do processo de inovação visando a formação de redes e parcerias e fomentar o compartilhamento de informações no contexto de uma comunidade de prática em open innovation.

A proposta para o IV Open Innovation Seminar é propiciar um momento para que as empresas praticantes da inovação aberta possam desenvolver ou alavancar sua rede de inovação e dar visibilidade aos seus projetos  no tema.

CONECTAR empresas, academia e governo a projetos e redes de inovação colaborativa.

ALAVANCAR redes de inovação, parcerias e acordos de cooperação em diversos níveis. 

EXPLORAR práticas e resultados de inovação aberta no Brasil e no mundo.

CONSOLIDAR comunidades de prática de inovação aberta no Brasil

Este ano o tema do evento será  “Crescimento sustentável apoiado em redes de inovação: uma agenda para o Brasil”. O evento será realizado pelo Centro de Open Innovation em parceria com o Centro de Referência em Inovação – CRI, da Fundação Dom Cabral, e contará com a contribuição de representantes renomados de empresas, universidades e governo. 

Leia a seguir o depoimento de Henry Chesbrough, autor que cunhou o termo Open Innovation, apresentando alguns motivos para participar do Open Innovation Seminar 2011: Aprender sobre as práticas da inovação aberta no país e no mundo – “Este ano, o OIS cresceu para se tornar um seminário de referência internacional. Isso mostra o crescimento pelo interesse por inovação aberta no Brasil e o crescente uso dos conceitos de inovação aberta em muitas empresas brasileiras. Haverá várias sessões com exemplos brasileiros de inovação aberta e eu espero aprender muito ouvindo essas pessoas”. Henry Chesbrough, Faculty Director, Garwood Center for Corporate Innovation, Haas School of Business.

Informações adicionais podem ser obtidas no site do evento www.openinnovationseminar.com.br

Inteligência Competitiva e Processo Decisório

Foto de Tarcísio Mattos

Foto de Tarcísio Mattos

Por inteligência competitiva entende-se o produto de informações comerciais que foram analisadas e interpretadas e que está ancorada em dados passados e presentes para antecipar o futuro, a fim de conduzir e orientar as decisões nas empresas. Informações sobre mercados, oportunidades e concorrentes estão geralmente disponíveis a partir de uma variedade de fontes.  O processo de IC consiste em descobrir e buscar dados importantes, a partir de fontes públicas ou dentro da própria organização. E é a utilização dessas fontes que podem ser intencionais ou ocasionais que apoiarão a tomada de decisão no ambiente organizacional, tanto a nível estratégico como operacional. 

Este processo diz respeito ao conjunto de capacidades próprias mobilizáveis por uma entidade lucrativa, com o fim de assegurar o acesso, a captura, interpretação e preparo da informação e conhecimento com alto valor agregado para apoiar os processos de tomada de decisão requerida para realizar a sua estratégia. A efetiva informação é obtida através da acumulação e manipulação de pequenas peças de informação combinadas com intuição e tomada de decisão. 

Qualquer decisão relevante é feita com base em determinadas premissas e a inteligência competitiva pode ajudar a formular novas estratégias a partir da análise de negócios estratégicos desde que observado os seguintes atributos:

  • precisão: todas as fontes e os dados devem ser avaliados sobre a possibilidade de erro técnico ou equívoco;
  • objetividade: resultado de observação imparcial, independente das preferências individuais.
  • usabilidade:  facilidade de compreensão e aplicação imediata;
  • relevância:  aplicável às necessidades e circunstâncias de quem decide;
  • disponibilidade: sensibilidade às necessidades de informação existente e contingenciais a todos os decisores em todos os níveis da organização;
  • atualidade – entrega do conteúdo quando ainda é atual e atenda às necessidades explicitas de quem toma a decisão.

Pode-se classificar o processo de inteligência competitiva em cinco fases: a) planejamento e foco – definição dos objetivos, recursos necessários e metas relacionadas ao projeto de inteligência competitiva. b) coleta – busca dos dados em diferentes fontes e formas de aquisição. c) análise – criação da inteligência, com base na conversão da informação em inteligência utilizável para dar suporte às decisões estratégicas e táticas; d) comunicação – compartilhamento dos resultados em todos os níveis organizacionais envolvidos no processo; e) decisão – realização do processo decisório. 

Os benefícios provenientes do processo de inteligência competitiva para uma empresa como suporte às decisões estratégicas podem ser a antecipação do movimento da concorrência, a identificação de tecnologias emergentes, redução de custos através da melhoria dos processos operacionais, o suporte aos processos de fusão e aquisição, aprimoramento das atividades comerciais e de marketing, suporte na elaboração de cenários futuros, aperfeiçoamento do plano de custos com a revisão de fornecedores mais competitivos, ampliação de mercado e captação de novos clientes.  

Um sistema de Inteligência Competitiva bem concebido, com técnicas analíticas e implantado produzirá uma variedade de vantagens estratégicas permitindo o gerenciamento de informações críticas de negócios para facilitar o processo de tomada de decisão e ajudar a garantir a sobrevivência da organização em um mundo competitivo, visando à redução de incertezas.  Pesquisadores consideram que a inteligência competitiva é um processo de micro-aprendizagem organizacional que envolve a transformação de pedaços aparentemente díspares de dados e informações para dar sentido à criação de conhecimento e suporte ao processo decisório, com uma visão organizacional única, em um ambiente em constante evolução, complexo e de infinitas dificuldades e possibilidades.  

As mudanças recentes observadas na tecnologia da informação têm criado uma vantagem competitiva, dando às empresas novas possibilidades de superar seus concorrentes. Ela permeia a cadeia de valor da empresa em todos os pontos através do uso da informação, que deve ser processada para agregar valor à inteligência competitiva.  Ao contrário dos modelos tradicionais de produção, atualmente as empresas se esforçam para desenvolver modelos de negócio personalizados para atender às demandas dos clientes em constante mudança. A informação e o conhecimento passam a ser a base da vantagem competitiva, contribuindo para aumentar as receitas, diminuir custos e atender às demandas dos clientes. 

O ciclo do processo de inteligência competitiva finaliza quando a informação é validada e analisada, no formato e tempo adequados, e entregue ao responsável pela tomada de decisão. Assim sendo, para uma organização que já tenha uma área de inteligência competitiva consolidada, os processos internos serão constantemente avaliados e remodelados sob a influência dos fatores externos, que interferiram no processo de tomada de decisão.

(1) Referência: Cândido, M. et all. Inteligência competitiva e processo decisório: uma revisão da literatura entre 2000 e 2010. Artigo original publicado no evento KM Brasil 2010, Gramado, RS.