Transformação digital e projetos: por que a experiência do cliente deve estar no centro da estratégia

Classificar como funciona o relacionamento entre transformação digital e projetos nem sempre é uma boa ideia. Em grande parte, por transformação digital ser profundamente dependente do cenário e da intenção. É por isso que Brian Solis, analista digital e futurista, observa que diversas vezes as iniciativas do gênero partem de um “transformação digital de…”, fruto de um esforço tímido ou de um grupo, mas que não exatamente alcançam as partes maiores da empresa. Contudo, também traz uma importante lição extraída de sua pesquisa, na qual constatou repetidas vezes que quando há um foco na experiência e engajamento do cliente, mesmo que a transformação digital e projetos comecem aos poucos, acabam transformando o todo.

A própria necessidade da transformação digital se consolida cada vez mais na relevância que as experiências tecnológicas e digitais têm representado para os clientes. É o foco na experiência do cliente. A abordagem e a produção são customizadas, assim como a comunicação. Os dados estão no centro de transformações digitais e processos e as empresas precisam estar preparadas.

Transformação digital e projetos: por onde começar?

Se é preciso encontrar uma soma entre transformação digital e projetos que resulte em uma boa experiência do cliente, a condução das iniciativas internas de mudanças são um ponto-chave. Abaixo, separamos cinco ensinamentos dos especialistas Behnam Tabrizi, Ed Lam, Kirk Girard e Vernon Irvin que auxiliarão a implementação da transformação digital que, por sua vez, deverá focar na experiência do usuário.

  1. Qual é a sua estratégia de negócio? Para conseguir o alinhamento entre transformação digital e projetos e liderar as organizações com base nisso, é preciso uma estratégia comercial com uma abordagem mais ampla. Isso evita de os líderes irem pelo caminho do desempenho organizacional com base em tecnologias digitais somente com uma ferramenta específica. Primeiro, é preciso metas concretas bem estabelecidas, para depois decidir quais serão as ferramentas digitais. E com um pensamento bastante claro de que não existirá uma única tecnologia que fornecerá aquilo que se busca, mas descobrir que  a melhor combinação entre ferramentas pode variar de um lugar para outro.
  1. Você está olhando para dentro? Outra dica sobre a combinação entre transformação digital e projetos é alavancar as pessoas de dentro da organização. É comum que as empresas que pretendem implementar iniciativas de transformação digital acabem optando por consultores externos. Contudo, também é igualmente comum que os consultores externos acabem aplicando soluções prontas com o argumento de ser uma “boa prática”. Uma abordagem diferenciada é confiar no que os especialistas denominam como sendo “insiders”, colaboradores com conhecimento aprofundado sobre aquilo que pode funcionar e também o que não terá êxito dentro das operações rotineiras.
  1. Qual o fluxo de projeção da experiência do cliente? Aqui, o ideal é que a combinação entre transformação digital e projetos consiga projetar a experiência do cliente de fora para dentro. Como, nesse caso, o objetivo da transformação digital é melhorar a satisfação e aproximar os clientes, é imprescindível que antes mesmo de colocar em prática qualquer esforço exista uma etapa de diagnóstico no qual os próprios clientes contribuam. A melhor maneira de encontrar os pontos que devem ser alterados e entender como fazer isso é conseguir informações detalhadas com os clientes.
  1. Os colaboradores estão com medo de serem substituídos? Quando o misto entre transformação digital e projetos é visto como uma ameaça aos empregos, os funcionários poderão (de forma consciente ou inconsciente) oferecer uma forte resistência às mudanças. Para eles, na ocasião acima, se a transformação digital não for eficaz, o caminho natural é que a administração das empresas acabe deixando de lado os esforços e, por conta disso, os empregos estarão seguros novamente. Portanto, a liderança tem um papel fundamental em entender e reconhecer quais são os medos dos colaboradores e ressaltar o processo digital como um benefício. Os funcionários devem perceber a transformação digital como uma oportunidade para aperfeiçoar seus conhecimentos e habilidades de acordo com as demandas que surgirão futuramente no mercado.
  1. Qual é a cultura da sua empresa? Por fim, uma recomendação dos estudiosos, é trazer a cultura de startup para dentro. Lá, as decisões são ágeis, há uma prototipagem rápida e estruturas horizontalizadas. A transformação digital e projetos não são 100% certos, pelo contrário, as mudanças precisam ser feitas, mesmo que provisoriamente, e depois serão ajustadas durante o caminho. Também há um envolvimento geral de todos os grupos que fazem parte da organização. Por isso, não se consegue ter uma hierarquia tradicional, e é indicada uma estrutura separada do restante da organização.

Vamos continuar nossa conversa sobre transformação e projetos com foco na experiência do usuário? Deixe um comentário ou fale conosco!

Mindset digital: o que é e quais as características da liderança inovadora

Mais do que somente focar em tecnologia, para realizar um processo de transformação digital, é imprescindível pensar no desenvolvimento do mindset digital. Para tanto, inclui-se um planejamento bem estruturado de como inserir uma nova cultura organizacional e, por sua vez, iniciar uma transição na mentalidade dos times internos e, em primeiro lugar, da liderança. Ou seja, repensar os modelos tradicionais de processos da organização. Com isso, ganha-se em flexibilidade e adquire-se uma visão global do mercado. É uma consequência da construção contínua do que se entende de modelos de negócio e da própria reestruturação das atividades realizadas pelos colaboradores.

Liderança com mindset digital

Os líderes têm um protagonismo inevitável no caminho da disseminação do mindset digital. É preciso adotar determinadas posições e, acima de tudo, repensar em conceitos antigos no qual se baseia a liderança. Para se aprofundar nas características de um líder com mindset digital, trouxemos quatro iniciativas apontadas pela Gartner.

  1. Foco nas pessoas: mais do que fazer o gerenciamento do “trabalho”, as lideranças com mindset digital precisam envolver as pessoas e inspirá-las a participar. É fundamental que o líder saiba qual o objetivo que quer alcançar ao propor iniciativas. Mas, mais do que isso, deve ouvir os colaboradores desde o começo, questionando sempre qual a visão deles sobre o resultado proposto.
  1. Mais segurança: é importante que no mindset digital, a liderança remova inseguranças individuais e ajude o colaborador no processo de definição de qual é sua parte na missão, além de fornecer perspectivas de recompensas. Para tanto, é preciso determinar qual a natureza e volume das tarefas que devem ser realizadas e conseguir o comprometimento das pessoas.
  1. Colaboração é a chave: no mindset digital, a colaboração ganha um espaço especial na liderança. Então, é essencial ter um propósito compartilhado, o engajamento individual e coletivo e o comprometimento. O papel da liderança está em encorajar e orientar os colaboradores, individual e coletivamente, a evoluir na direção da colaboração.
  1. Compartilhamento planejado: em ambientes verdadeiramente colaborativos, há uma segurança a partir de processos pré-definidos, pois assim os líderes saberão precisamente quais decisões ou instruções deverá realizar. Também permitirá uma visão maior de quando entregar a liderança para outros e quem é a pessoa certa para cada situação.

No plano da Gartner, a liderança deve ter visão (digital, para inspirar e motivar), métricas (medir e monitorar o progresso da mudança), implementar (recursos humanos envolvidos para monitorar e avaliar o desempenho e a reação a mudanças digitais) e paciência (não esperar resultados imediatos).

Boas práticas para criar um mindset digital

E agora, a liderança está disposta a implementar o mindset digital, mas o que fazer? Mark Bonchek, trouxe algumas fases necessárias para criar a mentalidade digital. Separamos os pontos principais em:

Visão e incerteza: os modelos digitais não são lineares. Quando se começa a implementação de um mindset digital, tenha em mente que eles são como uma curva. É preciso perceber que haverá uma incerteza, mas que não existe um plano passo a passo.

Coragem e paciência: diversas empresas, no decorrer do desenvolvimento do mindset digital, dão o primeiro salto e iniciam a jornada, mas ainda não conseguem ver a curva. É preciso entender que tudo acontece em seu ritmo e não obedece ao senso de urgência de muitos gestores. Por isso, preste atenção quando surgir uma certa impaciência. É preciso coragem de perseverar.

Agilidade e controle: depois da incerteza dos dias iniciais, acaba-se chegando na “curva”. O crescimento acelera e nem sempre se consegue acompanhar. Por isso, aqui, é fundamental tentar manter o controle. Mas nada de se sustentar em práticas antigas, saiba inovar na mobilização e gerenciamento de recursos. Menos controle de pessoas, mais controle de princípios. É comum que os líderes estejam mais acostumados a tomar decisões do que dar poder às decisões. É essencial mudar.

O mindset digital requer preparação, incluindo se abrir para incertezas que aparecem inevitavelmente. Quer saber mais como entrar nessa fase e superar os desafios? Converse conosco!

Buzz e transformação digital: potencialize o poder da sua rede de clientes!

Contar com uma rede de clientes é algo muito importante para quem pretende provocar a transformação digital na empresa. É o que David L. Roger, em “Transformação digital: Repensando o seu negócio para a era digital”, afirma. Para isso, é preciso conhecer os objetivos dentro de uma estratégia elaborada com foco na rede de clientes. Com isso, além de conhecer profundamente o cliente que é o alvo dessa aproximação, é possível iniciar a concepção das ações que serão traçadas.

A concepção de uma estratégia de transformação digital com base na rede de clientes possui alguns comportamentos centrais, conforme apontado pelo especialista. São cinco conceitos extremamente valiosos, cujo objetivo é auxiliar na geração de ideias qualificadas para um determinado projeto. Primeiro, se faz um resgate dos objetivos propostos para os clientes específicos, aqueles que serão capturados pelas ações definidas. Também se leva em conta outros aspectos, como as necessidades e desafios dele. Depois disso, é possível escolher uma ou até mais dentre as cinco propostas que iremos apresentar na sequência sobre os comportamentos centrais das redes de clientes:

  • Acessar: rápido, fácil, sempre presente, sempre ligado.
  • Engajar: uma fonte de conteúdo relevante.
  • Customizar (personalizar): adequar os fatores “cliente” e “oferta”.
  • Conectar: estar próximo e fazer parte das conversas com quem é o foco.
  • Colaborar: solicitar a colaboração do cliente para a co-criação de melhorias no seu negócio.

Para entender como as informações se conectam, caso uma pessoa esteja pretendendo ir para o lado do engajamento, em que se tornará uma ótima fonte de conteúdo relevante para o seu cliente, como em um diferencial Premium para VIPs, há de se pensar em criar vários tipos de conteúdo. Um dos tipos pode ser um vídeo em que há uma explicação fácil, recomendações baseadas em preferências individuais, entre outros. É possível uma estratégia ampla e um objetivo com diversos conceitos.

O especialista em transformação digital recomenda ainda determinadas perguntas para conseguir manter o foco na criação de valor para o cliente:

Acessar: como tornar a experiência rápida e fácil? Como integrar interações? Como tornar mais acessível e automatizado?

Engajamento: como atrair atenção? Quais desafios o conteúdo poderia resolver? Alguém que não seja da empresa recomendaria o seu conteúdo?

Customização: quais as diferenças das necessidades e interesses do cliente? Por que um experiência customizada? Como ajudar a fazer a escolha certa sem ultrapassar limites?

Conexão: que conversas importantes para você estão acontecendo entre os seus clientes? Como melhorar a conversa sem se tornar um intrometido? Como aprender com elas? Como contribuir com elas?

Colaboração: quais seriam as competências dos clientes utilizadas para alcançar o sucesso? Como fariam isso? Qual seria o motivador dos clientes? Como garantir aos clientes o sentimento de validação e recompensa?

Transformação digital e marketing

No funil do marketing, há determinadas etapas que serão impactadas por cada um dos comportamentos acima. Basta imaginar que é preciso atrair, nutrir e, somente depois, vender. Em um primeiro momento, quando se está no começo do funil de vendas, as estratégias de engajamento e acesso podem otimizar a conversão inicial de um potencial cliente e aproximá-lo da empresa. Já, na sequência, a customização e a conexão  evoluirão o relacionamento, no que consideramos o meio do funil. Por fim, no fundo do funil, a colaboração fará com que suas oportunidades se tornem em vendas e, inclusive, poderia fazer o importante papel de pós-vendas.

Tendo isso em vista, quando há um buzz do negócio, em um marketing formado por uma rede de clientes, no qual os pares indicam entre si experiências, produtos e serviços, deve-se aproveitar para otimizar a evolução do funil de vendas e colocar mais clientes para dentro da sua base. Utilizar sua rede de clientes para gerar o buzz marketing é algo bastante natural, afinal, se espera que aquilo que está sendo oferecido seja tão valioso e entregue uma experiência com tamanha qualidade, que tal entrega seja repassada para frente como uma recomendação. Então, ao utilizar as estratégias que exploram os comportamentos explicados anteriormente e que impactam diretamente no funil do marketing, é fundamental que a disseminação “boca a boca” esteja entre as alternativas de ação. Atualmente, as empresas conseguem mensurar e monitorar como está sendo a propagação das suas ofertas e, se necessário, reverter situações ou aproveitar oportunidades.

Quer entender melhor como o buzz marketing e a transformação digital se conectam? Converse conosco!

Transformação digital: você sabe em que estágio a sua empresa se encontra?

Por qual motivo, ao passear em uma feira de rua, você decide por comprar em uma barraquinha de frutas e não em outra? Isso é um reflexo de que os diferenciais competitivos fazem parte de qualquer tipo de negócio. E de qualquer época. Se, em determinado período, a energia elétrica era considerada a grande revolução tecnológica e pilar para os negócios, atualmente também temos um similar que causa um impacto semelhante e interfere na competitividade e, até mesmo, na sobrevivência das empresas no mercado. Em um estudo da Deloitte, 94% das empresas chegaram em um acordo: a transformação digital é a prioridade estratégica delas.

Pensando no que se vivencia nos dias atuais, é inegável que as ferramentas tecnológicas têm promovido uma importante combinação entre aumento de produtividade e capacidade com um ótimo custo-benefício. A lógica é investir agora para expandir depois, seja em tamanho, capacidade ou qualidade. Contudo, voltando para a pesquisa da Deloitte, um ponto a ser considerado é que mesmo tendo em mente o quão fundamental é avançar nas estratégias de transformação digital, nem sempre as empresas conseguem explorar a gama de possibilidades oferecida. As dificuldades vão desde o ritmo frenético de mudanças, que nem sempre é acompanhado pela liderança, até compreender e se adequar com as regras e desafios que surgiram no decorrer da evolução da tecnologia e, por sua vez, do próprio comportamento humano. Entenda em qual estágio sua empresa se encontra nesse cenário.

Os estágios e modelos da Transformação Digital

Para entender o estágio no qual se encontra sua empresa, a Deloitte produziu outro relatório, desta vez apurando quais são os modelos de negócio na era digital, pensando na transformação digital. Abaixo, separamos os quatro modelos apresentados e um breve resumo. Confira:

  1. Modelo Tático: em um modelo tático é comum encontrar tecnologias e processos com focos bastante claros, eles estão trabalhando em conjunto para atingir metas e objetivos que já foram determinados. Os olhares estão voltados para alcançar eficiência e eficácia. Os processos de negócios não são submetidos a reengenharias para que exista uma adaptação ao que tange aos princípios da economia digital.

No relatório, são apontadas as características e, igualmente, as desvantagens do modelo de negócio digital Tático são levadas em consideração. No Modelo Tático, apresentam-se como desvantagens uma necessidade de investimentos em silos e investimentos não estratégicos, uma abrangência diminuída, com uma restrição somente a determinadas pessoas dentro da organização e, em conjunto, uma estratégia digital que carece de coerência.

  1. Modelo Centralizador: grande parte das empresas encontra-se no meio da transição de Tático para o Modelo Centralizador. Com isso, adquirem competências digitais e investem em iniciativas centralizadas em uma unidade central. Há ainda um ganho na governança dos custos e na priorização da estratégia digital. Outro ponto importante deste modelo de negócio dentro da transformação digital é que a equipe central tem uma conexão e trabalha com as demais. E se mantém uma tendência à eficiência. Em contrapartida, como desvantagem, é apontado o fato de que a responsabilidade pela estratégia digital é restrita, pois não existe um compartilhamento com os líderes do negócio.
  1. Modelo Champion: um passo importante para o desenvolvimento da transformação digital dentro da empresa é a migração para o Modelo Champion, pois aí sim existe uma estratégia digital que é implementada e, principalmente, comunicada para todos. As palavras-chave são: compartilhamento de conhecimento, formação e capacitação. No Modelo Champion, a liderança entra com um apoio irrestrito e a empresa passa a trabalhar com inovação, design thinking e data Science.
  1. Modelo Business as Usual (BaU): um Modelo BaU é onde se encontram as organizações verdadeiramente digitais, pois há uma cultura digital, processos digitais, entre outros. O digital está em tudo e faz parte da rotina. Há uma flexibilidade em relação a mudanças e a extinção de áreas centralizadoras ou equipes e unidades de negócio digitais.

E como realizar uma análise do estágio digital? São recomendadas perguntas voltadas para investigar os clientes, a estratégia e liderança, os produtos e serviços, a organização e talentos e a operação. Questione-se sobre a melhor visão de liderança para a estratégia digital, a melhor abordagem de comunicação com os clientes no meio digital, a habilidade de desenvolver e gerenciar produtos ou serviços, se há talentos ou organização que apoiam o que é oferecido e se os processos e tecnologias digitais oferecem suporte a operações da empresa.

Quer entender mais sobre diagnóstico do modelo digital e como alcançar a transformação digital? Converse conosco!

Guia para transformação digital: alguns pontos essenciais para a estratégia de sucesso

Novos referenciais são os agentes de mudança nas empresas. Por isso, quando se pensa em transformação digital, é necessário entender o que precisa servir de norte para que sejam formuladas estratégias em um cenário digital. Em Transformação digital: Repensando o seu negócio para a era digital, David Rogers elenca cinco domínios para guiar uma estratégia digital: clientes, competição, dados, inovação e valor. Entender cada um e identificar o grau de maturidade deles dentro do negócio pode, além de servir de ponto de partida para mudanças, fornecer um diagnóstico do próprio estágio de maturidade e crescimento digital.

Com a consciência dos cinco domínios propostos por Rogers, as empresas conseguem estabelecer um guia de transformação digital e passar a trabalhar com conceitos-chave que levarão até respostas e resultados diferentes do tradicional. É fundamental compreender que ninguém está mais sozinho, os negócios estão conectados e as pessoas estão conectadas. Para desenvolver melhor os conceitos que  auxiliarão a criar seu próprio guia de transformação digital,  destrincharemos os domínios apontados pelo especialista.

Transformação digital: 5 domínios para guiar sua estratégia

  1. Clientes: as tecnologias digitais fazem com que se analise determinados aspectos a partir de uma nova ótica. Na transformação digital, um dos pontos iniciais a ser observado são os clientes. De acordo com o especialista, anteriormente, pensando em uma teoria convencional, os clientes eram interpretados como um aglomerado de atores impactados pelo marketing e a propaganda. Outro ponto, é que se esperava focar em um produto que pudesse abranger o máximo de clientes possíveis e usar mídias e mensagens de massa, falando com o maior número de pessoas ao mesmo tempo.

Com a transformação digital, há uma transição entre os mercados de massa para a rede de clientes. Dessa forma, os clientes se conectam e interagem com as marcas e com os próprios pares. Por conta das ferramentas tecnológicas e dessa maneira como se conduz as relações de compra, as empresas também precisam redesenhar nos seus funis de marketing o processo que leva o cliente a descobrir e adquirir o produto ou serviço.

  1. Competição: o próximo aspecto da transformação digital é sobre competição. Novamente, do ponto de vista tradicional, a competição e a cooperação não andavam juntas. Era aquela história de rivalidade entre empresas, mesmo que fossem muito parecidas. E, por sua vez, cooperavam com fornecedores. Mas o mundo sem fronteiras setoriais proposto pela transformação digital está mudando esse panorama. Os desafios estão mais em concorrentes que podem ser considerados estranhos ao setor do que aquelas empresas que são parecidas entre si. Também é importante citar que o modelo de negócio de plataforma tem permitido uma interação muito maior. 
  1. Dados: o que as empresas estão produzindo, como estão fazendo a gestão e, por fim, de qual forma estão fazendo uso dos seus dados? Se antes os dados vinham a partir de pesquisas de clientes e inventários físicos, a transformação digital fez cair uma chuva de dados. E eles estão vindo de interações internas e externas. Mídias sociais, mobile e outras ferramentas tecnológicas são ótimos meios para ter acesso a mais dados. O que permite fazer diferentes tipos de previsão, descobrir padrões e entregar mais valor. A inteligência dos dados saí de determinados setores e passa a influenciar o negócio por inteiro.
  1. Inovação: inovação e transformação digital caminham lado a lado. Aqui, a inovação entra como o processo que é estabelecido para a criação de ideias até o lançamento no mercado. Mas não se pensa mais com o foco antigo, do produto finalizado e com alto custo. As tecnologias permitem que o aprendizado não acabe e que existam etapas de rápida experimentação, assim como protótipos de viabilidade mínima, os MVPs.
  1. Valor: quando se fala em valor significa aquilo que o negócio entrega ao cliente. Com a transformação digital, a proposta de valor não é mais imutável, passa-se a acompanhar as necessidades que vão surgindo e sendo definida por elas. Para isso, é preciso estar sempre atento ao que é oportunidade e criar valor, não apenas esperar uma mudança se tornar crucial para tomar alguma ação.

Como sua empresa está em cada domínio acima? É preciso agir.  Deixe suas dúvidas e opinião em nossos comentários.

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Negócios digitais: 5 características das empresas que estão virando o jogo

Em uma era em que os negócios digitais estão reformulando conceitos e apresentando novos cenários, as empresas encontram-se em uma corrida para se adaptarem. Quem não estiver atento ao que está acontecendo ao redor e se manter fixo em uma visão do passado, pode não ir muito longe. Atualmente, mais do que imaginação, é preciso desconstruir-se para compreender que o futuro não tem limite. É o que as empresas que estão virando o jogo estão fazendo. É essencial o entendimento de que a comunicação transparente, a cultura empresarial, o engajamento dos colaboradores e a liderança são mais do que fatores que serão resolvidos por meio de processos burocráticos e engessados.

De acordo com a Deloitte, ao falar sobre modelos de negócios digitais e, justamente, em uma transformação que não obedece limites ou fronteiras, há certos dilemas econômicos que precisarão ser resolvidos. Há um certo descompasso quando se coloca lado a lado as culturas e estruturas de grande parte das empresas com aquilo que os negócios digitais necessitam. Por exemplo, não é incomum que apesar de possuir tecnologia de ponta e de alta performance, o entrave esteja, justamente, na forma com que se lida com os processos. Ou seja, o uso limitado da tecnologia dentro de um contexto fechado.

Dentre os diferenciais dos negócios digitais que estão pensando em inovação, há ainda mais dois embates apontados pelos estudos que estão sendo superados. Um deles é que ao em vez de pensar nos retornos, nos resultados, a atenção está voltada para os processos em si. Mais do que se aprofundar e planejar qual será a entrega de valor, o mindset está emperrado na forma. Também existe a questão de profissionais que são digitais, mas que têm que combater uma matriz de trabalho baseada em preceitos analógicos. Por conta disso, o relatório sobre modelos de negócios digitais aponta 5 itens que caracterizam as novas circunstâncias:

  1. cultura aberta;
  2. processos flexíveis;
  3. modelos dinâmicos;
  4. pessoas engajadas;
  5. objetivos estratégicos.

Em outra ocasião, falando sobre engajamento e cultura da empresa, dois fatores que fazem parte da característica dos negócios digitais, a Deloitte trouxe um exemplo de transformação cultural que fez uma empresa virar o jogo. Os princípios-chave dessa virada foram:

  • a liderança gera cultura. A cultura impulsiona o desempenho;
  • processos, políticas e sistemas alinhados com propósito e valores;
  • resultados mensuráveis, relatados interna e externamente, fornecendo parâmetros de progresso.

É o resultado da combinação das 5 características que integram as empresas que estão caminhando para o futuro nos negócios digitais. Contudo, além disso, há um desafio bastante significativo que deve ser tratado com muito planejamento e consciência: o embate de gerações.

Os desafios dos negócios digitais

Como a Gardner define, os negócios digitais prioritariamente tratam da criação de designs diferenciados de negócios, no qual o foco não está no mundo físico e digital. A questão pende mais para a interação e as negociações que envolvem as duas pontas, o próprio negócio e o restante. Para isso, os líderes precisam de habilidades específicas, inclusive para a criação de novos papéis fundamentais na estrutura das empresas, pessoas que desenvolverão a transformação digital e levá-la a outro patamar.

Se as pessoas são um elemento tão imprescindível, como lidar com o embate de gerações em um mesmo time? Para vivenciar os negócios digitais, é preciso um alinhamento. Mas com todos exaltando as qualidades das novas gerações, conectadas e nativas digitais, é possível existir essa sinergia? Especialistas alertam: é preciso encontrar processos que facilitem essa comunicação. Por exemplo, fazer uma combinação entre formalidade e atualidade, principalmente na forma como cada um se comunica com o outro. Depois, é preciso estabelecer regras claras para todos. O mesmo vale para a diversidade de meios de comunicação, não basta se manter focado somente em um, entenda como cada um sente-se mais confortável.

Analisando as particularidades de cada um e os novos caminhos dos negócios digitais, faz sentido pensar na personalização. Portanto, individualizar a comunicação pode funcionar melhor do que generalizar de acordo com a idade e geração da pessoa. O mesmo é válido para as diferenças entre valores, aqui é fundamental empatia de ambas as partes, para ajudar a entender o outro. A partir disso, torna-se mais natural estar disposto a ensinar e a aprender.

As empresas que estão olhando para os negócios digitais, precisam pensar nas particularidades que as diferenciarão  das demais, isso inclui as características intrínsecas da transformação digital e também as consequências para as pessoas que compõem os times. Quer saber mais sobre o tema? Tire suas dúvidas e escreva para nós.

É possível acelerar a transformação digital nas empresas?

Fazer acontecer a transformação digital nas empresas não é apenas uma questão de tendência, essa é uma forma de garantir a permanência no mercado. Se o negócio não está preparado, por exemplo, para oferecer uma experiência adequada ao consumidor, certamente seus resultados serão impactados. Isso quer dizer que é preciso estar atento ao que a evolução tecnológica está trazendo de novidade e o que está se tornando cultural. Para se ter uma ideia, segundo dados da Google, os consumidores estão mais impacientes, 53% deles abandonam sites que demoram mais de três segundos para carregar. Ou seja, fazer uso da tecnologia corretamente é mais do que uma oportunidade de manter o público próximo, é uma necessidade.

Outro ponto relacionado com a transformação digital nas empresas e a expectativa do consumidor é a aproximação e a personalização. As experiências personalizadas e com relevância promovem conexões valiosas que impactam no alcance das metas do negócio. No Estados Unidos, 89% dos profissionais de marketing afirmam que a personalização de conteúdo dos sites ou aplicativos resulta em crescimento de receita. E como promover a personalização? Por meio do uso de dados de forma inteligente, uma característica forte da transformação digital. Acaba sendo tão natural que cerca de 63% das pessoas esperam que as marcas façam mesmo o uso dos seus históricos de compra para customizar as experiências que oferecem.

São diversos meios de fazer com que as possibilidades tecnológicas trabalhem a favor do negócio e conectem as marcas com os consumidores. Para quem está começando esse processo, é essencial entender que a transformação digital nas empresas pode, sim, ser acelerada. O ponto-chave é pensar grande, entender sobre o impacto de um novo contexto no mercado, mas começar dentro dos seus limites. Planejamento é a palavra de sucesso. Por isso, começar pequeno não é algo ruim, pelo contrário, planejar e dar passos conforme as possibilidades do negócio é uma ótima combinação.

Mais dados, mais rapidez, maior performance. A transformação digital nas empresas tem muito a somar com os resultados. Por meio dos dados, da sua reunião e análise, é possível aumentar a compreensão do mercado, dos clientes e do próprio momento do negócio. Para tornar realidade as oportunidades da evolução tecnológica, além do planejamento, há alguns tópicos que podem contribuir para acelerar o processo e, consequentemente, os resultados. Confira as nossas dicas na sequência.

5 dicas para acelerar a transformação digital nas empresas

Entender que a transformação digital nas empresas é essencial já é um excelente começo. Agora, o próximo passo é colocar em prática ações que permitam criar estratégias que fornecerão um upgrade na transformação digital, agilizando e acelerando os processos. Entre as ações, selecionamos alguns exemplos da especialista Maribel Lopez que podem servir como dicas norteadoras.

  1. Cloud computing para simplificar: diversos softwares têm adotado a simplificação por meio da transição para SaaS (software como serviço), além de fazer uso da infraestrutura de empresas de IaaS (infraestrutura como serviço). Dessa maneira, os clientes obtêm acesso a um software mais simples e fácil não só de usar, mas também de atualizar. Em muitos casos, a transformação digital nas empresas ocorre quando há simplificação de serviços.
  1. Cloud e big data permitem a personalização: a nuvem possibilitou escala, flexibilidade e oportunidade de novos modelos de negócios, como a personalização. Diversas marcas estão utilizando machine learning para garantir aos seus clientes um produto personalizado e, novamente, com agilidade na entrega.
  1. Novas interfaces para mais experiências: considerando a última era do design, a mobilidade esteve no seu auge, permitindo que o design de experiência do usuário trabalhasse com touch, app stores e desenvolvimento de telas menores. Atualmente, é possível pensar na transformação digital nas empresas fazendo uso de mais campos, como interfaces de voz, realidade aumentada e experiências imersivas com realidade virtual.
  1. Desafios da mudança comportamental: para acelerar a transformação digital nas empresas é preciso não subestimar os desafios com a mudança comportamental. Sempre que se altera um processo, é fundamental que o resultado seja significativamente mais desejável para criar uma mudança de comportamento. A questão está na criação de uma experiência do usuário superior em relação à funcionalidade, facilidade de uso e facilidade de treinamento.
  1. Capacitação da equipe: se é preciso se preocupar com as mudanças comportamentais do usuário, é imprescindível considerar a capacitação da equipe para absorver tais mudanças. A transformação digital das empresas precisa estar alinhada com a maturidade dos profissionais do time. Por isso, quanto mais conhecimento, maior a aceitação e, por sua vez, a capacidade de inovação.

Como está sendo a sua experiência com a transformação digital? Conte para nós. Para saber mais sobre o assunto, continua nos acompanhando!

Transformação cultural: por que a mudança no mindset é o primeiro passo para a transformação digital?

Você já deve ter ouvido falar muito sobre mindset. Sobre “o mindset da empresa”, o “mindset da equipe”, um “mindset de empreendedor” e assim por diante. Mas qual é o significado isso? Além da definição do termo, que diz respeito aos valores e predisposições de um grupo ou de uma pessoa para adotar determinado padrão de comportamento, o mindset está intimamente ligado com a transformação cultural e a transformação digital. Em “Mindset: A nova psicologia do sucesso”, Carol Dweck traz dois tipos de mindset que precisam ser compreendidos, pois é a partir do entendimento de cada um deles que se torna factível uma verdadeira mudança. Veremos mais na sequência.

Seguindo o pensamento de Dweck, a transformação cultural pode ser associada ao mindset quando se fala, por exemplo, da diferença entre ouvir opiniões de sábios sobre assuntos que exigem expertise e, por sua vez, entender como e de qual forma a assimilação desses pontos de vista podem ser aplicados a você. A opinião que cada um adota de si, de acordo com as pesquisas levantadas pela publicação, é um fator determinante para a nortear a vida da pessoa. Uma simples crença começa a ter grande  poder a partir da concepção de qualidades imutáveis, no qual nos deparamos com o primeiro tipo de mindset, o mindset fixo. Aqui há um pensamento fixo, imutável, no qual há uma constante necessidade de provar o próprio valor.

Existe ainda mais um tipo de mindset identificado por Carol Dweck. Nele, não há uma pré-determinação de qualidades que irão acompanhá-lo para sempre. Ou, como é explicado no livro “Mindset”, a inteligência, a personalidade e o caráter, assim como demais características, não devem ser consideradas como cartas de um baralho, no qual cada um recebe as suas e deverá viver sempre tentando convencer a si e aos outros “jogadores” que tem um belíssimo jogo em mãos, mas com medo, em seu íntimo, de ter apenas poucas e fracas combinações. Trata-se apenas do começo. Cada um recebe suas cartas, mas estará livre para desenvolvê-las. É o chamado mindset de crescimento.

No mindset de crescimento, bastante importante para a transformação cultural, se dá justamente a oportunidade de mudar, de evoluir. Ele está arraigado na crença de que cada pessoa consegue cultivar qualidades básicas a partir dos esforços particulares. Mais do que acreditar que é possível se tornar qualquer coisa, como um gênio em diferentes artes, o cerne da questão está no verdadeiro potencial que, por sua vez, é desconhecido. Por isso, não há nada fixo, pois não é possível antever o que alguém conseguirá alcançar após períodos que envolvem “paixão, esforço e treinamento”.

Da transformação cultural para a transformação digital

Entender se há um mindset digital é também estar aberto para o mindset de crescimento. E, para que se chegue até a transformação digital, é fundamental que exista uma transformação cultural. São eventos interligados. A questão da adaptação, trazida pelo mindset de crescimento, no âmbito digital se torna mais clara como quando abordada pelos especialistas da Deloitte no artigo “Achieving digital maturity”. Na publicação, coloca-se como uma premissa do mundo atual, a capacidade de integrar-se com ambientes de mercado cada vez mais digitais, aproveitando-se das tecnologias digitais.

Mas como prosseguir para o mindset digital? A partir de uma pesquisa global que envolveu mais de 3.500 gerentes e executivos, MIT Sloan Management Review e Deloitte elencaram cinco práticas de quem está fazendo uma transformação cultural em prol de uma transformação digital. São elas:

  1. a implementação de mudanças sistêmicas na forma de organizar e desenvolver forças de trabalho estimula a inovação no local de trabalho e cultiva culturas e experiências digitais;
  2. trabalhar com horizontes de planejamento estratégico mais longos é um diferencial de organizações mais maduras digitalmente, com 30% olhando para cinco anos ou mais contra 13% das organizações com menor maturidade digital;
  3. dimensionar pequenos experimentos digitais em iniciativas que tenham impacto no negócio, descobrindo de forma perspicaz e disciplinada como financiar tais empreendimentos para que não enfraqueça diante das necessidades de investimento mais imediatas;
  4. ser um ímã de talento, fazendo com que os colaboradores e executivos sintam que há espaço para o desenvolvimento de suas habilidades digitais;
  5. assegurar que os líderes tenham a visão necessária para liderar uma estratégia digital e disposição para comprometer recursos para alcançar essa visão.

A importância da transformação cultural para a transformação digital está relacionada com a estratégia de negócios, principalmente para se manter a par das evoluções e revoluções demandadas pelo ambiente que está sendo estruturado e desenvolvido pela tecnologia. Quer saber mais como mudar o mindset para alcançar esse objetivo? Continue nos acompanhando ou entre em contato.

Desafios da transformação digital: a sua estratégia está indo para o lado certo?

Quando se pensa nos desafios da transformação digital, é comum imaginar os obstáculos que a tecnologia terá que superar, assim como as diferentes inovações que terão que ser consideradas. É uma lista que engloba machine learning, big data, business intelligence, inteligência artificial e por aí adiante. Independentemente das variáveis, o foco é na inovação. Mas, como exemplifica a professora de Harvard, Linda Hill, em seu TED sobre criatividade coletiva, a inovação ainda está diretamente ligada com uma imagem mental de Einstein tendo aquele momento “Aha!”, por mais que todos saibam que isso é um mito. Inovações, de acordo com Hill, não são sinônimo ou decorrência de um gênio solitário em um processo de criação individual, mas sim com o que é chamado de genialidade coletiva.

Então, por conta disso, os desafios da transformação digital acabam sendo mais organizacionais do que tecnológicos. Por mais que as inovações da Indústria 4.0 continuem evoluindo em um ritmo frenético, elas ainda são um paradoxo. Como traz a professora Hill, o coração da inovação é um paradoxo. Isso porque é preciso atuar com as pessoas, liberando talentos e paixões em prol de um trabalho que seja útil. Dito isso, é preciso ver a inovação ainda como uma jornada composta por pessoas que são especialistas em áreas diferentes e possuem pontos de vista que não se assemelham, mas que somam.

Vendo além da tecnologia, consegue-se entender porque em alguns casos as empresas não conseguiram superar os desafios da transformação digital. Gerald C. Kane, em “Is the Right Group Leading Your Digital Initiatives?”, fala sobre o case da Marriott Hotels. Na ocasião, com o foco somente em tecnologia, um dos principais executivos da Marriott liderou um movimento em prol de uma refinação tecnológica, o que culminou no desenvolvimento de um sofisticado aplicativo voltado para o cliente, com recursos inovadores, como o check-in móvel. No entanto, não havia uma integração com as operações da cadeia de hotéis, fazendo com que a entrega da tecnologia fosse apenas parcial. Ou seja, focar apenas nas inovações tecnológicas pode fazer com que mudanças organizacionais passem desapercebidas.

O fato é que a transformação digital tem se tornado um imperativo para cada vez mais empresas. Mas a questão que fica é sobre quais caminhos estão sendo seguidos. Nos tempos atuais, o entendimento da necessidade da transformação digital acaba sendo mais fácil. Contudo, isso não significa que não existam dificuldades. Em “Is Your Digital Transformation Focused on the Wrong Strategy?”, artigo da Deloitte, são explicitados alguns pontos que precisam ser superados e que veremos na sequência.

Os principais desafios da transformação digital

Como nem todos estão explorando as possibilidades e inovações estratégicas, é fundamental compreender o que pode estar travando a transformação digital na empresa. Não só o ritmo acelerado que pode dificultar o acompanhamento das novidades, mas também a necessidade de novas regras e estruturas. Pensando nisso, reunimos alguns dos desafios da transformação digital.

Orçamento: quando se fala na transformação digital, de acordo com as pesquisas apontadas no artigo da Deloitte, existe uma relação de mais investimentos altos em operacional e TI e menos com gastos futuros e P&D. A média, extraída de pesquisa, é de 30% do orçamento operacional ou de TI em iniciativas de transformação digital versus somente 11% de orçamento de P&D para tal.

Mentalidade defensiva: outra questão é que embora muitos líderes façam uma associação de melhorias operacionais e de TI com o crescimento estratégico, um dos desafios da transformação digital está na associação do crescimento de receita a partir de novos produtos orientados para P&D ou modelos de negócio. Por isso, mesmo quando há uma economia significativa de tempo e custos, pode ser que não se traduza em lucros mais altos. No lugar disso, a transformação digital pode ser vista como um investimento defensivo, feito para proteger, mas não para ampliar o negócio.

Cultura organizacional engessada: em vez de construir novos modelos de negócios, muitos preferem permanecer na inércia. Ou seja, a tecnologia novamente é vista como uma proteção ao que é ofertado atualmente, mas não consegue ser vislumbrada como uma forma de construir e estruturar novos modelos de negócio e produtos.

Complexidade técnica: as transformações digitais decorrentes da Indústria 4.0 fazem com seja necessário adentrar em um novo cenário que, por sua vez, traz riscos desconhecidos. Se não houver uma compreensão dos problemas que muitos temem, como cyber segurança e riscos de propriedade intelectual, pode-se simplesmente concluir que não é factível ou interessante buscar meios alternativos de utilizar a tecnologia para levar até fluxos de novas receitas.

Ainda há mais que se considerar dentre os desafios da transformação digital, mas o principal é manter o olho na tecnologia, mas o pensamento no coletivo e nas pessoas. Quer saber mais sobre os possíveis obstáculos e como superá-los? Entre em contato!