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Plataformas digitais e o futuro dos negócios, como não ficar para trás?

As empresas de plataformas digitais têm despertado olhares atentos. Afinal, quais são seus diferenciais de mercado? Elas costumam ser bastante distintas, mas, independente disso, têm alcançado um estrondoso sucesso. Por conta dessa razão, há uma grande expectativa para o futuro. Quem se tornará o próximo Uber ou Facebook? Tais indagações estão causando um movimento entre os executivos de negócios estabelecidos, no qual estão priorizando as plataformas digitais dentro de suas estratégias. A partir disso, o principal é saber como não ficar para trás e quais são os primeiros passos.

De acordo com os economistas Richard Schmalensee e David S. Evans, agora é a melhor hora para investir em plataformas digitais. É o caminho para o sucesso. Porém, para trilhar a estrada rumo a um novo modelo de negócios, é importante seguir o aviso dos especialistas: não é tão fácil criar um negócio plataforma, é preciso preparo. Em uma das publicações de Schmalensee, há o conceito de um modelo que conecta diferentes grupos. O que, segundo ele, não é novidade, mas em uma era de transformação digital, ficou mais fácil estabelecer interações. Uma facilidade que precisa entendimento para gerar inovação.

A transformação digital é um dos temas que empresas que pretendem migrar para o modelo de negócio das plataformas digitais precisam conhecer. É uma realidade que inclui a necessidade constante de inovação de um mundo acelerado e conectado. Para entender sobre o novo ecossistema e saber se a sua empresa está preparada para dar o próximo passo, confira o e-Book Como preparar a empresa para a transformação digital. O material foi publicado no blog da Beefind, startup da qual sou CEO.

As oportunidades estratégicas, de acordo com o professor Michael Schrage, requerem a participação (ou, até mesmo, a criação) de ecossistemas. Ou seja, é vital promover a transformação digital, mas é, igualmente importante, ir além de produtos e serviços e abraçar as plataformas digitais. O especialista cita o mantra do mercado atual: “vá para a plataforma ou vá para casa”, afirmação do CEO da Amazon, Jeff Bezos. Schrage ainda explica que re-imaginar o negócio é apenas o começo (que deve ser estudado e implementado), mas a criação de recursos baseados em plataformas é que alçará a empresa para a conquista do mercado.

Etapas da implementação de plataformas digitais

Os modelos de negócios de plataformas digitais não são exclusivos da área da tecnologia. Atualmente, têm sido replicados e aparecido em diversos setores. Nicholas D.Evans, consultor de inovação e transformação digital, separou o processo de implementação, pensando nas diferentes áreas, em quatro etapas iniciais. São elas:

  1. Estabelecer a base comercial e técnica: quais são os serviços principais da plataforma que sustentarão seu ambiente de serviços?
  2. Alinhar equipes internas e demonstrar o valor das plataformas digitais: é imprescindível uma definição nítida do que é a plataforma e o que está dentro do escopo. Aqui, é possível contar com palestras, como: diferentes formas de inovar, transformação digital e impacto nas organizações, novas formas de organização de trabalho, liderança para inovação, entre outros.
  3. Oferecer os primeiros serviços para clientes: com isso, a empresa obterá feedbacks antecipados e poderá ajustar a abordagem comercial e técnica com base em informações do “mundo real”.
  4. Dimensionar o ecossistema: escalar por meio de aplicativos de terceiros, parceiros e serviços associados, proporcionando mais opções dentro do catálogo de ofertas.

São passos imensos rumo a era das plataformas digitais. Cada uma das etapas, mesmo estando no começo da transformação do modelo de negócio, requer uma revolução entre as pessoas, sistemas e a própria empresa. Mas, não é preciso fazer tudo sozinho. Consultorias especializadas podem guiar as organizações de maneira eficiente e organizada. Quer saber mais sobre as possibilidades de workshops in company, palestras e trilhas? Converse conosco!

Plataformas: você está pronto para investir em uma?

Em um mercado tão baseado na oferta de produtos, pode parecer estranho falar que é preciso procurar por um novo viés. Mas, quem quiser continuar prosperando, terá que urgentemente voltar seu olhar para as plataformas. São elas que serão o futuro dos negócios, como afirma Marshall Van Alstyne, professor da Boston University. Para conseguir entender com clareza, pense que o Uber é mais valioso que a BMW, uma marca tradicional e consolidada. Outro dado impressionante: o Facebook tem um valor 2 vezes superior ao da Disney. A magia está nas plataformas.

Como que gigantes de diferentes mercados estão sendo rapidamente superados por novas empresas? A resposta do professor americano é simples: todos os negócios que estão crescendo foram estabelecidos em cima de plataformas. Aqueles que estão ficando para trás são construídos em cima de produtos. E, por melhor que um determinado produto seja, a plataforma sempre sairá campeã. Tendo isso em vista, o presente começa a fazer sentido e o futuro fica mais claro: o segredo está no gerenciamento de plataformas e na mudança do modelo de negócio.

Falar sobre é bastante diferente de fazer e, de fato, colocar em prática pode não ser tão simples. Afinal, é fundamental parar de avaliar o mercado por conta dos produtos de uma marca. A mudança para o conceito de plataformas rompe barreiras e deve ser feita cuidadosamente, com o auxílio de uma consultoria profissional. Não estamos discutindo sobre um processo novo, mas um foco completamente diferente de um negócio. Hoje, por exemplo, a inovação não está em um design mais bonito, como salienta Alstyne, mas na interação com o cliente, na criação de um ecossistema próprio.

O novo valor das plataformas

Em “Ubernomics e a eficiência das plataformas digitais”, são elencados três pilares para o sucesso das plataformas, com foco no case do Uber. O público preza por: qualidade, valor e conveniência. E, o mais curioso, é que analisando profundamente, estamos tratando de uma empresa que, basicamente, desenvolveu um aplicativo, uma plataforma. Não há carros ou motoristas próprios. O que há, na verdade, é a conexão. Novamente, a possibilidade de interação entre quem precisa ir e quem pode levar, os passageiros e os motoristas.

Agora, pensando em fatores econômicos, a análise sobre plataformas resume o serviço do Uber como: eficiente. Ou seja, dão um ótimo resultado com menos consumo ou desperdício de recursos. Entre as diversas vantagens levantadas: menor tempo de espera, menor tempo de chegada ao destino, menor consumo (de combustível), veículos circulando com mais pessoas (diminuição do tráfego sem clientes ou passageiros), priorização do conforto e bom atendimento, valor considerado adequado pelo serviço oferecido e a garantia social, por meio da qualificação, da qualidade do motorista.

Os erros da mudança para plataformas

Voltando para o especialista Marshall Van Alstyne, há alguns cenários que o professor identifica como grandes erros das empresas, principalmente quando tentam inovar sem planejamento e acabam eliminando o efeito de rede, tão valorizado pelas plataformas. Por isso, quando a IBM produziu contratos específicos do uso do Watson houve uma adesão bem abaixo do normal, pois entre as cláusulas constava a apropriação pela empresa do que fosse criado pelo usuário. Fica a primeira lição: antes de monetizar, garanta seu ecossistema.

Na ânsia de inovar e aderir as plataformas, muitas vezes as empresas não colocam a qualidade em primeiro lugar. Erro grave. Como reforça Alstyne, de nada adianta estruturar uma base, crescer e acabar por oferecer algo que fará os usuários fugirem. Exemplo de uma estratégia inteligente, o Facebook garantiu a retenção e interação das pessoas ao abrir a possibilidade dos desenvolvedores ofertarem seus jogos casuais. E, quando houve games que começaram a desagradar o público, a plataforma expulsou as empresas que não agregam valor.

O caminho para o sucesso das plataformas

O sucesso da migração para plataformas envolve determinados fatores-chave: consultoria organizacional, planejamento e treinamentos. A partir disso, será possível vencer os desafios, como o apontado por Steve Mezak, fundador e CEO da Accelerance, Inc., a adesão dos usuários nas plataformas. Para garantir bons resultados, o especialista ainda dá dicas do que evitar:

  1. Filtragem ineficaz: os participantes devem receber das plataformas aquilo que eles consideram relevante. É recomendável pensar em processos de curadoria.
  2. Falta de foco central nas interações: o excesso de informações dispersas pode, igualmente, diluir a presença dos usuários nas plataformas.
  3. Usabilidade e design não-amigáveis: as plataformas precisam ser intuitivas, pois em um mundo cada vez mais dinâmico, as pessoas não têm tempo a perder com opções confusas e que não fornecem a informação de forma fácil.
  4. Atrair o participante errado: receber o tipo errado de participante é atrair o público que não terá adesão a sua plataforma. É o mesmo que tentar vender um valor para quem não precisa ou não quer.

Todos os pontos acima podem ser evitados e superados quando se tem um treinamento adequado para a virada nos negócios. Uma consultoria será capaz de estabelecer planos e metas para o investimento em plataformas. Está preparado?

Empresas plataformas: o que não pode faltar na estratégia

O que as empresa plataformas globais têm feito para garantir bons resultados? Primeiro, é preciso entender que na era atual, não basta pensar em empresas tradicionais concorrendo entre si. A competição de verdade está nas empresas plataformas. Como Mark Bonchek e Sangeet Paul Choudary falam no livro Plataforma, A Revolução da Estratégia, editado no Brasil pela HSM, ao construir uma plataforma acima da média, você terá uma vantagem competitiva decisiva frente aos outros. E, para fazer isso dar certo, é preciso que exista conexão.

Quando citamos a importância das conexões para empresas plataformas, estamos falando de um local onde outros negócios podem se conectar com o seu, criar serviços e produtos e gerar valor. O chamado “plug-and-play”, como os especialistas chamam, é um dos aspectos que definem o “Platform Thinking”, a forma de pensar em plataforma. Então, para que as consequência sejam positivas, o mindset é o ponto de partida que deve ser trabalhado. E, não se deve deixar passar tamanha oportunidade, pois como apontam Megan Beck e Barry Libert, modelos de negócios baseados em plataformas estão crescendo e adquirindo um poder cada dia maior.

Os profissionais da área, Beck e Libert, demonstram o potencial gigantesco das empresas plataformas ao citar o exemplo dos tweets do presidente norte-americano Donald Trump que fizeram a Amazon ter um resultado negativo no mercado. Ou, ainda, o caso de influenciadores russos que alcançaram e impactaram 126 milhões de pessoas por meio do Facebook. Por isso, deve-se ficar atento aos modelos de negócios que estão construindo uma rede, permitindo mais relacionamentos e interações e, ao contrário do mais comum (para quem pensa de forma tradicional), produtos. Alguns deles são bastante conhecidos e devem fazer parte do seu dia a dia: Facebook, Uber, Pinterest, Airbnb, etc.

É justamente em cima das conexões que as empresas plataformas têm conseguido uma estratégia de sucesso. Para isso, valem-se da inovação e dos efeitos das redes. Elas são as responsáveis por definir novos mercados. Agora, uma dica dos autores, não basta adotar um modelo de negócio de plataforma, há no meio disto uma infinidade de possibilidades que resultam tanto no ápice quanto em falhas. O papel de conectar não é, em sua essência, uma novidade. Anteriormente, as pessoas faziam uso de meios clássicos. Agora, vemos que todos migraram para plataformas diferentes e específicas. No caso dos recrutadores, houve uma movimentação interessante, eles estão no momento no seu LinkedIn. O que se ganha com isso? Escalabilidade rápida e diminuição de custos.

As empresas plataformas, apesar de exigirem um grau elevado de Machine Learning para crescerem, trazem os valores que todos estão buscando. Para tal, quando se alcança uma infinidade de perfis ou currículos, é preciso da ajuda de uma máquina inteligente que resolva a quantidade de dados gerados. A capacidade de aprender e otimizar as conexões é a diferença de uma boa plataforma para uma ruim. Não basta agrupar tudo que está disponível na rede. É preciso, por meio do aprendizado de máquina, uma boa dose de organização.

Empresas plataformas: o que está por trás dos bons resultados?

Além do uso da tecnologia para evoluir constantemente e colocar ordem nos dados que são adquiridos, há outros elementos que são um elo em comum das empresas plataformas. A facilidade de conexão, a amplitude de serviços, o fluxo de troca e, por sua vez, o processo de co-criação, devem estar fortemente presentes para alcançar o sucesso. Aqui, listamos os três itens considerados por Mark Bonchek e Sangeet Paul Choudary como fundamentais para uma estratégia bem-sucedida:

1. Criar conexões: facilitar a conexão de outras pessoas com as próprias empresas plataformas e permitir a interação entre os participantes. No caso da Apple, utilizado para demonstrar o valor das conexões, é oferecido para os desenvolvedores o sistema operacional e as bibliotecas de códigos. O YouTube proporciona uma infraestrutura mais do que adequada para que os criadores de conteúdos possam hospedar seus arquivos. Já, em outro segmento, a Wikipédia traz para os escritores as ferramentas necessárias para colaborar em um artigo.

2. Atrair participantes: as empresas plataformas de sucesso construíram uma espécie de imã que atrai produtos e consumidores. No caso da Apple, como citado no item acima, havia uma demanda por desenvolvedores e usuários. Então, fique alerta em: design de incentivos, sistema de reputação e modelos de preços.

3. Fluxo de valor: os dados são o centro de uma parceria bem-sucedida. É preciso capturar os dados mais relevantes dos participantes e gerar conexões simplificadas entre consumidores e produtores, no qual há uma promoção do fluxo de valor entre ambos. O Google corresponde com exatidão tanto a oferta quanto a demanda por conteúdo no meio digital.

A tendência é que, no futuro, veremos mais empresas migrem de produtos para se tornarem empresas plataformas. Quer saber mais sobre as opções para fazer isso com sucesso? Vamos conversar!

Plataforma de negócios: o que são e como impactam o mercado

As empresas do tipo plataforma de negócios mudaram a dinâmica da economia e obrigaram muitos gestores a saírem da caixa para não serem impactados pela disrupção digital. Elas romperam com o formato linear dos modelos tradicionais e criaram um verdadeiro ecossistema em torno das suas plataformas. O que fazem de diferente? Basicamente criam valor facilitando trocas entre dois ou mais grupos diferentes, geralmente consumidores e produtores.

Para que essas transações aconteçam, as empresas do tipo plataforma de negócios criam comunidades e mercados com efeito de rede que permitem que os usuários interajam uns com os outros e façam transações. Ou seja, existem duas partes interessadas: a primeira conta com um produto ou serviço para oferecer, já a segunda tem interesse em adquirir esse produto ou serviço.

Organizações exponenciais que incluíram a plataforma de negócios em sua cadeia de valor entraram para a lista das maiores (e mais inovadoras!) empresas globais. Google, Facebook, Apple, Uber e Netflix são algumas delas.

Plataforma de negócios, um modelo antigo

Até aqui você já deve ter olhado para a sua própria experiência como usuário recorrente de plataforma de negócios. Afinal, quem é que não gosta de maratonar uma série em um feriadão? Quem é que resiste a uma promoção de livros? Isso tudo sem contar na facilidade de conseguir um carro quando você está atrasado para aquela reunião.

O hábito de conseguir serviços com poucos cliques é novo, mas a plataforma de negócios é um modelo antigo. Vamos pensar juntos: qual o lugar que você vai quando precisa comprar sapatos, fazer supermercado e almoçar sem se preocupar com a condição do tempo ou a falta de estacionamento? Acertou quem respondeu o shopping center.

A estrutura não passa de um grande centro comercial que aproxima lojistas de diferentes segmentos. Esses empresários pagam para utilizar o espaço e os consumidores podem centralizar as suas compras em um só lugar. Nesta equação todo mundo sai ganhando: o dono do shopping, os lojistas e os consumidores.

Existem centenas de shopping centers no país. Uns faturam mais que os outros. O segredo do sucesso neste ramo é atrair participantes dos dois lados: lojistas e consumidores.

O modelo plataforma de negócios ganhou uma forte aliada com a chegada da internet. Vinte anos depois, as ferramentas tecnológicas estão mais acessíveis e a população conectada aumentou em escala global. Surgiram marketplaces de produtos, serviços e também empresas que conectam profissionais com interesses comuns. Tudo isso tendo a plataforma como base. No entanto, o que não mudou foi o desafio dessas empresas – o de estimular transações entre os dois lados.

Plataforma não é uma ferramenta tecnológica

Plataformas são modelos de negócios e não apenas uma ferramenta tecnológica. É comum utilizarem o termo para se referir a aplicativos para celulares ou websites, mas uma plataforma não é apenas um site ou uma ferramenta tecnológica. É um modelo de negócio que cria valor aproximando produtores e consumidores.

Essa confusão ocorre principalmente em empresas que oferecem SaaS (Software as a Service). Não que uma startup que comercializa softwares não possa ser (ou se transformar) em uma organização exponencial, mas a maioria delas entrega valor por meio de um produto e não cria conexões por meio de redes. Da mesma forma, não contam com a estrutura de custos que torna o modelo plataforma de negócios bem-sucedidos.

As empresas lineares criam valor na forma de bens ou serviços e distribuem para um cadeia de suprimentos até chegar no consumidor final. Independente de ser uma empresa linear que fabrica calçado ou que oferece pacote de assinatura de tv a cabo como a HBO.

Plataforma de negócios é um modelo em expansão

No início do texto citamos o Google, o Facebook e a Apple como exemplos de empresas plataforma de negócios bem sucedidas. Contudo, a grande verdade é que elas são apenas a ponta do iceberg. As plataformas estão crescendo de forma acelerada e encabeçando a lista das marcas mais valiosas segundo a revista Forbes.

E engana-se quem acha que o sucesso dessas empresas acontecem apenas nos Estados Unidos. Alibaba, Tencent, Baidu e Rakuten estão conquistando o mercado  chinês e grande parte da Ásia. O Alibaba, por exemplo, controla até 80% do mercado chinês de comércio eletrônico, enquanto o Baidu tem mais de 70% da pesquisa chinesa. A Tencent atualmente a empresa mais valiosa da Ásia, tem quase 850 milhões de usuários em sua plataforma de mensagens WeChat e é considerada por muitos como a maior empresa de jogos do mundo.

No Brasil várias empresas no modelo plataforma de negócios surgem a cada dia. A Beefind, por exemplo, conecta consultores com empresas que buscam esse tipo de profissional para atuar em seus projetos. Em dois anos de mercado já conta com 500 usuários cadastrados e já facilitou diversas negociações.

E você, já utilizou alguma plataforma de negócios? Divida conosco sua experiência!