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Comunicação

Comunicação e os processos organizacionais em tempos de trabalho remoto

O futuro do trabalho chegou e as tendências que estavam em curso foram aceleradas, impondo novas formas de trabalho, a exemplo do modelo híbrido. Diante desse contexto, gerenciar os colaboradores à distância se tornou regra e não mais exceção. Fator que desafia lideranças ao exigir maior liberdade, flexibilidade e autonomia nas relações de trabalho.

Em tempos de trabalho remoto, é essencial que as empresas adaptem seus processos, implementando novas estratégias e ferramentas que provoquem inovação, criatividade e dinamismo nos processos organizacionais, priorizando as pessoas no centro da estratégia corporativa. Para isso, é necessário aprimorar habilidades em comunicação, engajamento, envolvimento com metas organizacionais, performance e olhar humanizado. 

A comunicação é considerada elemento indispensável para o sucesso de uma organização, independentemente do segmento de atuação ou formato de trabalho adotado. Afinal, promover uma comunicação estratégica, contribui para manter o clima organizacional equilibrado, melhorar o ambiente de trabalho, elevar a produtividade, integrar e motivar a equipe e fortalecer a cultura da empresa. 

Por esse motivo, habilidades e competências como pensamento crítico, resolução de problemas complexos, liderança para inovação, inteligência emocional, empreendedorismo, criatividade e aprendizagem autodirigida são exigidas pelas organizações que buscam adaptar a cultura organizacional às novas formas de trabalhar.   

Assista ao Webinar Comunicação e Convivência Híbrida para ficar por dentro das boas práticas e ferramentas para construir uma comunicação saudável e eficaz de equipes remotas.  

Adaptando a comunicação às novas formas de trabalho

A comunicação organizacional é considerada ferramenta estratégica para promover a geração de valor e aumento da competitividade da empresa no mercado. Portanto, deve ser priorizada para manter o engajamento e a produtividade dos colaboradores.

 Apesar da resistência em implementar o trabalho remoto por parte de algumas empresas devido ao distanciamento físico de tempo e espaço, melhorar a comunicação na equipe remota por meio do uso de canais de comunicação eficientes é crucial para gerenciar equipes em trabalho remoto ou híbrido. 

Existem diversas ferramentas disponíveis para manter a comunicação fluida, facilitando a estruturação dos processos organizacionais para garantir a produtividade desejada pela empresa. Também é de fundamental importância que as empresas compreendam e se organizem para atender às novas demandas, de forma que se tornem mais atrativas e obtenham maior engajamento de seus times. 

A pesquisa Work Trend Index revelou que o formato de trabalho adotado pelas empresas impacta diretamente na escolha dos profissionais por ingressar e permanecer nela. Nesse sentido, implementar o trabalho híbrido torna-se fundamental para aquisição e retenção de talentos. 

Para evidenciar a importância de adaptar a comunicação, bem como os processos organizacionais aos novos formatos de trabalho, destacamos dados relevantes sobre as principais tendências do futuro do trabalho.   

  • Pesquisa Work Trend Index: 2021 Annual Report aponta que mais de 70% dos trabalhadores querem que as opções flexíveis de trabalho remoto sejam mantidas pós-pandemia.
     
  • A pesquisa global “Revolução das Competências”, do ManpowerGroup, aponta que 66% dos líderes de RH no Brasil priorizam a saúde e o bem-estar dos colaboradores.
  • Mais de 65% da equipe do Trello é remota, o que significa que o uso da tecnologia para integrar as equipes e manter a produtividade no trabalho é parte importante de uma cultura organizacional prioritariamente remota, auxiliando na comunicação assíncrona de ideias e tarefas. 

Comunicação e convivência híbrida

Ao adotar novos formatos na maneira de trabalhar, promover uma comunicação empresarial eficaz possibilita que todos compartilhem da mesma visão e valores mesmo diante de um contexto em que a convivência híbrida é inevitável. 

Assim, ocorre um alinhamento de propósito em que todos conseguem obter total clareza sobre a direção em que devem seguir, saber exatamente onde a organização quer chegar, e compreender a importância de suas próprias atribuições. 

Nesse sentido, a comunicação estratégica contribui para a construção de uma cultura de confiança e flexibilidade, proporcionando ambientes de trabalho seguros e saudáveis que estimulam o trabalho fluído e colaborativo.  

Assista ao WEBINAR | Estratégias ágeis com times de alto desempenho para compreender a importância de aplicar as metodologias ágeis como aliadas à cultura de inovação das organizações.

Boas práticas para aperfeiçoar a comunicação empresarial em tempos de trabalho remoto:

Estabeleça relação de confiança com os colaboradores: A comunicação empresarial tem papel fundamental na construção de relações de confiança no ambiente de trabalho, proporcionando autonomia dos colaboradores, independente do formato de trabalho adotado.

Construa um mindset colaborativo: o mindset colaborativo deve estar no centro da estratégia corporativa. Líderes devem proporcionar as condições necessárias para todos estabelecerem relações de confiança para que as equipes se conheçam, partilhem histórias, virtudes, valores e talentos. 

Desenvolva a escuta ativa: Ouvir atentamente os membros do time é a maneira mais eficaz de melhorar os processos e manter a competitividade do negócio. A empatia organizacional só é possível com uma comunicação personalizada e eficiente.

Adote ferramentas adequadas para uma comunicação empresarial efetiva: a tecnologia é aliada da comunicação empresarial pelo fato de otimizar as interações. Adote ferramentas ou métodos que indiquem os resultados das atividades realizadas pela sua equipe, assim é possível manter o foco na meta do negócio.

Promova a cultura do trabalho prioritariamente remota: o modelo de trabalho híbrido deve se tornar o padrão. Assim, os colaboradores se sentem capazes de realizar seu trabalho com sucesso de qualquer lugar.   

Adaptando os processos organizacionais às novas formas de trabalho

Assim como a comunicação precisa adaptar-se às novas formas de trabalho, os processos organizacionais também passam por profundas transformações. Toda empresa estipula os processos organizacionais, visando garantir o melhor desempenho da organização. 

No contexto atual de mudanças exponenciais, adaptar hábitos antigos ao novo contexto corporativo exige o compartilhamento e troca de informações, fatores cruciais para promover melhorias contínuas por meio da identificação, documentação, análise e monitoramento dos processos organizacionais. 

A boa notícia é que não faltam ferramentas de comunicação e soluções colaborativas para aproximar as equipes remotas e mantê-las sempre conectadas, como o Trello, a plataforma de reuniões online Zoom e o hub de colaboração Microsoft Teams. 

Desse modo, para sobreviverem e tornarem-se mais atraentes no cenário atual, as empresas precisam valorizar procedimentos de comunicação mais integrados entre as diversas pessoas e diferentes fatores sociais que compõem a organização. Por esse motivo, é de fundamental importância que a empresa fortaleça as relações com os principais stakeholders por meio de uma comunicação estratégica, visto que a dinâmica social tem sido profundamente alterada pelos novos tempos. 

Boas práticas para aperfeiçoar os processos organizacionais em tempos de trabalho remoto 

Mapeie os processos organizacionais: ao mapear os processos organizacionais é possível identificar gargalos e promover melhoria contínua dos processos. 

Difunda metodologias e boas práticas organizacionais inovadoras: implemente metodologias inovadoras na rotina organizacional para melhoria dos processos.

Desenvolva uma cultura baseada em resultados: esse tipo de cultura é a mais adequada para uma equipe em trabalho remoto ou híbrido. Definir os principais indicadores de desempenho (KPIs) e os objetivos e principais resultados (OKRs) pode fornecer aos funcionários que trabalham, tanto no escritório como no modelo remoto, a visibilidade necessária sobre quais devem ser as prioridades para alcançar melhores resultados. 

Promova integração entre áreas: o novo contexto empresarial exige que as empresas implementem novas formas de trabalho, como a organização de equipes por squads para aumentar a colaboração e garantir mais celeridade aos processos.

Utilize ferramentas de gestão para otimizar os processos: gestores e líderes ágeis implementam hábitos e processos produtivos para a equipe, que permite flexibilidade e auto-organização. A iniciativa contribui para otimizar os processos, assim como gerenciar melhor as tarefas do time e manter uma comunicação fluida e eficiente. 

Quais práticas sua organização tem adotado para adaptar a comunicação e os processos organizacionais em tempos de trabalho remoto? Compartilhe nos comentários. 

Dinâmica Da Espiral

A Dinâmica da Espiral: desenvolvimento humano nas organizações

A Dinâmica da Espiral é um importante estudo sobre como a evolução da humanidade acontece, com aplicabilidade em diferentes meios, especialmente para a resolução de conflitos e no desenvolvimento humano nas organizações. 

A teoria explica a complexidade do mundo e a natureza das mudanças ao nosso redor. É baseada em 50 anos de estudo sobre desenvolvimento humano, proposta pelo professor Don Edward Beck, fundador do International Institute of Values and Culture e presidente do The Spiral Dynamics Group.  

O conceito básico da Dinâmica da Espiral está centrado no fato de que a natureza humana não é fixa e que todos possuímos uma inteligência adaptável e complexa. Beck considera a espiral infinita, definindo os níveis de consciência que ainda estariam por vir, ligados ao futuro da humanidade. 

A Espiral Dinâmica mapeia oito estágios do nosso desenvolvimento, determinando padrões na evolução da consciência humana. Beck atribuiu cores para caracterizar a maneira de pensar, agir e de sistema de oito valores que se tornaram a base de sua teoria. 

Os oito níveis de consciência que marcam nossa subsistência e existência se aplicam para uma pessoa ou para toda uma sociedade. Na teoria, as cores são atribuídas a cada nível de consciência. 

O primeiro nível da espiral, de acordo com Beck, é o da subsistência (representado pelas cores Bege, Roxo, Vermelho, Azul, Laranja e verde) e o segundo é o da existência (representado pelas cores Amarelo e Turquesa), quando os problemas essenciais já estão resolvidos e nos lançamos em um processo de colaborar com o mundo que nos cerca

Compreenda o conceito da Dinâmica da Espiral 

A Dinâmica da Espiral determina que a evolução humana pode ser representada na forma de uma estrutura dinâmica, como uma espiral ascendente, que mapeia o sistema de pensamento conforme ele atinge cada vez mais altos níveis de complexidade. Nas organizações a teoria é aplicada para interpretar e resolver problemas estruturais e, assim, promover o desenvolvimento pessoal e profissional. Empresas como Southwest Airlines e IBM, colocam a teoria em prática pelo fato de auxiliar no diagnóstico da cultura da companhia e mapear diferenças internas para inovar os processos, potencializando o crescimento sustentável.

No momento em que as empresas pensam em um desenho organizacional em espiral, cada tarefa é direcionada ao profissional que melhor se envolveria e entregaria aquela atividade. Aproveitando, assim, o melhor potencial de cada pessoa. De acordo com Darrel Gooden, em entrevista para a Nortus:

"Alguém que possua conhecimentos sobre a Dinâmica da Espiral olharia para a organização a partir de três planos: X, para o desenho das tarefas, Y para o desenho dos sistemas que coordenarão essas tarefas, e Z, que seria o nível executivo que enxerga X e Y e os integra." 

Seria o oposto de contratar um colaborador e colocá-lo em uma função específica, acrescenta o teórico. Em uma cultura organizacional pensada a partir da Espiral Dinâmica , compreende-se que o modo como as empresas mantêm a estrutura da organização é algo que tem sido considerado ultrapassado, justamente porque nem sempre esse modelo tradicional reflete a melhor forma de impulsionar os talentos e potencializar o crescimento sustentável de pessoas e organizações. Ao aplicar a Dinâmica da Espiral, a função passa a ser pensada a partir do ser humano, considerando qual o melhor papel de cada um nos mais diversos contextos.

Beck formulou ainda cinco ideais que devem ser comuns tanto para empresas, governos e pessoas, independente do seu nível de desenvolvimento. São eles: 

1) ter propósito nobre em relação à vida; 

2) buscar a elegância e a funcionalidade; 

3) entender que lucro é, sim, importante; 

4) não se descuidar da responsabilidade social; 

5) apostar na ecologia.

 

Níveis de desenvolvimento humano apresentados na Espiral Dinâmica

Se a dinâmica espiral divide cada tipo de comportamento em cores, tanto pessoas quanto empresas, por exemplo, poderiam se encaixar em determinado espectro, a depender de sua evolução tanto pessoal quanto profissional. Os principais níveis são:

  • O bege representaria o básico-instintivo, o arcaico. O primeiro nível de consciência surgiu há 100 mil anos quando o ser humano era nômade e a sobrevivência instintiva estava em primeiro lugar. Hoje em dia, viver para sobreviver é algo que parte da população ainda pode viver, seja por alguma questão físico-mental ou devido a situação de vulnerabilidade social.
  • O roxo representa o tribal, quando há 50 mil anos, os seres humanos passaram a viver em grupos, demonstrar lealdade e cuidado com o seu clã. Um exemplo disso seria como famílias bastante tradicionais e muito religiosas. Que valorizam a sua crença e os seus familiares de sangue.
  • A cor vermelha representa o "poderoso-impulsivo", o guerreiro. Que é quando começam a emergir valores mais individuais e o ego. É o indivíduo que deseja atenção, exige respeito e dita as regras.
  • O azul fala da força da verdade, cultua valores tradicionais, a lei e a ordem. Tem muito mais organização em sua vivência, respeita e prefere organizações hierárquicas.
  • A cor laranja refere-se a um ser ou uma organização moderna, auto-orientada, racional e competitiva. Ele é motivado pelo sucesso. O progresso e a vida abundante passaram a ser os valores essenciais para quem avançou a este nível de consciência que define que pessoas otimistas, autoconfiantes e dispostas a arriscar merecem o sucesso. Aqui estariam os empreendedores e o mundo corporativo representados.
  • O verde é a última cor do que chamamos aqui de "primeiro nível - sobrevivência". A cor fala do pós-moderno, tem mais senso de justiça, é mais emotivo, prega igualdade e está sempre em busca da harmonia. Outra característica bastante importante é a preocupação ecológica.
  • A cor amarela aborda a  flexibilidade e funcionalidade. Este nível de consciência tem como ponto central a adaptação flexível às mudanças. Devemos ser responsáveis pelo que somos e o que aprendemos a ser. A beleza da existência deve ser valorizada acima das posses materiais.
  • Por fim, o nível turquesa, um estado que prioriza a união de mente e espírito. O turquesa tem a concepção que o mundo é um único organismo dinâmico com sua própria mente coletiva. O eu é distinto e ao mesmo tempo parte integrante de um todo maior, energia e informação atravessam o total ambiente da terra.

Independente de quais sejam os valores de uma organização, a teoria explica que é importante que o líder esteja sempre dois níveis acima das outras pessoas, dessa forma, ele será capaz de ajudar a conduzi-las para os próximos níveis. Por exemplo, se a empresa como um todo tem seus valores no nível Azul* (tendo a ordem e a estabilidade um elevado grau de importância para todos), então os líderes executivos deveriam estar focando no Laranja ou no Verde. 

Pensando nisso, compreende-se o quanto é importante que as organizações olhem para as possibilidades de inovar e melhorar os processos organizacionais, buscando um ambiente de trabalho que prioriza a colaboração, sem que talentos sejam desperdiçados. 

Você se interessa pelo assunto de Inovação e novas formas de trabalho, conheça os cursos e palestras que ofereço sobre liderança e inovação para capacitar e motivar os líderes e colaboradores da sua empresa

 

Novas Formas De Trabalho

Novas formas de trabalho: tendências para 2022

A pandemia acelerou as mudanças no ambiente de trabalho, exigindo a necessidade de adaptação das organizações às novas formas de trabalho para atender aos atuais padrões de comportamento e tendências do mercado em todos os segmentos de atuação. 

O futuro do trabalho já está se desenhando. Entre as principais tendências apontadas por especialistas destacam-se as metodologias e modelos de trabalho centrados na valorização do potencial e do capital humano, a automatização dos processos e as mudanças nos ambientes organizacionais frente à nova configuração da organização do trabalho. 

Colocar as pessoas no centro da estratégia corporativa é essencial, independente do modelo de trabalho ou processo organizacional adotado. O relatório “Futuro do trabalho: 20 tendências para você e sua empresa navegarem”, estudo elaborado pela consultoria de talentos ManpowerGroup Brasil em parceria com O Futuro das Coisas revela as direções que o mundo do trabalho está tomando. A busca por mais liberdade e por maior flexibilidade são comportamentos que estão remodelando o futuro do trabalho.

Convivência híbrida é o novo normal

A convivência híbrida exige que as organizações promovam uma cultura prioritariamente remota e descentralizada que proporcione liberdade, autonomia e flexibilidade nas relações de trabalho. Assim, os colaboradores podem escolher quando e onde trabalhar, assim como têm a possibilidade de optar pelo formato de trabalho que mais se encaixa às suas necessidades, seja remoto ou híbrido. 

O novo normal no ambiente corporativo é proporcionar uma convivência híbrida que oportunize um maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Empresas consolidadas que adotam medidas para abraçar o futuro do trabalho têm investido no modelo de gestão ambidestro, focado em inovação e na excelência operacional.

Para adaptar a cultura organizacional às novas formas de trabalho, assista ao Webinar Comunicação e Convivência Híbrida e aprofunde seu conhecimento sobre o tema.  

Modelo de trabalho remoto e híbrido estão entre as principais tendências das novas formas de trabalho em 2022

As novas formas de trabalho impõe desafios pouco imaginados, mas também apresentam vantagens que mantém as organizações competitivas, contribuindo para o crescimento sustentável e estratégico. 

Para se beneficiar dos novos formatos de trabalho, é preciso adaptar a rotina organizacional para atuar neste novo contexto de prestação de serviço. De acordo com pesquisa do LinkedIn, a possibilidade de trabalhar remotamente foi apontada como essencial por 72% dos entrevistados. O relatório revela ainda que as empresas podem se beneficiar do modelo remoto tanto quanto os funcionários. Isso porque, a flexibilidade pode aumentar a retenção de talentos e a performance do time. 

Com a consolidação do trabalho remoto, o tradicional home office divide espaço com outro modelo, o anywhere office, ou seja, o trabalho em qualquer lugar. Esse conceito também envolve o trabalho remoto, mas a diferença em relação ao home office é que o colaborador não precisa necessariamente estar em casa para realizar suas atividades, oportunizando maior liberdade geográfica para exercer o trabalho. 

O modelo híbrido é essa nova forma de trabalho que permite combinar dias de trabalho na empresa e a distância. Segundo pesquisa divulgada pela consultoria de recrutamento especializado Robert Half, cerca de 95% dos executivos entrevistados acreditam que o modelo de trabalho híbrido será o padrão adotado no futuro do trabalho. 

Independente do formato de trabalho implementado pela sua organização, é importante conhecer as principais tendências, bem como suas vantagens para avaliar quais novas formas de trabalho podem ser implementadas no seu negócio para potencializar os resultados.

 Sua organização está preparada para enfrentar esses novos desafios da forma de trabalhar? Compartilhe nos comentários. 

 

Inovação Estratégia

Inovação como estratégia para potencializar o crescimento das organizações

Desenvolver a cultura de inovação como estratégia para se destacar junto aos seus cientes, é  fundamental para todas as organizações, principalmente em um cenário de incertezas e constantes transformações nas formas de trabalho e modelos de negócios.

Isso porque, uma estratégia está diretamente relacionada à capacidade de inovar de uma organização. De acordo com Joseph Schumpeter, economista, cientista social e um dos pais da inovação, "um produto ou processo inovador precisa ser aplicável, viável e romper com velhas práticas".

Seguindo essa definição, organizações que adotam a inovação na sua  estratégia , diferenciam-se daquelas que perpetuam os modelos tradicionais, a partir da inovação aberta.

E a inovação se faz com pessoas, o que exige ir além de adotar práticas e metodologias inovadoras para otimizar processos. Sendo imprescindível construir um ambiente colaborativo que inspire criatividade e agilidade para potencializar o crescimento sustentável de uma organização a longo prazo.

A cultura de inovação estimula hábitos e valores que apoiem o surgimento de novas ideias, impulsionando a experimentação em todas as áreas de um negócio. E por que aplicar a inovação na cultura organizacional? Bem, se falamos de um mercado em constante evolução e cada vez mais globalizado, a inovação torna-se estratégia primordial para que o negócio mantenha um diferencial. Essa mudança de mentalidade é o que torna essa vontade de mudar e estar à frente.

Inovação como estratégia

Tendo em mente, então, que dar importância à inovação é essencial para a empresa  se destacar em seu segmento de atuação, a liderança com apoio dos liderados devem promover um ambiente favorável  para o desenvolvimento de estratégias inovadoras a longo prazo que oportunizam o crescimento exponencial.

Por conceito, estratégia de crescimento é uma maneira de expandir o volume de oportunidades do modo mais previsível, recorrente e mensurável possível. Para isso, é preciso utilizar ferramentas e novas metodologias disponíveis no mercado.

 Para dar o primeiro passo e adotar a inovação como estratégia é necessário compreender os tipos de inovação, categorizados por Larry Keeley. Ao todo são 10 pilares de inovação que podem ser desenvolvidos dentro do negócio. Para potencializar o crescimento de uma organização, é preciso ocorrer inovação pelo menos, em cinco ou mais dessas áreas.

Conheça os 10 tipos de inovação:

  • Inovações de configuração

Modelo de lucro

Rede

Estrutura

Processo

  • Inovações de oferta

Desempenho de produto

Sistema de produto

  • Inovações de experiência

Serviços

Canal

Marca

Envolvimento do cliente

Qual a importância da inovação para as empresas?

Podemos considerar que inovação, de acordo com Mauricio Manhaes, a inovação é um fenômeno social que acontece dentro de uma rede de valores, coproduzida entre parceiros, fornecedores e beneficiados, em sintonia com uma proposta de valor que atenda a todos os interessados. É o valor percebido pelas pessoas.

Sendo assim, é muito difícil existir uma instituição que tenha sobrevivido ao longo do tempo sem agregar valor ao consumidor final, ou seja, sem inovar sua forma de fazer negócio. Por isso, a inovação é fundamental, primeiramente, para que uma empresa sobreviva!

Em segundo lugar, sem a inovação e seu conceito diretamente atrelado à cultura da empresa, torna-se muito difícil repaginar e tornar o negócio um organismo vivo e em constante melhoria. Além disso, ela estimula mais uma série de outras possibilidades:

  1. A inovação é capaz de engajar cada vez mais os colaboradores na conquista de metas em comum, uma vez que todos estão alinhados em relação aos objetivos e metas definidas.
  2. Aumenta a satisfação dos profissionais com o trabalho, ao fazer com que eles se sintam parte de algo inovador, moderno e criativo;
  3. Viabiliza soluções mais rápidas a imprevistos e conflitos, uma vez que todos são incentivados a pensar “fora da caixa” para resolver questões que naturalmente surgem;
  4. Facilita a abertura da empresa para a implementação de novas tecnologias disponíveis no mercado! Deixando, inclusive, processos mais rápidos e seguros.

Como a inovação potencializa o crescimento de uma organização?

Para que a inovação seja construída de forma sólida e eficaz na cultura corporativa, é importante que todas as pessoas sejam incentivadas a inovar e seguir inovando. Os colaboradores devem ter a possibilidade de crescer e se desenvolver com o apoio da organização. Como consequência em investir na qualificação dos talentos, permitem que a empresa siga renovando seus processos.

Outro ponto de atenção diz respeito aos valores da empresa. Mesmo em momentos de transformações constantes, a empresa não pode deixar que se percam os valores que a tornam o que ela de fato é. Pelo contrário: os valores de governança, aspectos sociais e ambientais precisam fazer parte dessas mudanças e serem, inclusive, evidenciadas.

A verdadeira inovação transforma as empresas para melhor, ampliando o potencial de crescimento das organizações. Quer implementar a cultura da inovação para potencializar o crescimento de sua empresa? Conheça os cursos e workshops que ofereço sobre liderança e inovação.

 

Líder Do Futuro

Líder do futuro: características que impactam na performance das organizações

O modelo de liderança do futuro é exponencial. Esse perfil de liderança possui habilidades necessárias para absorver as mudanças complexas e adaptá-las para promover melhores resultados para a empresa mesmo diante de um cenário de incertezas em que inovar não é uma opção, mas essencial para a sobrevivência dos negócios.

Isso porque, o líder tem impacto decisivo sobre a performance das organizações, especialmente as que trilharam o caminho da inovação. Fator que exige um perfil de liderança que encare a imprevisibilidade e o dinamismo do mercado, apostando na mudança do pensamento e adotando um novo modelo de negócio. 

Uma liderança inovadora é um dos pontos essenciais para implementar a cultura de inovação nas organizações, visando descentralizar decisões e proporcionando autonomia nas relações de trabalho. O líder do futuro promove uma gestão baseada na competência e na confiança, afinal, descentralizar é reduzir tempo e ter visões diferentes sobre os processos empresariais.

Por esse motivo, cada vez mais, presenciamos a preferência por lideranças mais adeptas ao processo colaborativo da cultura ágil. O livro ‘Liderança para a inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações’, reúne uma série de artigos de minha autoria que mapeiam desde as habilidades e os processos necessários para promover uma mudança cultural, passando pelos modelos de negócios e as adaptações das corporações ao contexto exigido nos dias atuais.

Confira o  Webinar do Lançamento do Livro "Liderança para Inovação" com o convidado Eberson Terra, reconhecido executivo com quase duas décadas de experiência na área de educação, tecnologia, processos e gestão de projetos.

Habilidades e competências da liderança do futuro 

Habilidades Interpessoais são essenciais para a liderança do futuro. Além do conhecimento técnico, é essencial desenvolver competências diferenciadas para lidar tanto com o fator humano, como também com cenários complexos. 

O desenvolvimento de hard skills e soft skills é essencial para formar um líder do futuro. Afinal, habilidades humanas como criatividade, comunicação assertiva e equilíbrio emocional foram apontadas no Fórum Econômico Mundial como indispensáveis para potencializar os resultados dentro das organizações.

As habilidades e competências da liderança do futuro promovem um ambiente de trabalho mais harmonioso, fator que contribui para manter os liderados motivados, engajados e felizes.

Características do líder do futuro

Equilíbrio emocional: o líder responsável por resultados exponenciais tem uma postura equilibrada. O equilíbrio emocional é uma qualidade desse perfil, que precisa conviver diariamente com diversas pessoas, incentivando-as a dar o melhor de si.

Sem vaidade: o líder sabe dialogar com todos e está disposto a aprender. Não tem todas as respostas. Quem ocupa um cargo de liderança em uma empresa inovadora, está mais preocupado em se cercar de talentos do que saber tudo.

Encorajador: o líder do futuro aprende constantemente, pois incentiva seu liderado a buscar sempre mais conhecimento. Com uma equipe preparada, a liderança se sente confiante em suas decisões. Além de encorajar o aprendizado, permite um ambiente livre para questionamentos, contribuições e feedbacks. Inclusive a sua gestão é passível de críticas, que devem ser consideradas e respondidas sempre. A liderança não está acima dos outros, pois o próprio desenho de hierarquia não existe em organizações inovadoras.

Saber delegar e confiar: o líder do futuro deve promover autonomia nas relações de trabalho com seus liderados. Para isso, é preciso saber delegar e confiar, inspirando confiança e garantindo que as relações de trabalho sejam saudáveis em uma via de mão dupla. 

Atento aos dados: informação é tudo! Os dados mostram problemas, tendências e oportunidades. O líder do futuro é um profissional que acompanha toda a movimentação de mercado e de consumo, mudanças de comportamento dos consumidores, tendências que surgem no exterior e que podem ser adaptadas para o seu país. A habilidade de enxergar novos caminhos é outra qualidade desse perfil de liderança.

Gestão humanizada e descentralizada: investe no desenvolvimento de habilidades comportamentais de suas equipes, criando um ambiente harmônico com relações saudáveis, alinhamento de propósito e engajamento das pessoas para assegurar tanto a eficiência operacional como a inovação e criatividade, com foco nas pessoas. 

Empatia e diversidade: o líder do futuro sabe se colocar no lugar do próximo e respeita às diferenças. Sabe perceber sua equipe, tem empatia (tanto em questões profissionais, quanto pessoais) e propõe direcionamentos de acordo com cada pessoa e situação.

Domina técnicas de resolução de conflitos: não é só de alegrias que vive o líder do futuro. O dinamismo dos negócios e a pressão por resultados faz com que esse profissional precise lidar com problemas complexos. Conhecer métodos, como Design Thinking e metodologias ágeis é primordial para envolver seus liderados em processos de melhoria constante.

Adepto à inovação: se a ideia é buscar a inovação, o líder do futuro deve ser uma pessoa curiosa e atenta às novidades. A tecnologia precisa fazer parte de sua rotina. Estar próximo do que o mercado oferece é estar aberto a novas soluções. Nada como ser um usuário apaixonado por novas tecnologias para pensar como tal e conseguir, por fim, pensar em soluções mais próximas dos seus clientes.

Sua empresa está disposta a reinventar o perfil de liderança? Conheça as opções de capacitação que ofereço minha página de cursos para desenvolver as habilidades necessárias para promover inovação na sua área de atuação.

 

Comunicação E Convivência Híbrida

Comunicação e convivência híbrida

“Sem comunicação não dá! Não dá para aprender, não dá para inovar, vender, engajar e, principalmente, não dá para conviver.”

Novas formas de trabalho, como o modelo híbrido, tem desafiado organizações, impondo a necessidade de ágil adaptação. Nesse contexto, a comunicação é um fator determinante para organizações que desejam ser mais inovadoras e colaborativas com capacidade de lidar com problemas complexos de frente para manterem-se diferenciadas. 

Sabemos o quanto a comunicação ficou ainda mais dificultada a partir do momento em que quase a totalidade das empresas passaram a trabalhar de forma remota. Afinal, perdemos aqueles momentos espontâneos de encontrar com as pessoas, resolver problemas com conversas rápidas, encontros para um cafezinho ou no elevador. Agora, mais do que nunca, precisamos nos comunicar.

Um estudo coordenado por Ethan Bernstein, professor de comportamento organizacional da Harvard Business School sobre as implicações de trabalhar sem estar em um escritório, avaliou como positiva a experiência de trabalho remoto durante a pandemia, com ganhos organizacionais e também de aprendizados individuais. Por outro lado, a pesquisa evidenciou os impactos negativos dessa experiência, como a perda do cultivo de relacionamentos paralelos entre colegas e também de inovação à medida que ideias surgem no contato presencial.

Se, mesmo no modelo de trabalho tradicional a comunicação já era um problema recorrente, agora a comunicação no ambiente de trabalho entra em um nível ainda mais complexo. Com muitas empresas adotando o modelo de trabalho híbrido, ou seja, parte das pessoas trabalhando da empresa e parte ainda em home office, como fazer para manter todos alinhados? Como o formato de trabalho híbrido ampliou ou dificultou a comunicação e integração entre times? 

É sobre o tema comunicação e convivência híbrida que Vânia Bueno comunicadora há 40 anos e mentora para líderes, equipes e organizações — trata no webinar sobre o papel das organizações para que a convivência no ambiente de trabalho híbrido seja repensada. 


Comunicação é tudo o que falamos e não falamos

Vânia evidenciou que o mal estar, assim como o stress e o cansaço das pessoas dentro das organizações está atribuído muito mais à qualidade do ambiente onde elas executam as atividades do que com relação às tarefas que elas executam de fato.

Nesse sentido, quando pensamos em comunicação e convivência híbrida, precisamos lembrar que a boa comunicação contagia e reflete não apenas no dia a dia de trabalho, mas também na produtividade, conforto, liberdade e intimidade entre as pessoas. Cada ação comunicativa abre janelas ou constrói muros, não há na comunicação um ponto neutro, há sempre algum efeito. 

Em um ambiente de trabalho, a comunicação é uma corresponsabilidade partilhada por todos — sejam líderes e liderados. Todos na empresa fazem parte dela, não apenas o setor de comunicação e marketing. Tomar consciência de que estamos nos comunicando o tempo todo é o primeiro e mais importante passo para uma organização que está se preparando para esta nova forma de trabalhar.   

Sendo assim, é necessário despertar um interesse genuíno em elevar a comunicação para um outro patamar de prioridade dentro das organizações. Em geral fazemos comunicação de forma muito espontânea, mas comunicar-se de forma positiva e apropriada é muito mais difícil do que parece. Ainda mais se considerarmos que comunicar-se não é apenas falar ou escrever, mas também as formas de comportamento. Não à toa a questão sempre aparece quando se trata de soluções e caminhos de melhoria dentro das organizações. 

“Sem comunicação não dá! Não dá para aprender, não dá para inovar, vender, engajar e, principalmente, não dá para conviver. A escola e a vida me ensinaram que praticar comunicação consciente e responsável é chave para solucionar e prevenir a maior parte dos desgastes que cultivamos dia após dia. Nada fácil. Falo por mim. Aprendi que comunicação tem muito mais a ver com comportamento do que com retórica. Mais sobre ser do que parecer. E que compreender e ser compreendido é peleja para a vida toda.” Vânia Bueno. 

No trabalho híbrido, construir essa lógica de pensamento demonstra-se ainda mais necessária. Se a intenção é manter um ambiente de trabalho eficiente, saudável e sem furos de comunicação é necessário dar a devida relevância ao assunto. E sabe aqueles momentos espontâneos de corredor? Pois é, eles precisam ser inseridos também para o ambiente digital como parte obrigatória da rotina de trabalho.

Só assim, em trabalho remoto ou híbrido, é possível manter um time alinhado em um cenário de macrotransição em que as mudanças são profundas, abrangentes e irreversíveis. Sem dúvida, os negócios que vão criar maior impacto são aqueles que possuem colaboradores com propósitos alinhados e que sentem que o seu trabalho importa para o mundo.

Boa práticas no trabalho híbrido para implementar a inovação comportamental nas organizações

A Nova Teoria da Comunicação, de Gregory Bateson, defende que comunicação é sinônimo de comportamento. “Todo comportamento comunica. Como não existe forma contrária ao comportamento (não-comportamento), também não existe não-comunicação. Então, é impossível não se comunicar”. 

Por isso, algumas boas práticas são primordiais para um ambiente de trabalho híbrido saudável. Destaco, as principais: 

Autonomia e confiança são de extrema importância e estão diretamente relacionadas à comunicação. Isso porque, é através de uma comunicação fluida, clara, empática e transparente que gestores podem se posicionar e, de outro lado, colaboradores sintam-se motivados para expor seus objetivos, pontos e desafios. 

Ao incentivar o protagonismo do colaborador trabalhando de qualquer lugar, os colaboradores são motivados a seguir aprendendo com os desafios com espaço para serem criativos e vulneráveis. Para que isso seja viável, é preciso estimular a comunicação aberta, clara e síncrona entre todo o time, combinando os diferentes formatos de execução de tarefas — online e offline — tornando os processos mais dinâmicos e otimizados, tanto dentro quanto fora do ambiente de trabalho.

Desenvolver senso de pertencimento é outra boa prática que deve ser implementada ao adaptar os processos internos e a cultura organizacional a essa nova realidade. Por sermos seres sociais, precisamos fazer parte de um grupo. Para isso, é necessário promover liberdade com responsabilidade que possibilita manter equipes com pessoas realizadas e conectadas entre si e com a organização;

É comprovado que quando há sensação de pertencimento, o engajamento dos colaboradores torna-se muito mais elevado. Em contrapartida, uma pesquisa feita pela Gallup aponta que 85% das pessoas no mundo se sentem desengajadas ou insatisfeitas em seu local de trabalho.

Esse dado reflete a necessidade de repensarmos a nossa convivência, seja no ambiente presencial como no digital. E a comunicação é imprescindível para implementar boas práticas no modelo de trabalho híbrido. 

Como sua organização está se adaptando aos novos formatos de trabalho? Compartilhe sua opinião sobre o tema nos comentários e participe do debate.