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DNA empresarial: inovar é possível sempre, mas não é igual para todos

Existe um DNA empresarial que restringe a inovação a poucas empresas? Se você já fez essa pergunta saiba que não é o melhor olhar para se colocar neste âmbito. A inovação está disponível para todos, porém, em diferentes aspectos. Inovar é criar valor aos clientes, aprimorar o novo, sair da zona de conforto. Isso pode ser feito em grande escala, a partir de uma ideia disruptiva no mercado, como também ao implementar um processo automatizado em uma organização tradicional. O ponto é: existem milhares de exemplos, mas não há uma fórmula padrão para o que possa ser considerado inovador.

Na verdade, o DNA empresarial está nesta busca pelo o que não faz parte da rotina e otimiza alguma tarefa, situação, interação, etc. Essa mudança pode ser desde a criação de empresas como o Airbnb, que mudou a forma das pessoas se hospedarem e se tornou um grande negócio sem possuir sequer uma oferta própria física, como um hotel. Como também a implementação de um programa no qual os colaboradores possam expor suas opiniões do que é oportunidade ou ameaça para os negócios, mudança no modelo de negócio, diversificação de canais, formação de redes de colaboradores, entre outros.

A busca por eficiência, criatividade e produtividade pode gerar insights valiosos e que transformarão uma equipe, um setor ou toda a organização. Quando falamos do DNA empresarial interno, por exemplo, estamos falando das mudanças que não geram impactos diretos no mercado (na ótica de visibilidade, como a implantação de uma nova rede social). No entanto, trazem vantagens competitivas para um negócio e alteram indiretamente o rumo do segmento. Dentro do cenário empresarial, inovar deve ser algo que entre na rotina do dia a dia.

DNA empresarial: como funciona a inovação interna?

No momento em que fatores que impedem a inovação interna são superados, é possível estabelecer um ciclo interno. Barry O’Reilly, especialista no tema, lista algumas das características que  ajudarão a desencadear um DNA empresarial diferenciado, selecionamos as principais:

1. O CEO e a equipe executiva devem aceitar, orientar e encorajar quem estiver interessado em participar de novas iniciativas. Os colaboradores que se engajarem têm a missão clara de trazer mais ideias que deverão se tornar pilares do crescimento da empresa.

2. A honestidade na avaliação de suas capacidades é um passo importante. Saber como funciona sua cultura, a disposição da equipe e o apoio da liderança em relação a atitudes inovadoras. Com isso mapeado, deve-se definir estratégias adequadas para metas que estejam alinhadas com o seu potencial, ao menos naquela situação.

3. As estratégias devem estar no plural. Ou seja, buscar iniciativas que se complementam e executá-las ao mesmo tempo.

4. Encontrar e capacitar talentos. Fornecer conhecimento e permitir a evolução da equipe na criação de suas próprias soluções para resolver problemas é um método para garantir inovações mais abrangentes.

DNA empresarial: inovações de mercado

Dando sequência ao nosso raciocínio de inovação para todos, o DNA empresarial acaba sendo mais visível, principalmente para o público B2C (empresa-consumidores) do que para B2B (empresa-empresa). E, da mesma forma, tem uma divulgação maior quando é o protagonista de uma revolução global e de ampla cobertura, como é o caso do Google, Tesla, Facebook, etc. De todo modo, dentro dessas mesmas organizações, existem processos que estão constantemente rodando em busca de mais e mais inovações. É um ciclo que não para.

DNA empresarial, criatividade e inovação fazem parte do Google. Aliás, prova de sua notoriedade é que ele se tornou algo além de um site de buscas. Hoje o Google é a Alphabet. Uma empresa de A a Z. É imprescindível para o ser humano. Está com dúvidas? Joga no Google. Quer saber um endereço? Vá ao Google. É até mesmo um verbo: “googlar”. Entretanto, mais do que um buscador, a empresa está sempre alerta a tendências e investe fortemente em diferentes projetos. Neste caso, o Google Home foi eleito um dos destaques, por ser um alto-falante de inteligência artificial com foco nas pessoas. O que ele faz, resumidamente, é aprender e executar comandos eficientes para, por exemplo, soluções domésticas.

O exemplo do Google serve para mostrar que mais do que uma inovação grandiosa, como é o buscador por si só, é essencial continuar procurando internamente por maneiras de atender demandas e aperfeiçoar atividades. A tecnologia está aí para isso, com automatizações, inteligência artificial e Indústria 4.0. Então, não é preciso começar uma startup do zero para ser considerado um negócio com “DNA empresarial da inovação”, basta apenas abrir espaço – e a mente – para que colaborativamente o movimento de solucionar se torne natural.

É o que se conclui quando se estuda a história de grandes empreendedores. De Thomas Edison até Steve Jobs, há características que fazem que o DNA empresarial se manifeste em diferentes níveis. Exemplos: a introdução de algo e a melhoria de um produto ou processo, a propensão em assumir riscos e aprender com falhas, a necessidade de ser pioneiro, a paixão pelas causas escolhidas (foco no que se pretende fazer ou estimular), o desejo pelo “criar”. Todas podem ser utilizadas em diversos cenários, basta sair do papel e colocar em prática, prototipar, testar, corrigir, implantar. Pronto para inovar da sua maneira?

Como criar processos inovadores (e quando vale a pena fazer isso)

Criar processos inovadores têm sido considerado a solução para as maiores dores de todas as empresas. Mas será que é sempre assim? Certamente, investir em criatividade trará benefícios enormes. No entanto, as respostas podem ser mais complexas: há um passo anterior ao da inovação. Por exemplo, é fundamental um RH disruptivo, que pense adiante e tenha conhecimentos especializados. Do outro lado, é igualmente primordial ter aquilo que é considerado a base: desenvolvimento e progressão de carreiras, aperfeiçoamento dos profissionais, treinamentos para lideranças, entre outros.

Agora, nada impede que o básico tenha um diferencial da empresa. É preciso avaliar quando processos inovadores precisam ser colocados em prática de uma forma brusca ou de maneira fluída. Entretanto, para entender mais sobre o assunto, é interessante conhecer o desenvolvimento de um processo criativo, como o descrito por Roger von Oech, em “The Seven Steps of the Creative Process”.

Os 7 passos fundamentais de processos inovadores

A inovação e a criatividade são ótimas amigas, tanto é que muitos chegam a confundi-las, de tão próximas que estão. Afinal, para inovar é necessário sair dos padrões e deixar de fazer aquilo que todos fazem. Como Paul Arden, autor de vários livros sobre publicidade, explica em “Tudo o que Você Pensa, Pense ao Contrário”. A ousadia de fazer diferente, de colocar a criatividade em prática, mesmo que isso desafie o que os concorrentes estão utilizando, pode trazer uma recompensa significativa. Ou seja, ser realmente bom e se tornar referência em seu segmento têm como pré-requisito um ponto: questionar o que é feito e não seguir o fluxo.

Um dos casos contados pelo autor e aplicado na publicidade é quando descreve uma situação um pouco antes da queda do Muro de Berlim. Na ocasião, o executivo Júnior Paulo Cowan, de uma agência de comunicação, trouxe a ideia “vamos colocar um cartaz do outro lado”. Na época, a questão era “ok, incrível, mas onde conseguirá arrumar dinheiro para tanto?”. O profissional disse que tinha suas economias e que simplesmente “iria fazer”. Bom, ele foi lá e fez. E virou notícia mundial. O cartaz dizia “Saatchi & Saatchi first over the wall” (literalmente, os primeiros por cima, através do muro). Depois disso, abriu sua própria empresa. De acordo com Arden é o que os melhores fazem.

Para ser um dos melhores, foi preciso inovação e ousadia. Dentro dos processos criativos, Roger von Oech descreve sete passos. Tratam-se de áreas que constituem o processo desde a fase inicial, onde está sendo germinado, até um momento mais prático, quando já há uma avaliação e processamento consciente, embora não necessariamente linear. Por isso, a ordem descrita pode não ser exatamente semelhante, um dos passos pode tomar o lugar do outro ou ser trocado dentro da sequência.

Na fase considerada germinativa, estão os cinco primeiros passos:

1. Motivação: que é um desejo grande de ser criativo e, com isso, acaba gerando a energia motivadora.

2. Pesquisa: aqui a pessoa ou empresa começa a coletar informações, é a hora da exploração.

3. Afinidade: quando as ideias e recursos são colocados em convergência e, assim, são eliminadas algumas suposições e hipóteses.

4. Incubação: dar um passo para trás do problema, após dedicar-se a ele, e deixar a cargo do subconsciente. Assim, é possível alcançar perspectivas e a ideia crescerá. O que pode atrasar a aplicação de ações, mas potencializar os processos inovadores.

5. Iluminação: não existe tempo marcado para os processos inovadores surgirem. Uma boa ideia pode aparecer em diferentes cenários. Por isso, é tão importante registrá-las e começar a reconhecer qual parte do dia é seu “instante criativo”.

Já, na fase prática, se encontram as últimas etapas:

6. Avaliação: independentemente das ideias alcançarem um patamar de perfeição, aqui se tomam decisões para implementar processos inovadores.

7. Ação: quando os processos inovadores precisam ser complementados e aplicados.

Quando vale a pena investir em processos inovadores?

Inovar e ser criativo é incrível. Trazer a empresa para o centro das atenções positivamente e ser um profissional pioneiro são duas conquistas que devem ser valorizadas. Porém, para conseguir tal mérito, é vital saber reconhecer se há bases que sustentem a geração e aplicação de processos inovadores. Sendo assim, é preciso manter um olho na fidelização do cliente, mas sem perder o timing de mercado. Como ao dar continuidade com determinadas formas, sensações, gostos, cheiros e características que tornam seu produto ou serviço carro-chefe diferenciado, mas repaginando de forma sutil, sem perder o conceito.

Vale também para processos inovadores internos. Se algo dá muito certo entre os colaboradores, não é preciso retirar deles repentinamente, mas ir acrescentando otimizações que conquistem o engajamento de cada um. Com essa base formada e um público predisposto a aceitar um processo criativo e implementá-lo, aí sim, é a ocasião para investir com força total. Então, germine ideias, processe, avalie e aplique. Olhe para fora da empresa, porém, jamais se esqueça de olhar para dentro e ver o que está “pronto” para ser aperfeiçoado.

Quer saber mais sobre processos inovadores e como aplicá-los? Converse conosco!

3 características de grandes empresas que dificultam a inovação em processos

Desde que as startups começaram a se tornar unicórnios, ou seja, alcançaram uma avaliação com mais de 1 bilhão de dólares, as grandes empresas acenderam um sinal de alerta. No Brasil, existe um top 3 daquelas que conseguiram tamanho sucesso: 99 Taxi,  PagSeguro e Nubank. É mais do que uma tendência, é um movimento em franco crescimento. Para as organizações consolidadas foi o que despertou uma busca pela inovação em processos. Em alguns casos, até bem-sucedida. Porém, em muitos deles, as áreas, a cultura e outros fatores eram tão engessados que se tornou quase impossível sair do “modo padrão”.

Continuar no “modo padrão” é a melhor receita para descartar a inovação em processos. Maxwell Wessel, especialista em negócios e investimentos, previu ainda em 2012 que grandes empresas eram mesmo ruins de inovar pelo simples motivo de que foram projetadas para serem assim. Inclusive, conta a história dos executivos da Gerber que, em 1974, perceberam que era preciso aumentar o crescimento da empresa. Por essa razão, pensaram no nicho de alimentação para adultos (eles trabalhavam com o público infantil). Porém, não desenvolveram uma nova linha adequada ao que era necessário para aquele mercado. Simplesmente, optaram por lançar um novo selo e despacharam os produtos para uma localização diferente no mercado.

Qual o final da história da Gerber? O produto não durou 3 meses. No entanto, antes de criticá-los, Wessel ressalta que eles fizeram justamente o que esperavam deles: aumentar a eficiência operacional. O especialista identifica um dos ciclos das dificuldades de inovação em processos. O que pode ser resumido quando uma empresa desenvolve um padrão organizacional que guia todas ações para operações eficientes. Os gerentes motivam a alavancar ativos, ouvir e entender os melhores clientes, etc. São práticas que garantem os ganhos, mas diminuem a capacidade de inovar e buscar sucesso. São organizações que não estão atrás da próxima ideia genial.

3 características que impedem a inovação em processos

Mal Sanders, Product Design Manager, alerta: corra com a inovação em processos para não ser a próxima Kodak ou Blockbuster. Aliás, o profissional também afirma que todos os CEOs e líderes de grandes empresas admitem que inovar é a chave para um futuro de sucesso. Com isso tão claro, a questão que fica martelando é: quais são as razões que tornam tão complexo implementar ideias inovadoras?

1. Mudança não é algo bom:

É a mesma fórmula, a empresa começa como startup “buscando”. Depois, ela “encontra” e “estabelece” um modelo de negócio. Ele é que dará o norte para a execução e operação. Todos os processos são criados em torno dele. É isso que faz a empresa entregar valor para seu cliente e, por esse motivo, é um modelo projetado para não ser facilmente abalado ou alterado. Aqui, muitos acabam preferindo a repetição para escalar.

O que acontece é que se apegar a padrões, não pensar em mudanças e não procurar a inovação em processos são características que farão com que o negócio se torne estático. Burocracia e inflexibilidade impedem protótipos e testes que poderiam ser complementares.

2. Motivação dentro dos mesmos padrões:

Os colaboradores continuam a ser incentivados pelas mesmas métricas de desempenho. Assim, permanecem apenas dentro do modelo, com bônus e promoções alinhados aos KPIs tradicionais. Não é bom financeiramente investir em um projeto ou na inovação em processos que trazem riscos que vão além do convencional. Manter-se no “nível de segurança” garante reconhecimento e promoções.

3. Inovar não é prioridade nas decisões:

Na tomada de decisões é que se vê o quanto a inovação em processos está sendo valorizada pela empresa. Os critérios utilizados para definir as prioridades devem estar acima ou lado do que é considerado padrão. É ótimo que todos estejam alinhados, mas devem enxergar valor similar em lançamentos e mudanças.

A boa notícia é que tudo pode ser alterado, desde que exista uma iniciativa e uma continuidade. Possuir uma equipe que promova a inovação em processos é um investimento que garantirá um retorno mais para frente, algo que fornecerá a própria sobrevivência no mercado. Não é preciso se tornar uma startup também. Uma grande empresa possui particularidades que devem ser respeitadas. Na verdade, elas devem ser aproveitadas.

Tentar ser uma grande startup dentro de uma grande empresa é um caminho repleto de equívocos e que pode resultar em consequências não muito positivas. Não há motivos para uma empresa consolidada fazer isso. Para entrar no âmbito da inovação em processos, Maxwell Wessel é objetivo: os executivos precisam urgentemente reconhecer os limites nos quais estão inseridos, que são os da própria organização. A partir disso, devem fazer com que grupos e times sejam capacitados para funcionar em torno da inovação. As metas e métricas operacionais devem ser vista por um novo ângulo, não cabe aqui aproveitar o que vem sendo feito. É preciso liberdade para experimentar, errar, aprender e alcançar o sucesso.

Existem outros aspectos que podem ser um obstáculo para a inovação em processos. Quer saber mais? É só conversar conosco!

 

Grandes empresas x startups: o que essa comparação ensina ao mercado

Com a palavra “inovação” aparecendo em diversos locais, é natural que os gestores de diferentes áreas se tornem mais atentos em relação a mudanças do mercado. Steve Blank, professor emérito de Stanford e UC Berkeley e uma autoridade em empreendedorismo, traz a questão da cobrança excessiva de que “é preciso inovar”, mas de que pouco se fala do que está impedindo isso de acontecer. Inclusive, alerta para duas premissas muito importantes neste quesito: um startup não é uma “versão menor” de uma grande empresa. Da mesma forma, grandes empresas não são “versões maiores” de startups.

O que isso significa? Que ambas têm características distintas e de que não é preciso haver uma padronização sobre “inovação”. Startups trabalham de uma forma e grandes empresas talvez precisem ir por um caminho diferente. No entanto, há diversos obstáculos que podem ser superados quando uma olha para outra. São processos, metodologias e lideranças, por exemplo, que podem funcionar muito bem em uma e, por isso, podem ser incorporados ou personalizados em grandes empresas.

Steve Blank, para esclarecer a questão, explica que uma startup é uma organização temporária com o objetivo de procurar e encontrar um modelo de negócio com possibilidade de escalar e ser replicável. . Em contrapartida, grandes empresas contam com  modelos de negócios testados e validados e em vez de “procurar e encontrar”, elas o executam.  Por essa razão, é que nem sempre é tão fácil trazer ações criativas, inovadoras e disruptivas.

Quando se fala em inovação para grandes empresas há uma barreira bem clara: os modelos de negócios comprovados. Não é mais preciso ir atrás de um norte, como em uma startup, pois já se tem um guia para criar produtos e serviços. Porém, o que acontece é que as equipes absorvem isso como uma máxima imutável. É um dado que precisa ser executado todos os dias. As métricas de sucesso e recompensa estão baseadas nisso. Então, como inovar em um cenário assim?

Inovar é caótico, confuso e incerto. Neste quesito, as ferramentas e mindset das startups conseguem agir de forma rápida até mesmo em uma mudança de cultura interna.

O que grandes empresas podem aprender com startups

Primeiro, é preciso desmistificar a imagem de que startup não tem disciplina. A inovação requer organização. Blank e Pete Newell ensinam que para inovar é preciso uma arquitetura baseada em evidências, com processos funcionando de forma ágil e priorização de problemas, ideias e tecnologias. A Inovação Lean, que pode ser extraída de Lean Startup, um método que evita desperdícios para entregar rapidamente qualidade, conhecimento e prática, pode ser adaptada para grandes empresas.

Na Inovação Lean, há seis etapas que conseguem ser assimiladas por grandes empresas. O que mostra, mais uma vez, que não é preciso se tornar uma startup para inovar, mas entender dentro do seu contexto que há ferramentas que podem contribuir com um objetivo fora do tradicional.

1. Abastecimento: formatar um período de dias no qual um grupo criará um apanhado de problemas, ideias e tecnologias que devem ser investidas.

2. Curadoria: os responsáveis por inovar vão para a rua. Eles saem da zona de conforto do escritório e vão até clientes e colegas. Isso possibilita identificar novos problemas, variações de uma necessidade, soluções que cabem dentro de cada orçamento, etc. Com isso, é possível prototipar, começar com o Minimum Viable Product‎, o chamado MVP.

3. Priorização: a lista de ideias é refinada de acordo com a pesquisa anterior, no qual são avaliadas questões técnicas, legais, orçamento, entre outros. Nesta etapa, os projetos são categorizados, o que diz respeito ao quanto será investido, por quanto tempo e sua viabilidade.

4. Soluções e testes: depois que as ideias são priorizadas, a equipe de inovação procura por soluções e começa a testar hipóteses, sem medo de falhar.

5. Incubação: com a hipótese validada, começa a construção de fato de um MVP e o alinhamento da integração da equipe. Para que isso aconteça, é essencial uma liderança que garanta recursos e orientação.

6. Integração e reestruturação: Após a validação dos testes,  a solução dá os passos iniciais na integração dentro das grandes empresas. Aqui também são corrigidos desvios que são rapidamente reestruturados.

De quais outras formas startups podem ajudar grandes empresas?

Existem ainda outros conceitos que podem ajudar grandes empresas. São abordagens e ferramentas de startups que têm tido bastante sucesso.

●  Equipe enxutas: não há um número pré-determinado por projeto, mas não se chega até dez pessoas. Se necessário, a empresa deve dividir o projeto em fases.

●  Carreira em T: profissionais têm sido mais valorizados por uma combinação interessante de conhecimento em vários assuntos, mas com profundidade e expertise em um deles.

●  O erro faz parte da inovação: é preciso experimentar. Para isso, o medo de errar não deve fazer parte da equipe. Pelo contrário, significa insumo para tentar novamente.

●  Propósito: um projeto, serviço ou produto deve estar baseado na resolução de problemas reais.

Como bônus, as chamadas “lições aprendidas” para inovar em grandes empresas por Steve Blank:

●  Inovar em grandes empresas é mais complexo do que em uma startup;

●  KPIs e processos precisam ser inovadores e responsivos, não baseados somente em execução repetitiva;

●  Cada vez que um processo de execução entra na empresa, a inovação se torna mais distante;

●  As grandes empresas precisam mais do que entender e falar sobre inovação, mas obter ferramentas e colocar em prática;

●  É fundamental políticas, procedimentos e incentivos com foco em inovação.

Quer mais dicas de como grandes empresas podem adotar de forma eficaz métodos de uma startup (sem precisar se tornar uma)? Fale conosco!

Ideias inovadoras surgem com o business design

Como a minha empresa pode ter mais ideias inovadoras? Se você já se perguntou alguma vez sobre isso, está na hora de adotar a abordagem do business design. Primeiro, precisamos entender que inovação não se trata de revoluções – embora, elas sejam ótimas em algumas ocasiões. É muito mais aperfeiçoar processos e caminhar em direção ao futuro, sem deixar que o tradicionalismo seja uma corda que prende a empresa no mesmo lugar. É comum associar a inovação com “soluções bilionárias” ou “novos Facebooks”. Porém, pequenas conquistas também têm seu valor.

As ideias inovadoras, dentro do business design, são baseadas em uma estrutura lógica, que permite partir de hipóteses e testar, errar, tentar mais uma vez. Nem sempre são pressupostos que  modificarão  completamente um produto, mas podem ser funcionalidades ou, até mesmo, processos de área, que  trarão um impacto positivo ao negócio. O que acontece por conta dessa motivação criadora guiada por uma estrutura de gestão, não é fazer apenas por fazer, como dizem. Existe um propósito por trás de tudo e ele é executado de uma  maneira lógica.

Ideias inovadoras são óbvias

Um dos artigos considerados “clássico” pela Harvard Business Brasil fala sobre como a inovação é óbvia. Peter Drucker, grande nome da administração, em sua explanação, trata sobre a ligação entre ideias inovadoras e empreendedorismo. Também, interligado com isso, afirma que as oportunidades não se ajustarão ao modo de “fazer”, “abordar” ou “definir” da indústria. Por isso, refere-se a redefinir, inclusive, modelos de comercialização que geram propostas diferentes de valor.

Outros pontos relevantes são: mudanças de percepções não deixarão um produto ou fato diferente, mas darão um significado novo, de forma rápida e impactante. Por fim, aprende-se que um grande  elogio que pode ser feito quando se está buscando esse propósito é alguém dizer: “mas isto é óbvio!”. É tão natural que é intuitivo e faz com que os outros se perguntem “como não pensei nisso antes?” ou “não posso mais ficar sem isso agora!”.

Como alcançar ideias inovadoras?

Existem algumas formas de agir e pensar que podem ser desempenhadas para alcançar ideias inovadoras em conjunto com business design. Quando trabalhamos o potencial das empresas, há três trilhas que são nossos pilares: inovação, design driven e mentoria. Conheça um pouco de cada uma delas.

1. Trilha de Inovação

As ideias inovadoras são abordadas com um olhar macro e que engloba, por exemplo, um universo dinâmico como o das startups. As empresas que estão procurando se reinventar, conseguem enxergar oportunidades de negócios e se manter dentro dos modelos atuais de mercado. A aplicação da trilha parte de quatro pontos: inovação aberta, transformação digital, negócios exponenciais e lean startups.

● Inovação aberta: ideias inovadoras que são originadas a partir de propósitos inspiradores e ambientes preparados para mudanças cada vez mais rápidas.
● Transformação digital: modelos, processos e tecnologias que forma equipes high performance.
● Negócios exponenciais: os dados sendo trazidos para gerar conhecimento e inovar.
● Lean Startups: como as ideias inovadoras surgem com base nas startups.

Saiba mais sobre a Trilha de Inovação.

2. Trilha Design Driven

Complementando as ideias inovadoras relacionadas com business design, a Trilha Design Driven permite a abertura de processos de transformação dentro da empresa, organizados em sintonia com: design thinking, business design e design de serviços. Dentro disso, é visto:

● A importância do foco nas pessoas e suas necessidades para transformar negócios.
● Utilização do design como ponto de partida, ampliando a visão organizacional.
● Desenho de novos modelos em cima de transformações digitais.
● Formas de comunicação que podem se tornar diferenciais, como as narrativas.

Saiba mais sobre a Trilha Design Driven.

3. Trilha Mentoria (Design your life)

A mentoria faz uma análise do ambiente de mercado e dos clientes para proporcionar novas estratégias e prevenir obstáculos. Traz um verdadeiro norte para tomar as melhores escolhas, isso com o auxílio de redefinições de vida pessoal e profissional. Por essas razões, são examinados: propósitos, autoconhecimento, modelo de negócio pessoal, prototipagem de ideias inovadoras, satisfação com decisões e planejamento.

Saiba mais sobre a Trilha de Mentoria.

Quer saber mais sobre as possibilidades para obter ideias inovadoras com business design? Entre em contato conosco!

Business design: apostem suas fichas nessa abordagem

Nos textos sobre Gestão do conhecimento falamos que um uma empresa inovadora não se faz apenas com tecnologia de ponta, mas também pela mente das pessoas que estão dispostas a promover a mudança. Esse combo alinhado a metodologias que auxiliam na coleta e análise de dados impulsiona o desempenho da equipe, otimiza os resultados e cria soluções para facilitar o dia a dia nas empresas, além de entregar valor ao cliente. Se esses objetivos juntos fizeram você lembrar dos artigos sobre Design Thinking e também no processo produtivo das organizações exponenciais, hoje ainda vamos relembrar  um novo conceito: o business design.

A própria palavra design já explica boa parte do trabalho de um business design. Em tradução livre, o termo significa “desenho” e vem do verbo designare que nada mais é do que traçar, marcar ou mostrar uma direção. Nas palavras de Michael Eales, business designer da Business Models Inc., um profissional que atua neste segmento está preparado para aplicar princípios tanto do design quanto da administração de negócios. Ou seja, é utilizar o conhecimento das duas áreas para criar novas abordagens operacionais e desenvolver processos mais fáceis de executar, principalmente quando se tratar de projetos complexos.

Um profissional do business design pode ser contratado sempre que um novo produto ou serviço for lançado ou ainda quando surgir necessidade de reinventar os que já estão no mercado. Isso porque os profissionais da área partem do princípio que as várias etapas de um negócio, desde a ideia inicial até o lançamento, são hipóteses que podem ser prototipadas e melhoradas depois de vários testes.

Business design, governo e atendimento aos cidadãos

Michael Eales e sua equipe conseguiram bons resultados ao trabalhar com algumas agências governamentais da Austrália. Eles partiram da premissa de que os problemas que o governo tentava resolver precisava de uma abordagem diferente das que levaram à situação atual. Para tanto, Eales convidou os líderes para olhar a questão com a mentalidade de um iniciante, o que muitas vezes levou a administração pública a passar um tempo com os cidadãos entendendo as suas reais necessidades.

Em entrevista ao Singularity Hub, ele contou que o Departamento de Indústria da Austrália passou por alguns problemas financeiros que obrigou duas áreas diferentes do departamento a se agruparem: uma era mais voltada para o financiamento de empresas e a outra estava focada no crescimento dos negócios. Dessa forma, enquanto os primeiros tendiam a dizer “sim” para ajudar os empresários; a segunda dizia “não” por conta do orçamento limitado. Esse cenário é ou não é uma boa oportunidade para contratar um business designer? Foi então  que a equipe de Eales entrou em ação. Eles colocaram os dois grupos para conversar diretamente com os empresários e entender como esses gestores se viravam para conseguir o financiamento, mas sem deixar de se preocupar com os outros recursos oferecidos pelo governo.

O resultado desse trabalho foi o surgimento na Austrália do the Entrepreneur’s Infrastructure Programme (em tradução livre: Programa de infraestrutura do empreendedor). Nele, o governo primeiro concede suporte para as organizações se tornarem mais competitivas para só depois falar sobre financiamento. Entre os auxílios oferecidos podemos citar: assessoria de negócios, ajuda para pequenas e médias empresas para comercializar novos produtos e disponibilização de mentores para ajudar esses profissionais a identificar quais os entraves que impedem o crescimento dos negócios.

Eales e sua equipe por meio da abordagem do do business design conseguiu com que as agências e escritórios públicos dialogassem diretamente com as empresas e reduzissem a complexidade que norteiam os financiamentos. É uma forma arrojada de recriar um modelo de negócio que ainda rendeu o prêmio Design Pioneer award para eles.

Gostou de saber mais sobre o business design? Veja aqui como estamos aplicando esse conceito no desenho de novos modelos de negócios. Ficou interessado? Faça um contato conosco.

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Organizações exponenciais são sinônimo de empresas inovadoras!

Como as organizações exponenciais têm criado inovação num cenário tão ágil e repleto de mudanças? Justamente por se tratar de um modelo disruptivo. Não é fácil imaginar como elas podem existir, afinal, estamos ainda muito imersos em gestões conservadores e que, apenas aos poucos, estão começando a procurar por ferramentas e metodologias que vão além dos livros clássicos de administração. Mas, a principal resposta está no chamado propósito transformador massivo. É ele que será o responsável por assumir o timão do navio. Por sua vez, a cultura de inovação criará um ambiente que estimule mudanças e muita criatividade.

A cultura da inovação é um dos pilares das organizações exponenciais e, por outro lado, uma é consequência da outra. Vamos explicar melhor. Um negócio disruptivo, que fuja de processos burocráticos ou funções engessadas, precisa de bastante criatividade e propósito por trás. Mas como adquirir isso em uma empresa? A partir de reflexões que vão desde o relacionamento entre as pessoas até o cenário profissional. É um comportamento que se torna um exemplo e que, na sequência, se transforma em inspiração. Para isso, é preciso de desapego. Assim como arrumar o armário, ao adotar uma cultura de inovação é preciso tirar teias de aranha e se desfazer das roupas que não servem mais.

Nesse processo de arrumação, há algumas boas práticas que podem ajudar a cultura de inovação a se disseminar, tomando conta de pensamentos, atitudes e, como resultado, modificando ambientes profissionais. O aperfeiçoamento pode estar logo ali, em uma ação estratégica. Aqui, entram alguns itens importantes e que precisam de comprometimento da empresa. Não adianta nada querer ser uma das organizações exponenciais inovadoras e não adotar as seguintes propostas:

  • descentralização de decisões, autonomia nem sempre é fácil de lidar para os chefes. Lembre-se, aqui, estamos falando de líderes;
  • outro posicionamento relevante é formar lideranças autônomas entre os próprios colaboradores;
  • comunicação transparente, para todos e em diversos momentos. O conhecimento só se dá com confiança e trocas. Por essa razão, a informação deve ser crível e proporcionar o desenvolvimento do time;
  • o processo está indo bem? Hora de reavaliar. Pode parecer sem sentido, mas a acomodação é um dos maiores inimigos da inovação. Em um mundo em que as transformações acontecem em segundos, os modelos de negócios precisam passar por processos de análise e correções de percurso a todo instante.

Quais os diferenciais das organizações exponenciais?

Nas organizações exponenciais, você pode esquecer daquele fluxo sem fim: demandas que passam por colaboradores, para supervisores, depois até gestores e, talvez, consigam a atenção do CEO. Há um empoderamento do profissional. Isso funciona muito bem quando focamos na capacidade de transformação das pessoas. As mudanças são dinâmicas. Nisto é que mora um dos destaques do crescimento exponencial: cada um se torna parte de um crescimento que não envolve somente a empresa, mas a si próprio.

Quando as organizações exponenciais colocam o indivíduo no centro de suas preocupações, tornam os processos mais colaborativos e democráticos. Além disso, as estruturas homéricas e grandiosas de equipes não são mais uma vantagem, mas um obstáculo a ser superado. O modelo de negócio é dinâmico e, portanto, precisa de alternativas que fogem do convencional: criar redes de profissionais autônomos ou terceirizados, movimentar o ecossistema do setor, receber, de forma preditiva, as informações dos clientes .

Falhar também não é mais um problema nas organizações exponenciais. Falhar traz conhecimentos poderosos. Só erra com sabedoria quem pode testar e, isso significa, reduzir custos com desenvolvimento e lançamento de produtos e serviços fadados ao fracasso. Testar é um verbo que deve entrar nesse novo mindset de forma consistente. Experimentar faz com que os envolvidos consigam coletar dados de usuários betas e promover melhorias nos lançamentos que não serão rejeitados pelo mercado. Na verdade, a maior possibilidade é de que seja gerada uma experiência satisfatória. Por qual razão? Porque antes existiram falhas e, na sequência, correções e aprimoramento. Não é o erro pelo erro mas sim gerar o aprendizado. Ou o que comumente de chama “learning by doing”

O que faz das organizações exponenciais negócios disruptivos?

Arriscar não é para todos. O mesmo serve para inovar. Em razão disso, as organizações exponenciais se destacam como negócios disruptivos. Elas sobrevivem porque acompanham a transformação digital, os novos comportamentos e conseguem, com fluidez, modificar-se para atender o indivíduo. Agora, aqueles que nadaram, conseguiram certo lugar ao sol, mas depois tiveram que se retirar do mercado, possuem algo em comum: não acreditaram e investiram nas inovações.

Para simplificar, quais seriam os pontos-principais dessa dupla de inovação e organizações exponenciais? Alguns deles:

  • mudar não é motivo para medo. Independentemente do seu tamanho, as mudanças são vistas como oportunidades e não como dor de cabeça. Pensar grande é uma das motivações para mudar para (muito) melhor;
  • a hierarquia perdeu seu reinado. Flexibilidade, processos que não seguem uma “linha padrão” e que passam longe de fluxos conservadores;
  • gestão de equipes e controle passam longe da visão tradicional do chefe “acima de tudo”, há o uso de ferramentas para tais fins, mas com flexibilidade, autonomia e agilidade promovidos pelo suporte da tecnologia;
  • tecnologias são amigas. Nada de ficar com medo de novas tecnologias: de forma inteligente, é fundamental identificar como as soluções tecnológicas sozinhas ou combinadas podem otimizar, criar e inovar.

Quer conhecer mais sobre organizações exponenciais e outros assuntos que tratam de inovação e negócios disruptivos? Acesse ao blog ou deixe uma mensagem com sua dúvida ou sugestão! Conheça os nossos cursos presenciais clicando aqui

Como implantar uma cultura para a inovação?

Um grande diferencial em relação às demais empresas do mercado é a inovação, que vem mostrando-se, cada vez mais, importante em todas as organizações. Por isso, o seu estímulo vem aumentando em ritmo acelerado. Nenhum gestor quer ver o seu negócio estagnado, enquanto seus concorrentes desenvolvem novas ideias e atingem patamares superiores.

Porém, não basta desejar soluções inovadoras sem que seja criado um ambiente corporativo propício. A implantação de uma cultura para a inovação, dentro de uma organização, precisa partir de quem já possui poder de decisão e ser estendida para os demais colaboradora. Veja como:

Alinhamento dos valores com os objetivos

Uma empresa com valores extremamente conservadores, que já estão largamente refletidos em sua cultura organizacional e sua estrutura, dificilmente conseguirá implantar um modelo voltado para a inovação, a partir da simples criação de objetivos com este foco. Para isso se tornar possível, será preciso mudar a filosofia que já está consolidada em seus processos. Mas como fazer isso?

O primeiro passo é alinhar os valores da empresa com os objetivos, ou seja, planejar como se dará a mudança em todos os patamares e áreas da corporação. Deve-se incluir neste planejamento desde os conceitos mais básicos da empresa, como a missão e a visão, passando por todos os processos internos até, finalmente, definir um propósito que justifique a existência daquela organização para então gradativamente mudar a forma de pensar de seus colaboradores.

A inovação vem de cima

É notório a importância que possuir colaboradores que pensem e ajam com um propósito da inovação tem em uma empresa. Mas isso somente não basta. Faz necessário aplicar essa nova cultura na prática, que deve partir de deve ocorrer a partir da mais alta liderança corporativa.

É preciso criar um ambiente propício

Imagine uma empresa que está procurando aplicar uma cultura voltada para a inovação. Porém, ela é dirigida por gestores rígidos, que gostam que tudo seja feito da maneira ditada por eles e em momentos pré-determinados. Não bastasse isso, os colaboradores, que não respeitam as regras impostas, são punidos. Apesar de, na teoria, a inovação ser incentivada, esta não parece ser a atitude de uma administração, que realmente apoia a inovação.

É por meio de condutas, que incentivam o desenvolvimento individual de seus colaboradores que a empresa torna-se, gradualmente, um local estimulante, onde os colaboradores se sentem a vontade para tentar novas possibilidades. Além disso, deve-se estimular a troca de informação entre os colegas, setores e também entre os gestores e os demais membros da organização. Só com a posse de informações é possível pensar de maneira inovadora e tomar as melhores decisões. A cultura da inovação é vital para o crescimento das empresas em um mercado muito competitivo, mas a sua implantação ainda é um verdadeiro desafio.

Como você avalia o nível de incentivo à inovação na sua empresa? Ainda há espaço para esta prática? Deixe seu comentário!

O DNA das empresas socialmente inovadoras

Captura de Tela 2015-08-18 às 12.40.13Neste artigo adaptado do livro recente de Jerry Davis e Chris White, você saberá como algumas empresas conseguem ser mais férteis para a inovação social. Ou seja, que colocam ações de impacto social positivo em curso, favorecendo a missão principal de seu negócio. Continue lendo e confira:

No decorrer da pesquisa realizada por Jerry Davis e Chris White (dois importantes nomes na área de estudos sobre negócios) ficou claro que algumas indústrias intensivas em conhecimento são, consequentemente, mais receptivas à inovação social em comparação às outras. As empresas de contabilidade e consultoria são, muitas vezes, altamente sensíveis às demandas sociais de seus empregados. Por exemplo, estagiários na PWC – PricewaterhouseCoopers têm defendido uma prática de auditoria social. Os profissionais consultados da Accenture, em escritórios de três continentes, elogiaram a empresa de forma consistente por sua disponibilidade em apoiar inovações, a partir das parcerias com programas profissionais dos primeiros povos no Canadá e apoio aos centros de atendimento em comunidades nativas. Isto se encaixa com a ideia de que muita inovação é impulsionada por uma guerra de talentos. Empresas que necessitam de profissionais com habilidades para elevadas demandas são praticamente obrigadas a abraçar as preferências desta nova geração.

Os traços da inovação social nos negócios

As empresas com uma marca forte para proteger também são inovadoras sociais muitas vezes receptivas aos intraempreendedores. A Nike, por exemplo, enfrentou a reação dos consumidores na década de 1990, quando as práticas de trabalho análogo ao escravo exercido por alguns dos seus fornecedores se tornaram amplamente conhecidas. Uma das histórias mais notáveis foi publicada na revista Life, distribuída com uma foto de uma criança paquistanesa costurando bolas de futebol da marca, intitulada “seis centavos por hora”. Vários protestos e pedidos de boicotes começaram a colocar a Nike no centro de batalhas em torno da globalização.

A marca, posteriormente, se tornou inovadora na prestação de contas da cadeia de abastecimento e estabeleceu um código de conduta para seus fornecedores de forma rigorosa, com inspeções nas fábricas terceirizadas. No início de 2013, quando as condições da fábrica em Bangladesh com trabalho precário vieram à tona, a empresa cortou laços com alguns fornecedores cujas fábricas foram consideradas inseguras, mesmo às custas de suas margens de lucro e em face da diminuição da rentabilidade em relação aos concorrentes. Defensores internos de segurança e os direitos trabalhistas na cadeia de fornecimento tornaram-se concorrentes poderosos dentro da Nike. Por causa da sua atenção no evento de Bangladesh, a Nike já não estava presente entre as marcas ocidentais, que foram envolvidas no colapso trágico do trabalho de fábrica em Dhaka, em abril do mesmo ano.

Outros cases de inovação social

Em bens de consumo embalados, a SC Johnson trabalha com matérias-primas de agricultores em Ruanda, em parceria com os fornecedores locais para melhorar a higiene e saneamento em comunidades urbanas de baixa renda no Quênia. Também passou a eliminar substâncias químicas nocivas de seus processos de produção. No varejo, a Whole Foods eliminou sacos de plástico para desenvolver fornecedores locais e abriu lojas com produtos a preços acessíveis em comunidades de baixa renda com acesso limitado a produtos frescos.

Cascade Engineering é o exemplo de uma organização que evoluiu a partir de um fornecedor industrial para a indústria automobilística a uma corporação B: certificado importante de Michigan. Ela gerou uma ampla gama de inovações de gerenciamento de funcionários, como programas de bem estar na carreira. Já para os produtos, a empresa desenvolveu soluções como o Filtro Hiydrai BioSand Água, um filtro de água com alta capacidade para uso doméstico de baixo custo destinado aos países de baixa renda. Essas inovações, muitas vezes, surgiram a partir de ideias geradas por empregados e até mesmo por meio de iniciativas lideradas pelo colaborador.

Uma mudança no topo também pode ser transformadora para a inovação social no seio das empresas. Quando William Argila Ford Jr. tomou posse como presidente da Ford, ele sinalizou que a empresa quase centenária foi aberta à mudança a partir de suas iniciativas ambientais de programas premiados para combater o HIV/AIDS, na África do Sul.

Os impactos dos inovadores sociais

Os novos líderes não precisam ter seu nome de família na porta para incentivar a inovação social. Em 2003, quando Ramón de Mendiola assumiu o cargo de CEO da Florida Ice & Farm Company, líder na produção de cerveja e de bebidas da Costa Rica, a empresa enfrentava o desafio para encarar a concorrência iminente e em classe mundial. Mendiola lançou uma campanha para aumentar a eficiência e reduzir custos, seguido por outra campanha para introduzir novos produtos e aumentar as receitas e lucros, culminando com a aquisição do negócio – a Pepsi Co na Costa Rica. Depois de construir credibilidade dentro e fora da organização, em 2008, Mendiola criou uma ampla iniciativa de refazer a Flórida como um negócio dedicado ao planeta e as pessoas. Ele afirmou que a maioria das empresas são lagartas, que somente comem, e ele queria ser uma borboleta, que encanta e poliniza, combinando o desempenho dos negócios com o progresso social. Abordagens assim tem tido uma série de benefícios tangíveis, incluindo o aumento da fidelização e retenção de clientes e colaboradores.

Há uma série de exemplos de empresas que adotam a inovação social e, agora, cabe a você transformar as inspirações desses grandes nomes em realidade para que seu negócio também seja gerenciado de forma econômica, ambiental e socialmente sustentável.

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Esse post é uma adaptação da Harvard Business Review Press Livro:  Changing Your Company from the Inside Out: A Guide for Social Intrapreneurs.

A importância da Educação Corporativa

educaçào corporativa 2Investir na capacitação dos colaboradores deixou de ser um luxo há algum tempo. Empresas que querem se destacar,  produzir mais e melhor, cada vez mais, estão fazendo da educação corporativa um diferencial competitivo.

O mais interessante deste processo é fazer o conhecimento circular internamente. Muitas empresas deixam de aproveitar o conhecimento de seus profissionais mais experientes e, por isso, precisam fazer grandes investimentos na contratação de cursos externos. O ideal é balancear entre o conteúdo interno e as contribuições de fornecedores que ofereçam capacitação técnica e de negócios para tornar a equipe mais eficaz e engajada. Isso só é possível, quando a educação corporativa faz parte dos planos da empresa.

A seguir, veja algumas ideias para fazer da educação corporativa uma mola propulsora do crescimento empresarial:

1 – Tenha um programa de capacitação

Estruturar uma estratégia de capacitação para os colaboradores, além de gerar metas a serem cumpridas e definir objetivos em curto, médio e longo prazo, também pode se tornar um diferencial na imagem de empregadora da empresa.

Um estudo realizado pelo Great Place to Work revelou que uma das características mais marcantes das empresas que figuram o topo da lista de melhores lugares para se trabalhar é o investimento em capacitação da equipe. O sentimento que a empresa está investindo no conhecimento pessoal, além é claro de aumentar as expertises dos colaboradores, faz com que a equipe se sinta motivada a dar o melhor de si, gerando um ciclo de competitividade e crescimento econômico.

2 – Aproveite os investimentos em capacitação para fomentar a inovação

Solucionar problemas antigos com ideias disruptivas, criar novos produtos e serviços, melhorar processos. Tudo isso é pauta constante na mesa de diretoria das empresas que querem se manter competitivas.

Uma boa maneira de incentivar a inovação é o investimento em capacitação. Os cursos, as palestras, o intercâmbio de informações entre os colaboradores, podem ser utilizados para melhorar a colaboração e incentivar o ‘fazer diferente’. O ideal é estabelecer um elo entre a educação corporativa e as iniciativas para a inovação.

3 – Incentive a atualização dos profissionais

2014-09-24 14.34.18Para que a educação corporativa contribua com o crescimento da empresa, ela precisa estar relacionada à estratégia de negócio da empresa. Assim, todos os investimentos em auxílio educação (graduação, especialização etc.) e realização de cursos in company devem se alicerçar nas necessidades da companhia.

Basicamente, os gestores precisam se perguntar “que habilidades técnicas e não técnicas eu preciso que meus liderados desenvolvam para chegar a este objetivo?”, “quais colaboradores precisam ser treinados ou podem ser estimulados a se desenvolver para assumir novos desafios?”.

O incentivo à atualização e aos estudos não pode ser somente com subsídios. Ele precisa estar no discurso e nas ações da empresa e de seus líderes – isso está muito ligado à meritocracia. Os colaboradores que aproveitam os treinamentos oferecidos pela empresa e buscam conhecimento por conta própria precisam ser reconhecidos e estimulados. Assim, eles se tornam cada vez mais produtivos e leais aos objetivos corporativos.

4 – Faça da capacitação um acordo de parceria

Demonstre ao seu colaborar que o investimento que a empresa está oferecendo destina-se para que ele cresça com pessoa e profissionalmente, mas em contrapartida, a organização espera que os conhecimentos adquiridos com a atividade sejam transmitidos internamente no ambiente de trabalho como um retorno.  Estabeleça um programa de gestão do conhecimento. Desta forma, todos ganham.

Como estão os investimentos da sua empresa em educação corporativa? Você gostaria de conversar mais sobre este assunto? Deixe um comentário!