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ESG Futuro Sustentavel

ESG: compromisso empresarial para um futuro sustentável

Uma das discussões que mais tem ganhado espaço no mundo corporativo está diretamente ligada a demandas que envolvem os princípios do ESG. A sigla (do inglês Environmental, Social and Governance) diz respeito ao conjunto de práticas e informações socioambientais e de governança que apoiam a tomada de decisão nas organizações para orientar investimentos, ações e projetos.

Inclusive já apresentamos o que é ESG e quais os benefícios de adotar essas práticas no ambiente corporativo. E o assunto, apesar de não ser tão recente assim, ganhou visibilidade nos últimos anos, ainda mais após o CEO da maior gestora de investimentos do mundo chamar atenção para o assunto em sua carta anual, causando impacto no mercado financeiro e no meio corporativo. Na carta, ele aconselha outros CEOs a repensarem como seus negócios podem atuar em prol do ESG, com intuito de criar ambientes de negócios mais inclusivos e sustentáveis. 

O ESG vem se consolidando cada vez mais como parte da cultura de grandes organizações. Os princípios do ESG têm sido, inclusive, levados em consideração para investimentos por parte do mercado financeiro. 

Um exemplo disso é a B3 - Brasil, Bolsa, Balcão, responsável pela bolsa de valores mais importante do país, que alterou o seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Isso significa que investimentos sustentáveis e corporações que possuem políticas ambientais e sociais responsáveis vêm sendo beneficiadas mais que outras. 

Outro dado interessante sobre o assunto vem da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos que investem em empresas com preocupação social, ambiental e de governança somavam em julho de 2020 aproximadamente R$ 540 milhões; em dezembro, o valor saltou para R$ 818 milhões. Em janeiro de 2021 esse valor já alcançava a casa do bilhão.

Agenda para um futuro sustentável

O termo “ESG” foi cunhado em 2004 em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), elaborado após um Pacto Global. O relatório destacou a necessidade de integrar fatores ambientais, sociais e de governança que geram, não apenas a rentabilidade de negócios, mas também sua sustentabilidade a longo prazo.

Mais tarde, em 2015, ao serem analisados os resultados do que os países estavam fazendo para pensar em sua sociedade e meio ambiente, foi proposta a Agenda 2030: os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. A iniciativa fomenta a criação de modelos de negócios com base no ESG para atuação em uma Economia Sustentável.

Para erradicar a pobreza e desigualdade “sem deixar ninguém para trás” — de acordo com a própria ONU, foram pensados 17 objetivos que se desdobram em 169 metas pensadas para que os governos e empresas pudessem planejar, implementar, monitorar e controlar políticas públicas de desenvolvimento. 

Portanto, implementar práticas comprovam a Responsabilidade Social Corporativa alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), ou Agenda 2030 da ONU. Esse tipo de iniciativa impacta diretamente na imagem e reputação das empresas, assim como nos resultados financeiros das organizações. 

O que significa cada uma das práticas ESG? 

Começando pelo "E", a parte da sigla que fala sobre gestão ambiental. Para contribuir com o meio ambiente ou, ao menos, reduzir os impactos negativos sobre ele, as empresas devem adotar diversas práticas e abordar inúmeros assuntos tanto internamente quanto externamente, posicionando-se no mercado. 

Um grande destaque é para empresas que pensam na gestão de carbono com planos de ação para reduzir a emissão de gases poluentes. Outra possibilidade é o monitoramento e redução do consumo de água e demais recursos naturais, além da preservação da biodiversidade.

O “S” da sigla fala dos aspectos sociais. Quando se trata do social, as práticas visam construir um relacionamento saudável entre empresas e sociedade; líderes e liderados. Para tanto, o fator estimula que as empresas busquem seguir o caminho de uma ambiente mais diverso, respeitoso e saudável para todos os colaboradores - tanto física quanto mentalmente.

Nesse contexto, vale pensar em garantir a saúde e segurança do trabalhador, pensar projetos voltados para a comunidade ao entorno ou beneficiadas em iniciativas de responsabilidade social

Destaca-se ainda que a sua empresa não precisa pensar em todas essas siglas sozinha: existem muitas startups, organizações da sociedade civil e até iniciativas locais que podem apoiar ou se tornarem parceiras para que todos os aspectos ESG sejam estimulados dentro das organizações, contribuindo para a inovação. Existem diversos modelos de negócios que já trabalham pensando exclusivamente em alguns desses pontos. Basta compreender quais deles fazem mais sentido com a cultura e metas de sua empresa.

Além de contribuir efetivamente com iniciativas que já fazem diferença onde atuam, quando pensada em rede, o impacto positivo ambiental, social e econômico assegura o desenvolvimento dessas novas práticas serão sustentáveis e de longo prazo. 

Por fim, e não menos importante, o “G”, que pensa nas práticas de governança das empresas. A governança nada mais é que o objetivo que mede as boas práticas de gestão. A transparência a respeito de todos os processos e a ética do modelo de negócio. 

Nesse critério podem ser avaliadas as prestações de contas das empresas, quais políticas anticorrupção sua empresa têm criado, se existem canais de denúncias, se as ações da liderança da empresa correspondem com a cultura esperada e entre outros.

Exemplos de empresas comprometidas em seguir os princípios do ESG para um futuro sustentável 

Conforme já comentado, a sua empresa não precisa dar conta de todos os aspectos internamente. É possível buscar parcerias para que a agenda seja fortalecida, incentivando uma rede de negócios sustentáveis. 

Recentemente, a Revista Forbes do Brasil divulgou uma matéria em que listam 7 startups que podem ser aliadas na implementação das práticas ESG em seu negócio. São fintechs, cleantechs, taxtechs, e inúmeras outras categorias de empresas que já possuem um ecossistema organizado para pensar exclusivamente em cada um dos pilares ambiental, social e de governança dentro das organizações. De acordo com relatório “Inside ESG Tech Report #2”, esse modelo de negócio sustentável já passa de US$1 bilhão no Brasil. 

Não apenas, startups, mas grandes empresas podem servir de exemplo quando o assunto são práticas ESG. Um bom exemplo é o grupo Boticário, que desde 2020 se compromete a contribuir com 16 metas que visam cumprir aspectos importantes da agenda 2030 da ONU. A empresa quer mapear e solucionar todos os resíduos sólidos gerados na cadeia e reduzir a desigualdade social.  

O compromisso empresarial com questões socioambientais é primordial para um futuro sustentável. Compartilhe nos comentários as iniciativas adotadas pela sua empresa em benefício do bem-estar da sociedade.

 

Livro Altabooks

Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações

A inovação é imprescindível e deve permear toda a empresa, independentemente de setor ou da hierarquia organizacional. 

O lançamento do livro “Liderança para a inovação — como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações'', publicado pela Editora Alta Books, é o resultado de mais uma década de dedicação a temáticas relacionadas ao empreendedorismo, modelos de negócios e inovação. 

O contato inicial com esses temas se deu durante o mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em que dissertei sobre “Técnicas de criação do conhecimento no desenvolvimento de modelo de negócio''. A defesa foi em 2011, período de muitas mudanças não somente em minha vida, mas também no mercado corporativo. 

Em paralelo ao mestrado, iniciava meu blog com a contribuição do jornalista Rodrigo Lóssio, Diretor da Dialetto — agência de comunicação e marketing para empresas de tecnologia e profissional destacado no ecossistema de inovação de Santa Catarina. 

Com o meu primeiro blog no ar passei a publicar artigos relacionados à minha atuação profissional na época. Ao decorrer do tempo, os temas abordados no blog foram evoluindo à medida em que eu avançava nos estudos sobre Design Thinking, empreendedorismo, modelos de negócio e inovação que me apropriei durante a formação no mestrado. 

Para me consolidar como referência nessas temáticas, dois profissionais foram bem importantes durante esse processo: Maurício Manhães e Renato Nobre. A intensa troca de ideias foi determinante para destacar meu blog em um período em que esse formato de plataforma ainda era incipiente e pouco acessado. O primeiro post dessa versão atualizada do blog foi sobre o tema “Prototipagem, interações e inovação!”. E o que me inspira a retomar essa história é que uma das primeiras palavras indexadas no blog foi “CarroAzul”, devido ao artigo que escrevi sobre a disrupção digital, citando o exemplo da Kodak e sobre como a inovação costuma acontecer nas empresas. 

Desde então, ocorreram muitas mudanças. São quase 200 artigos publicados que são pensados para atender aos interesses dos leitores do meu blog e das redes sociais. E isso tem sido um verdadeiro aprendizado. Aprendizado, porque muitas vezes estou pesquisando sobre determinados assuntos e quero compartilhar sobre eles, mas, se não houvesse leitores interessados, nada adiantaria. É preciso estar onde o público está, por mais clichê que possa parecer.

Nem sempre as mudanças foram fáceis. Afinal, ao preparar aulas, palestras e workshops é natural querer o que surge no dia a dia. Mas a tecnologia evolui, os interesses também e as ferramentas estão disponíveis para que possamos identificar o que o público deseja. Em todos esses anos, o público do meu blog foi se modificando. Inicialmente, publiquei artigos que abordavam Design Thinking e Modelos de Negócios. No entanto, nos últimos anos, percebi que os visitantes do site também estavam interessados em temas como Liderança, Inovação e Cultura Organizacional. E, assim, essas temáticas passaram a compor a programação de conteúdo.

Por que um livro sobre liderança para a inovação? 

Dessa experiência, nasceu meu livro Liderança para Inovação, uma compilação de artigos publicados em meu blog entre 2010 e 2020 e que tiveram melhor desempenho no Google. É um material que visa mapear a transformação cultural para a inovação nas organizações — desde habilidades e processos que precisam ser incorporados na cultura organizacional para promover essa mudança, abordando modelos de negócios inovadores e como as organizações estão se adaptando ao novo contexto exigido nos dias atuais. 

Além disso, proporciona uma reflexão sobre as habilidades necessárias para promover uma liderança e uma cultura organizacional com ênfase no crescimento sustentável e que possam contribuir para ambientes de trabalho ambidestros: trabalha tanto na eficiência operacional como na inovação e criatividade, com foco nas pessoas, sejam clientes ou a equipe, afinal, tudo é sobre pessoas.

O desejo de escrever um livro sempre existiu. Muitos amigos me incentivaram a escrever o que eu compartilhava nas aulas e palestras. Um dia, percebi a quantidade de material que havia publicado no blog e resolvi compilar todo o conteúdo publicado nesse período, visando mapear a transformação cultural nas organizações.

Portanto, o livro “Liderança Para A Inovação: Como Aprender, Adaptar e Conduzir a Transformação Cultural Nas Organizações” é uma compilação dos artigos que tiveram melhor desempenho no Google e foram pensados a partir da necessidade ou de problemas do público que acompanha minha trajetória profissional. 

Este livro é sobre o trabalho de mais de uma década de dedicação intensa, que contou com a assessoria de excelentes profissionais — do começo até agora —, com destaque para duas, em especial: Rosangela Menezes e Loraine Derewlany. Também é sobre a transformação do meu lado profissional: meus cursos, blog posts, palestras, workshops, conversas, participação em grupos de profissionais do setor, interações em redes sociais e demais pontos de contato, as quais sempre tenho prazer em responder. 

Acrescentei ainda um glossário para palavras e expressões que passaram a fazer parte do vocabulário de quem atua nas áreas abordadas neste livro e links para ainda mais conteúdos, tanto de outros artigos publicados no meu blog quanto para sites, revistas eletrônicas e portais de referência. 

Espero que esse projeto possa contribuir para o seu sucesso e para o sucesso da sua empresa. Afinal, meu propósito é ampliar a capacidade de agir de pessoas e organizações por meio do compartilhamento do conhecimento e da cocriação de soluções que impactam positivamente os resultados, gerando economia de recursos e promovendo a inovação de maneira sustentável. 

Além de mudar o modelo de negócio quantas vezes forem necessárias, precisamos manter o foco no fato de que uma organização é feita por pessoas. São esses talentos que, quando treinados, desenvolvidos e engajados, tornam-se promotores do negócio, criando ambientes de trabalho mais felizes, produtivos e criativos. 

O livro “Liderança para a Inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações'' já está à venda no site da Editora Alta Books e da Amazon. Garanta seu exemplar e esteja preparado para inovar em tempos de mudanças exponenciais.  

Minha gratidão a você que me lê agora e que, de alguma maneira, esteve comigo nessa trajetória.

 

Sustentabilidade Corporativa

O que é e como aplicar a sustentabilidade corporativa na sua organização

A sustentabilidade corporativa é iniciativa adotada por empresas que implementam práticas sustentáveis na rotina organizacional, gerando impacto positivo ao seu entorno. A temática vem sendo amplamente debatida e, nos últimos anos, ganhou ainda mais destaque devido aos incentivos para adotar parâmetros de responsabilidade social corporativa. Desde 2015, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propõem que práticas relacionadas à sustentabilidade sejam protagonistas nas organizações; assim como os princípios de investimentos responsáveis inaugurados pelas Nações Unidas em 2006. 

As organizações ao redor do mundo são responsáveis por impactar ecossistemas inteiros, além de contribuir para acelerar as mudanças climáticas, desmatamento, e diversas outras questões que precisam ser debatidas em prol de mudanças benéficas para a sociedade como um todo. 

Dessa forma, os modelos de negócios precisaram se reinventar, buscando soluções inovadoras para reduzir impactos ambientais, garantindo uma utilização mais inteligente e estratégica de recursos naturais. Além disso, empresas vêm investindo em recursos de natureza socioeconômica na intenção de um maior aproveitamento de matéria-prima e redução de gastos. Surge, assim, a sustentabilidade corporativa, conceito que propõe ajustar os modelos de negócios das organizações para que se mantenham competitivas no cenário atual. 

Qual o objetivo da sustentabilidade corporativa?  

A sustentabilidade corporativa torna os processos mais dinâmicos a fim de otimizar o uso de recursos, sejam naturais como também humanos. Isso, para que as organizações tornem-se mais relevantes, lucrativas e eficientes levando em consideração o impacto socioambiental causado pelas atividades realizadas.

A iniciativa mostra-se uma ferramenta importante para o sucesso das organizações, porque ajuda não somente a reduzir impactos ambientais, mas também custos de produção, assim como atrair investimentos de interesse social, geração de valor socioeconômico para o negócio e atrair e motivar talentos. Pesquisas mostram que as pessoas tendem a querer cada vez mais comprar de empresas que se mostraram interessadas em incorporar a sustentabilidade corporativa na cultura organizacional. 

Outro ponto importante que circunda ações de sustentabilidade corporativa é o marketing social positivo que a pauta gera em torno do negócio. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos em parceria com Instituto Ayrton Senna, ESPM e Cause revelou que 78% dos brasileiros esperam que as empresas de hoje invistam mais em causas do que costumava-se investir no passado. Outro dado da pesquisa aponta que 84% das pessoas se dizem totalmente favoráveis ao marketing de causa e que isso, inclusive, ajuda a fortalecer as ações que estão em pauta. Para que uma empresa seja considerada "cidadã", deve em primeiro lugar, adotar iniciativas que contribuem para reduzir impacto socioambiental.

Sustentabilidade corporativa e ESG  

O termo ESG, do inglês Environmental, Social and Governance, diz respeito ao conjunto de práticas e informações socioambientais e de governança que apoiam a tomada de decisão nas organizações para orientar investimentos, ações e projetos priorizando a sustentabilidade corporativa.

Nesse contexto, a sustentabilidade corporativa engloba uma variedade de iniciativas que vão de valor compartilhado, relatórios de sustentabilidade até o ESG. A integração de questões ambientais, sociais e de governança na rotina organizacional é indispensável para investimentos do mercado financeiro. 

Saber comunicar-se com o mercado e parceiros estratégicos que possam ser relevantes para o seu negócio é de extrema relevância. Isso porque, seu negócio se mostra inovador e atento às necessidades do mercado. 

Como tornar-se uma empresa sustentável?  

Existem inúmeras formas práticas para implementar a sustentabilidade corporativa em seu negócio. Lembre-se que o grande objetivo é conscientizar os colaboradores e consumidores de seus produtos ou serviços a respeito do assunto. Sem deixar de pensar em quais ações sua empresa vem tomando para que seja de fato considerada sustentável.

  1. Transparência: Esse é um fator chave e discutido em diversos espectros da empresa.  É importante que a empresa seja sincera não só com o consumidor, mas também com seus funcionários. Segundo Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, “Hoje, não há mais espaço para greenwashing, aquela maquiagem de sustentabilidade em que a empresa tem um discurso que finge que se importa com essas questões e na prática é diferente”.
  2. Invista em parceiros estratégicos: Nem sempre seu negócio terá como resolver todos os problemas envolvendo o ambiente ao seu redor, mas inúmeros projetos, iniciativas, associações, organizações já fazem esse importante trabalho! Portanto, vale pensar na possibilidade de investir parte dos recursos da empresa em projetos de impacto socioambiental.
  3. Alinhe sua empresa aos ODS: para alinhar sua empresa aos ODS, deve começar tornando a sua empresa uma signatária do Pacto Global. Para isso, acesse o site oficial da ONU, procure escritórios próximos e assine um termo de compromisso sobre a Agenda 2030, confirmando que a sua empresa está disposta a colaborar com os ODS.
  4. Ecoeficiência: Diminua a quantidade de recursos utilizados na linha de produção, isso reduzirá custos desnecessários, assim como o direcionamento adequado de  dejetos e melhor aproveitamento de matéria prima.
  5. Invista em conhecimento:  Adote a cultura ecofriendly, e incentive colaboradores e parceiros a adotarem práticas sustentáveis, estimulando a sustentabilidade em toda a cadeia de consumo.

Assista o Webinar Modelos de Negócios na Economia Sustentável com base no ESG, em que conversei com Beatriz Arbex sobre boas práticas ESG nos negócios e o movimento que não é apenas uma tendência, mas uma nova realidade. 

 

Deixe seus comentários e suas impressões e experiências vividas neste campo do conhecimento.

 

 

Liderança Exponencial

Liderança Exponencial: o que é e como desenvolver nas organizações

Transformar e adaptar-se não é uma tarefa fácil, mas necessária. Ainda mais em um momento em que as mudanças estão cada vez mais dinâmicas e velozes. Nesse cenário, o posicionamento estratégico corporativo tem exigido lideranças exponenciais, ou seja, líderes que estejam dispostos a inovar, bem como também motivar seus liderados a seguir inovando.

É desafiador pensar que o mundo, impulsionado pelas novas tecnologias e a globalização, está passando por profundas transformações nas últimas duas décadas. A tendência é que esse cenário siga em ritmo acelerado. Sendo assim, as organizações precisam aplicar estratégias para se adaptarem a tais mudanças, adotando um modelo de negócio inovador.

O contexto atual exige líderes que sejam capazes de superar os obstáculos e adequar-se às mais variadas situações e assuntos. Por exemplo, a empresa está atenta às questões da sustentabilidade e governança? Os profissionais que integram o time seguem se capacitando? A empresa está preparada para a próxima crise que exija mudanças rápidas de mindset e dia a dia de trabalho?

Se a resposta para essas questões é positiva, isso demonstra que a organização possui um líder que motiva e engaja o desenvolvimento de sua equipe e tem coragem para ser visionário e estrategista.

Diferença entre lideranças transacionais e exponenciais

Até muito pouco tempo, era comum motivar os funcionários de uma organização apenas através de recompensas ou punições — desconsiderando quaisquer outros elementos necessários para manter os liderados satisfeitos na empresa. Essas características estão presentes em um modelo de liderança transacional.

Neste modelo há pouca inovação, o foco está especialmente na criação de processos que garantam rotinas eficientes. Isso é longe de ser ruim ou "não permitido", entretanto na era das mudanças exponenciais é necessário reduzir a hierarquia onde a liderança transacional é aplicada, dando espaço para ambientes ágeis que incentivem o protagonismo do colaborador.

A liderança exponencial está atenta ao futuro, mantém as entregas consistentes e com permissão ao erro, sendo a favor de atualizações e melhorias constantes. O foco, nesse caso, é a inspiração. Líderes exponenciais encaram mudanças repentinas de forma menos "centralizadora", afinal, o time constantemente é incentivado à criatividade.

Cabe destacar que dentro de todas as empresas existem processos, áreas e projetos que precisam de estruturas mais rígidas para que funcionem com toda a precisão necessária. Nesse caso, vale manter líderes transacionais à frente para que haja consistência.

Características de um líder exponencial

Futurista, visionário e inovador, acredita na tecnologia e faz-se humanitário. Esses seriam os adjetivos principais de um líder exponencial. O atual cenário exige de líderes posturas mais abertas e, principalmente, flexíveis. Todas as habilidades citadas acima, podem ser observadas em bons líderes. A grande diferença é que uma liderança exponencial leva-as ao nível máximo. Compreendendo, efetivamente, a influência que elas possuem no sucesso dos negócios.

A seguir, explico como cada uma das habilidades exigidas a uma liderança exponencial impacta positivamente no modelo de negócio de qualquer organização.

Um líder futurista e visionário compreende que novas possibilidades — ainda mais no cenário em que estamos inseridos — podem surgir muito antes do esperado. Não apenas preveem, como levam em consideração essas questões no planejamento.

Atrelado a esse ponto, líderes exponenciais compreendem verdadeiramente que as tecnologias evoluem de forma acelerada e, sendo assim, consideram quais delas - ou como - elas afetam em seus negócios.

Nesse caso, vale destacar que uma boa liderança deverá preocupar-se em capacitar seu time para que eles estejam preparados para atuar com autonomia em busca de melhores resultados para o negócio. Pois ler e aprender sobre as novas possibilidades, sim, é necessário. Mas, se o time não estiver alinhado com o mindset adequado para lidar também com todas essas mudanças, a organização não vai alcançar todo seu potencial inovador.

Agora, um líder humanitário, pressupõe necessariamente que as lideranças estão atentas para questões socioambientais e de governança, compreendendo que toda organização gera impactos através de sua atuação. A questão é o quanto desses impactos são positivos ou negativos e como propor inovações que contribuem para minimizar os impactos negativos.

É característica essencial de um líder exponencial, garantir que ambientes de trabalho transparentes, investimento na capacitação do time, comunicação clara e empática com todos. Iniciativas que tornam um local de trabalho onde todas as partes envolvidas passam a ter espaço para entregarem o melhor de cada um.

Métodos que facilitam a liderança exponencial

Dentro de tantas necessidades de mudança e adaptações, existem algumas formas já bem estruturadas de garantir que o modelo de negócio se mantenha atualizado e entregando valor. Atualizar-se para manter os colaboradores protagonistas de suas atividades, motivados e o time unido, requer estratégias inovadoras. Uma pesquisa feita pela McKinsey, com mais de 2.500 profissionais de empresas dos mais variados segmentos, tamanhos e regiões, apontou que 37% das organizações estão realizando transformações ágeis e outros 4% de fato implementaram completamente tais transformações.

Acesse gratuitamente o infográfico Manifesto ágil para líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações e saiba como aplicar as metodologias ágeis para inovar em condições de mudanças complexas e alta competitividade.

Metodologias ágeis propõem estimular a criatividade, liberdade, descentralização de demandas, comunicação aberta e extrema confiança entre líderes e liderados. E todas essas características estão diretamente relacionadas às lideranças exponenciais.

Locais de trabalho onde o colaborador tem espaço para contribuir com o seu melhor, possui incentivo para sempre seguir se atualizando e estudando, tendem a crescer e manter-se estáveis mesmo em momentos de crise. Dessa forma, encarar desafios passa a ser um trabalho feito com a colaboração de todo time.

 

 

Magia E Negócios Blog2 (1)

Magia e negócios podem andar juntos?

Apesar de serem conceitos antagônicos, magia e negócios podem caminhar juntos e impactar positivamente as organizações. Existe uma corrente de pensamento que considera  os elementos do universo místico como sendo possível compreender cada pilar, colaborador e projeto como peças singulares e necessárias para o crescimento do negócio. Este artigo é resultado do webinar que tivemos a oportunidade de realizar no dia 12 de maio de 2021, com um bate papo super instrutivo com o Prof. Thiago Gringon

A partir da premissa de que as organizações não existem por si, mas elas são feitas de pessoas, bastante particulares e singulares. Assim, a antiga máxima que diz que as emoções devem ficar do "lado de fora" do trabalho, acabou. Justamente, porque são essas particularidades que contribuem não apenas para o crescimento de um negócio, mas também para sua sustentabilidade a longo prazo. 

Isso se acentuou com a necessidade do trabalho remoto, que, por conta da pandemia mundial, nos forçou a trabalhar de dentro de nossas casas, trazendo a singularidade e criatividade de cada indivíduo e projeto ainda mais para a superfície.

O místico que habita em nós, e que muitas vezes não conseguimos externalizar, também precisa estar nas empresas. O importante, é compreender como manter um equilíbrio necessário entre elementos tão distintos para que o crescimento de uma organização seja, assim, sustentável. 

Mas que elementos são esses? Continue a leitura do artigo para compreender.

Os 5 elementos relacionados aos negócios, de acordo com Thiago Gringon

 Sim, aqui estamos falando da terra, água, fogo, ar e éter. 

Começando com a terra, que é o elemento mais próximo de nós. Quando trazemos o elemental da terra para próximo dos negócios, passamos a entender a força da tangibilização das coisas. Quando precisamos tangibilizar as nossas ideias, usamos a "magia da terra", ou seja, fazemos com que nossas ideias ganhem forma. 

Fazemos com que os nossos projetos tenham uma "cara", tornem-se sensoriais e verdadeiros. Afinal, apenas sendo colocado de forma tangível no mundo é que ele passa a ter sentido, certo? 

Outra metáfora que podemos fazer utilizando o elemento terra é que nela, as coisas crescem e se multiplicam de forma horizontal e, para que siga prosperando, trabalhamos com o solo mantendo-o fértil. Esse é o caso de tornar um modelo de negócio escalável! Compreender quais os elementos que faltam ali, as especificidades necessárias para que aquele projeto siga impactando da maneira que deve. 

Algumas organizações são bastante apegadas ao elemento terra, buscando trazer quase tudo para um espaço tangível e acabam, por vezes, esquecendo de inúmeras outras complexidades que o negócio exige. Voltando à terra, quando não cuidamos dela com a devida atenção aos detalhes, ela acaba por ficar improdutiva e, na pior das hipóteses, até infértil. 

Aí entra o elemento da água, que representa as emoções e os sentimentos. A água fala de coisas que fluem e que nos mata a sede — afinal é uma fonte de vida. A água faz com que nós alimentemos os nossos valores e crenças. Sem a água, a terra fica infértil e todas as coisas boas que estavam presentes ali, passam a sumir. 

Portanto, tudo o que for proposta de valor, emoções de nossa equipe e audiência, está dentro do elemento "água". Normalizar a vulnerabilidade é a chave para esse equilíbrio. Ela auxiliará, inclusive, a aumentar a confiança entre líderes e liderados, uma vez que ela demonstra os vínculos que aproximam a equipe.

Falamos de materialidade e vulnerabilidade, mas onde aprendemos a lidar e equilibrar esses dois extremos? Aí entra o elemento do ar, que fala sobre os pensamentos. Todo o aprendizado e tudo o que é acumulado com as experiências no mundo corporativo, a educação acumulada, faz com que você compreenda melhor o fluxo do mundo.

Quem mantém esse fluxo é o ar. O ar é responsável por levar e trazer informações, projetos e experiências. Ele nos ajuda a compreender como os nossos projetos podem, por exemplo, educar quem participa dele. Como ele atingirá outras culturas e realidades, de que forma certas ações chegarão do outro lado. 

Nesse caso, podemos citar de exemplo a cultura organizacional. Uma empresa com o "ar sufocante", quer dizer, informações demais chegando de forma confusa tanto em liderados, quanto em fornecedores e parceiros pode fazer com que os bons talentos vão embora. 

E para manter a motivação da equipe quando já compreendo como equilibrar os três elementos acima? 

Aqui falamos do fogo. O fogo é o elemento que fala sobre a nossa motivação, sobre o como fazer as coisas, o lado mais processual. Ele é aquela energia e confiança para o que precisa ser feito e o que você quer que seja feito. Para fazer com que todos ajam com algum propósito 

Por fim, o quinto elemento, éter, fala do espírito. Ele nada mais é que compreender que a cultura organizacional de seu negócio pode ajudar os colaboradores a "transcendem" e entregarem algo útil para a empresa e para a sociedade  Ele representa qual o legado que cada projeto de seu negócio deixa. 

Inovação tem a ver com magia também?

As inovações podem surgir na sociedade através de novos bens, novos métodos de produção, descobertas científicas e tecnológicas, novos arranjos comerciais e, consequentemente, alteram o equilíbrio da economia socioambiental. Isso significa que inovar vai muito além de colocar em prática uma nova ideia. 

Nesse caso, a magia e a atenção aos elementos e seu equilíbrio servem como um caminho para a inovação acontecer. Uma linguagem que ajuda a processos serem cada vez mais inovadores e que se preocupem com o equilíbrio da equipe, da empresa e do impacto gerado. 

Gostou do assunto e quer saber mais?  Clique no vídeo abaixo e assista ao webinar em que converso com Thiago Gringon a respeito da magia nos negócios.   

 

 

Esg E Inovação

ESG e Inovação: como as duas práticas impactam no sucesso dos negócios?

Todas as organizações geram impacto socioambiental, independente de sua área de atuação, mas ainda são poucas que atuam de maneira estratégica, buscando inovar a partir da aplicação dos princípios do ESG (Ambiental, Social e Governança) no seu dia a dia.  

Nos últimos tempos, o ESG tem ganhado visibilidade, sendo amplamente adotado no mundo corporativo. O termo foi cunhado em 2004 em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), elaborado após um Pacto Global. O relatório destacou a necessidade de integrar fatores ambientais, sociais e de governança que geram, não apenas a rentabilidade de negócios, mas também sua sustentabilidade a longo prazo.

O estudo inédito sobre a evolução do ESG no Brasil, promovido pela Rede Brasil do Pacto Global e a Stilingue, revela a evolução do ESG entre as principais empresas do país e destaca os impactos desse movimento com intuito de engajar mais companhias a aperfeiçoarem suas práticas sustentáveis.

Se enquadrar aos critérios ESG permite que as organizações minimizem os impactos negativos e potencializem os positivos, promovendo, consequentemente, melhores resultados na performance do negócio. Ao adotar práticas inovadoras do ESG, as empresas conseguem criar novos modelos de negócio em tempos de mudanças complexas.   

Afinal, inovar vai muito além de colocar em prática uma ideia nova. Um processo inovador precisa ser aplicável, viável e romper com velhas práticas, de acordo com Joseph Schumpeter, economista, cientista social e um dos pais da inovação.

O que é ESG?

ESG (do inglês Environmental, Social and Governance) diz respeito ao conjunto de práticas e informações socioambientais e de governança que apoiam a tomada de decisão nas organizações para orientar investimentos, ações e projetos.

Incorporar as práticas de ESG à estratégia das empresas amplia a competitividade do setor empresarial, independente do setor de atuação do negócio. Entenda como aplicar práticas de ESG promove a inovação nas organizações

Aplicar práticas de ESG promove a inovação nas organizações

Segundo Joseph Schumpeter, as inovações podem surgir na sociedade através de novos bens, novos métodos de produção, descobertas científicas e tecnológicas, novos arranjos comerciais e, consequentemente, alteram o equilíbrio da economia.

Já o Manual de Oslo (2018) considera inovação todo produto ou processo novo ou melhorado (ou combinação deles) que difere significativamente dos produtos e processos anteriores. Independentemente da definição, inovar é uma estratégia de sobrevivência no mundo que conhecemos hoje.

O primeiro passo para inovar é identificar uma necessidade que não está sendo servida ou está sendo mal servida. A segunda fase da inovação é testar uma ideia promissora na prática. É nesta fase em que as ideias mostram seus defeitos, são aprimoradas e evoluem.

Seguido disso, ainda podemos pensar na adaptação e aprendizagem, que nada mais é o que as empresas vêm buscando fazer ao criar modelos de negócios. Na atualidade não existe mais espaço para negócios que não pautem suas estratégias a partir do princípio da sustentabilidade. 

Adotar as práticas de ESG inspira a inovação nas organizações. Em uma economia sustentável, a atuação focada apenas em métricas financeiras se torna ultrapassada e uma nova visão de negócio se torna a regra de mercado. 

O propósito guia modelos de negócios ESG

Quando uma empresa tem claro qual o propósito pelo qual trabalha, as decisões estratégicas são baseadas nesse propósito. Nesse aspecto, os princípios do ESG acabam permeando o modelo de negócio de empresas atentas a esse movimento que passam a considerar práticas com impactos sociais, ambientais e de governança mais positivos. E tal consistência gera credibilidade para a empresa.

No Brasil, atualmente, existe uma grande oferta de investimentos ESG — seja por meio de fundos, renda fixa ou crédito. Há uma grande  demanda de investidores e empresas que vem buscando atender as expectativas do que o mercado exige. 

Segundo a pesquisa realizada pelo Global Network of Directors Institutes (GNDI), 85% dos conselheiros entrevistados acreditam que as questões ESG e de sustentabilidade serão o foco para os stakeholders.

Como adotar práticas de ESG na minha empresa?

Uma forma de começar a adotar práticas de ESG é aderir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) às causas e objetivos de um negócio. Eles estão diretamente ligados ao impacto positivo. Aprovados em 2015 pela ONU, os ODS foram desenvolvidos a partir de uma negociação mundial e, como resultado, nasceu o documento “Transformando o Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. 

O objetivo principal é preparar as organizações para transformar o mundo, incentivando uma atuação mais consciente e sustentável que contribui para o cumprimento das metas da Agenda 2030, reduzindo desigualdade, fome, poluição, corrupção e dentre as 169 metas definidas. 

Cada vez mais, é preciso aumentar a sinergia dos modelos de negócio com práticas sustentáveis comprovando, assim, que uma atuação consciente é capaz de gerar soluções inovadoras e absolutamente necessárias para o sucesso dos negócios.

Quer saber como a sua empresa pode passar a incorporar as práticas de ESG para o sucesso da organização? Entre em contato! 

 

Inovação Empresas

Inovação nas empresas: como a união de esforços gera resultados

A inovação nas empresas não está nas mãos de uma única pessoa, mas de muitas. Entender como essa dinâmica funciona pode até parecer complexo, mas também é o que leva as organizações a alcançarem resultados grandiosos. E, tudo isso, está atrelado com um conceito que já é bastante conhecido, mas ainda em está em construção em grande parte dos lugares, o mindset colaborativo. Nisso, os líderes exercem um papel fundamental de protagonistas.

Há ainda muito a se debater sobre a colaboração empresarial. É comum, por exemplo, que a tecnologia acabe se tornando o centro das preocupações. Porém, como diz David Coleman, no artigo "Getting to the collaborative mindset", a tecnologia é uma facilitadora, mas não é o cerne da questão. Para um movimento inovador bem-sucedido, é fundamental que o mindset colaborativo faça parte das relações da organização. E, para isso, como falamos, a liderança desempenha um papel muito importante, gerando um efeito significativo no comportamento das equipes e departamentos.

Mas, afinal, o que é um mindset colaborativo? Coleman elencou alguns componentes dessas mentalidade:

  • quando se busca a inovação nas empresas e um mindset colaborativo, o foco estará em cima do "nós" e não somente do "eu";
  • sempre se busca olhar para aquilo que é o melhor para o grupo, equipe ou projeto;
  • há interações de qualidade entre os membros da equipe;
  • ocorre um alinhamento geral de propósito e de objetivo entre todas as partes e com a própria empresa;
  • há uma vontade de aprender continua;
  • em um mindset colaborativo, manter a mente aberta é essencial. Ou seja, ter disposição para ouvir atentamente os outros membros que fazem parte da equipe ou especialistas que podem contribuir com o projeto;
  • há uma disposição para compreender diferentes estratégias paralelamente;
  • quando se pensa em colaboração, a vontade de aprender com experiências anteriores relevantes se faz presente;
  • não há medo ou receio da tecnologia ou da necessidade de utilizar novidades que possam dar um melhor suporte para interações;
  • é necessário compreender a ferramenta colaborativa que é mais adequada para diferentes tipos de interação;
  • não há medo do conflito e uma vontade de trabalhar além dele.

Sendo assim, a tecnologia é importante, mas o que impulsiona a inovação nas empresas e o mindset colaborativo está além disso. Herminia Ibarra e Morten T. Hansen, em "Are You a Collaborative Leader?" reforçam ainda que os líderes precisam participar ativamente desse movimento. Os líderes devem dar o tom, sendo eles próprios bons colaboradores.

Inovação nas empresas e as metas de aprendizagem

Outro ponto importante é a forma com que a liderança incentiva a colaboração e a inovação nas empresas. Nesse sentido, Herminia Ibarra e Morten T. Hanse recomendam que, mais do que indicadores de desempenho de curto prazo, as organizações e líderes passem a considerar objetivos de aprendizagem. Quando há metas relacionadas com desempenho, o comum é que as pessoas passem a destacar algum atributo valioso que possuem, como inteligência. Porém, se há uma meta de aprendizagem, os colaboradores são motivados a desenvolver um atributo.

Em um ambiente de colaboração, o foco no aprendizado pode ser bastante importante para os líderes que desejam alavancar a inovação nas empresas. Metas de desempenho podem induzir a realização de tarefas que destacam pontos positivos dos colaboradores, não necessariamente na escolha das atividades que geram mais conhecimento e aprendizado. Assim, quando há uma mudança nos indicadores, os gestores tornam-se também mais abertos a explorar oportunidades para adquirir conhecimentos de todas as pessoas.

Colaboração além dos limites

Herminia Ibarra e Morten T. Hansen trazem também o exemplo da HCL Technologies, empresa de serviços de tecnologia da informação. Na ocasião, o CEO da HCL, Vineet Nayar, buscou afirmar seu compromisso com a inovação e colaboração a partir de uma avaliação 360 graus diferente para os gestores, convidando mais colaboradores para opinar. Anteriormente, os gestores eram avaliados por um número pequeno de pessoas, a grande maioria dentro de um raio de controle imediato dele.  Sendo assim, os entrevistados eram da mesma área do avaliado, o que acabava reforçando os limites entre as partes.

O que o CEO da HCL fez, segundo suas próprias palavras, foi encorajar as pessoas a operarem além das fronteiras. Para isso, o próprio postou sua avaliação  360 graus na web. Depois que os líderes se acostumaram com o novo formato, as revisões foram expandidas para um grupo maior. Além disso, um novo recurso foi adicionado, permitindo que todos os colaboradores que estejam dentro do raio de “impacto” de um gerente avaliem ele, independente se há uma relação de subordinação.

Quando os líderes se envolvem diretamente, eles mesmos acabam impulsionando a colaboração e a inovação nas empresas. Por fim, um ponto essencial levantado pelos pesquisadores: cuidado para não exagerar. Se as pessoas tentam colaborar em tudo, podem acabar em reuniões longas, debatendo exaustivamente ideias e em uma luta constante para entrar em consenso. É preciso que os líderes colaborativos exerçam o papel de dar a direção para as equipes.

A inovação nas empresas se faz com muitas mãos, mas é preciso uma liderança forte e envolvida para ajustar o rumo do barco. Entender como os líderes podem agir em diferentes situações e multiplicar a colaboração interna é essencial para o sucesso. Quer saber mais sobre o assunto? Recomendo que conheça o meu curso sobre Inovação e Liderança!

 

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Horizontes da inovação: o que é preciso mudar para inovar

Em "Alquimia do crescimento", Mehrdad Baghai, David White e Stephen Coley, consultores da McKinsey, analisaram empresas que começaram de patamares mais baixos, mas que alcançaram um gráfico positivo de crescimento. Após dois anos de pesquisa, os especialistas chegaram ao que hoje se conhece como sendo os três horizontes de inovação. Na época, a metodologia serviu de embasamento para diferentes estratégias empresariais. E, mesmo sabendo que não há uma receita pronta para obter sucesso, ainda assim é uma estrutura que comprovadamente gerou resultados e, certamente, poderá provocar insights importantes para as organizações. 

De 1999 pra cá, ano de lançamento da obra, os horizontes se tornaram ponto de partida para inovar nas empresas. Steve Blank, explica que eles foram os encarregados de mostrar para a alta administração o que era e como seria uma organização ambidestra. O modelo descreve a inovação em:

  • Primeiro horizonte: as ideias que estão dentro do primeiro dos horizontes de inovação são as responsáveis por possibilitar a inovação contínua dentro de um modelo de negócio existente.
  • Segundo horizonte: dentro dos três horizontes de inovação, é no segundo que as ideias estendem o modelo de negócios existente e os principais recursos a novos clientes, mercados ou alvos.
  • Terceiro horizonte: no horizonte número três, temos a criação de novos recursos e novos negócios com o intuito de tirar proveito ou responder a oportunidades disruptivas ou, ainda, para combater a interrupção. 

No segundo dos três horizontes da inovação, o foco está nas ideias disruptivas que trabalharão em cima de negócios existentes inseridos em modelos no quais há um conhecimento prévio, mesmo que fracionado. É aqui que falamos da construção de negócios emergentes. É quando a inovação faz com que sejam criados negócios internos que, com o passar do tempo, poderão se tornar novas e futuras unidades da organização. Há um potencial imenso no segundo horizonte, contando inclusive com a possibilidade de mudar e transformar a principal fonte de renda da companhia. 

Além disso, o segundo horizonte está exatamente no meio. Mas mais do que uma ordem numérica lógica, é preciso pensar no desenrolar das três etapas. O que significa que ele está entre a melhoria da eficiência operacional e da entrega do valor já existente do primeiro e antecipa as oportunidades e possibilidades que farão parte da visão de futuro do terceiro. É no segundo que ocorre o momento de explorar novas perspectivas, ampliando o negócio atual, como, por exemplo, ao expandir para mercados diferentes. 

Se dentre os três horizontes de inovação, o primeiro é orientado para o core business e o segundo para os negócios emergentes, é no terceiro que encontramos oportunidades inteiramente novas. Por isso, passam a ser trabalhadas ideias e hipóteses, que precisam ser testadas e ter sua viabilidade validada, consolidando a etapa da experimentação. 

Cabe, no entanto, trazer a ressalva de Steve Blank sobre a questão do tempo de cada horizonte. De acordo com o especialista, não há uma limitação quanto a isso. Agora, ideias disruptivas de cada um dos horizontes de inovação têm uma capacidade de rapidez na entrega semelhante. Ainda mais quando pensamos na integração entre os três horizontes e os princípios da inovação aberta.

O que é preciso mudar para a inovação acontecer 

Após conhecer os três horizontes de inovação, ao que você acredita que é possível atribuir o declínio de muitas empresas até então consolidadas? E o sucesso de outras? Henry Chesbrough, em “Inovação aberta: como criar e lucrar com a tecnologia”, explica que a forma com a qual promovemos a inovação de ideias promissoras e, por sua vez, como as lançamos no mercado, não é mais a mesma de pouco tempo atrás, por conta do acontecimento de uma transformação fundamental. Ou seja, saímos de um paradigma de “inovação fechada”, no qual o sucesso está baseado no controle, onde não é possível ter a certeza da capacidade das ideias do outro e “se quiser que algo dê certo, somente fazendo você mesmo”. 

A inovação aberta, de outra maneira, pressupõe que as empresas podem e devem utilizar ideias externas da mesma forma que utilizam as internas, combinando ambas as possibilidades para gerar valor. Nessa linha, Chesbrough destaca alguns dos princípios da inovação aberta:

  • nem todos os melhores profissionais da área trabalham na empresa e está tudo bem, é possível dispor do  conhecimento e experiência deles a partir de trocas e parcerias. O essencial é poder contar com os melhores dentro e fora da organização;
  • P&D externo pode criar valor;  P&D interno é fundamental para conquistar uma porção desse valor;
  • mais do que ser o primeiro a chegar no mercado, o que é realmente útil é construir um modelo de negócio melhor;
  • alcançar o sucesso está relacionado diretamente em fazer o melhor uso tanto das ideias internas quanto das ideias externas;
  • devemos produzir receita pela utilização de nossas patentes por terceiros e devemos adquirir patentes de terceiros sempre que isso fizer sentido e aperfeiçoar o modelo de negócio. 

São princípios que mudam a mentalidade interna, que preconizava a descoberta e produção de produtos e serviços unicamente pela empresa, além do controle da propriedade intelectual, que poderia vir a ser utilizada pela concorrência, gerado lucro a outros.  A nova lógica da inovação está relacionada com a difusão do conhecimento, permitindo o acesso e integrando os conhecimentos externos. 

A partir da convergência entre os horizontes de inovação e os princípios da inovação aberta, cada uma das três etapas tem um acréscimo de valor e novas possibilidades a serem exploradas. Além da potencialização de ideias promissoras, ganha-se agilidade e recursos, fazendo com que a inovação aconteça agora mesmo, com a estrutura que a empresa já possui. 

Se quiser saber mais sobre a inovação e, dessa vez, sua relação com a liderança, clique aqui e conheça o meu novo curso. Caso tenha ficado alguma dúvida sobre os horizontes de inovação e a inovação aberta, entre em contato ou deixe um comentário.

 

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Inovação aberta e plataformas de negócio: como funciona essa combinação

Quando é feita uma comparação entre empresas, é comum pensarmos em uma competição envolvendo os produtos de cada uma. No entanto, em uma era de redes, como explicam Mark Bonchek e Sangeet Paul Choudary em "Three Elements of a Successful Platform Strategy", pensando em termos de competição, quem está no cerne da disputa e se tornou a grande protagonista dos dias atuais são as plataformas de negócio. Se antes, os produtos eram, por si só, o segredo para o sucesso, o diferencial competitivo atualmente é outro. Construa uma plataforma melhor e você estará em vantagem perante a concorrência.

Se buscarmos pelo significado, uma plataforma nada mais é do que uma superfície plana, horizontal, mais alta do que a área adjacente. No âmbito da construção, trata-se justamente de algo que levanta, que permite outras pessoas ficarem em cima. Nos negócios, é possível fazer uma correlação. As plataformas possibilitam elevar e conectar outras empresas e profissionais com um negócio, criando produtos e serviços baseados nela e construindo valor de forma colaborativa. É quando acontece o “plug and play”, em que outros negócios podem se conectar com o seu e gerar valor. 

Assim, os stakeholders possuem formas de compartilhar serviços e insights com mais facilidade e prontidão com as empresas. Dessa maneira, outras organizações, parceiros e os próprios clientes podem colaborar, criar e consumir novos recursos. É uma troca e cocriação com um benefício amplo e coletivo, enriquecendo a oferta das plataformas de negócio. 

Plataformas de inovação e de transação 

O conceito moderno de plataformas de negócio tem  progredido ao longo dos anos. Como aponta David Yoffie, professor na Harvard Business School, no começo, o que despertou o interesse no assunto - tanto acadêmico quanto profissional - foi a discussão sobre o verdadeiro valor do sistema operacional Microsoft Windows. Ou seja, mais do que o produto em si, o crescimento estava atrelado aos aplicativos desenvolvidos por fornecedores independentes. O que deu início às pesquisas sobre plataformas de inovação.

Já no final da década de 90 e nos primeiros anos da década de 2000, Amazon, eBay e outras empresas deram início a um movimento diferente de plataforma de tecnologia, o que chamamos hoje de plataformas de transação. São os descendentes dos bazares físicos que ganharam escalabilidade global por meio da tecnologia. As plataformas de inovação e transação, para David Yoffie, "são animais muito diferentes". E há, ainda, um modelo híbrido, no qual há uma plataforma de transação e inovação operando ao mesmo tempo. 

Cada vez mais, os modelos híbridos têm obtido destaque. Afinal, mesmo em uma plataforma de transação, é possível criar interfaces abertas - como APIs - para que outros construam dentro da sua plataforma. Por exemplo, o Uber e outras plataformas de transação abriram APIs para que terceiros pudessem agregar valor. 

Plataformas de negócio: como promover a colaboração de todos 

Uma das formas encontradas para agregar valor às plataformas de negócio e inovação tem origem na popularização e na adoção de softwares e metodologias no-code. É algo consideravelmente novo e que ainda não foi tão disseminado, mas que mostra que o futuro do desenvolvimento de softwares deve se tornar mais próximo e compreensível para pessoas que tenham pouco ou, até mesmo, quase zero conhecimento técnico específico. 

As plataformas no-code são construídas com características predominantemente visuais e primando pela simplicidade. Dessa forma, conseguem permitir que pessoas que não são necessariamente profissionais da área possam desenvolver aplicativos, jogos digitais ou sites, ampliando o acesso ao processo de criação e às contribuições dos usuários para as próprias plataformas de inovação.

Muitas cabeças pensando em conjunto 

E se a inovação aberta e as plataformas fossem utilizadas em conjunto? É uma prática que vêm sendo disseminada por algumas empresas, agências, órgãos governamentais, entre outros. Eles abrem um desafio, muitas vezes mundial, e as pessoas se candidatam para resolver. Desde 2012, por exemplo, o projeto de inovação aberta da NASA, agência espacial norte-americana, promove o International Space Apps Challenge, considerado atualmente o maior hackathon do mundo. A cada ano, milhares de pessoas são estimuladas a fazerem uso dos dados abertos da NASA para criar respostas e soluções inovadores para os mais diversos desafios enfrentados na Terra e no espaço propostos pela agência.

O Space Apps acontece em um final de semana por ano, envolvendo líderes globais de vários países, que hospedam eventos em que os participantes têm 48 horas para encontrar as soluções para as questões apresentadas pela NASA. Em 2019, os temas envolveram o aumento do nível do mar e missões sustentáveis para Vênus e Marte. Em 2020, participantes do mundo inteiro se reuniram para propor soluções a diversos problemas decorrentes da pandemia do coronavírus. Foi o primeiro hackathon do programa que aconteceu totalmente virtual, por meio de uma plataforma online. 

Outra iniciativa recente, a Design for Emergency, lançada pelo Center for Design da Northeastern University, de Boston, convocou diferentes profissionais de design para propor soluções de combate ao coronavírus. Foram desenvolvidas soluções que vão desde protetores faciais montados pelos próprios usuários até aplicativos que promovem a integração entre comunidade, entidades sociais e poder público. Os projetos foram aceitos e publicados na plataforma aberta da iniciativa e as soluções, sob licença Creative Commons, podem ser aplicadas em qualquer lugar.

Em geral, a participação dos profissionais não se restringe ao campo de formação e atuação, podendo fazer uso de múltiplos conhecimentos em busca de um melhor projeto. Além disso, as metodologias no-code também ajudam bastante na hora de permitir que mais pessoas e empresas possam participar da criação em conjunta de ideias inovadoras. As plataformas cumprem o objetivo de conectar as pessoas e profissionais com as empresas.

As plataformas de negócio aliadas com a inovação aberta em um ambiente propício, além de transformar uma empresa em uma rede digital, permitem que a inteligência e o conhecimento sejam compartilhados e distribuídos, estabelecendo relações de colaboração e a geração de valor. Você acha que é possível fazer mais a partir da combinação de plataformas de negócio e inovação aberta? Compartilhe sua opinião aqui nos comentários!

 

Inovação e liderança

Curso de inovação e liderança: por que investir hoje mesmo

O mundo se transformou em diferentes modalidades durante a pandemia. O consumo via e-commerce que já era significativo se intensificou ainda mais. Inclusive, as pessoas que sentiam insegurança para comprar neste canal quebraram essa barreira. Por outro lado, as empresas tiveram que se modernizar: ampliar os canais de comunicação com os clientes, encontrar novas formas de engajar a equipe, ficar atenta ao mercado e estudar novas formas de colaboração entre  equipes a distância rumo a essa transformação digital.

Nesse meio tempo, vimos muitos conteúdos serem compartilhados gratuitamente. Lives, cursos on-line e muitos e-books. Espero que esses materiais tenham sidos muito úteis para a estratégia da sua empresa. Eu, por exemplo, participei de diferentes webinars com muitas empresas espalhadas pelo Brasil.  

Nesse período, tirei da gaveta dois novos projetos: um livro que está no prelo e um novo Curso de Inovação e Liderança, 100% on-line, com acesso às aulas por 12 meses e com cases e informações atualizadas decorrentes desse período de mudanças exponenciais, que intensificaram ainda mais ao redor do mundo.

O aprendizado que promoverá a verdadeira transformação é contínuo

Afinal, estamos falando há algum tempo que a pandemia causada pelo coronavírus acelerou a transformação digital. Portanto, é preciso ir além. Dar-se conta que o avanço da tecnologia não se faz apenas com softwares, mas com pessoas. 

Colaboradores  viram a rotina de trabalho se fundirem com o dia a dia casa: crianças chorando, pets invadindo as calls e o bater dos pratos na cozinha na hora da reunião. O líder precisa estar atento a essas mudanças e encontrar novas formas de motivar com mais empatia e menos comando e controle.

Como se adaptar a uma rotina de mudanças complexas? Como ser esse líder que consegue transpor a rotina de trabalho e chegar a profissionais que precisam exercer a produtividade e colaboração, estar disponível para equipe mesmo quando há uma obra no apartamento o lado?

Os tempos exigem mudanças complexas, não apenas dos colaboradores, mas principalmente dos líderes que devem transpor essa comunicação para além do time, como levar esta comunicação além? Confira abaixo algumas dicas:

  • Ter visão clara de liderança e propósito;
  • Manter o foco no cliente;
  • Criar uma cultura ágil;
  • Alinhar expectativas e conferir autonomia;
  • Desenvolver uma cultura data driven.
  • Usar a intuição e o coração

Outro ponto bastante significativo neste processo é a capacitação, principalmente dos líderes. Por isso, neste post, gostaria de falar mais sobre o meu  novo curso de Inovação e liderança. Nele, você se adaptará as transformações do mercado e também se preparará para ver que o  futuro é agora. E neste ponto, gostaria de trazer a reflexão: como você acha que o mercado se desenvolverá pós-pandemia? Será que este retorno  que ora se inicia, o seu time será o mesmo? Será que a sua equipe se acostumará novamente aos deslocamentos para trabalhar em um outro local físico?

O que vou encontrar no curso de inovação e liderança?

Inovação vai muito além de ideias inovadoras. Essas novas ideias estão relacionadas como a forma com que as empresas conduzem e absorvem os novos negócios, além de engajar os talentos internos e externos.

É por isso que o Curso sobre Inovação e Liderança passa pelo Design Organizacional focando no Agile, apresenta os novos horizontes de inovação e mostra como essa nova forma de conduzir a empresa rumo a negócios transformadores impactem no dia a dia das equipes.

Afinal, é preciso entender o que é uma organização exponencial, qual os seus atributos e qual os seus impactos no cotidiano para entender como se integram tais mudanças nas organizações.

O que é abordado no curso sobre inovação e liderança

  • Organizações inovadoras
  • Inovação como ponte entre os diferentes
  • Os 3 horizontes da inovação
  • Tipos de inovação
  • Inovação exponencial
  • Organizações ágeis
  • Cultura organizacional e design thinking
  • Metodologias ágeis
  • Novas formas de trabalho
  • Liderança exponencial e ambidestra
  • Chief Home Officer e como liderar e motivar equipes a distância

Também  abordo temas atuais como accountability, felicidade no trabalho e muito mais. Clique aqui e garanta já a sua vaga em meu novo programa sobre  inovação e liderança. E, caso tenha ficado alguma dúvida, entre em contato no pelo email falecom@mariaaugusta.com.br

 

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Curso Online: O Papel do Líder na Inovação e na Nova Economia