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Crédito: Pexel

Cultura organizacional inovadora: como construir uma cultura flexível

A flexibilização dos processos organizacionais aparece  entre as principais tendências nos últimos anos. Mas, diante da crise causada pela pandemia do Coronavírus e também as transformações pelas quais as empresas estão passando, rever a cultura organizacional para que seja mais inovadora é essencial para quem quer manter o negócio em um ambiente incerto e desconhecido.

A dinâmica que surgiu com o isolamento social no Brasil obrigou muitas empresas a se adaptarem de forma rápida. Essa agilidade colocou em situação de vulnerabilidade até mesmo as organizações que já adotavam o Home Office, mesmo que de forma parcial.  E, com esse cenário, muitos decisores viram no trabalho remoto uma forma de manter os talentos engajados e até mesmo economizar em recursos, além de ampliar a produtividade.

Tudo isso sem contar que, ao romper a barreira física, a empresa pode contratar colaboradores do mundo inteiro, com diferentes habilidades para somar à equipe. As vantagens são inegáveis, mas, ainda assim, muitos executivos não estão prontos para dar mais autonomia para a equipe.

Por isso neste artigo, vamos dar algumas dicas de como operar no pós-normal e  como preparar a empresa para trabalhar de forma eficiente no futuro pós-pandemia.  Todos os caminhos levam a flexibilização, seja da jornada de trabalho ou dos processos internos. Confira no artigo!

Por que implementar uma cultura organizacional inovadora?

Seja para reter talentos ou aumentar a produtividade, a flexibilidade traz inúmeros benefícios tanto para a empresa quanto para o colaborador. Tudo isso sem contar que uma cultura organizacional inovadora e flexível melhora (e muito!) a relação dos decisores com seu time.

É natural que líderes precisem de colaboradores com habilidades técnicas, que  pensem de forma criativa, colaborem efetivamente e se adaptem rapidamente às mudanças.  Por isso, a flexibilidade e uma relação mais próxima é necessária tanto para as pessoas como para o desenvolvimento dos negócios.

É evidente que a cultura organizacional inovadora é relevante para qualquer empresa. Listamos aqui os principais benefícios dela:

  • A cultura inclusiva busca atender às necessidades de cada indivíduo, fazendo com que os funcionários se sintam mais motivados.
  • O desenvolvimento das tecnologias têm facilitado esse processo e, hoje, a tendência é que cada vez mais atividades possam ser realizadas remotamente. E seguir as tendências é chegar na frente da concorrência.
  • Os recursos que eram destinados à infraestrutura no escritório podem ser realocados para outras melhorias e expansão dos negócios.
  • O aumento da satisfação dos colaboradores e a produtividade resultante reduz a rotatividade na empresa.

6 passos para construir uma cultura organizacional inovadora (e como a flexibilidade ajuda nisso)

O LinkedIn listou no Relatório de Tendências Globais de Talentos de 2019, os principais passos para a facilitar a inclusão da cultura organizacional inovadora nas empresas. A pesquisa foi feita com base em dados comportamentais gerados pelos mais de 590 milhões de membros da plataforma que estão presentes em mais de 200 países. Confira:

Passo 1 – Mapeie os tipos de flexibilidade

Realize pesquisas com a equipe para ter a certeza do que eles precisam. Afinal, de nada adianta oferecer a flexibilidade somente na teoria, sendo que na prática nenhum deles desfruta desse benefício.

Um dos tipos de flexibilidade mais demandado é a possibilidade de trabalhar remotamente, eventualmente, mas mantendo uma mesa no escritório. Outra situação bastante solicitada é a autonomia para se afastar por algumas horas da empresa para resolver questões pessoais. Outra possibilidade é a liberdade em fazer um horário independentemente do expediente da empresa e dos demais colegas. Assim, o funcionário poder evitar o trânsito nos horários de pico ou buscar os filhos na escola, por exemplo.

Passo 2 – Estabeleça parcerias com equipes de suporte externo

Equipar os funcionários para viabilizar o trabalho da melhor forma possível com as tecnologias adequadas contribui com a produtividade. Além disso, otimizando o espaço do escritório para equipes semi remotas, a organização reduzirá despesas em infraestrutura.

Por isso, a gestão de dados, acesso ao ambiente remoto como VPN da empresa exigirá das equipes de TI suporte técnico aos funcionários para utilizarem o espaço com a maior eficiência e segurança possível.

Passo 3 – Incentive a comunicação por meio da tecnologia

Quando a comunicação é feita apenas por e-mail, quem trabalha remotamente pode, muitas vezes, se sentir sozinho ou deixado de lado pela empresa. Por isso, as videoconferências e os serviços de mensagens instantâneas devem ser explorados para recriar a disponibilidade que existe no trabalho presencial. Já que não é possível caminhar até a mesa de outro colega para tirar dúvidas ou trocar ideias no bebedouro e durante o cafezinho. Assim, essas ferramentas tornam-se úteis não somente para a colaboração mútua, como também para a criação de novas ideias.

Passo 4 – Informe sobre a política flexível

Todas as informações a respeito da flexibilidade devem estar presentes nas descrições de cargos, durante as entrevistas com candidatos e nas reuniões de equipe além de estar publicadas em ambientes com acesso de todos. Compete ao líder responder e sanar as dúvidas. Esclarecer  os equívocos comuns será mais fácil para manter as expectativas alinhadas, tanto as da empresa como as dos colaboradores.

Passo 5 – Prepare os líderes para a flexibilidade

Não basta apenas mudar as políticas e contratar as soluções tecnológicas. Outra parte importante do processo de criação de uma cultura organizacional inovadora é a adaptação dos processos internos e da cultura vigente.

Para isso, organize treinamentos para orientar os gerentes a liderar as equipes flexíveis. O treinamento deve se concentrar em aspectos técnicos, culturais e, principalmente, em como manter os trabalhadores remotos envolvidos não só durante a transição, mas para que essa cultura não se perca ao longo do tempo.

Passo 6 – Seja flexível na flexibilidade

Você pode adaptar suas políticas de flexibilidade para atender contextos, necessidades e objetivos comuns ao ambiente em que seus colaboradores estão inseridos.

E mantenha-se atualizado(a) . À medida que a tecnologia avança e torna a flexibilidade mais viável para uma quantidade maior de funcionários, é preciso reavaliar as políticas existentes e verificar como torná-las ainda mais inclusivas.

Como está funcionando a adaptação à flexibilidade na sua empresa? Você e sua equipe  estão  preparados para acompanhar essa tendência? Conte a sua experiência aqui nos comentários.

 

Como as lideranças ambidestras se relacionam com os colaboradores em busca de inovação?

Pense em uma empresa que produz um dos melhores automóveis disponíveis no mercado, o 20×20. Enquanto as vendas desse modelo são um sucesso, as equipes também estão pesquisando e testando a criação de novos modelos, mais econômicos, confortáveis, potentes e assim por diante. Tudo isso é necessário para que a empresa se adapte às novas exigências do mercado e às necessidades dos compradores.

Mas, como isso impacta na gestão da empresa e onde entram as lideranças ambidestras? Para fazer essas adaptações constantes na linha de produção, a empresa precisa ter não só uma estrutura e organização bem alinhadas, mas também de planejamento para colocar a ambidestria em prática.

E isso perpassa não somente pela divisão de equipes e tarefas, mas principalmente na forma com que os líderes promoverão essa integração nas rotinas de trabalho. Este é um dos motivos para implementar os conceitos das lideranças ambidestras. No post abaixo, você verá 5 pontos fundamentais do relacionamento entre a liderança e os colaboradores para que a ambidestria organizacional atinja o seu objetivo: inovação e excelência.

Lideranças ambidestras: como funcionam na prática?

Na prática, uma empresa ambidestra funciona da seguinte forma: enquanto a área de excelência operacional preocupa-se com o refinamento, a eficiência, a seleção e a  implementação do que já está dando certo (o nosso 20×20), a inovação se preocupa com a busca, a variação, a experimentação e a descoberta de novas possibilidades. Isso faz com que a empresa lide simultaneamente com dois elementos conflitantes: a eficiência e a flexibilidade.

Também é importante lembrar que existem duas maneiras diferentes de estruturar a ambidestria dentro de uma empresa.  Na primeira, as equipes trabalham em unidades separadas com lideranças diferentes que respondem à chefia.

Já na segunda, todos trabalham em ambas as áreas, sem divisão de equipes, respondendo a um só líder. Esse líder pode permitir que cada colaborador determine autonomamente como dividir o seu tempo entre as duas frentes de trabalho.

Independentemente do modelo escolhido, todos os colaboradores devem ser incentivados pela liderança a trazer novas ideias e a experimentar, executando suas funções de formas diferentes, bem como serem encorajados a contestar algum modo de fazer atual do qual discordam.

Flexibilidade

Além da motivação que é essencial no processo de transição para um modelo de gestão ambidestro, a abertura dos líderes influencia, e muito, no comportamento e no desempenho inovador dos colaboradores.

Aprendizagem

Do outro lado, trabalhando com lideranças ambidestras, o aprimoramento dos conhecimentos e habilidades por parte dos colaboradores devem ser constantes. Para equilibrar a excelência na operação e a inovação, os envolvidos no processo precisam desenvolver a capacidade de produzir, executar e refinar a rotina de acordo com as regras atuais. Ao mesmo tempo, é essencial conseguir conduzir um experimento, pesquisar e manipular novas orientações e rotinas.

Ou seja, não basta apenas executar suas tarefas e seguir o que é proposto pelas lideranças ambidestras. É preciso ir além, pensar em novas formas de colocar em prática o que já estava sendo feito e, principalmente, não ter receios de compartilhar suas ideias.

Equilíbrio das atividades

Outro ponto que as lideranças ambidestras devem ter atenção é com as atividades da operação de excelência. Elas não devem se sobrepor às de inovação e vice-versa. O tempo empenhado em cada uma delas deve ser não só bem definido de acordo com o planejamento e as metas para cada área, mas também cumprido da melhor forma possível.

Para isso, acima de tudo, é preciso ter bastante disciplina. Afinal, quem nunca dividiu as tarefas do dia e no final dele acabou percebendo que alguma delas levaram mais do que o tempo previsto?

Comportamento ambidestro

Já mencionei que a motivação da equipe deve estar sempre em foco quando pensamos em lideranças ambidestras. Alguns estudos mostraram que os colaboradores costumam se comportar de maneira ambidestra quando seus supervisores demonstram ser líderes ambidestros. Ou seja, que suas atitudes são planejadas para facilitar as atividades de operação e de inovação dos times, simultaneamente.

Assim, não basta apenas falar sobre ambidestria organizacional e na prática não proporcionar as condições adequadas para que os colaboradores abracem a causa. Para isso, os líderes precisam estimular uma mentalidade inovadora. Esse comportamento pode surgir por meio de uma comunicação eficaz,  não apenas informando suas expectativas em relação ao desempenho no trabalho, mas também promovendo comportamentos positivos, criando um ambiente organizacional que ofereça suporte e motive as experiências, com tolerância aos erros durante o processo (porque eles acontecerão como parte da experimentação).

Mas como proporcionar isso de maneira natural e eficiente? A boa qualidade das relações, —baseadas no respeito e na confiança— exerce um papel fundamental nesse processo.

Comunicação

É bastante comum que mudanças sejam propostas em uma organização e que, certo tempo depois, observe-se que pouco foi feito ou, até mesmo, que tudo permanece como antes. Isso ocorre, em muitos casos, pela falta de comunicação ou falhas na mensagem entre o líder e sua equipe.

Todos os envolvidos no processo precisam entender qual é o grande objetivo das mudanças e qual é o seu papel naquilo que foi planejado. Do contrário, é muito mais fácil deixar tudo como está, afinal o comodismo pode ser bem forte em alguns ambientes.

Em resumo, para que as lideranças ambidestras alcancem o sucesso, é necessário que sejam flexíveis e ofereçam abertura aos colaboradores, favorecendo a criatividade e geração de novas ideias. Por outro lado, é fundamental ter foco na operação tradicional, mantendo os altos níveis de eficiência e produtividade.

Você acha que sua empresa está seguindo no caminho certo para implementar a ambidestria organizacional? Qual é a maior dificuldade que você encontra ao conciliar a inovação e a excelência nas operações? Conte a sua experiência aqui nos comentários!