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Liderança de resultados: aprender, adaptar e ensinar para crescer

Pare e pense, para você, quais são as três principais características que qualquer líder precisa ter? A princípio, eu poderia dizer que ouvir e dialogar, dar o bom exemplo e pensar estrategicamente são qualidades fundamentais para um líder, independentemente da sua área de atuação.

Porém, quando falamos do papel do líder em uma cultura organizacional inovadora que está voltada aos resultados, isso muda? No artigo de hoje, você saberá quais são as características de uma liderança de resultados e o que deve mover um profissional com esse perfil.

Conheça também quais pontos podem ser trabalhados para que uma liderança motive a sua equipe, entregue valor ao cliente final e possa criar um ambiente favorável ao crescimento. Confira!

O que é a liderança orientada para resultados?

A liderança de resultados é uma consequência de fatores e ações que complementam uns aos outros. Mas liderando com um propósito é possível encontrar a melhor maneira de realizar as atividades e, consecutivamente, entregar não só um produto ou serviço ao cliente final, mas sim um verdadeiro valor: o seu propósito.

Antes de levar o propósito da sua marca para os clientes, ele precisa ser compreendido por quem faz a magia acontecer: a equipe. E é aqui que entra uma liderança orientada para resultados.

Quais são os princípios da liderança de resultados?

1.   Paixão e propósito

Ser um líder sem paixão pelo que faz ou liderar pessoas que ainda não encontraram o que as motiva é bastante difícil. Em muitos casos é impossível. O papel de um bom líder é descobrir e estimular o potencial de cada membro da sua equipe. Mas para isso, é preciso ser o exemplo.

Já o propósito diz respeito ao “porquê?”. Qual é a sua motivação para continuar fazendo o que você faz todos os dias? Ao encontrar essa resposta, você torna-se uma pessoa resiliente e com a habilidade de lidar com as muitas adversidades que surgem no dia a dia de um líder.

Não há como encontrar o seu propósito sem desenvolver seu autoconhecimento. Um bom ponto de partida é perguntar-se: “por quê lidero essa equipe?”

2. Consistência

Quem não conhece o ditado: faça o que digo, mas não faça o que eu faço? Ser uma pessoa consistente é fundamental para uma liderança de resultados, pois além da credibilidade, aumenta a confiança dos liderados no propósito da empresa. Novamente cabe aqui dar o exemplo e desenvolver o autoconhecimento. É preciso observar a si mesmo para corrigir as inconsistências e falhas.

3. Empatia

A empatia é uma obrigação para qualquer líder, mas principalmente em uma liderança de resultados. Colocar-se no lugar do outro é um exercício constante e deve ser feito a partir do entendimento do ponto de vista do outro e da percepção das emoções sentidas por ele.

4. Conexão emocional

Números e metas expostos em um quadro ou tela dificilmente motivarão uma equipe. É preciso criar uma conexão emocional e, principalmente, utilizar uma linguagem que aproxime todos os envolvidos no projeto. Aqui novamente trazemos o propósito. Por que queremos alcançar essa meta? Por que esse resultado é importante? Ao ter as motivações explícitas as pessoas entendem a necessidade do esforço-extra, além de tornarem-se mais adaptáveis às mudanças, fundamentais em uma cultura inovadora.

5. Reconhecimento

Para um desenvolvimento real e contínuo o reconhecimento é fundamental. E ele vai além dos feedbacks positivos. Uma liderança de resultados deve ver o reconhecimento também como uma forma de motivação. Assim, é preciso reconhecer os talentos naturais de cada membro da equipe e fortalecê-los. Isso aumenta as oportunidades tanto para o funcionário quanto para a empresa.

6. Aprender a aprender

Alimentar a curiosidade e o desejo de conhecimento é outro fator bastante decisivo em uma liderança de resultados. Estar atento ao novo, questionar e visualizar as situações de diferentes perspectivas é o caminho para manter um aprendizado constante.

Aprender, adaptar e ensinar: a melhor estratégia para liderar uma equipe inovadora

Uma liderança de resultados deve saber que mais do que ser inovador, é preciso fazer com que seu produto ou serviço seja desejado pelo mercado.

Aqui é onde os princípios de uma liderança de resultados, que falamos anteriormente, se encontram com a cultura de inovação. No capítulo 2 do livro “Audaz: As 5 competências para construir carreiras e negócios inabaláveis nos dias de hoje”, Mauricio Benvenutti sustenta que para liderar uma equipe inovadora não é preciso focar em gigantes e profundas transformações que demandam uma grande quantidade de recursos, mas sim em atrair e motivar talentos.

Hoje, mais do que antes do período pré-pandemia, é preciso entregar valor em seus produtos e/ou serviços. Além de resolver a “dor” do cliente, eles precisam ter significado e impacto. E isso é alcançado combinando habilidades técnicas e a criatividade dos colaboradores.

Funciona como um ciclo: o propósito da sua empresa atrai as mentes brilhantes e elas criarão a inovação que levará você adiante, ganhando destaque na concorrência.

Aprender: para obter sucesso, as pessoas devem “precisar” do seu produto. A autoaprendizagem é fundamental aqui, pois na inovação não existe alguém que já fez isso antes.

Adaptar: de nada adianta você obter muito conhecimento sobre o seu produto, aprender tudo e mais um pouco sobre ele, mas não saber passar a mensagem certa ao seu cliente final. É preciso traduzir o aprendizado para a linguagem comum e conquistar a sua audiência ideal.

Ensinar: nesse momento você já sabe como comunicar e, finalmente, fez seu cliente entender porque o seu produto é importante. Assim, além de fazer a compra porque ele precisa do produto ou serviço, ele também entendeu o seu propósito.

Falar em crescimento e resultados durante uma crise mundial é difícil. A necessidade de reinvenção dos negócios é inadiável. E não existe uma fórmula mágica, cabe a cada empresa encontrar a próprio método de inovar para obter mais resultados.

Contudo, o que pode ser feito é capacitar as lideranças para aprender, adaptar e ensinar. Uma liderança inovadora precisa provocar mudanças no comportamento e nas interações da equipe. Os bons resultados são frutos do aprendizado constante e, para isso, você sabe que pode contar conosco! Ficamos à disposição para continuarmos a conversa e responder qualquer dúvida.

 

liderança inovadora

Liderança inovadora: o que é e quais as habilidades necessárias

O termo liderança inovadora está longe de ser algo novo, mas ganha cada dia mais espaço nas agendas das empresas. Principalmente naquelas onde os gestores ainda estão aprendendo a lidar com a geração milênio e voltam os seus esforços para engajar a equipe por meio de novas ideias.

Outro ponto que também não é novidade é que inovação e criatividade andam juntas e que inovação não se trata apenas de invenção. Pelo contrário, é sobre encontrar formas diferentes de executar atividades que já existem ou sobre quão rápido você desaprende e reaprende a dominar novas habilidades. A liderança inovadora é capaz de envolver os colaboradores em um nível mais profundo, humanista e apaixonado.

liderança inovadora

A frase é de Robert Tucker, presidente do Innovation Resource Consulting Group, no artigo que escreveu para a revista Forbes: Six innovation leadership skills everybody needs o master. Nele, o consultor listou algumas habilidades, mentalidades e ferramentas que precisam ser trabalhadas pela liderança para atingir a tão sonhada organização inovadora.

6 habilidades para promover uma liderança inovadora


1. Fomente o pensamento criativo que gera oportunidades

A inovação surge com uma série de pequenas ideias. Fique sempre alerta às possibilidades e às necessidades que não foram atendidas.  Onde a equipe enxerga problemas, a liderança inovadora sente potencial. Quando os colaboradores enfatizam os detalhes, é preciso olhar para o todo: o progresso sendo feito, a visão de como as coisas podem ser, mas ainda não são.

2. Confie nas novas ideias. Arrisque-se!

A inovação começa onde as suposições terminam. Na verdade, elas não passam de um bombardeio produtivo de ideias, o cérebro trabalhando ativamente para encontrar soluções para questões como: “Nós sempre fizemos assim”. Cabe a liderança inovadora desafiar as suposições dos colaboradores e filtrar essas ideias de forma a tirar o melhor proveito delas. Quando o pensamento de que “tem que haver um caminho melhor” aparece na mente da sua equipe, lembre-se que provavelmente existe. Encoraje-os a imaginar o melhor caminho e a experimentar novas alternativas e possibilidades.

3. Desenvolva empatia pelo cliente final

Busque entender o problema do cliente final e como o produto/serviço da sua empresa pode ajudar a resolvê-lo. A liderança inovadora precisa entender o negócio em que atua de forma mais profunda: ouça profundamente o que esse cliente deseja realizar, quais problemas enfrentam e como você e sua organização pode enfrentar o problema. Saia da bolha da sua cultura.

4. Pense proativamente e à frente da curva

Na correria do dia a dia é muito difícil trabalhar de forma preditiva, mas é preciso se manter informado e atento para propor mudanças tão logo uma ferramenta nova chegue ao mercado. No mundo onde tudo muda o tempo todo, ganha vantagem quem está sempre preparado para o futuro. Assim, a liderança inovadora deve rastrear tendências sempre. Tornar esta procura um hábito, envolve olhar para o que você pode fazer proativamente para se preparar para o futuro. Ao avaliar e interpretar as mudanças relacionadas ao seu mundo, você se posiciona para transformá-las em novas oportunidades.

5. Pratique a criatividade encorajadora nas pessoas ao seu redor

Todo mundo tem ideias, até mesmo aquelas pessoas que não se consideram criativas, mas poucos sabem como fortalecer suas fábricas de ideias. Isso pode ser trabalhado de muitas formas em uma organização: mapa mental, brainstorm, reuniões descontraídas. O fato é que a liderança inovadora precisa fomentar e encorajar o pensamento criativo entre os membros da equipe. E esse exercício não deve ser feito apenas no ambiente de trabalho, mas também na vida social.

Transforme o escritório em um lugar criativo. Ou se esforce para buscar inspiração fora do escritório (cinema, teatro, criar uma biblioteca compartilhada dentro da empresa, por que não?). Pratique a criatividade encorajadora nas pessoas ao seu redor. Faça elogios por suas sugestões “brilhantes” e veja mais delas aparecerem.

6. Aprenda a vender novas ideias dentro da organização

Uma ideia inovadora geralmente traz muita resistência não apenas dos cargos de decisão, mas dos próprios membros da equipe tão acostumados com processos que já estão dando certo. “Não se mexe em time que está ganhando” é a frase que mais ouvimos por aí. A missão da liderança inovadora é quebrar essas objeções e “vender a inovação” dentro da própria empresa.

Neste ponto é essencial investir em uma boa comunicação e destacar todos os benefícios que a mudança traria para a equipe. Trabalhe muito bem os pontos de superação de obstáculos, objeções e as oportunidades que ela traria no futuro. E o pulo do gato é esse aqui: se o comprador da sua ideia for orientado por números, faça um relatório cheio de gráficos e planilhas. Se for ambicioso, destaque o impacto na aceitação da marca… E não desista: transformar o mindset para inovação leva tempo e exige paciência.

Como vender uma ideia inovadora dentro da empresa?

Como vimos até aqui, a liderança inovadora tem um papel fundamental para conduzir os novos negócios dentro de uma organização. No entanto, por mais que a capacitação deste líder venha antes do processo de inovação em si, uma andorinha só não faz verão. É preciso, portanto, atrair talentos para formar uma equipe que possa fomentar novas ideias, saber filtrar o que pode se tornar um projeto e, por fim, colocá-la no mercado.

Ou seja, fazer com que a inovação aconteça, prospere e gere bons resultados para a empresa. Como falamos no artigo Ambidestria organizacional: qual o caminho para a excelência operacional muitas empresas têm apostado em um estilo híbrido de gestão para inovação: uma que unisse o que sempre deu resultado com ideias para novos negócios, com times distintos atuando em cada frente.

Trabalhar com essa premissa exige que a liderança inovadora (e ambidestra!) consiga montar um time diverso para conduzir essa transformação. Mas, por onde começar? Selecionamos uma série de dicas de Pedro Waengertner, co-fundador da ACE Startups e autor do livro Inovação A estratégia da inovação radical, como qualquer empresa pode crescer e lucrar aplicando os princípios das organizações de ponta do Vale do Silício. Confira abaixo:

Monte um time inovador

E a estratégia aqui não é escolher colaboradores no quadro organizacional, mas abrir um espaço para aqueles que se interessem por inovação se ofereçam de forma voluntária para participar. Isso pode ser feito através de e-mails, convites, workshops sobre o tema, cafés e happy hours de networking. O objetivo é identificar quais são os intraempreendedores da empresa que podem fazer parte deste time inovador.

A liderança inovadora perceberá que, ao deixar a porta aberta para esses profissionais, aparecerão pessoas de todas as áreas, com habilidades e vivências diferentes. E tudo isso só tem a somar, já que quanto mais diverso um time, mais inovador são os processos.

Ajude as pessoas a fazer parte do projeto

Muitas vezes isso significa criar uma cultura de erro e acerto. Afinal, a inovação é por si só uma série de experimentos para identificar qual obteve o melhor resultado antes de ir para o mercado.

Dessa forma, é fundamental deixar as ideias amadurecerem, saber motivar e proteger as pessoas, promover a autonomia e fazer com que elas se tornem cada vez mais colaborativas e empenhadas em conseguir resultados juntas.

Monte um pitch assertivo

Como falamos anteriormente, inovar é correr riscos e nem todos os C-Levels estão preparados para isso. Assim, é fundamental montar um pitch bem estruturado, com objetivo claro e baseado em dados.

Existem alguns tipos de pitches que podem ajudar a liderança inovadora a vender um novo projeto dentro da organização. O mais famoso deles é o pitch elevador: uma conversa de um minuto com um interessado potencial que consiga explicar o projeto e esclarecer seus objetivos e ganhos.

Uma boa ideia é fazer apresentações persuasivas, ancoradas em um bom storytelling e que possam convencer potenciais investidores ou tomadores de decisão em formato de 1 minuto, 5 minutos, 15 minutos ou 30 minutos. É preciso se preparar para diferentes cenários.

Prepare-se para contornar objeções

Estamos falando de processo de venda e todo vendedor deve ter a habilidade de contornar objeções. Mapeie os pontos que podem causar insegurança e tenha na ponta da língua qual a solução para o problema levantado.

Afinal, quanto mais inovador um projeto, mais arriscado ele é e ninguém quer perder dinheiro. Dessa forma, pense em tudo o que pode ser questionado e apresente objetivos e ganhos futuros que possam contornar essas inseguranças.

Normalmente, as objeções são levantadas em possíveis falhas, reputação da empresa ou perda financeira. A liderança precisa incluir possibilidades de falha no projeto e o que deve ser feito caso algo ocorra fora do planejado.

Apresente ganhos claros

A liderança inovadora precisa responder a essa pergunta: como posso comprovar que este projeto pode trazer resultados para a empresa? Normalmente, essa pergunta é respondida com dados, números, planilhas e projeções. Então, o responsável pelo projeto precisa fazer o dever de casa, pois quanto mais dados levantados, mais testes feitos, mais fácil vender o projeto dentro da empresa

Uma dica de Pedro Waengertner é preparar argumentos funcionais, emocionais e financeiros. Criar um MVP e testá-lo muitas vezes, também pode ser decisivo para aprovação de um projeto.

DNA inovador: o que não pode faltar na empresa?

A prova de que a liderança inovadora não é novidade é que já são quase 10 anos da pesquisa da Harvard Business Review (HBR) que buscou mapear qual é o segredo das organizações mais inovadoras. The Innovator’s DNA identificou que são cinco as habilidades que distinguem os executivos mais criativos: associação, questionamento, observação, experimentação e networking. Além disso, descobriu que os empreendedores inovadores e/ou CEOs gastam 50% mais tempo nessas atividades de descoberta do que os CEOs sem histórico de inovação.

Um exercício que os autores da pesquisa deixaram é passar de 15 a 30 minutos por dia escrevendo perguntas que desafiam o status quo da empresa. Para a liderança inovadora melhorar as habilidades de rede, o indicado é entrar em contato com as cinco pessoas mais criativa que ela conhece e pedir que compartilhem o que elas fazem para estimular o pensamento criativo.

No melhor dos cenários, é possível, por exemplo, convidá-los a se transformar em uma espécie de mentor. Caso isso não seja possível, tente em casa, com a sua equipe ou com amigos: que tal encontros semanais para falar sobre ideias inovadoras ou hábitos que fomentem o pensamento criativo? Não se esqueça que criatividade e inovação andam de mãos dadas, mas é preciso uma série de pequenos passos até criar algo de fato.

Essa é a grande deixa de Jeffrey Dyer, Hal Gregersen e Claytin Christensen, responsável por coletar informações de empresas inovadoras durante 6 anos para gerar o citado estudo da HBR.

E você, está pronto para tornar a liderança inovadora uma realidade e plantar a semente criativa entre seus colaboradores? Divida sua opinião conosco nos comentários!