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Mindset digital: o que é e quais as características da liderança inovadora

Mais do que somente focar em tecnologia, para realizar um processo de transformação digital, é imprescindível pensar no desenvolvimento do mindset digital. Para tanto, inclui-se um planejamento bem estruturado de como inserir uma nova cultura organizacional e, por sua vez, iniciar uma transição na mentalidade dos times internos e, em primeiro lugar, da liderança. Ou seja, repensar os modelos tradicionais de processos da organização. Com isso, ganha-se em flexibilidade e adquire-se uma visão global do mercado. É uma consequência da construção contínua do que se entende de modelos de negócio e da própria reestruturação das atividades realizadas pelos colaboradores.

Liderança com mindset digital

Os líderes têm um protagonismo inevitável no caminho da disseminação do mindset digital. É preciso adotar determinadas posições e, acima de tudo, repensar em conceitos antigos no qual se baseia a liderança. Para se aprofundar nas características de um líder com mindset digital, trouxemos quatro iniciativas apontadas pela Gartner.

  1. Foco nas pessoas: mais do que fazer o gerenciamento do “trabalho”, as lideranças com mindset digital precisam envolver as pessoas e inspirá-las a participar. É fundamental que o líder saiba qual o objetivo que quer alcançar ao propor iniciativas. Mas, mais do que isso, deve ouvir os colaboradores desde o começo, questionando sempre qual a visão deles sobre o resultado proposto.
  1. Mais segurança: é importante que no mindset digital, a liderança remova inseguranças individuais e ajude o colaborador no processo de definição de qual é sua parte na missão, além de fornecer perspectivas de recompensas. Para tanto, é preciso determinar qual a natureza e volume das tarefas que devem ser realizadas e conseguir o comprometimento das pessoas.
  1. Colaboração é a chave: no mindset digital, a colaboração ganha um espaço especial na liderança. Então, é essencial ter um propósito compartilhado, o engajamento individual e coletivo e o comprometimento. O papel da liderança está em encorajar e orientar os colaboradores, individual e coletivamente, a evoluir na direção da colaboração.
  1. Compartilhamento planejado: em ambientes verdadeiramente colaborativos, há uma segurança a partir de processos pré-definidos, pois assim os líderes saberão precisamente quais decisões ou instruções deverá realizar. Também permitirá uma visão maior de quando entregar a liderança para outros e quem é a pessoa certa para cada situação.

No plano da Gartner, a liderança deve ter visão (digital, para inspirar e motivar), métricas (medir e monitorar o progresso da mudança), implementar (recursos humanos envolvidos para monitorar e avaliar o desempenho e a reação a mudanças digitais) e paciência (não esperar resultados imediatos).

Boas práticas para criar uma cultura digital

E agora, a liderança está disposta a implementar o mindset digital, mas o que fazer? Mark Bonchek, trouxe algumas fases necessárias para criar a mentalidade digital. Separamos os pontos principais em:

Visão e incerteza: os modelos digitais não são lineares. Quando se começa a implementação de um mindset digital, tenha em mente que eles são como uma curva. É preciso perceber que haverá uma incerteza, mas que não existe um plano passo a passo.

Coragem e paciência: diversas empresas, no decorrer do desenvolvimento do mindset digital, dão o primeiro salto e iniciam a jornada, mas ainda não conseguem ver a curva. É preciso entender que tudo acontece em seu ritmo e não obedece ao senso de urgência de muitos gestores. Por isso, preste atenção quando surgir uma certa impaciência. É preciso coragem de perseverar.

Agilidade e controle: depois da incerteza dos dias iniciais, acaba-se chegando na “curva”. O crescimento acelera e nem sempre se consegue acompanhar. Por isso, aqui, é fundamental tentar manter o controle. Mas nada de se sustentar em práticas antigas, saiba inovar na mobilização e gerenciamento de recursos. Menos controle de pessoas, mais controle de princípios. É comum que os líderes estejam mais acostumados a tomar decisões do que dar poder às decisões. É essencial mudar.

O mindset digital requer preparação, incluindo se abrir para incertezas que aparecem inevitavelmente. Quer saber mais como entrar nessa fase e superar os desafios? Converse conosco!

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Cultura da inovação: como se preparar para a disrupção digital

Cada vez mais os termos disrupção digital e cultura de inovação se tornam um denominador comum em empresas de sucesso. Na prática, os dois estão absolutamente conectados, sendo um a base para o outro. O futuro, um que não está tão longe assim, tem se mostrado promissor para quem vem adotando modelos que prezam por ambos. Mas o que eles significam dentro da realidade dos negócios? Primeiro, é preciso entender como a disrupção digital está provocando inúmeras mudanças em formatos já consolidados no mercado.

A disrupção digital traduz um conceito que está bem distante do abstrato ou de buzzwords utilizadas pelo mercado. É uma realidade nas organizações. Em pesquisa da Forbes Insights/Treasure Data, mais de um terço dos executivos entrevistados afirmaram que estão sendo impactados estrategicamente e de forma direta pelo surgimento de uma concorrência de players digitais e experientes. Além disso, 51% descreveram um alto nível de risco em participação de mercado e receita para seu negócio para os próximos cincos anos, um cenário motivado pela disrupção orientada pela tecnologia, em grande parte startups ou demais inovações.

Por sua vez, a ideia da maioria dos executivos é, justamente, estar do lado da disrupção digital e não atrás das outras empresas. Para isso, existem maneiras de se preparar, como ao investir em uma cultura de inovação. Dentro disso, a mesma reportagem da Forbes, traz uma série de dicas para quem está no processo de transição e quer sair do lugar comum. Uma bastante importante é:

  • o poder da informação para transformar. Com os dados dos clientes, atualmente, se consegue demonstrar claramente correlações entre comportamento do consumidor e fidelização. Um exemplo é a Fitbit, provedora de aplicativos de acompanhamento de condicionamento físico. No caso, a empresa lançou uma campanha com histórias de usuários, enfatizando o viés de que os dispositivos trazem um valor muito maior do que serem contadores de passos. Uma ação iniciada pela análise do grau de fidelidade das pessoas e os aspectos que mais engajam.

As informações são essenciais para que a disrupção digital saia do imaginário e faça parte de uma empresa. Utilizar os dados para propor um novo olhar de mercado é uma das práticas comuns em uma cultura da inovação. Entenda mais sobre isso.

A relação entre cultura da inovação e disrupção

A disrupção digital está ancorada na cultura da inovação. Anil Cheriyan, sócio-gerente da Phase IV Ventures, empresa de consultoria, relata que há 3 chaves-mestras para a inovação: colaboração, arquitetura e cultura. Ou seja, um contexto em que as pessoas certas estarão reunidas colaborando e trocando dados e informações, uma arquitetura guarda-chuva e uma cultura de abertura, aprendizado e rejeição do status quo. Sobre cada uma delas:

  1. Colaboração: somente acontece uma cultura da inovação quando diferentes partes da organização estão trocando conhecimento e envolvidos na identificação de ideias de maneira ágil.
  2. Arquitetura: a empresa deve articular com clareza qual será o plano para a arquitetura de negócios e tecnologia. Deve ser algo aberto e que irá permitir uma flexibilidade dos negócios para integrar parceiros internos e externos no ecossistema digital.
  3. Cultura: uma cultura da inovação relaciona-se com a liderança, mindset de crescimento e o desejo de mudar. As pessoas devem estar insatisfeitas com o status quo. Cultura é sobre aprender.

Como criar um ambiente inovador

Se a cultura da inovação é imprescindível para a disrupção digital, como criar um ambiente propício? No artigo “4 dicas para criar um ambiente inovador”, há aprendizados que podem ser absorvidos neste sentido, principalmente ao propor a análise do quanto sua organização tem despendido investimento e atenção para esse aspecto. As 4 dicas consistem em:

  1. Diversidade: nada de individualidade ou a solidão de uma mente genial. A troca de dados e conhecimento aparece novamente para criar ideias diferentes.
  2. Mais do que trabalho: é comum que inovações nasçam fora da rotina corporativa. Por isso, é recomendado estimular momentos de descontração e oferecer ambientes desconectados das funções operacionais.
  3. Nada de muros: as barreiras impedem a cultura da inovação. O tráfego de pessoas e ideias deve ser livre e sem burocracia.
  4. Home office: equipes remotas são o presente e o futuro. Então, desenvolver metodologias de gerenciamento que permitam a integração e o diálogo entre colaboradores é fundamental para a inovação.

Sua empresa está preparada para a disrupção digital? Como está a sua cultura da inovação? Deixe suas dúvidas e sugestões!