Quais são os modelos de negócios inovadores que surgiram na pandemia

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A pandemia do coronavírus fez com que as empresas precisassem repensar diversos pontos que sustentavam seus negócios. Diante dos bloqueios, do distanciamento e de outras normas que alteraram o que, até então, era rotineiro, muitas delas precisaram fechar fisicamente suas portas e lidar com as novas prioridades e contexto dos seus consumidores. Essencialmente, o mundo não era mais o mesmo. Por sua vez, a maneira de fazer negócios e os interesses do público também sofreram mudanças. Por isso, modelos de negócios inovadores se fizeram não só necessários, mas urgentes. 

Foi preciso entender qual era o valor que estava sendo gerado e se ele era condizente com aquilo que os consumidores necessitavam e queriam. Já que todos estavam refletindo tanto sobre o que consumiam quanto a respeito da forma como consumiam. Também os próprios colaboradores e processos internos tiveram que ter uma atenção especial, pois foi fundamental reorganizar a estrutura e enxergar as equipes e suas ofertas a partir de um novo olhar.

Com isso, muito se fez, muito se criou. Inclusive, modelos de negócios inovadores. Conheça um pouco mais daquilo que surgiu, foi transformado ou acelerado em virtude da pandemia.

Modelos de negócios inovadores: empresas que se reinventaram 

Replanejar e adotar modelos de negócios inovadores se mostraram duas habilidades primordiais para as empresas durante a pandemia do coronavírus. Mais do que inovar, em muitos casos, foi preciso mudar radicalmente. Reajustando ou transformando completamente. Fato é que muitos precisaram passar por um processo de reconstrução. E alguns negócios fizeram isso muito bem, com criatividade. 

1. Hotel de luxo sem sair de casa 

Proporcionar a experiência de estar em um hotel, porém, sem precisar entrar em um avião e viajar. Ou, até mesmo, sem sair de casa. Entre os modelos de negócios inovadores que surgiram na pandemia, está a mudança realizada pelo Mandarin Oriental Hotel Group, um dos exemplos citados em “5 businesses that pivoted to new business models creatively during the pandemic”, da Fortune. Criativamente, eles utilizaram das instalações e serviços que já possuíam e redirecionaram para uma nova necessidade que surgiu diante de um novo público. Assim, em vez de focar em atrair os turistas, eles se concentraram em pessoas da sua própria cidade.

Assim, se você quer dar uma pausa na rotina e passar um período aproveitando as comodidades de um hotel de luxo, não precisa percorrer grandes distâncias. Se houver um hotel do grupo na cidade, basta fazer o check-in em um programa específico e usufruir de benefícios como café da manhã, garrafas de vinho e créditos em compras.

Além disso, caso não queira nem se hospedar, em alguns locais, a pessoa pode simplesmente ligar e solicitar o serviço de quarto em sua própria casa. Eles levam comida, suprimentos de spa e outras mercadorias. É uma nova experiência de um hotel de luxo.

2. Uma nova forma de fazer eventos

O setor de produção de eventos foi um dos que tiveram um grande impacto durante a pandemia do coronavírus. Com as recomendações de distanciamento em vigor, diversas empresas precisaram pensar em novas soluções e pivotar seus negócios. Um exemplo é a Festalab, startup de São Paulo, com foco na produção de eventos. A solução da startup se propõe a organizar tudo virtualmente, com direito a convite e confirmação de presença.

No entanto, a pandemia derrubou em cerca de 80% a receita da Festalab. Para sobreviver ao momento e diversificar as ofertas, eles elaboraram novas linhas de receita. Fizeram uma parceria com uma plataforma de videoconferência para organizar festas online, trazendo para o digital tudo o que era antes feito no físico. 

Outro exemplo é a mobLee, startup catarinense especializada em criar aplicativos para eventos corporativos e feiras de negócios. Por conta do isolamento, a startup desenvolveu uma plataforma online em que os participantes conseguem assistir mesas redondas e palestras, participar do happy hour e fazer networking, como em uma rede social fechada. Tudo 100% virtual. 

3. Tecnologia antiviral 

Entre as startups brasileiras, um dos cases de sucesso é a Insider Store que, durante a pandemia, pivotou sua atividades. Anteriormente, os dois sócios focavam na venda de camisetas e moda íntima antibacterianas. No entanto, por conta da demanda de peças que também pudessem auxiliar no combate ao coronavírus e passassem mais segurança aos usuários, a startup desenvolveu uma linha de máscaras e camisetas antivirais. 

As peças são produzidas com tecidos tratados com íons de prata que conseguem inativar vários tipos de vírus em até 5 minutos, com uma eficácia de 99,9%.  

Novas formas de ver e se organizar 

Em “How Businesses Have Successfully Pivoted During the Pandemic”, Mauro F. Guillén,  professor da Wharton School, avalia que muitas empresas estão lidando com a crise se baseando em modelos de negócios inovadores que conduzem à sobrevivência de curto prazo, juntamente com resiliência e crescimento de longo prazo. Por isso, pivotar tem se mostrado um movimento que consegue criar valor para consumidor e organização.

Neste sentido, utiliza como exemplo o Spotify, líder em streaming de música. Na teoria, com os ouvintes em casa e procurando por entretenimento, parecia um negócio que possuía tudo que era preciso para funcionar em meio a pandemia. Porém, a empresa sueca precisou superar o seguinte problema: o que era gerado a partir dos anúncios escutados pelos usuários gratuitos. 

Com a pandemia, muitos anunciantes cortaram seus orçamentos. A saída do Spotify foi a oferta de conteúdo original, no formato podcast. Artistas e usuários fizeram o upload de milhares de podcasts somente em um mês, além da empresa assinar acordos exclusivos de podcasts com celebridades e realizar curadoria de playlists. 

Mas, nem todos os pivôs ou testes são bem-sucedidos. Para que eles funcionem, Guillén recomenda três condições:

  • alinhamento da empresa com tendências de longo prazo criadas ou intensificadas pelo contexto, como trabalho remoto, distanciamento social e uso aprimorado de tecnologia; 
  • ser uma extensão natural de capacidades existente da empresa, consolidando uma intenção estratégica;
  • oferecer um caminho sustentável para a lucratividade, que preserva e aumenta o valor da marca para os consumidores.

Com isso, é possível fortalecer modelos de negócios inovadores que prosperarão frente a particularidades de uma nova realidade, como o home office ou “anywhere”, inteligência artificial e novas tecnologias, distanciamento e introspecção do consumidor e outras características que a pandemia influenciará no pós-normal

Quer saber mais sobre modelos de negócios inovadores e como as empresas podem construí-los? Deixe um comentário ou entre em contato! 

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