Liderança de resultados: aprender, adaptar e ensinar para crescer

Pare e pense, para você, quais são as três principais características que qualquer líder precisa ter? A princípio, eu poderia dizer que ouvir e dialogar, dar o bom exemplo e pensar estrategicamente são qualidades fundamentais para um líder, independentemente da sua área de atuação.

Porém, quando falamos do papel do líder em uma cultura organizacional inovadora que está voltada aos resultados, isso muda? No artigo de hoje, você saberá quais são as características de uma liderança de resultados e o que deve mover um profissional com esse perfil.

Conheça também quais pontos podem ser trabalhados para que uma liderança motive a sua equipe, entregue valor ao cliente final e possa criar um ambiente favorável ao crescimento. Confira!

O que é a liderança orientada para resultados?

A liderança de resultados é uma consequência de fatores e ações que complementam uns aos outros. Mas liderando com um propósito é possível encontrar a melhor maneira de realizar as atividades e, consecutivamente, entregar não só um produto ou serviço ao cliente final, mas sim um verdadeiro valor: o seu propósito.

Antes de levar o propósito da sua marca para os clientes, ele precisa ser compreendido por quem faz a magia acontecer: a equipe. E é aqui que entra uma liderança orientada para resultados.

Quais são os princípios da liderança de resultados?

1.   Paixão e propósito

Ser um líder sem paixão pelo que faz ou liderar pessoas que ainda não encontraram o que as motiva é bastante difícil. Em muitos casos é impossível. O papel de um bom líder é descobrir e estimular o potencial de cada membro da sua equipe. Mas para isso, é preciso ser o exemplo.

Já o propósito diz respeito ao “porquê?”. Qual é a sua motivação para continuar fazendo o que você faz todos os dias? Ao encontrar essa resposta, você torna-se uma pessoa resiliente e com a habilidade de lidar com as muitas adversidades que surgem no dia a dia de um líder.

Não há como encontrar o seu propósito sem desenvolver seu autoconhecimento. Um bom ponto de partida é perguntar-se: “por quê lidero essa equipe?”

2. Consistência

Quem não conhece o ditado: faça o que digo, mas não faça o que eu faço? Ser uma pessoa consistente é fundamental para uma liderança de resultados, pois além da credibilidade, aumenta a confiança dos liderados no propósito da empresa. Novamente cabe aqui dar o exemplo e desenvolver o autoconhecimento. É preciso observar a si mesmo para corrigir as inconsistências e falhas.

3. Empatia

A empatia é uma obrigação para qualquer líder, mas principalmente em uma liderança de resultados. Colocar-se no lugar do outro é um exercício constante e deve ser feito a partir do entendimento do ponto de vista do outro e da percepção das emoções sentidas por ele.

4. Conexão emocional

Números e metas expostos em um quadro ou tela dificilmente motivarão uma equipe. É preciso criar uma conexão emocional e, principalmente, utilizar uma linguagem que aproxime todos os envolvidos no projeto. Aqui novamente trazemos o propósito. Por que queremos alcançar essa meta? Por que esse resultado é importante? Ao ter as motivações explícitas as pessoas entendem a necessidade do esforço-extra, além de tornarem-se mais adaptáveis às mudanças, fundamentais em uma cultura inovadora.

5. Reconhecimento

Para um desenvolvimento real e contínuo o reconhecimento é fundamental. E ele vai além dos feedbacks positivos. Uma liderança de resultados deve ver o reconhecimento também como uma forma de motivação. Assim, é preciso reconhecer os talentos naturais de cada membro da equipe e fortalecê-los. Isso aumenta as oportunidades tanto para o funcionário quanto para a empresa.

6. Aprender a aprender

Alimentar a curiosidade e o desejo de conhecimento é outro fator bastante decisivo em uma liderança de resultados. Estar atento ao novo, questionar e visualizar as situações de diferentes perspectivas é o caminho para manter um aprendizado constante.

Aprender, adaptar e ensinar: a melhor estratégia para liderar uma equipe inovadora

Uma liderança de resultados deve saber que mais do que ser inovador, é preciso fazer com que seu produto ou serviço seja desejado pelo mercado.

Aqui é onde os princípios de uma liderança de resultados, que falamos anteriormente, se encontram com a cultura de inovação. No capítulo 2 do livro “Audaz: As 5 competências para construir carreiras e negócios inabaláveis nos dias de hoje”, Mauricio Benvenutti sustenta que para liderar uma equipe inovadora não é preciso focar em gigantes e profundas transformações que demandam uma grande quantidade de recursos, mas sim em atrair e motivar talentos.

Hoje, mais do que antes do período pré-pandemia, é preciso entregar valor em seus produtos e/ou serviços. Além de resolver a “dor” do cliente, eles precisam ter significado e impacto. E isso é alcançado combinando habilidades técnicas e a criatividade dos colaboradores.

Funciona como um ciclo: o propósito da sua empresa atrai as mentes brilhantes e elas criarão a inovação que levará você adiante, ganhando destaque na concorrência.

Aprender: para obter sucesso, as pessoas devem “precisar” do seu produto. A autoaprendizagem é fundamental aqui, pois na inovação não existe alguém que já fez isso antes.

Adaptar: de nada adianta você obter muito conhecimento sobre o seu produto, aprender tudo e mais um pouco sobre ele, mas não saber passar a mensagem certa ao seu cliente final. É preciso traduzir o aprendizado para a linguagem comum e conquistar a sua audiência ideal.

Ensinar: nesse momento você já sabe como comunicar e, finalmente, fez seu cliente entender porque o seu produto é importante. Assim, além de fazer a compra porque ele precisa do produto ou serviço, ele também entendeu o seu propósito.

Falar em crescimento e resultados durante uma crise mundial é difícil. A necessidade de reinvenção dos negócios é inadiável. E não existe uma fórmula mágica, cabe a cada empresa encontrar a próprio método de inovar para obter mais resultados.

Contudo, o que pode ser feito é capacitar as lideranças para aprender, adaptar e ensinar. Uma liderança inovadora precisa provocar mudanças no comportamento e nas interações da equipe. Os bons resultados são frutos do aprendizado constante e, para isso, você sabe que pode contar conosco! Ficamos à disposição para continuarmos a conversa e responder qualquer dúvida.

 

Tipos de liderança: qual líder promoverá a transformação cultural?

As metodologias ágeis se tornaram assunto comum nas rodas de negócios, painéis, eventos e até no cafezinho. Esse modelo surgiu nas empresas de desenvolvimento de software, mas logo se tornou uma maneira de implementar um mindset digital nos mais diversos segmentos. A adaptação das organizações, porém, passa também por novos tipos de liderança, que vão encabeçar essas mudanças.

Mais do que adotar processos, a mentalidade ágil exige uma cultura baseada em valores, princípios e práticas que substituam a gestão focada no comando e no controle. Por isso, a transformação precisa começar nos gestores. Em especial nos executivos C-level.

A seguir, você vai entender um pouco melhor quais são as características necessárias para esses líderes e quais tipos de liderança se destacarão nas empresas. Além de conseguir identificar qual é o seu padrão de liderança atual e como mudá-lo, se necessário. Continue a leitura e saiba mais.

3 tipos de liderança para promover transformação

1 - Liderança inovadora

O primeiro perfil que costuma promover mudanças culturais nas empresas é o de liderança inovadora. Esses gestores costumam fomentar o pensamento criativo e valorizam aqueles profissionais que encontram novas formas de resolver problemas. Eles confiam nas novas ideias e fazem apostas, mesmo que elas tenham chances de dar errado.

Além disso, esses líderes geralmente têm uma boa capacidade de vender suas ideias (e do seu time) para o restante da organização, com um pitch assertivo e dados relevantes.  Assim, ele consegue arranjar espaço para inovação, mesmo em ambientes um pouco relutantes.

2 - Liderança ambidestra

Mas a inovação também depende de um equilíbrio entre eficiência nos serviços e flexibilidade. Afinal, a empresa precisa garantir a satisfação dos clientes e o retorno financeiro para continuar investindo na descoberta de novas possibilidades.

Para isso, existe outro tipo de gestão: a liderança ambidestra. Executivos com esse perfil costumam equilibrar os dois pólos, refinando, selecionando e implementando o que já está dando certo, ao mesmo tempo em que experimentam e alteram variáveis para encontrar formas mais eficazes de trabalhar.

Para isso funcionar, a gestão precisa priorizar o equilíbrio entre esses dois esforços, dividindo bem o tempo e as tarefas para cada um. Da mesma forma, deve ser tolerante a erros ao longo da implementação dessa nova rotina. Afinal, eles são normais e existirão.

3 - Liderança ágil

Existe ainda a  liderança ágil. Líderes desse tipo costumam trabalhar para que metodologia ágil seja aplicada, com experimentação, decisões descentralizadas e flexibilidade. Esses executivos costumam trabalhar lado a lado com métricas precisas, utilizadas para identificar o desempenho do time e perceber quando processos podem ser otimizados.

Os indicadores, inclusive, precisam ser bem adaptados diante da realidade da empresa. Como em todo modelo de gestão, não adianta apenas replicá-los de uma organização para outra. É preciso ter clareza para interpretar dados e direcionar os esforços aos objetivos do negócio. Tudo com ambidestria para equilibrar os resultados.

Aliás, a verdade é que os três tipos de liderança que você viu nessa lista não são excludentes. Um executivo que busca gerir bem seu time e preparar a empresa para a transformação cultural deve reunir características desses três perfis. Assim como deve respeitar suas próprias características de gestão, adaptando aqueles comportamentos que atrapalham as mudanças na corporação.

Abaixo você verá um pouco mais sobre tipos de liderança comuns e como eles podem se adaptar ao mindset digital para incorporar as características que listamos.

Tipos de liderança comuns e como elas podem se adaptar

Liderança democrática

A liderança democrática é uma das que encontra mais facilidade para se adaptar às metodologias ágeis. Afinal, esses líderes já estão acostumados a dividir as decisões com o time e compartilhar responsabilidades.

Mas se você está nessa categoria, preste atenção: essa é uma forma de gerir equipes que exige bastante das suas habilidades de comunicação. Isso porque você precisa deixar todos cientes do que acontece na empresa. Além de ter que apostar em feedbacks rápidos, para que o time evolua constantemente.

Liderança autoritária

Por outro lado, as lideranças autoritárias são aquelas que enfrentam mais dificuldade para se adaptar à nova mentalidade de trabalho.

Como você viu, a transformação na cultura organizacional passa por uma gestão mais flexível e com menos controle. Então se você é do tipo que gosta de microgerenciamento, pode ser difícil mudar. Contudo, com a ajuda de boas métricas de acompanhamento, você pode dormir com mais tranquilidade de noite.

Liderança pragmática

Entre os tipos de liderança, existem ainda os pragmáticos. Esses gestores costumam se dar bem em cargos de direção, pois são racionais e bastante direcionados por dados. No entanto, na cultura digital é preciso lembrar que o foco ainda está nas pessoas.

Então se você possui essas características, precisa focar bastante no seu time para conseguir manter o equilíbrio e inspirar os profissionais.

Liderança carismática

Já a liderança carismática costuma ser muito praticada. Afinal, esses profissionais se destacam por falar bem em público e ter um discurso  engajador. Essas qualidades são sempre bem-vindas e inspiram muitos colaboradores. Mas precisam acompanhar uma mudança real na cultura e não apenas na forma de se portar.

Em resumo, você não precisa mudar sua forma de trabalhar para promover uma transformação cultural na sua empresa. Porém, é importante estar sempre em evolução, testando e aprendendo com a sua equipe sobre as melhores formas de estabelecer essa nova dinâmica.

Se você gostou de saber mais sobre os tipos de liderança, leia também  artigo Liderança de resultados: como aprender, adaptar e ensinar para crescer.

Inovação e liderança: como capacitar a equipe para o pós-normal

Uma realidade relativamente recente no Brasil e mais comum nas empresas de tecnologia, o trabalho remoto passou a ser rotina para muitas pessoas que não cogitavam essa possibilidade tão cedo em sua área.

Entre os trabalhadores, há uma divisão entre quem se adaptou muito bem a esse novo modelo de trabalho e quem está ansioso para voltar ao escritório. Já para as empresas, muitas perceberam nesse novo formato uma possibilidade para economizar nos gastos com estrutura física e, quem sabe, investir em outros recursos

Mas, na vida nem tudo precisa ser 8 ou 80. Uma alternativa que pode ser adotada no pós-normal para agradar a todos (e ainda rentável para a empresa) é o modelo híbrido: com a divisão da carga de trabalho entre o trabalho remoto e presencial. Ou ainda, reunir as equipes somente para reuniões e alinhamentos em dias e horários específicos.

Combinando inovação e liderança, as possibilidades são muitas. E, por isso, hoje vamos dar algumas dicas para preparar a sua equipe, aplicar treinamentos e desenvolver as skills essenciais para essa adaptação ao pós-normal. Confira!

Dicas para capacitar a sua equipe combinando inovação e liderança

Comunicação

É sempre o primeiro passo. Todos devem estar cientes das etapas e de que forma serão implantadas as estratégias de inovação na empresa.

Engajamento

Somente comunicar não é o suficiente, é preciso conversar abertamente com os colaboradores para que entendam a importância de utilizar o tempo para compreender os seus clientes e o mercado em que estão inseridos.

Um ambiente inovador também estimula que as decisões deixem de ser centralizadas, abrindo espaço para que soluções e ideias surjam em todos os setores e independentemente do nível hierárquico dos envolvidos.

Falhas

Elas ocorrerão e isso é inevitável em um processo de inovação, pois na maioria das vezes existem incertezas. Logicamente ninguém gosta de errar, mas uma boa liderança deve estar preparada para esse momento. É preciso entender que isso faz parte do processo de inovar e que está tudo bem errar de vez quando.

Ação rápida

Não basta apenas incentivar as ideias inovadoras e promover debates entre as equipes. Ao detectar o potencial em uma ideia, colete dados e tome uma decisão embasada neles. Ser ágil para colocar uma ideia em prática também pode garantir o destaque entre a concorrência.

Métricas

Pode parecer complicado metrificar uma ideia, mas os dados são sempre importantes. Além de avaliar os números sobre a atividade do cliente em relação ao seu produto ou serviço, pense também no retorno das suas parcerias estratégicas.

Ou ainda, que tal buscar informações sobre o tempo que a equipe realmente dedica à descoberta? Quantos membros dela foram treinados sobre o verdadeiro significado de inovação? Vale delimitar o que faz a diferença para a sua empresa e construir suas próprias métricas de inovação a partir daí.

Capacitação

Ser criativo e inovador também requer informações e habilidades. A inovação está cada vez mais sendo discutida, mas muitas vezes os colaboradores  não conseguem entender o que isso significa e de que maneira podem contribuir.

Por isso, é importante, principalmente no início, oferecer treinamentos e o preparo das equipes com conteúdos de inovação de base ampla, adaptados às necessidades dos colaboradores .

Conheça alguns deles:

Inovação e liderança: workshops

 

Jornada da Liderança Inovadora

A jornada da liderança é fundamentada na Jornada do Herói, criada por Joseph Campbell e divulgada em sua obra “O Herói de Mil Faces” e adaptada por Christopher Vogler na obra “A Jornada da Liderança Inovadora”. Assim, temos hoje as 12 etapas adaptadas do modelo de Campbell .

Macro etapas para implantação:

1) Alinhamento com a empresa contratante sobre os objetivos do programa;

2) Diagnóstico com realização de diferentes assessments para indicar o estágio atual de cada líder;

3) Apresentação dos dados quantitativos/qualitativos que alimentarão o plano de desenvolvimento de cada grupo e desenho final do modelo da Jornada da Liderança;

4) Realização da Jornada da Liderança Inovadora.

Liderança Ambidestra e Inovadora

Neste workshop estimulamos um olhar interno para a organização. Apresentando os 10 tipos de inovação segundo o autor Larry Keeley, realizamos atividades fora da organização. O objetivo é abrir o olhar e a mente para outros ambientes e cenários, onde a transformação digital já acontece intercalando com atividades de visitas a museus, atividades lúdicas e artísticas.

Inovação e liderança: webinars para treinar a sua equipe

 

Gestão Estratégica em tempos de mudanças exponenciais

O momento nos mostra que uma boa liderança se faz com menos controle e mais confiança e transparência. Por isso, é preciso saber estimular a confiança e explorar as diversas possibilidades de crescimento que o mundo digital traz para o nosso dia a dia.

Nos dias de hoje, é fundamental criar empatia e se colocar no lugar do outro. Estamos em um momento de estimular a criatividade e quebrar preconceitos.

A era da colaboração chegou para ficar. E, mais que nunca, é o momento juntar expertises e não criar concorrências.

Liderança ambidestra em ambientes organizacionais pós-normal

O isolamento social acelerou e tirou da gaveta o plano de inovação de muitas empresas. E nesse contexto emerge a liderança ambidestra, capaz de trabalhar de forma híbrida e conduzir equipes criativas e colaborativas, mas também focadas em processos, eficiência e aprimoramento das entregas.

Pontos antes não observados serão emergenciais na nova conjuntura organizacional:

  • Mindset colaborativo
  • Comunicação assertiva
  • Planejamento de curto prazo
  • Tecnologias e ferramentas digitais
  • Gestão de dados e segurança da informação
  • Engajamento de equipes remotas 

Liderança e gestão remota de equipes em home office

Os desafios de liderar a distância e as novas formas de trabalho requerem habilidades aprimoradas em comunicação, engajamento, envolvimento com metas organizacionais, performance e olhar humano.

O papel do líder é imprescindível para a saúde emocional dos colaboradores, saúde organizacional e, mais do que tudo, para o atingimento das metas. Neste webinar você irá saber como se atualizar (e como manter-se atualizado) no tema, além de voltar o olhar para as práticas de mercado.

O momento traz muitos desafios e se a sua empresa não combina inovação e liderança para promover mudanças certamente está ficando para trás quando falamos em crescimento e diferencial competitivo. E, sem dúvida, um bom  caminho para proporcionar o desenvolvimento de uma cultura de inovação é a capacitação. Por isso, invista nela! E estamos à disposição para ampliar este debate e trocar ideias sobre.

 

Pós-normal: 5 tendências para o mercado de trabalho pós-Covid-19

A crise do coronavírus e suas consequências ainda parecem longe do fim (para posicionar quem ler este texto - junho de 2020). Mas em muitos lugares, a propagação da doença parece minimamente controlada e as empresas já começam a se organizam para uma retomada. Por isso, o “pós-normal” começa a se consolidar como o “novo normal” e algumas práticas que foram adotadas durante a quarentena devem se tornar regra daqui para frente. 

Afinal, a pandemia deve deixar marcas por alguns anos. O Fundo Monetário Internacional já chama esse período de “o Grande Confinamento” e faz paralelos com a crise de 1929, que marcou a economia mundial por décadas. 

Isso significa que ela vai impactar a forma como trabalhamos, consumimos e nos relacionamos nos próximos anos. Claro que muita gente tem apostado em uma verdadeira revolução e não temos como saber o que vai acontecer. Mas, meses depois da chegada da doença no Brasil, começamos a ter um panorama mais concreto. E alguns movimentos que já vinham acontecendo no país e no mundo passaram a se acelerar. A seguir, você confere quais são!

5 tendências para o pós-normal

1 - Novas formas de trabalho

Com o coronavírus, o pós-normal inclui, obrigatoriamente, o trabalho remoto. Se no começo da pandemia muitas empresas não viam a hora de retornar para o escritório (e algumas foram até reticentes em liberar seus funcionários), o home office começa a se consolidar como um modelo que deve durar por bastante tempo. Seja por segurança, economia ou comodidade.

O Twitter foi uma das primeiras empresas  a fazer esse anúncio. Em um e-mail interno enviado no começo de maio, o CEO da rede social, Jack Dorsey, explicou que seus colaboradores poderão trabalhar de casa para sempre, se quiserem. 

Outras empresas ainda não foram tão radicais, mas já decretaram que o isolamento dos funcionários segue até o fim do ano. Um exemplo é a brasileira XP Investimentos, que também estuda adotar o modelo permanentemente. 

Além disso, experiências de carga horária reduzida, mudanças nas funções, entre outras transformações também estão acontecendo e podem impactar a forma como nos relacionamos como trabalho no futuro

2 - Presença das mídias digitais

As mídias digitais já fazem parte do cotidiano da população mundial e o pós-normal está consolidando um crescimento ainda maior dessas tecnologias no nosso cotidiano. No mercado de trabalho, os aplicativos de mensagem, servidores de e-mail e plataformas para reuniões online assumiram uma importância ainda maior. 

Mas, isso significa que a adaptação para as mídias digitais vai além de uma boa conexão com a internet. É preciso adaptar materiais, cartões de visita e investir em novos modelos de apresentação para engajar os participantes em reuniões, por exemplo. 

Da mesma forma, a segurança digital também assumiu um papel fundamental, já que muitas empresas estão sofrendo com a infraestrutura precária - e vulnerável - que muitos funcionários possuem em casa. Isso coloca informações sensíveis das empresas  em risco e impõe também novas práticas de compartilhamento de dados.

3 - Aceleração das automações

A busca por tecnologia que possa automatizar a produção e diminuir o risco de contágio no trabalho também se tornou uma realidade na indústria brasileira. Esse é mais um movimento que já vinha acontecendo no país, mas de forma lenta. 

Segundo o pesquisador Daniel Duque, do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil estava na “lanterna” da automação em comparação com outros países do mundo. Porém, a crise do coronavírus deve acelerar esse processo. 

Para os funcionários, as consequências envolvem adaptação. No mundo todo, a estimativa é que robôs substituam 800 milhões de pontos de trabalho até 2030 e os colaboradores  terão que migrar para outras funções ou desenvolver habilidades mais estratégicas e criativas, as chamadas soft skills

4 - Aumento de cursos online

Os cursos on-line e a educação EAD ou online - chamado agora de ensino online (EOL) também faz parte do pós-normal. Afinal, essa modalidade de ensino já vinha se estabelecimento no país, principalmente , na educação superior. Mas agora, se expandiu para todos os níveis e tende a ser mais naturalizada pela população, atingindo fortemente o desenvolvimento de pessoas nas empresas ou os treinamentos empresariais. Consultores e facilitadores de treinamento presenciais têm corrido para se adaptar ao novo modelo de repasse do conhecimento. 

Além disso, os altos índices de desemprego causados pela crise devem gerar uma grande demanda de profissionais precisando de requalificação, o que também vai causar mais procura pelos cursos EAD ou EOL. 

5 - Novos modelos de negócio

Por fim, ficou quase impossível falar em pós-normal sem citar os modelos de negócio que surgiram durante a pandemia e tem tudo para se estabelecer como uma alternativa cotidiana. 

Pequenas e médias empresas, principalmente no setor de serviços, tiveram que encontrar maneiras alternativas de continuar existindo. Seja com e-commerce, delivery, atendimento domiciliar ou prestação de serviço à distância, esses negócios precisaram se reinventar. Na maioria das vezes, adotando  a tecnologia como uma aliada. 

Ou seja, a principal tendência para o mercado no pós normal será a adoção da tecnologia, mesmo nos ambientes em que ela era deixada de lado ou adiada. 

Já para os funcionários, o trabalho remoto, a colaboração digital e uma maior qualificação devem ser exigências comuns daqui para frente. Por isso, apostar na educação é a forma mais segura de se preparar para os desafios que ainda estão por vir.

 

Líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações

Líderes ágeis percebem que vivemos em uma era de mudanças exponenciais em um ambiente global que é complexo, incerto e ambíguo. Eles já se deram conta de que, caso as organizações não se adaptem rapidamente às condições de constantes transformações, resistirão aos impactos da disrupção digital, como aconteceu com várias empresas que já estiveram na lista da Fortune 500.

A liderança ágil também antecipa ameaças e oportunidades e está sempre observando o desenvolvimento de novas habilidades no time para criar e desenvolver novas ideias que possam se transformar em novos negócios.

Quais são as características-chave dos líderes ágeis?

Os líderes ágeis são criativos, contam com senso de propósito e conseguem envolver e motivar o time a abraçar novos projetos, criando ambientes seguros de cooperação nos quais eles também aprendem. 

Além disso, líderes ágeis são flexíveis e conseguem ajustar rapidamente o seu estilo de liderança às demandas das mais diversas situações. Eles também respondem às incertezas e as dificuldades que um ambiente de constante mudança pode trazer. 

No entanto, os líderes ágeis não contam com um dom divino de liderança. Não nasceram com todas essas expertises, mas sim aprenderam com os feedbacks da equipe e buscaram mais exemplos de erros e acertos para se desenvolver de forma contínua.

Mas, por onde começar a preparação para que a gestão da sua empresa se transforme em uma liderança ágil. O primeiro passo é querer criar um espaço para essa mudança. O segundo é muita leitura, treinamento, escuta empática e aprendizados compartilhados. 

É por isso que preparamos um infográfico com várias dicas para quem quer implementar o Agile na organização: Manifesto ágil para líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações

O que você vai encontrar no Infográfico Manifesto ágil para líderes ágeis?

  • Os treinamentos precisam incluir os C-levels
  • Os feedbacks devem ser rápidos 
  • As reuniões precisam se transformar em sessões de trabalho
  • Buscar soluções de problemas ao invés de procurar a perfeição
  • O planejamento deve ser flexível

O infográfico Manifesto ágil para líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações é gratuito. Para ter acesso a essas e outras dicas, basta clicar aqui, preencher o formulário com os seus dados e o download começará automaticamente. 

Se você quiser mais informações sobre metodologias ágeis, liderança inovadora, organizações exponenciais e mindset ágil, pode acompanhar também o Canal no Youtube e o Podcast Ideias em Movimento, nas seguintes plataformas:

Espero que o Infográfico Manifesto ágil para líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações consiga fazer com que a sua empresa dê o pontapé inicial para a transformação ágil. Boa sorte e sucesso!