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Qual a sua Tarefa na inovação ? A importância das tarefas e o modelo de negócio

Você empreendedor, consultor ou que trabalha para uma empresa, que nos acompanha pode inicialmente indagar o porque do tema Qual a sua Tarefa ? O que isto tem a ver com inovação e muito mais com modelo de negócio ?

Calma! A minha tarefa aqui é justamente esclarecer, compartilhando algumas experiências e conhecimentos.

Como devem ter notado nossa paixão é por inovação e mais precisamente em inovação dos modelos de negócio. Mas por que modelos ? Já falamos por aqui que é necessário buscar constantemente por inovação. Isso porque, hoje em dia, somente produtos e tecnologias já não são mais suficientes para garantir bons resultados em sua empresa, por que não dizer na sua vida (empresas são criadas e administradas por pessoas, certo!). Não basta somente uma boa idéia, o interessante é sempre buscar, de  forma constante, caminhos sustentáveis (rentáveis inclusive) para entregar sua proposição de valor. Aqui que começa a história da tarefa, vocês já pararam para pensar o que um dispositivo, que carregamos todos os dias nos ajuda a realizar: o famoso celular.

 Temos o costume de usar o celular para:

  •  Nos comunicar no trabalho e na vida pessoal;
  • Guardar nomes e números de familiares (isto fazíamos quando eram celulares tradicionais);
  • Agendar compromissos;
  • Pesquisar na internet;
  • Registrar momentos  com  uma foto;
  • Compartilhar pensamentos através das redes sociais;
  • Jogar enquanto estamos dirigindo no carro no metrô;
  • Ouvir músicas;
  • Etc,etc e etc...a lista é infinita.

Notaram algo interessante acima ? (dica: está em itálico). Agendar, Pesquisar, Registrar, Compartilhar, Jogar, Ouvir. São tarefas que gostamos de realizar e que são importantes para as pessoas. Mas pera aí, para todas as pessoas? Não! Conheço muita gente que prefere utilizar aparelhos mais tradicionais, com tarefas mais básicas, portanto as tarefas, são particulares e, muitas vezes, dependem de cada contexto da vida das pessoas.

Agora vamos raciocinar o seguinte, gosto de ter todas as tarefas acima realizadas e não tenho um celular com tal capacidade, estas tarefas que desejo fazer atrapalham o meu dia-a-dia?Tornou-se um problema, mais precisamente posso , para uma tomada de decisão no meu trabalho, ou  na família por causa de uma viagem não prevista.

Neste momento, às vezes, conscientemente ou nem tanto, avaliamos o que existe (na solução atual) ou poderia existir. Se o produto ou serviço me ajuda a resolver estas questões, a eliminar estas barreiras, estes pontos que se tornaram problemas no meu dia-a-dia, posso então imaginar trocar por um celular mais poderoso, tipo , que me ajude a realizar estas tarefas que julgo importantes (muitas vezes chamamos de analise de custo x benefício: ”este bem que adquiro me ajuda a realizar esta tarefa?”).

No entanto, as opções de bens tipo celular são infinitas, todas me ajudam a ter as tarefas realizadas dentro do contexto mencionado. Portanto, podemos avaliar qual proposição de valor  adicional este produto traz, alguns podem me ajudar a realizar as tarefas de forma . Outros permitem ouvir as músicas de forma bastante , além de muitas outras facilidades. Neste momento que passamos a enxergar mais valor nele (vale a penar conceituar que inovação também é considerado como valor percebido, pelas pessoas, pois teve um impacto positivo em suas vidas).

Quantas vezes paramos para pensar nisto? Executamos muitas destas tarefas de decisão de forma automática (mas acredito que vale uma pausa para reflexão). Perceberam a utilização dos acima ?  Foram propositais, pois o cérebro do ser humano, segundo estudos possuem diferentes formas de aprendizagem (também chamada de cognição): sendo elas auditivas, visuais e sinestésicas. Gosto de ler e você que nos acompanha também, mas grande parte das pessoas gravam as informações através de associação visual.

Assim, chegamos no Business Model Generation...

Nós já falamos aqui no blog que o Design Thinking é uma ferramenta poderosa para otimizar o dia a dia nas empresas. E isso acontece justamente pela utilização de pensamento visual. Forçar que uma idéia que esteja em nossas mentes seja tangibilizada em formas, desenhos, quadros, com se diz no dito popular: “imagens valem mais do que mil palavras”.

Aliás, por isso que a ferramenta criada por Alex Osterwalder em seu livro Business Model Generation, chamado Quadro do Modelo de Negócio é super poderosa. Ela é visual e conduz os participantes a serem diretos e de uma forma muito colaborativa. A linguagem é clara e única.

Como já mencionamos a busca por inovação é um processo contínuo, o Osterwalder criou, de forma também colaborativa e como protótipo, mais um quadro no início de 2012, que denominou de Quadro de Valor do Cliente. O intuito foi trazer, de forma visual também, como as pessoas trabalham esse processo de decisão entre tarefas X produtos/soluções. Sabe de onde surgiu esta ideia dele ? Quando esteve com diversas empresas de tecnologia do Vale do Silício e percebeu a falta de uma ferramenta visual que ajudasse a clarear:

  • “para que”, para não dizer o “porquê”, um produto existe (ou mesmo que esteja só na ideia ainda) e
  • quais são os produtos e serviços que a empresa pode oferecer para ter as tarefas realizadas.

Engenheiros de Tecnologia costumam criar soluções, depois partem para a busca de um problema. No entanto, o ideal é entender as tarefas: quais são difíceis de ser realizadas, e quais (sim, eu digo quais) produtos e soluções podem ajudar nesta execução.

Mas por que “quais” ? Não se esqueça, conforme mencionado pelo pensador e filósofo francês Edgar Morin, as pessoas estão imersas em sistemas sociais complexos. São muitas variáveis para se levar em consideração na vida do ser humano (podemos facilitar nossa compreensão chamando isto de contexto). Lembrando do nosso exemplo: Eu quero me comunicar com minha  família durante o dia. Vamos então preencher o quadro sugerido por Osterwalder com nosso exemplo de uso do celular:

Sugestão para preenchimento e leitura na seguinte sequência:

Tarefas →Perdas→Remédio→Produtos→Criadores de Ganho→Ganhos

Se você for um empreendedor

Portanto, os produtos e serviços podem ser vários, e não somente um único produto. Por isso, se você for um empreendedor, principalmente de tecnologia (de internet mais ainda!), faça esta lição de casa: discuta com seus parceiros e preencha o seu Quadro de Valor do Cliente. Poupará muito tempo e você terá uma chance menor de fracasso. Você está criando algo que as pessoas desejam.

Agora se o que você construiu um produto que as pessoas desejam, você precisa validar se existe uma quantidade de pessoas suficientes para sustentar seu negócio. E como posso entregar os produtos e serviços para estes clientes ? É aqui justamente que entra o grande benefício do modelo de negócio, ilustrado na ferramenta do Quadro do Modelo de Negócio, ele te auxiliará, no que o próprio Osterwalder diz :

"no processo de busca de um modelo rentável que ajude  as pessoas a terem as tarefas realizadas"

Se você for um consultor...

Agora se você for um consultor, reflita em um breve momento: quais tarefas você está ajudando seus clientes a realizar. Tem um valor enorme para esclarecer ou definir a segmentação de mercado que você trabalha. Mas por que segmentação? Pois lembra-se da questão contexto, as pessoas executam tarefas e a melhor segmentação é o conjunto de pessoas que compartilham desta mesma necessidade de ter a tarefa completada (inclusive que possam comunicar entre si) e não aquelas famosas divisões por idades, região, sexo, etc.

Se você trabalha em uma empresa de suporte ou vendas

Agora se você trabalha em alguma empresa, seja em uma área de vendas ou suporte, seja com consumidores finais ou clientes empresariais, pense qual(is) tarefa(s) seu produto está ajudando a ter realizada. Mas você pode pensar também qual tarefa seu serviço auxilia em outro departamento. Estamos sempre produzindo (produto ou serviço) para outra(s) pessoa(s).

Por isso a função de buscar tarefas é extremamente importante! Muita inovação pode surgir através desta constante observação.

Qual é a sua Tarefa ? Qual o seu modelo ? Se você ainda tem dúvida, venha participar de um dos nossos cursos ou workshops. A inovação não acontece por acaso, não é mesmo?

A

modelos de negocios

O carro azul, a Kodak e modelos de negócios

Pense em um carro azul de determinada marca que a partir desse momento na sua frente sempre aparecerá carros da cor azul da marca selecionada. Decida-se por fazer uma viagem para determinado local que todas as mídias estarão falando desse lugar específico. Quantas vezes nos deparamos com essa situação: não conhecemos um assunto alguém evidencia tal tema no nosso meio ou entorno e, de repente, todos parecem falar disso. Assim foi para mim com o termo “modelos de negócios”.

Nunca tinha ouvido falar ou lido nada a respeito. Há alguns anos, por conta de um tema que procurava para elaborar minha dissertação de mestrado, me sugeriram estudar sobre modelos de negócios:

— Modelos o quê? Não seria planos de negócios?, respondi.

— Não, são modelos de negócios mesmo.

Eu não sabia do que se travava, mas entrei de cabeça nas pesquisa e estudo sobre o assunto. O meu empenho foi tanto que, em apenas um mês, já tinha o mapa do processo, os principais artigos e pesquisadores de destaque nesta área. Passei a usar as redes sociais para encontrar o que procurava e a cada dia agregava mais uma pessoa, mais um artigo, mais um pesquisador.  Fantásticas descobertas que culminaram com a publicação de uma dissertação, originaram vários artigos, workshops ministrados e muita, muita conversa sobre tema. Hoje, posso dizer que os modelos de negócios não apenas fazem parte da minha rotina, mas também oriento gestores e empresas a modernizarem seus processos.

Mas de que modelos de negócios estamos falando?

Os anos noventa foram marcados pelo surgimento de um novo espaço conceitual decorrente da pulverização e acessibilidade à internet. Todo esse avanço tecnológico resultou em significativas transformações na sociedade: comunicação, relacionamentos, comportamento de compra e, claro,  na forma de realizar negócios. Esse novo espaço conceitual trouxe a exigência de mudanças na forma de organizar os negócios, pois os critérios adotados na era industrial já não podiam ser considerados nesta nova era do conhecimento.

Era preciso modernizar os negócios para que as empresas continuassem competitivas a medida que as ferramentas tecnológicas transformavam cada dia mais os hábitos de consumo. Dessa forma, várias empresas começaram a fazer transações baseadas em um ambiente virtual. Foi exatamente neste período que o termo "modelo de negócio" entrou para agenda das empresas, afinal era um ambiente novo e com processos diferentes do que o mercado já estava acostumado.

É claro que, com o passar do tempo, muitos negócios surgiram no meio digital. As pessoas começaram a vender em sites, redes sociais, email, entre outros. Mas o que ficou muito claro é que qualquer negócio tem um tipo específico de modelo. Alguns formam padrões. Outros abrem mercados e se posicionam como inovados. No entanto, não há o que se discutir: para toda empresa existe um modelo de negócios.

Conheça algumas empresas com modelos de negócios inovadores

É o caso da Xerox que criou um novo modelo de negócio, ao iniciar a comercialização de máquinas copiadoras, cedendo os equipamentos e ganhando na venda dos tonners e papeis especiais. Ou da Nespresso, que desenvolveu um mercado doméstico para o café expresso, e por meio da patente de um sachê, fideliza seus clientes.

Mohamed Yunus criou um novo modelo de negócio quando implantou o serviço de microcrédito para população de baixa renda pelo Grameen Bankem em Bangladesh. Podemos citar ainda a abertura de um mercado totalmente novo quando o Google lançou o Google Ads, permitindo que empresas usassem a internet como proposição de valor ao cliente.

Assim, de acordo com o autor Alex Osterwalder modelos de negócios descrevem a lógica de como uma organização cria, captura e entrega valor aos seus clientes.  Ou podemos dizer de outra forma: é a representação dos processos de uma empresa de como esta oferece valor aos seus clientes, obtém seu lucro e se mantém de forma sustentável ao longo de um período de tempo.

A inovação nas empresas não acontecem por acaso

A inovação em um modelo de negócio não surge ao acaso. É algo que deve ser administrado e monitorado, estruturado em processo e utilizado para alavancar o potencial criativo de uma organização. Requer habilidade e destreza para lidar com incertezas e com opiniões contrárias.

O surgimento de uma boa solução requer tempo, dedicação e uma equipe plenamente motivada. Para tanto, existem técnicas e uma linguagem que pode ser estudada e aplicada no dia a dia. Alex Osterwalder, num processo de co-criação com mais 470 praticantes da metodologia ao redor do mundo, disponibilizou e tem difundido no que chamamos de Canvas, um quadro que apresenta nove blocos e que representa os processos organizacionais.

A partir da prática do design thinking, é possível criar, modelar e idealizar modelos de negócios inovadores. Há um ano venho apresentando isso em cursos, palestras e workshops entre São Paulo e Florianópolis. Além disso, também de adoto a mesma metodologia em processos de diagnóstico organizacional, como identificação de processos internos na empresa e até mesmo como base para o planejamento organizacional. E posso afirmar que funciona. Os resultados são surpreendentes e motivadores.

E o que dizer da Kodak x Fujifilm? Bem, isso é tema para um workshop, mas basicamente a Kodak não mudou o seu modelo de negócio vindo a quebrar enquanto que a Fuji (não mais só filmes) alterou completamente seu modelo, incorporando outras variáveis, inclusive cosméticos, e permanece competitiva e lucrativa desbancando o império da concorrente Kodak.  E você, vai ficar esperando também a concorrência suplantar a sua empresa?

Conheça as nossas próximas turmas de cursos sobre modelos de negócios e participe. O resultado é surpreendente.

 

Bmgen Brasil está no ar!

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Um 2012 de muita prototipagem, interações e inovação!

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Surge como qualquer inovação disruptiva: identificando necessidades, dando forma às idéias e construindo negócios.

Nasce,de forma colaborativa, em uma parceira entre Augusta "Guta" Orofino e Renato Nobre, dois consultores apaixonados por inovação e modelos de negócio!