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Afinal, o que é esse papo de modelo de negócio?

Nos últimos três anos o tema inovação tem crescido muito no ambiente organizacional como uma forma de buscar novos mercados e ampliar a margem de lucro das empresas. Paralelo a isso temos visto o foco dos negócios sendo alterado, onde empresas inovadoras tem a atenção às necessidades de seus clientes antes de definirem que tipos de produto farão. Estamos passando por grandes transformações. Uma onda que será preciso habilidade e alguns conhecimentos para poder surfá-la.

E este é um convite que quero lhe fazer para participar de um dos nossos workshops de Inovação em Modelos de Negócios. Você já sabe o que é Modelo de Negócio?

Por modelo de negócio consideramos a representação dos processos de uma empresa de como oferece valor aos seus clientes, obtém seu lucro e se mantém de forma sustentável ao longo de um período de tempo.

Uma organização manter uma vantagem competitiva requer a combinação do desempenho de pessoas qualificadas, uma cultura organizacional focada em inovação e a utilização de ferramentas de vanguarda da tecnologia da informação para uma eficaz gestão do conhecimento. O desenvolvimento de modelos de negócio implica em colocar uma atenção nos processos internos e de infraestrutura a fim de que a organização crie valor, incluindo as variáveis de decisão, entre elas processos e métodos de prestação de serviços, fluxos de logística, administrativo e financeiro além dos processos de gestão do conhecimento.

A capacidade de inovar, de criar novos conhecimentos, sempre foi o diferencial competitivo fundamental das pessoas e organizações de sucesso. Compreender como desenvolver essa capacidade é importante para todos. Vivenciar a inovação na prática é uma experiência reveladora.

O temas que são apresentados durante o workshop de 2 dias com 16 horas de duração são: a

1. Inovação e Modelos de Negócios – A evolução do conceito de modelo de negócio e o Canvas de Alex Osterwalder – um framework para a geração de modelos de negócio.

2. Design Thinking como ferramenta para geração de novas ideias e negócios.

3. Entendimento do cliente e suas necessidades.

4. O Canvas da Proposta de Valor x Segmento de Clientes e o serviço a ser realizado (The job to be done).

2014-02-08 11.26.495. A importância da Prototipagem e o Mínimo Produto Viável.

6. Padrões de modelos de negócios.

7. Desenvolvimento do cliente – Escalabilidade e rentabilidade do modelo selecionado.

8. A Curva de valor, ambiente externo e estratégias organizacionais.

Um curso que utiliza da lógica do design como forma prática de buscar a inovação, com uma abordagem teórica, porém apoiada no conceito de “aprender fazendo” visando a habilitar os participantes a replicar a experiência em seu dia a dia.

Eu sou a facilitadora. Meu nome é Maria Augusta Orofino. Sou Mestre em Gestão do Conhecimento, especialista em Administração Pública e Marketing, Administradora de Empresa com cursos de extensão realizados na Duke University e UC Berkeley – USA e na Universidade de Barcelona – Espanha.  Além disso atuo como palestrante e facilitadora de workshops e treinamento em inovação, design thinking, modelos de negócios e desenvolvimento do cliente e consultora organizacional com + 20 anos de experiência. Nos últimos 3 anos, ministrei workshops em diversos estados brasileiros e no exterior em mais de 100 turmas e proferiu palestras  atingindo um contingente de mais de 5.000 pessoas, além de workshops in company.   Conheça aqui alguns depoimentos de pessoas que já participaram. Sou autora do blog www.mariaaugusta.com.br e co-autora do blog www.nuvem.website/guta. Co-Autora dos livros Business Model You e Ferramentas Visuais para Estrategistas.

Nossa atuação é nacional e a agenda para os próximos workshops segue abaixo:

1. Fortaleza – 28 e 29/3/2014 – Em parceria com a Action Coach

2. Curitiba – 31/3 e 1/4/2014 – Em parceria com a ANPEI

3. São Paulo – dias 3 e 4/4/2014 – em Parceria com ANPEI

4. Florianópolis – dias 11 e 12/4/2014

5. Salvador – dias 25 e 26/4/2014 – em parceria com Action Coach

6. Em parceria com a ESPM SP – – São Paulo – 15 a 17/5/2014

7. Workshops in company? Sim, caso esteja interessado em realizar este evento exclusivo para a sua equipe ou empresa, envie-nos um email que faremos uma proposta exclusiva, dentro das suas necessidades.

A geração de modelos de negócio inovadores representa uma nova fonte de vantagem competitiva considerando que pode resultar na criação de valor organizacional e na mudança da forma de fazer negócio, tornando-se um novo padrão para o surgimento de novos empreendedores de sucesso. Aguardamos o seu contato.

 

Dicas para 2014

espm

Nossa conversa com Alex Osterwalder

Esta semana tivemos a oportunidade de reencontrar com Alex Osterwalder, o autor do Business Model Generation durante a sua permanência no Forum HSM de Inovação. Foram 2 horas de bate papo, descontraído e informal onde foi possível apresentar o trabalho que estamos realizando em nossas consultorias e nas nossas aulas em diferentes partes do Brasil.

 

 

 

 

 

 

Um aspecto que nos chamou a atenção foi a preocupação de Alex em manter-se atualizado e sempre procurando novos desafios. Ele está bem focado em concluir seu novo livro onde apresentará a importância da proposta de valor como um diferencial de cada negócio. Além disso, a importância de se entender a anatomia da organização. Fez um comparativo com uma sala de cirurgia onde um cirurgião não pode operar apenas com um canivete suíço mas necessita de diferentes ferramentas. Assim é o canvas do modelo de negócio. Oferece uma visão global do processo e não apenas uma parte da organização. Como um clinico geral, é preciso olhar o todo e compreender as relações entre os 9 blocos. Entender o processo como uma anatomia empresarial. E ver como funciona as interações entre as mesmas.

Enfatizou também que o Canvas do Modelo de Negócio é um rascunho, um “blue print” do negócio. Serve como uma base para iniciar a prototipagem e testes de validação em contato com o cliente e que a inovação tecnológica sem um modelo de negócio que seja viável, não vale para nada.

Porque usamos ferramentas do século passado para avaliar negócios atuais? Isso é o mesmo que chegar a uma reunião de negócios e tirar um Morotola tijolão e colocar sobre a mesa. Novos tempos exigem novas formas de pensar e de agir.

O evento também nos proporcionou encontrar vários colegas e ex-alunos ávidos pela reciclagem e aprendizado. Fiquei feliz em rever tantas pessoas que ajudamos a introduzir esse conceito e que veem as suas vidas e atividades profissionais modificadas.

Sobre as novidades e o conceito de modelos de negócios realizaremos mais uma turma na ESPM em São Paulo nos dias 12 a 14 de setembro de 2013. Informações podem ser obtidas neste link. Participe.

Estratégia organizacional e modelos de negócios

O posicionamento estratégico dentro de uma organização significa desempenhar atividades diferentes dos seus concorrentes ou exercer atividades similares de outras maneiras, criando uma combinação única de valor. Ser melhor do que a sua concorrência. A estratégia orienta a empresa na alocação dos seus recursos de capital, de pessoas e de tempo para a construção de uma vantagem competitiva sustentável além de dizer o que deve e o que não deve ser feito, estabelecendo os limites de atuação de cada ator neste processo. Compete à estratégia organizacional criar modelos de negócio diferentes dos seus concorrentes, definindo o seu relacionamento com o meio ambiente. Pode-se afirmar que modelo de negócios refere-se à lógica de como uma empresa funciona e como ela criará valor para seus parceiros chaves enquanto que estratégia refere-se à escolha do modelo de negócios em que a empresa irá competir no mercado.

A era digital na atualidade favorece as organizações a trabalharem em rede e em parcerias, oferecerem uma proposição conjunta de valor, construirem multicanais em redes de distribuição, obterem receitas e lucros oriundos de diferentes fontes. Transformações organizacionais têm se beneficiado da agilidade proveniente das novas tecnologias, proporcionando o desenvolvimento de novas formas de criação de valor e de transações comerciais entre empresas que veem suas fronteiras serem expandidas e ampliadas contribuindo para a geração de modelos de negócio inovadores. Diante dessa realidade, a análise de cenários na definição de modelos de negócios torna-se uma ferramenta importante para contextualizar o ambiente em que se está atuando.

O modelo de gestão estratégica proposto por Pateli e Giaglis, no artigo Technology innovation-induced business model change: a contingency approach (2005) considera a construção de cenários uma ferramenta importante na tomada de decisão no momento de se avaliar mudanças em um modelo de negócio atual e avaliar um conjunto de cenários que reflitam em configurações alternativas para a evolução do modelo de negócio vigente em uma organização. A metodologia consiste em três fases divididas em seis etapas apresentadas na figura a seguir:

Modelo de negócio e cenários  - Fonte: Pateli e Giaglis (2005, p. 171)

Modelo de negócio e cenários - Fonte: Pateli e Giaglis (2005, p. 171)

A utilidade da metodologia proposta tem a função de um roteiro para dar suporte às mudanças na lógica de criação de valor de uma empresa, tirando proveito de uma solução de tecnologias avançadas. As empresas que frequentemente mudam e ampliam seus modelos de negócio e identificam novas formas de gerar valor aos seus clientes, obtêm e sustentam uma vantagem competitiva em ambientes ágeis.

Este modelo associado ao modelo Canvas proposto por Alex Osterwalder assegura a visão tanto interna da organização (canvas bmgen) como uma visão externa do ambiente em que o empreendimento estiver inserido. Os modelos de negócios são projetados e executados em ambientes específicos. Em função da crescente complexidade do panorama econômico tais ambientes devem ser constantemente monitorados. Compreender o ambiente em que se está inserido ajudará a adaptar o modelo de negócio com mais agilidade e antecipação.

Mais informações sobre esse assunto podem ser obtidas neste link. Se desejar conhecer as principais ferramentas de estratégias organizacionais de forma visual e gráfica, baixe o ebook aqui.

Novos rumos para a inovação

Falar de inovação atualmente virou um chavão assim como nos anos 80 o foco era a qualidade, passando nos anos 90 para os processos. Se acessarmos o Google surgem para o termo em português  18 milhões e se ampliarmos para o termo em inglês aparecem em torno de 318 milhões de citações. Diante desse cenário o que realmente é inovação?  Consideramos que inovação é um fenômeno social que acontece dentro de uma rede de valores, coproduzida entre parceiros, clientes, fornecedores e em sintonia com uma proposta de valor que atenda a todos os interessados e que promova faça sentido para as pessoas. Muitos consideram apenas a inovação tecnológica quando relacionada a produtos ou processos.

Mas a cada dia outros tipos de inovação surgem relacionados a novos modelos de negócio, novas formas de gestão ou marketing.  Ducker afirma que a inovação é o meio pelo qual o empreendedor cria novos recursos para gerar riqueza. E no campo econômico, a sobrevivência das organizações está diretamente relacionada a sua lucratividade.  A forma que podemos gerar maior lucratividade considerando a inovação é avaliar e aplicar novos modelos de negócios em uma organização. Modelos de negócios é a representação dos processos de uma empresa de como esta oferece valor aos seus clientes, obtém seu lucro e se mantém de forma sustentável ao longo do tempo.

Uma das metodologias mais utilizadas hoje em dia para a criação de modelos de negócios inovadores é o Business Model Canvas, de Alex Osterwalder. A utilização correta dessa metodologia tem auxiliado muitas empresas a inovar. O termo modelo de negócio é muito recente. Na literatura ele surge nos idos de 1990 ganhando força a partir de 2005 quando o modelo “canvas” ganha o mundo após a produção de um livro em co-criação com 470 pessoas ao redor do planeta. Por ser de fácil utilização, as empresas “startups” situados no Vale do Silicio nos Estados Unidos foram as precursoras no uso desta metodologia que rapidamente passou a ser incorporadas em grandes organizações. 

Estamos abordando este tema nos Workshops sobre Modelos de Negócios Inovadores cuja proposta será apresentar ferramentas que por meio de um processo colaborativo que auxiliem pessoas e empresas a encontrar o caminho da inovação. Verifique a próxima turma que acontecerá ou proponha a realização em sua cidade. Queremos disseminar este conceito em todo o Brasil.

(artigo originalmente publicado no Diário Catarinense em 11/3/2013, autoria de Maria Augusta Orofino)

Alex Osterwalder no Brasil: inovação, modelo de negócio e empatia

 Alex Osterwalder, autor do Best Seller Business Model Generation esteve em São Paulo, dia 25 de Setembro de 2012, para um evento, o chamado Master Class, compartilhando muitos conceitos (já aplicados por nós), novas ferramentas e dinâmicas, muito de sua trajetória como consultor em modelagem de negócios e também como experimenta os próprios conceitos como empreendedor.

Estivemos presentes e gostaríamos de compartilhar com vocês alguns momentos deste excelente dia.

Inspiração para inovar (12Set12)

Estamos dando início a uma nova fase do blog, onde vamos compartilhar muitas informações para que sirva de inspiração em sua jornada de inovação. Nesta semana apresentamos o conceito de inovação reversa e  a nova ferramenta de mapeamento de proposta de valor criada por Alex Osterwalder (e como ela surgiu).

Plano ou Modelo de Negócio ?

” Planos são inúteis, mas o planejamento é tudo” Dwight Eisenhover (Presidente dos EUA 1948-1953)

Esta frase acima de Dwight tem um contexto que nos chama atenção. Diz que os planos não fazem sentido, mas foi isso que sempre fomos ensinados a fazer, ou melhor dizendo, a pensar e criar, quantas reuniões para criar planos no início do ano chegamos a participar, divisão de números, metas,previsões e muitas certezas.

Será que estamos errados em continuar a pensar desta forma nos dias de hoje ?

É esta reflexão que gostaríamos de fazer com este post (enriquecido por discussões em sala de aula ou por requisições de padrões de plano de negócio que recebemos pelo nosso site), dentro desta dialética citada no título: Plano ou Modelo de Negócio ?

Vamos recapitular suas respectivas definições:

Plano de Negócio (como definido pelo Sebrae) – O plano de negócios do seu empreendimento é o projeto de sua empresa, no qual cada uma das questões anteriores será esmiuçada, estudada, compreendida e dominada, para que você seja hábil o suficiente para tomar decisões acertadas como empresário.

Um plano de negócios então pode ser entendido como um conjunto de respostas que define o produto ou serviço a ser comercializado, o formato de empresa mais adequado, o modelo de operação da empresa que viabilize a disponibilização desses produtos ou serviço e o conhecimento, as habilidades e atitudes que os responsáveis pela empresa deverão possuir e desenvolver.

Em geral pode ser concretizado em um documento, que tem entre 60 a 100 páginas descrevendo em detalhe tudo que se imagina sobre o futuro do negócio.

Modelo de Negócio (por Alexander Osterwalder)– descrevem a lógica de como uma organização cria, captura e entrega valor.

Em geral as pessoas tem entendido como somente o Canvas, que é uma ferramenta,
criada em 2010, para descrever e ajudar as organizações a mapear seu modelo de negócio. Uma descrição mais detalhada de quando surgiu e suas representações vocês podem ler mais aqui.

Qual é o melhor ?

Para tentar responder, gostaria de apresentar (ou recapitular para alguns, pois é um termo comum para que tem estudado e trabalhado com inovação e formas de pensar como design thinking) um conceito denominado problema/solução, pode-se afirmar que não existe somente um problema e somente uma solução e sim contextos e complexidades que precisamos entender melhor e fazer escolhas dentro das possíveis soluções (esse é o design mindset,uma forma de pensar mais abrangente).

Quando temos muita certeza do mercado (situação problema) que estamos considerando atuar o plano de negócio (solução) talvez faça sentido, pois tudo, ou quase tudo, é previsível, pois conhecemos bem os produtos que vendemos e os clientes que servimos.

Mas será que todas as certezas que temos são suficientes para gerar os resultados que esperamos ? Será que seremos inovadores ? Quantas variáveis estão em jogo no momento que seu cliente (empresa ou consumidor) decide pela compra de seu produto e/ou serviço ?

O desconhecido, o incerto (situação problema) é uma característica de um novo empreendimento, seja ele uma start-up ou uma nova unidade de negócio (principalmente com produtos novos em novos mercados), mas este tipo de contexto tem se expandido para qualquer tipo de organização (vide questionamentos citados antes), pois  é senso geral de que tudo está ficando mais complexo e incerto, por isso “planejamento é tudo”, com ferramentas ágeis (solução).

Neste novo contexto que vivemos precisamos nos adaptar e por isso a leitura do negócio pelo Canvas (solução) têm sido usada como ferramenta, para inovar e se diferenciar (lembrem-se, somente o produto  já não é mais suficiente). Ela traz agilidade e leva a organização a desenhar de forma muito rápida a situação atual, assim como desenhar novos modelos.

O foco que  devemos ter portanto é no ato de planejar!

Planejar=entender+desenhar+experimentar+aprender+ajustar,ou seja, buscar de forma constante descobrir novas formas de se fazer negócio, de resolver problemas reais, algo cíclico e contínuo, de teste de hipóteses, através de experimentos com os clientes.Transformar as hipóteses em fatos!

Quer um exemplo do que significa entender o negócio (atual ou aquela idéia de empreender), não importa de que ramo ? Imprima o Canvas e faça o exercício, em pouco tempo você conseguirá:

1) Enxergar sua Proposta de Valor (problema dos seus clientes você ajuda a resolver). Tem dificuldade ? Faça uma frase do tipo => Sua ação/benefício+ação do cliente+objeto da ação+contexto e cole no post-it. Exemplo: Facilito o exercício de encontrar novas formas de pensar no contexto de inovação. Mais ajuda você encontra aqui;

2) Ter um visão de quais atividades-chave devem ser focadas para que seu cliente entenda e enxergue melhor sua Proposta de Valor;

3) Construir uma visão sistêmica sobre quais os blocos críticos para funcionamento do negócio;

4) Criar um linguagem comum e visual (“imagem valem mais que mil palavras”);

5) Cria um ambiente de colaboração  fruto do exercício;

6) Uma segmentação mais clara de clientes;

7) Uma definição de quais ações de Relacionamento com Cliente deve existir em cada canal;

e se preparar para a nova fase de desenho com insights do tipo:

9) Depois de perceber qual a Proposta de Valor no conceito de tarefas que seu cliente tenta realizar abrir novas possibilidades de novas soluções (Exemplo: a Nike vende tênis ou ajuda às pessoas a serem mais saudáveis, podendo alcançar este objetivo com a venda de tênis e marcadores de passos, que conecta automaticamente com a internet através do smartphone para acompanhar os treinos e compartilhando com seus amigos, convidando-os para que façam o mesmo);

10) Buscar novas formas de vender o mesmo produto em outros canais para novos segmentos de mercado. Um exemplo bem interessante é a empresa 24x7cultural, que trouxe  acesso facilitado à leitura de livros em algumas estações do metrô em São Paulo, para um segmento que não tinha costume de entrar em livrarias tradicionais, inovando também na questão de fontes de renda, utilizando a forma de “Paga quanto acha que vale”;

E o mais importante:

Uma forma mais dinâmica para testar novas hipóteses de inovação (se compararmos ao plano de negocio), já que o que todos desejamos é ter agilidade, gastando o menor recurso possível (tempo e dinheiro);

Segundo o empreendedor americano e professor em Stanford Steve Blank: “O Plano de Negócio não sobrevive ao primeiro contato com o cliente”. Eu como empreendedor já falhei por não testar as hipóteses logo no início!

Cabe a cada um analisar qual se adequa melhor ao contexto, qual te ajuda melhor em sua tarefa de inovar!

Tem alguma experiência que queira compartilhar, deixe seu comentário aqui em nosso blog ou acesse a nossa página no facebook ou twitter.

Até o próximo post !

Canvas e o planejamento além da SWOT

Desde que comecei a estudar e aplicar Business Model Canvas na definição de novos negócios ou mesmo para atualizar e inovar em um negócio existente tenho procurado ir além do que se tem comentado nesse ambiente web. Inicialmente, tudo começou quando estudei em profundidade o modelo, pesquisando para elaborar a dissertação de mestrado (que pode ser obtida neste link). Depois quando nos dispusemos a criar um curso dentro de uma entidade respeitada e iniciamos um trabalho na ESPM SP, além de parcerias pelos estados brasileiros a exemplo do que temos feito em Santa Catarina em parceria com a Clear Educação. Em decorrência dos grupos de foram surgindo nos cursos, criamos uma comunidade de estudo com os interessados. Semanalmente um grupo tem se reunido em São Paulo para identificar o que de melhor podem extrair com o Canvas, como podem modelar novos negócios e como podem emergir novas oportunidades. Criamos assim uma página no Facebook para dar vazão a estas demandas (link).

Mas a novidade desses dois últimos meses foi a aplicação prática do Business Model Canvas para definir estratégias organizacionais e consequentemente elaborar o planejamento estratégico da empresa ou da entidade para um período de tempo. O trabalho é muito simples e foge do chavão de missão e da análise SWOT simplesmente. Começamos por identificar qual é o modelo de negócio da empresa ou entidade. Hoje! Agora!  Um RaioX da situação atual. Depois partimos por identificar o que seria o ideal para um período de tempo de 24 meses. Não mais do que isso. Neste momento com suporte do design thinking identificamos novas oportunidades ou redefinimos a proposição de valor, depois avaliamos os parceiros e clientes e consequentemente estudamos os demais quadrantes.

A segunda etapa consiste em extrair do grupo o propósito em estarem reunidos naquela empresa ou entidade. Qual o motivo que nos reúne, por que queremos ir adiante e qual nossa intenção. De forma livre, dentro do pensamento visual e a partir da visão do usuário, estruturamos os tópicos principais e deixamos a vista em outro canto da sala. A partir dessas duas análises, canvas de um lado e propósitos de outro, iniciamos o planejamento do período, definindo as metas, considerando sempre o que foi colocado.

É muito dinâmico e interessante. Ao questionar a meta para o período podemos usar frases de suporte como: O que isso tem a ver com a proposição de valor que queremos; ou; como nossos parceiros serão considerados para resolver a proposição de valor; ou ainda; que canais podemos aperfeiçoar para oferecer uma entrega melhor aos clientes da proposição de valor.

É fascinante, ágil e dinâmico. No prazo de 3 horas é possível realizar toda a atividade e sair com o esqueleto do planejamento, com prazos e pessoas responsáveis. Recomendo.

Se você deseja conhecer melhor a linguagem de modelos de negócios a partir do Canvas de Alex Osterwalder, sugiro participar de um de nossos próximos cursos, em São Paulo na ESPM e em Florianópolis, com a Clear Educação.