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Lean Canvas: como modelar uma plataforma de negócios multilateral

Indicado para startups e ideias em desenvolvimento, o método Lean Canvas é uma variação do Business Model Canvas.  Se antes o modelo buscava renovar as formas de criar e analisar modelos de negócio, o Lean Canvas surge com o propósito de compreender as fundamentações de um empreendimento de sucesso.

Esses fundamentos  passam pela proposta de valor, os canais de atuação e o relacionamento com o cliente. Confira neste artigo como o Lean Canvas  tem auxiliado empreendedores a construir novos negócios e conheça exemplos de sucesso que abraçaram e exploraram esse modelo.

O conceito por detrás da ferramenta

O Lean Canvas é considerada uma adaptação do modelo Business Model Canvas e foi criado pelo engenheiro elétrico Ash Maurya. Maurya desenvolveu o modelo a partir da leitura do best seller Business Model Generation, que o levou a questionamentos como:

  • O que se deu na trajetória até o sucesso de empresas como Apple e Skype?
  • O que aconteceu com essas empresas antes de adotarem o modelo Business Model Canvas?

Esses questionamentos levaram a criação de um modelo com foco no desenvolvimento de startups.   Isso significa que o Lean Canvas leva em consideração o aprendizado inicial e o desenvolvimento da ideia com base nos conceitos vistos no Business Model Canvas.

Business Model Canvas x Lean Canvas

A principal diferença entre os dois modelos está na estrutura. Enquanto o Business Model Canvas possui é composto por oito conceitos, o Lean Canvas foi reduzido a quatro:

1. Problema

No Lean Canvas, o foco do empreendedor deve ser entender o problema para, só depois, seguir com o desenvolvimento da solução. Essa prática evitaria o desperdício de tempo, dinheiro e esforços ao construir produtos que não respondem às expectativas e necessidades principais do público.

2. Solução

A solução buscada pelo empreendedor fica mais clara ao entender o problema. Por essa conclusão, Maurya definiu esse campo com um box menor.  Para Maurya, por ser a caixa de solução menor, a definição de um MVP (Produto Mínimo Viável) ficaria mais alinhada e objetiva.

3. Métricas

No Lean Canvas o empreendedor é orientado a focar em poucas métricas-chaves, e sempre optar por aquelas consideradas fundamentais, como o valor da solução apresentada.

4. Vantagem diferencial

Também chamado de “vantagem injusta”, esse campo é deixado em branco nos Lean Canvas em início de processo. Esse campo seria uma espécie de proteção do sucesso do negócio nos momentos de maturação da startup.

Para Maurya, esse campo serve como um incentivo de encorajamento ao empreendedor para que ele possa construir sua vantagem diferencial, em momentos em que a concorrência aperta ou mesmo busca copiar suas ideias.

De forma resumida, a vantagem injusta é a chave diferencial do negócio quando ele é copiado por outros empreendedores.

É importante destacar que o Lean Canvas não substitui o Business Model Canvas. Muito pelo contrário, eles são complementares em uma etapa fundamental para qualquer empreendedor: a aprendizagem do negócio.

Empresas de sucesso com Lean Canvas

O Lean Canvas surgiu em 2009, e desde então tem sido adotado por diversos empreendedores que conquistaram negócios de sucesso.

Fintechs como Nubank e Banco Neon são exemplos de empreendimentos que utilizaram o Lean Canvas em complemento ao Business Model Canvas e estão se destacando em seu mercado de atuação.

O Nubank é uma startup brasileira que reconheceu a cobrança de anuidades em cartão de crédito um problema a ser resolvido. Nasceu então uma solução que conquistou diversos brasileiros e chamou a atenção dos concorrentes.

Tanto é que outros bancos digitais, como o próprio Banco Neon, acabaram seguindo o mesmo modelo de negócios, que se baseia na mobilidade e em transações online.

A medida que o negócio do Nubank cresce e chama a atenção da concorrência, a startup utiliza de sua vantagem diferencial e lança soluções complementares a inicial, ganhando mais espaços e encantando mais clientes.

A ferramenta traz a tona uma ideia aparentemente simples, mas fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento: o foco em buscar soluções que, de fato, respondam ao problema de um público alvo.

A visualização dessa estratégia permite aos empreendedores uma avaliação mais clara e objetiva das razões fundamentais do surgimento de uma nova empresa. Em resumo, é como se a startup já nascesse com um objetivo e uma funcionalidades estabelecidas: resolver problemas.

O empreendedorismo exige aprendizado constante, a observação e entendimento de modelos que são sucesso. E é justamente por isso que startups de sucesso abraçaram o Lean Canvas em seu processo de criação.

Agora é com você: complemente o Business Model Canvas com o modelo Lean Canvas e identifique de forma mais clara e eficiente a real razão do surgimento de uma nova startup e da aplicabilidade de suas ideias empreendedoras.

economia digital

Economia digital: o que muda com os novos postos de trabalho?

Não é nada improvável pensar que daqui a algum tempo, as cédulas de dinheiro e as moedas atuais se tornarão um registro de como “funcionava antigamente”. Com a transformação digital, o mercado financeiro e a economia digital não são mais os mesmos. O mundo está em transição e os dados comprovam. Em 2013, o Banco Central constatou que 78% das pessoas apontavam o dinheiro (físico) como forma de pagamento principal. Em 2018, o número caiu para 60%. E, se em 2013, as pessoas inevitavelmente consideravam o dinheiro para pagar compras, em 2018, já houve mudanças: 4% dos entrevistados afirmaram que nunca usam dinheiro ou moedas.

Outro dado que mostra o caminho que a economia digital está tomando é relacionado com as fintechs (startups com soluções inovadoras para o mercado financeiro). O Google fez uma análise entre bancos tradicionais e as fintechs. Boa parte dos usuários ainda usa as instituições tradicionais como meio principal (46%), mas o que chama a atenção é o grau de satisfação entre ambos. Sete para dez clientes das fintechs (71%) diz estar satisfeito, já quatro em cada dez (42%) dos que preferem instituições tradicionais afirmam o mesmo. De 2017 para 2018, de acordo com o Radar FintechLab, houve um crescimento de 23% de startups financeiras operando no Brasil.

Nas informações sobre cartão de crédito e fintechs, é possível ver uma mudança em andamento e o futuro dela. Os tradicionais cartões de plástico estão se tornando uma preferência e o próximo passo é substituí-los pelos smartphones e pagamentos online. É uma evolução natural considerando o contexto em que as pessoas vivem e o impacto da transformação digital. Usar a tecnologia para alavancar os resultados e aumentar o desempenho é abrir as portas para um novo ritmo de mudanças e uma nova forma de interação.

O dinheiro, a priori, se adapta ao que o ser humano precisa. Desde o escambo até as moedas de metal. Imagine um comerciante com várias moedas de ouro e prata, alguém teria que cuidar delas. Surgem os bancos. Agora, o que está acontecendo é uma resposta de como a tecnologia se tornou parte de hábitos de consumo e passou a exigir muito mais agilidade. E é aí que entra a economia digital.

Economia digital: de criptomoedas a fintechs

Se a transformação digital ampliou fronteiras, o semelhante aconteceu com a economia digital. O que pode trazer ainda mais possibilidades. Entenda o que se está discutindo sobre o assunto e como irá influenciar os novos postos de trabalho.

Criptomoedas

Por trás das criptomoedas há uma grande revolução, as pessoas não precisam mais de bancos. A ideia é que com as criptomoedas, que utilizam criptografia, qualquer um possa realizar transações financeiras de forma segura e sem burocracia. E o mercado de trabalho com criptomoedas está atrás de talentos. Segundo um relatório publicado pela Glassdoor, existiam, na ocasião, quase 2 mil anúncios de vagas online nos Estados Unidos com as palavras “bitcoin”, “criptomoeda” e “blockchain”.

Fintechs

No Reino Unido, as vagas de emprego em fintechs têm crescido mais do que nos bancos tradicionais. Em um período de 12 meses, as vagas de trabalho em fintechs cresceram 9%, ao contrário, os bancos reduziram em 3%.

Economia digital, criativa e colaborativa

A economia criativa e colaborativa é uma forma diferente de enxergar o mercado. A intenção da economia criativa, de acordo com o conceito original, é transformar criatividade em resultado pensando nas relações em comunidade. Dentro disso, a economia colaborativa destaca-se. Com a inovação ganhando notoriedade, os negócios precisam se reinventar e valorizar a criatividade e o setor criativo, o que era deixado de lado por não estar vinculado diretamente com gestão de negócios. Você deixa de se preocupar com as horas trabalhadas e começa a pensar na verdadeira produção dentro das horas trabalhadas.

Por fim, um ponto importante é sobre as relações de trabalho. Além da criação de novas vagas no setor financeiro, a tendência é que ao invés do operacional, o valor estará no pensamento estratégico. Com a automatização e a criação de softwares que quebram com padrões de comportamento, as empresas estarão atrás de quem cria e potencializa o uso das soluções. Da mesma forma, se empresas digitais estão surgindo, as tradicionais ganham no aumento do poder de alcance, ultrapassando barreiras físicas, e em dados, que devem guiar suas ações.

Quer entender mais sobre economia digital, mercado financeiro e novos postos de trabalho? Continue nos acompanhando, dê sua opinião e faça suas perguntas.