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Índice de Felicidade no trabalho: é possível medir? Confira dicas!

A felicidade é um fator extremamente importante para nosso bem-estar. Tanto é que empresas ao redor do mundo têm despertado sua atenção para o chamado índice de felicidade no trabalho.

E o motivo disso é bastante claro. Afinal de contas, os colaboradores são o maior patrimônio de uma organização e a felicidade deles no ambiente corporativo tem um impacto profundo na produtividade e lucratividade do negócio.

O resultado disso é que muitas empresas buscam realizar uma autoavaliação crítica periódica, com foco não apenas no seu público, mas também em seus colaboradores.

É por isso que o índice de felicidade no trabalho tem se tornado uma métrica tão importante para empreendedores, gestores e todo o setor de RH.

O que é o índice de felicidade no trabalho

O índice de felicidade no trabalho (IFT) é uma métrica que permite que as empresas possam medir a satisfação de seus colaboradores com sua vida profissional e ambiente organizacional.

A medição do índice é importante pois está diretamente relacionada ao desempenho e produtividade das equipes e também ao employer branding das organizações.

Um exemplo dessa importância e popularidade é que o índice de felicidade no trabalho é um dos fatores considerados na pesquisa As 150 Melhores Empresas para Trabalhar do Guia Você S/A.

Neste caso, o índice de felicidade no trabalho considera dois fatores:

  • A percepção dos colaboradores em relação a organização;
  • A avaliação das políticas e práticas do setor de Recursos Humanos.

A revista Você S/A e a Fundação Instituto de Administração (FIA) consideram o índice de felicidade no trabalho em sua pesquisa, justamente por esse fator ser uma das principais razões de:

  • Bom nível de engajamento;
  • Fit cultural;
  • Satisfação dos colaboradores;
  • Resultados positivos nos negócios.

Mas como medir o índice de felicidade no trabalho?

O índice de felicidade no trabalho não é uma ciência exata e, justamente por isso, não possui uma fórmula definida.

O que podemos fazer é buscar em empresas que já adotam esse índice uma referência, mas ter em mente que é preciso adaptar a forma de medir o índice de felicidade à realidade da nossa organização.

Uma das formas adotadas por empresas para medir o índice de felicidade no trabalho segue os passos abaixo:

  1. Escolher um modelo de pesquisa interna conforme objetivos e perfil dos profissionais (perguntas abertas, NPS, múltipla escolha, etc…)
  1. Definir os critérios que serão avaliados durante a pesquisa:
    • Comunicação interna;
    • Reconhecimento;
    • Benefícios;
    • Autonomia, entre outros.
  1. Analisar e interpretar os dados da pesquisa.

Uma boa opção neste caso é contar com uma solução de pesquisas e análises digitais para RH. Essas ferramentas costumam oferecer pesquisas automatizadas e ainda apresentar relatórios inteligentes.

Com isso, você garante mais agilidade em sua pesquisa e maior precisão nos resultados.

Como melhorar o índice de felicidade no trabalho?

A felicidade no trabalho é uma combinação de diversos fatores que podem ter influências diretas das decisões de superiores.

Mas mesmo que você não seja um decisor, pode contribuir com a melhoria desse índice, se atentando a determinados acontecimentos e promovendo ações que geram resultados positivos entre os colaboradores.

Confira alguns exemplos do que pode ser feito para que o índice de felicidade no trabalho melhore em sua organização:

  • Cuide da felicidade do colaborador desde o início de sua jornada na empresa, ou seja, desde o processo de seleção;
  • Busque dar autonomia aos colaboradores e reforce programas que incentivem essa postura;
  • Estabeleça programas e iniciativas de reconhecimento, isso é fundamental para incentivar maior participação e integração dos colaboradores;
  • Tenha um plano de carreiras claro e o promova programas de desenvolvimento e capacitação entre os colaboradores;
  • Insira os colaboradores na cultura da empresa e encontre neles os ajustes e inspirações que possam guiar os rumos da organização;
  • Ofereça um ambiente de trabalho confortável e que disponha das ferramentas ideais para a execução das atividades;
  • Utilize os dados encontrados em seu índice de felicidade no trabalho para propor melhorias, ajustes e ampliar as ações que tem trazido os melhores resultados.

Mesmo com todos os questionamentos e métodos de análises apresentados, é importante lembrar que mais importante que fórmulas, estatísticas e índices, a felicidade é algo subjetivo.

Por isso, além das métricas é importante perceber o outro. Afinal de contas, atitudes do dia a dia dizem muito sobre as pessoas e no ambiente de trabalho isso não é diferente.

Avalie como a sua equipe tem se comportado no dia a dia e de que forma reage a determinados acontecimentos. Pequenas atitudes dos colaboradores e também dos gestores podem dizer muito sobre o índice de felicidade em uma empresa.

Mas e você, saberia dizer como está o índice de felicidade na sua organização? E o seu  índice de felicidade no trabalho? Está positivo ou negativo?

 

Felicidade no trabalho: por que a satisfação dos colaboradores é estratégica para a sua empresa

As mudanças exponenciais, o aumento dos aplicativos de mensagens e as novas exigências das profissões fizeram com que o adoecimento mental fosse a terceira maior causa de afastamentos nas empresas. Não por acaso, uma pesquisa realizada pelo World Health Organization mostrou que nos últimos anos 18 anos a economia mundial perdeu cerca de U$ 1 trilhão devido aos casos de depressão e ansiedade.

Por outro lado, o mesmo estudo mostrou que a cada U$ 4 investidos em ações que visem o bem-estar do trabalhador, o retorno é quase que imediato em aumento de produtividade. É por isso que a felicidade no trabalho entrou para a agenda das empresas. Essas organizações têm oferecido horários de trabalho mais flexíveis, momentos em grupo voltados para o bem-estar como práticas de yoga e meditação, além de investir em tecnologia para tornar o ambiente de trabalho mais alegre e colaborativo.

Outro ponto que merece destaque é que o estresse e a ansiedade causados pelo trabalho não afetam apenas o colaborador que se encontra em estado vulnerável. Muito pelo contrário, um trabalhador estressado afeta todos em sua volta. Uma pesquisa realizada pelo Capita mostrou que 44% desses profissionais ficam mais estressados na empresa, 28% descontam na família e 25% aumentam o consumo de álcool.

Dessa forma, investir em programas que promovam felicidade no trabalho não é mais uma onda hype, mas sim colocar os talentos no centro da estratégia. Afinal, um profissional motivado tem entregas de mais qualidade e isso reflete indiretamente no cliente.

Afinal, por que a felicidade no trabalho é estratégica?

Trabalhadores felizes são mais criativos, aproveitam mais oportunidades e têm mais energia para aplicar em suas atividades diárias. Do ponto de vista da organização, também é mais fácil criar relacionamentos. Afinal, todo mundo prefere fazer parte da equipe mais animada.

Em outras palavras, a felicidade no trabalho influencia também na inovação e nos resultados financeiros da empresa. Já que empresas que pararam no tempo, tendem a sofrer mais os efeitos da disrupção digital e o braço direito da inovação é justamente a criatividade e a colaboração.

Dessa forma, é quase que automático inferir que os colaboradores das empresas exponenciais são mais felizes e criativos. E são mesmo! Se você fizer o exercício de observar o feed dos colaboradores de empresas como NuBank, Creditas e ThoughtWorks perceberá que há um senso de pertencimento e que são muitas fotos publicadas no ambiente da empresa. Essas organizações estiveram em janeiro no ranking de empresas com os funcionários mais felizes levantado pela Glassdoor.

Até aqui vimos que promover ações focadas no bem-estar colaborador é essencial para o crescimento da empresa, inclusive influenciando positivamente a marca empregadora. Contudo, é importante alertar para o fato de que a felicidade no trabalho é um conceito com diferentes interpretações e que acaba gerando uma série de mal entendidos no mundo corporativo.

O que é felicidade no ambiente de trabalho?

O artigo Felicidade no trabalho: as pesquisas que ignoramos publicado pela Harvard Business Review alerta para o fato de que não sabemos ao certo o que é felicidade e como mensurá-la e que nem sempre um colaborador que atingiu a satisfação profissional pode ser um funcionário exemplar e produtivo. Por fim, o autor alerta que nem sempre ser feliz no trabalho ajuda a enfrentar o estresse do dia a dia, sobretudo para quem trabalha em áreas como atendimento ao cliente ou na gestão financeira.

Além disso, a publicação também alerta que a felicidade pode ser exaustiva e atrapalhar a relação com o líder. Quem entrega mais, está sempre em busca de reconhecimento e quando este não vem, o colaborador pode acabar se tornando mais vulnerável.

No fim, o trabalho é mais uma área da vida humana. O ambiente é construído em cima de processos e relações pessoais que podem causar diferentes emoções. Para André e Carl, autores do artigo da HBR “a felicidade é algo maravilhoso, mas não pode ser criada pelo nosso simples desejo. E, talvez, quanto menos buscarmos ativamente a felicidade no trabalho, mais alegria possamos encontrar nele.”

Já o CEO da Happiness Works, Nic Marks, defende a teoria que a felicidade no trabalho é medida por três emoções: o Entusiasmo, que contribui para criatividade e no melhor aproveitamento das oportunidades; o Interesse, que faz com o que o trabalhador foque nas atividades e na qualidade das entregas; e o Contentamento, que nada mais é do que a felicidade sentida ao entregar algo que gere valor para a organização.

É possível aumentar a felicidade na minha empresa?

A resposta é positiva, claro. É por isso que empresas que cresceram de forma exponencial e investiram na marca empregadora recebe uma chuva de currículos todos os dias. Elas desenvolveram ambientes acolhedores, criaram pacotes de benefícios atraentes, além de fomentar uma cultura organizacional focada na colaboração, autonomia e flexibilidade.

O primeiro passo para promover a felicidade no trabalho é desenvolver uma cultura organizacional que abrace esta causa. Em alguns casos, existe um trabalho anterior a isso: desenvolver um mindset de crescimento na alta gestão. Feito isso, siga as dicas abaixo:

  • Contrate profissionais alinhados com a cultura da empresa;
  • Capacite a equipe de forma que se sintam preparados e tenham autonomia para tomar decisões de forma rápida;
  • Reconheça os avanços da equipe. Quando você tem uma cultura de feedback, cria um sentimento de apreciação e pertencimento no time. Essa postura reflete no dia a dia da empresa, mas também na qualidade das entregas;
  • O colaborador precisa desenvolver na empresa atividades que estejam relacionadas com as suas aspirações profissionais;
  • Fomente relações positivas entre os colaboradores. Ninguém precisa necessariamente ser amigos, mas viver em harmonia é o primeiro passo para o bom trabalho em equipe.

E você está pronto para estimular a felicidade no trabalho? Se a sua empresa ainda precisa fazer o dever de casa, confira o artigo: Transformação cultural: por que a mudança no mindset é o primeiro passo para a transformação digital?