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Cultura organizacional e liderança: qual o papel do líder na cultura da empresa?

Se antes já falávamos sobre a relevância da cultura organizacional para o crescimento de uma empresa, no momento pós-pandemia será quase que uma estratégia de sobrevivência!  Soma-se a isso ainda o desenvolvimento das lideranças para conduzir todas as transformações que estão por vir, tanto no dia a dia das empresas quanto no cotidiano dos clientes e colaboradores.

E é claro que a cultura está em pauta há tempos, afinal com o avanço da tecnologia foi necessário repensar as organizações para que não sofressem os efeitos da disrupção digital. Os números estão em vários relatórios especializados, como este da Real World Leadership, realizada pelo Korn Ferry Institute que afirma que  72% dos executivos entrevistados dizem que a cultura é extremamente importante para o desempenho organizacional.

Em um momento de muitas transformações, a cultura da empresa dá o norte para a organização, possibilitando que líderes e colaboradores permaneçam alinhados, caminhando rumo ao desenvolvimento e ao crescimento no pós-normal.

liderança inovadora

Os cientistas têm chamado de pós-normal o período após a pandemia da Covid-19, quando as empresas ao redor do globo voltarem a operar e vislumbrar algum cenário de estabilidade. Por isso, refletir a cultura organizacional e capacitação da liderança neste momento de transição deve estar no topo da  lista de prioridades.

No cenário pós-normal, as empresas que se adaptarem e inovarem sairão à frente, ganhando destaque no mercado e retendo seus talentos. Portanto,  o artigo de hoje apresenta qual é a relação da cultura organizacional com a liderança e como o desenvolvimento do líder pode impulsionar a transformação e o crescimento em uma empresa.

O verdadeiro papel do líder na empresa

Antes de mais nada, é importante que o líder reconheça a importância da cultura organizacional para a empresa e, de fato, proporcione uma construção coletiva baseada no diálogo com a equipe. Ao apenas impor regras e não adaptá-las à realidade dos funcionários, o líder estará somente replicando um modelo antigo e que, hoje, já não faz mais sentido.

Ouvir os funcionários para entender quais são as suas necessidades é fundamental para construir a cultura organizacional, tarefa que deve ser realizada junto a todas às áreas envolvidas. Tendo essas informações em suas mãos, as áreas poderão pensar conjuntamente em ações para desenvolver os talentos e mantê-los engajados.

Os 4 pilares do desenvolvimento de uma liderança

  • Contexto. O desenvolvimento deve sempre levar em conta o momento e as atuais questões da empresa.
  • Desenvolvimento completo. As forças e motivações individuais devem ser combinadas às necessidades organizacionais, alinhando os valores, as crenças e a personalidade da pessoa à nova cultura.
  • Tratar o desenvolvimento como uma jornada. Não basta apenas dar um treinamento ou uma palestra. É importante construir uma história repleta de experiências e desenvolvimento reunidas de maneira convincente. Assim, o líderes irão visualizar uma verdadeira jornada com começo, meio e fim.
  • Propósito bem definido. É fato que as pessoas costumam se inspirar quando há mais de um objetivo a ser seguido, mas é preciso que haja um propósito. Ou seja, o valor entregue para o cliente final é o que motiva um time. Deixando o propósito bem claro, a liderança estará pronta para promover a transformação cultural.

Ainda de acordo com o estudo do Korn Ferry Institute, as três principais estratégias que devem ser utilizadas na preparação desta liderança inovadora são:

  1. Comunicação
  2. Desenvolvimento de liderança
  3. Incorporação da mudança cultural no objetivo de gerenciamento.

Cultura organizacional: erros que são evitados com a capacitação da liderança

1. Não aproveitar as experiências

É importante que as lideranças sejam capacitadas também olhando para o passado, a fim de não repetir os mesmos erros cometidos. Afinal, ser resistente às mudanças e persistir em modelos antigos não é saudável para os negócios, seja em termos financeiros ou quando falamos da reputação no mercado.

2. Não adaptar-se às mudanças

Outra situação que é bastante comum aos líderes (e que está relacionada ao item anterior) é  liderar uma empresa inovadora como se fosse uma organização tradicional. Nessa situação, é fundamental desenvolver líderes capazes de impulsionar a inovação, criando uma cultura colaborativa e orientada para o desempenho. O desenvolvimento da liderança pode ajudar a transformar a organização rapidamente e criar um ambiente no qual novas ideias e inovação possam florescer.

3. Falta de comunicação

A mudança da cultura organizacional deve sempre ser bem comunicada. Isso refletirá no nível de colaboração e no desempenho da equipe e, consecutivamente, no desenvolvimento da empresa como um todo. Com o aumento da prática do trabalho remoto, ter um diálogo aberto e desenvolver a empatia com os colaboradores é ainda mais essencial do que antes.

4. Expectativas irreais

Outro ponto importante que a liderança precisa ter em mente sobre a cultura organizacional, é que a mudança não acontece da noite para o dia. Após ser pensada e apresentada aos colaboradores, é fundamental trabalhar a implementação aos poucos, deixando bem claro os passos que serão seguidos até que o objetivo seja alcançado.

5. Não dar o exemplo

Será por meio das suas ações, comunicações e valores incorporados, que os líderes darão o exemplo a ser seguido pelos demais funcionários. Caso não o faça, é normal que a mudança não aconteça conforme se esperava.

Podemos dizer que não é possível  mudar uma cultura organizacional sem desenvolver os líderes para adotar a mudança, pois o papel da liderança é criar uma cultura organizacional envolvente e que impacte a equipe. E isso, precisa acontecer por meio da capacitação.

Você quer ter uma equipe capacitada para agir mesmo nas adversidades causadas pelas transformações pelas quais estamos passando? Confira a série de webinars que preparamos!

 

cultura da inovacao

Cultura da inovação: como se preparar para a disrupção digital

Cada vez mais os termos disrupção digital e cultura de inovação se tornam um denominador comum em empresas de sucesso. Na prática, os dois estão absolutamente conectados, sendo um a base para o outro. O futuro, um que não está tão longe assim, tem se mostrado promissor para quem vem adotando modelos que prezam por ambos. Mas o que eles significam dentro da realidade dos negócios? Primeiro, é preciso entender como a disrupção digital está provocando inúmeras mudanças em formatos já consolidados no mercado.

A disrupção digital traduz um conceito que está bem distante do abstrato ou de buzzwords utilizadas pelo mercado. É uma realidade nas organizações. Em pesquisa da Forbes Insights/Treasure Data, mais de um terço dos executivos entrevistados afirmaram que estão sendo impactados estrategicamente e de forma direta pelo surgimento de uma concorrência de players digitais e experientes. Além disso, 51% descreveram um alto nível de risco em participação de mercado e receita para seu negócio para os próximos cincos anos, um cenário motivado pela disrupção orientada pela tecnologia, em grande parte startups ou demais inovações.

Por sua vez, a ideia da maioria dos executivos é, justamente, estar do lado da disrupção digital e não atrás das outras empresas. Para isso, existem maneiras de se preparar, como ao investir em uma cultura de inovação. Dentro disso, a mesma reportagem da Forbes, traz uma série de dicas para quem está no processo de transição e quer sair do lugar comum. Uma bastante importante é:

  • o poder da informação para transformar. Com os dados dos clientes, atualmente, se consegue demonstrar claramente correlações entre comportamento do consumidor e fidelização. Um exemplo é a Fitbit, provedora de aplicativos de acompanhamento de condicionamento físico. No caso, a empresa lançou uma campanha com histórias de usuários, enfatizando o viés de que os dispositivos trazem um valor muito maior do que serem contadores de passos. Uma ação iniciada pela análise do grau de fidelidade das pessoas e os aspectos que mais engajam.

As informações são essenciais para que a disrupção digital saia do imaginário e faça parte de uma empresa. Utilizar os dados para propor um novo olhar de mercado é uma das práticas comuns em uma cultura da inovação. Entenda mais sobre isso.

A relação entre cultura da inovação e disrupção

A disrupção digital está ancorada na cultura da inovação. Anil Cheriyan, sócio-gerente da Phase IV Ventures, empresa de consultoria, relata que há 3 chaves-mestras para a inovação: colaboração, arquitetura e cultura. Ou seja, um contexto em que as pessoas certas estarão reunidas colaborando e trocando dados e informações, uma arquitetura guarda-chuva e uma cultura de abertura, aprendizado e rejeição do status quo. Sobre cada uma delas:

  1. Colaboração: somente acontece uma cultura da inovação quando diferentes partes da organização estão trocando conhecimento e envolvidos na identificação de ideias de maneira ágil.
  2. Arquitetura: a empresa deve articular com clareza qual será o plano para a arquitetura de negócios e tecnologia. Deve ser algo aberto e que irá permitir uma flexibilidade dos negócios para integrar parceiros internos e externos no ecossistema digital.
  3. Cultura: uma cultura da inovação relaciona-se com a liderança, mindset de crescimento e o desejo de mudar. As pessoas devem estar insatisfeitas com o status quo. Cultura é sobre aprender.

Como criar um ambiente inovador

Se a cultura da inovação é imprescindível para a disrupção digital, como criar um ambiente propício? No artigo “4 dicas para criar um ambiente inovador”, há aprendizados que podem ser absorvidos neste sentido, principalmente ao propor a análise do quanto sua organização tem despendido investimento e atenção para esse aspecto. As 4 dicas consistem em:

  1. Diversidade: nada de individualidade ou a solidão de uma mente genial. A troca de dados e conhecimento aparece novamente para criar ideias diferentes.
  2. Mais do que trabalho: é comum que inovações nasçam fora da rotina corporativa. Por isso, é recomendado estimular momentos de descontração e oferecer ambientes desconectados das funções operacionais.
  3. Nada de muros: as barreiras impedem a cultura da inovação. O tráfego de pessoas e ideias deve ser livre e sem burocracia.
  4. Home office: equipes remotas são o presente e o futuro. Então, desenvolver metodologias de gerenciamento que permitam a integração e o diálogo entre colaboradores é fundamental para a inovação.

Sua empresa está preparada para a disrupção digital? Como está a sua cultura da inovação? Deixe suas dúvidas e sugestões!