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Empresas plataformas: o que não pode faltar na estratégia

O que as empresa plataformas globais têm feito para garantir bons resultados? Primeiro, é preciso entender que na era atual, não basta pensar em empresas tradicionais concorrendo entre si. A competição de verdade está nas empresas plataformas. Como Mark Bonchek e Sangeet Paul Choudary falam no livro Plataforma, A Revolução da Estratégia, editado no Brasil pela HSM, ao construir uma plataforma acima da média, você terá uma vantagem competitiva decisiva frente aos outros. E, para fazer isso dar certo, é preciso que exista conexão.

Quando citamos a importância das conexões para empresas plataformas, estamos falando de um local onde outros negócios podem se conectar com o seu, criar serviços e produtos e gerar valor. O chamado “plug-and-play”, como os especialistas chamam, é um dos aspectos que definem o “Platform Thinking”, a forma de pensar em plataforma. Então, para que as consequência sejam positivas, o mindset é o ponto de partida que deve ser trabalhado. E, não se deve deixar passar tamanha oportunidade, pois como apontam Megan Beck e Barry Libert, modelos de negócios baseados em plataformas estão crescendo e adquirindo um poder cada dia maior.

Os profissionais da área, Beck e Libert, demonstram o potencial gigantesco das empresas plataformas ao citar o exemplo dos tweets do presidente norte-americano Donald Trump que fizeram a Amazon ter um resultado negativo no mercado. Ou, ainda, o caso de influenciadores russos que alcançaram e impactaram 126 milhões de pessoas por meio do Facebook. Por isso, deve-se ficar atento aos modelos de negócios que estão construindo uma rede, permitindo mais relacionamentos e interações e, ao contrário do mais comum (para quem pensa de forma tradicional), produtos. Alguns deles são bastante conhecidos e devem fazer parte do seu dia a dia: Facebook, Uber, Pinterest, Airbnb, etc.

É justamente em cima das conexões que as empresas plataformas têm conseguido uma estratégia de sucesso. Para isso, valem-se da inovação e dos efeitos das redes. Elas são as responsáveis por definir novos mercados. Agora, uma dica dos autores, não basta adotar um modelo de negócio de plataforma, há no meio disto uma infinidade de possibilidades que resultam tanto no ápice quanto em falhas. O papel de conectar não é, em sua essência, uma novidade. Anteriormente, as pessoas faziam uso de meios clássicos. Agora, vemos que todos migraram para plataformas diferentes e específicas. No caso dos recrutadores, houve uma movimentação interessante, eles estão no momento no seu LinkedIn. O que se ganha com isso? Escalabilidade rápida e diminuição de custos.

As empresas plataformas, apesar de exigirem um grau elevado de Machine Learning para crescerem, trazem os valores que todos estão buscando. Para tal, quando se alcança uma infinidade de perfis ou currículos, é preciso da ajuda de uma máquina inteligente que resolva a quantidade de dados gerados. A capacidade de aprender e otimizar as conexões é a diferença de uma boa plataforma para uma ruim. Não basta agrupar tudo que está disponível na rede. É preciso, por meio do aprendizado de máquina, uma boa dose de organização.

Empresas plataformas: o que está por trás dos bons resultados?

Além do uso da tecnologia para evoluir constantemente e colocar ordem nos dados que são adquiridos, há outros elementos que são um elo em comum das empresas plataformas. A facilidade de conexão, a amplitude de serviços, o fluxo de troca e, por sua vez, o processo de co-criação, devem estar fortemente presentes para alcançar o sucesso. Aqui, listamos os três itens considerados por Mark Bonchek e Sangeet Paul Choudary como fundamentais para uma estratégia bem-sucedida:

1. Criar conexões: facilitar a conexão de outras pessoas com as próprias empresas plataformas e permitir a interação entre os participantes. No caso da Apple, utilizado para demonstrar o valor das conexões, é oferecido para os desenvolvedores o sistema operacional e as bibliotecas de códigos. O YouTube proporciona uma infraestrutura mais do que adequada para que os criadores de conteúdos possam hospedar seus arquivos. Já, em outro segmento, a Wikipédia traz para os escritores as ferramentas necessárias para colaborar em um artigo.

2. Atrair participantes: as empresas plataformas de sucesso construíram uma espécie de imã que atrai produtos e consumidores. No caso da Apple, como citado no item acima, havia uma demanda por desenvolvedores e usuários. Então, fique alerta em: design de incentivos, sistema de reputação e modelos de preços.

3. Fluxo de valor: os dados são o centro de uma parceria bem-sucedida. É preciso capturar os dados mais relevantes dos participantes e gerar conexões simplificadas entre consumidores e produtores, no qual há uma promoção do fluxo de valor entre ambos. O Google corresponde com exatidão tanto a oferta quanto a demanda por conteúdo no meio digital.

A tendência é que, no futuro, veremos mais empresas migrem de produtos para se tornarem empresas plataformas. Quer saber mais sobre as opções para fazer isso com sucesso? Vamos conversar!

Feedback do cliente: peça retorno do que você pode mudar

Trabalhar com o foco no cliente é um dos grandes desafios das empresas. Além de construir um negócio dinâmico e que suporte novos testes e modificações, é imprescindível definir uma proposta de valor consistente. Uma boa maneira de alinhar as duas coisas é ir a campo conversar com o público-alvo, colher feedback do cliente e aprender ao máximo como funciona a relação do seu produto ou serviço com as pessoas que o utilizarão.  Feito isso, é agregar ao seu negócio tudo o que for relevante e medir quantas vezes for necessário.

Construir, ver, aprender e medir são as premissas do Business Design e tem contribuído para que empresas economizem recursos, ganhem tempo, monetizem seus negócios com mais assertividade e eliminem erros do processo. Tudo isso por meio da experimentação e utilização constante do feedback do cliente.

No entanto, a fase de feedback é delicada e precisa de muita atenção para não se transformar em um muro de lamentações improdutivas. No post de hoje, confira algumas boas práticas para colher informações com os clientes e aproveitá-las da melhor forma nas organizações.

Feedback do cliente e o poder da pesquisa positiva

No artigo O poder da pesquisa positiva da Harvard Business Review, é colocado que, as empresas fazem pesquisas de satisfação de clientes com objetivo de melhorar um produto ou serviço. A diferença é que esse trabalho vem sendo focado em problemas, de forma que, os clientes foram condicionados a olhar sempre para o que está errado.

Quando se trata de colher feedback do cliente, Sterling Bone, professor de Marketing na Huntsman School, aconselha a mudar a pergunta de “O que deu errado?” para “O que deu certo?”. Trabalhando dessa forma a pesquisa de satisfação não serve apenas para ouvir o cliente, mas também como uma oportunidade de aumentar o engajamento com a marca. Mas, se você está se perguntando “Como vou descobrir o que deu errado se focar em receber elogios? O ponto não é bem este.

Um estudo aplicado em uma empresa de software com foco em B2B gerou um aumento de 32% nas vendas quando o solicitado foi a descrição dos recursos que mais agradaram os usuários. Perguntas positivas abertas permitem ainda que o cliente aponte as funcionalidades preferidas, mas também possa sugerir melhorias naquela mesma função. É uma oportunidade única de monetizar ainda mais uma área onde a marca já tem destaque.

Além disso, as melhorias da sua empresa não devem vir apenas do feedback do cliente, mas também de um estudo de mercado minucioso, análise de dados, testes de protótipos, entre outros.

Três formas de coletar o feedback do cliente

Mídias Sociais

As redes sociais vieram para aproximar as marcas do seu público e isso não é mais nenhuma novidade. Instagram, Twitter e Facebook oferecem um espaço para que os clientes possam elogiar, reclamar e fazer perguntas. Deixar essas funções ativas vão além da simples coleta do feedback do cliente, uma vez que estão públicas para quem quiser conferir. Dessa forma, se colocam como uma excelente oportunidade para a empresa mostrar para o público como costuma se relacionar com quem consome seus produtos.

Formulários

Enviar perguntas específicas para os clientes por plataformas de emails marketing, formulários do Google ou papel físico são boas práticas para medir um serviço ou produto específico. Lembram do que falamos no início do texto? Para quem pretende testar uma ideia para transformá-la em um produto ou serviço  ao final do processo, é necessário testar, medir e colocar em prática até que o resultado esteja satisfatório para a empresa.

Entrevistas com clientes

Convidar um grupo de clientes para um bate-papo alinha o espaço aberto das redes sociais com as perguntas abertas de  pesquisas. formulários. O objetivo aqui é colher insights para melhorias e também para identificar o que não deu certo na entrega do produto ou serviço. Uma boa prática é escolher os clientes recorrentes que tenham afinidade com a marca.

Colhi o feedback do cliente e agora?

Crie um banco de dados

Guarde todas informações coletadas em um banco de dados. Não tem recurso para investir em uma ferramenta paga? Uma planilha no excel resolve. O importante aqui é abrir  a oportunidade de desenvolver uma comunicação individual com cada cliente. Criar essa memória é importante não apenas para oferecer um serviço personalizado mas também para evitar problemas recorrentes.

Use a tecnologia para personalizar a experiência

Pensar de fora para dentro, colher o feedback do cliente e trabalhar com foco em compreender e atender as necessidades do público-alvo tem contribuído para que muitas empresas atinjam suas metas ao final do mês. Organização, planejamento e tecnologia bem alinhados podem gerar ofertas de produtos e serviços cada vez mais exclusivos para solucionar problemas e garantir o sucesso do cliente.

Quer saber mais sobre Business Design ou como analisar com eficácia o feedback do cliente? Acompanhe nossa agenda de cursos! Com eles é possível aprender a transformar negócios a partir das necessidades das pessoas, desenhar novos modelos de negócios, agir de forma rápida e muito mais!

O valor para o cliente e as frustrações de empresas despreparadas

Em todas as áreas existem tendências que despontam com força em determinadas ocasiões. Basta lembrar de como se passou a falar sobre o uso de Storytelling para comunicar valor para o cliente, do Design Thinking para entregar produtos e serviços com empatia e diversas metodologias ágeis de gestão. Todas são eficazes? Depende da sua empresa. Certamente, as ferramentas e metodologias têm muitas vantagens, mas elas não bastam por si só. Para que algo diferente seja implementado com sucesso, é preciso preparar o ambiente para inovar.

O que acontece com frequência é que um gestor ou colaborador acaba se encantando com uma ferramenta de gestão e quer entregar valor para o cliente. Até aí, nada de errado. Mas no afã de implementar uma inovação na organização, acaba esquecendo que é preciso que exista uma infraestrutura que ampare a solução. As pessoas precisam estar preparadas, a alta direção deve estar disposta a mudar ou fazer certas concessões, o próprio mindset deve entrar em jogo. Quando isso não acontece, as chances de fracasso são enormes. Mas a culpa não está na ferramenta.

Anteriormente, falamos em como o Design Thinking é uma abordagem que pode ser adotada  todas as empresas, de uma forma colaborativa para a  proposição de solução e experimentação. Para entregar valor ao cliente é preciso estar preparado para errar e aprender com isso. Ou melhor, aprender e otimizar. Se a empresa não oferece um ambiente favorável para aplicar uma metodologia que se baseia na evolução contínua e, consequentemente, em falhar para acertar, não há como culpar a ferramenta. Por esse motivo, sugerimos  que seja aplicado por quem quer realmente promover mudanças e desenvolver habilidades diferenciadas, como a empatia, a experimentação, a colaboração, a multidisciplinaridade e a autonomia

O exemplo acima apenas ilustra que as ferramentas de gestão e de entrega de valor para o cliente precisam de algo mais para que efetivamente obtenham resultados. É preciso comprometimento. Não basta adquirir ou implementar técnicas sem que as pessoas estejam preparadas. O resultado pode ser nulo ou, ainda pior, manchar a imagem da marca com experiências negativas para o consumidor.

Os mitos que muitas empresas ainda acreditam

O uso das ferramentas de inovação ou, na verdade, seu mau uso está atrelado igualmente a diversos mitos que as empresas têm sobre seus consumidores. Por essa razão, pensam que estão entregando valor para o cliente, mas podem estar apegados a falsas premissas. O mundo mudou, o público mudou, mas será que a sua empresa está mudando no mesmo ritmo? Pensando nisso, separei alguns dos insights que o Google apresenta no ThinkWithGoogle e que podem auxiliá-lo a aplicar com mais eficiência ferramentas e metodologias de gestão. Confira:

1. As pessoas não têm mais foco: mito! As pessoas estão prestando mais atenção do que nunca, mas não querem ter seu tempo roubado por aquilo que não é interessante para elas. Por isso, é preciso conhecer bem a persona ou personas que sua empresa atende.

2. Os diferentes tipos de tela recebem a mesma atenção: mito! Cada aparelho tem uma utilização diferente, inclusive na própria postura adotada pelo usuário: modo lean forward (inclinado para frente) e lean backward (para trás). O primeiro é bastante utilizado quando se procura aprender algo, busca informações, pesquisa para compras ou está investigando algo específico. O segundo é associado com diversão, relaxamento e passatempos.

3. As pessoas ignoram anúncios: mito! Os consumidores são fisgados por anúncios que chamam atenção e que dão a impressão de falar diretamente com eles. É preciso produzir campanhas relevantes com uma ótima experiência visual. Depois, mantenha-os com você!

Por que é tão relevante derrubar esses mitos? Manter o foco na entrega de valor para o cliente significa estar preparado para conhecê-lo. Saber quais são as suas preferências e aquilo que os afastam.

Está preparado para conhecer seu cliente?

Entregar valor ao cliente só será alcançado quando houver uma harmonia entre negócio-consumidor. Nisto, entram ferramentas de inovação que podem facilitar o relacionamento. Mas, como dito, só funcionam se os gestores e colaboradores estiverem preparados para fazer o melhor uso delas. O que isso significa? Conhecer o público-alvo é estar aberto a receber feedbacks, mesmo os mais “pesados”. E, mais do que isso, receber feedbacks de forma positiva, enxergando-os como uma nova oportunidade para otimizar seus produtos e serviços.

Feedbacks, que qualquer ordem, mesmo os mais graves e reclamações, não devem ser vistos como ofensas pela organização. Mas como parte de um processo de entendimento e aperfeiçoamento. Lembra do Design Thinking? Falhar, aprender e seguir em frente. Agora, entram ainda as habilidades de conhecer a fundo as personas do seu negócio e saber como oferecer um bom atendimento. Sem isso, metodologia alguma salvará a sua proposta ou iniciativa.

O portal Pequenas Empresas e Grandes Negócios produziu uma reportagem somente sobre isso: como atender bem. No contexto deles, é colocado como atender bem pessoas “difíceis”, mas podemos entender como “pessoas insatisfeitas que podem contribuir com o crescimento do meu negócio”. Entre as dicas, estão:

1. Ouvir com atenção. Não interrompa ou discuta. Tente entrar em sintonia e manter a compreensão.

2. Empatia, empatia, empatia. Não só demonstre que entende como, de fato, se coloque no lugar da outra pessoa. Dê sinais de que está de acordo com o que está em pauta.

3. Sem levantar a voz. Ânimos exaltados nunca são uma boa ideia. Usar um tom de voz baixo, mais calmo e devagar poderá fazer com que exista uma reflexão maior por ambos os lados.

4. Isso não é pessoal. As críticas e feedbacks são sobre um produto ou serviço, não sobre seu desempenho profissional.

5. Cumpra compromissos e explique os próximos passos. Prometeu retornar o contato? Retorne. Compromissos cumpridos são capazes de reverter situações negativas e fidelizar clientes. Quando finalizar o feedback ou reclamação, o consumidor deve ter certeza do que será feito em seguida: qual a solução, próximos passos e o que deve esperar.

Esses são apenas alguns dos passos que prepararão uma empresa para absorver feedbacks, focar e entregar valor ao cliente. Por isso, quando for implementar uma ferramenta ou metodologia de inovação, procure especialistas, treinamentos e prepare o terreno para conseguir receber os benefícios. Quer saber mais? Acesse aqui e conheça os workshops que realizamos in company sobre esse e outros temas.

DNA empresarial: inovar é possível sempre, mas não é igual para todos

Existe um DNA empresarial que restringe a inovação a poucas empresas? Se você já fez essa pergunta saiba que não é o melhor olhar para se colocar neste âmbito. A inovação está disponível para todos, porém, em diferentes aspectos. Inovar é criar valor aos clientes, aprimorar o novo, sair da zona de conforto. Isso pode ser feito em grande escala, a partir de uma ideia disruptiva no mercado, como também ao implementar um processo automatizado em uma organização tradicional. O ponto é: existem milhares de exemplos, mas não há uma fórmula padrão para o que possa ser considerado inovador.

Na verdade, o DNA empresarial está nesta busca pelo o que não faz parte da rotina e otimiza alguma tarefa, situação, interação, etc. Essa mudança pode ser desde a criação de empresas como o Airbnb, que mudou a forma das pessoas se hospedarem e se tornou um grande negócio sem possuir sequer uma oferta própria física, como um hotel. Como também a implementação de um programa no qual os colaboradores possam expor suas opiniões do que é oportunidade ou ameaça para os negócios, mudança no modelo de negócio, diversificação de canais, formação de redes de colaboradores, entre outros.

A busca por eficiência, criatividade e produtividade pode gerar insights valiosos e que transformarão uma equipe, um setor ou toda a organização. Quando falamos do DNA empresarial interno, por exemplo, estamos falando das mudanças que não geram impactos diretos no mercado (na ótica de visibilidade, como a implantação de uma nova rede social). No entanto, trazem vantagens competitivas para um negócio e alteram indiretamente o rumo do segmento. Dentro do cenário empresarial, inovar deve ser algo que entre na rotina do dia a dia.

DNA empresarial: como funciona a inovação interna?

No momento em que fatores que impedem a inovação interna são superados, é possível estabelecer um ciclo interno. Barry O’Reilly, especialista no tema, lista algumas das características que  ajudarão a desencadear um DNA empresarial diferenciado, selecionamos as principais:

1. O CEO e a equipe executiva devem aceitar, orientar e encorajar quem estiver interessado em participar de novas iniciativas. Os colaboradores que se engajarem têm a missão clara de trazer mais ideias que deverão se tornar pilares do crescimento da empresa.

2. A honestidade na avaliação de suas capacidades é um passo importante. Saber como funciona sua cultura, a disposição da equipe e o apoio da liderança em relação a atitudes inovadoras. Com isso mapeado, deve-se definir estratégias adequadas para metas que estejam alinhadas com o seu potencial, ao menos naquela situação.

3. As estratégias devem estar no plural. Ou seja, buscar iniciativas que se complementam e executá-las ao mesmo tempo.

4. Encontrar e capacitar talentos. Fornecer conhecimento e permitir a evolução da equipe na criação de suas próprias soluções para resolver problemas é um método para garantir inovações mais abrangentes.

DNA empresarial: inovações de mercado

Dando sequência ao nosso raciocínio de inovação para todos, o DNA empresarial acaba sendo mais visível, principalmente para o público B2C (empresa-consumidores) do que para B2B (empresa-empresa). E, da mesma forma, tem uma divulgação maior quando é o protagonista de uma revolução global e de ampla cobertura, como é o caso do Google, Tesla, Facebook, etc. De todo modo, dentro dessas mesmas organizações, existem processos que estão constantemente rodando em busca de mais e mais inovações. É um ciclo que não para.

DNA empresarial, criatividade e inovação fazem parte do Google. Aliás, prova de sua notoriedade é que ele se tornou algo além de um site de buscas. Hoje o Google é a Alphabet. Uma empresa de A a Z. É imprescindível para o ser humano. Está com dúvidas? Joga no Google. Quer saber um endereço? Vá ao Google. É até mesmo um verbo: “googlar”. Entretanto, mais do que um buscador, a empresa está sempre alerta a tendências e investe fortemente em diferentes projetos. Neste caso, o Google Home foi eleito um dos destaques, por ser um alto-falante de inteligência artificial com foco nas pessoas. O que ele faz, resumidamente, é aprender e executar comandos eficientes para, por exemplo, soluções domésticas.

O exemplo do Google serve para mostrar que mais do que uma inovação grandiosa, como é o buscador por si só, é essencial continuar procurando internamente por maneiras de atender demandas e aperfeiçoar atividades. A tecnologia está aí para isso, com automatizações, inteligência artificial e Indústria 4.0. Então, não é preciso começar uma startup do zero para ser considerado um negócio com “DNA empresarial da inovação”, basta apenas abrir espaço – e a mente – para que colaborativamente o movimento de solucionar se torne natural.

É o que se conclui quando se estuda a história de grandes empreendedores. De Thomas Edison até Steve Jobs, há características que fazem que o DNA empresarial se manifeste em diferentes níveis. Exemplos: a introdução de algo e a melhoria de um produto ou processo, a propensão em assumir riscos e aprender com falhas, a necessidade de ser pioneiro, a paixão pelas causas escolhidas (foco no que se pretende fazer ou estimular), o desejo pelo “criar”. Todas podem ser utilizadas em diversos cenários, basta sair do papel e colocar em prática, prototipar, testar, corrigir, implantar. Pronto para inovar da sua maneira?

Foco no cliente: do planejamento ao feedback

Ao realizar uma busca rápida no Google com o termo “foco no cliente”, em apenas
70 segundos é possível ter acesso a mais de 2 milhões de páginas sobre o tema com dicas para colocar o conceito em prática e também inúmeras literaturas sobre o assunto. Se você ainda não está muito familiarizado com o termo, podemos resumi-lo como sendo “uma forma de repensar a relação com o público-alvo, investindo tempo e recursos não apenas para entender o que eles precisam, mas também para entregar o que eles desejam”.

No entanto, o objetivo final de quem trabalha com foco no cliente não é muito diferente de quem atua com o produto ou serviço no centro da estratégia, ou seja, gerar lucratividade de forma sustentável a longo prazo. Mas, se a meta é a mesma por que as empresas devem empregar recursos nesta metodologia? Trabalhar essa visão despende mesmo mais tempo? Continue a leitura do artigo e entenda essas e outras questões

Quais são os desafios de trabalhar com o foco no cliente?

O professor de marketing Peter Fader no livro Foco No Cliente Certo – Como Repensar A Relação Com o Cliente e Dedicar-se Àqueles Mais Valiosos quebra o paradigma de que os clientes têm sempre razão. Para ele, trabalhar com a visão do “client first” exige que as empresas entendam que nem todos os clientes são iguais, tenham um compromisso de identificar quais são os mais importantes e, principalmente, saibam empregar recursos para entregar o que esses clientes desejam.

Em resumo: enquanto os gestores que trabalham com o foco no cliente conseguem identificar a diversidade da sua base, quem trabalha com o produto no centro da estratégia entende que todos os consumidores são iguais. E isso está longe de ser uma afirmação verdadeira. Afinal, toda empresa quer ser reconhecida como uma corporação amigável e de credibilidade que, não apenas declara que o cliente tem sempre razão, mas que realmente acredita nisso. Correto? Não necessariamente.

Fader é enfático ao afirmar que “Os clientes certos têm sempre razão” e que, portanto, existe uma forma diferente de trabalhar com cada grupo de consumidores: uns necessitam mais e, consequentemente, outros menos. Não se trata apenas de ser amigável com as pessoas, mas de criar uma estratégia em que os produtos e serviços estejam alinhados com as necessidades dos cliente mais valiosos com o objetivo de gerar lucro de forma sustentável. Saber direcionar o recurso financeiro e intelectual da empresa para identificar esses grupos e personalizar a experiência de compra é o grande desafio de quem faz negócios com a premissa do “cliente first”.

Cases de sucesso de empresas que trabalham com foco no
cliente

No livro, Peter Fader apresenta ainda cases como a Amazon, IBM e Netflix que têm conseguido bons resultados trabalhando com foco no cliente. Ele explica como essas empresas colocaram o consumidor como centro da estratégia para melhorar seus rendimentos e também como outras organizações como a Costco, que embora ajude os seus clientes a economizar dinheiro, não atua com a visão do “Client first”. Assim como a Apple.

Inclusive o autor lembra que o iTunes levou bastante tempo para incluir a ferramenta de recomendação. Por outro lado, a Amazon já utilizava o histórico de compras para sugerir livros e outros produtos há muito mais tempo.

E por falar na varejista online, ela é um grande case de sucesso de empresas que trabalham com foco no cliente. Na Amazon, todo o processo tem como ponto de partida a necessidade do consumidor. Não estamos falando apenas de uma boa experiência de compra com uma entrega eficiente, mas na confiança que os consumidores depositam na empresa. Eles sabem, por exemplo, que podem usufruir de benefícios como frete grátis para contas prime, ter acesso a avaliações positivas e negativas dos produtos, utilizar ferramentas de pesquisa dentro dos livros, entre outros.

Existe um caminho para chegar neste patamar e o primeiro passo é decidir qual é o cliente principal do seu negócio.

Estratégia da Amazon para atuar com foco no cliente

Não é verdade que a Amazon conta apenas com um grupo de clientes, não é mesmo? Além dos consumidores diretos, também podemos citar vendedores, empresas e fornecedores de conteúdos. No entanto, a estratégia da varejista está claramente direcionada em ser a organização mais focada no consumidor de toda a rede. Embora haja reclamações (e até processos) de vendedores que contam com vitrines hospedadas na plataforma, a fidelidade dos consumidores diretos têm contribuído para a valorização cada vez maior das ações da loja online.

Definir qual o cliente certo é um grande desafio para as empresas. Há inclusive aquelas onde o grupo mais importante gera receita muito baixa e, portanto, a gestão opta por tratar todos com a mesma importância. No entanto, trabalhar dessa forma pode ser um problema no futuro.

Quando uma organização decide não direcionar a estratégia do negócio para um público principal está assumindo um risco: de que uma nova empresa surja com estratégias voltadas para seus clientes e acabe ficando para escanteio.

Abaixo, confira quatro passos para iniciar um planejamento com foco no cliente.

1. Identifique um cliente principal

É preciso focar em um público que não apenas gere lucro, mas também que esteja alinhado com a visão da organização. Em resumo, o cliente principal deve ser escolhido de acordo com três dimensões básicas: perspectiva – que engloba a cultura de inovação; capacidade – os recursos produtivos da empresa; e o potencial lucrativo, a receita gerada por cada cliente.

2. Entenda o que cliente principal valoriza

Analisar dados que possam levar a gestão a conhecer as necessidades dos clientes também é um grande desafio para quem trabalha com foco no cliente. Isso porque nem sempre ele sabe do que precisa. Em uma mesma fatia de mercado há quem prefira o menor preço, aprecie o bom relacionamento entre empresa e consumidor e ainda aqueles que valorizam mesmo as ferramentas tecnológicas utilizadas.

Como atender essas pessoas com eficácia? A resposta “monitorando suas compras e preferências” pode até ser meio óbvia, mas a verdade é que o estudo desses dados é apenas o começo. É essencial ainda observar o hábito de consumo, enviar pesquisas para os consumidores e ficar de olho em estudos de mercado, como os publicados pelo Think with Google.

3. Adote o modelo de negócio com foco na necessidade do cliente

As duas etapas anteriores vão nortear o modelo de negócio da sua empresa. Se o cliente principal valoriza preços mais baixos, deve haver uma preocupação constante em negociar com fornecedores, além de olhar com muita cautela para a comercialização e distribuição dos produtos. A rede de supermercado Walmart trabalha dessa forma.

Já se os consumidores valorizam a especialização do conhecimento, uma empresa para se observar como modelo é o Google. Lá a divisão de pesquisa e desenvolvimento do produto recebe mais recursos, enquanto as demais áreas atuam como setores de apoio. Embora existam muitas centrais de P&D pelo mundo, elas não são responsabilizadas pela receita da empresa. Para assumir esse compromisso existe o departamento de vendas.

4. Crie um fluxo de trabalho interativo

Não importa quão bom e lucrativo seja o seu modelo de negócio, os hábitos de compras e necessidades dos clientes uma hora ou outra vão mudar, novas tecnologias chegarão e o processo da sua empresa deve facilmente se adaptar a essas alterações. Assim, a análise das forças e ameaças devem ser constantes, afinal são elas que identificam os desejos dos clientes principais e também os lucros que eles geram para o negócio.

Manter um espaço interativo e aberto para toda equipe facilita e muito edições no planejamento empresarial com foco no cliente. Não importa se você vai contratar um sistema de ponta ou utilizar planilhas no excel, o que não pode faltar é um time direcionado para o mesmo objetivo e indicadores de desempenho.

A sua empresa está preparada para trabalhar com foco no cliente? Divida a sua experiência conosco nos comentários!