CEO Mulheres: 5 empresas que crescem exponencialmente com mulheres no comando

Uma pesquisa realizada Grant Thornton, em 2017, mostrou que nos últimos 13 anos as mulheres ocuparam 25% a mais de cargos de liderança. É o maior percentual já registrado, mas os avanços ainda acontecem a passos lentos: 34% é a porcentagem de empresas que não contam com mulheres em cargos de decisão. No entanto, aqui no Brasil, o número de CEO mulheres é o dobro da média global. Enquanto em 2015, tínhamos 5% mulheres no comando das empresas, em 2017 este dado ampliou para 16%.

A pesquisa mais recente realizada pelo Grant Thornton, além de trazer os números sobre a diversidade de gênero em cargos de liderança também publicou uma série de boas práticas para que mais mulheres cheguem ao alto comando das empresas. O estudo chamado de Women in business: construindo um plano de ação mostrou que o Brasil é um dos 10 países com mais mulheres na liderança. Os principais cargos são:

  • Diretora de Recursos Humanos
  • Diretora Financeira (CFO)
  • CEO mulheres

Por aqui, as ações que estão dando resultados são: conceder acesso igualitário, garantir mais equidade de gênero nos cargos de liderança, aumentar a flexibilidade dos horários, criar programas de desenvolvimento e mentoria. Peter Bodin, CEO Global da Grant Thornton Internacional, ressaltou que não acredita que as empresas sem equidade de gênero conseguem crescer de forma sustentável. “A diversidade de gênero leva a um melhor desempenho, uma cultura mais inclusiva e decisões mais equilibradas. Essa decisão está nas mãos de nós, líderes.”

Conheça 5 CEO mulheres responsáveis pelo crescimento de empresas brasileiras


Rachel Maia

Rachel Maia é CEO da Lacoste desde 2018, mas ficou conhecida no mundo dos negócios por ficar a frente da Joalheria Pandora por oito anos. Ela se formou em ciências contábeis e seu primeiro emprego foi na Seven Eleven, onde permaneceu por sete anos. A virada de chave foi quando a rede de loja Seven Eleven saiu do Brasil. Ela utilizou a rescisão para estudar inglês e administração no Canadá. Na volta, passou pelo grupo farmacêutico Novartis, pela joalheria Tiffany e Co até chegar na Pandora.

Rachel sempre levantou a bandeira de ter mais mulheres no mercado de trabalho, principalmente pelo fato de ser uma das poucas CEO mulheres e negra do país. Nesta entrevista para a Veja, ela explicou que é convidada para falar sobre diversidade, pois é apenas 0,04% da representativa quando se fala em CEO mulheres.“Ser precursora significa abrir um caminho novo. Não existem tantas mulheres negras executivas no luxo, mas estou aqui para dizer que é possível. Além de ser mulher, ainda existe a dor latente com a minha ancestralidade decorrente da escravidão”.

Cristina Palmaka

Cristina Palmaka é presidente da SAP no Brasil há seis anos. Ela tem uma carreira extensa e bastante promissora na área de tecnologia, passando por empresas como Microsoft, HP e Philips. Ela é formada em Administração pela fundação Alvares Penteado em Administração, Finanças em Marketing pela FGV. Também fez MBA na FGV e na Universidade do Texas.

Na SAP Brasil Cristina tem a missão de liderar uma equipe com foco em resultado. As estratégias utilizadas têm dado tão certo que, em 2016, ganhou o prêmio de Executiva de valor concedido pelo jornal Valor Econômico. Além disso, no período em que está no comando da SAP foi lançado o primeiro data center da SAP na América Latina. O objetivo é oferecer para o mercado LATAM os serviços cloud da empresa. 

Viveka Kaitila

É uma finlandesa formada em matemática que trabalha na GE desde 1997. Lá, trabalhou na área de Business Development Manager Latin America e Commercial Development Executive Director Latin America até entrar para área executiva da empresa.  Ela é CEO da GE Brasil há quase três anos e tem focado os seus esforços no desenvolvimento de novas tecnologias e também em projetos de inovação para fomentar a transformação digital na empresa.

Silvia Folster

Silvia Foster foi CEO da Cianet de julho de 2016 até outubro de 2019. A empresa é estabelecida na área de telecomunicações e que, nos últimos anos, tem investido em inovação para continuar competitiva no mercado.  Silvia é catarinense, foi mãe aos 16 anos e viúva aos 19 anos. Tem uma trajetória profissional marcada por superação, independência e empoderamento, já que consolidou a sua carreira em um ambiente predominantemente masculino. Ela é especialista em gestão estratégica de negócios pela FGV e, antes de entrar para o time da Cianet, trabalhou por 16 anos como gerente de negócios de outra empresa do ramo de tecnologia. 

Recentemente, Sílvia Folster publicou um artigo em seu LinkedIn comunicando que passa a  atuar como conselheira no comitê estratégico da empresa. No texto, ela conta toda a sua trajetória profissional, os resultados alcançados como CEO da Cianet e quais são os próximos passos da sua carreira, além de dar dicas para quem pretende chegar na alta gestão de uma empresa.

Cristina Junqueira

Cristina Junqueira é co-founder e vice-presidente de uma das maiores fintechs do Brasil:  Nubank. Ela fez graduação em Engenharia de Produção, na Escola Politécnica da USP e passou pelo Banco Itaú e pelo BCG – Boston Consulting Group. 

Em 2007, Cristina se mudou para os Estados Unidos para fazer um MBA em Negócios na prestigiada Kellogg School of Management. Na volta, entrou para o grupo Unibanco para trabalhar na área de seguros para pequenas e médias empresas. O seu desempenho no setor foi tanto que, em apenas um ano, ela tinha subido vários degraus na hierarquia da empresa. Após essa experiência bem sucedida, junto com outros dois sócios abriu o Nubank em 2013. 

Hoje, a sua ideia que diziam ser sem pé nem cabeça, se tornou uma empresa com 1,5 mil funcionários focados em inovar no atendimento. Ela sabe que é uma das maiores lideranças femininas no país e que muitas mulheres se inspiram em sua trajetória.

São cinco trajetórias inspiradoras que nos animam a seguir em frente. Se você conhece mais CEO mulheres, escreva nos comentários. Vamos aumentar esta lista e ampliar a representatividade feminina neste contexto empresarial.

 

 

Mudar de profissão: quando é preciso se reinventar depois dos 40 anos

Você já pensou em mudar de profissão aos 40 anos? Em um primeiro momento parece exaustivo, mas quem conseguiu virar a chave costuma dizer que é libertador. Até porque a tecnologia, a medicina e os hábitos mudaram tanto que já faz tempo que os estereótipos de idade estão ultrapassados, não é mesmo?

Priscila Simoni é uma dessas profissionais que decidiu se reinventar aos 40 anos e começou a estudar programação. Mas a mudança de carreira já começou bem antes disso. Formou-se primeiro em química e como era de se esperar foi trabalhar em um laboratório. Não se acostumou com o cheiro de solventes e outros reagentes. Mudou para a enfermagem, trabalhou em hospitais e chegou a direção. Era correria demais para quem queria qualidade de vida e mais tempo com a família.

Largou tudo e virou nômade digital. Passou por 11 países e decidiu fixar residência quando a filha mais nova entrou em idade escolar. Optou por Florianópolis pela qualidade de vida. Mas, há 5 anos trabalhando como freelancer, escolheu  programação para voltar ao mercado formal de trabalho.

Pra ela, mudar de profissão aos 40 anos tem sido desafiador e motivador ao mesmo tempo. “Sair da zona de conforto traz uma satisfação interior e, ao mesmo tempo, um turbilhão de desafios. Precisamos ser reconhecidas pela nossa habilidade e não pela nossa idade Além disso, temos que nos destacar em nossa nova área de atuação para se destacar no mundo dos jovens”, acrescenta.

Você se identificou com a história da Priscila, também está pensando em fazer este movimento de mudar de carreira e não sabe por onde começar? Continue a leitura deste post e acompanhe as nossas dicas

A maioria dos brasileiros está infeliz no ambiente de trabalho

O índice de infelicidade no trabalho está alto no Brasil. Uma pesquisa realizada em 2018 em 21 estados apontou que cerca de 90% dos brasileiros estão insatisfeitos com seus empregos. Desse total, 36,52% não estão felizes com as atividades que desenvolvem no trabalho atual e, 64,24% gostariam de mudar de carreira, assumir novas responsabilidades e se dedicar a atividades totalmente diferentes para se sentirem mais felizes.

Entre os fatores apontados por esse alto índice de infelicidade no trabalho estão:

  • Definição da profissão muito cedo;
  • Trabalho desenvolvido sem propósito, apenas para ganhar dinheiro;
  • Rotina estressante;
  • Falta de tempo com a família;
  • Poucas horas de sono;
  • Má alimentação;
  • Sedentarismo.

Toda  esta insatisfação tem gerado muitos problemas de saúde nos brasileiros: ansiedade, síndrome de burnout e depressão são alguma delas. Tanto que a Organização Mundial da Saúde fez um alerta sobre o alto índice de depressão em brasileiros: 5,8% da população sofre deste problema, colocando o país no topo da lista de casos na América Latina.

O último Anuário do Sistema Público de Emprego e Renda do Dieese mostrou um salto de 146 mil para 181 mil casos de afastamento por doenças profissionais de trabalho, entre os anos de 2005 e 2015. A faixa etária que mais deixou o seu cargo para se recuperar de algum problema de saúde foi a que compreende os 30 e 39 anos (53,82%), seguido das pessoas com idade entre 40 a 49 anos (48,32%) e mais de 50 anos (48,71%). Muito embora, nem todos os afastamentos estejam ligados a problemas psicológicos, as estatísticas ligam um alerta: é preciso se reinventar!

Cresce o número de brasileiros que mudaram de profissão

Mudar de profissão não é fácil, como Priscila mesmo alertou no início do texto é um misto de desafio e motivação. Esse movimento rumo a uma carreira com mais propósito, que promova mais qualidade de vida e tempo de qualidade da família também tem aumentado por aqui.

Em 2016, a Catho realizou uma pesquisa com os profissionais que buscavam por recolocação e descobriu que, 18% desses profissionais, gostariam de oportunidades fora de sua área de formação. Já esta reportagem do jornal Folha de S. Paulo traz uma série de história de pessoas que resolveram dar uma guinada na carreira depois dos 40 anos.

Os profissionais entrevistados apontaram questões como:

  • Dificuldade na área de atuação;
  • Mudar de profissão depois de fazer a mesma coisa anos seguidos;
  • Voltar para a faculdade e começar um novo curso.

Um dado motivador da reportagem Aumenta número de trabalhadores que muda de profissão aos 40 anos é que as empresas começaram a ver vantagens em trazer para o time profissionais mais experientes, como a tolerância, experiência e maturidade para lidar com algumas situações no ambiente de trabalho.

Falta muito para me aposentar e quero mudar de profissão, e agora?

A medicina tem evoluído, a forma de trabalhar alterou substancialmente nas últimas décadas. Somos pessoas ativas, hábeis e dispostas a continuar contribuindo para a sociedade. Passamos boa parte da vida trabalhando para garantir uma independência financeira, adquirir bens e realizar projetos.  Para quem teve a oportunidade de integrar o time de uma empresa, ter a sua contribuição previdência em dia e conseguiu amealhar uma poupança poderá depois de 35 a 40 anos de trabalho, parar e desfrutar de novos momentos. Mas e quem não conseguiu isso?

E quando mais precisa vê seus rendimentos serem reduzidos, seu tempo fica ocioso, não tem mais um grupo de pessoas para trocar ideias diariamente ou mesmo nunca soube como é ser o gestor do seu tempo? O que muitos não imaginam é que neste momento da vida, passarão a enfrentar problemas por não saber que caminho seguir.  Essa angústia também pode surgir no momento de uma demissão inesperada. Tais situações não são motivo para desespero, com calma e algum direcionamento é possível resolver os contratempos e descobrir novas possibilidades.

Fomos educados e moldados na forma do trabalho com base na revolução industrial onde era preciso um espaço físico, a rigidez de um horário e um salário recebido pelos serviços prestados. Para muitas pessoas não ter esse “endereço comercial” é perder parte da sua identidade. Por longo tempo somos reconhecidos como o “Fulano da empresa tal” ou o “Beltrano da empresa Y”. Quando perdemos essa identidade que nos acompanhou por vários anos, ficamos desnorteados e não sabemos como agir porque não fomos educados para isso.

Com a prática de esportes, a evolução da medicina, as novas formas de se viver e de se conectar, é fato que viveremos muito mais tempo do que os nossos avós e bisavós. Não somos mais “velhinhos” quando atingimos 60 ou 70 anos. Temos inteligência emocional suficiente para seguir uma nova carreira ou um novo estilo de vida.

Se você quer mudar de carreira, foi demitido de forma inesperada ou pretende empreender depois dos 40 anos, o primeiro passo é se reconectar com a sua essência, tirar um tempo para si, cuidar da saúde e até mesmo desenvolver um novo hobby.

Feito isso, é hora de arregaçar as mangas e voltar para o mercado de trabalho. Para tanto, as dicas são:

  • Invista em autoconhecimento;
  • Enxergue novas possibilidades;
  • Volte a estudar. Atualize-se;
  • Seja mais flexível e adaptável;
  • Faça um plano de carreira.

Abre-se uma gama de oportunidades que normalmente não se tem tempo para parar, avaliar e conhecer. Existe uma excelente oportunidade de continuar trabalhando através da reinserção no mercado de trabalho, ou abrir um negócio próprio ou até mesmo trabalhar como autônomo em áreas antes nunca imaginadas.  A consultoria especializada também é uma opção, com a vantagem que essas atividades serão remuneradas permitindo uma renda adicional ao seu orçamento pessoal.

Para quem não precisa de uma renda extra, existe a opção de atividades sociais que traga uma realização como: dança, viagens, artesanato, esportes, trabalhos sociais. Participar deste tipo de atividades amplia a rede de contatos e gera novas amizades, eliminando o sentido de vazio e da falta do que fazer.

Se você se identificou em algum dos itens colocados neste artigo, compartilhe conosco.

mulher no mercado de trabalho

Mulheres e transformação digital: qual o papel da mulher no futuro do mercado de trabalho?

Para as mulheres, o futuro no mercado de trabalho brasileiro pode ser promissor. É o que o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra, com um crescimento muito maior da participação feminina no mercado em comparação com a masculina até 2030. No entanto, sabemos que todo crescimento requer mudanças e superação de obstáculos. Prova disso, os dados divulgados pelo Cadastro Nacional de Empresas 2017 apontam uma diferença salarial de 20,7% entre homens e mulheres.

Primeiro, para entender o que a transformação digital trouxe consigo para o mercado de trabalho, separamos alguns números que formarão um panorama do futuro:

  • até 2020, a força de trabalho será composta por pelo menos 50% de millenials, o que traz uma oportunidade para transformar o ambiente de trabalho e o próprio modelo de negócio de empresas tradicionais;
  • a transformação digital vai além da tecnologia, trata-se de um comportamento e foi justamente isso, o desejo de simplificar, que levou à automação, inteligência artificial e outras aplicações que estão mudando a forma com a qual nos comunicamos, trabalhamos e vivemos;
  • a globalização e o aumento das conexões modificam o formato de trabalho, excluindo por diversas vezes a necessidade de um ambiente físico. Também há um aumento da força trabalhadora, pois a competição não é mais com o vizinho, mas com o mundo inteiro. Por fim, há novas funções sendo criadas pelas demandas originadas pela transformação digital.

Aliado com as mudanças acima, o futuro do mercado de trabalho para as mulheres ainda depende da forma como serão tratadas questões atuais que mostram uma situação desigual. Uma pesquisa realizada pelo site Vagas.com, por exemplo, apurou que 52% das mulheres grávidas ou que estão voltando de licença-maternidade, sofrem com alguma espécie de constrangimento no ambiente profissional.

Quando se trata de liderança, os números também precisam ser superados para que o futuro do mercado de trabalho com uma maior participação feminina seja alcançado. Em 2019, a consultoria Bain & Company e a rede social profissional LinkedIn se dedicaram a entender a liderança das mulheres e promoveram o estudo “Sem atalhos: transformando o discurso em ações efetivas para promover a liderança feminina”.

O estudo promovido pelas duas empresas contou com a participação e a percepção de 914 profissionais, tanto homens quanto mulheres. A ideia era averiguar como as empresas estavam tratando as ações de diversidade feminina. O resultado que se chegou para 82% das mulheres e 66% dos homens é que a necessidade de um ambiente de trabalho inclusivo e com as mesmas chances iguais de crescimento profissional deve ser uma das cinco prioridades das empresas. Em contrapartida, somente 41% das mulheres e 38% dos homens acredita que a liderança do local no qual trabalham realmente tratam o assunto como uma prioridade. Mas será que isso está mudando?

Uma nova percepção do futuro do mercado de trabalho

Apesar de todos os poréns, o futuro do mercado de trabalho para as mulheres já apresenta um novo fôlego. Há indícios que as oportunidades paras as mulheres empreendedoras estão se consolidando. Kevin O ‘Leary, da Shark Tank, admite que prefere investir em empresas no qual as mulheres estão no comando, justamente por conta de sua produtividade. Contando as mais de 40 empresas investidas por ele, aproximadamente 95% daquelas com liderança feminina cumpriram suas metas financeiras, sendo que dos líderes do sexo masculino foram 65%.

Além disso, 50% dos norte-americanos afirma que prefere atuar em um ambiente liderado por mulheres do que empresas lideradas por homens, pois são mais orientadas a propósito e propensas a oferecer salários iguais. A liderança feminina também está mais alinhada com as preferências da geração millenium, ou seja, uma organização que defende a paixão, a colaboração e a liberdade de ser você mesmo.

Também voltando para a pesquisa do IPEA, os estudiosos avaliam que daqui a cerca de onze anos, 64,3% das mulheres que estarão na idade dita como ativa, ou seja, entre 17 e 70 anos, estarão ou empregadas ou em busca de uma colocação. No começo da década de 90, o número era menor, 56,1%. Por sua vez, a participação masculina vai ao inverso, e deve encolher, passando de 89,6% para 82,7%. Há ainda muito que se desenvolver, mas o futuro do mercado de trabalho abre as portas para uma participação mais forte das mulheres.

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