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Transformação digital x tecnologia de RH: um guia para empresas inovadoras

O que é a transformação digital do RH? Tudo está sendo automatizado. Basta pensar em quantas funções operacionais não precisam mais ser feitas por conta das tecnologias. São desde aplicativos até sistemas mais robustos que fazem com que o esforço esteja mais concentrado na inteligência do que no braçal. As tecnologias de RH surgem para apoiar os objetivos traçados pela empresa, nos quais o RH assumirá o comando. Sua escolha vai muito além da produtividade, modernidade ou eficiência. Está mais relacionado com uma preparação para um futuro (próximo ou distante) e a resiliência para inovações.

Quando se pensa nas tecnologias de RH, as possíveis vantagens são as primeiras que saltam aos olhos. Afinal, todos estão buscando meios para consolidar uma estratégia digital. No entanto, a questão-chave está na priorização. Ou seja, entre tantas ofertas, quais que são realmente vitais para alcançar os resultados pretendidos. Qual é a tecnologia que trará a vantagem que realmente será necessária. Tenha em mente que as soluções irão requerer não só um investimento financeiro, mas esforço e horas despendidas pela equipe, pois antes dos resultados, há um processo de implantação e, muitas vezes, de mudança de mindset.

De acordo com uma pesquisa da Deloitte sobre RH Digital, entre as mudanças que estão ocorrendo, o local de trabalho digital faz parte de um novo cenário profissional. O que diz respeito sobre como as empresas conseguirão projetar um ambiente no qual a produtividade esteja em foco, se faça uso de ferramentas de RH (Slack, Trello, Workplace by Facebook e Microsoft Teams), e exista engajamento, bem-estar e senso de propósito. Com base nisso, constatou-se que:

  • 56% das empresas pesquisadas em 2017 estão redesenhando programas de RH para alavancar ferramentas mobile e digitais;
  • 33% das equipes de RH já estão usando algum tipo de tecnologia de inteligência artificial para fornecer soluções de RH;
  • 41% está desenvolvendo ativamente aplicativos mobile para serviços de RH.

As tecnologias de RH, quando escolhidas corretamente, farão com que todo o esforço anterior seja compensado por um uso intuitivo, rápido e inteligente, capaz de aumentar a produtividade e o engajamento dos colaboradores. E, o mais relevante, terá em seu cerne a gestão do conhecimento, fazendo com que haja uma comunicação ampla e rápida. Uma tecnologia de RH que cumpre seu papel fará com que se tenha menor necessidade de processos e mecanismos para que exista uma comunicação ágil, independente do formato em que as informações estão registradas, seja por meio escrito, falado ou digital.

2. O que é Transformação digital?

A transformação digital se tornou uma buzzword. Muitos falam sobre, mas nem todos têm certeza de suas aplicações. Isso porque há uma transformação muito mais profunda do que a adoção de determinada tecnologia. A transformação digital é sobre mudanças de comportamento. A internet e a era on-line chegaram para quebrar paradigmas em diversos setores e fazer com que aquilo que estávamos acostumados se tornasse algo completamente diferente.

De forma mais objetiva, os valores não são mais os mesmos. O Design Thinking, por exemplo, fez com que o erro deixasse para trás o estereótipo negativo. Errar, agora, significa aprender, melhorar. Quem de fato adota isso, e não apenas fala, está construindo uma cultura organizacional digital. Uma pesquisa conduzida pela MIT Sloan Management Review constatou que as empresas inovadoras estão na frente quando se trata de transformação digital. Por qual motivo? Por concentrarem seus esforços em 3 áreas:

  • experiência do cliente;
  • processos operacionais;
  • modelos de negócio.

Dentro das três, o estudo averiguou-se que havia mais uma subdivisão, sendo que cada uma delas geraria mais três elementos, totalizando em 9 os pré-requisitos básicos para iniciar uma transformação digital:

  • melhor compreensão do cliente;
  • hacks de crescimento;
  • ampliar os pontos de contato com os clientes;
  • digitalização de processos;
  • capacitação de colaboradores;
  • gerenciamento de desempenho;
  • modificações digitais nos negócios;
  • criação de novos negócios digitais;
  • globalização digital.

A especialista Evgenia Bereziuk, em seu artigo sobre a diferenciação de tecnologia de RH e transformação digital, traz a seguinte afirmação “aqueles que não se adaptam a transformação digital falharão”. Dessa forma, as mudanças da digitalização se tornam o pilar de uma estratégia corporativa. Isso por conta do amplo leque de benefícios que são adquiridos: ampliação do alcance das empresas, melhorias nas tomadas de decisão; aceleração do desenvolvimento de novos produtos e serviços. É aqui que entram os gestores, líderes e profissionais de RH, eles irão encarar o desafio da digitalização e criar as condições e cultura interna para que uma transformação possa ocorrer com sucesso.

E como uma transformação digital pode ser bem sucedida? Neelie Verlinden, co-fundadora e editora-chefe da Digital HR Tech, apurou sobre a “Transformação digital de RH: Tudo o que você precisa saber” e concluiu que há 6 passos para começar com o pé direito na digitalização. São eles:

  1. Objetivo claro: a meta é o ponto de partida. Ela deve ser clara e estar de acordo com a perspectiva de negócio, com foco no usuário final. Os funcionários devem ser os beta tester de qualquer tecnologia (antes da empresa implementá-la).
  2. Todos juntos: funcionários, gestores, diretoria executiva, CEO. Todos devem estar envolvidos na transformação digital de RH, pois é algo que irá impactar toda a organização. É preciso do apoio da equipe inteira.
  3. Sem complicações: começar simples e pequeno. É o famoso conselho de não tentar dar o passo maior que a perna. Olhar inicialmente para os processos de RH que poderiam passar por uma reforma digital. Perguntar a opinião da equipe.
  4. Priorizar ideias: qual o impacto e o esforço das ideias? Começar apostando em ideias de alto impacto e baixo esforço.
  5. Avaliar desempenho: a transformação digital é genial, mas é preciso que existam resultados. Portanto, é essencial avaliar criteriosamente o que funciona e aquilo que não funciona.
  6. Valor da cultura: tecnologias sozinhas não são suficientes. A transformação digital ocorre por meio da mudança de mentalidade da empresa inteira.

3. Tecnologia de RH x Transformação digital

O principal desafio da transformação digital não está ancorado na proficiência em tecnologias digitais, como ressalta Evgenia Bereziuk em entrevista com Soumyasanto Sen, investidor em tecnologias de RH. Mas na questão anterior, a de ter um contexto favorável para que as mudanças ocorram e, por consequência, no aumento da maturidade da empresa. A digitalização não é somente mais uma palavra da moda, embora esteja sendo discutida mundialmente, mas sim um núcleo vital das estratégias corporativas. A transformação digital precisa ocorrer. Não há outra opção.

A transformação digital, sendo assim, é um fenômeno maior, que engloba as tecnologias de RH. Uma comparação realizada por Soumyasanto Sen consegue ilustrar bem a questão: mentalize uma caixa de ferramentas, uma daquelas que deixamos em casa para consertar, ajustar e fazer com que tudo esteja funcionando corretamente. Agora, imagine que é uma caixa com ferramentas digitais. As empresas também já possuem uma delas em sua “residência” e, dependendo da necessidade, há ferramentas diferentes. Há tecnologias de RH diferentes para dar suporte ao local de trabalho digital.

  • Tecnologia de RH: permite um ambiente de trabalho digital e é sustentada por estruturas de governança e processos de gerenciamento. Torna as empresas tecnologicamente habilitadas. É a transformação digital que orienta a tecnologia para uma economia digital. As tecnologias de RH apoiam os objetivos estratégicos.
  • Transformação digital: mais do que uma tecnologia. As pessoas são parte ativa, elas pensam e se transformam. Trata da capacidade da empresa e das pessoas de não só se adaptar, mas de impulsionar mudanças e inovações. É uma forma de organização. Tudo começa com uma nova mentalidade, não necessariamente com tecnologias.

4. Estratégia de RH e mudança de mindset

A cultural organizacional é a alavanca que move as rotinas e processos de todos os ambientes de trabalho. Fazer com que essa peça acione um ou outro comportamento é o que ocasiona a diferença nos cenários de inovação. Em uma estrutura tradicional, é natural, por exemplo, que exista uma certa resistência a um RH inovador. A CEO da Prophet, consultora, e autora do livro sobre “a marca do empregador”, Helen Rosethorn, analisa em uma entrevista para a Época Negócios sobre como são as ações de um profissional estratégico de RH. Ela explica que grande parte dos que estão no segmento acabam presos em um modelo tradicional e, por isso, executam exatamente (e somente) aquilo que está em um job description.

Tecnologias de RH? São somente adotadas em estruturas tradicionais quando há uma demanda do CEO ou cargo hierárquico superior. Nisto, não há de verdade um movimento em prol de uma mentalidade inovadora. A transformação digital acaba passando bem longe de um ambiente com essas características. Rosethorn afirma que é esse tipo de comportamento que acaba mitigando a competitividade das empresas. E como gerar uma revolução? A consultora orienta o RH a construir um ambiente satisfatório e gerar uma marca de positividade. O que está atrelado com tecnologias específicas que fazem parte de uma transformação digital em constante desenvolvimento e aprimoramento.

Em resumo, as empresas devem analisar se estão estruturadas para uma cultura de inovação. Ou seja, qual o seu mindset. Saber se está preparado para:

  • descentralizar decisões;
  • formar e dar autonomia a lideranças;
  • comunicar de maneira ampla, constante e transparente;
  • realizar avaliação contínua.

Para saber mais: consulte o nosso artigo “Inovação organizacional – por que a cultura é o centro da estratégia“.

5. As etapas da transformação digital

A transformação digital é uma das tendências que mais afeta a cultura da organização, impactando não só como ela faz, mas quem ela é. Brian Solis, analista principal da Altimeter e futurista, identificou 6 estágios nos quais as empresas passam até concretizar um modelo de maturidade e a digitalização. São elementos que devem passar por modificações simultâneas, servindo como guia de verificação para uma jornada de transformação digital. Conheça os 6 estágios:

  1. Business as Usual: no primeiro cenário, as empresas ainda operam com seu legado convencional de clientes, processos, métricas, modelos de negócios e tecnologia.
  2. Presente e ativo: experimentos realizados na organização por inteiro e que impulsionam a alfabetização digital e criatividade.
  3. Formalizado: a liderança deve apoiar somente o que for relevante para o negócio.
  4. Estratégico: o poder da colaboração é percebido pelas pessoas. Os esforços e insights compartilhados levam a novos roteiros estratégicos.
  5. Convergência: uma equipe de transformação digital é formada para orientar a estratégia da empresa e suas operações.
  6. Inovadora e adaptável: a transformação digital se torna o novo business usual e se estabelece um novo ecossistema.

6. Vantagens da tecnologia de RH

Quando as empresas procuram tecnologias de RH para inserir em sua evolução da transformação digital são esperados alguns benefícios em troca. Considerar e priorizar as vantagens corretas é o que será decisivo. Evgenia Bereziuk, especialista no assunto, elenca aquelas que devem ser consideradas quando se pensa na transformação da tecnologia de RH:

  • administração e compartilhamento fáceis de informações;
  • maior produtividade;
  • custo reduzido;
  • comunicação aprimorada;
  • análise de foco.

Há ainda muitos outros que, mais do que conveniência, um sistema de RH online deve proporcionar. Exemplos: acessibilidade contínua, auxílio na consistência, conformidade e privacidade, aprimoramento da experiência do usuário. No artigo “RH do futuro: como a tecnologia pode deixar a gestão de pessoas mais ágil”, há uma visão geral de metodologias que estão sendo utilizadas para inovar, como o método Scrum, feedbacks dinâmicos, design thinking, entre outras.

7. Por que algumas estratégias de RH falham?

Nem todas as implementações de estratégia de tecnologia de RH são um case de sucesso. Mas, se elas são ferramentas da transformação digital, quais são os principais problemas? Em primeiro lugar, a transformação digital não é somente um marco alcançado, mas algo mais complexo. Trata-se de todo um caminho que deve ser percorrido continuamente sempre atrás de um desenvolvimento constante. Portanto, afirmar que se chegou ao final dessa jornada é bastante duvidoso, pois encontrar um final pode ser sinônimo de estagnação. O mais correto é pensar que se está apenas no começo. Sempre.

A urgência e a continuidade são dois elementos imprescindíveis para estratégias de tecnologias de RH darem frutos. E, quando elas faltam, podem ocasionar em uma falha. Como no pensamento de growth hacking, o recomendado é sempre propor, praticar, mensurar, aprender, melhorar e construir novamente, em um fluxo sem linha de chegada. No entanto, entre as causas que podem gerar problemas em uma estratégia de RH, com base na lista de Berezuk, elaboramos um resumo no qual se deve estar sempre atento:

  • ter uma linha de tempo de evolução fixa, com começo, meio e fim;
  • adoção desmedida e sem planejamento de diferentes tecnologias;
  • resistência a mudanças ocasionadas pela transformação digital;
  • não pensar na experiência do usuário ao adotar uma tecnologia;
  • falta de colaboração e engajamento dos membros da empresa;
  • estratégias que não têm uma relevância sólida para o negócio;
  • falta de métricas para análises de evolução;
  • falta de equipes qualificadas para a implementação da estratégia;
  • inexistência de integração de tecnologias e informações já existentes com as novas;
  • lentidão nos processos e tecnologias obsoletas;
  • falta de alinhamento entre o setor de Tecnologia da Informação e o RH.

8. Conclusão

Muito tem se falado sobre transformação digital nos últimos anos, mas há uma confusão acontecendo no mesmo ritmo que as mudanças acontecem: transformação digital não é sobre digitalização de processos ou sobre contratar ferramentas inovadoras para otimizar o dia a dia nas empresas. Pelo contrário: existe um trabalho anterior a transformação digital que passa pela mudança do mindset para inovação.

Falar neste novo mindset passa por etapas como: criar um ambiente de inovação e criatividade nas empresas, investir na diversidade da equipe, capacitação de colaboradores e líderes, além de descentralizar decisões, dar autonomia para as lideranças e investir cada vez mais em comunicação interna.

A sua empresa está pronta para a transformação digital? Se você ficou em dúvida na hora de responder a essa pergunta, conheça os Workshops in Company. Neles, há cursos sobre Liderança para Inovação, Transformação Digital, Organizações Exponenciais e Design Thinking.

Se ficar alguma dúvida, não hesite em entrar em contato!

mercado de trabalho no futuro

Mercado de trabalho no futuro: como aumentar o seu poder de adaptação

Quando falamos sobre o mercado de trabalho no futuro, a discussão já transcende o questionamento sobre se haverá ou não automatização. Agora, a questão é muito mais específica, estamos prevendo quais serão as atividades que serão automatizadas e como se preparar para as mudanças. Dan Finnigan, CEO da Jobvite, publicou recentemente um artigo sobre um dos grandes medos da atualidade: os robôs roubarão empregos. Ou, talvez não seja exatamente assim, como defende o especialista. Mas, de uma forma ou de outra, as pessoas estão com medo. Em 2016, uma pesquisa divulgada pela Jobvite apurou que cerca de 55% de candidatos a empregos se mostravam, pelo menos, preocupados com a automatização do trabalho.

Entre os benefícios e consequências da transformação digital no mercado de trabalho no futuro, a automatização já é uma realidade. Há determinados empregos que se tornarão territórios de robôs, mas também novas possibilidades de carreiras profissionais surgindo em paralelo com as novas tecnologias. Como em todo processo de mudanças, é natural que exista o sentimento de ansiedade e a preocupação, como demonstrado pela pesquisa. No mesmo artigo, Finnigan aconselha: “vamos respirar fundo por um segundo”, pois nem todos os trabalhos serão automatizados e sim, os seres humanos são implacáveis em sua capacidade de adaptação e reinvenção.

Com tal cenário em mente, começa-se a ver uma nova perspectiva a partir da automação e da presença de robôs no ambiente profissional. Segundo o relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), aproximadamente 133 milhões de empregos no mundo poderiam ser criados com o auxílio de avanços tecnológicos no local de trabalho na próxima década, em comparação com outra previsão, a do deslocamento de 75 milhões de atividades profissionais. O mesmo relatório sugere que as inovações tecnológicas, originadas pela transformação digital, têm a capacidade de romper com o contexto atual e criar novas formas de trabalho, tal como na Revolução Industrial, quando a energia a vapor e a eletricidade possibilitaram a criação de empregos.

O ponto é que a tecnologia tem avançado em um ritmo acelerado, mas não é a primeira vez que acontecem mudanças tecnológicas. Desde a roda até Gutenberg, como explica Mynul Khan, CEO na Field Nation, os seres humanos inovam e se adaptam ao longo da história. Em cada caso, acabou-se levando a novas indústrias e atividades profissionais. Contudo, como afirma Klaus Schwab, presidente do WEF, os ganhos no mercado de trabalho no futuro a partir das tecnologias exigem um investimento em treinamento e educação para que os profissionais possam se adaptar.

O poder da adaptação no mercado de trabalho no futuro

Em uma programa sobre o mercado de trabalho no futuro, o Instituto Global McKinsey discutiu sobre o que será exigido dos trabalhadores. E, para se adaptar ao que virá, um dos pontos de destaque é o treinamento de novas habilidades e qualificação para atuar em novos empregos. Será preciso ajudar as pessoas a obterem habilidades mínimas necessárias para começar uma carreira em uma direção completamente nova. Entender o que está acontecendo a partir da transformação digital e vislumbrar oportunidades é o primeiro passo. A partir disso, cada profissional poderá potencializar suas capacidades para desempenhar atividades que estão sendo ou serão exigidas em um futuro próximo.

Pensando nisso, há três pilares que podem ser desenvolvidos para aumentar o poder de adaptação ao mercado de trabalho no futuro. São eles:

  • Inovação: a inovação pode englobar diferentes aspectos, e todos eles importantes, como a inovação aberta, a transformação digital, os negócios exponenciais e as lean startups. Para isso, será fundamental compreender a inovação dentro de um ambiente que motive, inspire e engaje em um ritmo de rápidas mudanças. Também entram novos modelos de gestão, formação de equipes de alto desempenho, conhecimento de mercado e os novos negócios que estão surgindo a partir de startups.
  • Design driven: design thinking, business design e design de serviços formam a tríade do design no mercado de trabalho no futuro. O que significa compreender a transformação dos próprios negócios, pessoas e necessidades. Com isso, ampliando a visão a partir do pensamento do design e a criação de novos modelos de negócios.
  • Design your life: com as mudanças acontecendo em um ritmo sem precedentes, entender onde o profissional está inserido ou poderá crescer em uma nova carreira é essencial. Dentro disso, procura-se aprender sobre propósito de vida, autoconhecimento, modelo de negócio pessoal e planejamento.

Empregos perdidos, empregos ganhos. O mercado de trabalho no futuro significará novas possibilidades e habilidades. Quer saber mais sobre o assunto? Veja como podemos desenvolver essas habilidades in company, em programas exclusivos para a sua empresa. Tire suas dúvidas e faça seus comentários!

valor para o cliente

O valor para o cliente e as frustrações de empresas despreparadas

Em todas as áreas existem tendências que despontam com força em determinadas ocasiões. Basta lembrar de como se passou a falar sobre o uso de Storytelling para comunicar valor para o cliente, do Design Thinking para entregar produtos e serviços com empatia e diversas metodologias ágeis de gestão. Todas são eficazes? Depende da sua empresa. Certamente, as ferramentas e metodologias têm muitas vantagens, mas elas não bastam por si só. Para que algo diferente seja implementado com sucesso, é preciso preparar o ambiente para inovar.

O que acontece com frequência é que um gestor ou colaborador acaba se encantando com uma ferramenta de gestão e quer entregar valor para o cliente. Até aí, nada de errado. Mas no afã de implementar uma inovação na organização, acaba esquecendo que é preciso que exista uma infraestrutura que ampare a solução. As pessoas precisam estar preparadas, a alta direção deve estar disposta a mudar ou fazer certas concessões, o próprio mindset deve entrar em jogo. Quando isso não acontece, as chances de fracasso são enormes. Mas a culpa não está na ferramenta.

Anteriormente, falamos em como o Design Thinking é uma abordagem que pode ser adotada  todas as empresas, de uma forma colaborativa para a  proposição de solução e experimentação. Para entregar valor ao cliente é preciso estar preparado para errar e aprender com isso. Ou melhor, aprender e otimizar. Se a empresa não oferece um ambiente favorável para aplicar uma metodologia que se baseia na evolução contínua e, consequentemente, em falhar para acertar, não há como culpar a ferramenta. Por esse motivo, sugerimos  que seja aplicado por quem quer realmente promover mudanças e desenvolver habilidades diferenciadas, como a empatia, a experimentação, a colaboração, a multidisciplinaridade e a autonomia

O exemplo acima apenas ilustra que as ferramentas de gestão e de entrega de valor para o cliente precisam de algo mais para que efetivamente obtenham resultados. É preciso comprometimento. Não basta adquirir ou implementar técnicas sem que as pessoas estejam preparadas. O resultado pode ser nulo ou, ainda pior, manchar a imagem da marca com experiências negativas para o consumidor.

Os mitos que muitas empresas ainda acreditam

O uso das ferramentas de inovação ou, na verdade, seu mau uso está atrelado igualmente a diversos mitos que as empresas têm sobre seus consumidores. Por essa razão, pensam que estão entregando valor para o cliente, mas podem estar apegados a falsas premissas. O mundo mudou, o público mudou, mas será que a sua empresa está mudando no mesmo ritmo? Pensando nisso, separei alguns dos insights que o Google apresenta no ThinkWithGoogle e que podem auxiliá-lo a aplicar com mais eficiência ferramentas e metodologias de gestão. Confira:

1. As pessoas não têm mais foco: mito! As pessoas estão prestando mais atenção do que nunca, mas não querem ter seu tempo roubado por aquilo que não é interessante para elas. Por isso, é preciso conhecer bem a persona ou personas que sua empresa atende.

2. Os diferentes tipos de tela recebem a mesma atenção: mito! Cada aparelho tem uma utilização diferente, inclusive na própria postura adotada pelo usuário: modo lean forward (inclinado para frente) e lean backward (para trás). O primeiro é bastante utilizado quando se procura aprender algo, busca informações, pesquisa para compras ou está investigando algo específico. O segundo é associado com diversão, relaxamento e passatempos.

3. As pessoas ignoram anúncios: mito! Os consumidores são fisgados por anúncios que chamam atenção e que dão a impressão de falar diretamente com eles. É preciso produzir campanhas relevantes com uma ótima experiência visual. Depois, mantenha-os com você!

Por que é tão relevante derrubar esses mitos? Manter o foco na entrega de valor para o cliente significa estar preparado para conhecê-lo. Saber quais são as suas preferências e aquilo que os afastam.

Está preparado para conhecer e entregar valor para o cliente?

Entregar valor ao cliente só será alcançado quando houver uma harmonia entre negócio-consumidor. Nisto, entram ferramentas de inovação que podem facilitar o relacionamento. Mas, como dito, só funcionam se os gestores e colaboradores estiverem preparados para fazer o melhor uso delas. O que isso significa? Conhecer o público-alvo é estar aberto a receber feedbacks, mesmo os mais “pesados”. E, mais do que isso, receber feedbacks de forma positiva, enxergando-os como uma nova oportunidade para otimizar seus produtos e serviços.

Feedbacks, que qualquer ordem, mesmo os mais graves e reclamações, não devem ser vistos como ofensas pela organização. Mas como parte de um processo de entendimento e aperfeiçoamento. Lembra do Design Thinking? Falhar, aprender e seguir em frente. Agora, entram ainda as habilidades de conhecer a fundo as personas do seu negócio e saber como oferecer um bom atendimento. Sem isso, metodologia alguma salvará a sua proposta ou iniciativa.

O portal Pequenas Empresas e Grandes Negócios produziu uma reportagem somente sobre isso: como atender bem. No contexto deles, é colocado como atender bem pessoas “difíceis”, mas podemos entender como “pessoas insatisfeitas que podem contribuir com o crescimento do meu negócio”. Entre as dicas, estão:

1. Ouvir com atenção. Não interrompa ou discuta. Tente entrar em sintonia e manter a compreensão.

2. Empatia, empatia, empatia. Não só demonstre que entende como, de fato, se coloque no lugar da outra pessoa. Dê sinais de que está de acordo com o que está em pauta.

3. Sem levantar a voz. Ânimos exaltados nunca são uma boa ideia. Usar um tom de voz baixo, mais calmo e devagar poderá fazer com que exista uma reflexão maior por ambos os lados.

4. Isso não é pessoal. As críticas e feedbacks são sobre um produto ou serviço, não sobre seu desempenho profissional.

5. Cumpra compromissos e explique os próximos passos. Prometeu retornar o contato? Retorne. Compromissos cumpridos são capazes de reverter situações negativas e fidelizar clientes. Quando finalizar o feedback ou reclamação, o consumidor deve ter certeza do que será feito em seguida: qual a solução, próximos passos e o que deve esperar.

Esses são apenas alguns dos passos que prepararão uma empresa para absorver feedbacks, focar e entregar valor ao cliente. Por isso, quando for implementar uma ferramenta ou metodologia de inovação, procure especialistas, treinamentos e prepare o terreno para conseguir receber os benefícios. Quer saber mais? Acesse aqui e conheça os workshops que realizamos in company sobre esse e outros temas.

grandes empresas

Grandes empresas x startups: o que essa comparação ensina ao mercado

Com a palavra “inovação” aparecendo em diversos locais, é natural que os gestores de diferentes áreas se tornem mais atentos em relação a mudanças do mercado. Steve Blank, professor emérito de Stanford e UC Berkeley e uma autoridade em empreendedorismo, traz a questão da cobrança excessiva de que “é preciso inovar”, mas de que pouco se fala do que está impedindo isso de acontecer. Inclusive, alerta para duas premissas muito importantes neste quesito: um startup não é uma “versão menor” de uma grande empresa. Da mesma forma, grandes empresas não são “versões maiores” de startups.

O que isso significa? Que ambas têm características distintas e de que não é preciso haver uma padronização sobre “inovação”. Startups trabalham de uma forma e grandes empresas talvez precisem ir por um caminho diferente. No entanto, há diversos obstáculos que podem ser superados quando uma olha para outra. São processos, metodologias e lideranças, por exemplo, que podem funcionar muito bem em uma e, por isso, podem ser incorporados ou personalizados em grandes empresas.

Steve Blank, para esclarecer a questão, explica que uma startup é uma organização temporária com o objetivo de procurar e encontrar um modelo de negócio com possibilidade de escalar e ser replicável. . Em contrapartida, grandes empresas contam com  modelos de negócios testados e validados e em vez de “procurar e encontrar”, elas o executam.  Por essa razão, é que nem sempre é tão fácil trazer ações criativas, inovadoras e disruptivas.

Quando se fala em inovação para grandes empresas há uma barreira bem clara: os modelos de negócios comprovados. Não é mais preciso ir atrás de um norte, como em uma startup, pois já se tem um guia para criar produtos e serviços. Porém, o que acontece é que as equipes absorvem isso como uma máxima imutável. É um dado que precisa ser executado todos os dias. As métricas de sucesso e recompensa estão baseadas nisso. Então, como inovar em um cenário assim?

Inovar é caótico, confuso e incerto. Neste quesito, as ferramentas e mindset das startups conseguem agir de forma rápida até mesmo em uma mudança de cultura interna.

O que grandes empresas podem aprender com startups

Primeiro, é preciso desmistificar a imagem de que startup não tem disciplina. A inovação requer organização. Blank e Pete Newell ensinam que para inovar é preciso uma arquitetura baseada em evidências, com processos funcionando de forma ágil e priorização de problemas, ideias e tecnologias. A Inovação Lean, que pode ser extraída de Lean Startup, um método que evita desperdícios para entregar rapidamente qualidade, conhecimento e prática, pode ser adaptada para grandes empresas.

Na Inovação Lean, há seis etapas que conseguem ser assimiladas por grandes empresas. O que mostra, mais uma vez, que não é preciso se tornar uma startup para inovar, mas entender dentro do seu contexto que há ferramentas que podem contribuir com um objetivo fora do tradicional.

1. Abastecimento: formatar um período de dias no qual um grupo criará um apanhado de problemas, ideias e tecnologias que devem ser investidas.

2. Curadoria: os responsáveis por inovar vão para a rua. Eles saem da zona de conforto do escritório e vão até clientes e colegas. Isso possibilita identificar novos problemas, variações de uma necessidade, soluções que cabem dentro de cada orçamento, etc. Com isso, é possível prototipar, começar com o Minimum Viable Product‎, o chamado MVP.

3. Priorização: a lista de ideias é refinada de acordo com a pesquisa anterior, no qual são avaliadas questões técnicas, legais, orçamento, entre outros. Nesta etapa, os projetos são categorizados, o que diz respeito ao quanto será investido, por quanto tempo e sua viabilidade.

4. Soluções e testes: depois que as ideias são priorizadas, a equipe de inovação procura por soluções e começa a testar hipóteses, sem medo de falhar.

5. Incubação: com a hipótese validada, começa a construção de fato de um MVP e o alinhamento da integração da equipe. Para que isso aconteça, é essencial uma liderança que garanta recursos e orientação.

6. Integração e reestruturação: Após a validação dos testes,  a solução dá os passos iniciais na integração dentro das grandes empresas. Aqui também são corrigidos desvios que são rapidamente reestruturados.

De quais outras formas startups podem ajudar grandes organizações?

Existem ainda outros conceitos que podem ajudar grandes empresas. São abordagens e ferramentas de startups que têm tido bastante sucesso.

●  Equipe enxutas: não há um número pré-determinado por projeto, mas não se chega até dez pessoas. Se necessário, a empresa deve dividir o projeto em fases.

●  Carreira em T: profissionais têm sido mais valorizados por uma combinação interessante de conhecimento em vários assuntos, mas com profundidade e expertise em um deles.

●  O erro faz parte da inovação: é preciso experimentar. Para isso, o medo de errar não deve fazer parte da equipe. Pelo contrário, significa insumo para tentar novamente.

●  Propósito: um projeto, serviço ou produto deve estar baseado na resolução de problemas reais.

Como bônus, as chamadas “lições aprendidas” para inovar em grandes empresas por Steve Blank:

●  Inovar em grandes empresas é mais complexo do que em uma startup;

●  KPIs e processos precisam ser inovadores e responsivos, não baseados somente em execução repetitiva;

●  Cada vez que um processo de execução entra na empresa, a inovação se torna mais distante;

●  As grandes empresas precisam mais do que entender e falar sobre inovação, mas obter ferramentas e colocar em prática;

●  É fundamental políticas, procedimentos e incentivos com foco em inovação.

Quer mais dicas de como grandes empresas podem adotar de forma eficaz métodos de uma startup (sem precisar se tornar uma)? Fale conosco!

Ideias inovadoras

Ideias inovadoras surgem com o business design: saiba aplicar

Como a minha empresa pode ter mais ideias inovadoras? Se você já se perguntou alguma vez sobre isso, está na hora de adotar a abordagem do business design. Primeiro, precisamos entender que inovação não se trata de revoluções – embora, elas sejam ótimas em algumas ocasiões. É muito mais aperfeiçoar processos e caminhar em direção ao futuro, sem deixar que o tradicionalismo seja uma corda que prende a empresa no mesmo lugar. É comum associar a inovação com “soluções bilionárias” ou “novos Facebooks”. Porém, pequenas conquistas também têm seu valor.

As ideias inovadoras, dentro do business design, são baseadas em uma estrutura lógica, que permite partir de hipóteses e testar, errar, tentar mais uma vez. Nem sempre são pressupostos que  modificarão  completamente um produto, mas podem ser funcionalidades ou, até mesmo, processos de área, que  trarão um impacto positivo ao negócio. O que acontece por conta dessa motivação criadora guiada por uma estrutura de gestão, não é fazer apenas por fazer, como dizem. Existe um propósito por trás de tudo e ele é executado de uma  maneira lógica.

Ideias inovadoras são óbvias

Um dos artigos considerados “clássico” pela Harvard Business Brasil fala sobre como a inovação é óbvia. Peter Drucker, grande nome da administração, em sua explanação, trata sobre a ligação entre ideias inovadoras e empreendedorismo. Também, interligado com isso, afirma que as oportunidades não se ajustarão ao modo de “fazer”, “abordar” ou “definir” da indústria. Por isso, refere-se a redefinir, inclusive, modelos de comercialização que geram propostas diferentes de valor.

Outros pontos relevantes são: mudanças de percepções não deixarão um produto ou fato diferente, mas darão um significado novo, de forma rápida e impactante. Por fim, aprende-se que um grande  elogio que pode ser feito quando se está buscando esse propósito é alguém dizer: “mas isto é óbvio!”. É tão natural que é intuitivo e faz com que os outros se perguntem “como não pensei nisso antes?” ou “não posso mais ficar sem isso agora!”.

Como alcançar ideias inovadoras?

Existem algumas formas de agir e pensar que podem ser desempenhadas para alcançar ideias inovadoras em conjunto com business design. Quando trabalhamos o potencial das empresas, há três trilhas que são nossos pilares: inovação, design driven e mentoria. Conheça um pouco de cada uma delas.

1. Trilha de Inovação

As ideias inovadoras são abordadas com um olhar macro e que engloba, por exemplo, um universo dinâmico como o das startups. As empresas que estão procurando se reinventar, conseguem enxergar oportunidades de negócios e se manter dentro dos modelos atuais de mercado. A aplicação da trilha parte de quatro pontos: inovação aberta, transformação digital, negócios exponenciais e lean startups.

● Inovação aberta: ideias inovadoras que são originadas a partir de propósitos inspiradores e ambientes preparados para mudanças cada vez mais rápidas.
● Transformação digital: modelos, processos e tecnologias que forma equipes high performance.
● Negócios exponenciais: os dados sendo trazidos para gerar conhecimento e inovar.
● Lean Startups: como as ideias inovadoras surgem com base nas startups.

Saiba mais sobre a Trilha de Inovação.

2. Trilha Design Driven

Complementando as ideias inovadoras relacionadas com business design, a Trilha Design Driven permite a abertura de processos de transformação dentro da empresa, organizados em sintonia com: design thinking, business design e design de serviços. Dentro disso, é visto:

● A importância do foco nas pessoas e suas necessidades para transformar negócios.
● Utilização do design como ponto de partida, ampliando a visão organizacional.
● Desenho de novos modelos em cima de transformações digitais.
● Formas de comunicação que podem se tornar diferenciais, como as narrativas.

Saiba mais sobre a Trilha Design Driven.

3. Trilha Mentoria (Design your life)

A mentoria faz uma análise do ambiente de mercado e dos clientes para proporcionar novas estratégias e prevenir obstáculos. Traz um verdadeiro norte para tomar as melhores escolhas, isso com o auxílio de redefinições de vida pessoal e profissional. Por essas razões, são examinados: propósitos, autoconhecimento, modelo de negócio pessoal, prototipagem de ideias inovadoras, satisfação com decisões e planejamento.

Saiba mais sobre a Trilha de Mentoria.

Quer saber mais sobre as possibilidades para obter ideias inovadoras com business design? Entre em contato conosco!

oportunidade de negócio

3 ameaças para quem desconsidera o Business Design uma oportunidade de negócio

Por que se tem comentado sobre Business Design? Anteriormente, comentamos sobre os motivos para as empresas apostarem suas fichas no conceito. Na ocasião, mostramos que uma oportunidade de negócio do futuro – não muito distante – só virá se estiver baseada, principalmente, em duas vertentes: a partir de um profissional que consiga agrupar os princípios norteadores do design e da gestão  de empresas. Não se trata somente de um único conhecimento, mas de uma série de habilidade reunidas que ajudarão a entrar nas características que o mercado está exigindo mais fortemente.

Mas, afinal, quais são as características que mudaram – e estão transformando cada dia mais – o mercado? Estamos vivendo “o mundo VUCA. VUCA é um acrônimo, em inglês, que traduzido fica: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. O que isso significa:

  • Volatilidade: O mundo muda rápido.  Volatilidade refere-se à natureza volátil e à dinâmica da mudança, bem como à velocidade das forças inconstantes que provocam a mudança e seus catalisadores.
  • Incerteza: com as transformações ocorrendo em milésimos de segundos, não há mais espaço para estagnação. As incerteza precisam ser consideradas numa oportunidade de negócio e é preciso saber como agir diante disso. Refere-se à falta de previsibilidade, às probabilidades de surpresa e ao senso de perplexidade e hesitação na compreensão das questões e eventos.
  • Complexidade: o inesperado gera complexidade e as mudanças trazem mais significados, soluções ou necessidades que antes não faziam parte das nossas rotinas. É preciso aprender a decifrar o que está neste contexto e aplicar a multidisciplinaridade. Refere-se às múltiplas forças, às questões indistintas, ao caos e à confusão que cercam o ambiente organizacional.
  • Ambiguidade: não há mais 8 ou 80. Uma oportunidade de negócio deve lidar com os dois lados de uma situação. A clareza não está presente nos eventos, mas o desconhecido também não pode ser visto como um inimigo. É  encontrar as soluções nas entrelinhas.

Diante disso, o Business Design se mostra uma opção para atender aos anseios dessa situação. Além de lidar com as novas características do mercado que proporcionarão oportunidade de negócio ou uma solução disruptiva, ele incorpora  a abordagem do Design Thinking. Ou seja, foco no usuário, mas dentro de uma proposta sustentável. David Schmidt, business designer e empreendedor, ressalta que com as mudanças promovidas pela evolução tecnológica e o surgimento de startups, há uma necessidade de abandonar  o modelo tradicional. De acordo com o profissional, é possível visualizar a aplicação do Business Design das seguintes formas:

  • aplicação de métodos e processos de design para auxiliar a desenvolver e inovar numa oportunidade de negócio;
  • criação e captura de valor;
  • transformação de uma proposta de valor em algo real para os negócios;
  • dar sentido aos novos valores que são criados com foco nas relações.

O que se perde em uma oportunidade de negócio sem Business Design?

1. Não saber como enfrentar problemas

Como vimos, há um novo mercado e anseios dos profissionais. Por sua vez, o inesperado surge de duas formas, para o bem e para o mal. Olhar para os problemas e desafios de forma tradicional fará com que os resultados sejam sempre os mesmos ou, ainda pior, não exista uma resolução efetiva. Se não entender o cliente e se preocupar com os propósitos que ele valoriza, a inovação passa longe, assim como qualquer oportunidade de negócio.

2. Enxergar o ato de “falhar” como negativo

Os princípios do design  consideram a possibilidade de falhar como oportunidade para aprender. Aliás, falhar rápido e aprender com isso. É preciso que exista um planejamento dentro de uma oportunidade negócio, mas para que seja realmente disruptiva, as pessoas precisam perder o medo de errar. O sentimento de “tentar algo novo pode ser perigoso” acaba minando qualquer pensamento criativo ou cultura de inovação de uma empresa.

3. Focar apenas em uma disciplina e esquecer da outra

Como Michael Eales, business designer e sócio da Business Models Inc., empresa global de inovação, alerta: um business designer precisa fazer uma fusão de disciplinas para que ocorra uma inovação sustentável. Assim, se traz o melhor do Design Thinking para criar uma oportunidade de negócio que esteja dentro de uma gestão  realista. Quando se consegue fazer essa aliança, outras formas de lidar com os desafios acabam surgindo e vencendo uma das características do VUCA, que é a incerteza. A união das duas abordagens proporciona formas operacionais de criar e oferecer valor ao cliente.

Quer saber mais sobre como criar uma oportunidade de negócio dentro do Business Design? Entre em contato conosco!

business design

Business design: apostem suas fichas nessa abordagem

Nos textos sobre Gestão do conhecimento falamos que um uma empresa inovadora não se faz apenas com tecnologia de ponta, mas também pela mente das pessoas que estão dispostas a promover a mudança. Esse combo alinhado a metodologias que auxiliam na coleta e análise de dados impulsiona o desempenho da equipe, otimiza os resultados e cria soluções para facilitar o dia a dia nas empresas, além de entregar valor ao cliente. Se esses objetivos juntos fizeram você lembrar dos artigos sobre Design Thinking e também no processo produtivo das organizações exponenciais, hoje ainda vamos relembrar  um novo conceito: o business design.

A própria palavra design já explica boa parte do trabalho de um business design. Em tradução livre, o termo significa “desenho” e vem do verbo designare que nada mais é do que traçar, marcar ou mostrar uma direção. Nas palavras de Michael Eales, business designer da Business Models Inc., um profissional que atua neste segmento está preparado para aplicar princípios tanto do design quanto da administração de negócios. Ou seja, é utilizar o conhecimento das duas áreas para criar novas abordagens operacionais e desenvolver processos mais fáceis de executar, principalmente quando se tratar de projetos complexos.

Um profissional do business design pode ser contratado sempre que um novo produto ou serviço for lançado ou ainda quando surgir necessidade de reinventar os que já estão no mercado. Isso porque os profissionais da área partem do princípio que as várias etapas de um negócio, desde a ideia inicial até o lançamento, são hipóteses que podem ser prototipadas e melhoradas depois de vários testes.

Business design, governo e atendimento aos cidadãos

Michael Eales e sua equipe conseguiram bons resultados ao trabalhar com algumas agências governamentais da Austrália. Eles partiram da premissa de que os problemas que o governo tentava resolver precisava de uma abordagem diferente das que levaram à situação atual. Para tanto, Eales convidou os líderes para olhar a questão com a mentalidade de um iniciante, o que muitas vezes levou a administração pública a passar um tempo com os cidadãos entendendo as suas reais necessidades.

Em entrevista ao Singularity Hub, ele contou que o Departamento de Indústria da Austrália passou por alguns problemas financeiros que obrigou duas áreas diferentes do departamento a se agruparem: uma era mais voltada para o financiamento de empresas e a outra estava focada no crescimento dos negócios. Dessa forma, enquanto os primeiros tendiam a dizer “sim” para ajudar os empresários; a segunda dizia “não” por conta do orçamento limitado. Esse cenário é ou não é uma boa oportunidade para contratar um business designer? Foi então  que a equipe de Eales entrou em ação. Eles colocaram os dois grupos para conversar diretamente com os empresários e entender como esses gestores se viravam para conseguir o financiamento, mas sem deixar de se preocupar com os outros recursos oferecidos pelo governo.

O resultado desse trabalho foi o surgimento na Austrália do the Entrepreneur’s Infrastructure Programme (em tradução livre: Programa de infraestrutura do empreendedor). Nele, o governo primeiro concede suporte para as organizações se tornarem mais competitivas para só depois falar sobre financiamento. Entre os auxílios oferecidos podemos citar: assessoria de negócios, ajuda para pequenas e médias empresas para comercializar novos produtos e disponibilização de mentores para ajudar esses profissionais a identificar quais os entraves que impedem o crescimento dos negócios.

Eales e sua equipe por meio da abordagem do do business design conseguiu com que as agências e escritórios públicos dialogassem diretamente com as empresas e reduzissem a complexidade que norteiam os financiamentos. É uma forma arrojada de recriar um modelo de negócio que ainda rendeu o prêmio Design Pioneer award para eles.

Gostou de saber mais sobre o business design? Veja aqui como estamos aplicando esse conceito no desenho de novos modelos de negócios. Ficou interessado? Faça um contato conosco.

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Empatia organizacional: desafios e poder das relações interpessoais

Precisamos falar sobre empatia. Para alguns, essa palavra significa colocar-se no lugar do outro. Nada errado com isso, no entanto, podemos ampliar tal significado para chegar ao calcanhar de Aquiles de muitas empresas: a falta de comunicação e desenvolvimento de talentos. A empatia organizacional só é possível com uma comunicação personalizada e eficiente. Com uma gestão de pessoas focada nas aptidões humanas e em seus contextos de vida. Com um ambiente que favoreça a cooperação. Afinal, como compreender o outro e extrair-lhe o melhor, sem ter um meio de se comunicar com ele?

Quantas oportunidades a sua empresa oferece para você expor suas ideias, dúvidas e ambições? Como promove o diálogo entre as pessoas? Em que pilares baseia a gestão de equipes e lideranças? As respostas para essas questões mostram não somente o nível da empatia organizacional nas empresas, como também pontos importantes para evolução do modelo de negócio.

Isso porque, quando trabalhamos em modelos de negócios colaborativos, conseguimos linkar mais facilmente aptidão, comportamento e reação das pessoas com suas vivências. Cada um precisa ser compreendido dentro de seu contexto, que inclui não somente o que está nos currículos, mas também estrutura familiar, valores e itens ainda mais subjetivos.

Porém, infelizmente, a maioria das organizações ainda engatinham quando o assunto é empatia organizacional. De um lado, existe a ideia equivocada de que ser empático é “passar a mão na cabeça” dos menos favorecidos em determinadas situações. De outro lado, há o entendimento da empatia como a habilidade de tratar o outro como você gostaria de ser tratado.

Porém, o viés principal dessa discussão é saber como o outro gostaria de ser tratado. É valiosa, portanto, a percepção dos gestores sobre o universo de cada membro de sua equipe. Isso facilita o relacionamento interpessoal e ações estratégicas, como direcionar atividades, estimular habilidades e, inclusive, propor posições mais coerentes com as aptidões de cada um.

Eis, portanto, o xis da questão: a empatia organizacional é um diferencial na gestão de negócios, pois consegue identificar perfis certos para liderança, além de antecipar conflitos e reter talentos. É também o caminho para uma comunicação de grande alcance e clareza no ambiente corporativo.

Empatia organizacional não é paternalismo, nem gentileza

Inteligência emocional é um termo já bastante utilizado no mundo dos negócios. Quem possui autocontrole, especialmente em situações de crise, autogerenciamento e um bom ‘feeling’ para a convivência em grupo está um passo à frente dos demais. Parte dessa inteligência é feita de empatia. Mas não vamos confundir empatia organizacional com paternalismo ou com privilégios. Inclusive, falamos sobre a importância desse equilíbrio no post líder do futuro.

Quando se trata de ambiente profissional, precisamos lidar com critérios igualitários e justos para todos. É aqui que entra o equilíbrio emocional, já que a empatia está em um limiar bem sutil entre a habilidade de perceber o outro e o paternalismo. Na prática, muitas vezes o gestor reconhecido pela empatia é aquele que beneficia determinado grupo, passando por cima de critérios já estabelecidos. Mas empatia organizacional não é gentileza, nem “apego”emocional.

Aliás, uma das grandes armadilhas da empatia é exatamente o envolvimento emocional profundo que impede o gestor de tomar certas decisões, que faz com que sua atuação tenha muitos pesos e medidas.

Como iniciar uma sensibilização para empatia na empresa?

Essa pergunta rende muitas respostas! O início, sem dúvida, faz parte de uma mudança cultural que prioriza a colaboração e promove a comunicação em diversas vias. Isso inclui perfis diferentes de liderança (no lugar de chefões) e estruturas pró-autonomia.

Há muitas ferramentas e técnicas de gestão para incentivar um maior envolvimento entre as pessoas e, consequentemente, testar a empatia e o equilíbrio emocional. Quando trabalhamos com modelagem de negócios, por exemplo, usamos a abordagem Design Thinking que tem entre seus princípios a empatia. Pensar como o cliente/usuário para criar algo relevante ou entender o impacto de certas mudanças na vida de um colega são alguns exemplos práticos desse trabalho.

Como a sua empresa lida com o relacionamento interpessoal? Compartilhe experiências interessantes sobre o assunto.

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Design Thinking não é restrito a empresas inovadoras

O que fazer com os dados gerados pelo Design Thinking? Como empresas inovadoras conseguem aproveitar a etapa de experimentação para dar sequência ao projeto de mudança? Essas e outras questões mostram que o Design Thinking (DT) é um tema inesgotável. Quanto mais aplicamos suas técnicas, mais insights conseguimos obter para realimentar o processo de inovação. Por isso, ressalto que a ferramenta pede uma aplicação contínua, pois nem sempre teremos um resultado viável em apenas uma abordagem. O DT deve ser parte da cultura de inovação.

Ao colocar as ideias em teste, na fase de prototipagem, chegamos a um ponto importante do Design Thinking, no qual surgem diversas respostas para o objetivo inicial. Talvez a mais importante delas seja o impacto da proposta no mercado. Se, além de viável para a empresa, aquele protótipo reflete o desejo e as necessidades do público-alvo. No contexto de grandes empresas inovadoras, a experimentação pode ser mais simples, pois há recursos destinados ao processo e uma cultura do ‘aprender fazendo’ já consolidada. Mas como incluir a concretização de ideias na rotina de todas as organizações?

Primeiramente, vamos esclarecer que a prototipagem do Design Thinking não é necessariamente o produto pronto para uso (aqui compartilho um link bacana sobre o assunto). Isso sim seria um grande custo para as empresas e a ferramenta ficaria restrita a grandes indústrias. A representação de uma ideia pode estar em um simples pedaço de papel, na web, em peças de Lego, storyboard, na encenação de uma situação (ideal para propostas de melhorias em prestação de serviços). O importante é que o protótipo transmita aos participantes, da maneira mais clara possível, seus objetivos e uso. Com isso, é possível reduzir as incertezas e, consequentemente, os riscos do projeto e seu custo. Em meus workshops tenho presenciado esse momento como a grande oportunidade para a equipe do projeto conversar entre si, alinhar as expectativas e chegar a consensos muitos importantes que, por qualquer motivo, não tinham surgido antes.

Pós-experimentação em empresas inovadoras (ou aparentemente não tão inovadoras)

Eis o xis da questão: empresas inovadoras utilizam o conhecimento adquirido na experimentação para planejar a chegada do produto ou serviço ao mercado, ou a introdução de um novo processo. Fazem isso com um profundo conhecimento, tanto do produto quanto da experiência do público-alvo (empatia).

Mas vamos deixar um pouco Google, Apple, Uber e outras cases inovadores de lado para falar sobre um exemplo interessante do centro de inovação da Veterans Affairs (EUA). Para servir melhor os veteranos de guerra (problema a ser resolvido), a instituição pública criou um processo contínuo de Design Thinking (mapa de empatia, jornada do usuário e diversas outras ferramentas) focado em necessidades, comportamentos e experiências dos clientes (feedback).

A ideia se baseou em princípios básicos: usar e abusar da empatia, buscar os clientes onde eles estão (uma pró-atividade que já faz parte da experimentação), testar ideias com seu público e colocar o veterano como foco de todas as etapas do desenvolvimento de produtos, serviços e processos. Este kit disponibilizado pela instituição é o norte do projeto e dá para identificar todas as etapas do DT, inclusive prototipagem rápida e testes de usabilidade. Com a prática, a instituição conseguiu identificar os altos e baixos no relacionamento com seus clientes para reformular seus processos e criar um padrão para as redes de atendimento.
Se olharmos ao redor, vamos perceber que o Design Thinking já é realidade. Em cada setor, ele mostra uma maturidade diferente, mas nunca devemos vinculá-lo apenas a startups ou grandes corporações de tecnologia.

Por essas e outras que defendo: DT não é moda passageira. Muito pelo contrário! Com o uso de suas ferramentas, especialmente da prototipagem, conseguimos enxergar como as pessoas se relacionarão com novos processos, produtos e serviços. A partir dessa interação, fica muito mais simples perceber os pontos fortes e os riscos dos projetos, ter novas ideias para melhorias e realimentar a criatividade, que é uma grande aliada da inovação.

Quer conhecer mais sobre como inovar em sua organização? Faça um contato conosco.

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Experimentação: tente, erre e acerte usando a lógica do design

No conteúdo anterior, falei o quanto o Design Thinking é relevante para transformar ideias em produtos, serviços e novos processos, além de ampliar conhecimento e estimular a inovação. Muito longe de ser apenas uma abordagem para reflexão, o DT se apoia em alguns pilares, sendo que um deles é a experimentação. Ou seja, constrói-se para pensar e aprender. Aqui temos um grande desafio para organizações que desejam mudanças culturais e estruturais. O medo de errar, muitas vezes, impede ou limita a fase de testes das ideias mais promissoras que surgem durante a prática do Design Thinking.

O fato é que a experimentação constitui uma ação fundamental para antecipar falhas e reduzir custos. Aplicada da maneira adequada, como parte do processo criativo, ela melhora a visão para solucionar problemas e para identificar qual papel de determinado produto nos planos da empresa. Não é possível, portanto, pensar a inovação sem efetivamente saber se aquele produto ou serviço cumpre as expectativas do mercado. Mas por que é tão difícil incluir prototipagem e testes no processo de desenvolvimento das empresas?

Acho importante relacionar essa conversa à cultura de inovação. A abordagem do DT está diretamente ligada a um ambiente propício para a criatividade. Não adianta, por exemplo, iniciar um novo estudo sobre um novo modelo de negócio ou melhoria de um processo, a partir do Design Thinking, se não existe apoio dos gestores ou um canal para feedback entre as equipes.

4 desafios da experimentação no Design Thinking

1. Lidar com erro. Poucas empresas incorporam a ideia de que as falhas servem para ampliar a visão sobre o negócio e para agregar conhecimento. Quando consideramos a estrutura hierárquica tradicional, com decisões unilaterais e sem brecha para discussões, fica ainda mais claro perceber que gestores têm muito medo de errar. A falha parece um atestado de incompetência, como se tivéssemos todas as respostas para cada situação que aparece no dia a dia empresarial. Mas é a vivência de momentos inesperados e a oportunidade de rever processos e de testar novos modelos que nos preparam para o acerto.

2. Saber consertar o erro. Ainda mais difícil do que encarar a falha é estudar uma maneira de consertá-la. A experimentação no Design Thinking coloca em evidência os riscos e os erros das propostas e cabe aos participantes um plano de ação para reduzir as ameaças e tornar a iniciativa viável, desejável e em harmonia com o mercado.

3. Tempo x custos. “Experimentação é um gasto de tempo e de dinheiro”. Com certeza incluir a fase de testes e repeti-la em diferentes momentos do DT é uma prática que consome horas de dedicação. Mas qual o custo de um produto que já chega ao mercado mal sucedido?

Temos muitos casos de lançamentos com um desempenho ruim em vendas. Grandes empresas estão sujeitas a isso, até mesmo as mais inovadoras. O Google, por exemplo, já teve as suas escorregadas. Em 2009, lançou o Google Wave para unir SMS, e-mails e redes sociais em um só lugar. Mas parece que o público-alvo não estava querendo algo do tipo e o produto foi encerrado apenas um ano depois. Ainda tem o fiasco do Google TV, iniciativa da empresa para entrar no mercado de mídia doméstica.

Será que essas frustrações poderiam ser evitadas com mais fases de experimentação e com um amplo entendimento da demanda e do desejo do mercado? Quantos milhões seriam economizados? Na corrida pelo pioneirismo ou para estar sempre no páreo com a concorrência, nem sempre há tempo. Fica a escolha entre assumir alto risco (e alto custo) ou desenvolver utilizando técnicas e abordagens eficazes.

4. Respostas imediatas. Infelizmente (ou, melhor, felizmente), não sabemos todas as respostas. Por isso defendo a experimentação como a prática do aprender fazendo. No final, você pode inclusive não chegar a resposta alguma! Sem problemas, pois nem toda solução encontrada no DT pode ser viável para o momento da empresa. Isso não quer dizer que o processo foi jogado fora. Longe disso! Ao final da abordagem, todos terão uma visão real dos riscos, benefícios e propósitos de um novo negócio. Lembre-se que esse é um trabalho constante.

Experimentar é ganhar conhecimento e reduzir custos com o desenvolvimento de produtos e serviços. É compreender, na prática, se a ideia é viável, desejável e se tem impacto no mercado. É desapegar do que não faz sentido para o momento e aprimorar o que tem potencial. Fica o convite para outro post sobre tentativa e erro.