Design Thinking

Como resolver problemas complexos com ajuda do Design Thinking

A resolução de problemas complexos é um dos principais desafios do momento em que estamos vivendo.  Os avanços da tecnologia aceleraram o consumo e a comunicação, ao mesmo tempo em que geram uma quantidade imensa de dados. Tudo isso impôs novos desafios para empresas e tem exigido novas habilidades de líderes e colaboradores. 

Hoje são muitas variáveis para se considerar em uma resolução de problemas. Além de ter que fazer isso com agilidade, já que o mundo está cada vez mais conectado e, por isso, somos forçados a tomar decisões rápidas o tempo todo. Não à toa, o Fórum Econômico Mundial elegeu a capacidade de resolver problemas complexos como uma das dez habilidades mais importantes para o profissional do futuro

Com a automação cada vez maior de tarefas simples e repetitivas, os profissionais do futuro terão que se preparar para responder a demandas cada vez mais complexas. Por isso, explicamos abaixo um pouco melhor o que significa essa característica e como a abordagem de design thinking pode ajudar no processo.

O que são problemas complexos?

Problemas complexos são aqueles que não podem ser resolvidos com respostas preestabelecidas e são conhecidos sempre depois que ocorreram. Geralmente, tratam-se de situações que demandam conhecimento técnico, mas a superação desses desafios vai além. O processo envolve também o uso da lógica e da criatividade, para encontrar novos métodos e processos. 

Muitas vezes, estamos falando de obstáculos que nem sequer foram mapeados e surgem de forma inesperada. Ou então que incomodam há um tempo, mas que não recebem a devida atenção, justamente devido à sua complexidade, como o próprio nome já diz. Nesses casos, o time não conhece a causa que o originou e quais são as suas consequências. 

Essa é uma das soft skills cada vez mais requisitadas para líderes e equipes. Com a automação das tarefas mais simples, os profissionais que se destacarão são aqueles capazes de fazer o que as máquinas não fazem: usar as experiências humanas, a inovação e a criatividade para encontrar soluções. 

Uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial, por exemplo, estima que até 2025, pelo menos um terço dos empregos exigirá a habilidade de resolver problemas complexos. 

Como o design thinking pode ajudar na solução de problemas complexos?

Como você viu, o pensamento analítico e a criatividade são a chave para superar desafios nas empresas. Mas como criar ambientes de trabalho que estimulem essas capacidades? Uma das opções mais eficazes é o design thinking, uma abordagem de resolução de problemas complexos centrada na colaboração, empatia e experimentação.

Desenvolvida originalmente no campo do design de produto, essa metodologia é utilizada por empresas de diversos segmentos. Trata-se de uma prática muito versátil, que pode ser adaptada a diferentes contextos para organizar ideias e incentivar novos insights. 

Para isso, o design thinking se baseia em três pilares para a resolução de problemas: empatia, colaboração e experimentação. 

Empatia

A empatia é a capacidade de olhar para um problema se colocando no lugar de quem está passando por ele. Sejam clientes, parceiros, fornecedores ou até mesmo profissionais da própria equipe. Com empatia, é possível pensar em ideias inovadoras que sejam realmente funcionais para o cotidiano de todos os envolvidos. Pensando em seus desafios diários e em como isso impacta nos problemas que estamos estudando para encontrar a solução.

No design thinking, é muito importante ir a fundo nas dificuldades apresentadas. Pensar no contexto, nos detalhes e ver como eles afetam o todo. Assim, é possível encontrar alternativas menos óbvias, mas que podem ser mais eficientes para aquela situação.  

Solucionar problemas nem sempre será um caminho linear. Por isso, é importante desenvolver uma cultura organizacional empática, que entenda as tentativas e eventuais falhas como formas de aprendizado. 

Colaboração

Outro aspecto fundamental do design thinking é a colaboração, pois a ideia é que o processo envolva toda a equipe para resolver os problemas da empresa de forma inovadora. E essa é uma tarefa multidisciplinar e a experiência e repertório de cada profissional ajuda a ter uma abrangência maior na observação da questão.

Além disso, a colaboração está muito relacionada com a empatia. Quando trabalhamos em conjunto, conseguimos nos colocar mais facilmente no lugar dos outros. Além de desenvolvermos a capacidade de o entender melhor, saindo da nossa zona de conforto e das certezas absolutas. Assim, seremos capazes de ter ideias mais criativas resultando em inovação. 

Experimentação

Por último, a experimentação é outra forma importante de resolver problemas com design thinking. Desenvolver soluções não é um trabalho apenas teórico, mas passa também por experimentar diferentes possibilidades e ver qual se encaixa melhor àquela circunstância.

Baseando-se na experimentação constante, a equipe pode fazer ajustes aos poucos, sem precisar encontrar uma versão definitiva, de imediato. Isso serve para o desenvolvimento de serviços e produtos, mas também para processos internos e novos modelos de negócio.

Com esses três pilares, o time conseguirá trabalhar com mais flexibilidade para enfrentar os desafios que surgirem. Além de desenvolver um clima organizacional mais saudável e uma rotina de trabalho mais eficiente. 

Como incentivar a empatia na resolução de problemas complexos?

Para que o design thinking faça parte do cotidiano, você precisa desenvolver uma cultura organizacional que incentive as habilidades citadas. A empatia, em especial, deve perpassar todas as ações da equipe. Guiando tanto a forma como os colaboradores se relacionam internamente, quanto com usuários e clientes. 

Confira algumas dicas para incentivar essas habilidades em você e no seu time. 

Desenvolva a escuta ativa

Para ser empático, é importante desenvolver a habilidade de ouvir os outros. Não apenas de forma mecânica, mas realmente prestando atenção aos detalhes. Esse é um dos passos fundamentais para a primeira etapa da resolução de problemas, que é a de entender o contexto e os detalhes daquela situação. 

Muitas vezes, ouvimos os outros apenas esperando nossa vez de falar. Na escuta ativa, você deve se engajar no que está sendo dito. Para isso, algumas opções são registrar os pontos mais importantes do que foi dito e fazer perguntas para confirmar o que ouviu, por exemplo. Mas o mais importante é mostrar-se interessado em conhecer o outro e ajudá-lo. Para conhecer mais sobre escuta ativa, assista ao nosso webinar com Thomas Brie. 

Saiba observar

Ouvir é fundamental, mas também é preciso ir além. Prestar atenção na linguagem corporal, nas omissões e no contexto em que as pessoas estão inseridas também é fundamental para desenvolver a empatia que ajudará na resolução de problemas complexos. Essa parte pode ajudar a entender aspectos que as próprias pessoas envolvidas não conseguiram verbalizar, por exemplo. 

Deixe de lado ideias pré-concebidas

Colocar-se no lugar do outro exige a capacidade de deixar de lado seus preconceitos e julgamentos prévios. Só assim você consegue realmente entender o contexto que foi colocado e os detalhes daquele problema. 

Lembre-se que, nesse exercício, o objetivo não é estar sempre certo. Mas ter humildade para reconhecer o que os outros estão falando e extrair soluções a partir disso. Tenha curiosidade, faça perguntas e busque entender diferentes perspectivas, sempre de forma respeitosa, é claro. 

Aprenda com os erros

Como você sabe, erros são comuns na resolução de problemas complexos. São situações que envolvem muitas variantes e, nem sempre, vamos conseguir encontrar respostas na primeira tentativa.

Por isso, é importante ter empatia, acolher os erros e aprender com eles. Esse fator está intimamente ligado com outro pilar do design thinking, a experimentação, e ajuda a aprimorar soluções com mais facilidade. 

Uma liderança inovadora precisa estar aberta ao erro e incentivar essa cultura na empresa, considerando que a experimentação não garante o sucesso imediato. Com responsabilidade e planejamento, falhar pode ser uma forma de acumular conhecimentos para seguir avançando. 

Gostou de saber mais sobre o uso dos pilares do design thinking para resolver problemas complexos? Então conheça mais sobre essa abordagem no nosso workshop in company! 

Aprendendo em conjunto, sua equipe desenvolve um mindset colaborativo, que ajudará na hora de encontrar soluções inovadoras. Entenda como funciona e entre em contato para agendar! 

 

Metodologias Ageis

Metodologias ágeis e plataformas de gestão de equipe

A abordagem de metodologias ágeis contribui para otimizar a rotina organizacional, impactando no aumento da eficiência e eficácia dos processos e, assim, torná-los ágeis. Implementar a cultura ágil em uma organização exige o planejamento adaptativo, times autogerenciáveis e multidisciplinares para que seja viável promover a melhoria contínua no desenvolvimento de produtos e serviços, alinhado aos valores e princípios descritos no Manifesto Ágil e muito já comentado em outros posts nossos. 

A agilidade permite que as empresas ajustem seus processos de forma proativa na busca pela inovação. Para implementar as metodologias ágeis de maneira bem-sucedida na cultura organizacional, é importante que os seguintes fatores estejam bem estabelecidos, bem como adotar plataformas de gestão de equipe que automatizam os processos de rotina. 

  • Objetivos comuns disseminados por toda a organização

Executivos, líderes e liderados devem estar alinhados com os objetivos estratégicos da empresa para que sejam alcançados.

  • Executivos, líderes e times capacitados

É necessário investir em equipes multifuncionais e autogerenciáveis que tenham capacidade técnica e habilidades interpessoais para entrega dos resultados esperados, bem como autonomia para propor soluções inovadoras e fornecer resultados diferenciados.

  • Decisões rápidas e aprendizagem constante

Líderes e equipes capacitadas que estejam alinhados aos objetivos da organização são capazes de tomar decisões e aprender com as situações rotineiras, assumindo riscos controlados.  

  • Líderes ágeis que estimulam colaboradores a assumirem o protagonismo

Líderes ágeis adotam um modelo dinâmico de gestão de pessoas com intuito de promover o alto engajamento, capacitando a equipe a assumir o protagonismo e gerando confiança para cumprimento do propósito da organização.

  • Tecnologia integrada e essencial ao negócio 

A tecnologia integrada é essencial para todos os aspectos da organização, gerando valor e possibilitando reações rápidas para adaptar-se às necessidades de mercado. 

Confira o Webinar Estratégias ágeis com times de alto desempenho e entenda a importância de promover agilidade nos processos de concepção de produto e solução de problemas, estimulado pela formação de squads, onde cada projeto conta com pessoas com formações diferentes, experiências que se complementam e conhecimentos que agregam valor à entrega. 

O convidado do webinar, Bruno Soares, é CEO da Feedz. Plataforma completa para engajamento de colaboradores, desenvolvida com o propósito de proporcionar ambientes de trabalho seguros e saudáveis que estimulam a confiança e autonomia entre líderes e liderados. 

Aproveite para acessar o eBook: Metodologias ágeis para equipes de alta performance e entender os motivos pelos quais as metodologias ágeis são verdadeiras aliadas da cultura de inovação das organizações.

Aplicando as Metodologias Ágeis para a inovação organizacional

 A jornada ágil começa pela mudança de mentalidade, o que exige que todos na empresa sejam encorajados a ampliar sua postura para um mindset ágil. Organizações ágeis desenvolvem a capacidade de se ajustarem às intensas transformações que seguem em ritmo acelerado, estando abertas a mudar, falhar e acertar. 

Para isso, é necessário identificar as diferentes metodologias ágeis, assim como obter o entendimento de como aplicá-las à realidade da empresa.

Design Thinking Blog2

Design Thinking no processo de inovação

O Design Thinking é uma abordagem ágil que auxilia as organizações a colocarem a inovação em prática. O método não é restrito apenas a empresas inovadoras, podendo ser aplicado em organizações dos mais variados segmentos e distintos níveis de maturidade. Empresas que adotam o Design Thinking continuamente estão redesenhando seus negócios visando avançar no processo de inovação e eficiência para obter maior assertividade no atendimento de seus clientes. 

A abordagem do Design Thinking requer a formação de um time multidisciplinar e heterogêneo que trabalhe de forma colaborativa e harmônica na construção de soluções para lidar com problemas complexos que atendam à praticabilidade, à viabilidade e à desejabilidade, gerando valor às organizações.

Ao aplicar ferramentas ágeis, a exemplo do Design Thinking, é possível avaliar como as pessoas se relacionarão com novos processos, produtos e serviços. Ao fazer o exercício de colocar-se no lugar do cliente e apresentar diferentes pontos de vista, torna-se viável explorar as mais diversas possibilidades, redefinindo o problema de forma clara e precisa e, assim, partir para exploração das possíveis soluções e construção de protótipos para implementação. 

A partir dessa interação, fica muito mais simples perceber os pontos fortes e os riscos dos projetos, ter novas ideias para melhorias e realimentar a criatividade, que é uma grande aliada da inovação. Nesse contexto, o papel do designer é de facilitador — extraindo informações criativas de “pessoas comuns” — ajudando a identificar significado, insight e inspiração. Isso porque, a participação deste time em todo o processo é fundamental para garantir uma solução mais adequada a resolver o problema em estudo. 

Centrada no ser humano, o Design Thinking é baseado em empatia, colaboração e experimentação, contribuindo com a inovação de processos, produtos e serviços, ou para reformular os já existentes em cenários complexos.

A dinâmica do Design Thinking

Por tratar-se de um processo colaborativo e com foco em pessoas, o Design Thinking proporciona benefícios claramente perceptíveis, por promover a empatia entre todos os envolvidos em um projeto ou tarefa e prever a observação das necessidades das pessoas, antes de definir uma solução. A diversidade do time de projeto é imprescindível para construir soluções inovadoras e eficazes que resolvam o problema em questão. 

A abordagem considera três aspectos:

  • Praticabilidade: o que é possível ser aplicado em um futuro próximo.
  • Viabilidade: o que poderá ser implantado de forma sustentável na organização.
  • Desejabilidade: o que faz sentido para as pessoas?

Um exemplo prático de aplicação da dinâmica do Design Thinking no processo de inovação é o caso da Oral-B. Ao observar cuidadosamente como as crianças manuseavam as escovas de dente, a Oral-B desenvolveu um novo produto, o “squishy grip“. O produto apresenta um cabo grande e macio, que facilita o controle da criança e permite uma melhor limpeza dos dentes. Somente usando a empatia, a empresa conseguiu inovar e transformar a indústria, entendendo melhor as necessidades das crianças em relação às escovas de dente para melhorar a experiência delas.

Uma cultura organizacional inovadora é um dos pilares da formação de grupos colaborativos para participar do processo de Design Thinking. Para isso, é necessário adaptar a cultura da empresa para a inovação. Fator que impulsiona a criação de um ambiente propício, com as condições adequadas para implementar a dinâmica do Design Thinking.

Entenda a importância do Design Thinking na mudança da cultura organizacional, contribuindo para a inovação e um novo mindset. 

Princípios da dinâmica do Design Thinking:

  • Colaboração: proporcionar que as pessoas trabalhem juntas para compreender os diferentes pontos de vista e criar soluções que geram impacto real e positivo na vida de todos.
  • Experimentação: visualizar, o mais rápido possível, novas situações para compreender, melhorar e testar hipóteses, antes que sejam desperdiçados tempo e recursos financeiros.
     
  • Empatia: compreender, efetivamente, as necessidades das pessoas para desenvolver soluções que estejam profundamente comprometidas com a melhoria da situação atual.
  • Multidisciplinaridade: democrático e colaborativo, a riqueza de ideias está na diversidade de perfil dos participantes. Quanto mais visões diferentes, mais ideias para serem amadurecidas e testadas.
  • Liberdade: o ambiente para o processo de Design Thinking deve ser livre de julgamentos. Os participantes precisam se sentir parte do processo e com total liberdade para sugerir diferentes pontos de vista. 

Mapa da jornada de aplicação do Design Thinking

Há várias maneiras de aplicar o Design Thinking no processo de inovação. Uma abordagem muito adotada é a do duplo diamante, criada pelo Conselho Britânico de Design em 2005, que prevê quatro momentos distintos, sendo duas etapas de divergência de opiniões e duas etapas de convergência.

 

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Referência

 

O primeiro momento é de divergência em que se busca descobrir o tema em questão e em estudo. O segundo é a convergência em que se trabalha para definir a persona, identificando perfil, comportamento e necessidades do público alvo. O terceiro momento volta a ser de divergência e serve para desenvolver uma solução para o tema em questão. A quarta fase, chamada de entrega, é quando se define um protótipo para testar a solução.  

Adotar o Design Thinking no processo de inovação exige iniciativas que vão além de capacitar os profissionais para utilizarem ferramentas ágeis, como o Design Thinking. A capacitação técnica é fundamental, mas é imprescindível avaliar a forma como cada indivíduo pensa sobre suas atividades, como reage aos estímulos do dia a dia e fazer os ajustes necessários para que a mentalidade ágil torne-se parte da cultura organizacional.

O meu mais novo livro A Jornada Ágil — um caminho para inovação, aborda de maneira prática o  Design Thinking e como implementá-lo no processo de inovação de uma organização. De forma clara e objetiva, apresentamos uma série de ferramentas para auxiliar no processo de inovação, seja em uma startup, em uma empresa de tecnologia robusta ou até mesmo em empresas tradicionais que estão no caminho da transformação ágil

A obra Jornada Ágil, ajuda a entender qual é o caminho lógico que as empresas, líderes e equipes podem trilhar para adotar o modelo ágil de pensar e agir de maneira efetiva. Oferece uma visão geral do processo de implementação do modo ágil de atuar, dividindo-se em mindset ágil e ferramentas ágeis. Você pode adquirir seu exemplar acessando este link

Está interessado em implementar o Design Thinking no processo de inovação da sua organização?  Entre em contato e vamos conversar sobre a possibilidade de realizar um workshop in company, desenhado sob medida para a sua organização. 

 

Estratégia Lean

Estratégia Lean: como preparar a sua empresa para transformar o mundo

Estratégia Lean é uma metodologia que surgiu no Japão, no período logo após à Segunda Guerra Mundial, com objetivo de promover a eficácia operacional de produção: entrega de qualidade em curto prazo, com baixo custo e com redução de desperdício. 

O criador foi Aiichi Ohno, chefe de produção da Toyota que, ao longo de 10 anos, liderou também um sistema de gestão que ficou conhecido globalmente como Toyota Production System (TPS). Baseado em dois pilares principais o Just-in-time, que monitora o tempo de produção) e o Jidoka, que remete a automação com inteligência humana.

O TPS virou tema de livro do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em 1990. A obra The Machine that Changed the World de James P. Womack, Daniel T. Jones e Daniel Roos inspirou líderes de empresas de diferentes segmentos ao redor do mundo a mapear em uma folha de papel A3, o que chamaram de A3 Thinking e considerar a descrição do problema, os benefícios e custos do projeto, metas, cronograma de ação, plano de implementação e a equipe responsável pela execução. Tudo isso para garantir a eficácia operacional por meio do Lean manufacturing, conhecido no Brasil como “produção enxuta”.

No entanto, por mais que esse modelo tenha assegurado a eficácia operacional ao longo dos anos e, ainda predomine nas formas com que trabalhamos, a produção enxuta foi pensada para um ambiente estável em um mundo onde as mudanças não ocorriam com a velocidade e complexidade que acontecem hoje.

Dessa forma, abre-se espaço para uma nova estratégia lean. Focada em empresas que visam inovar de forma bem sucedida e que olham para as suas engrenagens como um organismo vivo: feito por pessoas que entregam valor para outras pessoas.

A liderança inovadora que hoje está à frente dessas organizações querem, sim, atingir a eficácia operacional, mas também abrindo espaço para flexibilidade, criatividade e cooperação tão fundamentais em organizações ambidestras.

Quer saber mais sobre a estratégia lean e como criar um ambiente que transforme a empresa em direção ao novo? Continue a leitura do artigo!

O mundo mudou, a estratégia lean também

Depois do pós-guerra o mundo se transformou intensamente. Passamos por quatro revoluções industriais que mudaram completamente a nossa forma de se comunicar, e consumir. Além da pulverização da internet e de dispositivos inteligentes, passamos também por um período intenso de convergências tecnológicas, nas quais deram suporte para inovações radicais, inclusão de robôs nos processos produtivos, a intensa utilização de metodologias ágeis, Design Thinking e adoção de outras ferramentas sem precedentes históricos.

Tudo isso exigiu das empresas alta capacidade de adaptação e agilidade nas tomadas de decisão. Um exemplo disso, foi a transformação que a pandemia de 2020/21 exigiu das empresas, acelerando em alguns segmentos a transformação digital de 10 anos em 1 mês. 

A área da saúde foi uma dessas áreas bastante impactadas, que exigiu rápida adaptação para assegurar a saúde dos pacientes, principalmente aqueles que fazem tratamento para doenças pré-existentes. Telemedicina, adoção de múltiplos canais para agendamento, confirmação e envio de exames, além da intensificação do uso do prontuário eletrônico.

Para o varejo, as transformações foram ainda mais intensas. Lojas físicas que não contavam com atendimento digital ou vendas on-line tiveram que colocar novas estratégias para rodar às pressas. Nesse período, o omnichannel virou prioridade nas empresas. Afinal, em casa, as pessoas ficaram mais impacientes e oferecer atendimento onde o cliente quer ser atendido é fundamental para que as lojas físicas e virtuais sigam complementares  no mercado.

A estratégia lean e os pilares da produção enxuta alinhada aos pilares da inovação foi fundamental para reduzir os impactos da crise e até mesmo aproveitar as oportunidades surgidas nesse período. Um exemplo disso é que o e-commerce aumentou a receita em vários segmentos, inclusive abraçando os consumidores que nunca haviam feito uma única compra on-line.

Mas, afinal o que é ser lean?

  • Encontrar e resolver os problemas certos;
  • Fazer melhor do que a concorrência;
  • Mudar os paradigmas de sucesso de um setor da economia;
  • Buscar valor nas melhorias de produtividade e qualidade;
  • Produção de valor a longo prazo.

Uma nova cultura lean

Vivemos em uma era em que a satisfação do cliente deu lugar ao Customer Experience (CX). O CX impacta positivamente os resultados dos negócios à medida que as experiências positivas dos clientes são ampliadas. Nessa era em que a gestão da experiência do cliente está no centro da estratégia e precisa ser positiva em todos os pontos de contato, as várias etapas do CX são de responsabilidade de todos na organização e, portanto, passa também por uma transformação cultural.

Além disso, fala-se também entre maior colaboração e integração entre as equipes, independente dos colaboradores estarem alocados no marketing, vendas, RH, operações ou tecnologia.

Para tanto é fundamental conhecer a jornada do cliente, entender quais são suas decisões racionais e emocionais, em quais canais essa base de cliente quer ser atendida e como assegurar a eficácia da operação de uma empresa pautada pelas experiências positivas dos clientes.

Quer saber mais? Leia o artigo: Inovação organizacional: por que a cultura é o centro da estratégia?

 

transformação digital RH

Transformação digital x tecnologia de RH: um guia para empresas inovadoras

O que é a transformação digital do RH? Tudo está sendo automatizado. Basta pensar em quantas funções operacionais não precisam mais ser feitas por conta das tecnologias. São desde aplicativos até sistemas mais robustos que fazem com que o esforço esteja mais concentrado na inteligência do que no braçal. As tecnologias de RH surgem para apoiar os objetivos traçados pela empresa, nos quais o RH assumirá o comando. Sua escolha vai muito além da produtividade, modernidade ou eficiência. Está mais relacionado com uma preparação para um futuro (próximo ou distante) e a resiliência para inovações.

Quando se pensa nas tecnologias de RH, as possíveis vantagens são as primeiras que saltam aos olhos. Afinal, todos estão buscando meios para consolidar uma estratégia digital. No entanto, a questão-chave está na priorização. Ou seja, entre tantas ofertas, quais que são realmente vitais para alcançar os resultados pretendidos. Qual é a tecnologia que trará a vantagem que realmente será necessária. Tenha em mente que as soluções irão requerer não só um investimento financeiro, mas esforço e horas despendidas pela equipe, pois antes dos resultados, há um processo de implantação e, muitas vezes, de mudança de mindset.

De acordo com uma pesquisa da Deloitte sobre RH Digital, entre as mudanças que estão ocorrendo, o local de trabalho digital faz parte de um novo cenário profissional. O que diz respeito sobre como as empresas conseguirão projetar um ambiente no qual a produtividade esteja em foco, se faça uso de ferramentas de RH (Slack, Trello, Workplace by Facebook e Microsoft Teams), e exista engajamento, bem-estar e senso de propósito. Com base nisso, constatou-se que:

  • 56% das empresas pesquisadas em 2017 estão redesenhando programas de RH para alavancar ferramentas mobile e digitais;
  • 33% das equipes de RH já estão usando algum tipo de tecnologia de inteligência artificial para fornecer soluções de RH;
  • 41% está desenvolvendo ativamente aplicativos mobile para serviços de RH.

As tecnologias de RH, quando escolhidas corretamente, farão com que todo o esforço anterior seja compensado por um uso intuitivo, rápido e inteligente, capaz de aumentar a produtividade e o engajamento dos colaboradores. E, o mais relevante, terá em seu cerne a gestão do conhecimento, fazendo com que haja uma comunicação ampla e rápida. Uma tecnologia de RH que cumpre seu papel fará com que se tenha menor necessidade de processos e mecanismos para que exista uma comunicação ágil, independente do formato em que as informações estão registradas, seja por meio escrito, falado ou digital.

2. O que é Transformação digital?

A transformação digital se tornou uma buzzword. Muitos falam sobre, mas nem todos têm certeza de suas aplicações. Isso porque há uma transformação muito mais profunda do que a adoção de determinada tecnologia. A transformação digital é sobre mudanças de comportamento. A internet e a era on-line chegaram para quebrar paradigmas em diversos setores e fazer com que aquilo que estávamos acostumados se tornasse algo completamente diferente.

De forma mais objetiva, os valores não são mais os mesmos. O Design Thinking, por exemplo, fez com que o erro deixasse para trás o estereótipo negativo. Errar, agora, significa aprender, melhorar. Quem de fato adota isso, e não apenas fala, está construindo uma cultura organizacional digital. Uma pesquisa conduzida pela MIT Sloan Management Review constatou que as empresas inovadoras estão na frente quando se trata de transformação digital. Por qual motivo? Por concentrarem seus esforços em 3 áreas:

  • experiência do cliente;
  • processos operacionais;
  • modelos de negócio.

Dentro das três, o estudo averiguou-se que havia mais uma subdivisão, sendo que cada uma delas geraria mais três elementos, totalizando em 9 os pré-requisitos básicos para iniciar uma transformação digital:

  • melhor compreensão do cliente;
  • hacks de crescimento;
  • ampliar os pontos de contato com os clientes;
  • digitalização de processos;
  • capacitação de colaboradores;
  • gerenciamento de desempenho;
  • modificações digitais nos negócios;
  • criação de novos negócios digitais;
  • globalização digital.

A especialista Evgenia Bereziuk, em seu artigo sobre a diferenciação de tecnologia de RH e transformação digital, traz a seguinte afirmação “aqueles que não se adaptam a transformação digital falharão”. Dessa forma, as mudanças da digitalização se tornam o pilar de uma estratégia corporativa. Isso por conta do amplo leque de benefícios que são adquiridos: ampliação do alcance das empresas, melhorias nas tomadas de decisão; aceleração do desenvolvimento de novos produtos e serviços. É aqui que entram os gestores, líderes e profissionais de RH, eles irão encarar o desafio da digitalização e criar as condições e cultura interna para que uma transformação possa ocorrer com sucesso.

E como uma transformação digital pode ser bem sucedida? Neelie Verlinden, co-fundadora e editora-chefe da Digital HR Tech, apurou sobre a “Transformação digital de RH: Tudo o que você precisa saber” e concluiu que há 6 passos para começar com o pé direito na digitalização. São eles:

  1. Objetivo claro: a meta é o ponto de partida. Ela deve ser clara e estar de acordo com a perspectiva de negócio, com foco no usuário final. Os funcionários devem ser os beta tester de qualquer tecnologia (antes da empresa implementá-la).
  2. Todos juntos: funcionários, gestores, diretoria executiva, CEO. Todos devem estar envolvidos na transformação digital de RH, pois é algo que irá impactar toda a organização. É preciso do apoio da equipe inteira.
  3. Sem complicações: começar simples e pequeno. É o famoso conselho de não tentar dar o passo maior que a perna. Olhar inicialmente para os processos de RH que poderiam passar por uma reforma digital. Perguntar a opinião da equipe.
  4. Priorizar ideias: qual o impacto e o esforço das ideias? Começar apostando em ideias de alto impacto e baixo esforço.
  5. Avaliar desempenho: a transformação digital é genial, mas é preciso que existam resultados. Portanto, é essencial avaliar criteriosamente o que funciona e aquilo que não funciona.
  6. Valor da cultura: tecnologias sozinhas não são suficientes. A transformação digital ocorre por meio da mudança de mentalidade da empresa inteira.

3. Tecnologia de RH x Transformação digital

O principal desafio da transformação digital não está ancorado na proficiência em tecnologias digitais, como ressalta Evgenia Bereziuk em entrevista com Soumyasanto Sen, investidor em tecnologias de RH. Mas na questão anterior, a de ter um contexto favorável para que as mudanças ocorram e, por consequência, no aumento da maturidade da empresa. A digitalização não é somente mais uma palavra da moda, embora esteja sendo discutida mundialmente, mas sim um núcleo vital das estratégias corporativas. A transformação digital precisa ocorrer. Não há outra opção.

A transformação digital, sendo assim, é um fenômeno maior, que engloba as tecnologias de RH. Uma comparação realizada por Soumyasanto Sen consegue ilustrar bem a questão: mentalize uma caixa de ferramentas, uma daquelas que deixamos em casa para consertar, ajustar e fazer com que tudo esteja funcionando corretamente. Agora, imagine que é uma caixa com ferramentas digitais. As empresas também já possuem uma delas em sua “residência” e, dependendo da necessidade, há ferramentas diferentes. Há tecnologias de RH diferentes para dar suporte ao local de trabalho digital.

  • Tecnologia de RH: permite um ambiente de trabalho digital e é sustentada por estruturas de governança e processos de gerenciamento. Torna as empresas tecnologicamente habilitadas. É a transformação digital que orienta a tecnologia para uma economia digital. As tecnologias de RH apoiam os objetivos estratégicos.
  • Transformação digital: mais do que uma tecnologia. As pessoas são parte ativa, elas pensam e se transformam. Trata da capacidade da empresa e das pessoas de não só se adaptar, mas de impulsionar mudanças e inovações. É uma forma de organização. Tudo começa com uma nova mentalidade, não necessariamente com tecnologias.

4. Estratégia de RH e mudança de mindset

A cultural organizacional é a alavanca que move as rotinas e processos de todos os ambientes de trabalho. Fazer com que essa peça acione um ou outro comportamento é o que ocasiona a diferença nos cenários de inovação. Em uma estrutura tradicional, é natural, por exemplo, que exista uma certa resistência a um RH inovador. A CEO da Prophet, consultora, e autora do livro sobre “a marca do empregador”, Helen Rosethorn, analisa em uma entrevista para a Época Negócios sobre como são as ações de um profissional estratégico de RH. Ela explica que grande parte dos que estão no segmento acabam presos em um modelo tradicional e, por isso, executam exatamente (e somente) aquilo que está em um job description.

Tecnologias de RH? São somente adotadas em estruturas tradicionais quando há uma demanda do CEO ou cargo hierárquico superior. Nisto, não há de verdade um movimento em prol de uma mentalidade inovadora. A transformação digital acaba passando bem longe de um ambiente com essas características. Rosethorn afirma que é esse tipo de comportamento que acaba mitigando a competitividade das empresas. E como gerar uma revolução? A consultora orienta o RH a construir um ambiente satisfatório e gerar uma marca de positividade. O que está atrelado com tecnologias específicas que fazem parte de uma transformação digital em constante desenvolvimento e aprimoramento.

Em resumo, as empresas devem analisar se estão estruturadas para uma cultura de inovação. Ou seja, qual o seu mindset. Saber se está preparado para:

  • descentralizar decisões;
  • formar e dar autonomia a lideranças;
  • comunicar de maneira ampla, constante e transparente;
  • realizar avaliação contínua.

Para saber mais: consulte o nosso artigo “Inovação organizacional – por que a cultura é o centro da estratégia“.

5. As etapas da transformação digital

A transformação digital é uma das tendências que mais afeta a cultura da organização, impactando não só como ela faz, mas quem ela é. Brian Solis, analista principal da Altimeter e futurista, identificou 6 estágios nos quais as empresas passam até concretizar um modelo de maturidade e a digitalização. São elementos que devem passar por modificações simultâneas, servindo como guia de verificação para uma jornada de transformação digital. Conheça os 6 estágios:

  1. Business as Usual: no primeiro cenário, as empresas ainda operam com seu legado convencional de clientes, processos, métricas, modelos de negócios e tecnologia.
  2. Presente e ativo: experimentos realizados na organização por inteiro e que impulsionam a alfabetização digital e criatividade.
  3. Formalizado: a liderança deve apoiar somente o que for relevante para o negócio.
  4. Estratégico: o poder da colaboração é percebido pelas pessoas. Os esforços e insights compartilhados levam a novos roteiros estratégicos.
  5. Convergência: uma equipe de transformação digital é formada para orientar a estratégia da empresa e suas operações.
  6. Inovadora e adaptável: a transformação digital se torna o novo business usual e se estabelece um novo ecossistema.

6. Vantagens da tecnologia de RH

Quando as empresas procuram tecnologias de RH para inserir em sua evolução da transformação digital são esperados alguns benefícios em troca. Considerar e priorizar as vantagens corretas é o que será decisivo. Evgenia Bereziuk, especialista no assunto, elenca aquelas que devem ser consideradas quando se pensa na transformação da tecnologia de RH:

  • administração e compartilhamento fáceis de informações;
  • maior produtividade;
  • custo reduzido;
  • comunicação aprimorada;
  • análise de foco.

Há ainda muitos outros que, mais do que conveniência, um sistema de RH online deve proporcionar. Exemplos: acessibilidade contínua, auxílio na consistência, conformidade e privacidade, aprimoramento da experiência do usuário. No artigo “RH do futuro: como a tecnologia pode deixar a gestão de pessoas mais ágil”, há uma visão geral de metodologias que estão sendo utilizadas para inovar, como o método Scrum, feedbacks dinâmicos, design thinking, entre outras.

7. Por que algumas estratégias de RH falham?

Nem todas as implementações de estratégia de tecnologia de RH são um case de sucesso. Mas, se elas são ferramentas da transformação digital, quais são os principais problemas? Em primeiro lugar, a transformação digital não é somente um marco alcançado, mas algo mais complexo. Trata-se de todo um caminho que deve ser percorrido continuamente sempre atrás de um desenvolvimento constante. Portanto, afirmar que se chegou ao final dessa jornada é bastante duvidoso, pois encontrar um final pode ser sinônimo de estagnação. O mais correto é pensar que se está apenas no começo. Sempre.

A urgência e a continuidade são dois elementos imprescindíveis para estratégias de tecnologias de RH darem frutos. E, quando elas faltam, podem ocasionar em uma falha. Como no pensamento de growth hacking, o recomendado é sempre propor, praticar, mensurar, aprender, melhorar e construir novamente, em um fluxo sem linha de chegada. No entanto, entre as causas que podem gerar problemas em uma estratégia de RH, com base na lista de Berezuk, elaboramos um resumo no qual se deve estar sempre atento:

  • ter uma linha de tempo de evolução fixa, com começo, meio e fim;
  • adoção desmedida e sem planejamento de diferentes tecnologias;
  • resistência a mudanças ocasionadas pela transformação digital;
  • não pensar na experiência do usuário ao adotar uma tecnologia;
  • falta de colaboração e engajamento dos membros da empresa;
  • estratégias que não têm uma relevância sólida para o negócio;
  • falta de métricas para análises de evolução;
  • falta de equipes qualificadas para a implementação da estratégia;
  • inexistência de integração de tecnologias e informações já existentes com as novas;
  • lentidão nos processos e tecnologias obsoletas;
  • falta de alinhamento entre o setor de Tecnologia da Informação e o RH.

8. Conclusão

Muito tem se falado sobre transformação digital nos últimos anos, mas há uma confusão acontecendo no mesmo ritmo que as mudanças acontecem: transformação digital não é sobre digitalização de processos ou sobre contratar ferramentas inovadoras para otimizar o dia a dia nas empresas. Pelo contrário: existe um trabalho anterior a transformação digital que passa pela mudança do mindset para inovação.

Falar neste novo mindset passa por etapas como: criar um ambiente de inovação e criatividade nas empresas, investir na diversidade da equipe, capacitação de colaboradores e líderes, além de descentralizar decisões, dar autonomia para as lideranças e investir cada vez mais em comunicação interna.

A sua empresa está pronta para a transformação digital? Se você ficou em dúvida na hora de responder a essa pergunta, conheça os Workshops in Company. Neles, há cursos sobre Liderança para Inovação, Transformação Digital, Organizações Exponenciais e Design Thinking.

Se ficar alguma dúvida, não hesite em entrar em contato!

mercado de trabalho no futuro

Mercado de trabalho no futuro: como aumentar o seu poder de adaptação

Quando falamos sobre o mercado de trabalho no futuro, a discussão já transcende o questionamento sobre se haverá ou não automatização. Agora, a questão é muito mais específica, estamos prevendo quais serão as atividades que serão automatizadas e como se preparar para as mudanças. Dan Finnigan, CEO da Jobvite, publicou recentemente um artigo sobre um dos grandes medos da atualidade: os robôs roubarão empregos. Ou, talvez não seja exatamente assim, como defende o especialista. Mas, de uma forma ou de outra, as pessoas estão com medo. Em 2016, uma pesquisa divulgada pela Jobvite apurou que cerca de 55% de candidatos a empregos se mostravam, pelo menos, preocupados com a automatização do trabalho.

Entre os benefícios e consequências da transformação digital no mercado de trabalho no futuro, a automatização já é uma realidade. Há determinados empregos que se tornarão territórios de robôs, mas também novas possibilidades de carreiras profissionais surgindo em paralelo com as novas tecnologias. Como em todo processo de mudanças, é natural que exista o sentimento de ansiedade e a preocupação, como demonstrado pela pesquisa. No mesmo artigo, Finnigan aconselha: “vamos respirar fundo por um segundo”, pois nem todos os trabalhos serão automatizados e sim, os seres humanos são implacáveis em sua capacidade de adaptação e reinvenção.

liderança inovadora

Com tal cenário em mente, começa-se a ver uma nova perspectiva a partir da automação e da presença de robôs no ambiente profissional. Segundo o relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), aproximadamente 133 milhões de empregos no mundo poderiam ser criados com o auxílio de avanços tecnológicos no local de trabalho na próxima década, em comparação com outra previsão, a do deslocamento de 75 milhões de atividades profissionais. O mesmo relatório sugere que as inovações tecnológicas, originadas pela transformação digital, têm a capacidade de romper com o contexto atual e criar novas formas de trabalho, tal como na Revolução Industrial, quando a energia a vapor e a eletricidade possibilitaram a criação de empregos.

 

O ponto é que a tecnologia tem avançado em um ritmo acelerado, mas não é a primeira vez que acontecem mudanças tecnológicas. Desde a roda até Gutenberg, como explica Mynul Khan, CEO na Field Nation, os seres humanos inovam e se adaptam ao longo da história. Em cada caso, acabou-se levando a novas indústrias e atividades profissionais. Contudo, como afirma Klaus Schwab, presidente do WEF, os ganhos no mercado de trabalho no futuro a partir das tecnologias exigem um investimento em treinamento e educação para que os profissionais possam se adaptar.

O poder da adaptação no mercado de trabalho no futuro

Em uma programa sobre o mercado de trabalho no futuro, o Instituto Global McKinsey discutiu sobre o que será exigido dos trabalhadores. E, para se adaptar ao que virá, um dos pontos de destaque é o treinamento de novas habilidades e qualificação para atuar em novos empregos. Será preciso ajudar as pessoas a obterem habilidades mínimas necessárias para começar uma carreira em uma direção completamente nova. Entender o que está acontecendo a partir da transformação digital e vislumbrar oportunidades é o primeiro passo. A partir disso, cada profissional poderá potencializar suas capacidades para desempenhar atividades que estão sendo ou serão exigidas em um futuro próximo.

Pensando nisso, há três pilares que podem ser desenvolvidos para aumentar o poder de adaptação ao mercado de trabalho no futuro. São eles:

  • Inovação: a inovação pode englobar diferentes aspectos, e todos eles importantes, como a inovação aberta, a transformação digital, os negócios exponenciais e as lean startups. Para isso, será fundamental compreender a inovação dentro de um ambiente que motive, inspire e engaje em um ritmo de rápidas mudanças. Também entram novos modelos de gestão, formação de equipes de alto desempenho, conhecimento de mercado e os novos negócios que estão surgindo a partir de startups.
  • Design driven: design thinking, business design e design de serviços formam a tríade do design no mercado de trabalho no futuro. O que significa compreender a transformação dos próprios negócios, pessoas e necessidades. Com isso, ampliando a visão a partir do pensamento do design e a criação de novos modelos de negócios.
  • Design your life: com as mudanças acontecendo em um ritmo sem precedentes, entender onde o profissional está inserido ou poderá crescer em uma nova carreira é essencial. Dentro disso, procura-se aprender sobre propósito de vida, autoconhecimento, modelo de negócio pessoal e planejamento.

Empregos perdidos, empregos ganhos. O mercado de trabalho no futuro significará novas possibilidades e habilidades. Quer saber mais sobre o assunto? Veja como podemos desenvolver essas habilidades in company, em programas exclusivos para a sua empresa. Tire suas dúvidas e faça seus comentários!