Líder do Futuro - Maria Augusta

Líder do futuro: 6 características que geram grandes resultados

Muito já se falou sobre o líder do futuro, aquela pessoa que consegue absorver as mudanças e adaptá-las muito bem para promover resultados cada vez melhores para empresa e seus liderados. Esse líder, no entanto, não está mais em um futuro tão distante, ele já existe em diversas organizações, especialmente as que trilharam o caminho da inovação.

No post sobre cultura de inovação, comentei sobre descentralização de decisões e autonomia, dois itens essenciais para a prática de uma liderança inovadora. Em contextos mais conservadores, fica difícil imaginar um ambiente onde diversas pessoas possam resolver conflitos de uma maneira simplificada, sem burocracia. O líder do futuro prega exatamente isso: uma gestão baseada na competência e na confiança, afinal, descentralizar é reduzir tempo e ter visões diferentes sobre os processos empresariais.

Quando iniciamos no blog a conversa sobre inovação, falamos muito sobre essa mudança do papel do chefe tradicional, até então pouco presente e nem um pouco aberto a intervenções da sua equipe. Presenciamos, com a evolução das organizações, a preferência por lideranças mais adeptas ao processo colaborativo e abertas à feedback.

liderança inovadora

Afinal, quais as características do líder do futuro?

Equilíbrio entre o ser e o dever: nem chefão, muito menos amigão. O líder responsável por resultados exponenciais tem uma postura equilibrada. Sabe perceber sua equipe, tem empatia (tanto em questões profissionais, quanto pessoais) e propõe direcionamentos de acordo com cada pessoa e situação. O equilíbrio emocional é uma qualidade desse perfil, que precisa conviver diariamente com diversas pessoas, incentivando-as a dar o melhor de si.

Sem vaidade: o líder sabe dialogar com todos e está disposto a aprender. Não tem todas as respostas. Quem ocupa um cargo de liderança em uma empresa inovadora, está mais preocupado em se cercar de talentos do que saber tudo.

Encorajador: o líder do futuro aprende constantemente, pois incentiva seu liderado a buscar sempre mais conhecimento. Com uma equipe preparada, a liderança se sente confiante em suas decisões. Além de encorajar o aprendizado, permite um ambiente livre para questionamentos, contribuições e feedback. Inclusive a sua gestão é passível de críticas, que devem ser consideradas e respondidas sempre. A liderança não está acima dos outros, pois o próprio desenho de hierarquia não existe em organizações inovadoras.

Atento aos dados: informação é tudo! Os dados mostram problemas, tendências, oportunidades. O líder do futuro é um profissional que acompanha toda a movimentação de mercado e de consumo, mudanças de comportamento dos consumidores, tendências que surgem no exterior e que podem ser adaptadas para o seu país. A habilidade de enxergar novos caminhos é outra grande qualidade desse perfil de liderança. Para isso, no entanto, ele precisa de outras habilidades importantes para colocar suas ideias em teste.

Domina técnicas de resolução de conflitos: não é só de alegrias que vive o líder do futuro. O dinamismo dos negócios e a pressão por resultados faz com que esse profissional precise lidar com problemas complexos. Conhecer métodos, como Design Thinking e metodologias ágeis é primordial para envolver seus liderados em processos de melhorias constante.

Adepto à inovação: a liderança não é feita apenas de teoria. Se a ideia é buscar a inovação, o líder do futuro deve ser uma pessoa curiosa e atenta às novidades. A tecnologia precisa fazer parte de sua rotina. Estar próximo do que o mercado oferece é estar aberto a novas soluções. Nada como ser usuário apaixonado por novas tecnologias para pensar como tal e conseguir, por fim, pensar em soluções mais próximas dos seus clientes.

Antes de ir, compartilho esse artigo muito interessante sobre esse assunto, mas com uma visão do mercado exterior.

Gestão do Conhecimento - Maria Augusta

Gestão do conhecimento para a modelagem de um ambiente inovador

Um ambiente inovador não é feito apenas de soluções tecnológicas, nem de uma arquitetura moderna. Ele nasce da mente de pessoas que desejam promover mudanças necessárias no mundo corporativo. A inovação é realizada por pessoas e também por técnicas que desenvolvam o conhecimento, a integração e a evolução constante. É por isso que cada vez mais se fala sobre gestão do conhecimento (GC) dentro das empresas.

Informação é, sem dúvida, um bem valioso. As organizações exponenciais (ExOs) que o digam! Elas coletam, analisam e armazenam dados que são o combustível de seus negócios. Na era do conhecimento, organizar e administrar o saber adquirido, compartilhá-lo e mantê-lo vivo é um dos grandes desafios das empresas que buscam a inovação.

Na teoria, a gestão do conhecimento é exatamente isso: um conjunto de metodologias e tecnologias que ajuda as empresas a organizarem suas informações. Todo o know-how é capturado, estudado e disseminado para quem precisa. O objetivo é impulsionar desempenhos, melhorar resultados, criar e recriar soluções que façam a diferença para empresa e clientes.

Se você acompanhou os conteúdos sobre Design Thinking (DT), pode estar tendo um déjà-vu. Mas é isso mesmo: DT e gestão do conhecimento são abordagens complementares. Enquanto o DT busca o desenvolvimento e aprimoramento das soluções de uma empresa, a gestão do conhecimento quer garantir a difusão do conhecimento adquirido por todos os processos internos. Essas duas abordagens compõem um ciclo de novos conhecimentos e soluções.

Ficou confuso? Na prática, é mais fácil de entender. Mas na prática de verdade, feita com a reunião de pessoas em um ambiente aberto para questionamentos, ideias e criatividade. Em um ambiente que impulsione ideias para testes, testes para melhorias, melhorias para atender os desejos e necessidades dos clientes. Os resultados aparecem quando essas técnicas são aplicadas corretamente e com o compromisso de serem revistas. O processo de inovação é constante.

Para uma organização estudar novos bens e serviços, ela precisa primeiramente de informação. Como é feito hoje, como o mercado espera que seja feito, como a empresa pode melhorar? A partir dos dados, tão valorizados pela gestão do conhecimento, é que começam os estudos. Temos vários métodos para organizar esse processo criativo necessário para inovação das empresas, e um deles é o DT. Para acompanhar essa conversa, vale a pena resgatar nossos conteúdos sobre Design Thinking.

Gestão do conhecimento nas empresas: por onde começar?

A interação entre pessoas, tecnologias e processos é o suporte para uma organização executar novas e complexas tarefas. Ao gestor compete coordenar os diferentes níveis de conhecimento entre os integrantes de um grupo. Isso é feito com o compartilhamento da informação, considerando que é através de pessoas que a informação pode ser interpretada e transformada em conhecimento.

Dados, informação e conhecimento dependem do contexto em que se encontram. A perspectiva com que são observados pode apresentar diferenças no conceito, já que o significado é uma interpretação a partir de um paradigma pessoal. Ou seja, depende de cada indivíduo em particular. Dados são considerados fatos novos, a informação é um conjunto organizado de dados e, por sua vez, conhecimento é percebido como uma informação com sentido.

Sendo assim, a informação se torna conhecimento e recebe um significado quando é interpretada pelas pessoas em um contexto específico, tendo por base suas crenças e seus compromissos. Por sua vez, o conhecimento é fundamentado naquilo que é valor para os indivíduos, é intangível, subjetivo, sem limites e dinâmico. O conhecimento surge da interação entre as pessoas e acontece em um determinado ambiente.

Como todo processo de gestão, a transformação de dados em conhecimento tem um caminho a ser seguido. Para isso, usamos métodos e abordagens que facilitem a compreensão das pessoas, a organização das informações e a comunicação desses processos. Algumas etapas importantes para a gestão do conhecimento:

Problema em estudo: o que motiva a busca por novas soluções? Pode ser um problema, uma mudança repentina de mercado ou uma tendência que gera oportunidades.

Idealização: o momento de parar e pensar em ideias, no qual se aplicam abordagens como DT e Business Model Canvas. A idealização é colaborativa, requer a reunião de pessoas dispostas à criatividade.

Experimentação: é testando que se aprende, que se erra e se ajusta antes das soluções chegarem ao mercado. Testar economiza dinheiro e refações!

É claro que tudo isso só faz sentido quando existe um ambiente colaborativo. Como já comentei no texto sobre negócios colaborativos, quanto mais ousado o propósito de uma organização, mais ela precisará criar comunidades e parcerias para ter sucesso. Além disso, a gestão do conhecimento pede habilidades de união e comunicação para que os processos internos sejam coletados, estudados e melhorados.

Aqui neste link você pode obter o nosso ebook que aborda como Gestão do Conhecimento e o Design Thinking ajudam a sua vida e o aprimoramento do seu negócio.

Você já viveu alguma experiência interessante sobre esses assuntos? Compartilhe sua opinião conosco.

Negócios Colaborativos - Maria Augusta

Negócios colaborativos: como as ExOs formam comunidades

Um usuário que também é desenvolvedor. Um cliente que ora é hóspede, ora anfitrião. Um fã que não só divulga espontaneamente a marca, como contribui para melhoria de plataformas. As organizações exponenciais (ExOs) ampliaram o conceito de cliente ao colocá-lo no centro de seus negócios colaborativos. E a segmentação do público dessas empresas é ousada a ponto de considerar e, de fato, alcançar mercados novos e massificados.

Talvez você não saiba, mas o app UBER, que você chama para ir de um lugar a outro, também é usado para entrega de comida. Alguns hospitais, inclusive, utilizam o aplicativo para melhorar o acesso à saúde, transportando profissionais que coletam exames de sangue, aplicam vacinas e outros procedimentos feitos na casa do usuário. A plataforma que já foi uma comunidade de motoristas, hoje atrai centros de saúde e restaurantes.

No Brasil, o UberEats ainda está tímido e o UberHealth não chegou. No exterior, no entanto, esses dois projetos estão se fortalecendo. O interessante é ver que o Uber utiliza sua logística e seus dados para atender demandas tão diferentes ‒ transporte de passageiros, acesso à saúde e delivery de comida ‒, porém altamente necessárias no dia a dia de todos. Para isso, a plataforma conta com clientes que participam da sua evolução e que conduzem as novas soluções dentro das visões de seus mercados.

Os negócios colaborativos promovidos pelas ExOs definem muito mais do que potenciais clientes/usuários: detectam necessidades amplas e urgentes nos mercados de atuação. Isso torna essas organizações mundialmente populares e, consequentemente, elevam exponencialmente seu crescimento (de receita, de alcance, de negócios). Some a isso a habilidade de construir redes de parceiros e fãs e chegamos à um modelo de negócio altamente participativo e dinâmico.

Negócios colaborativos: clientes, parceiros ou fãs?

Ao assumir a missão de resolver problemas de massa, as organizações exponenciais sabem que não é possível cumprir tal objetivo sozinhas. Ainda mais quando seus modelos de negócios pedem dinamismo, menos custos e alcance global. Assim, voltamos ao início do texto, quando falamos que os clientes não são meramente clientes ou usuários. Os negócios colaborativos querem mais do que usuários. Querem pessoas dispostas a colaborar e com uma coisa em comum: a necessidade que precisa ser suprida.

No post anterior sobre modelagem de negócios, comentei sobre o caso do Slack que compartilhou uma versão piloto com diversas empresas para, a partir do feedback do seu público-alvo, chegar ao produto final. Essa aproximação permitiu a personalização das funcionalidades e a evolução do produto, pensado pelo e para o usuário. Resultado? Uma comoção que surpreendeu seus desenvolvedores e transformou a plataforma na queridinha das equipes de empresas renomadas.

Mas o que ganhamos com esse tipo de modelo de negócios?

Produtos e serviços cada vez mais próximos da nossa realidade ou de realidades que ainda vamos viver!

E o que leva um usuário a fazer parte de uma plataforma? Pode ser uma interface com gamificação, um sistema de recompensas ou simplesmente admiração. Essa admiração que transforma os clientes em fãs é construída desde o início, com desenvolvimento a partir do usuário, feedback constante, personalizações, soluções que acompanham a evolução do público no uso das tecnologias.

Também é visando formar uma comunidade de fãs que os negócios colaborativos buscam parcerias relevantes e indispensáveis para o funcionamento de seus sistemas. É a inovação por meio de pontes entre pontos aparentemente desconexos. Exemplo do Waze + GPS + dados de usuários + smartphones + desenvolvedores de apps + lab de ideias. Quanto mais participação, maior valioso o produto/serviço se torna. Quanto mais unimos pontos diferentes, mais inovador se torna.

Sabemos que o ecossistema criado por negócios colaborativos só é possível com a adoção da tecnologia, que permite processos automatizados e escaláveis. Afinal, não poderíamos imaginar um Google feito a partir de coletâneas Barsa! Para pensar grande, precisamos de novas ferramentas, conquistadas graças à inovação.

O que tecnologia e uma comunidade de fãs podem fazer pela sua empresa para ela alcançar um modelo de negócio exponencial? Comente aqui e compartilhe as suas ideias.