Afinal, o que é esse papo de modelo de negócio?

Nos últimos três anos o tema inovação tem crescido muito no ambiente organizacional como uma forma de buscar novos mercados e ampliar a margem de lucro das empresas. Paralelo a isso temos visto o foco dos negócios sendo alterado, onde empresas inovadoras tem a atenção às necessidades de seus clientes antes de definirem que tipos de produto farão. Estamos passando por grandes transformações. Uma onda que será preciso habilidade e alguns conhecimentos para poder surfá-la.

E este é um convite que quero lhe fazer para participar de um dos nossos workshops de Inovação em Modelos de Negócios. Você já sabe o que é Modelo de Negócio?

Por modelo de negócio consideramos a representação dos processos de uma empresa de como oferece valor aos seus clientes, obtém seu lucro e se mantém de forma sustentável ao longo de um período de tempo.

Uma organização manter uma vantagem competitiva requer a combinação do desempenho de pessoas qualificadas, uma cultura organizacional focada em inovação e a utilização de ferramentas de vanguarda da tecnologia da informação para uma eficaz gestão do conhecimento. O desenvolvimento de modelos de negócio implica em colocar uma atenção nos processos internos e de infraestrutura a fim de que a organização crie valor, incluindo as variáveis de decisão, entre elas processos e métodos de prestação de serviços, fluxos de logística, administrativo e financeiro além dos processos de gestão do conhecimento.

A capacidade de inovar, de criar novos conhecimentos, sempre foi o diferencial competitivo fundamental das pessoas e organizações de sucesso. Compreender como desenvolver essa capacidade é importante para todos. Vivenciar a inovação na prática é uma experiência reveladora.

Os temas que são apresentados durante o workshop de 2 dias com 16 horas de duração são:

1. Inovação e Modelos de Negócios – A evolução do conceito de modelo de negócio e o Canvas de Alex Osterwalder – um framework para a geração de modelos de negócio.

2. Design Thinking como ferramenta para geração de novas ideias e negócios.

3. Entendimento do cliente e suas necessidades.

4. O Canvas da Proposta de Valor x Segmento de Clientes e o serviço a ser realizado (The job to be done).

5. A importância da Prototipagem e o Mínimo Produto Viável.

6. Padrões de modelos de negócios.

7. Desenvolvimento do cliente – Escalabilidade e rentabilidade do modelo selecionado.

8. A Curva de valor, ambiente externo e estratégias organizacionais.

Um curso que utiliza da lógica do design como forma prática de buscar a inovação, com uma abordagem teórica, porém apoiada no conceito de “aprender fazendo” visando a habilitar os participantes a replicar a experiência em seu dia a dia.

Eu sou a facilitadora. Meu nome é Maria Augusta Orofino. Sou Mestre em Gestão do Conhecimento, especialista em Administração Pública e Marketing, Administradora de Empresa com cursos de extensão realizados na Duke University e UC Berkeley – USA e na Universidade de Barcelona – Espanha.  Além disso atuo como palestrante e facilitadora de workshops e treinamento em inovação, design thinking, modelos de negócios e desenvolvimento do cliente e consultora organizacional com + 20 anos de experiência. Nos últimos 3 anos, ministrei workshops em diversos estados brasileiros e no exterior em mais de 100 turmas e proferiu palestras  atingindo um contingente de mais de 5.000 pessoas, além de workshops in company. Para conhecer alguns depoimentos de quem participou, acesse aqui.   Sou autora do blog www.mariaaugusta.com.br e co-autora do blog www.bmgenbrasil.com. Co-Autora dos livros Business Model You e Ferramentas Visuais para Estrategistas.

Nossa atuação é nacional e a agenda para os próximos workshops segue abaixo e você pode obter mais informações neste link

1. Fortaleza – 28 e 29/3/2014 – Em parceria com a Action Coach

2. Curitiba – 31/3 e 1/4/2014 – Em parceria com a ANPEI

3. São Paulo – dias 3 e 4/4/2014 – em Parceria com ANPEI

4. Florianópolis – dias 11 e 12/4/2014

5. Salvador – dias 25 e 26/4/2014 – em parceria com Action Coach

6. Em parceria com a ESPM SP – São Paulo – 15 a 17/5/2014

7. Workshops in company? Sim, caso esteja interessado em realizar este evento exclusivo para a sua equipe ou empresa, envie-nos um email que faremos uma proposta exclusiva, dentro das suas necessidades.

A geração de modelos de negócio inovadores representa uma nova fonte de vantagem competitiva considerando que pode resultar na criação de valor organizacional e na mudança da forma de fazer negócio, tornando-se um novo padrão para o surgimento de novos empreendedores de sucesso. Aguardamos o seu contato.

Fórum Rio Business Innovation

cristoO Estado do Rio de Janeiro vive um período rico em oportunidades em decorrência dos fluxos de investimento atraídos pelo pré-sal, pelas olimpíadas, pela copa do mundo, Rio +20, pelo crescimento das indústrias criativas, entre outras iniciativas. A questão é saber se sua empresa está preparada para aproveitar os esses bons ventos.

Para discutir esse assunto, foi criado o Fórum  Rio Business Innovation. Um ambiente  onde empresários, investidores e empreendedores encontrarão as oportunidades abertas pelas mudanças em curso na economia fluminense com repercussões em todo o Brasil. Será também um momento para conhecer a fundo e discutir os temas de negócio que mobilizam o Rio de Janeiro, além de conhecer na prática como inovar ou renovar seu modelo de negócios através da metodologia Business Model Generation com quem a inventou – Alexander Osterwalder. Em um mundo onde a tecnologia iguala as empresas, o modelo de negócio faz a diferença.

O Rio Business Innovation, acontecerá no auditório da Fundação Getúlio Vargas nos dias 28 e 29 de novembro de 2011, em Botafogo.

livro alexO evento inicia no dia 28/11 com uma máster class proferida por Alex Osterwalder, autor do best seller Business Model Generation que aborda um método de modelagem de negócios inovadores já adotado por empresas como 3M, Ericsson, IBM, Telenor, Capgemini, Deloitte, Logica, Governo do Canadá, entre outras empresas mundiais.

No dia 29/11 será apresentado um Panorama de Oportunidades de Negócio decorrentes dos eventos econômicos e culturais atualmente em curso no Estado do Rio de Janeiro: Copa, Olimpíadas, Pré-sal, Rio +20, entre outros.

O objetivo central do evento é prover um ferramental analítico que possa ser aplicado por empreendedores para aproveitar as potenciais oportunidades de negócio em curso no estado do Rio de Janeiro com repercussões em todo o Brasil. Pretende ainda evidenciar se as empresas possuem modelos de negócios inovadores para aproveitar tais oportunidades.  Mais informações podem ser obtidas no site do evento  http://www.riobusinessinnovation.tangu.com.br/. As vagas são LIMITADAS.

 

Afinal, qual a origem do conceito de modelos de negócio?

3canvas paredeOs anos noventa foram marcados pelo surgimento de um novo espaço conceitual decorrente da pulverização e acessibilidade à internet, disseminada pelo world wide web (www) que resultou em significativas transformações na sociedade, na forma de realizar negócios, no relacionamento entre as pessoas e na aproximação de mercados. Esse novo espaço conceitual trouxe a exigência de mudanças na forma de organizar os negócios que surgiam e que precisavam ser modelados sob uma nova ótica uma vez que critérios adotados na era industrial já não podiam ser considerados nesta nova era do conhecimento.

Como resultante desse processo, houve o surgimento de empresas que iniciaram suas transações comerciais baseadas no ambiente virtual, denominadas de empresas ponto com também chamadas pelo termo em inglês dot com. O processo de comercialização das ações das empresas ponto com era feito através da NASDAQ (Acrônimo que significa em inglês National Association Securities Dealers Automated Quotation ou Pregão Automático da Associação Nacional dos Corretores), o primeiro mercado acionário eletrônico do mundo, criado em 1971 e que ganhou fama de mercado que negocia ações das empresas do futuro, ou seja, fabricantes de computadores, softwares, chips, cabos de fibra óptica, biotecnologia, etc.

As empresas ponto com, associadas às empresas de alta tecnologia, viram suas ações crescerem vertiginosamente em um curto espaço de tempo entre os anos de 1998 a 2001, pela oferta abundante de recursos e de investidores resultando em uma supervalorização das mesmas.

Em maio de 2001, a NASDAQ sofreu um colapso e muitas pequenas empresas virtuais que iniciavam seus negócios, quebraram. Tais empresas não precisavam de estratégia, nem de competências especiais e tampouco de clientes – bastava-lhes um modelo de negócio baseado na web com promessas de lucros fabulosos no futuro. Decorrente deste movimento surgiu o conceito de modelo de negócio como uma síntese para caracterizar a forma de como as empresas ponto com atuavam nesse novo mercado.  Da mesma forma em que a internet passou a ter um significativo papel para impulsionar outros tipos de negócios, a partir desse movimento, o conceito de modelo de negócio passou a abranger qualquer tipo de empresa. Associado a este fato, a ampliação da disponibilidade dos meios de comunicação permitiu que as empresas implantassem outras possibilidades de negociação, gerando um novo conceito de valor para o cliente.  

De acordo com Alex Osterwalder, modelo de negócio pode ser conceituado como a descrição da lógica de como uma organização cria, distribui e captura valor. A inovação em modelos de negócio requer informações provenientes da gestão do conhecimento que se baseia na sinergia entre a capacidade de processamento das tecnologias da informação e a capacidade humana de tomada de decisão. Modelos de negócio e processos de gestão do conhecimento estão relacionados e variam em função da filosofia de gestão e da cultura organizacional, fazendo com que um seja alterado em função do outro.  

Por gestão do conhecimento, define-se a ação sistemática e intencional de captura, armazenamento e comunicação de informações essenciais aos negócios de uma empresa, visando à melhoria contínua dos processos, da atuação dos seus integrantes objetivando uma vantagem competitiva. Isso não se restringe a uma determinada tecnologia ou fonte de informação.

Nas organizações, a gestão do conhecimento cumpre um papel relevante na elaboração de modelos de negócio. O conhecimento explícito é exigido na descrição do modelo, que se origina na externalização do conhecimento, apresentando a vantagem de poder ser visualizado, comunicado, compartilhado e utilizado no ambiente organizacional. Desta forma, o conceito de modelo de negócio ajuda a externalizar, mapear e armazenar o conhecimento sobre a lógica de criação de valor de uma empresa‖.

A inovação como condição de sobrevivência das empresas tem forçado a introdução de formas explícita de gestão do conhecimento obrigando as empresas a adotarem estratégias planejadas para a coleta e documentação de ideias e sugestões dos seus colaboradores. Os modelos de negócio relacionados à visão tradicional das organizações pautadas pela era industrial embasados pela visão da eficiência e otimização de processos têm se tornado inadequado às organizações do conhecimento, afetadas pelo ritmo crescente de mudanças radicais e imprevisíveis no ambiente empresarial. Essa reformulação da natureza do negócio e da natureza da própria organização caracteriza as mudanças de paradigma que são a marca da inovação do modelo de negócio.

Nas organizações, a origem do valor está na criação de conhecimento e na utilização do conhecimento dos clientes e colaboradores, que determinam o design da inovação do modelo de negócio. Em um mundo onde mercado, produtos, tecnologias, concorrentes e a própria sociedade mudam de forma tão ágil, a inovação contínua e o conhecimento tornaram-se uma vantagem competitiva sustentável para as organizações. Ações intensivas em conhecimento podem ser consideradas como uma classe de processos organizacionais que constituem uma ou mais atividades que apresentam exigências de conhecimentos significativos para sua atuação eficaz e atuam com os profissionais do conhecimento de quem são exigidos competência e conhecimento especializado, aprendizado contínuo e a transformação de informações implícitas ou explícitas no contexto organizacional.

Observação: Este texto é de autoria de Maria Augusta Orofino e originalmente foi publicado na sua dissertação de mestrado - OROFINO, M.A. Técnicas de criação do conhecimento no desenvolvimento de modelos de negócio, Dissertação – UFSC, EGC, Florianópolis, 2011.

Na internet foi publicado nos blogs www.modelosdenegociosinovadores.comhttp://startupi.com.br e http://www.programacases.com.br/

Nos dias 13 a 15 de outubro de 2011, em parceria com a Design Echos, realizaremos um curso prático sobre modelos de negócios inovadores. Acesse www.modelosdenegociosinovadores.com conheça o programa e participe!

Agenda:
Quando: de 13 a 15/10/2011 – das 8h às 18h
Local: LabEchos -  Avenida Jurema, no. 326 – Moema – São Paulo – SP
Valor da inscrição: R$ 890,00 por pessoa
Informações: http://modelosdenegociosinovadores.com
Email: contato@designechos.com.br
Vagas limitadas

Modelos de negócio e ambiente organizacional

canvas FloripaTransformações organizacionais têm se beneficiado da agilidade proveniente das novas tecnologias, proporcionando o desenvolvimento de novas formas de criação de valor e de transações comerciais entre empresas que vêem suas fronteiras serem expandidas e ampliadas. Neste contexto, o desenvolvimento de modelos de negócio representa a maneira de como uma organização cria, captura e distribui valor.

A geração de modelos de negócio inovadores representa uma nova fonte de vantagem competitiva considerando que pode resultar na criação de valor organizacional e na mudança da forma de fazer negócio, tornando-se um novo padrão para o surgimento de novos empreendedores de sucesso.

Alex  Osterwalder coloca em seu livro “Modelos de negócios Inovadores que um modelo de negócio deve descrever a lógica de como uma organização cria, entrega e captura valo. E funciona como um mapa ou guia para a implantação de uma estratégia organizacional, de processos ou sistemas.

A geração de novos modelos de negócio deve considerar o novo ambiente de negócios caracterizados pelo ritmo dinâmico, descontínuo e radical de mudança. Desta forma, o surgimento de novos modelos de negócio requer que as organizações estimulem um ambiente colaborativo considerando que a criação de valor surge a partir de novas ideias que são geradas pelo compartilhamento da informação e pela gestão do conhecimento.

O desenvolvimento de modelos de negócio implica em colocar uma atenção nos processos internos e de infraestrutura a fim de que a organização crie valor, incluindo as variáveis de decisão, entre elas processos e métodos de prestação de serviços, fluxos de logística, administrativo e financeiro além dos processos de gestão do conhecimento. Assim, para que uma organização mantenha uma vantagem competitiva,  requer a combinação do desempenho de pessoas qualificadas, uma cultura organizacional focada em inovação e a utilização de ferramentas de vanguarda da tecnologia da informação para uma eficaz gestão do conhecimento.

A partir de um processo colaborativo e utilizando-se de ferramentas do design thinking, o curso prático de modelos de negócios inovadores que acontecerá no periodo de 29/8 a 3/9, em São Paulo, pretende criar a ambiência necessária para que essas informações transformem-se em conhecimento para que os participantes possam de forma prática, aplicar em seus ambientes organizacionais. Participe.

Palestra sobre modelos de negócio e a criação do conhecimento

Maria Augusta OrofinoOntem tive a oportunidade de apresentar mais uma vez os resultados da minha pesquisa de mestrado sobre o desenvolvimento de modelos de negócio e a criação do conhecimento. A palestra (disponivel no SlideShare) aconteceu em São Paulo, com a parceria da Confraria Empresarial que está iniciando as suas atividades dessa grande cidade, mas que já existe em Florianópolis a vários anos. Para uma plateia enxuta mas ávida por conhecer o tema, discutimos qual é a diferença entre modelos de negócio, plano de negócio e estratégia empresarial. Expus também o modelo de Alex Osterwalder, desde a ideia da ontologia proposta por ele na sua tese de doutorado na Suiça até a consolidação do Business Model Generation que a partir do mês de agosto estará nas livrarias brasileiras editado pela Alta Books,  em português e de fácil acesso ao público. A palestra termina com a apresentação das técnicas de criação do conhecimento que são fundamentais para a elaboração de modelos de negócio inovadores, entre elas o design thinking.

Sobre o tema Modelos de Negócios Inovadores, informo que no periodo de 29/8 a 3/9 realizaremos em São Paulo o primeiro workshop sobre Modelos de Negócios Inovadores, uma parceria com a Design Echos da Juliana Prosérpio e Ricardo Ruffo. Este evento é aberto ao público e funcionará como um laboratório de inovação participativa, estimulando uma visão empreendedora tanto nas empresas como para as pessoas interessadas no assunto. Tem como público alvo qualquer pessoa interessada em desenvolver processos de inovação visando à geração de novos modelos de negócio ou mudanças em seus modelos atuais.

O diferencial do workshop é o desenvolvimento experiencial de trabalho colaborativo, através do conhecimento de processos criativos para a transformação de idéias, permitindo a troca de experiência entre profissionais com diferentes níveis de compreensão acerca da geração de modelos de negócio inovadores. O formato do evento considera que o aprendizado é muito mais efetivo quando experimentamos e quando somos parte do processo, podendo interagir e agir. É por isso que os participantes irão “aprender fazendo”, a partir das ideias apresentadas por Alex Osterwalder no livro Business Model Generation.

Além disso, os participantes entrarão em contato também com outras diferentes teorias e ferramentas de modelos de negócio em aulas expositivas, provocações, diálogos e aprenderão durante o workshop praticando com um projeto real de uma empresa parceira.

Será conduzido por Juliana Proserpio, formada em Design de Produto, com especialização em Inovação Social pela School of Visual Arts nos EUA e em Design Thinking na D.School (Hasso Plattner Institute) na Alemanha, Ricardo Ruffo formado em administração com especialização em empreendedorismo e inovação com extensões no MIT e Berkeley. Além de especializações em Inovação Social na School of Visual Arts, nos EUA e Design Thinking na D.School (HPI), na Alemanha, e  Maria Augusta Orofino, Mestre em Gestão do Conhecimento, consultora organizacional com +20 anos de experiência e diretora da Prospect Ideias em Movimento, o  primeiro workshop Modelos de negócios inovadores  acontecerá no LabEchos em São Paulo, espaço colaborativo da Design Echos, criado para acelerar e facilitar a inovação e o empreendedorismo no Brasil.

Agenda:
Quando: de 29/8 a 3/9/2011 – das 19h às 23h
Local: LabEchos -  Avenida Jurema, no. 326 – Moema – São Paulo – SP
Valor da inscrição: R$ 1.390,00 por pessoa
Informações: http://modelosdenegociosinovadores.com
Email: contato@designechos.com.br
Vagas limitadas

TEDx Curitiba

Quando conheci o TEDx por meio de vídeos postados no YouTube, pensei comigo como seria interessante participar de um evento desta natureza apresentando um conteúdo ou uma experiência. Plasmamos os sonhos e um dia eles acordam. Eu estava em São Paulo nesta última segunda feira (11/7) e havia combinado um café com Renata Nizer para conhecê-la recomendada por um amigo em comum João Gabriel Chebante. Qual foi a minha surpresa quando depois de uma conversa que fluia muito bem, a Renata diz prá mim: “Guta, tenho um convite, mas como o tempo está muito curto, estou temerosa de te apresentar – conhecemos o teu trabalho e queremos te convidar como uma das palestrantes para o TEDxCuritiba e o evento acontecerá no dia 16/7″… Nem pensei em quantas coisas eu precisaria fazer para ajustar a minha agenda, mas de pronto aceitei. E posso dizer que foi uma das experiências mais marcantes da minha vida.

O TED (cuja sigla significa Tecnologia, Entretenimento e Design  — três grandes áreas temáticas que estão, coletivamente, moldando o nosso futuro) surgiu em 1984 como uma conferência anual na Califórnia e já teve entre seus palestrantes Bill Clinton, Paul Simon, Bill Gates, Bono Vox, Al Gore, Michelle Obama e Philippe Starck. Apesar dos mil lugares na platéia, as inscrições esgotam-se um ano antes. Cerca de 500 das palestras estão disponíveis no site do evento e já foram acessadas por mais de 50 milhões de pessoas de 150 países.  Com quatro ações, TED Conference, TED Talks, TED Prize e TEDx,  a organização pretende transformar seu mote “ideias que merecem ser espalhadas” cada vez mais em realidade por acreditarem apaixonadamente no poder das ideias para mudar atitudes, vidas e, em última instância, o mundo.  Por sua vez, o TEDx é um programa local, auto-organizado que une pessoas para compartilhar ideias que valem a pena ser difundidas. Em um evento TEDx apresenta conferencistas ao vivo que são combinados para despertar um debate profundo e conexão entre os participantes. Tudo é feito por voluntários, sem cobrança de taxas ou qualquer forma de pagamento. A platéia é escolhida entre candidatos em forma de curadoria, e de acordo com um perfil desejado em sintonia com o tema que será debatido.

mon1O TEDx Curitiba teve como tema Pessoas Transformando Cidades. Cada vez mais as cidades estão no centro dos debates da vida moderna. É na cidade que moramos, trabalhamos e construímos nossas vidas. É na cidade que temos o ambiente ideal para transformação da sociedade, com maior conectividade entre as pessoas, melhor ambiente para convivência. A idéia era unir transformações sociais, ambientais, culturais, tecnológicas e educacionais que tenham feito a diferença para a mudança de vida nas cidades. Tudo isso acontecendo na belissíma estrutura do Museu Oscar Niemeyer, ou Museu do Olho.

Com uma platéia composta por 300 pessoas, uma equipe de 30 voluntários, o patrocínio da IBM e da CAIXA,  alguns apoios locais e organizado por 5 mulheres poderosas (Ana Kretzmann, Daniely Votto, Fernanda Musardo,  Renata Nizer e Juliana Paganni),  o TEDxCuritiba foi uma experiência maravilhosa. Impossível relatar a energia que permeou cada apresentação, pautadas em exatos 18 minutos, para cada um dos 17 palestrantes convidados. Indescritível o clima, a energia dos participantes, o apoio dos patrocinadores, a comissão organizadora e os novos amigos, parceiros que também palestraram. Um marco na minha vida, com certeza.

Compartilho a minha apresentação. O vídeo deverá ser disponibilizado na próxima semana e com certeza colocarei aqui para disseminar essa ideia.

Finalizo com um trecho apresentado por Jaime Lerner , um dos palestrantes do evento.

– Qual é o teu sonho?
Quem sonha, cria todo dia
E quem cria, nasce todo dia
Um sonho te persegue até acontecer.
Acredite e sonhe sempre.

Veja outros posts também neste link – www.innovaservice.com.br

Prá você o que é um pivô?

imagesCAVS8YGKJá comentei isso em outros posts e farei isso novamente. Existem textos que eu sinceramente gostaria de ter sido a autora tal a sincronicidade com o que eu penso. Recebi hoje um artigo do meu grande amigo Marcondes da Silva Cândido que reproduzo citando a autoria e fonte e respeitando todos os direitos autorais. Trata-se um artigo de autoria de Marcelo Nakagawa é professor e consultor de empreendedorismo e inovação, publicado no Brasil Econômico. Não tenho a data nem o link da publicação. Fico devendo e reproduzo abaixo o texto. Boa leitura.

Teste seus conhecimentos de negócio! Dos itens a seguir, quais você tem algum conhecimento? SWOT, análise BCG, posicionamento, plano de negócio ou PMBOK? Se fez algum curso na área de negócio, já analisou pontos fortes e fracos de uma organização e oportunidades e ameaças do seu ambiente de negócio.

Refletiu sobre a relação entre vacas, cachorros, estrelas e outros questionamentos existenciais na análise BCG. E ainda definiu o posicionamento estratégico da empresa no mercado, que depois orientou a elaboração de um plano de negócio, que, por sua vez, foi desdobrado em projetos seguindo o PMBOK.

Mais um teste. E agora? Quais itens tem familiaridade? Customer development, lean startup , scrum, pivô ou business model canvas? Se você só sabe o que é um pivô, e mesmo assim, com alguma relação odontológica, é melhor se desesperar. No mínimo, você não tem entendido como boa parte das ideias mais inovadoras têm chegado ao mercado nos últimos anos.

Há 20 anos, os empreendedores mais bem preparados nem sabiam o que era BCG, SWOT ou plano de negócio. Outros que fundaram seus negócios há cerca de 10 anos, até conheciam estes instrumentos, mas poucos escreveram um plano de negócio.

Destes poucos, raros foram os que conseguiram utilizar o documento final pois quase nada funcionou e ainda tiveram que alterar a ideia inicial de negócio diversas vezes até o momento em que conseguiram desenvolver um conceito de negócio que fosse realmente vencedor.

Mas há uma nova geração de empreendedores inovadores que, propositalmente, ignoraram todas as questões do primeiro teste. Será que Chad Hurley e Steve Chen, fundadores do YouTube, chegariam a alguma conclusão se tivessem feito uma análise SWOT do negócio? Mas de qual negócio? Eles nem tinham um, quando começaram.

Estes novos empreendedores nem sabem quem é Philip Kotler ou Michael Porter, mas não perdem um evento com Steve Blank e Eric Ries. O primeiro criou o conceito de Customer development. Uma abordagem que defende que primeiro é necessário descobrir, validar e conquistar clientes para só depois pensar em construir um negócio.

Analise a trajetória de Twitter, Google, Youtube, eBay e concordará com Blank. O segundo reuniu métodos como o lean manufacturing e desenvolvimento ágil de sistemas como o Scrum, que entram em choque com o PMBOK, para criar o agora venerado conceito de lean startup, que prega que um negócio pode ser construído em pleno voo a partir de interações e feedbacks dos clientes. Além disso, este negócio pode ter “pivôs”, momentos em que, diante dos novos conhecimentos, a empresa altera sua atuação na direção que pareça mais promissora.

Mas ainda restava o desafio de visualizar um negócio que poderia ser bastante flexível. Surge em cena o business model canvas, uma ferramenta visual cocriada por Alexander Osterwalder e dezenas de outros criativos e que está em dez de dez eventos bacaninhas de planejamento de negócios ao redor do mundo.

Era o substituto de plano de negócio tradicional que faltava. Mas voltado aos testes… Se respondeu rapidamente o primeiro mas gaguejou no segundo, não está na hora de você trocar o seu pivô?

business model generation

Um dos autores que pesquisei durante a elaboração da minha dissertação foi Alex Osterwalder, por meio do seu livro The Business Model Generation. O processo de desenvolver modelos de negócio a partir de Osterwalder é em si um exemplo prático de como desenhar essa atividade. Osterwalder concluiu seu curso de doutorado na Universidade de Lausanne na Suíça em 2004 com o tema de inovação em modelos de negócios sob a orientação de Yves Pigneur, Ph.D. Por meio de divulgação em seu blog na ocasião, o assunto passou a ser aplicado em grandes empresas como 3M, Ericsson, Deloitte, entre outras.

Posteriormente, em 2006, Osterwalder juntamente com Yves Pigneur decidiram lançar o material que vinha sendo divulgado na internet, em forma de livro e aproveitaram a oportunidade para editar um material, dentro do conceito de inovação em modelo de negócio, fazendo disso um caso real de aplicação do modelo proposto. Para tanto, optaram por editar um livro a partir de um exercício prático do próprio modelo, diferente da edição normal de um livro até então conhecido. Criaram uma comunidade online (http://www.businessmodelhub.com) para compartilhar seus escritos e ideias. Desta forma, qualquer pessoa interessada em fazer parte do processo pode aderir à comunidade pagando uma taxa que no inicio do processo foi de US$ 24 (vinte quatro dólares americanos) e cresceu gradualmente até atingir o patamar de US$ 243,00 (duzentos e quarenta e três dólares americanos) para manter como uma plataforma exclusiva. A receita resultante serviu para cobrir todos os custos de produção do livro.

A produção do conteúdo do livro teve inicio com Osterwalder, Pigneur e além de Patrick van der Pijl, que primeiro incentivou a dupla a iniciar o livro. A comunidade online foi criada com profissionais de empresas que adotassem modelos de negócio inovadores. Ao conhecer o processo, Alan Smith é integrado ao grupo pela sua experiência como diretor de criação ficando responsável pela design do livro. Posteriormente Tim Clark, um editor e JAM uma empresa que utiliza o pensamento visual para solução de problemas, juntaram-se à equipe principal que conduziu todos os trabalhos até a conclusão final do livro.

A redação do livro foi de forma transparente e disponibilizada na citada comunidade online na internet recebendo comentários e sugestões. Conteúdo, design, ilustrações e estrutura foram complementarmente compartilhados e exaustivamente comentados pelos membros da comunidade em todo o mundo. Competia a equipe central composta por Alex, Pigneur, Patrick, Alan, Tim e Jam receber os comentários, adicioná-los ao livro e devolver as respostas para a comunidade.

O público alvo que participou desse processo foram empresários, consultores, visionários e executivos resultando em 470 pessoas como co-autores de 45 diferentes países.

De acordo com Osterwalder; Pigneur (2010) os números finais desse trabalho foram: 

9 anos de pesquisa e prática

470 co-autores

19 versões preliminares do livro

1.360 comentários

77 fóruns de discussão

8 protótipos

137.757 visualizações do método online antes da publicação do livro

28.456 Post-it™ utilizados nos processos de criação do conhecimento

200 cópias de impressão em teste

287 chamadas pelo skype

45 países

13,18 GB de conteúdo

4.000 horas de trabalho, em média

521 fotos

5.000 cópias vendidas em 2 meses

Fonte: Extraído de Osterwalder e Pigneur, (2010) pp. 274-275

Ainda em forma de protótipo, o livro foi lançado em 2009, em Amsterdam – Holanda,  para depois ser publicado. Através da Amazon (www.amazon.com) em apenas dois meses foram vendidos 5.000 exemplares do livro superando as expectativas.

Apresento um link com uma palestra que Osterwalder apresentou em fevereiro de 2011 para colaboradores da Google nos EUA onde ele explicita o processo de geração de modelos de negócio. Quanto mais eu estudo esse tema, mais eu me apaixono pelo CANVAS.

BMGen no Brasil

Gostaria de lançar um desafio aos profissionais brasileiros que trabalham e são apaixonados pela geração de modelos de negócio a partir do “Canvas” de Alex Ostervalder & Co.

O Brasil possui uma dimensão continental e é notadamente reconhecido como um país de empreendedores. Nossa jinga e determinação nos colocam em destaque no mundo e principalmente entre as economias que mais crescem atualmente. Devemos ser a sétima economia no mundo, em 2011, a partir de dados de Fundo Monetário Internacional. Uma das metas da atual presidente é diminuir a população que se encontra na linha de extrema miséria. As micro e pequenas empresas correspondem a mais de 99% dos 5,8 milhões de negócios formais existentes no Brasil e empregam 52,3% dos 24,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Isso corresponde a 13,1 milhões de empregados, de acordo com a terceira edição do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa, lançado em agosto de 2010 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A edição apresenta números de 2008 e 2009.

Por sua vez, pesquisa efetuada em publicações no Brasil, na base de dados do portal da Capes (CAPES, 2010) a partir da palavra-chave modelo de negócio, apresentou apenas trinta publicações entre teses e dissertações. O resultado da busca sistemática realizada na base de dados SciELO – Scientific Electronic Library Online (SciELO, 2010), biblioteca eletrônica que disponibiliza periódicos científicos brasileiros não apresentou nenhum estudo sobre este tema. Investigação do tópico modelo de negócio no portal Google Acadêmico (2010), apresentou seis trabalhos relacionados à pesquisa acadêmica. E não foram localizados nenhum artigo científico em periódicos internacionais, revisado por pares.

Este é o nosso desafio. Trazer ao Brasil o conceito de modelo de negócio proposto por Alex Osterwalder & Co e o “Canvas” como “um blueprint” para o planejamento estratégico e para o plano de negócio. Como já falei anteriormente, sou novata neste assunto mas um entusiasta. O que eu imagino que poderíamos fazer em conjunto e coloco aqui aberto às adesões, comentários, atualizações etc, é o seguinte:

1 – Criação uma comunidade em português na internet. Pode estar atrelada ( e acho que deve) ao grupo já constituido por Alex O. & Co em http://www.businessmodelhub.com

2 – Divulgação dos trabalhos já realizados e cases nacionais, com empresas brasileiras e dentro da nossa realidade

3 – Expansão do BMGen através do Sebrae Nacional em parcerias com as escolas de empreendedorismo e administração

4 – Promoção da vinda de Alex Osterwalder & Co ao Brasil no primeiro semestre de 2011 com palestras e workshops pelo menos em Brasilia, São Paulo e Florianópolis.

5 – Lançamento do BMGen em português.

5 – Realização de um evento nacional em parceria com as universidades e CNI para aproximação entre empresas e academia para estimular o surgimento de estudos de casos e a adoção do conceito de modelo de negócio.

6 – Deixo em aberto a espera da sua sugestão.

Business Plan or Business Model

Um não exclui o outro. Por um plano de negócio entende-se o documento descritivo que apresenta o estado atual e futuro de uma organização, relata os objetivos de um negócio e as etapas que devem ser cumpridas para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas, permitindo conduzir o negócio a uma maior probabilidade de sobrevivência a longo. Por sua vez, modelo de negócio visa descrever a criação de valor e apropriação de valor nas organizações.

Alex Osterwalder (@business_design) e Steve Blank (@sgblank) apresentam alguns passos como criar uma start-up de sucesso. Evidente que outros pontos devem ser observados mas este slide share tem a leveza característica desses dois jovens best-sellers. Confira.  Creating start-up Sucess.