Inovação Aberta hubs de conexão

Inovação aberta e hubs de conexão: quais os modelos disponíveis?

A inovação aberta proporciona a parceria estratégica entre startups e empresas estabelecidas no desenvolvimento de soluções para acompanhar as dinâmicas mudanças do mercado, por meio dos hubs de conexão. Espaços que estimulam a interação entre diferentes agentes para o surgimento de ideias inovadoras, proporcionando um ambiente favorável para testar novas tecnologias e promover networking.

Estar imerso em um ecossistema de inovação é essencial, tanto para empresas iniciantes quanto para as já consolidadas. Afinal, ambientes de inovação estimulam o compartilhamento de conhecimento e experiências criativas que impulsionam a criação de novos produtos e serviços. 

Ao buscar parceria estratégica com os diferentes atores do ecossistema de inovação, como, universidades, empreendedores, investidores e iniciativas públicas e privadas, torna-se viável implementar a Inovação Aberta. E, assim, incorporar a visão de startups nas organizações que ainda atuam com o modelo de gestão tradicional, impactando positivamente nos processos organizacionais como um todo.

No Webinar sobre Inovação Aberta e seus Ecossistemas, com a participação da Clarissa Teixeira — professora e pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que coordena o grupo de pesquisa VIA Estação Conhecimento, referência nacional em pesquisa sobre habitats de inovação — abordamos a importância dos ecossistemas de inovação para fomentar a Inovação Aberta.

Esses ambientes caracterizam-se por integrar diferentes atores com intuito de promover o compartilhamento de conhecimento e o estímulo à criatividade para amparar o desenvolvimento tecnológico de uma região, impulsionando o potencial inovador de pessoas e organizações

Na oportunidade, Clarissa compartilhou práticas bem-sucedidas de inserção da Inovação Aberta em órgãos públicos para solucionar os seus principais desafios com apoio de outros atores do ecossistema, comprovando que a divergência de debates e ideias é fator fundamental para a inovação. Assista ao webinar para aprofundar seu conhecimento sobre o tema.

Modelos de hubs de conexão que fomentam a Inovação Aberta

Existem diferentes modelos de hubs de conexão, espaços que fomentam a Inovação Aberta, a exemplo das pré-incubadoras, incubadoras, aceleradoras, LABs, núcleos de inovação e tecnologia, coworkings, parques científicos e tecnológicos, centros de inovação, centros de pesquisa e desenvolvimento. 

Os hubs constituem-se como mecanismos para geração de empreendimentos e ecossistemas de inovação, sendo considerados instrumentos de políticas públicas para o desenvolvimento local e regional. Cada vez mais esses ambientes tornam-se relevantes por oferecer infraestrutura e suporte que contribui para impulsionar o crescimento de negócios disruptivos, influenciando desde a escolha do local para sua instalação à atração de talentos e investimentos.  

Compreenda alguns modelos de hubs de conexão que contribuem para fomentar a Inovação Aberta nas organizações:

Incubadoras de empresas

O papel das incubadoras de empresas é fornecer apoio como suporte técnico, gerencial e formação complementar aos empreendedores para estimular a criação e o desenvolvimento de negócios inovadores de alto impacto, facilitando o processo de inovação e acesso a novas tecnologias e metodologias ágeis em organizações nascentes.

Aceleradoras de negócios

Aceleradoras são mecanismos de apoio a empresas que possuem um modelo de negócio consolidado e com potencial de crescimento rápido. Conectam empreendedores, investidores, pesquisadores, empresários, mentores de negócios e fundos de investimento e oferecem mentoria, avaliação, treinamentos, crédito ou investimento por meio de fundos ou de capital de risco.

Laboratórios de inovação

Laboratórios de inovação possibilitam a exploração criativa de ideias, o desenvolvimento de testes de conceito, protótipos e produtos mínimos viáveis além de aplicações e o estímulo à cultura de compartilhamento e produção cooperada para testar, avaliar e validar soluções de maneira rápida, flexível e de baixo custo. Como influência desse movimento, surgem diariamente laboratórios de inovação corporativa em grandes organizações, como o Cubo Itaú, Inovabra do Bradesco, Oxigênio da Porto Seguro, LuizaLabs do Magazine Luiza, entre tantos outros que apostam em projetos de risco e atuam de maneira ágil na implementação de ideias inovadoras.

Parques tecnológicos

Estrutura para estimular ou prestar apoio logístico, gerencial e tecnológico ao empreendedorismo inovador e intensivo em conhecimento, com o objetivo de facilitar a criação e o desenvolvimento de empresas que tenham como diferencial a realização de atividades voltadas à inovação. Responsável por gerenciar o fluxo de conhecimento e de tecnologia entre universidades, instituições de Pesquisa e Desenvolvimento, empresas e mercados. Atua na criação e crescimento de empresas de base tecnológica por meio da incubação e de spin offs, além de fornecer outros serviços de alto valor agregado, aliados a um espaço físico e serviços de apoio de alta qualidade. 

As organizações para crescerem e prosperarem precisam estar inseridas em um ambiente propício para incentivar a inovação. A iniciativa deve ser uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo que grandes empresas beneficiam-se do conhecimento de outros atores do ecossistema para o desenvolvimento conjunto de soluções de forma ágil e acessível, o mercado corporativo serve de experimentação para validação dessas inovações, contribuindo para promover a melhoria contínua de uma solução, formando, assim, um círculo virtuoso para aprimorar a experiência dos clientes.


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Ambidestria Organizacional

Ambidestria organizacional: qual o caminho para a excelência organizacional

Ambidestria organizacional é a habilidade necessária para encarar as mudanças exponenciais como oportunidade, e não ameaça. Organizações ambidestras possuem a capacidade de aliar a inovação à excelência operacional, direcionando seus esforços na busca por soluções realmente disruptivas para alcançar eficiência nos negócios. 

Para implementar uma gestão ambidestra, é preciso mais do que inovar. É necessário adaptar o modelo de negócio, incorporando estratégias inovadoras ao mesmo tempo em que se promove melhoria contínua dos produtos, serviços e processos já instituídos, buscando a eficiência operacional para manter a competitividade no mercado de atuação. 

Adotar a mentalidade de uma empresa ambidestra demonstra a evolução de mindset e cultura voltada para a inovação. Para que a estratégia seja bem-sucedida é importante garantir que toda a organização esteja alinhada a esse propósito.

Assim, a gestão de processos e a inovação atuam de forma simultânea e complementares. A estratégia ambidestra permite que inovações disruptivas e inovações incrementais coexistam e se complementem. Prática conhecida no mercado como equilíbrio de dois opostos, exemplificados pelos termos em inglês exploitation e exploration. Por um lado, o foco está em gerenciar a eficiência e o crescimento do modelo de negócio atual (Exploit), ao mesmo tempo em que são ágeis, criativas e adaptáveis para explorar novas oportunidades para continuar relevante no longo prazo (Explore).  

O que é ambidestria organizacional?

O conceito de ambidestria organizacional tem sido cada vez mais difundido em empresas que passam por uma jornada de transformação cultural para a inovação. Ao implementar a gestão ambidestra, passam a conciliar tanto a inovação incremental como a disruptiva para alcançar a eficiência dos processos, testando novos modelos de negócio e processos inovadores para adaptar-se às mudanças em ritmo acelerado ao mesmo tempo em que o modelo de negócio tradicional é fortalecido. 

Para isso, é necessário promover uma liderança inovadora e uma cultura organizacional ambidestra que estimule tanto a eficiência operacional como a inovação e criatividade, com foco nas pessoas. Afinal, somente uma liderança ambidestra possibilita aliar a excelência operacional e inovação, mantendo um olhar crítico para atender as necessidades do presente, sem deixar de estar preparada para lidar com a complexidade do futuro. 

Assista ao Webinar Organizações Ambidestras, com a participação do Prof. Dr. Hélio Matos, para aprofundar o conhecimento sobre ambidestria organizacional, bem como conferir exemplos práticos. 

O Magazine Luiza é uma das marcas citadas durante o webinar pelo fato de ter a inovação em seu DNA. Faz parte dos preceitos do Magazine Luiza, desde sua fundação, a necessidade constante de inovar, renovar e, principalmente, valorizar as pessoas, sejam clientes, colaboradores ou fornecedores.

De uma pequena loja de presentes em Franca (SP), transformou-se em uma das líderes do varejo nacional. Atualmente, a empresa está investindo na compra de startups de diferentes segmentos, com a aquisição de 21 empresas nativas digitais em 18 meses. 

Estratégia adotada para destacar-se como referência na digitalização do varejo. Dessa forma, além de inovar para que o consumidor possa encontrar tudo o que precisa dentro do aplicativo, a empresa mantém a excelência dos serviços para garantir uma entrega final mais eficiente de seus produtos e serviços. Escolha acertada, já que as vendas nos canais digitais representam 70% da receita do negócio.

Modelos de ambidestria organizacional

Além de compreender o que é ambidestria organizacional e como colocá-la em prática, também é preciso entender que existem diferentes caminhos para implementá-la. Estes dependem do modelo de negócio de cada empresa, mercado de atuação, design organizacional e do momento econômico e também do seu estágio de desenvolvimento.

Há três diferentes modelos de gestão que podem ser adotados ao aplicar a estratégia de ambidestria organizacional. Conheça cada um deles e identifique qual é o mais indicado para o seu negócio. 

Ambidestria Estrutural

Nesse modelo, duas equipes trabalham separadamente, uma delas focada em garantir a eficiência operacional e a outra voltada à inovação. Com a consolidação das novas formas de trabalho, a divisão dessa estrutura pode ser entre diferentes squads (departamentos/grupos) da empresa. 

As equipes, voltadas para as unidades de eficiência e inovação, atuam de maneiras diferentes e são lideradas de acordo com o objetivo final de cada área. Essa divisão demarcada é uma das iniciativas que permite que duas realidades consideradas opostas coexistam de forma saudável na empresa. 

Ambidestria Cíclica

Na Ambidestria Cíclica, a principal característica desse é a definição dos períodos em que cada projeto será priorizado. Assim, inovação e excelência receberão total atenção em momentos diferentes

Uma única equipe trabalha focada em inovação durante um período determinado, depois muda o foco para a excelência operacional durante um período definido. Formando assim, um ciclo de processos por um período de tempo determinado. 

Esse processo, diferente do anterior, exige ainda mais maturidade do time como um todo. Isso porque, pode ser bastante desafiador fazer a transição entre modelos de gestão a cada troca de ciclo. Por outro lado, nessa forma de ambidestria corporativa os funcionários tendem a ter mais interação entre uns e outros.

Ambidestria Simultânea

Esse modelo de gestão mais dinâmico, exige que os colaboradores sejam capazes de entender e exercer ambas as partes de maneira simultânea. Nesse modelo, não há divisão de equipe. Todos são responsáveis por manter os processos tradicionais enraizados ao mesmo passo em que buscam a inovação. 

Para isso, é preciso que os profissionais envolvidos conheçam bem as rotinas e processos da empresa, estejam constantemente informados, estudando melhorias e testando novos produtos e serviços. Tudo isso sem deixar de lado a qualidade nas entregas obrigatórias e de rotina.

É importante no processo de implementação da ambidestria organizacional contar com lideranças inovadoras preparadas para garantir investimento em inovação, sem comprometer os resultados esperados.

A ambidestria organizacional é uma demanda do mercado atual. Sua empresa está pronta para adotar esse modelo de gestão inovador? Conheça o Workshop In Company “Liderança Ambidestra e Inovadora” e implemente o modelo de ambidestria mais adequado ao seu negócio.

 

Case Sc

Ecossistemas de inovação: Case de sucesso do setor tecnológico de Santa Catarina

Ecossistemas de inovação caracterizam-se por integrar diferentes atores com intuito de promover o compartilhamento de conhecimento e o estímulo à criatividade para amparar o desenvolvimento tecnológico de uma região, impulsionando o potencial inovador de pessoas e organizações

Santa Catarina é considerado um dos maiores pólos tecnológicos do país, destacando-se pela geração de negócios inovadores. O ecossistema de inovação catarinense se consolidou como um importante promotor do desenvolvimento econômico, social e territorial em comparação com os demais ecossistemas brasileiros, destacando-se pelo crescimento no número de empresas a nível nacional, maior especialização e a tendência de crescimento exponencial.

Dados do ACATE Tech Report 2021, estudo realizado pelo Observatório da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), aponta que setor de tecnologia de Santa Catarina representa mais de 6% do PIB do estado. Além disso, destaca-se como o 6º maior em faturamento, com quase R$20 bilhões no ano e a produtividade é a terceira mais expressiva.

O ecossistema de inovação catarinense é constituído de diversos habitats de inovação, fundos de investimento, universidades de ponta, instituições de apoio e fomento, leis e programas de incentivo à tecnologia e inovação. Este ecossistema proporciona um ambiente fértil para o desenvolvimento de empresas inovadoras. 

Isso porque, o desenvolvimento de habitats de inovação possibilita a integração dos principais atores do ecossistema, conectando talento, tecnologia, capital e conhecimento para alavancar o potencial empreendedor e inovador. Fatores que contribuem para o fortalecimento do setor tecnológico da região. 

Para abordar o case de sucesso do ecossistema de inovação, entrevistei Clarissa Stefani Teixeira — professora do Departamento de Engenharia do Conhecimento (EGC) da Universidade Federal de Santa Catarina e coordenadora do VIA Estação Conhecimento, único grupo especializado em habitats de inovação e empreendedorismo no Brasil.

O projeto visa o fortalecimento de habitats de Inovação, atuando na ativação do ecossistema catarinense e na implantação dos 13 Centros de Inovação do Estado. Clarissa compartilhou sua experiência à frente da VIA Estação Conhecimento e contribuições para o desenvolvimento do ecossistema de inovação de Santa Catarina. 

“Nosso grupo busca transformar o conhecimento em algo tangível e utilitário para a sociedade. A partir disso, nossas ações buscam o envolvimento de diversos atores. Para se falar em inovação, as ações ecossistêmicas são consideradas e a universidade, para as suas práticas de ensino, pesquisa e extensão se apoiam nestas ações. Iniciamos então os estudos com ecossistemas e o apoio no mapeamento, na ativação e na orquestração de diversos ecossistemas do Brasil com metodologia própria”, comenta.

Case de sucesso do ecossistema de inovação catarinense 

Na visão da pesquisadora, o engajamento entre os atores, a colaboração e o reconhecimento são alguns dos principais fatores que contribuem para o sucesso do ecossistema de inovação de Santa Catarina. Entretanto, ter entidades fortes, com entregas efetivas faz com que a confiabilidade aumente em um ecossistema. Entidades inovadoras também destacam-se como importantes na cultura da inovação e do empreendedorismo no ecossistema.

Clarissa citou ainda as principais iniciativas da VIA Estação Conhecimento para contribuir com o fortalecimento do ecossistema de inovação de Santa Catarina.

“Atuamos com diversas ações. Dentre elas podemos citar diversos programas de inovação realizados nos órgãos públicos. Eventos com foco em inovação, trazendo a rede de colaboração para atuar em conjunto com equipes multidisciplinares também recebe destaque. Atuamos com projetos colaborativos que colocam diferentes atores em um mesmo ambiente para o entendimento dos problemas e a busca de soluções e estamos trabalhando fortemente com diversos ecossistemas locais no Brasil e no exterior para suas orquestrações. Nossa contrapartida com projetos que envolvem a comunidade para impulsionar a transformação da região em que o ecossistema está inserido, atuando na modelagem de diferentes tipologias de habitats de inovação como centros, parques e distritos”, destaca.

A experiência bem sucedida do ecossistema de inovação de Santa Catarina é reflexo do apoio e incentivo ao desenvolvimento e fortalecimento de empresas inovadoras e pode ser replicada em outros ecossistemas de inovação do Brasil. Clarissa evidencia que a liderança dos habitats de inovação é imprescindível para a modelagem de formação de rede. 

“Temos uma forte liderança em eventos de inovação para trabalhar a cultura da inovação e do empreendedorismo. Em Santa Catarina estão as mais reconhecidas incubadoras do Brasil. E temos liderança de inovação no âmbito público, em living labs e em distritos de inovação, por exemplo. Temos uma rede de centros de inovação e iniciativas de pré-incubação que estão em praticamente todo o estado de Santa Catarina. Alianças vêm sendo formadas por lideranças estaduais e locais e assim vemos iniciativas diversas sendo pactuadas para fortalecer o movimento regional que conta com importantes pólos de inovação em todas as regiões do Estado”, explica.

Para aprofundar o conhecimento sobre o tema recomendo a leitura do livro A Jornada Ágil: um caminho para inovação. A obra apresenta os conceitos e caminhos para implementar as metodologias ágeis em uma organização para alcançar a inovação. Boa leitura!

 

lean startup

Como a inovação aberta se conecta com a metodologia Lean Startup?

Se antes os empreendedores seguiam uma fórmula padronizada para o lançamento de novos negócios, atualmente, é possível perceber um movimento diferente no mercado. A metodologia Lean Startup chega com a proposta de equilibrar e diminuir os riscos e desperdícios, de qualquer natureza, na criação de uma empresa ou modelo de negócio. lea

Organizações inovadoras que buscam integrar boas práticas de gestão com foco na eficiência, a exemplo das Startups, aderem ao movimento Lean. Isso se deve ao fato da metodologia Lean Startup ser considerada uma abordagem com capacidade de transformar profundamente empresas de qualquer setor para que consigam se reinventar e se adaptar em tempos de mudanças exponenciais, promovendo a inovação contínua. 

Em “Por que o movimento lean startup muda tudo”, Steve Blank, contextualiza o antes e depois da metodologia. Em um processo tradicional, há, de antemão, um plano de negócios, uma apresentação da ideia para os investidores, a estruturação da equipe, sobretudo da equipe de inovação, o lançamento de um produto e, por fim, um esforço final e gigantesco em sua venda. Tudo isso, sem nenhuma garantia de sucesso. 

Companhias e empresas com diferentes modelos de negócios tem tentado transformar suas formas de atuação, buscando acompanhar o ritmo de mudanças que o mercado vem exigindo. Essa não é uma tarefa fácil, mas com adaptações primordiais pode-se alcançar mudanças de pensamentos tornando os negócios cada vez mais velozes e adaptáveis em um contexto complexo e de incertezas. 

Com a metodologia Lean Startup, passa-se a enfatizar o padrão de gerar negócios adotado por Startups, que consiste em fazer de uma forma enxuta aquilo que é necessário sem desperdício de recursos.

O que é a metodologia Lean Startup?

Identificar problemas e saber como resolvê-los é a premissa da metodologia Lean Startup. O objetivo é, acima de tudo, promover mais eficácia, otimizar custos, reduzir desperdícios com entregas a curto prazo. A metodologia foi baseada no “Lean Thinking”, que é um framework mental que busca pensar nos recursos de maneira eficiente e orientada. Potencializando, assim, os resultados a partir de melhorias contínuas. 

A metodologia Lean Startup vai ao encontro da experimentação, da opinião do cliente e de projetos interativos. Isso significa tirar de cena os planejamentos robustos e pormenorizados e a concepção de que, desde o começo, o ponto de partida deve estar ancorado em um produto pronto. 

Por isso mesmo, em contrapartida ao pensamento tradicional, é que se passa a trabalhar com os MVPs, ou os produtos mínimos viáveis, ou seja, com a necessidade de “pivotar”. Incluindo novos processos, tecnologias, e, principalmente, a mentalidade de trabalho da organização e do time.

Princípios da metodologia  Startup Enxuta

No livro A Startup Enxuta, Eric Ries explica que a Lean Startup, ou startup enxuta, tem origem na revolução ocasionada pela manufatura enxuta, um sistema desenvolvido na Toyota conduzido por Taiichi Ohno e Shigeo Shingo. Além disso, o pensamento enxuto tem impactado drasticamente tanto os sistemas de produção quanto as cadeias de suprimento. 

Entre os princípios do lean, estão: 

O autor afirma que o lean é o responsável por apresentar ao mundo que há uma distinção entre as atividades criadoras de valor e desperdício. A metodologia faz com que todos possam analisar sua própria produtividade por uma ótica diferente. Por exemplo, quando se desenvolve algo que ninguém realmente deseja e, por isso, pouco importa se está dentro do orçamento e do prazo pré-estabelecido.

A metodologia Lean Startup é, acima de tudo, uma forma de alcançar o principal objetivo das startups: descobrir, no menor tempo e com maior velocidade possível, qual o produto certo em que se deverá empregar esforços e investimentos. Em outras palavras, o produto que o público deseja e, sendo assim, pagará por ele.

Conexão entre lean startup e inovação aberta


Assim como o lean, a inovação aberta também oferece uma promessa de menor desperdício, redução de tempo e mais agilidade para fazer com que as ideias cheguem ao mercado. A inovação aberta promove a busca de fora do ambiente organizacional por soluções inovadoras para aperfeiçoar os processos internos.

Derivando do caminho “de fora para dentro”, fazendo parcerias ou a partir da colaboração com agentes externos, é possível, como alguns autores chamam: “começar no meio” e não no início.

A metodologia Lean Startup contribui para os processos de inovação aberta porque, como aponta Steve Blank, faz com que as startups parem de agir “na surdina”. Antes, o medo de potenciais concorrentes para uma oportunidade de mercado impedia que ocorresse um verdadeiro processo de feedback entre a empresa e o cliente. Hoje, com a adoção da metodologia lean startup, entende-se que esse processo de feedback é mais valioso do que uma exposição cadenciada e sigilosa.

Esse começar pelo meio, na verdade, quer dizer que a startup ou o inovador pode fazer uso daquilo que já foi desenvolvido e, inclusive, demonstrado por um parceiro-colaborador, em vez de simplesmente começar do zero. Assim, não é preciso reinventar a roda, ou aquilo que existe, é mais “lean” utilizar inovações bem sucedidas.

Nesse contexto, a inovação aberta é um meio para obter soluções mais rapidamente, acelerando o tempo de lançamento de mercado e fazendo com que as startups possam ter acesso ao conhecimento de especialistas que estão em outras organizações e instituições.

Obtendo, dessa forma, a validação do produto e mercado, o compartilhamento de riscos e a soma de expertises. Somando as práticas e processos da inovação aberta com a metodologia lean, há um grande terreno a ser conquistado no que diz respeito a inovar rápido e sem desperdícios.

Um ponto importante é que Lean Startup e inovação aberta não estão restritas ao âmbito da tecnologia, apesar de suas origens. São abordagens que têm sido implementadas por organizações dos mais variados portes e segmentos e transformado a forma como se inova.

Quer saber mais sobre como a inovação aberta e a metodologia Lean Startup se conectam ou ficou com alguma dúvida?

Entre em contato conosco e aproveite para deixar seu comentário e compartilhar suas impressões e perguntas.

 

start up inovação

Inovação para empresas: parceria com startups e inovação aberta

Já sabemos que a inovação não anda sozinha. Pelo contrário, anda muito bem acompanhada. Por isso, quando se fala em inovação para empresas, encontrar um parceiro certo pode ser decisivo. E isso está bastante relacionado com aquilo que falei sobre inovação aberta. A colaboração e o ecossistema são fatores-chave para que as organizações possam expandir seus horizontes, seja em soluções, produtos ou no próprio modelo de negócio.

É certo que estamos vivendo um período repleto de transformações, o que inclui a forma que a inovação para empresas é vista e praticada. Da inovação aberta até o método Lean Startup, as grandes empresas mudaram processos e aceleraram o ritmo das inovações e transformações digitais. Com isso, vimos grandes empresas buscando parcerias estratégicas com startups, e o contrário também.

Como funcionam as parcerias entre startups e empresas? 

No auge das interações entre grandes empresas e startups, participei de um levantamento para ajudar a direcionar os esforços de ambos dentro dessas promissoras parcerias. O resultado foi o e-book “Como grandes empresas e startups se relacionam”, que continua mais atual do que nunca. Lá, identificamos os principais tipos de relacionamento e como está acontecendo a inovação entre empresas e startups. São eles: 

1. Relacionamentos de Posicionamento

Dentro do “Relacionamento de Posicionamento”, estão as interações que têm como objetivo central o fomento do ecossistema a partir da participação das grandes empresas, a identificação e o acompanhamento de tendências e oportunidades, além da aproximação e desenvolvimento de afinidade com a cultura de startups. Por isso, nessa categoria se encontram capacitações e mentorias, matchmaking e conexões, reconhecimento e premiações, assim como os espaços de coworking que promovem o encontro de empresas e startups.

2. Relacionamentos de Plataforma e Parceria

Quando se fala de inovação para empresas dentro do contexto do relacionamento de plataforma e parceria, está sendo visto o cenário no qual as startups passam a ter acesso a recursos das grandes organizações. Dessa forma, as startups conseguem se desenvolver dentro do modelo ou, ainda, utilizar a oportunidade como plataforma. Fazem parte desse relacionamento: vouchers de serviços e tecnologia, licenciamento de PI da grande empresa, acesso a recursos não-financeiros, acesso a base de colaboradores e acesso a base de clientes e canais de vendas. 

3. Relacionamentos de Desenvolvimento de Fornecedores

Em um relacionamento de desenvolvimento de fornecedores, vemos a interação das startups com o objetivo de criar uma nova rede de fornecedores inovadores. Para isso, fazem uso de atividades conjuntas de pesquisa e desenvolvimento, utilizam os recursos das grandes empresas ou, ainda, a própria startup detém uma tecnologia de interesse das grandes empresas. Nisso, encontramos os recursos para P&D e prototipagem, licenciamento de Propriedade Intelectual da startup, contratação de projeto piloto e fornecimento de serviço ou produto inovador. 

4. Relacionamentos de Investimento

Nos relacionamentos de investimento, há uma camada profunda em que a grande empresa se torna sócia da startup. Porém, há uma variação entre nível de participação e controle. Diante disso, há três categorias ou modelos que definem esses níveis: programa de aceleração com equity, investimento com participação acionária minoritária e aquisição e incorporação.  

Inovação para empresas: 3 etapas para a construção da parceria 

Entender quem são os potenciais parceiros e trabalhar em conjunto com eles é uma forma de criar uma forte vantagem competitiva. Ainda mais considerando a necessidade da inovação para empresas. É isso que Andrew Shipilov, Nathan Furr e Tobias Studer Andersson, especialistas em inovação e estratégia, descrevem em “Looking to Boost Innovation? Partner with a Startup”.

Se encontrar o parceiro certo pode impulsionar a inovação para empresas, muitas dúvidas também surgem no processo. Como identificar quem são os melhores parceiros? E, principalmente, como fazer com que as parcerias funcionem na prática? Em um projeto recente, os especialistas identificaram quais as boas práticas para responder a essas perguntas. 

  • Primeira etapa: identificar o problema a ser resolvido. Parcerias de sucesso têm um conhecimento prévio e aprofundado do problema do cliente ou do parceiro que precisa ser atacado e resolvido. Mais do que uma suposição. Além disso, a dica é se concentrar naquele problema que é realmente valioso.
  • Segunda etapa: é preciso a conscientização, dos parceiros em potencial, sobre o problema. Se manter na zona de conforto e se limitar aos parceiros conhecidos, confiando somente neles, pode acabar trazendo resultados que não são os ideais para chegar ao objetivo principal. Afinal, eles fornecerão justamente os recursos que já são conhecidos. É, sem dúvidas, reconfortante contar com quem já se conhece previamente. Mas isso limita o espaço de pesquisa e faz com que as soluções inovadoras se tornem mais distantes. 

Os parceiros incomuns trazem recursos que você nem ao menos sabia que precisava. No entanto, cabe aqui um alerta, os parceiros incomuns podem também não saber que precisam de você. Por isso, para que seu ecossistema de inovação tenha tanto os parceiros comuns quanto incomuns, é preciso que os últimos lhe encontrem. 

  • Terceira etapa: é preciso superar diferenças. Os parceiros nem sempre trabalharão em perfeita sintonia em um primeiro momento, é um erro bastante comum acreditar que haverá uma grande sinergia, mas sem considerar divisões culturais e operacionais, além da dissonância entre o nível de conhecimento. Sendo assim, o sucesso está não só nas capacidades, mas no potencial para superar as diferenças. 

Certamente, todas as etapas acima são apenas parte do processo de uma parceria de sucesso. No entanto, abrir os horizontes e encarar as parcerias a partir de um mindset de colaboração pode fortalecer laços e promover a inovação para as empresas. 

Quer conversar mais sobre essa troca entre grandes empresas e startups em prol da inovação aberta? Entre em contato comigo!

ecossistemas de inovação

A inovação aberta e o papel dos ecossistemas de inovação

Se pessoa alguma  é uma ilha, nenhuma empresa também deve ser. Em um cenário no qual é preciso simultaneamente evidenciar pontos fortes, responder rapidamente às mudanças e explorar oportunidades, o desenvolvimento precisa ir além de uma perspectiva única. Ele deve acontecer em colaboração. Em ecossistemas de inovação.

Falamos continuamente sobre a importância da construção de um mindset colaborativo, e de como fazê-lo. Cada vez mais, as organizações procuram a sinergia entre equipes multidisciplinares, com o objetivo de reunir os conhecimentos necessários para alcançar melhores resultados, superar desafios, promover mudanças e explorar novas oportunidades. E se ampliarmos e utilizarmos o mesmo raciocínio nas relações entre as empresas?

Grande parte das mudanças reais e de grande impacto, nascem de uma soma de esforços em prol da comunidade. Por que não pensar na inovação de maneira igual? A Open Innovation, ou inovação aberta, conceito criado por Henry Chesbrough, invoca justamente o uso de fluxos de conhecimento diversos, internos e externos, com o intuito de estimular e acelerar a inovação interna, além de expandir os mercados para, da mesma forma, fazer o uso externo da inovação. Ou seja, de forma descentralizada, diferentes agentes, como empresas, universidades e consumidores, colaboram entre si para inovar. 

Isso significa substituir a crença de que as realizações devem ser individuais e dentro dos limites das empresa. Sendo assim, o que vemos, na verdade, é uma troca positiva para ambas as partes. Se, por um lado, o conhecimento produzido em parceria e de forma aberta é aplicado no desenvolvimento e criação de novos serviços e produtos, por outro, a comunidade, o mercado e demais agentes possuem a mesma experiência construída para fazer uso. Importante dizer que a inovação aberta não é sinônimo de acesso livre e irrestrito às tecnologias e aos conhecimentos de uma organização. 

A importância dos ecossistemas de inovação

Assim como definimos na inovação aberta, em que as trocas de duas vias entre players constitui no sucesso da criação de novos produtos e serviços, os ecossistemas de inovação também são compostos por diferentes atores. Entre eles, estão: universidades, parques tecnológicos, governo, aceleradoras, incubadoras, investidores, empreendedores, mentores e fundações, por exemplo. Sendo que, os ecossistemas de inovação são os responsáveis pela criação de um fluxo de conhecimento, tecnologias e recursos entre os agentes envolvidos. Por meio disso, é possível viabilizar a concretização de ideias em novas possibilidades de negócios ou, até mesmo, em transformações internas, como culturais e digitais, nas empresas envolvidas. 

O crescimento dos ecossistemas de inovação acontece na mesma medida que o dos seus envolvidos. Sendo assim, as empresas e, principalmente, suas lideranças precisaram rever a própria abrangência de suas atuações, pois além dos colaboradores e times que já faziam parte dos processos internos, foi necessário incluir a presença e as contribuições de parceiros externos de outras organizações. Desta forma, as empresas se utilizam da inovação aberta para, a partir do somatório de esforços e conhecimento, criarem valor. 

Entre os pontos positivos proporcionados pelos ecossistemas de inovação, a potencialização do aprendizado, sem dúvidas, está no topo da lista. Com mudanças acontecendo de forma contínua, a necessidade de se adaptar e aproveitar as oportunidades é primordial. Para alcançar isso, trocar ideias e aprender continuamente é o melhor caminho. Em ecossistemas de inovação, há um ambiente propício para a construção destes relacionamentos de  contribuição mútua. 

Também vale destacar que o crescimento próximo e recíproco dos parceiros faz com que estar dentro dos ecossistemas de inovação seja, por si só, um fato relevante. Os seres humanos são gregários e, por conta disso, é natural que se valorize o contato, que a construção das redes seja imprescindível. Portanto, estar imerso em um espaço que promova a inovação aberta, gera um senso de pertencimento aos participantes, assim como uma determinada notoriedade perante ao mercado e a comunidade ao qual se está inserido. 

Por fim, quando há um caminho sendo traçado em cooperação, é natural que se estabeleça uma relação de confiança. E a confiança é intrínseca ao mindset colaborativo. Os ecossistemas de inovação permitem, dessa forma, que as empresas estabeleçam interna e externamente, iniciativas que visam verdadeiramente a colaboração.

Benefícios da inovação aberta para as empresas dos ecossistemas

As empresas que integram os ecossistemas de inovação têm muito a ganhar com a implantação da inovação aberta. Afinal, ambientes inovadores têm sido fundamentais para a sobrevivência e, mais ainda, para a prosperidade nos tempos atuais. É uma maneira de ir além do que é possível alcançar quando se conta somente com os recursos internos, usufruindo daquilo que há de melhor, em quaisquer quesitos, como conhecimento e tecnologia, independente da sua proveniência. 

No artigo “Inovação Aberta: o que é e os benefícios para a empresa”, o Distrito, um ecossistema de inovação independente, elencou alguns dos principais ganhos que se tem a partir da inovação aberta corporativa. Destaco três deles: 

  1. Pode ser a porta de entrada para a adoção de um processo inovador interno. As empresas que fazem parte de ecossistemas de inovação e adotam a inovação aberta, podem estar no começo de um jornada de inovação interna, abrindo-se para um relacionamento com startups ou investindo em ambientes que promovem trocas e compartilhamentos com esses mesmos negócios.
  2. Menor tempo entre as etapas de desenvolvimento e comercialização. Se há uma divisão de trabalho envolvendo outros parceiros, os recursos que antes eram somente internos, se ampliam e passam a dar conta de mais demandas, inclusive as que são relacionadas com pesquisas e desenvolvimento de produtos simultaneamente.
  3. Redução de custos nos mais variados momentos. O custo para inovar não estagnou, já que a inovação se tornou cada vez mais essencial e, por sua vez, mais desafiadora de ser realizada. Estamos em um nível considerável de avanço e encontrar o novo não é tão simples. Com a associação a outros players, há uma divisão de investimento nas etapas de pesquisa e desenvolvimento, por exemplo.

Lembrando que são apenas alguns dos itens que compõem as vantagens oferecidas pela inovação aberta. Há ainda benefícios como a criação de novos mercados, a redução dos riscos de aceitação de produtos ou serviços, a utilização de diversas fontes de conhecimento elevando o nível da geração de inovação, a conquista de novas perspectivas de negócios, a inovação em produtos e serviços que já existem e não são inteiramente novos, a potencialização do networking, a democratização do acesso ao conhecimento e às ideias, entre outros.

Em uma realidade em que inovar se faz um pré-requisito, os ecossistemas de inovação exercem  definitivamente um grande protagonismo. Quer conversar mais sobre o assunto? Estamos à disposição para ampliar o debate e trocar ideias.