Ambidestria Corporativa

Ambidestria Corporativa: características das organizações ambidestras

O conceito de ambidestria corporativa ganha cada vez mais destaque em organizações que já vêm passando por uma jornada de transformação cultural para a inovação. O método refere-se à habilidade das corporações investirem em capital humano e recursos em projetos pioneiros e inovadores, sem deixar de dar atenção a uma gestão eficaz para que as operações não sejam comprometidas. 

Com a intensa transformação digital, as empresas são obrigadas a acompanhar as mudanças exponenciais e inovar para se manterem competitivas. Nesse contexto, muitas empresas focam em inovação, novos processos e ferramentas, mas não se atentam em manter a excelência operacional. 

A ambidestria corporativa assegura conciliar a eficiência de novos modelos de negócio, processos inovadores e acompanhar as mudanças do mundo ao mesmo tempo em que o modelo de negócio tradicional é fortalecido. Para isso, é necessário promover uma liderança e uma cultura organizacional com ênfase no crescimento sustentável e que estimule o desenvolvimento de ambientes de trabalho ambidestros, trabalhando tanto na eficiência operacional como na inovação e criatividade, com foco nas pessoas.

Por que devo me atentar à ambidestria corporativa? 

De um lado há a supervisão e manutenção do modelo de negócio tradicional, para garantir que a base da empresa siga sólida. De outro, espaço para ideias inovadoras, disruptivas e que acompanham as mudanças que o mundo do trabalho exige.

Com a ambidestria organizacional, a busca pela excelência operacional caminha em paralelo com a inovação. Compreendemos que é impossível inovar e criar produtos exclusivos, que atendam às demandas do novo perfil de consumidor, sem estimular que os colaboradores e gestores tenham um olhar apurado para o futuro. 

Da mesma forma, para que isso seja feito sem desestruturar o que já foi construído, não se pode negligenciar os processos já existentes que garantem a saúde financeira da empresa e a estabilidade do negócio. Na prática: enquanto uma área fica responsável por garantir a eficiência operacional, a outra abre espaço para a inovação.

Imagine o salto enorme que sua empresa pode realizar quando compreende que é possível garantir a qualidade e o padrão do que já vem sendo feito ao mesmo tempo que investe em novos produtos ou serviços, utilizando melhor os recursos disponíveis. 

Quais as características de empresas ambidestras? 

A palavra de ordem aqui é equilíbrio. Excelência operacional e inovação sendo aplicadas de forma alinhada, mantendo o olhar para as necessidades do presente, sem deixar de se preparar para o futuro

É importante ressaltar também que não existe apenas uma forma de adotar o conceito em sua organização. Mas antes de falarmos disso, precisamos nos atentar à características primordiais de empresas ambidestras: 

  1. Você já sabe em que momento sua empresa está quando se trata de gestão, desempenho e suporte aos colaboradores? É necessário que os líderes tenham uma noção qualitativa e quantitativa em torno dessas questões da empresa. Apenas assim, você terá mais efetividade em compreender quais mudanças precisam ser feitas para levar sua empresa em direção ao alto desempenho.
  2. Empresas ambidestras constroem a possibilidade de que todos os colaboradores sigam investindo no autodesenvolvimento e se atualizando. Além disso, garantem que todos os níveis da empresa desde líderes à liderados compreendam o que significa, como funciona e qual o papel dele dentro da ambidestria corporativa.
  3. É importante aplicar alterações e inovar processos aos poucos, um por vez. Isso, para garantir a consistência de tudo o que está sendo feito. Quanto mais consistentemente elas forem, mais fácil será para todos da empresa compreenderem e acompanharem as mudanças que estão sendo aplicadas.

Tendo isso bastante claro, podemos compreender quais os diferentes modelos de ambidestria corporativa para incorporar nas organizações:

Modelos de ambidestria corporativa

Ambidestria Estrutural

Nesse modelo, duas equipes trabalham separadamente. Muitas vezes, inclusive fisicamente. Mas no caso da normalização cada vez maior do trabalho remoto, faz sentido pensarmos também na divisão dessa estrutura entre diferentes squads (departamentos/grupos) da empresa. 

Uma delas tem  foco em garantir a eficiência operacional, já a outra está voltada à inovação. Essa divisão demarcada é uma das iniciativas que permite que duas realidades consideradas opostas coexistam de forma saudável na empresa.

Ambidestria Cíclica

Outro modelo é a Ambidestria Cíclica. Nesse caso, uma única equipe trabalha focada em inovação durante um período determinado, depois muda o foco para a excelência operacional durante um período definido. Formando assim, um ciclo de processos por um período de tempo determinado. 

Esse processo, diferente do anterior, exige ainda mais maturidade do time como um todo. Isso porque, pode ser bastante desafiador fazer a transição entre modelos de gestão a cada troca de ciclo. Por outro lado, nessa forma de ambidestria corporativa os funcionários tendem a ter mais interação entre uns e outros.

Ambidestria Simultânea ou Contextual

Por fim, a ambidestria simultânea exige que os colaboradores sejam capazes de entender e exercer ambas as partes de maneira simultânea. Ou seja, não há divisão de equipe. Todos são responsáveis por manter os processos tradicionais enraizados ao mesmo passo em que olham para o futuro, buscando a inovação. 

É importante no processo de implementação da Ambidestria Corporativa contar com lideranças inovadoras preparadas para garantir investimento em inovação, sem comprometer os resultados esperados.

Sua empresa está pronta para implementar a Ambidestria Corporativa? Conheça os Workshops in Company disponíveis para contribuir com a inovação na sua organização. Neles, há cursos sobre Liderança para Inovação, Metodologias Ágeis, Organizações Exponenciais e Design Thinking. Acesse aqui e saiba mais. 

 

Responsabilidade Social Corporativa

Responsabilidade Social Corporativa: papel das organizações no impacto do seu entorno

Quanto mais refletimos a respeito das novas complexidades dos negócios, novas tecnologias e competitividade do mercado, mais o tema Responsabilidade Social Corporativa (RSC) deve ser evidenciado. Afinal, não se trata apenas de uma iniciativa importante para o desenvolvimento dos negócios, mas também uma maneira de estabelecer relações de maior valor com os principais stakeholders

A questão influencia inclusive na imagem da organização diante do consumidor final. Um estudo da Capgemini Research Institute revela que 79% dos consumidores têm como critério para suas compras a responsabilidade social, inclusão e impacto ambiental das marcas. 

Outro estudo elaborado pela Nielsen aponta que, cada vez mais, os consumidores da chamada geração Z realizam atividades que se preocupam com questões socioambientais no dia a dia. Além, claro, esperam que seus fornecedores também demonstrem preocupação com o futuro.

É a capacidade de uma empresa e suas lideranças adaptarem-se às complexidades do mundo que permitirá o sucesso a médio e longo prazo. Ou seja, um negócio que não está atento às crescentes disparidades sociais no entorno da sua região de atuação, ou não compreende o compromisso que deve assumir com a sociedade, tende a não sobreviver no mercado.

Responsabilidade Social Corporativa: o S em ESG 

Falar em Responsabilidade Social Corporativa está alinhado a um assunto que vem ganhando destaque nos últimos tempos: ESG. Contextualizando, essas três letras representam as palavras: Environmental, Social e Corporate Governance traduzindo para o português Ambiental, Social e Governança.

Compreendendo que todo tipo de negócio gera algum tipo de impacto ao seu redor, o ESG coloca em foco os três assuntos da sigla para que as organizações se preocupem em gerar impacto positivo — ou atue de forma que os impactos negativos sejam mitigados ao máximo. A iniciativa está diretamente associada ao sucesso dos negócios. 

A seguir, entenda melhor sobre o conceito de Responsabilidade Social Corporativa. 

Entenda o que é Responsabilidade Social Corporativa

O conceito de Responsabilidade Social Corporativa é bastante complexo e variado, podendo agregar significados diferentes dependendo do contexto. De qualquer forma, precisamos compreender que o tema perpassa por diversas questões:

  • Relações entre clientes e fornecedores; 
  • Satisfação com o usuário;
  • Desenvolvimento da comunidade ao entorno; 
  • Investimento em tecnologia;
  • Não discriminação de gêneros, raça, preferências sexuais, religiosas, dentro outros; 
  • Desenvolvimento profissional. 

E a lista segue. E quanto maior a preocupação de uma organização com relação aos assuntos ligados à Responsabilidade Social Corporativa, mais maturidade a empresa demonstra com relação a temas importantes ligados à sustentabilidade socioambiental. Isso porque, representa que se compreende o compromisso com a ideia de organização como conjunto de pessoas que interagem com a sociedade. Podemos dizer, assim, que a Responsabilidade Social Corporativa está estritamente ligada ao tipo de relacionamento que uma organização possui com os seus interlocutores.  

Sendo assim, a organização assume a responsabilidade com todas as pessoas envolvidas e impactadas de alguma forma com o negócio, e, consciente do seu papel, adota uma postura com maior responsabilidade social em todas as suas ações e na própria cultura organizacional.

Importante ressaltar também que a Responsabilidade Social Corporativa ocorre apenas quando tais medidas geram impacto direto na receita e resultados da empresa como um todo. 

Por que sua organização deve se comprometer com a Responsabilidade Social Corporativa 

Compreendendo o envolvimento que diferentes partes possuem em uma empresa bem sucedida, preocupar-se com a responsabilidade social tanto no âmbito interno de seu negócio, quanto no externo é o que gera a sinergia necessária para seu desempenho, regional e global. Além do fato do compromisso com o tema atender diferentes necessidades de todas as pessoas envolvidas e impactadas pela empresa.

Comprometer-se com a responsabilidade social auxilia nas métricas e princípios do ESG. Como vivemos em um mundo globalizado e articulado, adotar as práticas de ESG significa contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU.

A longo prazo, um empreendedor que está atento a esses assuntos garante a continuidade e sustentabilidade de seu próprio negócio, assim como impacta positivamente a sociedade como um todo. 

Princípios básicos para adotar a Responsabilidade Social Corporativa

Primeiramente falemos da transparência. Ela é a base de toda empresa, em qualquer segmento, quando falamos em responsabilidade corporativa. As partes impactadas pelo seu negócio terem acesso à informação é essencial para a sustentabilidade de qualquer negócio.

Nesse caso, a comunicação clara e assertiva faz-se necessário tanto externamente, para que o mundo ao redor saiba o que vem sendo feito, quanto internamente com os colaboradores, para que todos sintam-se parte de todo impacto positivo gerado pela organização. 

Outro fator, bastante similar à transparência e de extrema importância é a verificabilidade. Isso significa que a empresa, ao ser auditada por qualquer cidadão, governo ou possível investidor, conseguirá comprovar suas atuações socialmente responsáveis. 

A Responsabilidade Social Corporativa tem a ver, também, com estabelecida imagem e o reconhecimento da natureza social das organizações como valor que prevalece sobre qualquer outra consideração do tipo econômico ou técnico.

Além disso, está diretamente ligada à ideia de uma gestão participativa que procura melhoria contínua. Dessa forma, comprova-se que o negócio se constrói preocupando-se em assegurar a viabilidade do projeto empresarial a longo prazo, promovendo uma relação simbólica com o entorno social e com o meio ambiente.

Segundo o economista Jacques Demajorovic, “A noção de desenvolvimento sustentável implica a necessária redefinição das relações sociedade humana-natureza e, portanto, em uma mudança substancial do próprio processo civilizatório”. 

E os benefícios para a sociedade quando as empresas passam a adotar a Responsabilidade Social Corporativa são inúmeros. E os benefícios para a própria empresa, também são vários: 

  • O assunto atrai cada vez mais investidores, clientes e colaboradores; afinal, a empresa passa a ser vista como ‘cidadã’; 
  • Competitivamente, o negócio preocupado com tais questões sai na frente de seus concorrentes, uma vez que além de tudo, a responsabilidade gera mais sustentabilidade para uma marca;
  • Contribuição para redução do impacto socioambiental, reforçando o compromisso com a sociedade e gerando ainda mais credibilidade aos negócios.

Compartilhe sua opinião sobre o tema nos comentários e participe do debate! 

 

Constelação Organizacional

Constelação Organizacional: por que sua empresa deve investir nesta estratégia

A constelação organizacional é uma evolução da constelação familiar aplicada em empresas. Essa ferramenta de autoconhecimento coloca a convivência familiar do nascimento até a vida adulta como fundamental para a formação de caráter e aprendizados, comportamentos e atitudes.

Você já pensou como a relação com irmãos, tios e avós afetam a sua vida no trabalho? Será que essa experiência foi positiva ou negativa? O comportamento mais reativo de um colaborador tem a ver com a história familiar dele ou tem algo na liderança que o deixa desconfortável?

Ou até mesmo em questões de fusões e aquisições: como essa transição de um DNA de uma empresa para a outra é transferido? Como a mudança de cultura ou até mesmo a fusão de cultura organizacional afeta o dia a dia dos funcionários que farão parte de outra empresa?

Para saber o que é constelação organizacional e como utilizá-la para resolver conflitos e construir relacionamentos saudáveis na sua empresa, continue a leitura do artigo.

Afinal, o que é constelação familiar?

Todo mundo tem uma história sobre alguém que inspira ou traz uma lembrança de carinho. Um tio que deu um presente especial. O cheiro do bolo na casa da avó ou até mesmo as recordações com os deveres de matemática na época da escola. O ponto é que nem todas as lembranças são positivas e quando são geram autoconfiança.

No entanto, quando as memórias não são positivas podem gerar traumas que levamos para a escola e, depois, para a vida profissional. A constelação familiar atua justamente neste ponto: entender nossos traumas na relação com nossos familiares, encontrar respostas para várias questões e, consequentemente, tirar várias dúvidas e trabalhá-las rumo à cura e ao autoconhecimento.

A constelação familiar é uma ferramenta psicoterapeuta criada por Bert Hellinger em 1970 que contribui para que os indivíduos consigam identificar os seus problemas, encontrar padrões de comportamentos e até mesmo tirar dúvidas que podem ser tiradas baseadas nos comportamentos de familiares. E tudo isso ocorre no inconsciente, por mais que o indivíduo não queira aceitar, repete padrões para pertencer à família e respeitar quem veio antes.

Em tese a constelação familiar busca nos mostrar como, inconscientemente, somos levados a repetir comportamentos dos nossos grupos familiares. Para Bert Hellinger, criador da metodologia, a constelação familiar sistêmica é uma forma de nos organizarmos em grupos e também de mostrarmos amor a quem veio antes de nós.

Na prática, o método é aplicado por um constelador familiar que costuma solicitar para o cliente qual tema será trabalhado na sessão. Depois disso, é pedido uma série de informações para que a pessoa consiga identificar vários comportamentos familiares que possam ser identificados e reproduzidos em seu núcleo familiar: casos de roubos, assassinatos, mortes precoces, doenças, entre outros. Tudo pode ser trabalhado nessas sessões.

Por fim, é solicitado para que a pessoa identifique um membro da família que represente esse grupo para que o constelador familiar possa traçar formas de curar as feridas, rever padrões e desenvolver a resiliência nesse processo.

Qual a relação da constelação familiar com a constelação organizacional?

Como falamos até aqui, muitas de nossas inseguranças estão vinculadas aos nossos sistemas familiares. Segundo Hellinger, nossas vidas são norteadas por três princípios:

  • A necessidade de pertencer a um grupo;
  • Equilíbrio entre o dar e o receber neste grupo;
  • A hierarquia que existe neste grupo.

Em uma empresa não é diferente, não é mesmo? Existem vários setores com diferentes colaboradores e para que haja harmonia é fundamental que exista um senso de pertencimento entre os membros desse grupo. Outro ponto importante para que as engrenagens empresariais funcionem, é preciso ter um equilíbrio entre o dar e o receber essenciais para a liderança inovadora e organizações ambidestras. Por fim, também existe a hierarquia que norteia quem são os tomadores de decisão. Contudo, diferente da estrutura hierárquica familiar, nas empresas um subordinado pode virar líder, um gerente pode se tornar um executivo e assim por diante.

A constelação organizacional visa, portanto, eliminar comportamentos nocivos que impedem o crescimento das pessoas dentro de  empresa. Afinal, a empresa é um organismo vivo feito por pessoas de diferentes classes, raças, culturas e um comportamento nocivo e inconsciente de um colaborador pode desequilibrar o sistema de toda empresa.

No entanto, é importante ressaltar que o pertencimento ao grupo familiar nos acompanha durante toda a vida. Já nas empresas, esse pertencimento é temporário e facultativo. Inclusive, a constelação organizacional ajuda a identificar quais perfis profissionais mais se adéquam a cultura da empresa.

Benefícios da constelação organizacional nas empresas

  • Redução de conflitos entre pares e lideranças;
  • Melhorar a qualidade das tomadas de decisão;
  • Fomentar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional;
  • Analisar cenários para fusões e aquisições;
  • Facilitar a integração entre times depois de uma fusão ou aquisição;
  • Aumentar a penetração no mercado;
  • Analisar os efeitos sistêmicos entre os vários setores da empresa e, consequentemente, melhorar as passagens de bastão;
  • Estudar novos produtos;
  • Definir novas estratégias organizacionais.

Gostou de conhecer mais sobre constelação organizacional e os benefícios que pode trazer para a sua empresa? Veja também o webinar que realizamos sobre esse tema e amplie seus conhecimentos.

 

Líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações

Líderes ágeis percebem que vivemos em uma era de mudanças exponenciais em um ambiente global que é complexo, incerto e ambíguo. Eles já se deram conta de que, caso as organizações não se adaptem rapidamente às condições de constantes transformações, resistirão aos impactos da disrupção digital, como aconteceu com várias empresas que já estiveram na lista da Fortune 500.

A liderança ágil também antecipa ameaças e oportunidades e está sempre observando o desenvolvimento de novas habilidades no time para criar e desenvolver novas ideias que possam se transformar em novos negócios.

Quais são as características-chave dos líderes ágeis?

Os líderes ágeis são criativos, contam com senso de propósito e conseguem envolver e motivar o time a abraçar novos projetos, criando ambientes seguros de cooperação nos quais eles também aprendem. 

Além disso, líderes ágeis são flexíveis e conseguem ajustar rapidamente o seu estilo de liderança às demandas das mais diversas situações. Eles também respondem às incertezas e as dificuldades que um ambiente de constante mudança pode trazer. 

No entanto, os líderes ágeis não contam com um dom divino de liderança. Não nasceram com todas essas expertises, mas sim aprenderam com os feedbacks da equipe e buscaram mais exemplos de erros e acertos para se desenvolver de forma contínua.

Mas, por onde começar a preparação para que a gestão da sua empresa se transforme em uma liderança ágil. O primeiro passo é querer criar um espaço para essa mudança. O segundo é muita leitura, treinamento, escuta empática e aprendizados compartilhados. 

É por isso que preparamos um infográfico com várias dicas para quem quer implementar o Agile na organização: Manifesto ágil para líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações

O que você vai encontrar no Infográfico Manifesto ágil para líderes ágeis?

  • Os treinamentos precisam incluir os C-levels
  • Os feedbacks devem ser rápidos 
  • As reuniões precisam se transformar em sessões de trabalho
  • Buscar soluções de problemas ao invés de procurar a perfeição
  • O planejamento deve ser flexível

O infográfico Manifesto ágil para líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações é gratuito. Para ter acesso a essas e outras dicas, basta clicar aqui, preencher o formulário com os seus dados e o download começará automaticamente. 

Se você quiser mais informações sobre metodologias ágeis, liderança inovadora, organizações exponenciais e mindset ágil, pode acompanhar também o Canal no Youtube e o Podcast Ideias em Movimento, nas seguintes plataformas:

Espero que o Infográfico Manifesto ágil para líderes ágeis: o passo a passo para consolidar o Agile nas organizações consiga fazer com que a sua empresa dê o pontapé inicial para a transformação ágil. Boa sorte e sucesso!

 

Responsabilidade Social Corporativa

Responsabilidade Social Corporativa: papel das organizações no impacto do seu entorno

Quanto mais refletimos a respeito das novas complexidades dos negócios, novas tecnologias e competitividade do mercado, mais o tema Responsabilidade Social Corporativa (RSC) deve ser evidenciado. Afinal, não se trata apenas de uma iniciativa importante para o desenvolvimento dos negócios, mas também uma maneira de estabelecer relações de maior valor com os principais stakeholders

A questão influencia inclusive na imagem da organização diante do consumidor final. Um estudo da Capgemini Research Institute revela que 79% dos consumidores têm como critério para suas compras a responsabilidade social, inclusão e impacto ambiental das marcas. 

Outro estudo elaborado pela Nielsen aponta que, cada vez mais, os consumidores da chamada geração Z realizam atividades que se preocupam com questões socioambientais no dia a dia. Além, claro, esperam que seus fornecedores também demonstrem preocupação com o futuro.

É a capacidade de uma empresa e suas lideranças adaptarem-se às complexidades do mundo que permitirá o sucesso a médio e longo prazo. Ou seja, um negócio que não está atento às crescentes disparidades sociais no entorno da sua região de atuação, ou não compreende o compromisso que deve assumir com a sociedade, tende a não sobreviver no mercado.

Responsabilidade Social Corporativa: o S em ESG 

Falar em Responsabilidade Social Corporativa está alinhado a um assunto que vem ganhando destaque nos últimos tempos: ESG. Contextualizando, essas três letras representam as palavras: Environmental, Social e Corporate Governance traduzindo para o português Ambiental, Social e Governança.

Compreendendo que todo tipo de negócio gera algum tipo de impacto ao seu redor, o ESG coloca em foco os três assuntos da sigla para que as organizações se preocupem em gerar impacto positivo — ou atue de forma que os impactos negativos sejam mitigados ao máximo. A iniciativa está diretamente associada ao sucesso dos negócios. 

A seguir, entenda melhor sobre o conceito de Responsabilidade Social Corporativa. 

Entenda o que é Responsabilidade Social Corporativa

O conceito de Responsabilidade Social Corporativa é bastante complexo e variado, podendo agregar significados diferentes dependendo do contexto. De qualquer forma, precisamos compreender que o tema perpassa por diversas questões:

  • Relações entre clientes e fornecedores; 
  • Satisfação com o usuário;
  • Desenvolvimento da comunidade ao entorno; 
  • Investimento em tecnologia;
  • Não discriminação de gêneros, raça, preferências sexuais, religiosas, dentro outros; 
  • Desenvolvimento profissional. 

E a lista segue. E quanto maior a preocupação de uma organização com relação aos assuntos ligados à Responsabilidade Social Corporativa, mais maturidade a empresa demonstra com relação a temas importantes ligados à sustentabilidade socioambiental. Isso porque, representa que se compreende o compromisso com a ideia de organização como conjunto de pessoas que interagem com a sociedade. Podemos dizer, assim, que a Responsabilidade Social Corporativa está estritamente ligada ao tipo de relacionamento que uma organização possui com os seus interlocutores.  

Sendo assim, a organização assume a responsabilidade com todas as pessoas envolvidas e impactadas de alguma forma com o negócio, e, consciente do seu papel, adota uma postura com maior responsabilidade social em todas as suas ações e na própria cultura organizacional.

Importante ressaltar também que a Responsabilidade Social Corporativa ocorre apenas quando tais medidas geram impacto direto na receita e resultados da empresa como um todo. 

Por que sua organização deve se comprometer com a Responsabilidade Social Corporativa 

Compreendendo o envolvimento que diferentes partes possuem em uma empresa bem sucedida, preocupar-se com a responsabilidade social tanto no âmbito interno de seu negócio, quanto no externo é o que gera a sinergia necessária para seu desempenho, regional e global. Além do fato do compromisso com o tema atender diferentes necessidades de todas as pessoas envolvidas e impactadas pela empresa.

Comprometer-se com a responsabilidade social auxilia nas métricas e princípios do ESG. Como vivemos em um mundo globalizado e articulado, adotar as práticas de ESG significa contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU.

A longo prazo, um empreendedor que está atento a esses assuntos garante a continuidade e sustentabilidade de seu próprio negócio, assim como impacta positivamente a sociedade como um todo. 

Princípios básicos para adotar a Responsabilidade Social Corporativa

Primeiramente falemos da transparência. Ela é a base de toda empresa, em qualquer segmento, quando falamos em responsabilidade corporativa. As partes impactadas pelo seu negócio terem acesso à informação é essencial para a sustentabilidade de qualquer negócio.

Nesse caso, a comunicação clara e assertiva faz-se necessário tanto externamente, para que o mundo ao redor saiba o que vem sendo feito, quanto internamente com os colaboradores, para que todos sintam-se parte de todo impacto positivo gerado pela organização. 

Outro fator, bastante similar à transparência e de extrema importância é a verificabilidade. Isso significa que a empresa, ao ser auditada por qualquer cidadão, governo ou possível investidor, conseguirá comprovar suas atuações socialmente responsáveis. 

A Responsabilidade Social Corporativa tem a ver, também, com estabelecida imagem e o reconhecimento da natureza social das organizações como valor que prevalece sobre qualquer outra consideração do tipo econômico ou técnico.

Além disso, está diretamente ligada à ideia de uma gestão participativa que procura melhoria contínua. Dessa forma, comprova-se que o negócio se constrói preocupando-se em assegurar a viabilidade do projeto empresarial a longo prazo, promovendo uma relação simbólica com o entorno social e com o meio ambiente.

Segundo o economista Jacques Demajorovic, “A noção de desenvolvimento sustentável implica a necessária redefinição das relações sociedade humana-natureza e, portanto, em uma mudança substancial do próprio processo civilizatório”. 

E os benefícios para a sociedade quando as empresas passam a adotar a Responsabilidade Social Corporativa são inúmeros. E os benefícios para a própria empresa, também são vários: 

  • O assunto atrai cada vez mais investidores, clientes e colaboradores; afinal, a empresa passa a ser vista como ‘cidadã’; 
  • Competitivamente, o negócio preocupado com tais questões sai na frente de seus concorrentes, uma vez que além de tudo, a responsabilidade gera mais sustentabilidade para uma marca;
  • Contribuição para redução do impacto socioambiental, reforçando o compromisso com a sociedade e gerando ainda mais credibilidade aos negócios.

Compartilhe sua opinião sobre o tema nos comentários e participe do debate!