Responsabilidade Social Corporativa

Responsabilidade Social Corporativa: papel das organizações no impacto do seu entorno

Quanto mais refletimos a respeito das novas complexidades dos negócios, novas tecnologias e competitividade do mercado, mais o tema Responsabilidade Social Corporativa (RSC) deve ser evidenciado. Afinal, não se trata apenas de uma iniciativa importante para o desenvolvimento dos negócios, mas também uma maneira de estabelecer relações de maior valor com os principais stakeholders

A questão influencia inclusive na imagem da organização diante do consumidor final. Um estudo da Capgemini Research Institute revela que 79% dos consumidores têm como critério para suas compras a responsabilidade social, inclusão e impacto ambiental das marcas. 

Outro estudo elaborado pela Nielsen aponta que, cada vez mais, os consumidores da chamada geração Z realizam atividades que se preocupam com questões socioambientais no dia a dia. Além, claro, esperam que seus fornecedores também demonstrem preocupação com o futuro.

É a capacidade de uma empresa e suas lideranças adaptarem-se às complexidades do mundo que permitirá o sucesso a médio e longo prazo. Ou seja, um negócio que não está atento às crescentes disparidades sociais no entorno da sua região de atuação, ou não compreende o compromisso que deve assumir com a sociedade, tende a não sobreviver no mercado.

Responsabilidade Social Corporativa: o S em ESG 

Falar em Responsabilidade Social Corporativa está alinhado a um assunto que vem ganhando destaque nos últimos tempos: ESG. Contextualizando, essas três letras representam as palavras: Environmental, Social e Corporate Governance traduzindo para o português Ambiental, Social e Governança.

Compreendendo que todo tipo de negócio gera algum tipo de impacto ao seu redor, o ESG coloca em foco os três assuntos da sigla para que as organizações se preocupem em gerar impacto positivo — ou atue de forma que os impactos negativos sejam mitigados ao máximo. A iniciativa está diretamente associada ao sucesso dos negócios. 

A seguir, entenda melhor sobre o conceito de Responsabilidade Social Corporativa. 

Entenda o que é Responsabilidade Social Corporativa

O conceito de Responsabilidade Social Corporativa é bastante complexo e variado, podendo agregar significados diferentes dependendo do contexto. De qualquer forma, precisamos compreender que o tema perpassa por diversas questões:

  • Relações entre clientes e fornecedores; 
  • Satisfação com o usuário;
  • Desenvolvimento da comunidade ao entorno; 
  • Investimento em tecnologia;
  • Não discriminação de gêneros, raça, preferências sexuais, religiosas, dentro outros; 
  • Desenvolvimento profissional. 

E a lista segue. E quanto maior a preocupação de uma organização com relação aos assuntos ligados à Responsabilidade Social Corporativa, mais maturidade a empresa demonstra com relação a temas importantes ligados à sustentabilidade socioambiental. Isso porque, representa que se compreende o compromisso com a ideia de organização como conjunto de pessoas que interagem com a sociedade. Podemos dizer, assim, que a Responsabilidade Social Corporativa está estritamente ligada ao tipo de relacionamento que uma organização possui com os seus interlocutores.  

Sendo assim, a organização assume a responsabilidade com todas as pessoas envolvidas e impactadas de alguma forma com o negócio, e, consciente do seu papel, adota uma postura com maior responsabilidade social em todas as suas ações e na própria cultura organizacional.

Importante ressaltar também que a Responsabilidade Social Corporativa ocorre apenas quando tais medidas geram impacto direto na receita e resultados da empresa como um todo. 

Por que sua organização deve se comprometer com a Responsabilidade Social Corporativa 

Compreendendo o envolvimento que diferentes partes possuem em uma empresa bem sucedida, preocupar-se com a responsabilidade social tanto no âmbito interno de seu negócio, quanto no externo é o que gera a sinergia necessária para seu desempenho, regional e global. Além do fato do compromisso com o tema atender diferentes necessidades de todas as pessoas envolvidas e impactadas pela empresa.

Comprometer-se com a responsabilidade social auxilia nas métricas e princípios do ESG. Como vivemos em um mundo globalizado e articulado, adotar as práticas de ESG significa contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU.

A longo prazo, um empreendedor que está atento a esses assuntos garante a continuidade e sustentabilidade de seu próprio negócio, assim como impacta positivamente a sociedade como um todo. 

Princípios básicos para adotar a Responsabilidade Social Corporativa

Primeiramente falemos da transparência. Ela é a base de toda empresa, em qualquer segmento, quando falamos em responsabilidade corporativa. As partes impactadas pelo seu negócio terem acesso à informação é essencial para a sustentabilidade de qualquer negócio.

Nesse caso, a comunicação clara e assertiva faz-se necessário tanto externamente, para que o mundo ao redor saiba o que vem sendo feito, quanto internamente com os colaboradores, para que todos sintam-se parte de todo impacto positivo gerado pela organização. 

Outro fator, bastante similar à transparência e de extrema importância é a verificabilidade. Isso significa que a empresa, ao ser auditada por qualquer cidadão, governo ou possível investidor, conseguirá comprovar suas atuações socialmente responsáveis. 

A Responsabilidade Social Corporativa tem a ver, também, com estabelecida imagem e o reconhecimento da natureza social das organizações como valor que prevalece sobre qualquer outra consideração do tipo econômico ou técnico.

Além disso, está diretamente ligada à ideia de uma gestão participativa que procura melhoria contínua. Dessa forma, comprova-se que o negócio se constrói preocupando-se em assegurar a viabilidade do projeto empresarial a longo prazo, promovendo uma relação simbólica com o entorno social e com o meio ambiente.

Segundo o economista Jacques Demajorovic, “A noção de desenvolvimento sustentável implica a necessária redefinição das relações sociedade humana-natureza e, portanto, em uma mudança substancial do próprio processo civilizatório”. 

E os benefícios para a sociedade quando as empresas passam a adotar a Responsabilidade Social Corporativa são inúmeros. E os benefícios para a própria empresa, também são vários: 

  • O assunto atrai cada vez mais investidores, clientes e colaboradores; afinal, a empresa passa a ser vista como ‘cidadã’; 
  • Competitivamente, o negócio preocupado com tais questões sai na frente de seus concorrentes, uma vez que além de tudo, a responsabilidade gera mais sustentabilidade para uma marca;
  • Contribuição para redução do impacto socioambiental, reforçando o compromisso com a sociedade e gerando ainda mais credibilidade aos negócios.

Compartilhe sua opinião sobre o tema nos comentários e participe do debate! 

 

Aprendizagem Autodirigida

Aprendizagem autodirigida: fomentar o aprendizado impacta na retenção de talentos

O aprendizado é uma jornada de longo prazo. Durante quase toda nossa vida, somos direcionados a aprender o que é exigido pela sociedade. No caso da aprendizagem autodirigida, o aprendiz escolhe o que deseja aprender e aprimorar em seu dia a dia. Trata-se de uma educação não convencional que faz com que se busque as próprias oportunidades de desenvolvimento, bem diferente de como estamos habituados a aprender. 

O conceito de aprendizagem autodirigida vai de encontro ao que se acreditava até pouco tempo atrás, quando, teoricamente, um profissional após se formar em uma graduação ou especialidade passava a estar “apto” para trabalhar na área escolhida durante toda a vida.

Além disso, a ideia incentiva que os aprendizes tenham liberdade para empreender em suas próprias investigações e descobertas. Dedicando tempo e energia em conexões, aprendizados e redes que fazem sentido com o que ele quiser. Não ao que lhe é “imposto” como necessário. 

O assunto é rico e cheio de possibilidades para você, como indivíduo, e para o estímulo de talentos em sua empresa.  Para que você possa se aprofundar no tema, te convido a participar do webinar que farei junto com Alex Bretas sobre o assunto no dia 26/08.

Por que aprendizagem autodirigida?

Antes de apresentar o conceito de aprendizagem autodirigida, explico neste artigo o porquê utilizar a aprendizagem autodirigida para furar a bolha da zona de conforto, tanto como indivíduo ou nos grupos aos quais você pertence.

“Aprendizes autodirigidos assumem total responsabilidade por suas educações, carreiras e vidas”, afirma Blake Boles, no livro A Arte da Aprendizagem Autodirigida — com prefácio e tradução de Alex Bretas.

Um aprendiz autodirigido é antes de mais nada um atento às possibilidades que estão ao seu redor e que podem levá-lo mais longe. Colocando-o em lugares onde ele realmente quer estar — sem algo ou alguém ter dito que aquele era o local ‘ideal’.

Esse é o principal porquê da aprendizagem autodirigida: proporcionar um modelo mental de busca por objetivos através do conhecimento, onde se tem motivação e liberdade para considerar todas as possibilidades e seguir apenas com aquelas que fazem sentido para a realidade do indivíduo.

Por esse motivo, pode-se definir a aprendizagem autodirigida como a atitude de buscar conhecimento, por conta própria, de maneira estruturada e, sobretudo, emocional. Uma vez que o aprendiz autodirigido busca construir conhecimento apenas em pontos em que se tem desejo de ir mais longe e se aprofundar.

Como a aprendizagem autodirigida impacta na performance de seus colaboradores?

Em tempos em que novas formas de trabalho surgem e a educação à distância é facilitada pelas tecnologias, a aprendizagem autodirigida — ou, self learning — é um modelo mental que pode ser aplicado para gerar mais motivação e empoderar pessoas na busca por novos conhecimentos.

Não há regras ou espaços definidos para usar a aprendizagem autodirigida, mas fato é que ela pode (e deve) ser fomentada na realidade de um líder ou organização que busca novas formas de motivar seu time e, sobretudo, trazer mais know-how de forma orgânica para sua equipe.

As principais vantagens da aprendizagem autodirigida para organizações e líderes são:

Além de desenvolver processos claros e se adaptar rápido a novos contextos, um líder ágil deve estimular o seu próprio protagonismo e de seus colaboradores: criando um espaço aberto para ideias e testes, com uma comunicação clara e empática.

A aprendizagem autodirigida conversa inteiramente com esse conceito. Principalmente, por esse processo de aprendizagem rejeitar tiranias e imposições. Lideranças que promovem esse tipo de aprendizagem se destacam pois ganham credibilidade ao acreditar em um futuro promissor de sua equipe com o conhecimento. Trocando o “impor” pelo “sugerir”, o “faça” pela explicação do raciocínio por trás de determinado objetivo.

Um exemplo de como aplicar a aprendizagem autodirigida na sua rotina enquanto líder ágil: 

Você precisa que seus analistas entendam as novas diretrizes da LGPD. Em vez de impor nas demandas, você pode convidar um especialista para explicar a importância dessa nova lei e, a partir desse ponto, mapear os colaboradores mais curiosos e interessados pelo tema para criar uma squad do tema. Neste período, você deixará claro suas expectativas (sem impor!) e fornecerá os recursos necessários para esse estudo.

  • Reter as pessoas certas

Os ambientes de aprendizagem autodirigidas criam um sentimento de pertencimento e estes aprendizes, uma vez que eles acabam por não gastar tempo em lugares onde se sentem constantemente entediados ou desengajados. Em resumo, a produtividade e liberdade de um liderado, torna-se cada vez mais relevante.

Além disso, podemos considerar a pluralização de ideias e novas formas de se desenvolver o trabalho, a criação de comunidades em torno do conhecimento — que direciona energia para coisas positivas e relevantes para o dia a dia de trabalho, gerando habilidades a curto prazo. Dentre inúmeras outras portas que esse sistema de aprendizado permite. 

  • Liberdade para empreender suas próprias investigações e descobertas

É fundamental oferecer um espaço de escuta ativa e de trocas em que o colaborador se sinta acolhido por parceiros de jornada e mentores, assim como disponibilizar espaços de expressão em que ele possa compartilhar o que está descobrindo e espaços de aplicação em que ele possa manipular concretamente a realidade com o que descobriu. Além disso, é imprescindível valorizar e reconhecer o talento não só pelo resultado de sua aprendizagem, mas também (e sobretudo) pelo processo vivido.

Quer se aprofundar sobre o tema aprendizagem autodirigida? Participe do Webinar com Alex Bretas que será realizado no dia 26/08 no meu canal do Youtube. Até lá!