Innovation Learning: meu segundo dia no Vale do Silício

Quando se está em outra cidade, com muitas informações fluindo e ainda acompanhada de um grupo de mais 15 pessoas, o tempo fica muito curto. Imaginava escrever um post por dia, mas não foi possível. Quase chegando o fim da viagem, vou fazer um resumo dos últimos três dias.

Nosso segundo dia foi praticamente com o Steve Blank  a nossa disposição. Ele começou o dia super animado, contando piadas e trocando ideias com o grupo de uma forma muito amigável. Eu o imaginava um homem sisudo, mas em contato com ele, percebe-se o quanto ele é generoso e compartilha seu conhecimento com os alunos. Ele apresentou os diferentes tipos de startups e a importância de se contextualizar. Isso me lembrou um ponto que abordo nos nossos workshops [ o objeto nunca está isolado – é preciso conhecer o seu contexto].

Diferente de uma startup com cunho social ou de um pequeno negócio relacionado a alguma produto que já tenha um histórico, a startup inovadora não tem referencias anteriores por isso assume um risco ao iniciar suas atividades, gerando como consequência uma grande empresa ou um produto em si, que possa ser vendido no que ele chama de “Buyable startup” a exemplo de Instagram que foi vendida antes mesmo de faturar um centavo de dólar. Um ponto bem interessante destacado por ele foi a importância de uma startup assumir que ela existe para pesquisar e não para executar na seguinte frase [ Startups falam porque elas confundem pesquisar com executar]. Uma organização enquanto startup deve continuamente pesquisar seus clientes e testar suas hipóteses. Outros assuntos foram tratados ao longo do dia mas tenho que resumir. Acabamos o dia passeando pela cidade que respira a Universidade da Califórnia e seu campus se mistura ao lugar não se sabendo onde um começa e o outro termina.

No terceiro dia fizemos várias visitas começando pela lendária IDEO onde fomos recebidos  por Gabe Kleinman e pelo brasileiro Belmer Negrillo. A IDEO que se tornou referência mundial em inovação valendo-se do design thinking. A empresa foi fundada  Palo Alto e tem escritórios em  São Francisco, Nova York, Boston, Chicago, Londres, Munique e Shangai, reunindo mais de 550 colaboradores que atuam de forma independente. Não existe uma hierarquia na empresa. Isto é, ninguém é chefe de nada e de ninguém. Existe uma equipe de interface com os clientes que apresentam os projetos e cada pessoa pode escolher com quem e como trabalhar. A concorrência para entrar na IDEO é tão grande que isso impõe a forma de cada colaborador buscar o melhor de si e obter os melhores resultados porque senão a “fila anda”.  Fiquei encantada com as salas de prototipagem e workshops. Tim Brown um dos fundadores da empresa junto com Tom Kelley afirma que “Design Thinking é um negócio baseado na prototipagem, uma vez que você não desiste de uma ideia promissora, você a constrói”.

Saimos da IDEO e almoçamos no mais novo conceito de restaurante natural – Life Kitchen. Nada parecido com aqueles velhos padrões de restaurantes naturebas, sujos, hippies e mal cuidados. Este local pautado no design é maravilhoso. Trabalha no conceito de low food, sustentável e com fornecedores locais aproveitando no cardápio,  vegetais e frutas da estação. Delicioso. Inovador para os padrões americanos pautados na gordura e no carboidrato.

Nossa segunda visita neste terceiro dia foi a MOVILE, uma startup brasileira que vem fazendo sucesso nos Estados Unidos e é tem no seu board o brasileiro Eduardo Lins Henrique. Sua apresentação foi uma aula esplendida. Tive a oportunidade de discutir vários conceitos e vê-los na prática. Disse que fazer network nesta região é fácil. Existem restaurantes e cafés específicos onde investidores podem trocar ideias com startups e apresentarem seus pitches. Aqui tudo faz sentido e existe uma consciência da importante de se criar um habitat de inovação para estimular um circulo virtuoso de apoio entre o empresário estabelecido e experiente com o jovem que inicia um negócio, tem garra, mas precisa de orientação. A MOVILE está situada na incubadora Amidzad Partners na Plug & Play Ventures - Plug & Play Tech Center. Logo na entrada avistamos os carros elétricos da TESLA sendo abastecidos além da grande área de estacionamento para bicicletas.

Saimos de Palo Alto e retornamos para São Francisco para sermos recebidos por Mike Kwatinez, da Azure Capital que nos apresentou o ponto de vista do Vale do Silicio em perspectiva futura e como ele avalia empresas para ser investidas. Seu foco é o e-commerce de livros, além de vestuário e mobiliária. Uma aula de avaliação de negócios com visão de futuro.

Como a vida não é só de palestras, na quinta feira fomos ao Napa Valley conhecer algumas vinícolas e degustar dos bons vinhos californianos. Visitamos “The Hess Collection” uma vinícola que tem associado o prazer do vinho a obras de arte. Maravilhosa. Depois almoçamos no restaurante da vinícola da Chandon e terminamos o dia degustando os vinhos da vinícola Domaine Carneros que tem a replica de um castelo francês que os presenteou uma vista maravilhosa para um por de sol lindo.

A próxima etapa será visitar Stanford e a d.School que contarei depois os detalhes.

 

 

Innovation Learning Trip na California - Dia 1

Estou em São Francisco, Califórnia participando de uma missão empresarial voltada para a inovação não tecnológica. Isto é, vimos observar e aprender com quem tem inovado também em modelos de negócios, marketing e processos.

Este grupo constituído a partir de uma iniciativa da Clear Educação e Inovação para participar da primeira Innovation Learning Trip é composta por 10 empresários brasileiros. Pela equipe da Clear são mais cinco pessoas para dar o suporte e fornecer a logística necessária para que tudo funcione de acordo. Eu me incluo nesta equipe de suporte.

Chegamos a São Francisco no sábado porque ninguém é de ferro e porque gostamos de viver a cidade, com direito à city tour, visita aos principais pontos turísticos e comércio além da gastronomia local.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje iniciamos um curso no Center for Executive Education na Universidade de Berkeley conduzido por Henry Chesbrough e com a presença de Steve Blank, Alex Osterwalder e Brandon Barnett. Nos temas abordados podemos citar a Inovação Aberta, Modelos de Negócios, Oportunidade de novos negócios e Desenvolvimento do Cliente. A turma é composta por 50 pessoas oriundas de diferentes partes do mundo com destaque para Singapura, Korea do Sul, Japão, Estados Unidos e Brasil.

 

 

Os trabalhos foram abertos por Henry Chesbrough, o pai da inovação aberta que apresentou as seguintes premissas:

  • Boas ideias são amplamente distribuídas hoje.
  • Ninguém tem mais o monopólio do conhecimento.
  • Um bom modelo de negócio ganha e uma boa tecnologia
  • Precisamos inovar em modelos de negócios e não apenas as tecnologias, para ganhar no longo prazo
  • Nem todas as pessoas inteligentes no mundo trabalham para nós

Alex Osterwalder veio na sequencia e apresentou o canvas da proposta de valor destacando segmento de clientes x uma proposta de valor. Ele vem ampliando a importância de se definir para cada segmento de clientes uma proposta de valor específica e para tal utiliza o canvas da proposta de valor, onde do lado direito evidencia o segmento de clientes apontando as tarefas que o mesmo precisa executar, as dores caso isso não seja realizado e os ganhos, caso seja feito. No lado esquerdo, definem-se os produtos e serviços que pretendemos entregar com o modelo de negócio, que aliviarão as dores dos clientes e proverão ganhos caso sejam executadas. Osterwalder enfatizou ainda que cada modelo de negócio tem uma data para expirar. Isto é, é preciso definir em que prazo tais hipóteses serão testadas e validadas em contato com o cliente.

Brandon Bernett discutiu sobre o processo de liderança a partir da exploração de novas oportunidades de negócios considerando o contexto em que este se encontra, em quatro quadrantes: meio ambiente; economia; experiências e ecossistema. A partir do exemplo da Intel, apontou como extrair hipóteses de oportunidades e criar experiências por meio de um produto mínimo viável.

Steve Blank deu um show de apresentação. Falou com propriedade sobre o desenvolvimento do cliente abordado no seu livro 4 steps to the Epiphany.  Assim, as fases de desenvolvimento do cliente compreendem dois momentos: primeiro a iteração onde ocorre a aprendizagem e a descoberta relativa à busca de um negócio e segundo, a execução que está relacionada ao crescimento e a escala do negócio, ou seja, o crescimento do negócio em si. Abordou também a importância de se ter em mente a necessidade da prototipagem, de sair para fora do prédio e interagir com pessoas e com os clientes, buscando definir em detalhes a ponto de criar uma persona capaz de ser identificada e categorizada como um arquétipo. Além disso, ele abordou a importância dos habitats de inovação passando pelos espaços de coworking, incubadoras e aceleradoras como elementos necessários a condução de negócios inovadores.

Foi um dia com muito aprendizado com grandes oportunidades de ampliar networking e vivenciar a beleza da cidade de Berkeley, fonte de tanto conhecimento.

 

 

Canvas e Alex Osterwalder

Business Model Generation: nossa conversa com Alex Osterwalder

Esta semana tivemos a oportunidade de reencontrar com Alex Osterwalder, o autor do Business Model Generation durante a sua permanência no Forum HSM de Inovação. Conversamos por 2 horas  de forma descontraída e informal. Nesse bate-papo foi possível apresentar o trabalho que estamos realizando em nossas consultorias e nas nossas aulas em diferentes partes do Brasil.

Um aspecto que nos chamou a atenção foi a preocupação de Alex em manter-se atualizado e sempre procurando novos desafios. Ele está bem focado em concluir seu novo livro onde apresentará a importância da proposta de valor como um diferencial de cada negócio.

Além disso, a importância de se entender a anatomia da organização. Fez um comparativo com uma sala de cirurgia onde um cirurgião não pode operar apenas com um canivete suíço mas necessita de diferentes ferramentas. Assim é o canvas do modelo de negócio. Oferece uma visão global do processo e não apenas uma parte da organização. Como um clinico geral, é preciso olhar o todo e compreender as relações entre os 9 blocos. Entender o processo como uma anatomia empresarial. E ver como funciona as interações entre as mesmas.

Enfatizou também que o Canvas do Modelo de Negócio é um rascunho, um “blue print” do negócio. Serve como uma base para iniciar a prototipagem e testes de validação em contato com o cliente e que a inovação tecnológica sem um modelo de negócio que seja viável, não vale para nada.

Porque usamos ferramentas do século passado para avaliar negócios atuais? Isso é o mesmo que chegar a uma reunião de negócios e tirar um Morotola tijolão e colocar sobre a mesa. Novos tempos exigem novas formas de pensar e de agir.

O evento também nos proporcionou encontrar vários colegas e ex-alunos ávidos pela reciclagem e aprendizado. Fiquei feliz em rever tantas pessoas que ajudamos a introduzir esse conceito e que veem as suas vidas e atividades profissionais modificadas.

Sobre as novidades e o conceito de modelos de negócios realizaremos mais uma turma na ESPM em São Paulo nos dias 12 a 14 de setembro de 2013. Informações podem ser obtidas neste link. Participe.

Reinventar o modelo de negócio é forma de se diferenciar do mercado

No dia 20 de Junho de 2013 estivemos na AMCHAM em São Paulo, realizando a palestra Reinventar o modelo de negócio é forma de se diferenciar do mercado, para o Comitê de Inovação, que é formado por representantes de diversas empresas brasileiras associadas ao mesmo, com o objetivo de discutir o tema, que se torna extremamente importante na busca da evolução dos negócios.

Reproduzimos aqui em nosso blog o resumo da palestra, que teve a participação da XEROX e da Motorola Solutions.

"Num ambiente de negócios volátil e de alta concorrência, os meios tradicionais de se destacar no mercado podem não fazer mais sentido. É nesse contexto que o chamado modelo de negócios surge como uma ferramenta adequada, rumo à inovação. “Um produto ou serviço inovador talvez não seja mais um diferencial, e o modelo do negócio pode ser a alternativa para a empresa obter crescimento”, afirma Renato Nobre, sócio da BMGen Brasil e professor do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM.

Ele esteve no comitê aberto de Inovação da Amcham – São Paulo na quinta-feira (20/06). Além dele, palestraram Ticiana Neves, diretora de canais da Xerox do Brasil, e Bruno Nowak, diretor de Estratégias da Motorola Solutions, que contaram como suas empresas se reinventaram ao mudar seus modelos de negócios.

Segundo Nobre, o “modelo de negócios” se difere do “plano de negócios”. O primeiro é a representação dos processos da empresa e de como ela oferece valor aos clientes, obtém lucro e se mantém. O segundo, por sua vez, descreve o estado atual e o futuro de uma organização, relata os objetivos e as etapas a serem cumpridas para alcançar essas metas.

“Para um ambiente de incertezas, o modelo de negócios é melhor. O outro é válido para ambientes conhecidos”, indica.

Mapeamento visual

Nobre apresentou o Modelo Canvas de Negócio, como uma forma de tornar visual o raciocínio sobre essa representação. O método, desenvolvido de forma colaborativa, propõe descrever e analisar a organização por meio de nove blocos que representam as atividades da organização (segmentos de clientes, a proposta de valor para cada segmento, canais para atingir clientes, relacionamentos com clientes que a empresa cria, fontes de receitas que a empresa gera, recursos-chave, atividades-chave necessárias para criar valor, parceiros-chave e estrutura dos custos do modelo de negócios).

Todos os blocos são montados justapostos, como num tecido canvas. “Pode-se montar num papel grande e inserir as informações de cada bloco com post-it”, sugere o professor. “Muita gente entende melhor sua proposta de valor e o próprio negócio ao montar o modelo canvas”, comenta.

A leitura, visual e textual, pode agregar várias técnicas, como insights de clientes, storytelling, pensamento visual, cenários, design thinking, análise SWOT, e outras. Uma vez definido o modelo de negócios, então é possível buscar a inovação, fazendo, inclusive, testes a partir de um conjunto de hipóteses.

“Nessa análise, que deve ser constante, é possível encontrar ativos antes não percebidos. Inovação é encontrar o job to be done [tarefa a ser feita, em tradução livre] no modelo adequado”, diz.

Modelo de negócio e Reinvenções

Entre as multinacionais que se reinventaram a partir de inovações no modelo de negócios está a Xerox, que passou de produtora e vendedora de fotocopiadoras a gestora de soluções em digitalização de documentos.

A alteração foi gradual, conta Ticiana Neves, diretora de canais da companhia. “Quando os clientes passaram a se desinteressar pela compra de máquinas, porque logo saia uma mais avançada, começamos a oferecer aluguel de máquinas. Depois, passamos a fornecer mão-de-obra especializada na atividade de fotocópia”, diz.

Hoje, a empresa fornece soluções para a gestão de documentos digitalizados. Entre seus principais clientes estão bancos, que precisam documentar todos os papeis e cheques preenchidos por clientes.

Mas como a empresa ainda era muito associada a fotocópias, a Xerox adquiriu a multinacional ACS, que já era líder em help-desk outsorcing, para se posicionar estrategicamente no segmento de gestão de fluxos de documentos digitalizados. “Nosso processo de inovação do modelo de negócios foi vencendo muito em função das necessidades que encontramos no caminho”, aponta Ticiana.

Além do radinho

A mesma mudança para acompanhar as demandas dos clientes ocorreu com a Motorola, empresa que ficou famosa mundialmente por lançar, em 1930, o rádio Am e FM para carros, rádios para militares durante a Segunda Guerra e celulares na década de 70.

Com a evolução do mercado global, a empresa decidiu se tornar duas outras empresas: a Motorola Mobility, para smartphones, e a Motorola Solutions, para o segmento corporativo business to business. “Inovação e B2B sempre caracterizaram a atuação da empresa, mas como celular está se tornando commoditie, a Mobility se separou”, comenta Bruno Nowak, diretor de estratégias da Motorola Solutions.

Hoje, a Solutions desenvolve soluções para comunicação de missão crítica (critical business), diz Nowak. Transportadoras de cargas pesadas, segurança pública, concessionárias de energia elétrica e outros serviços públicos, por exemplo, estão entre seus clientes. “Tudo o que envolve comunicação de voz e dados em situações em que fração de segundos salva uma vida”, diz.

A empresa também oferece para lojas, centros de distribuição e fábricas, como sistemas de prateleiras inteligentes que informam à reposição a falta de produtos. Segundo Nowak, a empresa investe R$ 1 milhão, do faturamento anual de R$ 8 milhões, em inovação tecnológica.

Além disso, a empresa foca o conhecimento da gestão de processos dos clientes, para poder identificar demandas e ofertar serviços e produtos. “Serviços de reparação e manutenção já não são suficientes. Só gera valor ao cliente quando se resolve o problema dele”, declara."

[Design Thinking] Tentativa e erro como forma de inovar

As histórias existem porque alguém contou alguma coisa depois que aconteceu. O sentido é dado por quem faz a narrativa. Vivemos o dia a dia e não temos como prever esse movimento aparentemente errático, mas que costuma funcionar.  Tim Brown, da IDEO relata uma experiência onde o design thinking contribuiu para o aterro sanitário das cidades com as embalagens dos produtos de uma pequena empresa situada em Boulder, no Colorado que fabrica produtos para o corpo com o apelo ambiental. Empresa pequena, orçamento restrito, quem não se deparou com essa situação? Mas a história mostra que esse cenário também é ótimo para encontrar uma forma de inovar

A partir das técnicas do design thinking e por analogias como por exemplo que a casca da banana também pode ser um nutriente para a próxima geração de árvores, o grupo que trabalhou com o projeto chegou a solução de transformar as caixas dos sabonetes e dos demais produtos em caixas biodegradáveis porém com sementes de flores selvagens que são incorporadas ao serem lançadas nos aterros sanitários embebem-se de água e em poucos dias começam a florir. Pensando bem, talvez nem as joguem em um aterro sanitário, mas no próprio jardim. Imaginem a plaquinha indicando – flores de caixas de sabonetes ou flores da caixa do meu shampoo.

Pensar como um designer pensaria é uma rápida tradução do termo ―design thinking. Significa olhar para alguma coisa que não esteja na cena, deslocando o olhar do cenário convencional para vislumbrar cenários futuros. Um processo exploratório que pode conduzir a descobertas inesperadas e inovadoras ao longo da sua trajetória, além de identificar novas oportunidades em seus negócios através da compreensão dos desejos das pessoas, gerando valor.

Este exemplo simples é apenas uma amostra do que este método permite descobrir partindo de um ambiente problema e chegando pela experimentação e prototipagem a soluções antes não imaginadas.

O design thinking é uma forma de inovar que gera resultados

As experiências que temos vividos ao longo de 2 anos aplicando design thinking na geração de ideias e de modelos de negócios inovadores tem comprovando que o método funciona. A partir de uma palavra apenas e utilizando-se do duplo diamante proposto pelo Conselho Britânico de Design é feita a pergunta: qual a proposição de valor que podemos entregar ao cliente? Ao término das dinâmicas, iterações e prototipagem os grupos apresentam as propostas de modelos de negócio, com possibilidades reais de serem implantadas. Experiência inenarrável e que só vivendo para saber. Nesses cursos que promovemos temos utilizado a lógica do design como forma prática de buscar a inovação, apoiado no conceito de “aprender fazendo”, com o objetivo final de habilitar aos participantes a replicar a experiência em suas situações específicas.  Associado ao duplo diamante e ao processo do design thinking, nos valemos do processo darwiano de inovação e também utilizamos a Variação Cega e a Retenção Seletiva como forma de gerar muitas ideias e permitir que as mais robustas sobrevivam e se transformem em modelos de negócios viáveis.

Confira o que  Tim Harford em uma de suas palestras no TED aborda sobre o tema: Tentativa, erro e o complexo de Deus. E também comenta as questões da complexidade onde não é possível se ter o controle de qualquer situação. E a grande necessidade de tentar e saber errar para identificar o correto. Uma lição de humildade que ensina que necessitamos variar muito, errar mais ainda para saber o que pode estar correto e nos trazer uma solução para qualquer problema, ou seja, encontrar uma forma de inovar. Algo que tentamos aplicar nos cursos que ministramos em todo o Brasil (veja alguns depoimentos de quem participou) e Clique aqui para assistir ao video citado.

Ficou interessado em desenvolver essa forma de pensar e descobrir formas de inovar? Confira os nossos cursos disponíveis.

 

A importância de um ambiente favorável à inovação

Desde que iniciamos a transição entre uma economia industrial para a economia pós-industrial temos nos deparado com a mudança da forma de trabalho. Na sociedade industrial os trabalhadores se encaixavam nas funções descritas pela área de recursos humanos, de forma clara e padronizada. Na era do conhecimento em que estamos vivendo, das pessoas é exigido não só desempenhar um papel, mas gerar resultados criativos, inovadores e surpreendentes. Nesta era não se vende mais produtos, mas se desenvolve o mercado e os clientes, que esperam cada vez mais serviços novos e melhores.

Para que possa ocorrer uma efetiva gestão do conhecimento, as organizações necessitam construir um ambiente participativo, coordenado e que propicie o compartilhar do conhecimento. Precisam ainda favorecer o aprendizado organizacional, agregar valor aos seus produtos e serviços além de contribuir para a criação do conhecimento organizacional.

Por sua vez, a criação do conhecimento organizacional não pode depender apenas de tecnologia e conhecimentos técnicos. Para que o conhecimento se desenvolva é necessário que a empresa funcione como uma comunidade social com espaço para o surgimento das habilidades específicas de orientação, comunicação e difusão. Essas habilidades são construídas ao longo do tempo e dão à organização o seu caráter específico e indicam o caminho do desenvolvimento.

 A gestão do conhecimento se vale da utilização de determinados métodos e técnicas muitas vezes desconhecidas como tal por aqueles que as adotam. As evidências demonstram que essas práticas estão sendo usadas cada vez com mais frequência  A adoção e implantação de práticas (métodos e técnicas) de gestão do conhecimento podem ser vista como uma fase crítica do movimento empresarial no que tange a integração das empresas à era do conhecimento.

Mas para gerar resultados criativos e inovadores, a forma de organização do trabalho também tem se alterado nas últimas décadas. Ambientes descontraídos, motivadores, amplos e sem controle de tempo são alguns exemplos. Diferente dos ambientes tradicionais com mesas perfiladas, ambientes criativos são caóticos, com uma certa bagunça, muita conversa, muito desenho pelas paredes e muitas ideias em post its espalhados por todos os cantos.

Outro diferencial desse habitat de inovação é que as empresas se agrupam em parcerias, pessoas e ideias se conectam constantemente, em forma de uma grande colmeia, pulam de ambiente para ambiente promovendo uma polenização humana e proporcionando um ambiente propício à inovação, passando de pessoa a pessoa, sem controle ou rigidez.

Universidades e centros de pesquisas estão intimamente ligados aos centros empresariais, provendo especialistas, empreendedores e sonhares e disponibilizando-os às empresas para realizarem pesquisa aplicada, direcionada para a solução de problemas que podem até nem serem conhecidos ao serem inventados.

O conhecimento e as maneiras como este é administrado não faz parte do pensamento comum das pessoas, entretanto inconscientemente é realizado no dia a dia. Cada indivíduo possui experiências, se relaciona com outras pessoas e dispõe de informações estratégicas. A gestão do conhecimento consiste em organizar essas informações, aplicar o conhecimento coletivo e saber quando e como utilizá-lo na forma de resolução de problemas a fim de atingir os objetivos da organização.

Proporcionar este ambiente especial para a criação do conhecimento e promover a inovação é um dos objetivos do Curso Inovação em Modelos de Negócios que realizaremos nos dias 16 a 18 de maio de 2013, em São Paulo em parceria com a ESPM. Momentos de descontração e intercâmbio de experiências estão na pauta do programa que também abordará a evolução do conceito de modelo de negócio, suas representações, características e o seu processo de desenvolvimento. Identificará o processo de desenvolvimento de um modelo de negócios, suas aplicações e possibilidades. Será também abordado o design thinking como forma de gerar novas ideias e consequentemente novos bens & serviços ou negócios e destacará a importância do serviço a ser realizado para o cliente em sintonia com a proposta de valor, gerando modelos de negócios inovadores.

Desta forma, ao final do curso os participantes estarão aptos a desenhar e elaborar modelos de negócios visando à inovação em seus negócios atuais ou na implantação de novos modelos de negócios. Para mais informações acesse nossa página cursos e workshops ou diretamente na página da ESPM.