Transformação digital: você sabe em que estágio a sua empresa se encontra?

Por qual motivo, ao passear em uma feira de rua, você decide por comprar em uma barraquinha de frutas e não em outra? Isso é um reflexo de que os diferenciais competitivos fazem parte de qualquer tipo de negócio. E de qualquer época. Se, em determinado período, a energia elétrica era considerada a grande revolução tecnológica e pilar para os negócios, atualmente também temos um similar que causa um impacto semelhante e interfere na competitividade e, até mesmo, na sobrevivência das empresas no mercado. Em um estudo da Deloitte, 94% das empresas chegaram em um acordo: a transformação digital é a prioridade estratégica delas.

Pensando no que se vivencia nos dias atuais, é inegável que as ferramentas tecnológicas têm promovido uma importante combinação entre aumento de produtividade e capacidade com um ótimo custo-benefício. A lógica é investir agora para expandir depois, seja em tamanho, capacidade ou qualidade. Contudo, voltando para a pesquisa da Deloitte, um ponto a ser considerado é que mesmo tendo em mente o quão fundamental é avançar nas estratégias de transformação digital, nem sempre as empresas conseguem explorar a gama de possibilidades oferecida. As dificuldades vão desde o ritmo frenético de mudanças, que nem sempre é acompanhado pela liderança, até compreender e se adequar com as regras e desafios que surgiram no decorrer da evolução da tecnologia e, por sua vez, do próprio comportamento humano. Entenda em qual estágio sua empresa se encontra nesse cenário.

Os estágios e modelos da Transformação Digital

Para entender o estágio no qual se encontra sua empresa, a Deloitte produziu outro relatório, desta vez apurando quais são os modelos de negócio na era digital, pensando na transformação digital. Abaixo, separamos os quatro modelos apresentados e um breve resumo. Confira:

  1. Modelo Tático: em um modelo tático é comum encontrar tecnologias e processos com focos bastante claros, eles estão trabalhando em conjunto para atingir metas e objetivos que já foram determinados. Os olhares estão voltados para alcançar eficiência e eficácia. Os processos de negócios não são submetidos a reengenharias para que exista uma adaptação ao que tange aos princípios da economia digital.

No relatório, são apontadas as características e, igualmente, as desvantagens do modelo de negócio digital Tático são levadas em consideração. No Modelo Tático, apresentam-se como desvantagens uma necessidade de investimentos em silos e investimentos não estratégicos, uma abrangência diminuída, com uma restrição somente a determinadas pessoas dentro da organização e, em conjunto, uma estratégia digital que carece de coerência.

  1. Modelo Centralizador: grande parte das empresas encontra-se no meio da transição de Tático para o Modelo Centralizador. Com isso, adquirem competências digitais e investem em iniciativas centralizadas em uma unidade central. Há ainda um ganho na governança dos custos e na priorização da estratégia digital. Outro ponto importante deste modelo de negócio dentro da transformação digital é que a equipe central tem uma conexão e trabalha com as demais. E se mantém uma tendência à eficiência. Em contrapartida, como desvantagem, é apontado o fato de que a responsabilidade pela estratégia digital é restrita, pois não existe um compartilhamento com os líderes do negócio.
  1. Modelo Champion: um passo importante para o desenvolvimento da transformação digital dentro da empresa é a migração para o Modelo Champion, pois aí sim existe uma estratégia digital que é implementada e, principalmente, comunicada para todos. As palavras-chave são: compartilhamento de conhecimento, formação e capacitação. No Modelo Champion, a liderança entra com um apoio irrestrito e a empresa passa a trabalhar com inovação, design thinking e data Science.
  1. Modelo Business as Usual (BaU): um Modelo BaU é onde se encontram as organizações verdadeiramente digitais, pois há uma cultura digital, processos digitais, entre outros. O digital está em tudo e faz parte da rotina. Há uma flexibilidade em relação a mudanças e a extinção de áreas centralizadoras ou equipes e unidades de negócio digitais.

E como realizar uma análise do estágio digital? São recomendadas perguntas voltadas para investigar os clientes, a estratégia e liderança, os produtos e serviços, a organização e talentos e a operação. Questione-se sobre a melhor visão de liderança para a estratégia digital, a melhor abordagem de comunicação com os clientes no meio digital, a habilidade de desenvolver e gerenciar produtos ou serviços, se há talentos ou organização que apoiam o que é oferecido e se os processos e tecnologias digitais oferecem suporte a operações da empresa.

Quer entender mais sobre diagnóstico do modelo digital e como alcançar a transformação digital? Converse conosco!

mercado de trabalho no futuro

Mercado de trabalho no futuro: como aumentar o seu poder de adaptação

Quando falamos sobre o mercado de trabalho no futuro, a discussão já transcende o questionamento sobre se haverá ou não automatização. Agora, a questão é muito mais específica, estamos prevendo quais serão as atividades que serão automatizadas e como se preparar para as mudanças. Dan Finnigan, CEO da Jobvite, publicou recentemente um artigo sobre um dos grandes medos da atualidade: os robôs roubarão empregos. Ou, talvez não seja exatamente assim, como defende o especialista. Mas, de uma forma ou de outra, as pessoas estão com medo. Em 2016, uma pesquisa divulgada pela Jobvite apurou que cerca de 55% de candidatos a empregos se mostravam, pelo menos, preocupados com a automatização do trabalho.

Entre os benefícios e consequências da transformação digital no mercado de trabalho no futuro, a automatização já é uma realidade. Há determinados empregos que se tornarão territórios de robôs, mas também novas possibilidades de carreiras profissionais surgindo em paralelo com as novas tecnologias. Como em todo processo de mudanças, é natural que exista o sentimento de ansiedade e a preocupação, como demonstrado pela pesquisa. No mesmo artigo, Finnigan aconselha: “vamos respirar fundo por um segundo”, pois nem todos os trabalhos serão automatizados e sim, os seres humanos são implacáveis em sua capacidade de adaptação e reinvenção.

Com tal cenário em mente, começa-se a ver uma nova perspectiva a partir da automação e da presença de robôs no ambiente profissional. Segundo o relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), aproximadamente 133 milhões de empregos no mundo poderiam ser criados com o auxílio de avanços tecnológicos no local de trabalho na próxima década, em comparação com outra previsão, a do deslocamento de 75 milhões de atividades profissionais. O mesmo relatório sugere que as inovações tecnológicas, originadas pela transformação digital, têm a capacidade de romper com o contexto atual e criar novas formas de trabalho, tal como na Revolução Industrial, quando a energia a vapor e a eletricidade possibilitaram a criação de empregos.

O ponto é que a tecnologia tem avançado em um ritmo acelerado, mas não é a primeira vez que acontecem mudanças tecnológicas. Desde a roda até Gutenberg, como explica Mynul Khan, CEO na Field Nation, os seres humanos inovam e se adaptam ao longo da história. Em cada caso, acabou-se levando a novas indústrias e atividades profissionais. Contudo, como afirma Klaus Schwab, presidente do WEF, os ganhos no mercado de trabalho no futuro a partir das tecnologias exigem um investimento em treinamento e educação para que os profissionais possam se adaptar.

O poder da adaptação no mercado de trabalho no futuro

Em uma programa sobre o mercado de trabalho no futuro, o Instituto Global McKinsey discutiu sobre o que será exigido dos trabalhadores. E, para se adaptar ao que virá, um dos pontos de destaque é o treinamento de novas habilidades e qualificação para atuar em novos empregos. Será preciso ajudar as pessoas a obterem habilidades mínimas necessárias para começar uma carreira em uma direção completamente nova. Entender o que está acontecendo a partir da transformação digital e vislumbrar oportunidades é o primeiro passo. A partir disso, cada profissional poderá potencializar suas capacidades para desempenhar atividades que estão sendo ou serão exigidas em um futuro próximo.

Pensando nisso, há três pilares que podem ser desenvolvidos para aumentar o poder de adaptação ao mercado de trabalho no futuro. São eles:

  • Inovação: a inovação pode englobar diferentes aspectos, e todos eles importantes, como a inovação aberta, a transformação digital, os negócios exponenciais e as lean startups. Para isso, será fundamental compreender a inovação dentro de um ambiente que motive, inspire e engaje em um ritmo de rápidas mudanças. Também entram novos modelos de gestão, formação de equipes de alto desempenho, conhecimento de mercado e os novos negócios que estão surgindo a partir de startups.
  • Design driven: design thinking, business design e design de serviços formam a tríade do design no mercado de trabalho no futuro. O que significa compreender a transformação dos próprios negócios, pessoas e necessidades. Com isso, ampliando a visão a partir do pensamento do design e a criação de novos modelos de negócios.
  • Design your life: com as mudanças acontecendo em um ritmo sem precedentes, entender onde o profissional está inserido ou poderá crescer em uma nova carreira é essencial. Dentro disso, procura-se aprender sobre propósito de vida, autoconhecimento, modelo de negócio pessoal e planejamento.

Empregos perdidos, empregos ganhos. O mercado de trabalho no futuro significará novas possibilidades e habilidades. Quer saber mais sobre o assunto? Veja como podemos desenvolver essas habilidades in company, em programas exclusivos para a sua empresa. Tire suas dúvidas e faça seus comentários!

Inovação nas empresas: 4 segredos de quem chegou lá

A inovação nas empresas traz diversas questões, tal como: o que os grandes líderes têm feito para alcançar o sucesso em um ambiente de criatividade e mudanças? Entender as características e qualidades de CEOs que estão crescendo no mercado é o segredo que desvendaremos.  Em seu livro “Ágeis e Inovadoras: CEOs ensinam como criar empresas de sucesso”, Adam Bryant reúne uma série de depoimentos. Separamos alguns insights para você.

1. Menos e-mail, mais contato

Em uma era de inovação nas empresas, principalmente tecnológica, nada mais natural do que usar o e-mail para falar com as pessoas ao seu redor. Porém, cabe aqui um alerta de Steve Stoute, da Translation LLC e da Carol’s Daughter, cada um deve entender que é responsável por quem trabalha ao seu lado. A transparência é fundamental e, para isso, é preciso uma comunicação coerente e com clareza.

A inovação nas empresas impede o uso de meios modernos de comunicação? Não, mas o ponto é que ao pegar o telefone para falar com clientes ou conversar com a equipe, estamos dando um tom a uma informação. Isso servirá como um norte para entender o quão urgente é uma demanda e qual a intenção de quem fala.

Optar pela conversa aberta reduz ruídos até mesmo no repasse de tarefas e do trabalho em equipe, evitando falhas na interpretação de um e-mail ou mensagem em um aplicativo mobile.

Dica: o workshop “Liderança para inovação” mostra como abrir a mente e olhar para a transformação digital.

2. Nas boas e más horas

A inovação nas empresas é composta de uma série de transformações, com pontos positivos, mas também com percalços no caminho. Caryl M. Stern, do Fundo Americano para a Unicef, fala sobre como o CEO precisa estar preparado para transmitir qualquer notícia, seja boa ou ruim. Além disso, há uma concordância sobre a importância de abrir um espaço na agenda em prol de uma comunicação contínua com a equipe de colaboradores. O que acaba sendo um dos pilares da cultura corporativa.

Uma dica, dessa vez de Christopher J. Nasseta do Hilton World-wide, é ter muita atenção com a maneira de transmitir uma informação, principalmente quando se deve fazer isso por diversas vezes. Para tanto, um conselho é modificar o modo de fazê-lo ou optar por uma comunicação mais breve. O principal é não deixar para depois, pois o que pode parecer corriqueiro para alguns, é relevante para outros.

Dica: aprender sobre Design Thinking pode otimizar suas habilidades de comunicação, pois são explorados a empatia, a colaboração e a experimentação.

3. Quanto maior o tamanho, maior a comunicação

10 ou 10 mil funcionários, não importa a quantidade, para se ter inovação nas empresas, a comunicação não pode parar. Amy Gutmann, reitora da Universidade da Pensilvânia, aprendeu que mesmo numa organização com mais de trinta mil funcionários ainda é preciso falar. Aliás, falar muito e com muita gente. Se antes a dirigente pensava que bastava comunicar uma vez, agora sabe que é fundamental ampliar as interações e fazer isso de uma forma que não se torne maçante.

Uma prática revelada pela profissional é o hábito que adquiriu de visitar salas aleatoriamente e agradecer quem havia realizado algo diferente. E, mais ainda, fazer perguntas, como “do que você mais tem orgulho?”. São questões que revelam como as prioridades da liderança estão sendo refletidas no restante da organização.

Dica: falar sobre inovação nas empresas passa pelo entendimento de negócios exponenciais.

4. Não resolver automaticamente

Quando se tem uma cultura de inovação nas empresas, deve-se evitar uma situação bastante comum: a solução imediata. Quando uma pessoa é promovida para um cargo de gestão, muitas vezes acaba sendo por conta de sua excelência técnica, sua a capacidade de ter as respostas que as pessoas procuram e que os demais não possuem. Por isso, resistir a solucionar um problema logo na primeira queixa pode ser desafiador.

Shellye Archambeu, da MetricStream, recomenda não cuidar excessivamente do time, como uma mamãe urso. Ser protetor e isolar sua equipe de nada ajudará. Portanto, ao continuar trazendo respostas sozinho, privará os outros de aprenderem. Será um ciclo sem fim. Para isso, o ideal é se certificar de que ao se deparar com quem trouxe o desafio, você  reagirá com um “qual sua opinião sobre o que deve ser feito? Qual abordagem recomenda adotar?”. Fazer perguntas e não apenas dar soluções é a chave para o desenvolvimento.

Dica: existem diversos cursos online que estimulam o desenvolvido das habilidades do líderes e dos colaboradores.

 

Quer saber mais sobre inovação nas empresas? Ou mais conselhos de líderes de sucesso? Converse conosco!

cultura da inovacao

Cultura da inovação: como se preparar para a disrupção digital

Cada vez mais os termos disrupção digital e cultura de inovação se tornam um denominador comum em empresas de sucesso. Na prática, os dois estão absolutamente conectados, sendo um a base para o outro. O futuro, um que não está tão longe assim, tem se mostrado promissor para quem vem adotando modelos que prezam por ambos. Mas o que eles significam dentro da realidade dos negócios? Primeiro, é preciso entender como a disrupção digital está provocando inúmeras mudanças em formatos já consolidados no mercado.

A disrupção digital traduz um conceito que está bem distante do abstrato ou de buzzwords utilizadas pelo mercado. É uma realidade nas organizações. Em pesquisa da Forbes Insights/Treasure Data, mais de um terço dos executivos entrevistados afirmaram que estão sendo impactados estrategicamente e de forma direta pelo surgimento de uma concorrência de players digitais e experientes. Além disso, 51% descreveram um alto nível de risco em participação de mercado e receita para seu negócio para os próximos cincos anos, um cenário motivado pela disrupção orientada pela tecnologia, em grande parte startups ou demais inovações.

Por sua vez, a ideia da maioria dos executivos é, justamente, estar do lado da disrupção digital e não atrás das outras empresas. Para isso, existem maneiras de se preparar, como ao investir em uma cultura de inovação. Dentro disso, a mesma reportagem da Forbes, traz uma série de dicas para quem está no processo de transição e quer sair do lugar comum. Uma bastante importante é:

  • o poder da informação para transformar. Com os dados dos clientes, atualmente, se consegue demonstrar claramente correlações entre comportamento do consumidor e fidelização. Um exemplo é a Fitbit, provedora de aplicativos de acompanhamento de condicionamento físico. No caso, a empresa lançou uma campanha com histórias de usuários, enfatizando o viés de que os dispositivos trazem um valor muito maior do que serem contadores de passos. Uma ação iniciada pela análise do grau de fidelidade das pessoas e os aspectos que mais engajam.

As informações são essenciais para que a disrupção digital saia do imaginário e faça parte de uma empresa. Utilizar os dados para propor um novo olhar de mercado é uma das práticas comuns em uma cultura da inovação. Entenda mais sobre isso.

A relação entre cultura da inovação e disrupção

A disrupção digital está ancorada na cultura da inovação. Anil Cheriyan, sócio-gerente da Phase IV Ventures, empresa de consultoria, relata que há 3 chaves-mestras para a inovação: colaboração, arquitetura e cultura. Ou seja, um contexto em que as pessoas certas estarão reunidas colaborando e trocando dados e informações, uma arquitetura guarda-chuva e uma cultura de abertura, aprendizado e rejeição do status quo. Sobre cada uma delas:

  1. Colaboração: somente acontece uma cultura da inovação quando diferentes partes da organização estão trocando conhecimento e envolvidos na identificação de ideias de maneira ágil.
  2. Arquitetura: a empresa deve articular com clareza qual será o plano para a arquitetura de negócios e tecnologia. Deve ser algo aberto e que irá permitir uma flexibilidade dos negócios para integrar parceiros internos e externos no ecossistema digital.
  3. Cultura: uma cultura da inovação relaciona-se com a liderança, mindset de crescimento e o desejo de mudar. As pessoas devem estar insatisfeitas com o status quo. Cultura é sobre aprender.

Como criar um ambiente inovador

Se a cultura da inovação é imprescindível para a disrupção digital, como criar um ambiente propício? No artigo “4 dicas para criar um ambiente inovador”, há aprendizados que podem ser absorvidos neste sentido, principalmente ao propor a análise do quanto sua organização tem despendido investimento e atenção para esse aspecto. As 4 dicas consistem em:

  1. Diversidade: nada de individualidade ou a solidão de uma mente genial. A troca de dados e conhecimento aparece novamente para criar ideias diferentes.
  2. Mais do que trabalho: é comum que inovações nasçam fora da rotina corporativa. Por isso, é recomendado estimular momentos de descontração e oferecer ambientes desconectados das funções operacionais.
  3. Nada de muros: as barreiras impedem a cultura da inovação. O tráfego de pessoas e ideias deve ser livre e sem burocracia.
  4. Home office: equipes remotas são o presente e o futuro. Então, desenvolver metodologias de gerenciamento que permitam a integração e o diálogo entre colaboradores é fundamental para a inovação.

Sua empresa está preparada para a disrupção digital? Como está a sua cultura da inovação? Deixe suas dúvidas e sugestões!

Inovação organizacional: porque a cultura é o centro da estratégia

Quando se pensa em inovação organizacional é natural que as primeiras referências sejam de grandes empresas, como Google, Tesla e outros nomes do setor de tecnologia. Aliás, é um segmento que comumente parece estar sempre se transformando. É só pensar no paradigma quebrado a partir da ideia de que trabalho agora também pode ser diversão, o que é representado, por exemplo, pelas salas de descompressão, com uma arquitetura criativa dentro do ambiente profissional. Então, talvez, a inovação organizacional possa parecer algo distante da sua realidade.

A inovação organizacional, na verdade, está mais perto do que se imagina, independentemente do tamanho da empresa. Mas, por outro lado, como abordado pelo especialista Chris Cancialosi, a inovação pode se tornar o fator-chave para que o negócio possa escalar e alcançar o sucesso em um mercado que está em constante transformação. É uma necessidade diária. O digital não para de modificar a maneira como todos trabalham. E, como relembra Cancialosi, a única constante é a mudança.

No Vale do Silício, como relata Vicki Huff, líder global de novos empreendimentos na PwC, muitos costumam olhar bem dentro dos seus olhos e perguntar qual o segredo da inovação organizacional. As pessoas reconhecem que lá é um polo de inovação e, por esse motivo, querem entender como é possível replicar em seu ambiente de trabalho. Porém, como salienta, apesar de ser um lugar de excelentes ideias, não há um monopólio global do ato de inovar. Está acontecendo em todos os lugares um movimento no qual a tecnologia dá o primeiro empurrão no modelo tradicional para dar lugar a transformações relevantes.

Não há uma ciência exata, mas uma abordagem diferenciada dos desafios diários que estão se modificando com as necessidades criadas pela tecnologia. O diferencial está na curiosidade e na capacidade de deixar a mente aberta para compreender e alcançar novos estágios de inovação. São baby steps que compõem a inovação organizacional, pois sozinha nada acontece. É preciso dar início, seja por meio de um questionamento ou uma percepção diferenciada, cuidar e aprimorar as ideias e criar não só uma solução isolada, mas um ecossistema. Mais do que ferramentas tecnológicas, a inovação organizacional ocorre no mindset.

O centro da inovação organizacional

Em sua explicação, Chris Cancialosi traz os dados da pesquisa Gartner de 2016 sobre inovação de serviços financeiros. Nela, se constata que a maior ameaça à inovação está instalada na política interna e em uma cultura organizacional que não está preparada e não aceita o fracasso, ideias externas e mudanças. Além disso, enfatiza os desafios da liderança, pois muitos dos que estão comandando o barco da inovação organizacional estão apegados a crenças e comportamentos inconscientes que trazem insegurança para transformar e inovar. É preciso abraçar o desafio.

Por onde começar para enxergar oportunidades e navegar nas mudanças? É necessário moldar a cultura da empresa para a inovação organizacional. E, para isso, há algumas ações primordiais:

  1. Clareza e alinhamento em relação à inovação: a equipe deve estar na mesma página no que diz respeito a uma definição do termo inovação organizacional. O que é ou não, como saber se deu certo ou não, são ótimos começos para alinhar os pontos de vista. Inovação não é apenas criar novas ideias e, para compreender isso, as pessoas precisam de estrutura e uma linguagem que todos conheçam e decodificam.
  1. Segurança psicológica: perceber de forma realista como o fracasso é recebido pelas pessoas da empresa. Uma cultura de culpa, vergonha e punição inibe a inovação, pois as pessoas não ficam confortáveis em cenários que fogem da total obediência. Portanto, é imprescindível criar a segurança psicológica.
  1. Incentivar o diálogo: de forma honesta e aberta, as pessoas devem ficar à vontade para trocarem ideias. É um estímulo que reforça os comportamentos necessários para a inovação organizacional.
  1. Ir além das suposições: deixe de seguir as regras não-faladas e não-determinadas que fazem parte da sua rotina. Desafie suas suposições e as regras que estabeleceu para si mesmo ao longo do tempo.
  1. Diversificar: uma equipe diversificada amplia a capacidade da inovação organizacional. O que se deve ao conjunto variado de experiências, origens e perspectivas.

O ambiente, a capacitação constante e o redesenho de processos são elementos-chave da inovação organizacional. Está preparado para transformá-los? Converse conosco!

plataformas digitais

Plataformas digitais e o futuro dos negócios, como não ficar para trás?

As empresas de plataformas digitais têm despertado olhares atentos. Afinal, quais são seus diferenciais de mercado? Elas costumam ser bastante distintas, mas, independente disso, têm alcançado um estrondoso sucesso. Por conta dessa razão, há uma grande expectativa para o futuro. Quem se tornará o próximo Uber ou Facebook? Tais indagações estão causando um movimento entre os executivos de negócios estabelecidos, no qual estão priorizando as plataformas digitais dentro de suas estratégias. A partir disso, o principal é saber como não ficar para trás e quais são os primeiros passos.

De acordo com os economistas Richard Schmalensee e David S. Evans, agora é a melhor hora para investir em plataformas digitais. É o caminho para o sucesso. Porém, para trilhar a estrada rumo a um novo modelo de negócios, é importante seguir o aviso dos especialistas: não é tão fácil criar um negócio plataforma, é preciso preparo. Em uma das publicações de Schmalensee, há o conceito de um modelo que conecta diferentes grupos. O que, segundo ele, não é novidade, mas em uma era de transformação digital, ficou mais fácil estabelecer interações. Uma facilidade que precisa entendimento para gerar inovação.

A transformação digital é um dos temas que empresas que pretendem migrar para o modelo de negócio das plataformas digitais precisam conhecer. É uma realidade que inclui a necessidade constante de inovação de um mundo acelerado e conectado. Para entender sobre o novo ecossistema e saber se a sua empresa está preparada para dar o próximo passo, confira o e-Book Como preparar a empresa para a transformação digital. O material foi publicado no blog da Beefind, startup da qual sou CEO.

As oportunidades estratégicas, de acordo com o professor Michael Schrage, requerem a participação (ou, até mesmo, a criação) de ecossistemas. Ou seja, é vital promover a transformação digital, mas é, igualmente importante, ir além de produtos e serviços e abraçar as plataformas digitais. O especialista cita o mantra do mercado atual: “vá para a plataforma ou vá para casa”, afirmação do CEO da Amazon, Jeff Bezos. Schrage ainda explica que re-imaginar o negócio é apenas o começo (que deve ser estudado e implementado), mas a criação de recursos baseados em plataformas é que alçará a empresa para a conquista do mercado.

Etapas da implementação de plataformas digitais

Os modelos de negócios de plataformas digitais não são exclusivos da área da tecnologia. Atualmente, têm sido replicados e aparecido em diversos setores. Nicholas D.Evans, consultor de inovação e transformação digital, separou o processo de implementação, pensando nas diferentes áreas, em quatro etapas iniciais. São elas:

  1. Estabelecer a base comercial e técnica: quais são os serviços principais da plataforma que sustentarão seu ambiente de serviços?
  2. Alinhar equipes internas e demonstrar o valor das plataformas digitais: é imprescindível uma definição nítida do que é a plataforma e o que está dentro do escopo. Aqui, é possível contar com palestras, como: diferentes formas de inovar, transformação digital e impacto nas organizações, novas formas de organização de trabalho, liderança para inovação, entre outros.
  3. Oferecer os primeiros serviços para clientes: com isso, a empresa obterá feedbacks antecipados e poderá ajustar a abordagem comercial e técnica com base em informações do “mundo real”.
  4. Dimensionar o ecossistema: escalar por meio de aplicativos de terceiros, parceiros e serviços associados, proporcionando mais opções dentro do catálogo de ofertas.

São passos imensos rumo a era das plataformas digitais. Cada uma das etapas, mesmo estando no começo da transformação do modelo de negócio, requer uma revolução entre as pessoas, sistemas e a própria empresa. Mas, não é preciso fazer tudo sozinho. Consultorias especializadas podem guiar as organizações de maneira eficiente e organizada. Quer saber mais sobre as possibilidades de workshops in company, palestras e trilhas? Converse conosco!

Plataformas: você está pronto para investir em uma?

Em um mercado tão baseado na oferta de produtos, pode parecer estranho falar que é preciso procurar por um novo viés. Mas, quem quiser continuar prosperando, terá que urgentemente voltar seu olhar para as plataformas. São elas que serão o futuro dos negócios, como afirma Marshall Van Alstyne, professor da Boston University. Para conseguir entender com clareza, pense que o Uber é mais valioso que a BMW, uma marca tradicional e consolidada. Outro dado impressionante: o Facebook tem um valor 2 vezes superior ao da Disney. A magia está nas plataformas.

Como que gigantes de diferentes mercados estão sendo rapidamente superados por novas empresas? A resposta do professor americano é simples: todos os negócios que estão crescendo foram estabelecidos em cima de plataformas. Aqueles que estão ficando para trás são construídos em cima de produtos. E, por melhor que um determinado produto seja, a plataforma sempre sairá campeã. Tendo isso em vista, o presente começa a fazer sentido e o futuro fica mais claro: o segredo está no gerenciamento de plataformas e na mudança do modelo de negócio.

Falar sobre é bastante diferente de fazer e, de fato, colocar em prática pode não ser tão simples. Afinal, é fundamental parar de avaliar o mercado por conta dos produtos de uma marca. A mudança para o conceito de plataformas rompe barreiras e deve ser feita cuidadosamente, com o auxílio de uma consultoria profissional. Não estamos discutindo sobre um processo novo, mas um foco completamente diferente de um negócio. Hoje, por exemplo, a inovação não está em um design mais bonito, como salienta Alstyne, mas na interação com o cliente, na criação de um ecossistema próprio.

O novo valor das plataformas

Em “Ubernomics e a eficiência das plataformas digitais”, são elencados três pilares para o sucesso das plataformas, com foco no case do Uber. O público preza por: qualidade, valor e conveniência. E, o mais curioso, é que analisando profundamente, estamos tratando de uma empresa que, basicamente, desenvolveu um aplicativo, uma plataforma. Não há carros ou motoristas próprios. O que há, na verdade, é a conexão. Novamente, a possibilidade de interação entre quem precisa ir e quem pode levar, os passageiros e os motoristas.

Agora, pensando em fatores econômicos, a análise sobre plataformas resume o serviço do Uber como: eficiente. Ou seja, dão um ótimo resultado com menos consumo ou desperdício de recursos. Entre as diversas vantagens levantadas: menor tempo de espera, menor tempo de chegada ao destino, menor consumo (de combustível), veículos circulando com mais pessoas (diminuição do tráfego sem clientes ou passageiros), priorização do conforto e bom atendimento, valor considerado adequado pelo serviço oferecido e a garantia social, por meio da qualificação, da qualidade do motorista.

Os erros da mudança para plataformas

Voltando para o especialista Marshall Van Alstyne, há alguns cenários que o professor identifica como grandes erros das empresas, principalmente quando tentam inovar sem planejamento e acabam eliminando o efeito de rede, tão valorizado pelas plataformas. Por isso, quando a IBM produziu contratos específicos do uso do Watson houve uma adesão bem abaixo do normal, pois entre as cláusulas constava a apropriação pela empresa do que fosse criado pelo usuário. Fica a primeira lição: antes de monetizar, garanta seu ecossistema.

Na ânsia de inovar e aderir as plataformas, muitas vezes as empresas não colocam a qualidade em primeiro lugar. Erro grave. Como reforça Alstyne, de nada adianta estruturar uma base, crescer e acabar por oferecer algo que fará os usuários fugirem. Exemplo de uma estratégia inteligente, o Facebook garantiu a retenção e interação das pessoas ao abrir a possibilidade dos desenvolvedores ofertarem seus jogos casuais. E, quando houve games que começaram a desagradar o público, a plataforma expulsou as empresas que não agregam valor.

O caminho para o sucesso das plataformas

O sucesso da migração para plataformas envolve determinados fatores-chave: consultoria organizacional, planejamento e treinamentos. A partir disso, será possível vencer os desafios, como o apontado por Steve Mezak, fundador e CEO da Accelerance, Inc., a adesão dos usuários nas plataformas. Para garantir bons resultados, o especialista ainda dá dicas do que evitar:

  1. Filtragem ineficaz: os participantes devem receber das plataformas aquilo que eles consideram relevante. É recomendável pensar em processos de curadoria.
  2. Falta de foco central nas interações: o excesso de informações dispersas pode, igualmente, diluir a presença dos usuários nas plataformas.
  3. Usabilidade e design não-amigáveis: as plataformas precisam ser intuitivas, pois em um mundo cada vez mais dinâmico, as pessoas não têm tempo a perder com opções confusas e que não fornecem a informação de forma fácil.
  4. Atrair o participante errado: receber o tipo errado de participante é atrair o público que não terá adesão a sua plataforma. É o mesmo que tentar vender um valor para quem não precisa ou não quer.

Todos os pontos acima podem ser evitados e superados quando se tem um treinamento adequado para a virada nos negócios. Uma consultoria será capaz de estabelecer planos e metas para o investimento em plataformas. Está preparado?

Empresas plataformas: o que não pode faltar na estratégia

O que as empresa plataformas globais têm feito para garantir bons resultados? Primeiro, é preciso entender que na era atual, não basta pensar em empresas tradicionais concorrendo entre si. A competição de verdade está nas empresas plataformas. Como Mark Bonchek e Sangeet Paul Choudary falam no livro Plataforma, A Revolução da Estratégia, editado no Brasil pela HSM, ao construir uma plataforma acima da média, você terá uma vantagem competitiva decisiva frente aos outros. E, para fazer isso dar certo, é preciso que exista conexão.

Quando citamos a importância das conexões para empresas plataformas, estamos falando de um local onde outros negócios podem se conectar com o seu, criar serviços e produtos e gerar valor. O chamado “plug-and-play”, como os especialistas chamam, é um dos aspectos que definem o “Platform Thinking”, a forma de pensar em plataforma. Então, para que as consequência sejam positivas, o mindset é o ponto de partida que deve ser trabalhado. E, não se deve deixar passar tamanha oportunidade, pois como apontam Megan Beck e Barry Libert, modelos de negócios baseados em plataformas estão crescendo e adquirindo um poder cada dia maior.

Os profissionais da área, Beck e Libert, demonstram o potencial gigantesco das empresas plataformas ao citar o exemplo dos tweets do presidente norte-americano Donald Trump que fizeram a Amazon ter um resultado negativo no mercado. Ou, ainda, o caso de influenciadores russos que alcançaram e impactaram 126 milhões de pessoas por meio do Facebook. Por isso, deve-se ficar atento aos modelos de negócios que estão construindo uma rede, permitindo mais relacionamentos e interações e, ao contrário do mais comum (para quem pensa de forma tradicional), produtos. Alguns deles são bastante conhecidos e devem fazer parte do seu dia a dia: Facebook, Uber, Pinterest, Airbnb, etc.

É justamente em cima das conexões que as empresas plataformas têm conseguido uma estratégia de sucesso. Para isso, valem-se da inovação e dos efeitos das redes. Elas são as responsáveis por definir novos mercados. Agora, uma dica dos autores, não basta adotar um modelo de negócio de plataforma, há no meio disto uma infinidade de possibilidades que resultam tanto no ápice quanto em falhas. O papel de conectar não é, em sua essência, uma novidade. Anteriormente, as pessoas faziam uso de meios clássicos. Agora, vemos que todos migraram para plataformas diferentes e específicas. No caso dos recrutadores, houve uma movimentação interessante, eles estão no momento no seu LinkedIn. O que se ganha com isso? Escalabilidade rápida e diminuição de custos.

As empresas plataformas, apesar de exigirem um grau elevado de Machine Learning para crescerem, trazem os valores que todos estão buscando. Para tal, quando se alcança uma infinidade de perfis ou currículos, é preciso da ajuda de uma máquina inteligente que resolva a quantidade de dados gerados. A capacidade de aprender e otimizar as conexões é a diferença de uma boa plataforma para uma ruim. Não basta agrupar tudo que está disponível na rede. É preciso, por meio do aprendizado de máquina, uma boa dose de organização.

Empresas plataformas: o que está por trás dos bons resultados?

Além do uso da tecnologia para evoluir constantemente e colocar ordem nos dados que são adquiridos, há outros elementos que são um elo em comum das empresas plataformas. A facilidade de conexão, a amplitude de serviços, o fluxo de troca e, por sua vez, o processo de co-criação, devem estar fortemente presentes para alcançar o sucesso. Aqui, listamos os três itens considerados por Mark Bonchek e Sangeet Paul Choudary como fundamentais para uma estratégia bem-sucedida:

1. Criar conexões: facilitar a conexão de outras pessoas com as próprias empresas plataformas e permitir a interação entre os participantes. No caso da Apple, utilizado para demonstrar o valor das conexões, é oferecido para os desenvolvedores o sistema operacional e as bibliotecas de códigos. O YouTube proporciona uma infraestrutura mais do que adequada para que os criadores de conteúdos possam hospedar seus arquivos. Já, em outro segmento, a Wikipédia traz para os escritores as ferramentas necessárias para colaborar em um artigo.

2. Atrair participantes: as empresas plataformas de sucesso construíram uma espécie de imã que atrai produtos e consumidores. No caso da Apple, como citado no item acima, havia uma demanda por desenvolvedores e usuários. Então, fique alerta em: design de incentivos, sistema de reputação e modelos de preços.

3. Fluxo de valor: os dados são o centro de uma parceria bem-sucedida. É preciso capturar os dados mais relevantes dos participantes e gerar conexões simplificadas entre consumidores e produtores, no qual há uma promoção do fluxo de valor entre ambos. O Google corresponde com exatidão tanto a oferta quanto a demanda por conteúdo no meio digital.

A tendência é que, no futuro, veremos mais empresas migrem de produtos para se tornarem empresas plataformas. Quer saber mais sobre as opções para fazer isso com sucesso? Vamos conversar!

Plataforma de negócios: o que são e como impactam o mercado

As empresas do tipo plataforma de negócios mudaram a dinâmica da economia e obrigaram muitos gestores a saírem da caixa para não serem impactados pela disrupção digital. Elas romperam com o formato linear dos modelos tradicionais e criaram um verdadeiro ecossistema em torno das suas plataformas. O que fazem de diferente? Basicamente criam valor facilitando trocas entre dois ou mais grupos diferentes, geralmente consumidores e produtores.

Para que essas transações aconteçam, as empresas do tipo plataforma de negócios criam comunidades e mercados com efeito de rede que permitem que os usuários interajam uns com os outros e façam transações. Ou seja, existem duas partes interessadas: a primeira conta com um produto ou serviço para oferecer, já a segunda tem interesse em adquirir esse produto ou serviço.

Organizações exponenciais que incluíram a plataforma de negócios em sua cadeia de valor entraram para a lista das maiores (e mais inovadoras!) empresas globais. Google, Facebook, Apple, Uber e Netflix são algumas delas.

Plataforma de negócios, um modelo antigo

Até aqui você já deve ter olhado para a sua própria experiência como usuário recorrente de plataforma de negócios. Afinal, quem é que não gosta de maratonar uma série em um feriadão? Quem é que resiste a uma promoção de livros? Isso tudo sem contar na facilidade de conseguir um carro quando você está atrasado para aquela reunião.

O hábito de conseguir serviços com poucos cliques é novo, mas a plataforma de negócios é um modelo antigo. Vamos pensar juntos: qual o lugar que você vai quando precisa comprar sapatos, fazer supermercado e almoçar sem se preocupar com a condição do tempo ou a falta de estacionamento? Acertou quem respondeu o shopping center.

A estrutura não passa de um grande centro comercial que aproxima lojistas de diferentes segmentos. Esses empresários pagam para utilizar o espaço e os consumidores podem centralizar as suas compras em um só lugar. Nesta equação todo mundo sai ganhando: o dono do shopping, os lojistas e os consumidores.

Existem centenas de shopping centers no país. Uns faturam mais que os outros. O segredo do sucesso neste ramo é atrair participantes dos dois lados: lojistas e consumidores.

O modelo plataforma de negócios ganhou uma forte aliada com a chegada da internet. Vinte anos depois, as ferramentas tecnológicas estão mais acessíveis e a população conectada aumentou em escala global. Surgiram marketplaces de produtos, serviços e também empresas que conectam profissionais com interesses comuns. Tudo isso tendo a plataforma como base. No entanto, o que não mudou foi o desafio dessas empresas – o de estimular transações entre os dois lados.

Plataforma não é uma ferramenta tecnológica

Plataformas são modelos de negócios e não apenas uma ferramenta tecnológica. É comum utilizarem o termo para se referir a aplicativos para celulares ou websites, mas uma plataforma não é apenas um site ou uma ferramenta tecnológica. É um modelo de negócio que cria valor aproximando produtores e consumidores.

Essa confusão ocorre principalmente em empresas que oferecem SaaS (Software as a Service). Não que uma startup que comercializa softwares não possa ser (ou se transformar) em uma organização exponencial, mas a maioria delas entrega valor por meio de um produto e não cria conexões por meio de redes. Da mesma forma, não contam com a estrutura de custos que torna o modelo plataforma de negócios bem-sucedidos.

As empresas lineares criam valor na forma de bens ou serviços e distribuem para um cadeia de suprimentos até chegar no consumidor final. Independente de ser uma empresa linear que fabrica calçado ou que oferece pacote de assinatura de tv a cabo como a HBO.

Plataforma de negócios é um modelo em expansão

No início do texto citamos o Google, o Facebook e a Apple como exemplos de empresas plataforma de negócios bem sucedidas. Contudo, a grande verdade é que elas são apenas a ponta do iceberg. As plataformas estão crescendo de forma acelerada e encabeçando a lista das marcas mais valiosas segundo a revista Forbes.

E engana-se quem acha que o sucesso dessas empresas acontecem apenas nos Estados Unidos. Alibaba, Tencent, Baidu e Rakuten estão conquistando o mercado  chinês e grande parte da Ásia. O Alibaba, por exemplo, controla até 80% do mercado chinês de comércio eletrônico, enquanto o Baidu tem mais de 70% da pesquisa chinesa. A Tencent atualmente a empresa mais valiosa da Ásia, tem quase 850 milhões de usuários em sua plataforma de mensagens WeChat e é considerada por muitos como a maior empresa de jogos do mundo.

No Brasil várias empresas no modelo plataforma de negócios surgem a cada dia. A Beefind, por exemplo, conecta consultores com empresas que buscam esse tipo de profissional para atuar em seus projetos. Em dois anos de mercado já conta com 500 usuários cadastrados e já facilitou diversas negociações.

E você, já utilizou alguma plataforma de negócios? Divida conosco sua experiência!

O valor para o cliente e as frustrações de empresas despreparadas

Em todas as áreas existem tendências que despontam com força em determinadas ocasiões. Basta lembrar de como se passou a falar sobre o uso de Storytelling para comunicar valor para o cliente, do Design Thinking para entregar produtos e serviços com empatia e diversas metodologias ágeis de gestão. Todas são eficazes? Depende da sua empresa. Certamente, as ferramentas e metodologias têm muitas vantagens, mas elas não bastam por si só. Para que algo diferente seja implementado com sucesso, é preciso preparar o ambiente para inovar.

O que acontece com frequência é que um gestor ou colaborador acaba se encantando com uma ferramenta de gestão e quer entregar valor para o cliente. Até aí, nada de errado. Mas no afã de implementar uma inovação na organização, acaba esquecendo que é preciso que exista uma infraestrutura que ampare a solução. As pessoas precisam estar preparadas, a alta direção deve estar disposta a mudar ou fazer certas concessões, o próprio mindset deve entrar em jogo. Quando isso não acontece, as chances de fracasso são enormes. Mas a culpa não está na ferramenta.

Anteriormente, falamos em como o Design Thinking é uma abordagem que pode ser adotada  todas as empresas, de uma forma colaborativa para a  proposição de solução e experimentação. Para entregar valor ao cliente é preciso estar preparado para errar e aprender com isso. Ou melhor, aprender e otimizar. Se a empresa não oferece um ambiente favorável para aplicar uma metodologia que se baseia na evolução contínua e, consequentemente, em falhar para acertar, não há como culpar a ferramenta. Por esse motivo, sugerimos  que seja aplicado por quem quer realmente promover mudanças e desenvolver habilidades diferenciadas, como a empatia, a experimentação, a colaboração, a multidisciplinaridade e a autonomia

O exemplo acima apenas ilustra que as ferramentas de gestão e de entrega de valor para o cliente precisam de algo mais para que efetivamente obtenham resultados. É preciso comprometimento. Não basta adquirir ou implementar técnicas sem que as pessoas estejam preparadas. O resultado pode ser nulo ou, ainda pior, manchar a imagem da marca com experiências negativas para o consumidor.

Os mitos que muitas empresas ainda acreditam

O uso das ferramentas de inovação ou, na verdade, seu mau uso está atrelado igualmente a diversos mitos que as empresas têm sobre seus consumidores. Por essa razão, pensam que estão entregando valor para o cliente, mas podem estar apegados a falsas premissas. O mundo mudou, o público mudou, mas será que a sua empresa está mudando no mesmo ritmo? Pensando nisso, separei alguns dos insights que o Google apresenta no ThinkWithGoogle e que podem auxiliá-lo a aplicar com mais eficiência ferramentas e metodologias de gestão. Confira:

1. As pessoas não têm mais foco: mito! As pessoas estão prestando mais atenção do que nunca, mas não querem ter seu tempo roubado por aquilo que não é interessante para elas. Por isso, é preciso conhecer bem a persona ou personas que sua empresa atende.

2. Os diferentes tipos de tela recebem a mesma atenção: mito! Cada aparelho tem uma utilização diferente, inclusive na própria postura adotada pelo usuário: modo lean forward (inclinado para frente) e lean backward (para trás). O primeiro é bastante utilizado quando se procura aprender algo, busca informações, pesquisa para compras ou está investigando algo específico. O segundo é associado com diversão, relaxamento e passatempos.

3. As pessoas ignoram anúncios: mito! Os consumidores são fisgados por anúncios que chamam atenção e que dão a impressão de falar diretamente com eles. É preciso produzir campanhas relevantes com uma ótima experiência visual. Depois, mantenha-os com você!

Por que é tão relevante derrubar esses mitos? Manter o foco na entrega de valor para o cliente significa estar preparado para conhecê-lo. Saber quais são as suas preferências e aquilo que os afastam.

Está preparado para conhecer seu cliente?

Entregar valor ao cliente só será alcançado quando houver uma harmonia entre negócio-consumidor. Nisto, entram ferramentas de inovação que podem facilitar o relacionamento. Mas, como dito, só funcionam se os gestores e colaboradores estiverem preparados para fazer o melhor uso delas. O que isso significa? Conhecer o público-alvo é estar aberto a receber feedbacks, mesmo os mais “pesados”. E, mais do que isso, receber feedbacks de forma positiva, enxergando-os como uma nova oportunidade para otimizar seus produtos e serviços.

Feedbacks, que qualquer ordem, mesmo os mais graves e reclamações, não devem ser vistos como ofensas pela organização. Mas como parte de um processo de entendimento e aperfeiçoamento. Lembra do Design Thinking? Falhar, aprender e seguir em frente. Agora, entram ainda as habilidades de conhecer a fundo as personas do seu negócio e saber como oferecer um bom atendimento. Sem isso, metodologia alguma salvará a sua proposta ou iniciativa.

O portal Pequenas Empresas e Grandes Negócios produziu uma reportagem somente sobre isso: como atender bem. No contexto deles, é colocado como atender bem pessoas “difíceis”, mas podemos entender como “pessoas insatisfeitas que podem contribuir com o crescimento do meu negócio”. Entre as dicas, estão:

1. Ouvir com atenção. Não interrompa ou discuta. Tente entrar em sintonia e manter a compreensão.

2. Empatia, empatia, empatia. Não só demonstre que entende como, de fato, se coloque no lugar da outra pessoa. Dê sinais de que está de acordo com o que está em pauta.

3. Sem levantar a voz. Ânimos exaltados nunca são uma boa ideia. Usar um tom de voz baixo, mais calmo e devagar poderá fazer com que exista uma reflexão maior por ambos os lados.

4. Isso não é pessoal. As críticas e feedbacks são sobre um produto ou serviço, não sobre seu desempenho profissional.

5. Cumpra compromissos e explique os próximos passos. Prometeu retornar o contato? Retorne. Compromissos cumpridos são capazes de reverter situações negativas e fidelizar clientes. Quando finalizar o feedback ou reclamação, o consumidor deve ter certeza do que será feito em seguida: qual a solução, próximos passos e o que deve esperar.

Esses são apenas alguns dos passos que prepararão uma empresa para absorver feedbacks, focar e entregar valor ao cliente. Por isso, quando for implementar uma ferramenta ou metodologia de inovação, procure especialistas, treinamentos e prepare o terreno para conseguir receber os benefícios. Quer saber mais? Acesse aqui e conheça os workshops que realizamos in company sobre esse e outros temas.