Accountability: o que é e como colocá-la em prática na sua empresa

A accountability é uma palavra que vem sendo muito comentada tanto em palestras, workshops e fóruns de avaliação de desempenho. As interpretações sobre o tema são tantas que, no último ano, quase mil pessoas fizeram a seguinte pergunta ao Google “O que é accountability?”. Segundo o dicionário Oxford, o termo se refere a uma responsabilidade da qual se deve prestar contas e é justamente por isso que as principais respostas do Google estão ligadas a processos judiciais ou a números da Administração Pública.

Quando falamos em accountability nas empresas não estamos preocupados em gestão financeira ou em prestações de contas no seu sentido mais literal da palavra. Na verdade, queremos trazer para o centro do debate o engajamento e responsabilidade dos colaboradores. E é exatamente por isso que reduzir a palavra a sua tradução literal só corrobora com interpretações vagas sobre o tema.

Accountability, portanto, não é uma confissão ou prestação de contas de algum resultado que não saiu como o esperado. É sobre cumprir com um compromisso e assumir um comportamento estratégico dentro da organização. Isso significa ir além da execução de um conjunto de tarefas e compromissos de agenda.

Quer saber como tornar a sua equipe mais responsável e colocar o accountability no centro da estratégia empresarial? Continue a leitura do artigo!

Accountability é sobre pensar e agir como dono

Há quem acredite ainda que accountability é o famoso espírito de dono, mas a grande verdade é que a responsabilidade é exigida em todos os níveis hierárquicos das empresas. Isso porque as organizações são organismos vivos e suas engrenagens são colocadas para funcionar pelas pessoas. Cada um tem uma função (e responsabilidade) que impacta diretamente ou indiretamente no trabalho do outro.

É como as engrenagens de um relógio. Elas juntas têm a função de transmitir o movimento, inverter o sentido desse movimento ou reduzir a velocidade do movimento. Para que um ponteiro se mova, a roda central impulsiona a terceira roda, que gira mais rápido e tem como objetivo aumentar a velocidade do movimento entre a roda central e a quarta roda. É essa última que se conecta com o ponteiro do segundo e faz a mágica acontecer. Caso alguma engrenagem, pinhão ou eixo apresentem algum problema, o relógio atrasa, adianta ou, pior, para de funcionar.

E o que queremos dizer com isso? A responsabilidade não é apenas dos gestores. Afinal, existem várias atividades que são executadas por diferentes equipes e que afetam diretamente o resultado das empresas. E aqui levantamos uma bandeira vermelha. Sabemos que há líderes que querem melhorar o engajamento e os resultados no grito, na pressão. Você já deve ter visto isso acontecer mais de uma vez.

Contudo, agir de forma passiva-agressiva ou culpar alguém pelo fracasso de algum projeto só vai desmotivar ainda mais a equipe e causar um efeito contrário da accountability. Em casos extremos, pode até levar a um desligamento desnecessário de um colaborador. Mas é possível reverter esse quadro.

Formas de aumentar o senso de responsabilidade da sua equipe

Alinhamento de expectativas

Talvez esse seja um dos passos mais importantes para desenvolver a accountability no colaborador: deixar bem claro o que é esperado dele. Isso significa falar sobre resultados, metas e desenvolvimento deste profissional, mas também ser transparente no que se refere a medição deste desempenho.

Além disso, é importante ressaltar que não é um monólogo. É preciso dar espaço para que o profissional fale também. Afinal, pode ser que a entrega que seja exigida dele não esteja de acordo com os desafios profissionais que ele pretende abraçar. Em resumo, é preciso alinhar as expectativas para que todos os autores da relação estejam na mesma página.

Habilidades

Aqui é importante ressaltar que não se trata apenas de hard skills ou soft skills. É importante deixar claro quais são as habilidades necessárias para executar as atividades e entrega de resultado que são esperadas do colaborador. Caso ele não conte com uma hard skill específica, qual o plano de ação para que ela seja adquirida?

Fala-se muito em contratar por soft skills e treinar as hard skills. Se este for o caso da sua empresa, esteja disposto a colocar programas de treinamento para todos os colaboradores que precisam desenvolver alguma atividade específica. Se a educação corporativa não é o foco da sua empresa neste momento, você precisa delegar a atividade para outra pessoa. Caso contrário, estará conduzindo o profissional para o erro e desmotivação.

Medição de desempenho clara

Nós já falamos sobre isso no primeiro tópico, mas é importante reforçar: o colaborador precisa saber como, quando e pelo o quê será cobrado. Isso pode ser acordado na própria reunião de expectativa. Ou, se a organização conta com ferramentas de OKR (objectives and Key Results) explique de forma transparente como a metodologia funciona e destaque principalmente as vantagens delas para o desenvolvimento profissional do colaborador.

Caso o desenvolvimento de alguma atividade-chave não esteja saindo como o esperado, não se esqueça de criar um plano de ação para esse gargalo seja corrigido.

Feedbacks

Os líderes já estão cientes dos vários benefícios de uma cultura de feedback: aumenta a colaboração, melhora a comunicação, estimula o progresso e impacta diretamente na motivação do colaborador. Não há o que discutir, mas conciliar um feedback claro com os itens anteriores gera ainda mais resultados para a empresa. Afinal, se você alinhou as expectativas, as habilidades necessárias e a forma com que o desempenho do colaborador será medido, fica muito mais simples coletar fatos para oferecer o feedback para a sua equipe. Alguns pontos para serem analisados:

  • O colaborador está cumprindo com os seus compromissos?
  • Está conseguindo trabalhar com a equipe?
  • Ele precisa desenvolver alguma nova habilidade?

Consequências claras

Se você exerceu a transparência em todos os itens acima, tenha certeza que você deve investir na accountability da sua equipe. No entanto, qual será a sua ação caso o colaborador não tenha desenvolvido a responsabilidade e entregue menos do que era esperado dele?

Neste caso, você tem três opções: repetir o processo, recompensar com uma promoção ou outro tipo de reconhecimento e, caso você esteja realmente certo de que cumpriu com todas as opções acima, você pode pensar em mudar o colaborador de função ou convidá-lo para um novo alinhamento de expectativas.

E você está pensando em criar estratégias para aumentar o senso de responsabilidades da sua equipe? Conheça nossos workshops in company, com certeza deve haver algum que pode contribuir para a accountability dos colaboradores na sua organização.

 

 

Modelo de negócio e estratégia: você sabe qual a diferença?

No mundo dos negócios uma das palavras mais utilizadas em reuniões, networking e meetups deve ser estratégia: de negócios, vendas ou marketing. Não importa o tipo, na maioria dos casos, o verbete é apresentado como tudo que é importante ou desafiador. Outro ponto que também gera bastante confusão é a palavra ser empregada como sinônimo para modelo de negócio.

E não é por menos, já que os dois termos estão bastante conectados. Mas, a grande verdade, é que eles contam com significados distintos. Estratégia tem a ver com o posicionamento da empresa para ganhar vantagem competitiva. Já o modelo de negócio descreve a forma com que uma empresa opera para criar valor, resolver as necessidades e, consequentemente, entregar valor para os clientes e também a forma com que lucram e se mantém firme no mercado.

O objetivo tanto de estratégias competitivas quanto repensar o modelo de negócio é um só: gerar lucro para os stakeholders e entregar valor ao resolver as necessidades dos clientes.

Quer saber mais sobre as diferenças entre os dois termos? Continue a leitura do artigo e entenda a importância de reinventar o modelo de negócio.

Termo antigo que se reinventou com a tecnologia

Tudo hoje é chamado de Modelo de negócio, apesar de ser tão antigo quanto o mundo corporativo. Ficou popular com o surgimento das primeiras empresas virtuais (no post Business Model You conto essa história) e trago uma visão integrada e criteriosa de propósito, processos, custos, clientes, relacionamento e fontes de receita.

Um modelo de negócio eficaz é amparado em boas estratégias organizacionais que, por sua vez, avaliam questões internas – que também fazem parte do negócio – e externas, especialmente o que se refere à concorrência e às tendências do mercado. O que está sendo feito por meus concorrentes, o que o meu cliente está esperando, como posso me destacar? As respostas podem dar origem a grandes estratégias organizacionais.

As Organizações exponenciais, por exemplo, crescem dez vezes mais ao investir em equipes por demanda, cultura de inovação e holocracia. Já as plataformas de negócios movimentam bilhões de dólares e transformaram várias startups em unicórnios. Tudo isso porque empreendedores criativos pegaram uma ideia antiga (conectar consumidores e empresas que vendem produtos, como os shopping centers), alinharam a inovações tecnológicas e desenvolveram aplicativos de delivery de comida, transporte e aluguel de quartos mais baratos em viagens, facilitando assim a vida de empresas e consumidores que pedem ou aceitam serviço com apenas um click.

Para saber mais sobre o sucesso das empresas que investiram no modelo de negócio plataforma, leia o artigo: Plataforma de negócios: o que são e como impactam o mercado.

Estratégia e modelo de negócio em sintonia

Com a estratégia definida, olhamos para o modelo de negócio: os dois conceitos estão em harmonia? Muitas vezes, a estratégia requer custos inviáveis para a realidade da empresa. Precisamos contar, portanto, com a flexibilidade para fazer ajustes e correções. Aqui temos uma semelhança: modelo de negócio e estratégia precisam ser maleáveis e mutáveis para acompanhar as mudanças do mercado, hábitos de consumo e expectativas da própria companhia. O processo é contínuo e permanente.

Por isso, é essencial pensar, simultaneamente, em objetivos e nos caminhos para atingi-los. É comum, nesta fase, utilizarmos ferramentas de análises ambientais e de planejamento, como benchmark, desk research, matriz GUT (análise da Gravidade/Urgência e Tendência, Design Thinking, Análise de Dados e o Canvas. Há uma variedade de técnicas e abordagens, revistas e recriadas com frequência por especialistas, para auxiliar as etapas de criação, validação e execução de estratégias e modelos de negócios. Saber usá-las já é um diferencial competitivo.

A estratégia pode dar errado?

Sem dúvida! Assim como o caminho para a inovação, a criação de estratégias é repleta de altos e baixos. Afinal, estamos falando de hipóteses que podem alavancar vendas, mudar posicionamentos, oferecer algo pioneiro ao mercado. Se até mesmo o estrategista militar precisa lidar com o fracasso de uma operação, um gestor preparado deve encarar os riscos de sua tática. Como falei anteriormente, a barreira pode ser o orçamento, mas também a cultura corporativa, o despreparo dos gestores ou a falta de dados sobre mercados e consumidores.

Outro ponto essencial é compreender que a estratégia deve ser testada, assim como qualquer outra hipótese que pode impactar seu negócio. Lembra dos conteúdos sobre Design Thinking, que abordavam ideias, empatia, aplicações e resultados? Pois bem, execução e avaliação também estão presentes aqui.

Tudo está conectado e faz parte de uma realidade empresarial que prioriza cada vez a capacidade de inovação e o poder de transformação.

Você está pronto para essa conexão?

 

Modelo plataforma multilateral: saiba mais sobre esse negócio altamente escalável

Modelo plataforma multilateral é um modelo de negócio que promove o encontro entre consumidores e empresas dispostas a fechar uma relação comercial, tendo a plataforma como facilitadora desta transação. O multilateral vem justamente do fato de que nesta relação os dois lados são beneficiados: tanto os clientes que solucionam uma necessidade ao adquirir um produto ou contratar um serviço, quanto as empresas que lucram ao fechar uma venda.

Tudo isto sem contar no rendimento gerado para o empresário que investiu no modelo plataforma multilateral. Essas organizações são conhecidas pelo seu caráter altamente escalável e por gerar unicórnios no mundo das startups: Uber, Rappi e 99 são alguns exemplos.

O segredo do sucesso no modelo plataforma multilateral está justamente em diminuir o atrito na transação comercial: prospectar o cliente, negociar preços, criar ofertas, entre outros. Sai na frente quem consegue promover o melhor ambiente (sites e aplicativos) para que consumidores e vendedores interajam, pois um grupo não existe sem o outro.

O modelo plataforma multilateral versus modelos de negócio tradicionais

O modelo de negócio no qual se promove o encontro entre alguém interessado em vender com alguém interessado em comprar é antigo. Aqui no blog, já contamos como uma plataforma de negócio é similar a estrutura de marketplaces e shopping centers. No entanto, gerenciar um modelo plataforma multilateral não é a mesma coisa que administrar um shopping center. As regras em empresas de base tecnológica e nas startups são diferentes dos modelos mais tradicionais: um empresário mais tradicional jamais venderia um produto abaixo do preço de custo, mas quando o objetivo de uma startup é aumentar o efeito de rede, vale inclusive “pagar” para ter um cliente.

Você já se perguntou de onde vem os cupons de frete grátis de empresas como o Rappi ou os créditos que são gerados sempre que um amigo utiliza o seu código de compartilhamento para fazer a primeira viagem com a Uber? Todas essas ações têm o objetivo de aumentar o efeito de rede, pois no modelo plataforma multilateral quanto mais usuários ativos (consumidores e motoristas, no caso do Uber) maiores são as chances do negócio escalar e se transformar em novo unicórnio, ou seja, ser avaliada no mercado por mais de US$ 1 bilhão.

3 empresas brasileiras que decolaram com plataformas multilaterais

99

A 99 foi a primeira startup brasileira a ser avaliada em mais de US$ 1 bilhão no mercado. A escalada da principal concorrente da Uber no Brasil em direção ao reino das startups unicórnios ocorreu depois do aporte de US$ 1 bilhão que recebeu da plataforma chinesa Didi Chuxing. Aliás, os investidores chineses estão apostando suas fichas no mercado tecnológico brasileiro. Isso tem ocorrido não apenas pelo potencial das empresas, mas também pela fácil aceitação do brasileiro em novas tecnologias.

Os serviços de alimentação, transportes e fintechs são os que ganham mais destaque no mercado brasileiro. Além da 99, também temos a Cabify como plataformas digitais envolvendo passageiros e motoristas. Já a Yellow, embora não utilize o modelo plataforma multilateral é uma forte candidata a se tornar um unicórnio, graças as suas bicicletas e patinetes amarelos, que além de ser acessível ainda ajuda a fugir do trânsito das grandes cidades.

Movile e Ifood

O ano de 2018 foi intenso para a Movile não apenas por adentrar no mundo das startups unicórnios como também por outra empresa do seu grupo de holding receber um aporte de US$ 500 mil e entrar também para o grupo mítico. No entanto, engana-se quem acredita que a história da Movile é recente.

Com mais de 20 anos de mercado, a empresa iniciou seus serviços como Intraweb e explorava o mercado de ringtones. Foi a disrupção digital da Apple que fez com que a empresa revisse o seu modelo de negócio e procurasse aplicativos para investir: até chegar na fórmula do sucesso, empregou recursos sem sucesso em aplicativos de música e até de vídeos de comédia.

Hoje, o foco da Movile é o mobile e investe em plataformas como iFood, SpoonRocket e Sympla, além de ser proprietária da PlayKids, Wavy e Rappido. A empresa conta com 15 escritórios, espalhados na América Latina (Brasil, Colômbia, Argentina e Peru), Estados Unidos, México e França.

O valor movimentado mensalmente pelas empresas do grupo chega a US$ 1 bilhão. Nesta entrevista para o Estadão Fabrício Bloisi, CEO da Movile, foi enfático ao afirmar que “É pensar pequeno falar em se tornar unicórnio, o mercado brasileiro tem potencial para desenvolver empresas de tecnologia que valem cerca de US$ 100 bilhões. Da mesma forma que acontece nos EUA e na China”.

Cargo-X

A Cargo-X cresceu 750% em um ano e o segredo para o sucesso da Uber dos caminhões foi perceber o potencial do mercado. A maioria das produtos no Brasil é transportado via estrada e existia um gargalo gigantesco no setor, uma vez que 40% dos caminhões rodam vazios a maior parte do tempo. Isso acontece porque o motorista entrega uma carga em alguma região e não tinha outro produto para transportar de volta.

Os empresários encontraram a brecha e investiram em um modelo plataforma multilateral para conectar caminhoneiros e empresários por meio de um aplicativo com geolocalização e de fácil usabilidade. Esse encontro gerou economia para ambos os lados: os motoristas, que ampliaram a capacidade de carga, reduzindo a carga ociosa e gerando mais receita no final do mês; e os empresários, que conseguiram otimizar a logística e economizar até 20% com transporte de mercadorias.

Para a empresa esse crescimento foi a combinação de seis grandes fatores. Além do potencial do mercado e da economia gerada para os dois grupos, a empresa também abriu 15 escritórios em locais estratégicos – ao chegar no Centro Oeste, ganhou novos clientes e ampliou o seu valor de mercado. Tudo isso sem contar nas rodadas de investimentos que recebeu para aumentar sua área de atuação. Os principais aportes vieram da Goldman Sachs, Oscar Salazar e Qualcomm Ventures.

Outros pontos que a empresa gosta de destacar são o respeito aos motoristas e aumento da segurança de quem utiliza a plataforma. Já são mais 11 mil caminhoneiros utilizando o aplicativo e esse número não para aumentar.

Todo esse crescimento faz com que a empresa seja uma forte candidata a se tornar uma startup unicórnio que utiliza o modelo plataforma multilateral para entregar valor aos clientes.

E você conhece outra empresa que utiliza o modelo plataforma multilateral e que tem se destacado no mercado? Deixe sua opinião nos comentários!

Conectividade - autor: Nopporn

Crescimento exponencial não acontece por acaso: 4 dicas para acelerá-lo

As empresas exponenciais chegaram ao mercado para quebrar padrões e obter um crescimento exponencial sem precedentes. Internamente, podem escalar sem necessariamente aumentar suas estruturas. Externamente, relacionam-se com diversos players e também os escalam para a sobrevivência de seu próprio negócio. Apenas essas peculiaridades já significam um grande avanço para a economia atual (e uma ousada estratégia para se manter).

O fato é que estamos diante de empresas altamente disruptivas. São assim consideradas porque criaram uma nova forma de fazer negócio ou mudaram as regras vigentes. Quebraram barreiras. Mudaram a forma de pensar. Você lembra como foi o processo de fotografia: passamos da visão analógica para a era digital, tiramos a foto do papel e colocamos em dispositivos móveis, compartilhando no momento que se desejar.

E o que aconteceu com velho rolo de filmes com 36 poses? Está hoje no lixo ou em caixinhas de recordações. Assim aconteceu com os filmes que assistimos, com a compra da passagem aérea, com o táxi que pegamos, com a forma de pedir comida em casa. Atualmente, fazemos todas essas atividades de forma totalmente diferente de 10 anos atrás.

Mas o que as empresas disruptivas e inovadoras têm de diferente?

São empresas que encontraram uma oportunidade de negócio, investiram em desenho de processos, modernizaram a área de recursos humanos e criaram uma sólida cultura de inovação entre a equipe. Tudo isso sem contar que os negócios inovadores são orientados a dados e utilizam essa informações de forma estratégica para criar valor para o negócio. Unindo essas frentes  à maneira como constroem ecossistemas complementares para realimentar seus modelos de negócios, temos um formato disruptivo de criar e conduzir empresas.

O mix de informação, colaboração e DNA inovador faz com que essas organizações cheguem ao crescimento exponencial, que explicando de forma simplificada é crescer cerca de dez vezes mais do que os concorrentes. Uma empresa que chega nesse patamar também se torna referência na área de atuação, além de conquistar uma audiência apaixonada e que atua de forma espontânea como promotora do negócio. Você já viu um usuário da Apple mudar facilmente de dispositivo eletrônico? Tenho certeza que a resposta foi negativa.

4 dicas para acelerar o crescimento exponencial da sua empresa

1. Desbravar e correr riscos para alcançar o crescimento exponencial

Comentei certa vez aqui no blog que nem tudo são flores na trajetória de empresas inovadoras. Manter-se em um ambiente ainda muito conservador com um modelo de negócio diferenciado é nadar contra a maré. Também é cutucar mercados altamente competitivos, como o exemplo da fintech brasileira Nubank, que bate de frente com instituições financeiras tradicionais. O surgimento da Nubank alvoroçou o mercado financeiro brasileiro resultando em grandes transformações digitais das instituições que lideram o mercado.

Não ter a propriedade do produto ou serviço, como em um mercado tradicional, é correr riscos e isso não é necessariamente ruim, muito pelo contrário.  A relação entre colaboração e confiança substitui modelos fechados e controlados. O ecossistema de players, times por demanda e redes globais tomam o lugar do quadro de funcionários padrão. Ou ainda, no controle exigido por plataformas de negócios, como as de hospedagens, transporte e pedidos online, que reúnem milhões de membros e fornecedores.

2. Crie uma base de confiança e autonomia para a equipe de projetos

Criar uma base de confiança e autonomia para as equipes de projetos é fundamental para o negócio fluir adequadamente. Pense na quantidade de projetos do Google e no volume de parceiros que a gigante das buscas precisa gerenciar em vários países. Aliás, o Google é apenas um dos negócios da holding Alphabet. Veja a quantidade de negócios que a Alphabet reúne:

crescimento exponencial

Você acha que o Google ou negócios plataformas que se transformaram em unicórnios como a Uber, o Rappi e a 99 teriam ido muito longe sem dar autonomia e confiar na equipe?

3. Crie uma rede de colaboração

O crescimento exponencial não é resultado apenas do valor entregue ao consumidor/usuário. Com um ecossistema que escala e é escalável, o negócio precisa ser atrativo para todos continuarem dentro da organização. O modelo depende, portanto, de uma rede. Diferentemente de um sistema tradicional que atua, geralmente, com demanda e oferta em via única. Isso sim é correr riscos!

Mas como fazer acontecer? Acredito que os principais caminhos para o sucesso de uma organização exponencial são: ser uma “fonte aberta”, livrando-se dos gargalos produtivos, e criando um relacionamento baseado na empatia e colaboração com suas redes:

  • Essas empresas trabalham com o acessível e por isso trocaram os sistemas lineares pelo exponencial;
  • Trocaram o físico pela tecnologia;
  • Reduziram espaços de escritórios para globalizar digitalmente;
  • Validam ideias com seu ecossistema;
  • Criam a partir da expertise de suas redes e entregam itens relevantes para o momento;
  • Não temem a automação de processos e tem como aliados muitos robôs que agilizam os processos sem necessariamente demitir pessoas.

Quer saber mais? Confira o artigo: Futuro do trabalho: tem espaço para todas as profissões no futuro?

4. Quebre as hierarquias

Empresas exponenciais têm a inovação e a agilidade em seu cerne. Esqueçam os processos burocráticos e engessados, afinal é necessário de espaço para a criatividade. Como ser criativo para desenvolver novos produtos, testar ideias e implementar mudanças em um ambiente cheio de pontos de contato e hierarquia?

Aqui o segredo para acelerar o crescimento exponencial é descentralizar as decisões, mas investir em comunicação transparente. Tudo isso sem contar que toda a equipe precisa conhecer as metas e objetivos dos projetos que estão inseridas. Nas empresas exponenciais flexibilidade e confiança ganham o lugar do “chefe acima de tudo”.

Quer saber mais sobre o perfil comportamental dos líderes que estão promovendo o crescimento exponencial nas organizações? Confira o artigo: Liderança inovadora: o que é e quais as habilidades necessárias?

O crescimento exponencial não vem por acaso e não acabará instantaneamente. Enquanto o consumidor tiver insatisfação, expectativa ou desejos, terá sempre uma empresa inovadora para pensar soluções. Todos os lados têm a ganhar com isso.

E você quer saber mais como acelerar o crescimento da sua empresa? Entre em contato e vamos bater um papo!

Plataforma de negócios online: como uma empresa do tipo plataforma gera lucro?

Uma plataforma é uma área plana horizontal, mas também pode ser um local para facilitar o embarque e o desembarque de passageiros em ônibus, metrô ou avião. A informação é do dicionário Aurélio que ainda se refere ao verbete como uma configuração específica de um sistema operacional. No entanto, quando falamos de plataforma de negócios online, a definição é uma só: plataformas de negócios conectam pessoas com interesse de comprar um produto ou serviço com profissionais ou empresas que oferecem esse produto ou serviço.

Nesta relação todos os envolvidos saem ganhando e o grande desafio dos negócios que têm a plataforma como base é estimular as transações entre os dois lados. Quem nunca recebeu um sms da Rappi um pouco antes da hora do almoço? Essas mensagens costumam oferecer um cupom de desconto para comprar em algum restaurante que faz parte do marketplace da empresa ou ainda oferecer frete ou algum produto grátis na hora de fechar uma compra.

Junta a fome com a vontade de comer, não é mesmo? Principalmente naqueles dias corridos em que enfrentar a fila do restaurante a quilo não é uma opção. Você abre o aplicativo, insere o código do cupom, escolhe o restaurante, o prato e em menos de uma hora o pedido está na mesa.

De “Delivery de tudo” ao plano de dominar o serviço de entrega no Brasil

Embora o exemplo utilizado acima seja sobre um cupom de desconto que chegou um pouco antes do almoço, a Rappi não é um serviço de entrega de comida. O diferencial do negócio é justamente oferecer o maior mix de produtos possível na grande vitrine da plataforma de negócio online. Por meio de filtros, é possível fazer o supermercado do mês, comprar remédios e até adquirir cartões presentes de lojas de departamentos ou itens de sexshop.

O cliente escolhe a loja, fecha o pedido, o estabelecimento prepara o produto de acordo com as preferências do consumidor para, depois de pronto, um entregador levá-lo até o endereço selecionado. Esse profissional funciona como um parceiro direto do aplicativo e precisa além da moto ou bicicleta, contar com um celular com serviço de geolocalização para que o consumidor possa rastrear a entrega. A compra pode ser fechada com dinheiro ou cartão de crédito, diretamente no aplicativo.

Toda esta comodidade rendeu para a startup colombiana duas rodadas de investimento em pouquíssimo tempo. Em outubro de 2018, recebeu um aporte de U$ 392 milhões, elevando o valor da plataforma para mais de U$ 1 bilhão e colocando a Rappi no reino das empresas unicórnios. Já em maio de 2019, o montante investido foi de US$ 1,2 bilhões: somente o banco japonês Softbank foi responsável por US$ 1 bilhão desses novos recursos.

O plano de expansão dos empreendedores Felipe Villamarín, Sebastián Mejía e Simon Borrero e também dos investidores é aumentar o efeito de rede, que garante a escalabilidade dos negócios plataforma. Inclusive, um dos grandes desafios da Rappi é continuar competitiva no mercado brasileiro, no qual empresas como a Ifood (que antes estava com o recorde de maior investimento em startups da América Latina com o aporte de US$ 500 milhões em 2018) e a Uber Eats, que é uma plataforma de negócios online vinculada ao unicórnio Uber. A espanhola Glovo deixou o mercado brasileiro, depois de um ano de atuação, pois percebeu que com a alta competitividade do setor seriam necessários muito mais investimento.

Como as plataformas de negócio online ganham dinheiro?

Nós já falamos por aqui que negócios plataformas não dizem respeito apenas a tecnologia, mas sim a um novo modelo de negócio que cria valor ao colocar em contato produtores e consumidores. No caso das empresas que funcionam como “delivery de tudo”, precisam criar relações sólidas com os três principais pilares do negócio: os consumidores, os comerciantes e os entregadores.

A renda das plataformas de negócio online são geradas a partir do fechamento dos pedidos dos usuários. Quanto mais estabelecimentos e mais compras fechadas, maior é a receita, já que o aplicativo ganha uma porcentagem em cima dessas vendas.  O grande desafio das plataformas de negócio é justamente aumentar o efeito de rede, ou seja, ampliar o número de usuários, tanto de consumidores quanto de estabelecimentos e entregadores.

Mas o que é esse efeito de rede que gera escala, afinal?

Explicando de forma bem resumida, o efeito de rede é o valor que a quantidade de usuários confere a um negócio. Um exemplo clássico são as redes sociais: o Orkut reinou durante muito tempo, o Facebook foi ganhando aderência e outras redes surgiram, como o twitter, o Google + e o Instagram. Em algum momento o Facebook ultrapassou o Orkut até que a migração de usuários de uma rede para outra foi tão grande que o Orkut saiu de cena. O Google + nem sequer deslanchou, justamente pela baixa utilização dos usuários.

E  o que tudo isso tem a ver com plataformas de negócio online? Simples, a maioria das empresas cria um fluxo linear de compra e venda (seja online ou em lojas físicas), já os negócios plataformas dependem de fatores externos para criar escala e gerar renda (o tripé: consumidor, estabelecimentos e entregadores). Uma boa prática para que isso aconteça é prospectar consumidores e estabelecimentos externos, além de criar um aplicativo de fácil usabilidade e que permita que as relações comerciais aconteçam de forma sustentável e saudável.

Neste esforço em potencializar o efeito de rede, a estratégia de vendas deve caminhar lado ao lado do departamento de marketing da empresa. A Rappi costuma enviar mensagens próximo a hora do almoço, o Uber Eats oferece entrega grátis e cupons de desconto para os usuários Vips, o iFood já é case de sucesso em personalização da experiência do cliente.

No fim, em se tratando de plataformas de negócios online, ganha destaque quem desenvolve estratégias de negócio para se diferenciar do concorrente e principalmente consegue resolver um problema do seu cliente de forma ágil e inovadora. E você, está pronto para investir neste novo modelo de negócio?

novos modelos de negocio

Novos modelos de negócio: 5 modelos para quem quer tirar aquela ideia do papel

Talvez você ainda não conheça Yogi Berra, ídolo do New York Yankees, mas há uma frase dele que fará bastante sentido para aquilo que o mercado está vivenciando: “o futuro não é mais como costumava ser”. São necessidades que antes não existiam, profissões inteiramente diferentes que estão surgindo e, no mesmo passo, os novos modelos de negócio.

Mas como se deu tamanha transformação? É exatamente essa a palavra que está impulsionando tudo. A transformação digital não chegou por acaso e criou novos modelos de negócio. Antes disso, existiram fatores que contribuíram para que as empresas e startups começassem a pensar e a fazer diferente. Alguns dos pontos que podemos ressaltar:

  • Quantidades massivas de poder computacional acessível;
  • Abertura da Amazon Web Service com disponibilidade infinita de espaço na nuvem retirando de linha os velhos e antiquados “Servidores”;
  • Disponibilidade em compartilhar aplicativos via Apple Store ou Google Play;
  • A proliferação de dispositivos conectados à internet;
  • GPS, localização e hiper-localização;
  • Inteligência artificial e internet das Coisas;
  • Interações máquina a máquina (sem pessoas no ciclo);
  • Visão design driven, ampliando o conceito de “design thinking” e mudando o foco no produto para as necessidades dos clientes, entre outros.

Com tudo isso, é natural que exista uma transformação no mercado e surjam novos modelos de negócio e, com isso, oportunidades sejam criadas. Para entender um pouco do panorama que se estabeleceu, vale olhar alguns dos números apontados pelo IDG’s 2018 State of Digital Business Transformation:

  • 55% das startups já estão atuando em um estratégia de negócios digital;
  • Contando com as estratégias de first digital, as startups podem aumentar a receita em 34%;
  • 95% das startups têm planos de negócios digitais;
  • 62% afirmam entregar uma excelente experiência ao cliente, alcançando o sucesso dos novos modelos de negócio digital;
  • big data e analytics (58%), tecnologias móveis (59%), nuvem privada (53%), nuvem pública (45%) e APIs e tecnologias incorporáveis (40%) constituem as cinco tecnologias principais já implementadas;
  • 49% dos executivos da área de TI afirmam que a tecnologia da Internet das Coisas (IoT) é fundamental em suas estratégias de negócios digitais.

Para ficar mais simples de visualizar o impacto da transformação digital, vamos pensar na quantidade de funções e ações, por exemplo, que se consegue hoje executar por meio de um aparelho smartphone. Você pode pagar suas contas, assistir uma variedade de mídias, pedir comida ou transporte sem precisar falar com ninguém, entre outros exemplos. Pode até parecer redundante, mas são serviços que estão gerando oportunidades de inovar e fazendo com que novos modelos de negócio prosperem.

Cinco padrões de modelos de negócio para ficar de olho

Para você que quer tirar aquela ideia do papel, vamos apresentar alguns dos novos padrões de  modelos de negócio que têm criado oportunidades para as empresas. Confira:

1. Marketplace ou Plataforma: os negócios plataforma é um dos novos modelos de negócio bastante inserido na rotina das pessoas. O marketplace é uma plataforma, com mediação de empresas, no qual se encontram ofertas de diferentes fornecedores. É aberta permitindo a participação “regulada” entre as partes, promove ativamente interações (positivas) entre diferentes parceiros em um mercado  multi-lados e escala muito mais rápido do que um negócio tradicional.

Há uma gama de empresas que surgiram a partir do novo modelo de negócio e outras que se adaptaram mediante uma necessidade trazida pela transformação digital. A ideia é reunir marcas e lojas e centralizá-las em um só espaço virtual, fazendo com que o consumidor possa pesquisar e encontrar de forma mais simples aquilo que procura com as melhores condições financeiras e a melhor qualidade.

2. Freemium: Mix de produtos básicos gratuitos com serviços pagos. Caracterizado por uma grande base de usuários que se beneficiam pela base grátis e cerca de 10% dos usuários pagam pelos serviços. Faz parte dos novos modelos de negócio que apareceram fortemente com a transformação digital. Lembre de quando você obtém acesso a um jogo, plataforma ou software gratuitamente, porém precisaria pagar para obter determinadas funcionalidades, que seriam recursos adicionais, como contas “premium” ou “VIP”. Exemplo: Skype; Dropbox; CandyCrush.

3. Free ou Grátis: o modelo free surgiu com as possibilidades trazidas por meio da internet e com a globalização do seu uso. Há muitas ofertas virtuais de produtos free, desde jogos até aplicativos. Mas e como as empresas fazem para lucrar? Aqui, há a questão do recolhimento das informações dos usuários e, principalmente, a venda de espaços para que outras empresas possam anunciar. Por exemplo, quando você está vendo um vídeo e aparece uma propaganda na tela.

4. Isca e Anzol – Consiste em oferecer um produto básico a um preço muito baixo e depois cobram preços excessivos pelas recargas. Exemplos: Gillette, Epson, HP, Nespresso etc.

Excelente oportunidade para fidelização de cliente que precisam recorrer aos serviços com frequência, conforme o uso efetuado.

5. Assinatura: o conceito é bastante simples, o consumidor paga periodicamente para ter acesso a produtos e serviços. Hoje, existem os serviços de streaming, como Netflix e HBO Go, que fornecem filmes e séries. Há ainda o chamado “Netflix dos livros”, o Kindle Unlimited, que permite uma locação de livros por meio de uma assinatura e do dispositivo Kindle.

Os novos modelos de negócio encontram uma terra fértil com a transformação digital. Quer saber mais sobre o assunto? Converse conosco e continue acompanhando os novos artigos!

Empresas digitais: 5 negócios que nasceram e prosperaram com a internet

Um olhar de relance para trás pode fazer com que a história das empresas digitais possa parecer linear e óbvia. Afinal, há um valor bastante perceptível nas entregas promovidas por essas organizações. É difícil negar que a evolução da televisão aberta, por exemplo, são os serviços de streaming on-line, com entregas em tempo real, personalizadas e sem interrupções indesejadas.  Ou ainda, pensando que as locadoras de filmes sucumbiram em virtude das inúmeras possibilidades de visualização de novos filmes e opções de entretenimento visual, inclusive pelos próprios streamings on-line. Há um certo saudosismo em alguns serviços e produtos, no entanto, os tempos atuais exigem rapidez e transformações que nem sempre são tão fáceis de se acompanhar.

É natural que uma mudança venha acompanhada de receios e riscos. Seja em qualquer época, o empreendedorismo sempre teve que lidar com todas as questões que envolvem o “novo”, como novos mercados, novas demandas, novos serviços e novos produtos. A passagem de um modelo de negócio tradicional para um digital não exclui a necessidade de conseguir trabalhar com incertezas e com criação de experiências diferenciadas. A questão é que as empresas digitais estão tratando com um cenário que não é mais o mesmo. O comportamento das pessoas está mudando, as inovações digitais estão criando demandas que antes não existiam e há mais ferramentas para produzir um modelo de negócio mais eficiente, com uma força operacional mais produtiva e oferecer uma experiência mais satisfatória aos clientes.

Os negócios em plataformas são um exemplo de como as empresas digitais podem se reinventar e das possibilidades do empreendedor digital. Os líderes de mercado, como aqueles que estão no comando da Amazon, Facebook, Uber, Google acabam por redefinir aquilo que se tem como uma ótima experiência, impactando, inclusive nas expectativas atuais e futuras dos usuários. Mais do que pensar em algoritmos que irão gerar o “match” entre comprador e vendedor, há uma criação de valor. A questão das empresas digitais e, principalmente, dos mercados de plataformas é que existe uma valorização da capacitação do usuário, mais do que reduzir custos de uma transação. Um modelo de “matchmaking” vende, sim, custos de transação reduzidos, assim como negócios tradicionais vendem produtos e/ou serviços. Porém, o modelo de investimento em plataforma cria mais valor para vender.

As plataformas são uma forma de se pensar e visualizar as possibilidades das empresas digitais. Contudo, ao falar do empreendedor digital é possível ganhar uma abertura ainda maior no conceito, pois trata-se de quem planeja e cria um negócio que utiliza uma base digital, funcionando dentro deste contexto. É ali que se dará, inclusive, grande parte dos processos e fluxos necessários para que a empresa digital consiga se manter operando. Para entender melhor o que são negócios e empresas digitais e o que é sucesso para elas, selecionamos alguns exemplos que nasceram e prosperaram com a internet.

5 negócios e empresas digitais de sucesso

  1. Trello: é empresa que fornece uma ferramenta on-line para gestão de processos e tarefas. É bastante utilizada por empresas que possuem, inclusive, equipes remotas. Sua organização é bastante visual e permite que várias pessoas tenham acesso a informações simultaneamente. A ferramenta permite criar listas e organizar as tarefas dentro delas, além de ter um formato calendário. A empresa fornece acesso a versões diferentes, gratuita e paga para os usuários.
  1. Slack: a Slack surgiu como uma opção de ferramenta de comunicação entre as equipes das empresas. É uma plataforma que permite desde troca de mensagens até arquivos, seja em grupo ou individualmente. É uma forma de centralizar a comunicação. Em 2019, a IPO, ou oferta inicial pública de ações, da Slack começou com a empresa alcançando uma avaliação de mercado de US$ 23 bilhões, sendo que eram esperados somente US$ 16 bilhões.
  1. Amaro: marca brasileira lançada em 2012 que comercializa acessórios e roupas para o público feminino. Entre os diferentes estão ser um e-commerce monomarca e o investimento no mercado omnichannel. Possui cerca de 400 funcionários atualmente e, apesar de não divulgar o faturamento, tem planos de dobrar as receitas em 2019.
  1. Evino: e-commerce brasileiro que atua com vinhos, comercializando os produtos com preços mais acessíveis e vendas especiais com descontos. Trabalha ainda com um setor de vinho premium. Em 2017, a empresa faturou 265 milhões de reais. Atualmente, apostam em sua manutenção no mercado a partir da popularização de vinhos mais caros.
  1. Contabilizei: plataforma online brasileira de contabilidade com foco em micro e pequenas empresas, já atraiu grandes investidores e anunciou recentemente um aporte de 75 milhões de reais. Possuem 245 funcionários e atendem cerca de 10 mil clientes.

Vamos conversar mais sobre como as empresas digitais podem se estabelecer no mercado e alcançar o sucesso? Deixe sua opinião!

Plataforma de negócios digitais, transformação digital e empresas exponenciais: o que essas organizações têm em comum?

Uma plataforma de negócios digitais faz com que exista o encontro de quem está ofertando e de quem está demandando, ou seja: o produto ou serviço por parte daquele que está oferecendo e o interesse na aquisição dos produtos ou serviços pelo demandante. Uma plataforma de negócios digitais também é considerada um modelo de negócio exponencial. Para entender melhor, basta pensar em como os videogames atuais adotaram a integração entre os desenvolvedores de jogos e, do outro lado, os jogadores que estão fazendo uso dos recursos do aparelho.

No entanto, não é um modelo de negócio que vem de hoje, antes mesmo de entrar no mundo digital, as plataformas já podiam ser vistas em estruturas bastante populares, como os shopping centers. Afinal, eles agrupavam e organizavam as marcas e vendedores, que por sua vez pagavam para estar ali. Já os consumidores podiam frequentar a localização e encontrar o que procuravam.

Plataformas de negócios digitais e as mudanças tecnológicas

Se as plataformas datam de uma época pré-internet, certamente o seu crescimento atual foi impulsionado pelo mundo digital. Mesmo que o modelo de negócios tenha surgido anteriormente, com a internet, uma plataforma de negócios digital ganhou novas possibilidades, facilitando e elevando a conexão entre oferta e comprador a um outro nível:

  • Não é mais preciso se locomover, percorrer distâncias ou, até mesmo, ficar impossibilitado de satisfazer uma demanda justamente por conta de barreiras físicas e geográficas.
  • Os desenvolvedores de produtos e serviços conseguem alcançar uma parte imensuravelmente maior da população e encontrar o seu público-alvo nos mais diversos pontos do globo terrestre.
  • Da mesma forma, os compradores saem das limitações de um comércio local para ter acesso a tecnologias e inovações de praticamente o mundo inteiro.

Plataformas de negócios digitais e a Transformação Digital

Levando em consideração a atuação da internet como impulsionadora de uma plataforma de negócios digitais, a transformação digital tem capitaneado avançados significativos para ambas as partes que compõem o modelo. A partir da inteligência e análise de dados, tecnologias móveis e da computação em nuvem, as plataformas têm conseguido entregar cada vez mais valor, seja na criação de novos serviços, como o Netflix, Amazon e Airbnb, como ao oferecer uma orientação maior ao promover um match entre quem procura e quem oferece, a partir de histórico de compra e busca, além da análise de comportamento.

A plataforma de negócios digitais funciona também como uma ponte para troca de valores na criação de um benefício ainda maior. O que significa que as empresas conseguem ampliar ainda mais sua visão para as criações que antes operava com um limitador de dados e informações sobre as necessidades do seu público. Hoje, tudo funciona em um grande processo de co-criação com os próprios usuários, a partir, por exemplo, da análise de novas demandas e de outros dados que são possíveis de serem explorados.

Dessa forma, novos modelos e mercados têm surgido com um velocidade ainda maior. Há grandes marcas que exemplificam o uso da tática, como as esportivas Nike e Under Armour, pois por meio de uma plataforma digital, puderam incluir em suas ofertas a tecnologia fitness vestível, algo que tem se tornado fundamental para competir em escala.

Quais são os pontos críticos deste modelo de negócio?

Há três pontos de destaque em todos os setores nos quais opera uma plataforma de negócios digitais: criação de valor, atração de novos usuários e propensão a evoluir.

  1. Criação de valor: aqui a conexão com a transformação digital torna-se bastante nítida, pois além da oferta em qualquer lugar e qualquer hora, há o fator da análise de informações e dados para identificar oportunidades de negócios e previsões de mercado. Diante disso, a plataforma de negócios digitais acaba impulsionando a transição de organizações de única operadora para uma rede digital, no qual compartilha-se inteligência e cria-se relacionamentos, gerando mais valor e crescimento de vendas.
  2. Atração de novos usuários: a natureza acessível e intuitiva da plataforma de negócios digitais tende a ampliar o alcance daqueles que usam, não se limitando somente a especialistas técnicos, fazendo com que exista uma cultura mais integrada.
  3. Propensão para evoluir: não há um produto acabado, a plataforma é um trabalho em andamento. Se a transformação digital está em mudança constante, é o mesmo cenário de uma plataforma de negócios digitais. É preciso facilitar oportunidades de inovar e explorar novas ideias rapidamente e com baixos custos, sem limitações técnicas.

Tendo em vista os três pontos acima, a conexão entre plataforma de negócios digitais, transformação digital e empresas exponenciais é vista com maior clareza. Com base nisso, qual sua opinião sobre tal conexão? Ficou com alguma dúvida? Converse conosco!

Transformação digital: você sabe em que estágio a sua empresa se encontra?

Por qual motivo, ao passear em uma feira de rua, você decide por comprar em uma barraquinha de frutas e não em outra? Isso é um reflexo de que os diferenciais competitivos fazem parte de qualquer tipo de negócio. E de qualquer época. Se, em determinado período, a energia elétrica era considerada a grande revolução tecnológica e pilar para os negócios, atualmente também temos um similar que causa um impacto semelhante e interfere na competitividade e, até mesmo, na sobrevivência das empresas no mercado. Em um estudo da Deloitte, 94% das empresas chegaram em um acordo: a transformação digital é a prioridade estratégica delas.

Pensando no que se vivencia nos dias atuais, é inegável que as ferramentas tecnológicas têm promovido uma importante combinação entre aumento de produtividade e capacidade com um ótimo custo-benefício. A lógica é investir agora para expandir depois, seja em tamanho, capacidade ou qualidade. Contudo, voltando para a pesquisa da Deloitte, um ponto a ser considerado é que mesmo tendo em mente o quão fundamental é avançar nas estratégias de transformação digital, nem sempre as empresas conseguem explorar a gama de possibilidades oferecida. As dificuldades vão desde o ritmo frenético de mudanças, que nem sempre é acompanhado pela liderança, até compreender e se adequar com as regras e desafios que surgiram no decorrer da evolução da tecnologia e, por sua vez, do próprio comportamento humano. Entenda em qual estágio sua empresa se encontra nesse cenário.

Os estágios e modelos da Transformação Digital

Para entender o estágio no qual se encontra sua empresa, a Deloitte produziu outro relatório, desta vez apurando quais são os modelos de negócio na era digital, pensando na transformação digital. Abaixo, separamos os quatro modelos apresentados e um breve resumo. Confira:

  1. Modelo Tático: em um modelo tático é comum encontrar tecnologias e processos com focos bastante claros, eles estão trabalhando em conjunto para atingir metas e objetivos que já foram determinados. Os olhares estão voltados para alcançar eficiência e eficácia. Os processos de negócios não são submetidos a reengenharias para que exista uma adaptação ao que tange aos princípios da economia digital.

No relatório, são apontadas as características e, igualmente, as desvantagens do modelo de negócio digital Tático são levadas em consideração. No Modelo Tático, apresentam-se como desvantagens uma necessidade de investimentos em silos e investimentos não estratégicos, uma abrangência diminuída, com uma restrição somente a determinadas pessoas dentro da organização e, em conjunto, uma estratégia digital que carece de coerência.

  1. Modelo Centralizador: grande parte das empresas encontra-se no meio da transição de Tático para o Modelo Centralizador. Com isso, adquirem competências digitais e investem em iniciativas centralizadas em uma unidade central. Há ainda um ganho na governança dos custos e na priorização da estratégia digital. Outro ponto importante deste modelo de negócio dentro da transformação digital é que a equipe central tem uma conexão e trabalha com as demais. E se mantém uma tendência à eficiência. Em contrapartida, como desvantagem, é apontado o fato de que a responsabilidade pela estratégia digital é restrita, pois não existe um compartilhamento com os líderes do negócio.
  1. Modelo Champion: um passo importante para o desenvolvimento da transformação digital dentro da empresa é a migração para o Modelo Champion, pois aí sim existe uma estratégia digital que é implementada e, principalmente, comunicada para todos. As palavras-chave são: compartilhamento de conhecimento, formação e capacitação. No Modelo Champion, a liderança entra com um apoio irrestrito e a empresa passa a trabalhar com inovação, design thinking e data Science.
  1. Modelo Business as Usual (BaU): um Modelo BaU é onde se encontram as organizações verdadeiramente digitais, pois há uma cultura digital, processos digitais, entre outros. O digital está em tudo e faz parte da rotina. Há uma flexibilidade em relação a mudanças e a extinção de áreas centralizadoras ou equipes e unidades de negócio digitais.

E como realizar uma análise do estágio digital? São recomendadas perguntas voltadas para investigar os clientes, a estratégia e liderança, os produtos e serviços, a organização e talentos e a operação. Questione-se sobre a melhor visão de liderança para a estratégia digital, a melhor abordagem de comunicação com os clientes no meio digital, a habilidade de desenvolver e gerenciar produtos ou serviços, se há talentos ou organização que apoiam o que é oferecido e se os processos e tecnologias digitais oferecem suporte a operações da empresa.

Quer entender mais sobre diagnóstico do modelo digital e como alcançar a transformação digital? Converse conosco!

mercado de trabalho no futuro

Mercado de trabalho no futuro: como aumentar o seu poder de adaptação

Quando falamos sobre o mercado de trabalho no futuro, a discussão já transcende o questionamento sobre se haverá ou não automatização. Agora, a questão é muito mais específica, estamos prevendo quais serão as atividades que serão automatizadas e como se preparar para as mudanças. Dan Finnigan, CEO da Jobvite, publicou recentemente um artigo sobre um dos grandes medos da atualidade: os robôs roubarão empregos. Ou, talvez não seja exatamente assim, como defende o especialista. Mas, de uma forma ou de outra, as pessoas estão com medo. Em 2016, uma pesquisa divulgada pela Jobvite apurou que cerca de 55% de candidatos a empregos se mostravam, pelo menos, preocupados com a automatização do trabalho.

Entre os benefícios e consequências da transformação digital no mercado de trabalho no futuro, a automatização já é uma realidade. Há determinados empregos que se tornarão territórios de robôs, mas também novas possibilidades de carreiras profissionais surgindo em paralelo com as novas tecnologias. Como em todo processo de mudanças, é natural que exista o sentimento de ansiedade e a preocupação, como demonstrado pela pesquisa. No mesmo artigo, Finnigan aconselha: “vamos respirar fundo por um segundo”, pois nem todos os trabalhos serão automatizados e sim, os seres humanos são implacáveis em sua capacidade de adaptação e reinvenção.

Com tal cenário em mente, começa-se a ver uma nova perspectiva a partir da automação e da presença de robôs no ambiente profissional. Segundo o relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), aproximadamente 133 milhões de empregos no mundo poderiam ser criados com o auxílio de avanços tecnológicos no local de trabalho na próxima década, em comparação com outra previsão, a do deslocamento de 75 milhões de atividades profissionais. O mesmo relatório sugere que as inovações tecnológicas, originadas pela transformação digital, têm a capacidade de romper com o contexto atual e criar novas formas de trabalho, tal como na Revolução Industrial, quando a energia a vapor e a eletricidade possibilitaram a criação de empregos.

O ponto é que a tecnologia tem avançado em um ritmo acelerado, mas não é a primeira vez que acontecem mudanças tecnológicas. Desde a roda até Gutenberg, como explica Mynul Khan, CEO na Field Nation, os seres humanos inovam e se adaptam ao longo da história. Em cada caso, acabou-se levando a novas indústrias e atividades profissionais. Contudo, como afirma Klaus Schwab, presidente do WEF, os ganhos no mercado de trabalho no futuro a partir das tecnologias exigem um investimento em treinamento e educação para que os profissionais possam se adaptar.

O poder da adaptação no mercado de trabalho no futuro

Em uma programa sobre o mercado de trabalho no futuro, o Instituto Global McKinsey discutiu sobre o que será exigido dos trabalhadores. E, para se adaptar ao que virá, um dos pontos de destaque é o treinamento de novas habilidades e qualificação para atuar em novos empregos. Será preciso ajudar as pessoas a obterem habilidades mínimas necessárias para começar uma carreira em uma direção completamente nova. Entender o que está acontecendo a partir da transformação digital e vislumbrar oportunidades é o primeiro passo. A partir disso, cada profissional poderá potencializar suas capacidades para desempenhar atividades que estão sendo ou serão exigidas em um futuro próximo.

Pensando nisso, há três pilares que podem ser desenvolvidos para aumentar o poder de adaptação ao mercado de trabalho no futuro. São eles:

  • Inovação: a inovação pode englobar diferentes aspectos, e todos eles importantes, como a inovação aberta, a transformação digital, os negócios exponenciais e as lean startups. Para isso, será fundamental compreender a inovação dentro de um ambiente que motive, inspire e engaje em um ritmo de rápidas mudanças. Também entram novos modelos de gestão, formação de equipes de alto desempenho, conhecimento de mercado e os novos negócios que estão surgindo a partir de startups.
  • Design driven: design thinking, business design e design de serviços formam a tríade do design no mercado de trabalho no futuro. O que significa compreender a transformação dos próprios negócios, pessoas e necessidades. Com isso, ampliando a visão a partir do pensamento do design e a criação de novos modelos de negócios.
  • Design your life: com as mudanças acontecendo em um ritmo sem precedentes, entender onde o profissional está inserido ou poderá crescer em uma nova carreira é essencial. Dentro disso, procura-se aprender sobre propósito de vida, autoconhecimento, modelo de negócio pessoal e planejamento.

Empregos perdidos, empregos ganhos. O mercado de trabalho no futuro significará novas possibilidades e habilidades. Quer saber mais sobre o assunto? Veja como podemos desenvolver essas habilidades in company, em programas exclusivos para a sua empresa. Tire suas dúvidas e faça seus comentários!