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Como as organizações ágeis se diferenciam nos processos de inovação

O princípio das organizações ágeis é adaptar-se rapidamente em um cenário de intensas transformações. O modelo de gestão ágil direciona os esforços na otimização dos processos e oportunidades de inovar, tornando a operação eficiente, bem como imprimindo velocidade na experimentação e evolução de novos produtos e serviços para acompanhar o dinamismo do mercado.  

Uma pesquisa feita pela McKinsey, revelou que as organizações ágeis apresentam melhores indicadores de desempenho a longo prazo. A mudança de mentalidade de gestão dessas empresas impacta positivamente em diversas áreas: tempo de entrada no mercado mais rápido, maior crescimento da receita, custos reduzidos e alto engajamento.

Para implementar um modelo de cultura ágil, centrada nas pessoas e que oportunize um ambiente criativo para promover a inovação, é preciso desenvolver entre líderes e liderados as principais competências demandadas atualmente: criatividade, capacidade de resolução de problemas complexos, empatia e colaboração. 

Organizações que implementaram a jornada ágil de forma bem sucedida propõem uma comunicação aberta e métodos de trabalho mais flexíveis e dinâmicos, a partir de efetivas ferramentas e metodologias inovadoras que permitem operar em ciclos de decisão rápidos, como por exemplo:

  • OKR

A metodologia de Objectives and Key Results (OKR), é aplicada ​​para estabelecer objetivos e resultados-chaves claros e mensuráveis, definidos em um período de tempo específico. Assim, as estratégias e objetivos da empresa passam a ser acompanhadas e ajustadas para alcançar melhores resultados, contribuindo para o alinhamento entre os times para que todos caminhem na mesma direção e tornando a rotina organizacional ágil. 

  • Lean Thinking

Lean thinking, ou, em português, “pensamento enxuto”, é uma forma de reduzir o desperdício dos processos organizacionais. A ideia é aproveitar o potencial de cada pessoa de forma organizada para que proponham de forma proativa e colaborativamente soluções eficientes para otimizar os processos em prol de um mesmo objetivo.

  • Scrum

Considerada uma das metodologias mais utilizadas em organizações ágeis, o Scrum se baseia na divisão dos projetos em etapas cíclicas, que são conhecidas como Sprints com duração de duas a quatro semanas. Diariamente, durante um período preestipulado, é promovida uma reunião para atualização do andamento do projeto para otimização das entregas. E o que não está na pauta de execução ficam armazenadas em “backlogs”. 

  • Design Thinking

O design thinking é uma abordagem ágil centrada no ser humano, altamente colaborativa, experimental e visual que propõe encontrar soluções inovadoras e criativas de forma conjunta, apostando na diversidade de ideias para resolver necessidades ou problemas das pessoas. 

  • Squads 

Modelo organizacional inovador para gerenciamento de equipes autônomas e multidisciplinares que consiste na formação de pequenos grupos de trabalho, com um objetivo em comum para resolver uma demanda específica, com data para começar e um prazo para terminar. Eficiente metodologia para aumentar a colaboração e garantir o funcionamento dos times mesmo à distância, mantendo o engajamento e resultando em entregas de alto valor. 

Acesse o e-Book: Metodologias ágeis para equipes de alta performance para compreender como a estratégia ágil é considerada aliada da cultura de inovação nas organizações. 

Desenvolver o mindset ágil em lideranças impulsiona a inovação nas organizações ágeis

A agilidade é considerada um dos maiores propulsores da inovação dentro das organizações. Para desenvolver o mindset ágil em lideranças, recomendo a leitura do livro A Jornada Ágil: um caminho para inovação. A obra, da qual sou uma das autoras, foi escrita colaborativamente por especialistas em inovação e organizações ágeis e funciona como um guia para orientar as lideranças a migrarem para um modelo de gestão ágil.

A mudança de mentalidade por um modelo ágil de pensar e agir permite responder prontamente aos desafios e oportunidades, bem como criar estratégias efetivas para obter resultados exponenciais. 

A abordagem ágil substitui o modelo de gestão a base do comando e controle por uma liderança ágil e inovadora que estimula a autonomia nas relações de trabalho e um ambiente de colaboração propício para que ideias inovadoras fluam e as pessoas se desenvolvam. 

Diante de contexto altamente exigente e de mudanças em ritmo acelerado, o novo líder deve ser ágil, capaz de tomar decisões com base em dados existentes, estimular a colaboração e despertar um senso de propósito maior no time, gerenciando as possibilidades de erros e assumindo eventuais riscos. 

Além dessas habilidades, ainda deve estar atento às tendências, assim como apostar na mudança e estimular as pessoas a gerarem ideias inovadoras e aplicá-las na prática, mantendo-se disposto ao processo de aprendizado contínuo.

O líder ágil conhece o mercado em que atua e se antecipa à concorrência. É disruptivo, inquieto e não se conforma com padrões consolidados. Busca ter mais autonomia para quebrar paradigmas e ajudar a desenhar o futuro. 

Traços culturais comuns em organizações ágeis:

Ausência de zona de conforto: consideram o sucesso efêmero, e regularmente, procuram melhorar, mesmo quando são bem-sucedidas e estão em fase de crescimento acelerado;

Alinhamento: buscam constantemente o alinhamento e a clareza em torno do seu propósito e de seus valores;

Aprendizado constante: abraçam a falha como uma oportunidade de aprendizado; tem um propósito forte, vitalidade e mentalidade de evolução a partir de cada experiência e são abertos ao feedback constante;

Decisões rápidas: tomadas de decisão ágeis acontecem não apenas durante uma crise, mas todos os dias, sempre que há a necessidade de se posicionar frente a um desafio ou oportunidade;

Capacidade e sinergia: permanente capacidade de execução, altos níveis de responsabilidade, pensamento centrado no cliente e sinergia entre equipes;

Transparência: empresas que possuem uma cultura ágil têm transparência nas suas atividades no nível estratégico, tático ou operacional, e suas decisões focam a resolução de problemas e aproveitar oportunidades

Equipes colaborativas e interdisciplinares: os times atuam de forma autônoma nas negociações, nas tomadas de decisão e nas soluções de conflitos e problemas. São definidos considerando as habilidades necessárias para a realização de um determinado serviço ou projeto e estimulados a assumirem o protagonismo em cada entrega. 

Qualquer organização pode tornar-se ágil. Por esse motivo, a transição de uma gestão tradicional para uma gestão ágil tem sido amplamente difundida. Como apresentado neste artigo, a agilidade organizacional oferece uma série de vantagens para que as empresas adaptem-se às novas dinâmicas do mercado em comparação com as abordagens tradicionais de gestão, como o aumento da produtividade, além de maior flexibilidade e eficiência das operações. 

Deseja implementar a cultura ágil na sua empresa? Conheça os cursos e workshops disponíveis para ajudar a tornar sua organização ágil.

 

Ambidestria Organizacional

Ambidestria organizacional: qual o caminho para a excelência organizacional

Ambidestria organizacional é a habilidade necessária para encarar as mudanças exponenciais como oportunidade, e não ameaça. Organizações ambidestras possuem a capacidade de aliar a inovação à excelência operacional, direcionando seus esforços na busca por soluções realmente disruptivas para alcançar eficiência nos negócios. 

Para implementar uma gestão ambidestra, é preciso mais do que inovar. É necessário adaptar o modelo de negócio, incorporando estratégias inovadoras ao mesmo tempo em que se promove melhoria contínua dos produtos, serviços e processos já instituídos, buscando a eficiência operacional para manter a competitividade no mercado de atuação. 

Adotar a mentalidade de uma empresa ambidestra demonstra a evolução de mindset e cultura voltada para a inovação. Para que a estratégia seja bem-sucedida é importante garantir que toda a organização esteja alinhada a esse propósito.

Assim, a gestão de processos e a inovação atuam de forma simultânea e complementares. A estratégia ambidestra permite que inovações disruptivas e inovações incrementais coexistam e se complementem. Prática conhecida no mercado como equilíbrio de dois opostos, exemplificados pelos termos em inglês exploitation e exploration. Por um lado, o foco está em gerenciar a eficiência e o crescimento do modelo de negócio atual (Exploit), ao mesmo tempo em que são ágeis, criativas e adaptáveis para explorar novas oportunidades para continuar relevante no longo prazo (Explore).  

O que é ambidestria organizacional?

O conceito de ambidestria organizacional tem sido cada vez mais difundido em empresas que passam por uma jornada de transformação cultural para a inovação. Ao implementar a gestão ambidestra, passam a conciliar tanto a inovação incremental como a disruptiva para alcançar a eficiência dos processos, testando novos modelos de negócio e processos inovadores para adaptar-se às mudanças em ritmo acelerado ao mesmo tempo em que o modelo de negócio tradicional é fortalecido. 

Para isso, é necessário promover uma liderança inovadora e uma cultura organizacional ambidestra que estimule tanto a eficiência operacional como a inovação e criatividade, com foco nas pessoas. Afinal, somente uma liderança ambidestra possibilita aliar a excelência operacional e inovação, mantendo um olhar crítico para atender as necessidades do presente, sem deixar de estar preparada para lidar com a complexidade do futuro. 

Assista ao Webinar Organizações Ambidestras, com a participação do Prof. Dr. Hélio Matos, para aprofundar o conhecimento sobre ambidestria organizacional, bem como conferir exemplos práticos. 

O Magazine Luiza é uma das marcas citadas durante o webinar pelo fato de ter a inovação em seu DNA. Faz parte dos preceitos do Magazine Luiza, desde sua fundação, a necessidade constante de inovar, renovar e, principalmente, valorizar as pessoas, sejam clientes, colaboradores ou fornecedores.

De uma pequena loja de presentes em Franca (SP), transformou-se em uma das líderes do varejo nacional. Atualmente, a empresa está investindo na compra de startups de diferentes segmentos, com a aquisição de 21 empresas nativas digitais em 18 meses. 

Estratégia adotada para destacar-se como referência na digitalização do varejo. Dessa forma, além de inovar para que o consumidor possa encontrar tudo o que precisa dentro do aplicativo, a empresa mantém a excelência dos serviços para garantir uma entrega final mais eficiente de seus produtos e serviços. Escolha acertada, já que as vendas nos canais digitais representam 70% da receita do negócio.

Modelos de ambidestria organizacional

Além de compreender o que é ambidestria organizacional e como colocá-la em prática, também é preciso entender que existem diferentes caminhos para implementá-la. Estes dependem do modelo de negócio de cada empresa, mercado de atuação, design organizacional e do momento econômico e também do seu estágio de desenvolvimento.

Há três diferentes modelos de gestão que podem ser adotados ao aplicar a estratégia de ambidestria organizacional. Conheça cada um deles e identifique qual é o mais indicado para o seu negócio. 

Ambidestria Estrutural

Nesse modelo, duas equipes trabalham separadamente, uma delas focada em garantir a eficiência operacional e a outra voltada à inovação. Com a consolidação das novas formas de trabalho, a divisão dessa estrutura pode ser entre diferentes squads (departamentos/grupos) da empresa. 

As equipes, voltadas para as unidades de eficiência e inovação, atuam de maneiras diferentes e são lideradas de acordo com o objetivo final de cada área. Essa divisão demarcada é uma das iniciativas que permite que duas realidades consideradas opostas coexistam de forma saudável na empresa. 

Ambidestria Cíclica

Na Ambidestria Cíclica, a principal característica desse é a definição dos períodos em que cada projeto será priorizado. Assim, inovação e excelência receberão total atenção em momentos diferentes

Uma única equipe trabalha focada em inovação durante um período determinado, depois muda o foco para a excelência operacional durante um período definido. Formando assim, um ciclo de processos por um período de tempo determinado. 

Esse processo, diferente do anterior, exige ainda mais maturidade do time como um todo. Isso porque, pode ser bastante desafiador fazer a transição entre modelos de gestão a cada troca de ciclo. Por outro lado, nessa forma de ambidestria corporativa os funcionários tendem a ter mais interação entre uns e outros.

Ambidestria Simultânea

Esse modelo de gestão mais dinâmico, exige que os colaboradores sejam capazes de entender e exercer ambas as partes de maneira simultânea. Nesse modelo, não há divisão de equipe. Todos são responsáveis por manter os processos tradicionais enraizados ao mesmo passo em que buscam a inovação. 

Para isso, é preciso que os profissionais envolvidos conheçam bem as rotinas e processos da empresa, estejam constantemente informados, estudando melhorias e testando novos produtos e serviços. Tudo isso sem deixar de lado a qualidade nas entregas obrigatórias e de rotina.

É importante no processo de implementação da ambidestria organizacional contar com lideranças inovadoras preparadas para garantir investimento em inovação, sem comprometer os resultados esperados.

A ambidestria organizacional é uma demanda do mercado atual. Sua empresa está pronta para adotar esse modelo de gestão inovador? Conheça o Workshop In Company “Liderança Ambidestra e Inovadora” e implemente o modelo de ambidestria mais adequado ao seu negócio.

 

Case Sc

Ecossistemas de inovação: Case de sucesso do setor tecnológico de Santa Catarina

Ecossistemas de inovação caracterizam-se por integrar diferentes atores com intuito de promover o compartilhamento de conhecimento e o estímulo à criatividade para amparar o desenvolvimento tecnológico de uma região, impulsionando o potencial inovador de pessoas e organizações

Santa Catarina é considerado um dos maiores pólos tecnológicos do país, destacando-se pela geração de negócios inovadores. O ecossistema de inovação catarinense se consolidou como um importante promotor do desenvolvimento econômico, social e territorial em comparação com os demais ecossistemas brasileiros, destacando-se pelo crescimento no número de empresas a nível nacional, maior especialização e a tendência de crescimento exponencial.

Dados do ACATE Tech Report 2021, estudo realizado pelo Observatório da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), aponta que setor de tecnologia de Santa Catarina representa mais de 6% do PIB do estado. Além disso, destaca-se como o 6º maior em faturamento, com quase R$20 bilhões no ano e a produtividade é a terceira mais expressiva.

O ecossistema de inovação catarinense é constituído de diversos habitats de inovação, fundos de investimento, universidades de ponta, instituições de apoio e fomento, leis e programas de incentivo à tecnologia e inovação. Este ecossistema proporciona um ambiente fértil para o desenvolvimento de empresas inovadoras. 

Isso porque, o desenvolvimento de habitats de inovação possibilita a integração dos principais atores do ecossistema, conectando talento, tecnologia, capital e conhecimento para alavancar o potencial empreendedor e inovador. Fatores que contribuem para o fortalecimento do setor tecnológico da região. 

Para abordar o case de sucesso do ecossistema de inovação, entrevistei Clarissa Stefani Teixeira — professora do Departamento de Engenharia do Conhecimento (EGC) da Universidade Federal de Santa Catarina e coordenadora do VIA Estação Conhecimento, único grupo especializado em habitats de inovação e empreendedorismo no Brasil.

O projeto visa o fortalecimento de habitats de Inovação, atuando na ativação do ecossistema catarinense e na implantação dos 13 Centros de Inovação do Estado. Clarissa compartilhou sua experiência à frente da VIA Estação Conhecimento e contribuições para o desenvolvimento do ecossistema de inovação de Santa Catarina. 

“Nosso grupo busca transformar o conhecimento em algo tangível e utilitário para a sociedade. A partir disso, nossas ações buscam o envolvimento de diversos atores. Para se falar em inovação, as ações ecossistêmicas são consideradas e a universidade, para as suas práticas de ensino, pesquisa e extensão se apoiam nestas ações. Iniciamos então os estudos com ecossistemas e o apoio no mapeamento, na ativação e na orquestração de diversos ecossistemas do Brasil com metodologia própria”, comenta.

Case de sucesso do ecossistema de inovação catarinense 

Na visão da pesquisadora, o engajamento entre os atores, a colaboração e o reconhecimento são alguns dos principais fatores que contribuem para o sucesso do ecossistema de inovação de Santa Catarina. Entretanto, ter entidades fortes, com entregas efetivas faz com que a confiabilidade aumente em um ecossistema. Entidades inovadoras também destacam-se como importantes na cultura da inovação e do empreendedorismo no ecossistema.

Clarissa citou ainda as principais iniciativas da VIA Estação Conhecimento para contribuir com o fortalecimento do ecossistema de inovação de Santa Catarina.

“Atuamos com diversas ações. Dentre elas podemos citar diversos programas de inovação realizados nos órgãos públicos. Eventos com foco em inovação, trazendo a rede de colaboração para atuar em conjunto com equipes multidisciplinares também recebe destaque. Atuamos com projetos colaborativos que colocam diferentes atores em um mesmo ambiente para o entendimento dos problemas e a busca de soluções e estamos trabalhando fortemente com diversos ecossistemas locais no Brasil e no exterior para suas orquestrações. Nossa contrapartida com projetos que envolvem a comunidade para impulsionar a transformação da região em que o ecossistema está inserido, atuando na modelagem de diferentes tipologias de habitats de inovação como centros, parques e distritos”, destaca.

A experiência bem sucedida do ecossistema de inovação de Santa Catarina é reflexo do apoio e incentivo ao desenvolvimento e fortalecimento de empresas inovadoras e pode ser replicada em outros ecossistemas de inovação do Brasil. Clarissa evidencia que a liderança dos habitats de inovação é imprescindível para a modelagem de formação de rede. 

“Temos uma forte liderança em eventos de inovação para trabalhar a cultura da inovação e do empreendedorismo. Em Santa Catarina estão as mais reconhecidas incubadoras do Brasil. E temos liderança de inovação no âmbito público, em living labs e em distritos de inovação, por exemplo. Temos uma rede de centros de inovação e iniciativas de pré-incubação que estão em praticamente todo o estado de Santa Catarina. Alianças vêm sendo formadas por lideranças estaduais e locais e assim vemos iniciativas diversas sendo pactuadas para fortalecer o movimento regional que conta com importantes pólos de inovação em todas as regiões do Estado”, explica.

Para aprofundar o conhecimento sobre o tema recomendo a leitura do livro A Jornada Ágil: um caminho para inovação. A obra apresenta os conceitos e caminhos para implementar as metodologias ágeis em uma organização para alcançar a inovação. Boa leitura!

 

Jornada Agil

A Jornada Ágil: um caminho para inovação

O modelo de gestão tradicional torna-se cada vez mais obsoleto, exigindo a necessidade de uma transformação organizacional para adaptar-se rapidamente às mudanças exponenciais em curso. Para isso, as organizações precisam ser ágeis

Organizações que adotam uma cultura ágil, caracterizam-se pela capacidade de responder de forma rápida e efetiva à complexidade do mercado, inovando os processos organizacionais para potencializar o crescimento de maneira sustentável. 

Para promover a agilidade na organização é preciso implementar metodologias ágeis, como Design Thinking, Scrum e OKR, por exemplo. Além disso, é fundamental desenvolver habilidades e competências para formar uma equipe ágil, em que cada indivíduo (líderes e liderados) possui autonomia para desempenhar as suas atividades, assim como gerar resultados relevantes para superar os desafios do dia a dia. 

Importante ressaltar que, embora usar uma abordagem ágil seja desejável, por si só isso não levará necessária e automaticamente uma organização a ser ágil. Tornar-se uma organização ágil requer o alinhamento de muitas tomadas de decisões organizacionais.

Por isso, a importância de iniciar a jornada ágil no ambiente corporativo. A jornada ágil ajuda a entender qual é o caminho lógico que as empresas, os líderes e as equipes podem trilhar para aumentar a performance ao adotar o modelo ágil de pensar e agir. Ela oferece uma visão geral do processo de implementação do modo ágil de atuar e é dividida em duas etapas: mindset ágil e ferramentas ágeis.

Implementando a gestão ágil na cultura organizacional

A partir da criação do Manifesto Ágil, esse modelo de gestão disruptivo passou a ser a regra e não mais exceção, substituindo uma gestão de comando e controle, por uma liderança flexível, com poder de adaptação e foco nas pessoas como parte essencial da cultura organizacional. 

Visando ampliar o entendimento sobre gestão ágil, a obra A Jornada Ágil: um caminho para inovação, apresenta os conceitos e caminhos para implementar as metodologias ágeis em uma organização. Escrito colaborativamente pelos especialistas em inovação e organizações ágeis Roberto Mosquera, Claudia Pires, Maria Augusta Orofino e Marco Santos, o livro pretende ser um guia para orientar lideranças a incorporarem as principais ferramentas ágeis para migrar do modelo tradicional para o modelo ágil.

O livro apresenta o conceito de organização ágil, destacando ainda quais são seus benefícios, as ferramentas utilizadas e as mudanças necessárias na cultura de uma organização para que ela se torne ágil. Assim como, detalha os passos necessários para o desenvolvimento de uma liderança ágil e inovadora, ressaltando a importância do papel do líder e das equipes de alto desempenho em uma cultura ágil, que possibilita rapidez e eficiência dos processos para alcançar melhores resultados.

Para implementar o método ágil a empresa precisa preparar as pessoas para essa transformação cultural — ou seja, estimular o mindset ágil em seus colaboradores, que tem como características principais: a colaboração, a busca por melhores resultados, a aprendizagem, o senso de pertencimento, o foco na entrega de valor agregado e, especialmente, a capacidade de adaptação às mudanças. Esse tipo de mentalidade permite cultivar equipes de alta performance e entregar maior valor aos clientes.

Uma equipe ágil é aquela que possui um alto grau de comprometimento e alta competência, conectadas por valores em comum, visão e engajamento, além de conhecimentos complementares e interdisciplinares, diferentes habilidades, competências e opiniões. Com equipes e líderes motivadas a agir e produzir resultados consistentes e relevantes, a organização está preparada para inovar seu modelo de negócio. 

Para alcançar esse nível de maturidade organizacional, a solução está em adotar os princípios ágeis adaptados para responder às necessidades do mercado de atuação do negócio, aumentando a velocidade geral para a tomada de decisões e maximizando a eficácia e a eficiência dos processos organizacionais.

Cada organização tem uma realidade sobre seus processos atuais, sobre o estágio de transformação do mercado em que atua ou deseja atuar, sobre o mindset de seus líderes e equipes e sobre as ferramentas utilizadas para atingir os resultados definidos no planejamento estratégico. 

A partir daí, o plano de implantação poderá ser construído identificando oportunidades, desafios, alavancas de sucesso, patrocinadores, detratores, gaps técnicos e comportamentais que precisam ser desenvolvidos para que a transformação ágil aconteça. Ou seja, cada empresa, líder ou equipe precisa criar a sua própria jornada ágil.

É preciso estar preparado para a transformação ágil das organizações. Convido você a fazer parte dessa jornada. No dia 24 de março, às 19h, será realizado um webinar de lançamento do livro A Jornada Ágil: um caminho para inovação, reunindo os autores para uma conversa que será transmitida ao vivo no meu canal do YouTube. Participe conosco!

 

Accountability Blog

O que é accountability nas empresas e como colocá-la em prática

Entender o que é accountability nas empresas é importante para todos aqueles que buscam construir uma gestão ágil e sabem que é necessário que determinados valores e princípios sejam implementados para que a inovação aconteça. 

Existem diversos conceitos sobre o termo accountability, neste artigo, ele será compreendido dentro do universo corporativo e suas necessidades. Assim, é importante prestar atenção ao que precisa ser incorporado nas organizações para que ele seja colocado verdadeiramente em prática.

Qual o conceito de accountability?

Tempos atrás, o termo accountability era mais utilizado no que dizia respeito à prestação de contas e transparência fiscal. Na gestão pública, ele ainda é empregado com esse sentido, mas o conceito foi ampliado. 

Na prática, a accountability está relacionada ao compromisso organizacional de lideranças e pessoas colaboradoras de melhorar a performance da empresa para alcançar resultados, à transparência dos atos, à responsabilização e ao protagonismo na execução de suas próprias tarefas. 


Diferença entre accountability contábil e organizacional

Sendo assim, o significado amplo de accountability nas empresas não diz respeito à gestão financeira ou à prestação de contas. Esses dois fatores são importantes, mas o termo abrange outros aspectos. 

O engajamento e a responsabilidade dos colaboradores da empresa é que fazem a diferença para que esse conceito seja aplicado. Tem menos a ver com uma prestação de contas de algum resultado que não saiu como o esperado; e muito mais com o sentido de cumprir com um compromisso e assumir um comportamento estratégico na organização. 

Isso significa exigir, além da execução de um conjunto de tarefas e compromissos de rotina, um protagonismo nas relações de trabalho para que todas as pessoas da empresa tenham forte sentimento de pertencimento, no sentido de se responsabilizar e prezar pela qualidade e transparência das ações. 

O que é accountability nas empresas?

Accountability aplicada ao ambiente de trabalho consiste em exigir o compromisso com a transparência e resultados em todos os níveis hierárquicos. Afinal, cada pessoa possui uma função que impacta direta ou indiretamente no trabalho de outra. 

Portanto, se todos não estiverem cientes de seus compromissos e executá-los adequadamente, a empresa não desenvolve uma mentalidade de colaboração e crescimento. Esse aspecto é essencial para buscar uma cultura da inovação nos processos organizacionais.  

O artigo, “Inovação nas empresas: como a união de esforços gera resultados”, trata sobre alguns pontos relevantes para fazer a inovação acontecer, o papel do mindset colaborativo e o protagonismo das lideranças dentro desse contexto. 

Tendo isso em mente, compreendemos que a responsabilidade não é apenas da gestão. Afinal, existem diversas atividades executadas por diferentes equipes e impactam diretamente nos resultados. 

Mas é papel da gestão assegurar que os colaboradores estejam engajados em evoluir sua performance buscando otimizar processos e obter melhores resultados para a empresa, mesmo diante de cenários complexos e de incertezas. 

Após entender o que é accountability nas empresas é hora de seguir para a implementação na cultura organizacional. Para isso, é essencial contar com uma liderança inovadora que atue com menos controle e mais confiança e transparência, visando um desempenho responsável tanto na empresa como no ambiente em que está inserida. Uma liderança que se compromete com a construção de um mundo mais sustentável e adota a responsabilidade social corporativa em todos os níveis organizacionais.

Quais são os fundamentos da accountability? 

O livro “O Princípio de Oz: Como usar o accountability para atingir resultados excepcionais“ faz uma analogia com a história de O Mágico de Oz, cujos personagens buscam seus sonhos e se dão conta do próprio protagonismo durante a jornada. Na obra, os autores Roger Connors, Tom Smith e Craig Hichman também expõem alguns fundamentos da accountability. Saiba quais são:

  • ver : identificar e reconhecer o desafio ou problema a ser solucionado;
  • assumir o que é: apropriação do desafio ou problema a ser resolvido, ou seja, você sabe que ele existe e busca entender suas particularidades; 
  • agir sobre: análise para a formulação de soluções para o desafio ou problema; 
  • resolver: por fim, a implementação das soluções encontradas no tópico anterior. 

Como colocar accountability em prática nas organizações?

Agora que você já entendeu melhor o que é accountability nas empresas, está na hora de saber quais atitudes podem acelerar a implantação do conceito na sua organização. 

Alinhar expectativas

Uma liderança inovadora sempre expõe o que é esperado de cada pessoa do time, esse é um dos passos mais importantes para desenvolver a accountability nos colaboradores. Isso significa falar sobre resultados, metas e desenvolvimento deste profissional, mas também ser transparente no que se refere à análise do desempenho.

Além disso, é importante dar espaço para que o profissional se expresse e se alinhe às expectativas do gestor em relação ao trabalho. Afinal, pode ser que a entrega exigida não corresponda com os desafios profissionais que ele pretende abraçar. 

Desenvolver habilidades necessárias

É importante deixar claro quais são as habilidades necessárias para executar as atividades e entregas de resultados esperados de cada um. Caso a pessoa não conte com uma hard ou soft skill específica, existe um plano de ação para que isso seja desenvolvido? Caso exista, o quanto ele foi alinhado entre liderança e liderado/a? 

É responsabilidade da empresa e da liderança pensar nesse ponto em conjunto com o time. 

No caso de a educação corporativa não ser o foco da sua empresa neste momento, é preciso delegar a atividade para outro colaborador ou colaboradora do time. Caso contrário, estará conduzindo o profissional para o erro, desmotivação.

Análise de desempenho

Nós já falamos sobre isso no primeiro tópico, mas é importante reforçar: a pessoa colaboradora precisa saber como, quando e pelo o quê será cobrada. 

Isso pode ser acordado na própria reunião de expectativa. Caso a organização conte com ferramentas de metodologias ágeis, a exemplo do OKR (objectives and Key Results), explique de forma transparente como a metodologia funciona e destaque principalmente as vantagens delas para o desenvolvimento profissional do colaborador.

Caso o desenvolvimento de alguma atividade não esteja saindo como o esperado, crie um plano de ação para que esse gargalo seja corrigido.

Promova uma cultura de feedback contínuo

Uma cultura de feedback contínuo possui inúmeros benefícios: aumenta a colaboração, melhora a comunicação, estimula o progresso e impacta diretamente na motivação e até no surgimento de ideias inovadoras

Se você alinhou as expectativas, as habilidades necessárias e a forma com que o desempenho da pessoa será medido, fica mais simples coletar fatos para oferecer o feedback para a equipe.

Expectativas alinhadas, resultados também 

É importante que esteja claro qual será a ação caso o colaborador ou colaboradora não tenha desenvolvido a responsabilidade e entregue menos do que era esperado.

Neste caso, existem três opções: 

  • repetir o processo;
  • recompensar com uma promoção ou outro tipo de reconhecimento;
  • caso você esteja realmente certo de que cumpriu com todas as opções acima, você pode pensar em mudar a pessoa de função ou convidá-la para um novo alinhamento de expectativas.

Caso você queira entender mais sobre o que é accountability e como implementá-la na cultura organizacional, conheça o meu Workshop in Company Accountability e Protagonismo e melhore as estratégias para aumentar o senso de responsabilidades da sua equipe.

A importância da accountability para o clima organizacional 

A accountability ganha importância para o clima organizacional porque a obtenção de resultados não é alcançada sem que os colaboradores consigam alinhar desejos pessoais e trajetória profissional. 

Um exemplo disso: quando uma pessoa colaboradora está engajada, ciente de seu papel, dos seus objetivos e dos da companhia, mais propensa ela está para abraçar ideias e projetos com assertividade. 

À medida que esse comportamento é incentivado em toda a equipe, o clima organizacional evolui em unidade e satisfação. 

Vantagens da accountability paras as empresas

Você já deve ter imaginado quais benefícios o accountability pode trazer para a sua organização. Mas, caso tenha ficado alguma dúvida, confira abaixo uma lista objetiva sobre as vantagens que você e sua equipe podem conquistar:

  • obtenção de melhores resultados a partir das metas e objetivos traçados;
  • mais assertividade em campanhas e projetos que exijam envolvimento de equipes e setores diferentes; 
  • identificação de gargalos e dificuldades de pessoas colaboradoras com o objetivo  de contribuir com o desenvolvimento de habilidades; 
  • aquisição de mais confiança na própria atuação como liderança e em sua equipe; 
  • maior compreensão do perfil de cada pessoa da equipe e de como é possível incentivar o protagonismo ou até mesmo, aprender a lidar com o protagonismo já demonstrado por alguém.

Conseguiu visualizar o que é accountability nas empresas? Tem interesse em saber mais sobre assuntos relacionados a essa metodologia? Continue acompanhando os textos do blog e saiba mais sobre o Workshop: Accountability e Protagonismo.  

 

Sustentabilidade Corporativa

O que é e como aplicar a sustentabilidade corporativa na sua organização

A sustentabilidade corporativa é iniciativa adotada por empresas que implementam práticas sustentáveis na rotina organizacional, gerando impacto positivo ao seu entorno. A temática vem sendo amplamente debatida e, nos últimos anos, ganhou ainda mais destaque devido aos incentivos para adotar parâmetros de responsabilidade social corporativa. Desde 2015, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propõem que práticas relacionadas à sustentabilidade sejam protagonistas nas organizações; assim como os princípios de investimentos responsáveis inaugurados pelas Nações Unidas em 2006. 

As organizações ao redor do mundo são responsáveis por impactar ecossistemas inteiros, além de contribuir para acelerar as mudanças climáticas, desmatamento, e diversas outras questões que precisam ser debatidas em prol de mudanças benéficas para a sociedade como um todo. 

Dessa forma, os modelos de negócios precisaram se reinventar, buscando soluções inovadoras para reduzir impactos ambientais, garantindo uma utilização mais inteligente e estratégica de recursos naturais. Além disso, empresas vêm investindo em recursos de natureza socioeconômica na intenção de um maior aproveitamento de matéria-prima e redução de gastos. Surge, assim, a sustentabilidade corporativa, conceito que propõe ajustar os modelos de negócios das organizações para que se mantenham competitivas no cenário atual. 

Qual o objetivo da sustentabilidade corporativa?  

A sustentabilidade corporativa torna os processos mais dinâmicos a fim de otimizar o uso de recursos, sejam naturais como também humanos. Isso, para que as organizações tornem-se mais relevantes, lucrativas e eficientes levando em consideração o impacto socioambiental causado pelas atividades realizadas.

A iniciativa mostra-se uma ferramenta importante para o sucesso das organizações, porque ajuda não somente a reduzir impactos ambientais, mas também custos de produção, assim como atrair investimentos de interesse social, geração de valor socioeconômico para o negócio e atrair e motivar talentos. Pesquisas mostram que as pessoas tendem a querer cada vez mais comprar de empresas que se mostraram interessadas em incorporar a sustentabilidade corporativa na cultura organizacional. 

Outro ponto importante que circunda ações de sustentabilidade corporativa é o marketing social positivo que a pauta gera em torno do negócio. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos em parceria com Instituto Ayrton Senna, ESPM e Cause revelou que 78% dos brasileiros esperam que as empresas de hoje invistam mais em causas do que costumava-se investir no passado. Outro dado da pesquisa aponta que 84% das pessoas se dizem totalmente favoráveis ao marketing de causa e que isso, inclusive, ajuda a fortalecer as ações que estão em pauta. Para que uma empresa seja considerada “cidadã”, deve em primeiro lugar, adotar iniciativas que contribuem para reduzir impacto socioambiental.

Sustentabilidade corporativa e ESG  

O termo ESG, do inglês Environmental, Social and Governance, diz respeito ao conjunto de práticas e informações socioambientais e de governança que apoiam a tomada de decisão nas organizações para orientar investimentos, ações e projetos priorizando a sustentabilidade corporativa.

Nesse contexto, a sustentabilidade corporativa engloba uma variedade de iniciativas que vão de valor compartilhado, relatórios de sustentabilidade até o ESG. A integração de questões ambientais, sociais e de governança na rotina organizacional é indispensável para investimentos do mercado financeiro. 

Saber comunicar-se com o mercado e parceiros estratégicos que possam ser relevantes para o seu negócio é de extrema relevância. Isso porque, seu negócio se mostra inovador e atento às necessidades do mercado. 

Como tornar-se uma empresa sustentável?  

Existem inúmeras formas práticas para implementar a sustentabilidade corporativa em seu negócio. Lembre-se que o grande objetivo é conscientizar os colaboradores e consumidores de seus produtos ou serviços a respeito do assunto. Sem deixar de pensar em quais ações sua empresa vem tomando para que seja de fato considerada sustentável.

  1. Transparência: Esse é um fator chave e discutido em diversos espectros da empresa.  É importante que a empresa seja sincera não só com o consumidor, mas também com seus funcionários. Segundo Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, “Hoje, não há mais espaço para greenwashing, aquela maquiagem de sustentabilidade em que a empresa tem um discurso que finge que se importa com essas questões e na prática é diferente”.
  2. Invista em parceiros estratégicos: Nem sempre seu negócio terá como resolver todos os problemas envolvendo o ambiente ao seu redor, mas inúmeros projetos, iniciativas, associações, organizações já fazem esse importante trabalho! Portanto, vale pensar na possibilidade de investir parte dos recursos da empresa em projetos de impacto socioambiental.
  3. Alinhe sua empresa aos ODS: para alinhar sua empresa aos ODS, deve começar tornando a sua empresa uma signatária do Pacto Global. Para isso, acesse o site oficial da ONU, procure escritórios próximos e assine um termo de compromisso sobre a Agenda 2030, confirmando que a sua empresa está disposta a colaborar com os ODS.
  4. Ecoeficiência: Diminua a quantidade de recursos utilizados na linha de produção, isso reduzirá custos desnecessários, assim como o direcionamento adequado de  dejetos e melhor aproveitamento de matéria prima.
  5. Invista em conhecimento:  Adote a cultura ecofriendly, e incentive colaboradores e parceiros a adotarem práticas sustentáveis, estimulando a sustentabilidade em toda a cadeia de consumo.

Assista o Webinar Modelos de Negócios na Economia Sustentável com base no ESG, em que conversei com Beatriz Arbex sobre boas práticas ESG nos negócios e o movimento que não é apenas uma tendência, mas uma nova realidade. 

 

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