Accountability: o que é e como colocá-la em prática na sua empresa

A accountability é uma palavra que vem sendo muito comentada tanto em palestras, workshops e fóruns de avaliação de desempenho. As interpretações sobre o tema são tantas que, no último ano, quase mil pessoas fizeram a seguinte pergunta ao Google “O que é accountability?”. Segundo o dicionário Oxford, o termo se refere a uma responsabilidade da qual se deve prestar contas e é justamente por isso que as principais respostas do Google estão ligadas a processos judiciais ou a números da Administração Pública.

Quando falamos em accountability nas empresas não estamos preocupados em gestão financeira ou em prestações de contas no seu sentido mais literal da palavra. Na verdade, queremos trazer para o centro do debate o engajamento e responsabilidade dos colaboradores. E é exatamente por isso que reduzir a palavra a sua tradução literal só corrobora com interpretações vagas sobre o tema.

Accountability, portanto, não é uma confissão ou prestação de contas de algum resultado que não saiu como o esperado. É sobre cumprir com um compromisso e assumir um comportamento estratégico dentro da organização. Isso significa ir além da execução de um conjunto de tarefas e compromissos de agenda.

Quer saber como tornar a sua equipe mais responsável e colocar o accountability no centro da estratégia empresarial? Continue a leitura do artigo!

Accountability é sobre pensar e agir como dono

Há quem acredite ainda que accountability é o famoso espírito de dono, mas a grande verdade é que a responsabilidade é exigida em todos os níveis hierárquicos das empresas. Isso porque as organizações são organismos vivos e suas engrenagens são colocadas para funcionar pelas pessoas. Cada um tem uma função (e responsabilidade) que impacta diretamente ou indiretamente no trabalho do outro.

É como as engrenagens de um relógio. Elas juntas têm a função de transmitir o movimento, inverter o sentido desse movimento ou reduzir a velocidade do movimento. Para que um ponteiro se mova, a roda central impulsiona a terceira roda, que gira mais rápido e tem como objetivo aumentar a velocidade do movimento entre a roda central e a quarta roda. É essa última que se conecta com o ponteiro do segundo e faz a mágica acontecer. Caso alguma engrenagem, pinhão ou eixo apresentem algum problema, o relógio atrasa, adianta ou, pior, para de funcionar.

E o que queremos dizer com isso? A responsabilidade não é apenas dos gestores. Afinal, existem várias atividades que são executadas por diferentes equipes e que afetam diretamente o resultado das empresas. E aqui levantamos uma bandeira vermelha. Sabemos que há líderes que querem melhorar o engajamento e os resultados no grito, na pressão. Você já deve ter visto isso acontecer mais de uma vez.

Contudo, agir de forma passiva-agressiva ou culpar alguém pelo fracasso de algum projeto só vai desmotivar ainda mais a equipe e causar um efeito contrário da accountability. Em casos extremos, pode até levar a um desligamento desnecessário de um colaborador. Mas é possível reverter esse quadro.

Formas de aumentar o senso de responsabilidade da sua equipe

Alinhamento de expectativas

Talvez esse seja um dos passos mais importantes para desenvolver a accountability no colaborador: deixar bem claro o que é esperado dele. Isso significa falar sobre resultados, metas e desenvolvimento deste profissional, mas também ser transparente no que se refere a medição deste desempenho.

Além disso, é importante ressaltar que não é um monólogo. É preciso dar espaço para que o profissional fale também. Afinal, pode ser que a entrega que seja exigida dele não esteja de acordo com os desafios profissionais que ele pretende abraçar. Em resumo, é preciso alinhar as expectativas para que todos os autores da relação estejam na mesma página.

Habilidades

Aqui é importante ressaltar que não se trata apenas de hard skills ou soft skills. É importante deixar claro quais são as habilidades necessárias para executar as atividades e entrega de resultado que são esperadas do colaborador. Caso ele não conte com uma hard skill específica, qual o plano de ação para que ela seja adquirida?

Fala-se muito em contratar por soft skills e treinar as hard skills. Se este for o caso da sua empresa, esteja disposto a colocar programas de treinamento para todos os colaboradores que precisam desenvolver alguma atividade específica. Se a educação corporativa não é o foco da sua empresa neste momento, você precisa delegar a atividade para outra pessoa. Caso contrário, estará conduzindo o profissional para o erro e desmotivação.

Medição de desempenho clara

Nós já falamos sobre isso no primeiro tópico, mas é importante reforçar: o colaborador precisa saber como, quando e pelo o quê será cobrado. Isso pode ser acordado na própria reunião de expectativa. Ou, se a organização conta com ferramentas de OKR (objectives and Key Results) explique de forma transparente como a metodologia funciona e destaque principalmente as vantagens delas para o desenvolvimento profissional do colaborador.

Caso o desenvolvimento de alguma atividade-chave não esteja saindo como o esperado, não se esqueça de criar um plano de ação para esse gargalo seja corrigido.

Feedbacks

Os líderes já estão cientes dos vários benefícios de uma cultura de feedback: aumenta a colaboração, melhora a comunicação, estimula o progresso e impacta diretamente na motivação do colaborador. Não há o que discutir, mas conciliar um feedback claro com os itens anteriores gera ainda mais resultados para a empresa. Afinal, se você alinhou as expectativas, as habilidades necessárias e a forma com que o desempenho do colaborador será medido, fica muito mais simples coletar fatos para oferecer o feedback para a sua equipe. Alguns pontos para serem analisados:

  • O colaborador está cumprindo com os seus compromissos?
  • Está conseguindo trabalhar com a equipe?
  • Ele precisa desenvolver alguma nova habilidade?

Consequências claras

Se você exerceu a transparência em todos os itens acima, tenha certeza que você deve investir na accountability da sua equipe. No entanto, qual será a sua ação caso o colaborador não tenha desenvolvido a responsabilidade e entregue menos do que era esperado dele?

Neste caso, você tem três opções: repetir o processo, recompensar com uma promoção ou outro tipo de reconhecimento e, caso você esteja realmente certo de que cumpriu com todas as opções acima, você pode pensar em mudar o colaborador de função ou convidá-lo para um novo alinhamento de expectativas.

E você está pensando em criar estratégias para aumentar o senso de responsabilidades da sua equipe? Conheça nossos workshops in company, com certeza deve haver algum que pode contribuir para a accountability dos colaboradores na sua organização.

 

 

Modelo de negócio e estratégia: você sabe qual a diferença?

No mundo dos negócios uma das palavras mais utilizadas em reuniões, networking e meetups deve ser estratégia: de negócios, vendas ou marketing. Não importa o tipo, na maioria dos casos, o verbete é apresentado como tudo que é importante ou desafiador. Outro ponto que também gera bastante confusão é a palavra ser empregada como sinônimo para modelo de negócio.

E não é por menos, já que os dois termos estão bastante conectados. Mas, a grande verdade, é que eles contam com significados distintos. Estratégia tem a ver com o posicionamento da empresa para ganhar vantagem competitiva. Já o modelo de negócio descreve a forma com que uma empresa opera para criar valor, resolver as necessidades e, consequentemente, entregar valor para os clientes e também a forma com que lucram e se mantém firme no mercado.

O objetivo tanto de estratégias competitivas quanto repensar o modelo de negócio é um só: gerar lucro para os stakeholders e entregar valor ao resolver as necessidades dos clientes.

Quer saber mais sobre as diferenças entre os dois termos? Continue a leitura do artigo e entenda a importância de reinventar o modelo de negócio.

Termo antigo que se reinventou com a tecnologia

Tudo hoje é chamado de Modelo de negócio, apesar de ser tão antigo quanto o mundo corporativo. Ficou popular com o surgimento das primeiras empresas virtuais (no post Business Model You conto essa história) e trago uma visão integrada e criteriosa de propósito, processos, custos, clientes, relacionamento e fontes de receita.

Um modelo de negócio eficaz é amparado em boas estratégias organizacionais que, por sua vez, avaliam questões internas – que também fazem parte do negócio – e externas, especialmente o que se refere à concorrência e às tendências do mercado. O que está sendo feito por meus concorrentes, o que o meu cliente está esperando, como posso me destacar? As respostas podem dar origem a grandes estratégias organizacionais.

As Organizações exponenciais, por exemplo, crescem dez vezes mais ao investir em equipes por demanda, cultura de inovação e holocracia. Já as plataformas de negócios movimentam bilhões de dólares e transformaram várias startups em unicórnios. Tudo isso porque empreendedores criativos pegaram uma ideia antiga (conectar consumidores e empresas que vendem produtos, como os shopping centers), alinharam a inovações tecnológicas e desenvolveram aplicativos de delivery de comida, transporte e aluguel de quartos mais baratos em viagens, facilitando assim a vida de empresas e consumidores que pedem ou aceitam serviço com apenas um click.

Para saber mais sobre o sucesso das empresas que investiram no modelo de negócio plataforma, leia o artigo: Plataforma de negócios: o que são e como impactam o mercado.

Estratégia e modelo de negócio em sintonia

Com a estratégia definida, olhamos para o modelo de negócio: os dois conceitos estão em harmonia? Muitas vezes, a estratégia requer custos inviáveis para a realidade da empresa. Precisamos contar, portanto, com a flexibilidade para fazer ajustes e correções. Aqui temos uma semelhança: modelo de negócio e estratégia precisam ser maleáveis e mutáveis para acompanhar as mudanças do mercado, hábitos de consumo e expectativas da própria companhia. O processo é contínuo e permanente.

Por isso, é essencial pensar, simultaneamente, em objetivos e nos caminhos para atingi-los. É comum, nesta fase, utilizarmos ferramentas de análises ambientais e de planejamento, como benchmark, desk research, matriz GUT (análise da Gravidade/Urgência e Tendência, Design Thinking, Análise de Dados e o Canvas. Há uma variedade de técnicas e abordagens, revistas e recriadas com frequência por especialistas, para auxiliar as etapas de criação, validação e execução de estratégias e modelos de negócios. Saber usá-las já é um diferencial competitivo.

A estratégia pode dar errado?

Sem dúvida! Assim como o caminho para a inovação, a criação de estratégias é repleta de altos e baixos. Afinal, estamos falando de hipóteses que podem alavancar vendas, mudar posicionamentos, oferecer algo pioneiro ao mercado. Se até mesmo o estrategista militar precisa lidar com o fracasso de uma operação, um gestor preparado deve encarar os riscos de sua tática. Como falei anteriormente, a barreira pode ser o orçamento, mas também a cultura corporativa, o despreparo dos gestores ou a falta de dados sobre mercados e consumidores.

Outro ponto essencial é compreender que a estratégia deve ser testada, assim como qualquer outra hipótese que pode impactar seu negócio. Lembra dos conteúdos sobre Design Thinking, que abordavam ideias, empatia, aplicações e resultados? Pois bem, execução e avaliação também estão presentes aqui.

Tudo está conectado e faz parte de uma realidade empresarial que prioriza cada vez a capacidade de inovação e o poder de transformação.

Você está pronto para essa conexão?

 

Estratégia Empresarial: de Peter Drucker à escola empreendedora, o que mudou?

Quando Peter Drucker, conhecido como pai da administração moderna, escreveu frases como “A administração é um processo operacional composto por funções como planejamento, organização, direção e controle”, não imaginava que décadas depois não apenas a estrutura organizacional mudaria como também o empreendedorismo seria ensinado e vivenciado no ensino básico, criando programas como  a “escola empreendedora.”

Um  termo que  evoluiu bastante ao longo das últimas décadas foi a palavra Estratégia. O verbete tem sido utilizado para descrever tudo o que é importante dentro de uma empresa de forma que é descrita de uma maneira e utilizada de outra. Henry Mintzberg, no livro Safari da Estratégia, afirma que “estratégia é um padrão, um comportamento coerente ao longo do tempo, que vai além da definição de visão, competências e capacidades”.

Para ele, formular estratégias nas organizações tem quatro grandes vantagens:

  • Estratégia direcionadora: identifica o rumo da organização para que mantenha uma linha coesa;
  • Reunindo esforços: conduz as atividades da equipe em uma única direção;
  • Estabelecendo a organização: faz com que os colaboradores entendam os pilares da empresa e consiga diferenciá-la das outras;
  • Estimula a correlação: o objetivo da estratégia aqui é simplificar a forma com que a empresa está inserida no mercado em que atua e definir uma forma para que possa se movimentar.

É claro que cada tipo de estratégia também traz desvantagens e vários pontos de atenção. E como essa formulação não é algo simples, Mintzberg concluiu que os especialistas sobre o tema só conseguem enxergar uma parte da complexidade do assunto. Assim, surgiram as 10 escolas de formulação estratégica.

As 10 escolas de formulação estratégica de Mintzberg

As escolas são organizadas em três grupos de naturezas distintas: prescritiva, descritiva e integrativa. As primeiras focam na forma com que as estratégias devem ser reformuladas e não como surgem ou se formam. Nas escolas de natureza prescritiva o destaque vai para  o planejamento formal, são elas:

  • Escola Design – cujo o processo de formulação é a concepção
  • Escola de Planejamento – cujo o processo de formulação é formal
  • Escola de Planejamento – cujo processo de formulação é analítico

Já as escolas de natureza descritivas estão focadas em explicar como as estratégias são de fato formuladas e como os líderes e outros stakeholders da empresa se envolvem neste processo. São elas:

  • Escola empreendedora: cujo processo de formulação é visionário
  • Escola Cognitiva: cujo processo de formulação é mental
  • Escola de Aprendizado: cujo processo de formulação é emergente
  • Escola de Poder: cujo processo de formulação é de negociação
  • Escola Cultural: cujo processo de formulação é coletivo
  • Escola Ambiental: cujo processo de formulação é reativo

Por fim, a Escola de configuração é de natureza integrativa e seu processo de formulação é o transformador.

Hoje, vamos focar nas estratégias de duas escolas: a Escola Empreendedora e a Escola de Aprendizado. Confira abaixo:

Escola Empreendedora

Na Escola Empreendedora o desenho da estratégia é todo conduzido por um líder, que pode ser o principal executivo da organização. Cabe a esse profissional a responsabilidade de não apenas guiar sua equipe, mas também de incluir novos elementos para os processos por meio da sua intuição, julgamento, sabedoria e experiência.

Como o pensamento central da escola empreendedora é a visão do líder, Mintzberg sugeriu que essa estratégia é flexível e a alinhada aos valores dessa liderança. É claro que concentrar toda a gestão do conhecimento de uma empresa em uma única pessoa pode trazer riscos à organização. No entanto, é preciso ressaltar que a escola empreendedora funciona muito bem para empresas pequenas e que contam com uma estrutura simples.

É preciso ter muito claro que, à medida que à organização cresce, a visão desse líder deve ir perdendo relevância tanto nas atividades diárias quanto no planejamento estratégico. Tudo isso sem contar que ele pode inspirar colaboradores a reforçar a cultura da empresa.

O ponto de atenção na escola empreendedora é que centralizar a estratégia em um único executivo pode fazer com que ele perca o foco em algumas decisões importantes. Mas, o pesquisador também apontou uma solução prática para quando a empresa liderada desta forma começar a perder o prumo: basta trocar de líder.

Além disso, é de fundamental importância que uma empresa com uma formação como a da escola empreendedora tenha em mente que o crescimento é o seu principal objetivo. Assim, a visão do líder vai saindo de cena aos poucos.

Escola de Aprendizado

A Escola de Aprendizado é de natureza questionadora, trazendo perguntas do tipo: quem criou a estratégia de fato? Qual a área da organização esta estratégia foi formulada? O criador estava ciente do alcance do seu trabalho? É realmente importante separar o planejamento da execução?

São muitas perguntas e com respostas complexas. Tudo isso porque a Escola de Aprendizado veio para colocar o indivíduo no centro da ação. Estratégias são pensadas por pessoas sozinhas ou em grupo e, na maioria dos casos, este desenho foi criado a partir do aprendizado desses indivíduos no cotidiano da empresa. Ou seja, qualquer time dentro da organização é capaz de contribuir para a formulação estratégica. É claro que os executivos também estão inseridos neste grupo.

Mintzberg alertou para o fato de que essa escola defende o fracasso. Não que a empresa não queira crescer. O ponto central é que, uma vez que estratégias são pensadas por pessoas, pessoas podem falhar. Portanto, a formulação estratégica não pode separar a ideia de sucesso ou de fracasso, e vice-versa.

Outro ponto que merece destaque na Escola de Aprendizado é que os líderes atuam como gestores do conhecimento adquirido nesses processos. Em outras palavras, cabe a ele identificar esses pontos de melhorias e estimular os colaboradores para que possam contribuir ativamente para a formulação estratégica da organização.

Por outro lado, a principal crítica a essa escola é que as empresas podem até obter sucesso baseadas apenas em estratégias que nasceram do aprendizado diário da equipe. Mas, este movimentado é limitado e para crescer de forma sustentável precisa traçar uma estratégia mais clara e articulada.

E você, ficou alguma dúvida sobre a escola empreendedora ou a de aprendizado? Escreva nos comentários e vamos bater um papo!

lideranca digital

Liderança digital: 3 tecnologias essenciais para a gestão inovadora

Em um cenário no qual há uma verdadeira corrida de informações e que se você não estiver atento, acaba perdendo o caminho, a liderança digital surge como uma nova forma de se pensar as dinâmicas dentro das empresas. Mas como isso se deu? A criação de diversos canais e pontos de contato entre pares, empresas-clientes e do ecossistema aliado com as ferramentas tecnológicas que permitem a extração e disseminação de informações acabaram por construir uma nova realidade em diferentes âmbitos, inclusive para os negócios. Entre os propulsores das mudanças, podemos citar algumas inovações tecnológicas como a Internet das Coisas (IoT), Big Data, Machine Learning, Inteligência Artificial, etc.

Com tudo isso acontecendo, a liderança digital não é mais um opcional, como aponta o especialista Josh Bersin. Já em 2016, em uma pesquisa com o MIT, com mais de 1.000 CEOs participando, 90% dos executivos acreditava que os negócios deles estavam sendo interrompidos ou reinventados por modelos de negócios digitais e 70% não acreditava ter as habilidades certas, liderança ou estrutura operacional para se adaptar aos novos tempos. O que não é uma boa posição para se estar. O ideal, conforme Bersin, é que as empresas comecem a “agir digital”, criando um novo modelo de gerenciamento, com a liderança dos CEOs e o auxílio das ferramentas tecnológicas.

Um dos comportamentos que os líderes digitais estão tendo, de acordo com Alex Shootman, e que vai ao encontro do “agir digital” e da “liderança digital”, é o de tratar o trabalho, o que o time deles faz, como um ativo de primeiro nível. O que isso quer dizer? Que a administração financeira, o gerenciamento de recursos humanos, o gerenciamento dos clientes, o relacionamento com os clientes e as tecnologias foram investidos para serem ativos de primeiro nível. Por isso, por conta de tal investimento em ativos tão importantes para a empresa, eles não estão mais dispostos a gerenciar o trabalho com recursos legados. É preciso ter colaboração multifuncional, responsabilidade, visibilidade, modelo de negócio, modelo de marketing, distribuição e tecnologia suficientes para que todos atuem juntos como um time e alcancem resultados. É neste ponto que as tecnologias podem servir de aliadas para a liderança digital.

3 tecnologias para liderança digital

Separamos 3 tecnologias que podem ser utilizadas para alcançar uma gestão inovadora e contar com a colaboração e participação dos times capitaneados pela liderança digital. Confira:

1. Ferramentas para contratação de colaboradores

Os sistemas de recrutamento digital otimizam os processos de contratação de colaboradores  e permitem maior precisão na realização de um primeiro filtro. Um exemplo é o da Under Armour, empresa com viés esportivo e internacional, que recebia mais de 30 mil currículos mensais. Era bastante desafiador na hora de selecionar e contratar. Por isso, a liderança digital investiu em um processo de recrutamento no qual os gerentes criavam e estruturavam entrevistas com perguntas pré-gravadas. Se os requisitos da etapa fossem atendidos, os candidatos passam para uma fase com um entrevistador da empresa.

2. Plataformas de e-learning

O e-learning corresponde ao ensino digital, no qual são utilizadas tecnologias da internet para repassar o conhecimento aos alunos e garantir um desenvolvimento no desempenho deles. Para isso, conta-se com dispositivos digitais, como computadores, tablets e mobile, e uma conexão de internet. Em outra modalidade, temos ainda os treinamentos e cursos EAD (educação a distância), o Microlearning (atividades de aprendizagem de curto prazo) e o M-learning (que utiliza o ambiente dos dispositivos móveis, como smartphones, e pode ser realizado por meio de aplicativos, redes sociais acadêmicas, entre outros).

3. Modelo de negócios plataforma

As empresas plataformas têm alcançado o sucesso por meio da sua estratégia de criação de conexões. Elas facilitam as conexões entre as pessoas e a empresa e, também, entre as próprias empresas plataformas.  A interação entre os participantes é um ponto-chave do modelo. Dentro disso, destaca-se como é fácil estabelecer uma conexão, a amplitude de serviços, como se dá o fluxo de trocas e, a partir de então, o processo de co-criação. É fundamental que a liderança digital esteja olhando para os negócios que estão crescendo e que foram estabelecidos em cima de plataformas, inclusive utilizando-as como um apoio dentro da própria empresa e da construção e desenvolvimento de objetivos para os seus colaboradores.

Quer saber mais sobre as tecnologias que podem complementar e auxiliar uma liderança digital? Deixe seu comentário!

Educação corporativa

Educação corporativa e TD: por que a transformação dos talentos é tão importante quanto a dos processos

Há um senso que faz parte de todas as organizações, aquele que diz respeito ao como você sente ao entrar em determinado local. É comum que ele seja descrito como cultura, ambiente de trabalho, clima organizacional, entre outros. No entanto, como é reforçado em “RH de Dentro para Fora: Seis Competências para o Futuro da Área de Recursos Humanos”, não importa de qual maneira é denominado, o que deve ser considerado é que, sim, é algo real. Também é um fenômeno que impacta as diversas pontas, desde o cliente que chega para fazer negócios, como o colaborador que está imerso naquela sensação. Por isso, é que muitos profissionais de RH sabem que é preciso de capacitação por meio de educação corporativa para que se crie a atmosfera certa que conduzirá ao sucesso – ou até a transformação digital.

Agora, imagine quanto é preciso para construir a cultura organizacional em um contexto rápido e tecnológico. É, por conta disso, que a educação corporativa tem se tornando a melhor amiga da transformação digital. Pense que criar o que é certo nos negócios a partir de perspectivas culturais é o mesmo que encontrar quais são os valores, normas e padrões que direcionarão a organização. Já, fazer o mesmo por meio de processos, significa identificar e melhorar os processos-chave. Se, a criação se der pela lógica de competências, serão aperfeiçoadas atividades funcionais. Por último, criar por meio de uma visão de recursos é sinônimo de encontrar quais são os recursos da empresa que entregarão valor. Todas essas abordagens podem ser sintetizadas por uma lógica de capacitação e educação que permitirá ao RH conduzir os negócios para o caminho mais adequado.

A educação corporativa permite desenvolver e alcançar a maturidade nas diferentes perspectivas citadas anteriormente, inclusive no âmbito digital. Levando em consideração que a transformação digital interfere no cenário tradicional ao adotar soluções tecnológicas e, mais do que isso, impacta e modifica o ambiente ou cultura organizacional. Mais do que tecnologia, a transformação digital permite uma série de benefícios e vantagens competitivas, como a ampliação de possibilidades e de resultados para a empresa. No entanto, a educação corporativa não possui um trabalho simples, basta analisar o quão a transformação digital exige das organizações para alcançar a maturidade digital, incluindo a preparação para quebra de paradigmas e novos conceitos de trabalho e interação com as pessoas.

Agora, como promover uma educação corporativa que permitirá todos os ganhos da transformação digital, incluindo a cultura organizacional? Não basta somente procurar por uma capacitação apenas por que é preciso aprender rápido para não ficar para trás. Certamente é um motivo mais do que válido. Porém, deve-se ir adiante e buscar na educação corporativa as capacitações que de fato, identificarão oportunidades, o desenvolvimento de talentos e a aplicação de ambos dentro de um cenário propício para que ocorra a transformação digital.

Como unir a educação corporativa e a transformação digital na empresa?

As empresas que estão promovendo a transformação digital precisam investir corretamente na educação corporativa para garantir que os resultados sejam realmente relevantes. Mas, para que isso, aconteça, há algumas boas práticas que são fundamentais. Na sequência, você encontrará uma seleção delas.

  1. Entenda qual é o foco e não desperdice energia: mais do que se dedicar a diferentes propostas de educação corporativa, o ideal é entender quais são aquelas que possuem os fatores necessários para causar o impacto desejado.
  1. O seu mestre deve ser o melhor: nada de se comparar com empresas com um desempenho baixo ou que não estão no patamar adequado para a transformação digital. Aqui, a dica é aprender com o melhor, tendo como alvo em sua educação corporativa aquelas organizações com uma alta performance dentro do maior cenário possível. Inclusive, deve-se olhar para os setores irmãos em que as capacitações se tornaram um destaque, buscando modelos e personalizando eles.
  1. Tenha sempre um lugar reservado para a criatividade: o incentivo ao novo e ao criativo favorecem um mindset adequado para a transformação digital. Portanto, as capacitações devem permitir a criação de espaços para a experimentação, a colaboração e a inovação.
  1. Não se trata apenas de tecnologia: novamente, assim como a transformação digital alcança mais do que as soluções tecnológicas, o mesmo acontece com a educação corporativa. É, sim, essencial que os colaboradores estejam habilitados para o convívio e a manutenção das novas tecnologias, mas não é só isso. As capacitações devem também desenvolver competências profissionais importantes que possam contribuir com aquelas que são peças-chave na transformação digital. São exemplos de habilidades essenciais: colaboração, inovação, liderança, criatividade, etc.
  1. Mais do que atividades: a educação corporativa é um conglomerado, um conjunto de atividades, não somente um ato isolado, ou uma busca única. Mais do que a ação, é imprescindível o entendimento dentro da capacidade que está sendo desenvolvida. Não são soluções prontas e sozinhas, mas o exercício de competências para determinado fim.

Quer saber mais sobre educação corporativa para a transformação digital? Vamos continuar nossa conversa nos comentários!

Buzz e transformação digital: potencialize o poder da sua rede de clientes!

Contar com uma rede de clientes é algo muito importante para quem pretende provocar a transformação digital na empresa. É o que David L. Roger, em “Transformação digital: Repensando o seu negócio para a era digital”, afirma. Para isso, é preciso conhecer os objetivos dentro de uma estratégia elaborada com foco na rede de clientes. Com isso, além de conhecer profundamente o cliente que é o alvo dessa aproximação, é possível iniciar a concepção das ações que serão traçadas.

A concepção de uma estratégia de transformação digital com base na rede de clientes possui alguns comportamentos centrais, conforme apontado pelo especialista. São cinco conceitos extremamente valiosos, cujo objetivo é auxiliar na geração de ideias qualificadas para um determinado projeto. Primeiro, se faz um resgate dos objetivos propostos para os clientes específicos, aqueles que serão capturados pelas ações definidas. Também se leva em conta outros aspectos, como as necessidades e desafios dele. Depois disso, é possível escolher uma ou até mais dentre as cinco propostas que iremos apresentar na sequência sobre os comportamentos centrais das redes de clientes:

  • Acessar: rápido, fácil, sempre presente, sempre ligado.
  • Engajar: uma fonte de conteúdo relevante.
  • Customizar (personalizar): adequar os fatores “cliente” e “oferta”.
  • Conectar: estar próximo e fazer parte das conversas com quem é o foco.
  • Colaborar: solicitar a colaboração do cliente para a co-criação de melhorias no seu negócio.

Para entender como as informações se conectam, caso uma pessoa esteja pretendendo ir para o lado do engajamento, em que se tornará uma ótima fonte de conteúdo relevante para o seu cliente, como em um diferencial Premium para VIPs, há de se pensar em criar vários tipos de conteúdo. Um dos tipos pode ser um vídeo em que há uma explicação fácil, recomendações baseadas em preferências individuais, entre outros. É possível uma estratégia ampla e um objetivo com diversos conceitos.

O especialista em transformação digital recomenda ainda determinadas perguntas para conseguir manter o foco na criação de valor para o cliente:

Acessar: como tornar a experiência rápida e fácil? Como integrar interações? Como tornar mais acessível e automatizado?

Engajamento: como atrair atenção? Quais desafios o conteúdo poderia resolver? Alguém que não seja da empresa recomendaria o seu conteúdo?

Customização: quais as diferenças das necessidades e interesses do cliente? Por que um experiência customizada? Como ajudar a fazer a escolha certa sem ultrapassar limites?

Conexão: que conversas importantes para você estão acontecendo entre os seus clientes? Como melhorar a conversa sem se tornar um intrometido? Como aprender com elas? Como contribuir com elas?

Colaboração: quais seriam as competências dos clientes utilizadas para alcançar o sucesso? Como fariam isso? Qual seria o motivador dos clientes? Como garantir aos clientes o sentimento de validação e recompensa?

Como criar uma estratégia de marketing para a transformação digital?

No funil do marketing, há determinadas etapas que serão impactadas por cada um dos comportamentos acima. Basta imaginar que é preciso atrair, nutrir e, somente depois, vender. Em um primeiro momento, quando se está no começo do funil de vendas, as estratégias de engajamento e acesso podem otimizar a conversão inicial de um potencial cliente e aproximá-lo da empresa. Já, na sequência, a customização e a conexão  evoluirão o relacionamento, no que consideramos o meio do funil. Por fim, no fundo do funil, a colaboração fará com que suas oportunidades se tornem em vendas e, inclusive, poderia fazer o importante papel de pós-vendas.

Tendo isso em vista, quando há um buzz do negócio, em um marketing formado por uma rede de clientes, no qual os pares indicam entre si experiências, produtos e serviços, deve-se aproveitar para otimizar a evolução do funil de vendas e colocar mais clientes para dentro da sua base. Utilizar sua rede de clientes para gerar o buzz marketing é algo bastante natural, afinal, se espera que aquilo que está sendo oferecido seja tão valioso e entregue uma experiência com tamanha qualidade, que tal entrega seja repassada para frente como uma recomendação. Então, ao utilizar as estratégias que exploram os comportamentos explicados anteriormente e que impactam diretamente no funil do marketing, é fundamental que a disseminação “boca a boca” esteja entre as alternativas de ação. Atualmente, as empresas conseguem mensurar e monitorar como está sendo a propagação das suas ofertas e, se necessário, reverter situações ou aproveitar oportunidades.

Quer entender melhor como o buzz marketing e a transformação digital se conectam? Converse conosco!

Transformação digital: você sabe em que estágio a sua empresa se encontra?

Por qual motivo, ao passear em uma feira de rua, você decide por comprar em uma barraquinha de frutas e não em outra? Isso é um reflexo de que os diferenciais competitivos fazem parte de qualquer tipo de negócio. E de qualquer época. Se, em determinado período, a energia elétrica era considerada a grande revolução tecnológica e pilar para os negócios, atualmente também temos um similar que causa um impacto semelhante e interfere na competitividade e, até mesmo, na sobrevivência das empresas no mercado. Em um estudo da Deloitte, 94% das empresas chegaram em um acordo: a transformação digital é a prioridade estratégica delas.

Pensando no que se vivencia nos dias atuais, é inegável que as ferramentas tecnológicas têm promovido uma importante combinação entre aumento de produtividade e capacidade com um ótimo custo-benefício. A lógica é investir agora para expandir depois, seja em tamanho, capacidade ou qualidade. Contudo, voltando para a pesquisa da Deloitte, um ponto a ser considerado é que mesmo tendo em mente o quão fundamental é avançar nas estratégias de transformação digital, nem sempre as empresas conseguem explorar a gama de possibilidades oferecida. As dificuldades vão desde o ritmo frenético de mudanças, que nem sempre é acompanhado pela liderança, até compreender e se adequar com as regras e desafios que surgiram no decorrer da evolução da tecnologia e, por sua vez, do próprio comportamento humano. Entenda em qual estágio sua empresa se encontra nesse cenário.

Os estágios e modelos da Transformação Digital

Para entender o estágio no qual se encontra sua empresa, a Deloitte produziu outro relatório, desta vez apurando quais são os modelos de negócio na era digital, pensando na transformação digital. Abaixo, separamos os quatro modelos apresentados e um breve resumo. Confira:

  1. Modelo Tático: em um modelo tático é comum encontrar tecnologias e processos com focos bastante claros, eles estão trabalhando em conjunto para atingir metas e objetivos que já foram determinados. Os olhares estão voltados para alcançar eficiência e eficácia. Os processos de negócios não são submetidos a reengenharias para que exista uma adaptação ao que tange aos princípios da economia digital.

No relatório, são apontadas as características e, igualmente, as desvantagens do modelo de negócio digital Tático são levadas em consideração. No Modelo Tático, apresentam-se como desvantagens uma necessidade de investimentos em silos e investimentos não estratégicos, uma abrangência diminuída, com uma restrição somente a determinadas pessoas dentro da organização e, em conjunto, uma estratégia digital que carece de coerência.

  1. Modelo Centralizador: grande parte das empresas encontra-se no meio da transição de Tático para o Modelo Centralizador. Com isso, adquirem competências digitais e investem em iniciativas centralizadas em uma unidade central. Há ainda um ganho na governança dos custos e na priorização da estratégia digital. Outro ponto importante deste modelo de negócio dentro da transformação digital é que a equipe central tem uma conexão e trabalha com as demais. E se mantém uma tendência à eficiência. Em contrapartida, como desvantagem, é apontado o fato de que a responsabilidade pela estratégia digital é restrita, pois não existe um compartilhamento com os líderes do negócio.
  1. Modelo Champion: um passo importante para o desenvolvimento da transformação digital dentro da empresa é a migração para o Modelo Champion, pois aí sim existe uma estratégia digital que é implementada e, principalmente, comunicada para todos. As palavras-chave são: compartilhamento de conhecimento, formação e capacitação. No Modelo Champion, a liderança entra com um apoio irrestrito e a empresa passa a trabalhar com inovação, design thinking e data Science.
  1. Modelo Business as Usual (BaU): um Modelo BaU é onde se encontram as organizações verdadeiramente digitais, pois há uma cultura digital, processos digitais, entre outros. O digital está em tudo e faz parte da rotina. Há uma flexibilidade em relação a mudanças e a extinção de áreas centralizadoras ou equipes e unidades de negócio digitais.

E como realizar uma análise do estágio digital? São recomendadas perguntas voltadas para investigar os clientes, a estratégia e liderança, os produtos e serviços, a organização e talentos e a operação. Questione-se sobre a melhor visão de liderança para a estratégia digital, a melhor abordagem de comunicação com os clientes no meio digital, a habilidade de desenvolver e gerenciar produtos ou serviços, se há talentos ou organização que apoiam o que é oferecido e se os processos e tecnologias digitais oferecem suporte a operações da empresa.

Quer entender mais sobre diagnóstico do modelo digital e como alcançar a transformação digital? Converse conosco!

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Negócios digitais: 5 características das empresas que estão virando o jogo

Em uma era em que os negócios digitais estão reformulando conceitos e apresentando novos cenários, as empresas encontram-se em uma corrida para se adaptarem. Quem não estiver atento ao que está acontecendo ao redor e se manter fixo em uma visão do passado, pode não ir muito longe. Atualmente, mais do que imaginação, é preciso desconstruir-se para compreender que o futuro não tem limite. É o que as empresas que estão virando o jogo estão fazendo. É essencial o entendimento de que a comunicação transparente, a cultura empresarial, o engajamento dos colaboradores e a liderança são mais do que fatores que serão resolvidos por meio de processos burocráticos e engessados.

De acordo com a Deloitte, ao falar sobre modelos de negócios digitais e, justamente, em uma transformação que não obedece limites ou fronteiras, há certos dilemas econômicos que precisarão ser resolvidos. Há um certo descompasso quando se coloca lado a lado as culturas e estruturas de grande parte das empresas com aquilo que os negócios digitais necessitam. Por exemplo, não é incomum que apesar de possuir tecnologia de ponta e de alta performance, o entrave esteja, justamente, na forma com que se lida com os processos. Ou seja, o uso limitado da tecnologia dentro de um contexto fechado.

Dentre os diferenciais dos negócios digitais que estão pensando em inovação, há ainda mais dois embates apontados pelos estudos que estão sendo superados. Um deles é que ao em vez de pensar nos retornos, nos resultados, a atenção está voltada para os processos em si. Mais do que se aprofundar e planejar qual será a entrega de valor, o mindset está emperrado na forma. Também existe a questão de profissionais que são digitais, mas que têm que combater uma matriz de trabalho baseada em preceitos analógicos. Por conta disso, o relatório sobre modelos de negócios digitais aponta 5 itens que caracterizam as novas circunstâncias:

  1. cultura aberta;
  2. processos flexíveis;
  3. modelos dinâmicos;
  4. pessoas engajadas;
  5. objetivos estratégicos.

Em outra ocasião, falando sobre engajamento e cultura da empresa, dois fatores que fazem parte da característica dos negócios digitais, a Deloitte trouxe um exemplo de transformação cultural que fez uma empresa virar o jogo. Os princípios-chave dessa virada foram:

  • a liderança gera cultura. A cultura impulsiona o desempenho;
  • processos, políticas e sistemas alinhados com propósito e valores;
  • resultados mensuráveis, relatados interna e externamente, fornecendo parâmetros de progresso.

É o resultado da combinação das 5 características que integram as empresas que estão caminhando para o futuro nos negócios digitais. Contudo, além disso, há um desafio bastante significativo que deve ser tratado com muito planejamento e consciência: o embate de gerações.

Os desafios dos negócios digitais

Como a Gardner define, os negócios digitais prioritariamente tratam da criação de designs diferenciados de negócios, no qual o foco não está no mundo físico e digital. A questão pende mais para a interação e as negociações que envolvem as duas pontas, o próprio negócio e o restante. Para isso, os líderes precisam de habilidades específicas, inclusive para a criação de novos papéis fundamentais na estrutura das empresas, pessoas que desenvolverão a transformação digital e levá-la a outro patamar.

Se as pessoas são um elemento tão imprescindível, como lidar com o embate de gerações em um mesmo time? Para vivenciar os negócios digitais, é preciso um alinhamento. Mas com todos exaltando as qualidades das novas gerações, conectadas e nativas digitais, é possível existir essa sinergia? Especialistas alertam: é preciso encontrar processos que facilitem essa comunicação. Por exemplo, fazer uma combinação entre formalidade e atualidade, principalmente na forma como cada um se comunica com o outro. Depois, é preciso estabelecer regras claras para todos. O mesmo vale para a diversidade de meios de comunicação, não basta se manter focado somente em um, entenda como cada um sente-se mais confortável.

Analisando as particularidades de cada um e os novos caminhos dos negócios digitais, faz sentido pensar na personalização. Portanto, individualizar a comunicação pode funcionar melhor do que generalizar de acordo com a idade e geração da pessoa. O mesmo é válido para as diferenças entre valores, aqui é fundamental empatia de ambas as partes, para ajudar a entender o outro. A partir disso, torna-se mais natural estar disposto a ensinar e a aprender.

As empresas que estão olhando para os negócios digitais, precisam pensar nas particularidades que as diferenciarão  das demais, isso inclui as características intrínsecas da transformação digital e também as consequências para as pessoas que compõem os times. Quer saber mais sobre o tema? Tire suas dúvidas e escreva para nós.

transformação digital RH

Transformação digital x tecnologia de RH: um guia para empresas inovadoras

O que é a transformação digital do RH? Tudo está sendo automatizado. Basta pensar em quantas funções operacionais não precisam mais ser feitas por conta das tecnologias. São desde aplicativos até sistemas mais robustos que fazem com que o esforço esteja mais concentrado na inteligência do que no braçal. As tecnologias de RH surgem para apoiar os objetivos traçados pela empresa, nos quais o RH assumirá o comando. Sua escolha vai muito além da produtividade, modernidade ou eficiência. Está mais relacionado com uma preparação para um futuro (próximo ou distante) e a resiliência para inovações.

Quando se pensa nas tecnologias de RH, as possíveis vantagens são as primeiras que saltam aos olhos. Afinal, todos estão buscando meios para consolidar uma estratégia digital. No entanto, a questão-chave está na priorização. Ou seja, entre tantas ofertas, quais que são realmente vitais para alcançar os resultados pretendidos. Qual é a tecnologia que trará a vantagem que realmente será necessária. Tenha em mente que as soluções irão requerer não só um investimento financeiro, mas esforço e horas despendidas pela equipe, pois antes dos resultados, há um processo de implantação e, muitas vezes, de mudança de mindset.

De acordo com uma pesquisa da Deloitte sobre RH Digital, entre as mudanças que estão ocorrendo, o local de trabalho digital faz parte de um novo cenário profissional. O que diz respeito sobre como as empresas conseguirão projetar um ambiente no qual a produtividade esteja em foco, se faça uso de ferramentas de RH (Slack, Trello, Workplace by Facebook e Microsoft Teams), e exista engajamento, bem-estar e senso de propósito. Com base nisso, constatou-se que:

  • 56% das empresas pesquisadas em 2017 estão redesenhando programas de RH para alavancar ferramentas mobile e digitais;
  • 33% das equipes de RH já estão usando algum tipo de tecnologia de inteligência artificial para fornecer soluções de RH;
  • 41% está desenvolvendo ativamente aplicativos mobile para serviços de RH.

As tecnologias de RH, quando escolhidas corretamente, farão com que todo o esforço anterior seja compensado por um uso intuitivo, rápido e inteligente, capaz de aumentar a produtividade e o engajamento dos colaboradores. E, o mais relevante, terá em seu cerne a gestão do conhecimento, fazendo com que haja uma comunicação ampla e rápida. Uma tecnologia de RH que cumpre seu papel fará com que se tenha menor necessidade de processos e mecanismos para que exista uma comunicação ágil, independente do formato em que as informações estão registradas, seja por meio escrito, falado ou digital.

2. O que é Transformação digital?

A transformação digital se tornou uma buzzword. Muitos falam sobre, mas nem todos têm certeza de suas aplicações. Isso porque há uma transformação muito mais profunda do que a adoção de determinada tecnologia. A transformação digital é sobre mudanças de comportamento. A internet e a era on-line chegaram para quebrar paradigmas em diversos setores e fazer com que aquilo que estávamos acostumados se tornasse algo completamente diferente.

De forma mais objetiva, os valores não são mais os mesmos. O Design Thinking, por exemplo, fez com que o erro deixasse para trás o estereótipo negativo. Errar, agora, significa aprender, melhorar. Quem de fato adota isso, e não apenas fala, está construindo uma cultura organizacional digital. Uma pesquisa conduzida pela MIT Sloan Management Review constatou que as empresas inovadoras estão na frente quando se trata de transformação digital. Por qual motivo? Por concentrarem seus esforços em 3 áreas:

  • experiência do cliente;
  • processos operacionais;
  • modelos de negócio.

Dentro das três, o estudo averiguou-se que havia mais uma subdivisão, sendo que cada uma delas geraria mais três elementos, totalizando em 9 os pré-requisitos básicos para iniciar uma transformação digital:

  • melhor compreensão do cliente;
  • hacks de crescimento;
  • ampliar os pontos de contato com os clientes;
  • digitalização de processos;
  • capacitação de colaboradores;
  • gerenciamento de desempenho;
  • modificações digitais nos negócios;
  • criação de novos negócios digitais;
  • globalização digital.

A especialista Evgenia Bereziuk, em seu artigo sobre a diferenciação de tecnologia de RH e transformação digital, traz a seguinte afirmação “aqueles que não se adaptam a transformação digital falharão”. Dessa forma, as mudanças da digitalização se tornam o pilar de uma estratégia corporativa. Isso por conta do amplo leque de benefícios que são adquiridos: ampliação do alcance das empresas, melhorias nas tomadas de decisão; aceleração do desenvolvimento de novos produtos e serviços. É aqui que entram os gestores, líderes e profissionais de RH, eles irão encarar o desafio da digitalização e criar as condições e cultura interna para que uma transformação possa ocorrer com sucesso.

E como uma transformação digital pode ser bem sucedida? Neelie Verlinden, co-fundadora e editora-chefe da Digital HR Tech, apurou sobre a “Transformação digital de RH: Tudo o que você precisa saber” e concluiu que há 6 passos para começar com o pé direito na digitalização. São eles:

  1. Objetivo claro: a meta é o ponto de partida. Ela deve ser clara e estar de acordo com a perspectiva de negócio, com foco no usuário final. Os funcionários devem ser os beta tester de qualquer tecnologia (antes da empresa implementá-la).
  2. Todos juntos: funcionários, gestores, diretoria executiva, CEO. Todos devem estar envolvidos na transformação digital de RH, pois é algo que irá impactar toda a organização. É preciso do apoio da equipe inteira.
  3. Sem complicações: começar simples e pequeno. É o famoso conselho de não tentar dar o passo maior que a perna. Olhar inicialmente para os processos de RH que poderiam passar por uma reforma digital. Perguntar a opinião da equipe.
  4. Priorizar ideias: qual o impacto e o esforço das ideias? Começar apostando em ideias de alto impacto e baixo esforço.
  5. Avaliar desempenho: a transformação digital é genial, mas é preciso que existam resultados. Portanto, é essencial avaliar criteriosamente o que funciona e aquilo que não funciona.
  6. Valor da cultura: tecnologias sozinhas não são suficientes. A transformação digital ocorre por meio da mudança de mentalidade da empresa inteira.

3. Tecnologia de RH x Transformação digital

O principal desafio da transformação digital não está ancorado na proficiência em tecnologias digitais, como ressalta Evgenia Bereziuk em entrevista com Soumyasanto Sen, investidor em tecnologias de RH. Mas na questão anterior, a de ter um contexto favorável para que as mudanças ocorram e, por consequência, no aumento da maturidade da empresa. A digitalização não é somente mais uma palavra da moda, embora esteja sendo discutida mundialmente, mas sim um núcleo vital das estratégias corporativas. A transformação digital precisa ocorrer. Não há outra opção.

A transformação digital, sendo assim, é um fenômeno maior, que engloba as tecnologias de RH. Uma comparação realizada por Soumyasanto Sen consegue ilustrar bem a questão: mentalize uma caixa de ferramentas, uma daquelas que deixamos em casa para consertar, ajustar e fazer com que tudo esteja funcionando corretamente. Agora, imagine que é uma caixa com ferramentas digitais. As empresas também já possuem uma delas em sua “residência” e, dependendo da necessidade, há ferramentas diferentes. Há tecnologias de RH diferentes para dar suporte ao local de trabalho digital.

  • Tecnologia de RH: permite um ambiente de trabalho digital e é sustentada por estruturas de governança e processos de gerenciamento. Torna as empresas tecnologicamente habilitadas. É a transformação digital que orienta a tecnologia para uma economia digital. As tecnologias de RH apoiam os objetivos estratégicos.
  • Transformação digital: mais do que uma tecnologia. As pessoas são parte ativa, elas pensam e se transformam. Trata da capacidade da empresa e das pessoas de não só se adaptar, mas de impulsionar mudanças e inovações. É uma forma de organização. Tudo começa com uma nova mentalidade, não necessariamente com tecnologias.

4. Estratégia de RH e mudança de mindset

A cultural organizacional é a alavanca que move as rotinas e processos de todos os ambientes de trabalho. Fazer com que essa peça acione um ou outro comportamento é o que ocasiona a diferença nos cenários de inovação. Em uma estrutura tradicional, é natural, por exemplo, que exista uma certa resistência a um RH inovador. A CEO da Prophet, consultora, e autora do livro sobre “a marca do empregador”, Helen Rosethorn, analisa em uma entrevista para a Época Negócios sobre como são as ações de um profissional estratégico de RH. Ela explica que grande parte dos que estão no segmento acabam presos em um modelo tradicional e, por isso, executam exatamente (e somente) aquilo que está em um job description.

Tecnologias de RH? São somente adotadas em estruturas tradicionais quando há uma demanda do CEO ou cargo hierárquico superior. Nisto, não há de verdade um movimento em prol de uma mentalidade inovadora. A transformação digital acaba passando bem longe de um ambiente com essas características. Rosethorn afirma que é esse tipo de comportamento que acaba mitigando a competitividade das empresas. E como gerar uma revolução? A consultora orienta o RH a construir um ambiente satisfatório e gerar uma marca de positividade. O que está atrelado com tecnologias específicas que fazem parte de uma transformação digital em constante desenvolvimento e aprimoramento.

Em resumo, as empresas devem analisar se estão estruturadas para uma cultura de inovação. Ou seja, qual o seu mindset. Saber se está preparado para:

  • descentralizar decisões;
  • formar e dar autonomia a lideranças;
  • comunicar de maneira ampla, constante e transparente;
  • realizar avaliação contínua.

Para saber mais: consulte o nosso artigo “Inovação organizacional – por que a cultura é o centro da estratégia“.

5. As etapas da transformação digital

A transformação digital é uma das tendências que mais afeta a cultura da organização, impactando não só como ela faz, mas quem ela é. Brian Solis, analista principal da Altimeter e futurista, identificou 6 estágios nos quais as empresas passam até concretizar um modelo de maturidade e a digitalização. São elementos que devem passar por modificações simultâneas, servindo como guia de verificação para uma jornada de transformação digital. Conheça os 6 estágios:

  1. Business as Usual: no primeiro cenário, as empresas ainda operam com seu legado convencional de clientes, processos, métricas, modelos de negócios e tecnologia.
  2. Presente e ativo: experimentos realizados na organização por inteiro e que impulsionam a alfabetização digital e criatividade.
  3. Formalizado: a liderança deve apoiar somente o que for relevante para o negócio.
  4. Estratégico: o poder da colaboração é percebido pelas pessoas. Os esforços e insights compartilhados levam a novos roteiros estratégicos.
  5. Convergência: uma equipe de transformação digital é formada para orientar a estratégia da empresa e suas operações.
  6. Inovadora e adaptável: a transformação digital se torna o novo business usual e se estabelece um novo ecossistema.

6. Vantagens da tecnologia de RH

Quando as empresas procuram tecnologias de RH para inserir em sua evolução da transformação digital são esperados alguns benefícios em troca. Considerar e priorizar as vantagens corretas é o que será decisivo. Evgenia Bereziuk, especialista no assunto, elenca aquelas que devem ser consideradas quando se pensa na transformação da tecnologia de RH:

  • administração e compartilhamento fáceis de informações;
  • maior produtividade;
  • custo reduzido;
  • comunicação aprimorada;
  • análise de foco.

Há ainda muitos outros que, mais do que conveniência, um sistema de RH online deve proporcionar. Exemplos: acessibilidade contínua, auxílio na consistência, conformidade e privacidade, aprimoramento da experiência do usuário. No artigo “RH do futuro: como a tecnologia pode deixar a gestão de pessoas mais ágil”, há uma visão geral de metodologias que estão sendo utilizadas para inovar, como o método Scrum, feedbacks dinâmicos, design thinking, entre outras.

7. Por que algumas estratégias de RH falham?

Nem todas as implementações de estratégia de tecnologia de RH são um case de sucesso. Mas, se elas são ferramentas da transformação digital, quais são os principais problemas? Em primeiro lugar, a transformação digital não é somente um marco alcançado, mas algo mais complexo. Trata-se de todo um caminho que deve ser percorrido continuamente sempre atrás de um desenvolvimento constante. Portanto, afirmar que se chegou ao final dessa jornada é bastante duvidoso, pois encontrar um final pode ser sinônimo de estagnação. O mais correto é pensar que se está apenas no começo. Sempre.

A urgência e a continuidade são dois elementos imprescindíveis para estratégias de tecnologias de RH darem frutos. E, quando elas faltam, podem ocasionar em uma falha. Como no pensamento de growth hacking, o recomendado é sempre propor, praticar, mensurar, aprender, melhorar e construir novamente, em um fluxo sem linha de chegada. No entanto, entre as causas que podem gerar problemas em uma estratégia de RH, com base na lista de Berezuk, elaboramos um resumo no qual se deve estar sempre atento:

  • ter uma linha de tempo de evolução fixa, com começo, meio e fim;
  • adoção desmedida e sem planejamento de diferentes tecnologias;
  • resistência a mudanças ocasionadas pela transformação digital;
  • não pensar na experiência do usuário ao adotar uma tecnologia;
  • falta de colaboração e engajamento dos membros da empresa;
  • estratégias que não têm uma relevância sólida para o negócio;
  • falta de métricas para análises de evolução;
  • falta de equipes qualificadas para a implementação da estratégia;
  • inexistência de integração de tecnologias e informações já existentes com as novas;
  • lentidão nos processos e tecnologias obsoletas;
  • falta de alinhamento entre o setor de Tecnologia da Informação e o RH.

8. Conclusão

Muito tem se falado sobre transformação digital nos últimos anos, mas há uma confusão acontecendo no mesmo ritmo que as mudanças acontecem: transformação digital não é sobre digitalização de processos ou sobre contratar ferramentas inovadoras para otimizar o dia a dia nas empresas. Pelo contrário: existe um trabalho anterior a transformação digital que passa pela mudança do mindset para inovação.

Falar neste novo mindset passa por etapas como: criar um ambiente de inovação e criatividade nas empresas, investir na diversidade da equipe, capacitação de colaboradores e líderes, além de descentralizar decisões, dar autonomia para as lideranças e investir cada vez mais em comunicação interna.

A sua empresa está pronta para a transformação digital? Se você ficou em dúvida na hora de responder a essa pergunta, conheça os Workshops in Company. Neles, há cursos sobre Liderança para Inovação, Transformação Digital, Organizações Exponenciais e Design Thinking.

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liderança inovadora

Liderança inovadora: o que é e quais as habilidades necessárias

O termo liderança inovadora está longe de ser algo novo, mas ganha cada dia mais espaço nas agendas das empresas. Principalmente naquelas onde os gestores ainda estão aprendendo a lidar com a geração milênio e voltam os seus esforços para engajar a equipe por meio de novas ideias. Outro ponto que também não é novidade é que inovação e criatividade andam juntas e que inovação não se trata apenas de invenção. Pelo contrário, é sobre encontrar formas diferentes de executar atividades que já existem ou sobre quão rápido você desaprende e reaprende a dominar novas habilidades. A liderança inovadora é capaz de envolver os colaboradores em um nível mais profundo, humanista e apaixonado.

A frase é de Robert Tucker, presidente do Innovation Resource Consulting Group, no artigo que escreveu para a revista Forbes: Six innovation leadership skills everybody needs o master. Nele, o consultor listou algumas habilidades, mentalidades e ferramentas que precisam ser trabalhadas pela liderança para atingir a tão sonhada organização inovadora.

6 habilidades para promover uma liderança inovadora

1. Fomente o pensamento criativo que gera oportunidades

A inovação surge com uma série de pequenas ideias. Fique sempre alerta às possibilidades e às necessidades que não foram atendidas.  Onde a equipe enxerga problemas, a liderança inovadora sente potencial. Quando os colaboradores enfatizam os detalhes, é preciso olhar para o todo: o progresso sendo feito, a visão de como as coisas podem ser, mas ainda não são.

2. Confie nas novas ideias. Arrisque-se!

A inovação começa onde as suposições terminam. Na verdade, elas não passam de um bombardeio produtivo de ideias, o cérebro trabalhando ativamente para encontrar soluções para questões como: “Nós sempre fizemos assim”. Cabe a liderança inovadora desafiar as suposições dos colaboradores e filtrar essas ideias de forma a tirar o melhor proveito delas. Quando o pensamento de que “tem que haver um caminho melhor” aparece na mente da sua equipe, lembre-se que provavelmente existe. Encoraje-os a imaginar o melhor caminho e a experimentar novas alternativas e possibilidades.

3. Desenvolva empatia pelo cliente final

Busque entender o problema do cliente final e como o produto/serviço da sua empresa pode ajudar a resolvê-lo. A liderança inovadora precisa entender o negócio em que atua de forma mais profunda: ouça profundamente o que esse cliente deseja realizar, quais problemas enfrentam e como você e sua organização podem enfrentar o problema. Saia da bolha da sua cultura.

4. Pense proativamente e à frente da curva

Na correria do dia a dia é muito difícil trabalhar de forma preditiva, mas é preciso se manter informado e atento para propor mudanças tão logo uma ferramenta nova chegue ao mercado. No mundo onde tudo muda o tempo todo, ganha vantagem quem está sempre preparado para o futuro. Assim, a liderança inovadora deve rastrear tendências sempre. Tornar esta procura um hábito, envolve olhar para o que você pode fazer proativamente para se preparar para o futuro. Ao avaliar e interpretar as mudanças relacionadas ao seu mundo, você se posiciona para transformá-las em novas oportunidades.

5. Pratique a criatividade encorajadora nas pessoas ao seu redor

Todo mundo tem ideias, até mesmo aquelas pessoas que não se consideram criativas, mas poucos sabem como fortalecer suas fábricas de ideias. Isso pode ser trabalhado de muitas formas em uma organização: mapa mental, brainstorm, reuniões descontraídas. O fato é que a liderança inovadora precisa fomentar e encorajar o pensamento criativo entre os membros da sua equipe. E esse exercício não deve ser feito apenas no ambiente de trabalho, mas também na vida externa.

Transforme o escritório em um lugar criativo. Ou faça esforços para buscar inspiração fora do escritório (cinema, teatro, criar uma biblioteca compartilhada dentro da empresa, por que não?). Pratique a criatividade encorajadora nas pessoas ao seu redor. Elogie-os por suas sugestões “brilhantes” e veja mais delas aparecerem.

6. Aprenda a vender novas ideias dentro da organização

Uma ideia inovadora geralmente traz muita resistência não apenas dos cargos de decisão, mas dos próprios membros da equipe tão acostumados com processos que já estão dando certo. “Não se mexe em time que está ganhando” é a frase que mais ouvimos por aí. A missão da liderança inovadora é quebrar essas objeções e “vender a inovação” dentro da própria empresa.

Neste ponto é essencial investir em uma boa comunicação e destacar todos os benefícios que a mudança traria para a equipe. Trabalhe muito bem os pontos de superação de obstáculos, objeções e as oportunidades que ela traria no futuro. E o pulo do gato é esse aqui: se o comprador da sua ideia for orientado por números, faça um relatório cheio de gráficos e planilhas. Se for ambicioso, destaque o impacto na aceitação da marca… E não desista: transformar o mindset para inovação leva tempo e exige paciência.

DNA inovador

A prova de que a liderança inovadora não é novidade é que já são quase 10 anos da pesquisa da Harvard Business Review (HBR) que buscou mapear qual é o segredo das organizações mais inovadoras. The Innovator’s DNA identificou que são cinco as habilidades que distinguem os executivos mais criativos: associação, questionamento, observação, experimentação e networking. Além disso, descobriu que os empreendedores inovadores e/ou CEOs gastam 50% mais tempo nessas atividades de descoberta do que os CEOs sem histórico de inovação.

Um exercício que os autores da pesquisa deixaram é passar de 15 a 30 minutos por dia escrevendo perguntas que desafiam o status quo da empresa. Para a liderança inovadora melhorar as habilidades de rede, o indicado é entrar em contato com as cinco pessoas mais criativa que ela conhece e pedir que compartilhem o que elas fazem para estimular o pensamento criativo.

No melhor dos cenários, é possível, por exemplo, convidá-los a se transformar em uma espécie de mentor. Caso isso não seja possível, tente em casa, com a sua equipe ou com amigos: que tal encontros semanais para falar sobre ideias inovadoras ou hábitos que fomentem o pensamento criativo? Não se esqueça que criatividade e inovação andam de mãos dadas, mas é preciso uma série de pequenos passos até criar algo de fato.

Essa é a grande deixa de Jeffrey Dyer, Hal Gregersen e Claytin Christensen, responsável por coletar informações de empresas inovadoras durante 6 anos para gerar o citado estudo da HBR.

E você, está pronto para tornar a liderança inovadora uma realidade e plantar a semente criativa entre seus colaboradores? Divida sua opinião conosco nos comentários!