Ambidestria Organizacional

Ambidestria organizacional: qual o caminho para a excelência organizacional

Ambidestria organizacional é a habilidade necessária para encarar as mudanças exponenciais como oportunidade, e não ameaça. Organizações ambidestras possuem a capacidade de aliar a inovação à excelência operacional, direcionando seus esforços na busca por soluções realmente disruptivas para alcançar eficiência nos negócios. 

Para implementar uma gestão ambidestra, é preciso mais do que inovar. É necessário adaptar o modelo de negócio, incorporando estratégias inovadoras ao mesmo tempo em que se promove melhoria contínua dos produtos, serviços e processos já instituídos, buscando a eficiência operacional para manter a competitividade no mercado de atuação. 

Adotar a mentalidade de uma empresa ambidestra demonstra a evolução de mindset e cultura voltada para a inovação. Para que a estratégia seja bem-sucedida é importante garantir que toda a organização esteja alinhada a esse propósito.

Assim, a gestão de processos e a inovação atuam de forma simultânea e complementares. A estratégia ambidestra permite que inovações disruptivas e inovações incrementais coexistam e se complementem. Prática conhecida no mercado como equilíbrio de dois opostos, exemplificados pelos termos em inglês exploitation e exploration. Por um lado, o foco está em gerenciar a eficiência e o crescimento do modelo de negócio atual (Exploit), ao mesmo tempo em que são ágeis, criativas e adaptáveis para explorar novas oportunidades para continuar relevante no longo prazo (Explore).  

O que é ambidestria organizacional?

O conceito de ambidestria organizacional tem sido cada vez mais difundido em empresas que passam por uma jornada de transformação cultural para a inovação. Ao implementar a gestão ambidestra, passam a conciliar tanto a inovação incremental como a disruptiva para alcançar a eficiência dos processos, testando novos modelos de negócio e processos inovadores para adaptar-se às mudanças em ritmo acelerado ao mesmo tempo em que o modelo de negócio tradicional é fortalecido. 

Para isso, é necessário promover uma liderança inovadora e uma cultura organizacional ambidestra que estimule tanto a eficiência operacional como a inovação e criatividade, com foco nas pessoas. Afinal, somente uma liderança ambidestra possibilita aliar a excelência operacional e inovação, mantendo um olhar crítico para atender as necessidades do presente, sem deixar de estar preparada para lidar com a complexidade do futuro. 

Assista ao Webinar Organizações Ambidestras, com a participação do Prof. Dr. Hélio Matos, para aprofundar o conhecimento sobre ambidestria organizacional, bem como conferir exemplos práticos. 

O Magazine Luiza é uma das marcas citadas durante o webinar pelo fato de ter a inovação em seu DNA. Faz parte dos preceitos do Magazine Luiza, desde sua fundação, a necessidade constante de inovar, renovar e, principalmente, valorizar as pessoas, sejam clientes, colaboradores ou fornecedores.

De uma pequena loja de presentes em Franca (SP), transformou-se em uma das líderes do varejo nacional. Atualmente, a empresa está investindo na compra de startups de diferentes segmentos, com a aquisição de 21 empresas nativas digitais em 18 meses. 

Estratégia adotada para destacar-se como referência na digitalização do varejo. Dessa forma, além de inovar para que o consumidor possa encontrar tudo o que precisa dentro do aplicativo, a empresa mantém a excelência dos serviços para garantir uma entrega final mais eficiente de seus produtos e serviços. Escolha acertada, já que as vendas nos canais digitais representam 70% da receita do negócio.

Modelos de ambidestria organizacional

Além de compreender o que é ambidestria organizacional e como colocá-la em prática, também é preciso entender que existem diferentes caminhos para implementá-la. Estes dependem do modelo de negócio de cada empresa, mercado de atuação, design organizacional e do momento econômico e também do seu estágio de desenvolvimento.

Há três diferentes modelos de gestão que podem ser adotados ao aplicar a estratégia de ambidestria organizacional. Conheça cada um deles e identifique qual é o mais indicado para o seu negócio. 

Ambidestria Estrutural

Nesse modelo, duas equipes trabalham separadamente, uma delas focada em garantir a eficiência operacional e a outra voltada à inovação. Com a consolidação das novas formas de trabalho, a divisão dessa estrutura pode ser entre diferentes squads (departamentos/grupos) da empresa. 

As equipes, voltadas para as unidades de eficiência e inovação, atuam de maneiras diferentes e são lideradas de acordo com o objetivo final de cada área. Essa divisão demarcada é uma das iniciativas que permite que duas realidades consideradas opostas coexistam de forma saudável na empresa. 

Ambidestria Cíclica

Na Ambidestria Cíclica, a principal característica desse é a definição dos períodos em que cada projeto será priorizado. Assim, inovação e excelência receberão total atenção em momentos diferentes

Uma única equipe trabalha focada em inovação durante um período determinado, depois muda o foco para a excelência operacional durante um período definido. Formando assim, um ciclo de processos por um período de tempo determinado. 

Esse processo, diferente do anterior, exige ainda mais maturidade do time como um todo. Isso porque, pode ser bastante desafiador fazer a transição entre modelos de gestão a cada troca de ciclo. Por outro lado, nessa forma de ambidestria corporativa os funcionários tendem a ter mais interação entre uns e outros.

Ambidestria Simultânea

Esse modelo de gestão mais dinâmico, exige que os colaboradores sejam capazes de entender e exercer ambas as partes de maneira simultânea. Nesse modelo, não há divisão de equipe. Todos são responsáveis por manter os processos tradicionais enraizados ao mesmo passo em que buscam a inovação. 

Para isso, é preciso que os profissionais envolvidos conheçam bem as rotinas e processos da empresa, estejam constantemente informados, estudando melhorias e testando novos produtos e serviços. Tudo isso sem deixar de lado a qualidade nas entregas obrigatórias e de rotina.

É importante no processo de implementação da ambidestria organizacional contar com lideranças inovadoras preparadas para garantir investimento em inovação, sem comprometer os resultados esperados.

A ambidestria organizacional é uma demanda do mercado atual. Sua empresa está pronta para adotar esse modelo de gestão inovador? Conheça o Workshop In Company “Liderança Ambidestra e Inovadora” e implemente o modelo de ambidestria mais adequado ao seu negócio.

 

Smart

Smart Business: um novo olhar para o futuro das empresas

Ming Zeng, que além de professor de negócios e pesquisador acadêmico também tem no seu currículo o cargo de estrategista chefe do Alibaba, é quem trouxe fortemente ao mercado o conceito de smart business. Para ele, o significado de smart business está atrelado com a utilização de tecnologias de machine learning que, por sua vez, atuam coletando dados de suas redes de participantes seguindo o comportamento do consumidor e, com isso, atendendo preferências personalizadas automaticamente.

Além disso, Zeng complementa que um smart business é capaz de possibilitar a reconfiguração de uma cadeia de valor, alcançando tempo, escala e customização, a partir da união da coordenação de rede e da inteligência de dados. E por que precisamos discutir sobre isso? Como o especialista nos alerta, smart business é o que estará no futuro dos negócios e dominará a próxima década.

Smart business e o futuro dos negócios

Em seu artigo “Alibaba e o futuro dos negócios”, somos apresentados ao Alibaba, um varejista que está longe de ser aquilo que conhecemos como tradicional. Afinal, não há um abastecimento e, até mesmo, um estoque próprio. Os serviços de logística também são terceirizados. Então, qual é a visão que permite uma jornada de sucesso deste negócio? O ponto de partida está no desenvolvimento de um ecossistema de comércio eletrônico aberto.

E é aqui que entra o potencial inovador do Alibaba e que está relacionado com smart business e o futuro dos negócios. A construção de um ecossistema. Ou seja, uma comunidade que reúne organismos, como empresas e consumidores variados, que podem interagir entre si e com o meio ambiente no qual estão inseridos. Sendo assim, os esforços do Alibaba estavam concentrados em assegurar, por meio da plataforma, recursos ou acesso aos recursos, que negócios online deveriam ter e, dessa forma, dar suporte e apoio ao desenvolvimento e evolução do ecossistema.

No começo, o ecossistema consistia em uma relação simples, conectando duas partes interessadas, compradores e vendedores. No entanto, as possibilidades que a tecnologia passava a fornecer ampliaram o potencial dos negócios. A expansão do ecossistema para que fosse possível receber as inovações acabaram impactando no apoio para criar novos tipos de negócios on-line.

Sendo assim, mais do que comércio online, estamos tratando da junção de várias partes relacionadas com o varejo que são coordenadas on-line.

O que são os smart business?

Mas, então, o que são realmente os smart business? É quando os participantes que buscam um objetivo comercial em comum são coordenados on-line em rede e usam machine learning para alavancar dados eficientemente. Com as decisões operacionais suportadas pelo conhecimento das máquinas, as empresas podem se inserir no mercado de acordo com as mudanças dos seus setores e as próprias preferências dos clientes.

Para isso, é preciso abastecer o machine learning com dados e poder de computação. Quanto mais interações e dados, melhor será. Mais do que uma inovação tecnológica, o machine learning é o que transformará a maneira como se conduz os negócios, com as tomadas de decisão baseadas em resultados algorítmicos, automatizando decisões operacionais.

C2B: a nova equação customer to business

Ming Zeng, ao falar sobre smart business, traz também uma questão importante sobre como o digital está influenciando na equação entre consumidor e empresa. Siglas como B2C (business to consumer) e B2B (business to business) já fazem parte do vocabulário dos negócios. Porém, a partir do impacto do digital nos negócios, a proposta é inverter o B2C, dando origem ao C2B, ou, customer to business.

Se a mentalidade C2B vira de cabeça para baixo, conceitos tradicionais de “empresa para consumidor”, muito está ligado com as decisões de negócios orientadas pelo machine learning alimentado por ciclos de feedbacks, ou seja, a essência do conceito de smart business. Dessa maneira, as decisões passam a ser ditadas pelos consumidores. O que traz uma enorme vantagem competitiva, possibilitando a interação com grandes clientes em tempo real.

Uma evolução para o C2B envolve plataformas e ferramentas tecnológicas, como a automação de marketing, CRM e outras plataformas de comércio digital. Para ter um modelo C2B em um “loop fechado e verdadeiro”, é preciso mover a operação para o on-line e digitalizar o trabalho humano.

Certamente há obstáculos que precisam ser superados para que haja uma transição para o C2B e para atingir o nível desejado de personalização. É preciso ir atrás de conhecimento e aprendizado prático. Além disso, é importante considerar o desenvolvimento e fabricação de produtos contando com a participação ativa dos clientes. Isso também faz parte da transformação digital. Entendendo qual a melhor maneira de orientar o marketing sob demanda e como construir um acesso direto aos clientes, evoluindo para uma comunidade online. Com isso, se dá o início do processo de engajamento para o desenvolvimento do produto junto ao cliente.

Para adotar uma abordagem C2B, o grande conselho de Ming Zeng está em mover o máximo possível das etapas da cadeia de suprimentos para o on-line. Ressaltando que mais do que produtos e serviços customizados, o C2B tem raízes no próprio significado de negócio. Os modelos C2B traduzem, praticamente, o que são os smart business.

O modelo de negócio proposto dentro do smart business é, certamente, o inverso do que são os negócios tradicionais. O modelo C2B faz com que a inovação constante seja um pré-requisito para o sucesso. A vantagem está em que, com a era da internet, estabelecer relacionamentos diretos e em grande número com custo baixo e simultaneamente se tornou uma realidade.

Por isso, a interação é um importante meio para entender necessidade potenciais e trazer clareza para as demandas, em um processo contínuo de evolução. Quer saber mais sobre como se dá essa evolução e a relevância dos novos modelos de negócio? Deixe sua opinião nos comentários.

 

Squads No Brasil

Squads no Brasil: cases de empresas nacionais que adotam a estratégia ágil

Para iniciar a jornada ágil em uma organização, independente do modelo de negócio, é necessário contar com estratégias que estejam alinhadas a um modelo de gestão inovador. Uma das maneiras bem sucedidas de implementar a cultura ágil nas organizações é adotar novas formas de trabalho, como a organização de equipes por squads para identificar oportunidades de inovar, a partir da construção de um mindset colaborativo.

Squads tiveram início e foram desenvolvidos no Spotify em 2014. Squad refere-se a um termo em inglês que significa esquadrão ou pelotão que consiste na formação de pequenos grupos de trabalho, com um objetivo em comum para resolver uma demanda específica, com um prazo para entregar.

Essa estratégia ágil, contempla o planejamento adaptativo, criação de times autogerenciáveis e multidisciplinares com propósito de promover a melhoria contínua no desenvolvimento de produtos e serviços, a partir dos valores e princípios descritos no Manifesto Ágil

A ferramenta promove a inovação, estimulando a criatividade, comunicação e trabalho em equipe ao organizar as pessoas de acordo com os projetos específicos de trabalho e não por área de atuação. 

Por meio de um sistema de estruturação de trabalho de equipes autônomas e multidisciplinares, a formação de squads reúne profissionais de diferentes áreas de atuação e habilidades interpessoais distintas que se complementam e agregam valor à entrega. Dessa forma, promovem agilidade nos processos de concepção de produto e solução de problemas com intuito de atingir um objetivo específico da empresa – em um curto ou médio prazo.

Acesse o eBook: Metodologias ágeis para equipes de alta performance para se aprofundar no tema e compreender como a estratégia ágil é considerada aliada da cultura de inovação nas organizações. Continue a leitura do artigo para entender como algumas empresas consideradas referências de mercado estão adotando squads para tornarem-se ágeis.

Exemplo de organizações que adotam Squads

A metodologia Squad tem se mostrado eficiente em muitas empresas inovadoras para lidarem com as mudanças complexas e em ritmo acelerado que se apresentam. Confira cases de empresas nacionais que adotam a estratégia ágil de forma bem sucedida: 

Magazine Luiza

Magazine Luiza, foi eleita uma das melhores empresas do varejo brasileiro para trabalhar, de acordo com a pesquisa do instituto Great Place to Work. O reconhecimento é consequência do alto engajamento das equipes. 

Uma das iniciativas implementadas pela empresa para acelerar seu crescimento no ambiente digital foi criar o laboratório de inovação LuizaLabs, em 2011, que foca no desenvolvimento de produtos e soluções digitais. Ao implementar a cultura de uma startup, com adoção de metodologias ágeis e incentivo à inovação, o LuizaLabs vem impulsionando o crescimento do e-commerce da grande varejista. 

Grupo Boticário

O Grupo Boticário vem se transformando, aderindo metodologias ágeis para promover a inovação seja na área de laboratório, pesquisa, fábrica, logística, marketing e varejo. As práticas adotadas pela empresa estão pautadas na inovação, priorização da tecnologia e bem-estar, visando ganho de agilidade e eficiência.

A empresa do segmento da beleza acredita que as diferenças são as maiores alavancas do crescimento e da inovação. Nesse sentido, investiu no desenvolvimento dos squads. São grupos de trabalho formados para garantir que os compromissos da empresa sejam desdobrados nas diferentes dimensões da organização. Entre as frentes de atuação está a de garantir que a comunicação das unidades de negócio representem a diversidade da população brasileira, sem estereótipos, garantindo que os produtos atendam na totalidade as diferentes manifestações de beleza do Brasil.

Recentemente, a empresa anunciou a implementação de novos modelos de trabalho para seus mais de 12 mil colaboradores por todo o país. As áreas administrativas da companhia passam a trabalhar de forma 100% remota, enquanto as demais serão divididas entre os modelos híbrido e presencial, de acordo com as atividades desempenhadas. 

Gupy

A HRtech Gupy, que recebeu recentemente maior aporte já realizado em uma startup fundada por mulheres na América Latina, atende cerca de 1,5 mil clientes como Ambev, Cielo, GPA, Vivo e Renner. A empresa vem dobrando de tamanho ano a ano e pretende manter esse ritmo em 2022.

A Gupy tem hoje o Portal de Vagas, onde são publicadas 20 mil vagas por mês, tendo uma base de dados tem 22 milhões de cadastros. Registrando 6 milhões de novos cadastros. Por ser uma empresa nativa digital, a empresa aplica a ferramentas ágeis como squads para inovar seus produtos e serviços. Além disso, como forma de ajudar a implementar as novas metodologias para tornar o RH ágil, a Gupy desenvolve conteúdos exclusivos sobre o tema

Deseja aprofundar seu conhecimento sobre o tema para remodelar o modelo de negócio e tornar sua organização ágil? Veja nossos cursos online.

 

Mindset Exponencial

Como desenvolver o mindset exponencial nas organizações?

Para adaptar o modelo de negócio em um mundo cada vez mais desafiador, que se atualiza rapidamente, precisamos desenvolver uma nova forma de pensar, ou um mindset exponencial. Esse tipo de mentalidade tem se mostrado adequada para que as organizações acompanhem as necessidades que enfrentam.

De acordo com o CEO da Shift Thinking, Mark Bonchek, em um artigo na Harvard Business Review, atualmente os negócios precisam ser delineados a partir da capacidade de se criar valores exponenciais. E, sendo assim, apropriar-se do mindset exponencial é o que faz a diferença para uma empresa. 

O fator abre caminhos para a inovação e permite que as organizações acompanhem efetivamente esses novos modelos de se fazer negócios. O contexto atual exige dos profissionais habilidades para superar os obstáculos e adequar-se às mais variadas situações e assuntos. 

Para implementar esse tipo de mentalidade na cultura organizacional, primeiro é necessário entender o conceito do mindset exponencial e como desenvolvê-lo nas organizações. 

O que é mindset exponencial?  

Para compreender melhor o conceito de mindset exponencial podemos pensar em uma analogia com uma linha curva crescente. Imagine que, uma empresa em constante crescimento teria um gráfico com uma linha reta, subindo de forma incremental.  Nem sempre vai muito alto, às vezes sim, mas sempre gradativamente

O mindset exponencial é decorrente da função exponencial e cresce na potência. Por exemplo, 2 na potência 1, 2 na potência 2, 2 na potência 3 e, assim, sucessivamente. O resultado é uma curva ascendente. Mark Bonchek comenta que essa curva permite saber que há um caminho a ser explorado mas não necessariamente enxerga o que existe à frente. 

Sendo assim, uma empresa com essa cultura possui confiança o suficiente para se arriscar no desconhecido e desbravar novos mercados, permitindo com que o planejamento estratégico considere cenários prospectivos e almejados. Diferente de uma previsão estática e linear que estamos acostumados a ver no nosso dia a dia.

Dessa forma, o mindset exponencial estimula uma visão ambiciosa para a empresa, de forma global, exigindo não apenas ações, resoluções e melhorias pontuais, mas mudanças que fazem a empresa alcançar resultados significativos. 

Diferenças entre mindset exponencial e incremental

O que chamamos de mindset incremental ou linear é a forma de agir, onde mudanças acontecem em escala de 1:1.  Ele propõe melhorias nos produtos, serviços e processos sem o uso de tecnologias que impulsionam o crescimento. São pautadas por modelos que consideram o crescimento somente quando conseguem dobrar os seus ativos.

O mindset exponencial considera a tecnologia como aliada. Tecnologias exponenciais dobram sua capacidade a cada 12 a 24 meses. Por isso conseguem crescer sem necessariamente dobrar seus ativos. Com isso, é possível atingir novos patamares de resultados que de uma forma linear não seria possível. Por exemplo: uma tecelagem para dobrar a sua produção tem que dobrar a sua capacidade fabril, com o dobro de máquinas. Por sua vez, uma plataforma digital de e-commerce pode atender o dobro de clientes sem mudar sua estrutura. 

Como funciona o mindset exponencial?

O mindset exponencial atua de diferentes formas a depender do momento em que a empresa se encontra. Para isso precisamos ampliar o suporte da tecnologia que dá base aos processos e serviços oferecidos. Questões como a digitalização e revisão dos processos, adotar metodologias ágeis, rever a forma de liderar promovendo protagonismo entre os colaboradores, são algumas atitudes que podem ser adotadas. 

Ao se considerar mudanças no modelo de negócio para o exponencial, precisamos ampliar a transformação digital para dar suporte às novas demandas e assim criar novas experiências tanto para os colaboradores como para os clientes.  

O pensamento exponencial acelera as mudanças e abre novas possibilidades de gerenciamento, tanto de pessoas como de processos. Precisamos ter suporte da tecnologia para que isso aconteça. Mas precisamos também dar suporte emocional para que as pessoas possam acompanhar essa evolução e saber que tecnologia é apenas um meio. Empresas são feitas por pessoas. 

Você se interessa por esse tipo de conteúdo e acredita que essa forma de pensar pode ser aplicada na cultura da sua empresa? Entre em contato comigo e saiba como desenvolver uma liderança inovadora para implementar o mindset exponencial na sua organização. 

 

Liderança Propósito

Como o senso de propósito da liderança impacta o desenvolvimento das organizações?

Líderes inspirados pelo senso de propósito constroem organizações fortes e desafiam seus colaboradores a crescerem e evoluírem a partir deste propósito. Além de estimularem relações saudáveis e fortalecerem o protagonismo das pessoas para tomada de decisões que impactem positivamente. 

Esse tipo de liderança alavanca relações de confiança no contexto organizacional, disseminando a ideia de que ter um trabalho significativo é tão importante quanto fornecer um produto ou serviço de qualidade para o cliente. 

A intenção do trabalho, de uns anos para cá, não é mais apenas garantir a subsistência. Essa é sim uma parte essencial e guia de todo bom empregador, mas, em essência, o propósito pessoal de cada colaborador precisa se manter conectado com o propósito da organização. Criando, assim, o senso de pertencimento de todos que colaboram para a construção de objetivos em comum. 

Essa conexão entre o propósito e o trabalho exige das lideranças que se encare novos desafios para que as condições de trabalho na empresa permitam o maior engajamento dos colaboradores. 

Quando valores, visão e missão da empresa estão alinhados com o que os colaboradores também acreditam, as chances de maior engajamento e qualidade de entregas cresce exponencialmente.  

Por que atuar com propósito?

Cada vez mais as pessoas têm procurado por objetivos reais nas organizações onde trabalham que vão além de apenas mero foco em resultados. O resultado deve chegar e acontecer por uma razão em comum. Isso se enxerga ainda mais intensamente em novas gerações que se preparam para o mercado de trabalho! 

Os chamados “geração Z”, cada vez mais, exigem que as empresas se posicionem sobre causas, além do que consomem, acompanham e divulgam instituições e influenciadores a partir de questões que acreditam. A maioria das decisões passa a ser tomada com essa visão de futuro que é, de certa forma, mais solidário. 

O senso de propósito não pode ser visto apenas como um ponto solto na construção da missão de uma empresa e suas lideranças. Mas sim, fazer parte da cultura organizacional e das lideranças em torno de um objetivo em comum

Trabalhar em prol de algo maior 

Os colaboradores tendem a ficar muito mais criativos, engajados e desenvolvidos quando esse sentimento de propósito é estimulado e cultivado. Inova-se mais, assume-se mais riscos e abrem-se caminhos para novas possibilidades e futuras lideranças, em construção. Tudo isso por conta do sentimento de que tudo o que é feito no dia a dia de trabalho é em prol de algo maior, que são justamente os “benefícios” à sociedade pelos resultados positivos gerados pela empresa

Quando as pessoas percebem seu propósito pessoal conectado ao propósito organizacional, gera um resultado de impacto direto e significativo do seu trabalho no mundo e tendem a apresentar comportamento e desempenho superiores. Engajados, investem esforços e iniciativas no sucesso da organização, cultivam o senso de pertencimento, têm entusiasmo, paixão e energia pelo trabalho que desenvolvem. 

Como desenvolver senso propósito na liderança?

Os líderes são como “modelos a serem seguidos”, afinal se chegaram até aquela posição foi  provavelmente porque possuem muito a contribuir e a construir junto com todo o restante do time. Sendo assim, esses líderes, quando engajados com o propósito da empresa, podem influenciar positivamente seus liderados.

Líderes demonstram com ações

Bons líderes possuem uma tendência natural a demonstrar na rotina de trabalho, atitudes e formas de pensar que denotam um apoio e seriedade no cumprimento das metas pelo “propósito” — que é o coração da empresa! 

Quando esse exemplo ocorre de forma natural, outros colaboradores e liderados são levados a contribuir para que tais metas sejam atingidas e que a missão seja cumprida. 

Desenvolvendo colaboradores

Além do propósito da empresa estar muito bem estruturado na cultura de todos que trabalham ali, é essencial que a empresa forneça formas de os colaboradores encontrarem seus próprios propósitos pessoais. Por que causa vale a pena trabalhar? Como essa causa se correlaciona com a causa e meta abraçadas pela empresa? 

As respostas para essa pergunta só são respondidas a partir de planos de desenvolvimento individual dos liderados para que todos passem a ser autônomos e donos de suas próprias “razões”. Fazendo com que compreendam, não apenas onde e porque querem chegar a determinado ponto na carreira, mas também em como fazer isso na empresa onde estão trabalhando.  

Criatividade e inovação

Outro ponto bastante importante para se atentar é de que a criatividade e espaço para inovação precisam ser incentivados entre todos os colaboradores da empresa, não apenas entre a liderança. Isso porque, ao sentir que possui espaço para criar sem medo de ser “julgado”, o colaborador trará soluções inovadoras para problemas que surjam no dia a dia. 

De acordo com o escritor Stephen Denning, “a verdadeira linguagem da liderança deve parecer nova e convidativa, energizante e revigorante, desafiadora e ainda agradável, animada, espirituosa e divertida. Gera riso e energia. Os líderes com propósito mostram às pessoas que elas estão envolvidas em uma ótima conversa que abre novas vistas e horizontes mais amplos”.  

Sua empresa trabalha esse tema entre os colaboradores e na cultura organizacional? Se você se interessou e quer aprender ainda mais sobre o assunto, clique aqui e inicie o processo de mudança da cultura de sua organização rumo à inovação.

Comunicação

Comunicação e os processos organizacionais em tempos de trabalho remoto

O futuro do trabalho chegou e as tendências que estavam em curso foram aceleradas, impondo novas formas de trabalho, a exemplo do modelo híbrido. Diante desse contexto, gerenciar os colaboradores à distância se tornou regra e não mais exceção. Fator que desafia lideranças ao exigir maior liberdade, flexibilidade e autonomia nas relações de trabalho.

Em tempos de trabalho remoto, é essencial que as empresas adaptem seus processos, implementando novas estratégias e ferramentas que provoquem inovação, criatividade e dinamismo nos processos organizacionais, priorizando as pessoas no centro da estratégia corporativa. Para isso, é necessário aprimorar habilidades em comunicação, engajamento, envolvimento com metas organizacionais, performance e olhar humanizado. 

A comunicação é considerada elemento indispensável para o sucesso de uma organização, independentemente do segmento de atuação ou formato de trabalho adotado. Afinal, promover uma comunicação estratégica, contribui para manter o clima organizacional equilibrado, melhorar o ambiente de trabalho, elevar a produtividade, integrar e motivar a equipe e fortalecer a cultura da empresa. 

Por esse motivo, habilidades e competências como pensamento crítico, resolução de problemas complexos, liderança para inovação, inteligência emocional, empreendedorismo, criatividade e aprendizagem autodirigida são exigidas pelas organizações que buscam adaptar a cultura organizacional às novas formas de trabalhar.   

Assista ao Webinar Comunicação e Convivência Híbrida para ficar por dentro das boas práticas e ferramentas para construir uma comunicação saudável e eficaz de equipes remotas.  

Adaptando a comunicação às novas formas de trabalho

A comunicação organizacional é considerada ferramenta estratégica para promover a geração de valor e aumento da competitividade da empresa no mercado. Portanto, deve ser priorizada para manter o engajamento e a produtividade dos colaboradores.

 Apesar da resistência em implementar o trabalho remoto por parte de algumas empresas devido ao distanciamento físico de tempo e espaço, melhorar a comunicação na equipe remota por meio do uso de canais de comunicação eficientes é crucial para gerenciar equipes em trabalho remoto ou híbrido. 

Existem diversas ferramentas disponíveis para manter a comunicação fluida, facilitando a estruturação dos processos organizacionais para garantir a produtividade desejada pela empresa. Também é de fundamental importância que as empresas compreendam e se organizem para atender às novas demandas, de forma que se tornem mais atrativas e obtenham maior engajamento de seus times. 

A pesquisa Work Trend Index revelou que o formato de trabalho adotado pelas empresas impacta diretamente na escolha dos profissionais por ingressar e permanecer nela. Nesse sentido, implementar o trabalho híbrido torna-se fundamental para aquisição e retenção de talentos. 

Para evidenciar a importância de adaptar a comunicação, bem como os processos organizacionais aos novos formatos de trabalho, destacamos dados relevantes sobre as principais tendências do futuro do trabalho.   

  • Pesquisa Work Trend Index: 2021 Annual Report aponta que mais de 70% dos trabalhadores querem que as opções flexíveis de trabalho remoto sejam mantidas pós-pandemia.
     
  • A pesquisa global “Revolução das Competências”, do ManpowerGroup, aponta que 66% dos líderes de RH no Brasil priorizam a saúde e o bem-estar dos colaboradores.
  • Mais de 65% da equipe do Trello é remota, o que significa que o uso da tecnologia para integrar as equipes e manter a produtividade no trabalho é parte importante de uma cultura organizacional prioritariamente remota, auxiliando na comunicação assíncrona de ideias e tarefas. 

Comunicação e convivência híbrida

Ao adotar novos formatos na maneira de trabalhar, promover uma comunicação empresarial eficaz possibilita que todos compartilhem da mesma visão e valores mesmo diante de um contexto em que a convivência híbrida é inevitável. 

Assim, ocorre um alinhamento de propósito em que todos conseguem obter total clareza sobre a direção em que devem seguir, saber exatamente onde a organização quer chegar, e compreender a importância de suas próprias atribuições. 

Nesse sentido, a comunicação estratégica contribui para a construção de uma cultura de confiança e flexibilidade, proporcionando ambientes de trabalho seguros e saudáveis que estimulam o trabalho fluído e colaborativo.  

Assista ao WEBINAR | Estratégias ágeis com times de alto desempenho para compreender a importância de aplicar as metodologias ágeis como aliadas à cultura de inovação das organizações.

Boas práticas para aperfeiçoar a comunicação empresarial em tempos de trabalho remoto:

Estabeleça relação de confiança com os colaboradores: A comunicação empresarial tem papel fundamental na construção de relações de confiança no ambiente de trabalho, proporcionando autonomia dos colaboradores, independente do formato de trabalho adotado.

Construa um mindset colaborativo: o mindset colaborativo deve estar no centro da estratégia corporativa. Líderes devem proporcionar as condições necessárias para todos estabelecerem relações de confiança para que as equipes se conheçam, partilhem histórias, virtudes, valores e talentos. 

Desenvolva a escuta ativa: Ouvir atentamente os membros do time é a maneira mais eficaz de melhorar os processos e manter a competitividade do negócio. A empatia organizacional só é possível com uma comunicação personalizada e eficiente.

Adote ferramentas adequadas para uma comunicação empresarial efetiva: a tecnologia é aliada da comunicação empresarial pelo fato de otimizar as interações. Adote ferramentas ou métodos que indiquem os resultados das atividades realizadas pela sua equipe, assim é possível manter o foco na meta do negócio.

Promova a cultura do trabalho prioritariamente remota: o modelo de trabalho híbrido deve se tornar o padrão. Assim, os colaboradores se sentem capazes de realizar seu trabalho com sucesso de qualquer lugar.   

Adaptando os processos organizacionais às novas formas de trabalho

Assim como a comunicação precisa adaptar-se às novas formas de trabalho, os processos organizacionais também passam por profundas transformações. Toda empresa estipula os processos organizacionais, visando garantir o melhor desempenho da organização. 

No contexto atual de mudanças exponenciais, adaptar hábitos antigos ao novo contexto corporativo exige o compartilhamento e troca de informações, fatores cruciais para promover melhorias contínuas por meio da identificação, documentação, análise e monitoramento dos processos organizacionais. 

A boa notícia é que não faltam ferramentas de comunicação e soluções colaborativas para aproximar as equipes remotas e mantê-las sempre conectadas, como o Trello, a plataforma de reuniões online Zoom e o hub de colaboração Microsoft Teams. 

Desse modo, para sobreviverem e tornarem-se mais atraentes no cenário atual, as empresas precisam valorizar procedimentos de comunicação mais integrados entre as diversas pessoas e diferentes fatores sociais que compõem a organização. Por esse motivo, é de fundamental importância que a empresa fortaleça as relações com os principais stakeholders por meio de uma comunicação estratégica, visto que a dinâmica social tem sido profundamente alterada pelos novos tempos. 

Boas práticas para aperfeiçoar os processos organizacionais em tempos de trabalho remoto 

Mapeie os processos organizacionais: ao mapear os processos organizacionais é possível identificar gargalos e promover melhoria contínua dos processos. 

Difunda metodologias e boas práticas organizacionais inovadoras: implemente metodologias inovadoras na rotina organizacional para melhoria dos processos.

Desenvolva uma cultura baseada em resultados: esse tipo de cultura é a mais adequada para uma equipe em trabalho remoto ou híbrido. Definir os principais indicadores de desempenho (KPIs) e os objetivos e principais resultados (OKRs) pode fornecer aos funcionários que trabalham, tanto no escritório como no modelo remoto, a visibilidade necessária sobre quais devem ser as prioridades para alcançar melhores resultados. 

Promova integração entre áreas: o novo contexto empresarial exige que as empresas implementem novas formas de trabalho, como a organização de equipes por squads para aumentar a colaboração e garantir mais celeridade aos processos.

Utilize ferramentas de gestão para otimizar os processos: gestores e líderes ágeis implementam hábitos e processos produtivos para a equipe, que permite flexibilidade e auto-organização. A iniciativa contribui para otimizar os processos, assim como gerenciar melhor as tarefas do time e manter uma comunicação fluida e eficiente. 

Quais práticas sua organização tem adotado para adaptar a comunicação e os processos organizacionais em tempos de trabalho remoto? Compartilhe nos comentários.