Novos rumos para a inovação: qual o futuro das empresas?

Falar de inovação atualmente virou um chavão assim como nos anos 80 o foco era a qualidade, passando nos anos 90 para os processos. Se acessarmos o Google surgem para o termo em português  18 milhões e se ampliarmos para o termo em inglês aparecem em torno de 318 milhões de citações. Diante desse cenário quais são os novos rumos da inovação?  Consideramos que inovação é um fenômeno social que acontece dentro de uma rede de valores, coproduzida entre parceiros, clientes, fornecedores e em sintonia com uma proposta de valor que atenda a todos os interessados e que promova faça sentido para as pessoas. Muitos consideram apenas a inovação tecnológica quando relacionada a produtos ou processos.

Mas a cada dia outros tipos de inovação surgem relacionados a novos modelos de negócio, novas formas de gestão ou marketing.  Ducker afirma que a inovação é o meio pelo qual o empreendedor cria novos recursos para gerar riqueza. E no campo econômico, a sobrevivência das organizações está diretamente relacionada a sua lucratividade.  A forma que podemos gerar maior lucratividade considerando a inovação é avaliar e aplicar novos modelos de negócios em uma organização. Modelos de negócios é a representação dos processos de uma empresa de como esta oferece valor aos seus clientes, obtém seu lucro e se mantém de forma sustentável ao longo do tempo.

Novos rumos para a inovação e Business Model Canvas

Uma das metodologias mais utilizadas hoje em dia para a criação de modelos de negócios inovadores é o Business Model Canvas, de Alex Osterwalder. A utilização correta dessa metodologia tem auxiliado muitas empresas a inovar. O termo modelo de negócio é muito recente. Na literatura ele surge nos idos de 1990 ganhando força a partir de 2005 quando o modelo “canvas” ganha o mundo após a produção de um livro em co-criação com 470 pessoas ao redor do planeta. Por ser de fácil utilização, as empresas “startups” situados no Vale do Silicio nos Estados Unidos foram as precursoras no uso desta metodologia que rapidamente passou a ser incorporadas em grandes organizações.

Estamos abordando este tema nos Workshops sobre Modelos de Negócios Inovadores cuja proposta será apresentar ferramentas que por meio de um processo colaborativo que auxiliem pessoas e empresas a encontrar o caminho da inovação. Verifique a próxima turma que acontecerá ou proponha a realização em sua cidade. Queremos disseminar este conceito em todo o Brasil.

(artigo originalmente publicado no Diário Catarinense em 11/3/2013, autoria de Maria Augusta Orofino)

Social Good Brasil, Festival de Ideias e Pequenas Apostas

Semana passada aconteceu o evento Social Good Brasil, nos dias 6, 7 e 8 de Novembro, coordenado por nossa amiga e parceira Fernanda Born Sá, proprietária da Clear Educação & Inovação, nossa parceira na realização dos workshops de Modelos de Negócios Inovadores. Aproveitamos para informar que restam poucas vagas para a próxima turma, que acontece dias 23 e 24 de Novembro de 2012, em Florianópolis.

O Social Good Brasil foi mais que um evento, é um movimento, que permeia o tema de como podemos usar as tecnologias para a transformação social. Nos três dias, cerca de 1.200 pessoas passaram pelo evento, que teve 33 painelistas e palestrantes nacionais e internacionais. Além do público presencial, foram 9.426 acessos pelas transmissões ao vivo pela internet, sendo 7.958 acessos na transmissão em português e 1.468 em inglês.

Se você ainda não conhece o projeto, convidamos a acessar o site http://socialgoodbrasil.org.br/ e a curtir a fanpage http://www.facebook.com/SocialGoodBrasil e você pode visualizar um resumo na apresentação abaixo.

 

Nossa participação, BMGenBrasil, no evento, aconteceu em dois ótimos momentos:

A Guta Orofino foi painelista no tema Ambientes de inovação social, discutindo os requerimentos e necessidades para a criação de um ambiente propício para a inovação, além de receber muitos elogios como reconhecimento do excelente trabalho que tem realizado para Florianópolis e para o estado de Santa Catarina.

 

 

 

 

 

O segundo momento aconteceu durante o Festival de Ideias. O Festival de Ideias é um projeto coordenado pelo Centro Ruth Cardoso e tem como objetivo criar uma plataforma onde empreendedores dão ideias, cocriam soluções com parceiros, clientes e outros empreendedores. Acontece o Festival de Ideias em um evento presencial de cocriação, a fim de tornar essas ideias em projetos reais. Se você não conhece convidamos a acessar o site https://socialgoodbrasil.org.br/postagens/blog/festival-de-ideias e inscrever suas ideias, cocriar sobre as existentes e inovar. Atuamos na curadoria, auxiliando os empreendedores a criarem seus modelos de negócios utilizando o Canvas.

Alguns momentos registrados durante os 3 dias do Festival de Ideias, que contou com a presença surpresa do tenista Gustavo Kuerten na entrega da premiação. Todas as ideias receberam prêmio e ficamos muito felizes em ajudar na construção de novos empreendimentos sociais.

Para encerrar o post de hoje tivemos o prazer de estar durante o evento com Peter Sims, autor do livro Little Bets (Pequenas Apostas), que em seu livro descreve a importância da realização de pequenas apostas, como forma de inovar nos negócios, utilizando o modelo mental promovido pelo design thinking.

 

 

Plano ou Modelo de Negócio? O que você precisa em sua estratégia?

” Planos são inúteis, mas o planejamento é tudo” Dwight Eisenhover (Presidente dos EUA 1948-1953). Esta frase de Dwight tem um contexto que nos chama atenção. Diz que os planos não fazem sentido, mas foi isso que sempre fomos ensinados a fazer, ou melhor dizendo, a pensar e criar, quantas reuniões para criar planos no início do ano chegamos a participar, divisão de números, metas,previsões e muitas certezas. Será que estamos errados em continuar a pensar desta forma nos dias de hoje? Será que precisamos de um plano ou de um modelo de negócio?

É esta reflexão que gostaríamos de fazer com este post (enriquecido por discussões em sala de aula ou por requisições de padrões de plano de negócio que recebemos pelo nosso site), dentro desta dialética citada no título: Plano ou Modelo de Negócio ?

Vamos recapitular as definições de plano e modelo de negócio

Plano de Negócio (como definido pelo Sebrae) – O plano de negócios do seu empreendimento é o projeto de sua empresa, no qual cada uma das questões anteriores será esmiuçada, estudada, compreendida e dominada, para que você seja hábil o suficiente para tomar decisões acertadas como empresário.

Um plano de negócios então pode ser entendido como um conjunto de respostas que define o produto ou serviço a ser comercializado, o formato de empresa mais adequado, o modelo de operação da empresa que viabilize a disponibilização desses produtos ou serviço e o conhecimento, as habilidades e atitudes que os responsáveis pela empresa deverão possuir e desenvolver.

Em geral pode ser concretizado em um documento, que tem entre 60 a 100 páginas descrevendo em detalhe tudo que se imagina sobre o futuro do negócio.

Modelo de Negócio (por Alexander Osterwalder)– descrevem a lógica de como uma organização cria, captura e entrega valor.

Em geral as pessoas tem entendido como somente o Canvas, que é uma ferramenta,
criada em 2010, para descrever e ajudar as organizações a mapear seu modelo de negócio. Uma descrição mais detalhada de quando surgiu e suas representações vocês podem ler mais aqui.

Qual dos dois é o melhor?

Para tentar responder, gostaria de apresentar (ou recapitular para alguns, pois é um termo comum para que tem estudado e trabalhado com inovação e formas de pensar como design thinking) um conceito denominado problema/solução, pode-se afirmar que não existe somente um problema e somente uma solução e sim contextos e complexidades que precisamos entender melhor e fazer escolhas dentro das possíveis soluções (esse é o design mindset,uma forma de pensar mais abrangente).

Quando temos muita certeza do mercado (situação problema) que estamos considerando atuar o plano de negócio (solução) talvez faça sentido, pois tudo, ou quase tudo, é previsível, pois conhecemos bem os produtos que vendemos e os clientes que servimos.

Mas será que todas as certezas que temos são suficientes para gerar os resultados que esperamos ? Será que seremos inovadores ? Quantas variáveis estão em jogo no momento que seu cliente (empresa ou consumidor) decide pela compra de seu produto e/ou serviço ?

O desconhecido, o incerto (situação problema) é uma característica de um novo empreendimento, seja ele uma start-up ou uma nova unidade de negócio (principalmente com produtos novos em novos mercados), mas este tipo de contexto tem se expandido para qualquer tipo de organização (vide questionamentos citados antes), pois  é senso geral de que tudo está ficando mais complexo e incerto, por isso “planejamento é tudo”, com ferramentas ágeis (solução).

Neste novo contexto que vivemos precisamos nos adaptar e por isso a leitura do negócio pelo Canvas (solução) têm sido usada como ferramenta, para inovar e se diferenciar (lembrem-se, somente o produto  já não é mais suficiente). Ela traz agilidade e leva a organização a desenhar de forma muito rápida a situação atual, assim como desenhar novos modelos.

O foco que  devemos ter portanto é no ato de planejar!

Planejar=entender+desenhar+experimentar+aprender+ajustar,ou seja, buscar de forma constante descobrir novas formas de se fazer negócio, de resolver problemas reais, algo cíclico e contínuo, de teste de hipóteses, através de experimentos com os clientes.Transformar as hipóteses em fatos!

Quer um exemplo do que significa entender o negócio (atual ou aquela idéia de empreender), não importa de que ramo ? Imprima o Canvas e faça o exercício, em pouco tempo você conseguirá:

1) Enxergar sua Proposta de Valor (problema dos seus clientes você ajuda a resolver). Tem dificuldade ? Faça uma frase do tipo => Sua ação/benefício+ação do cliente+objeto da ação+contexto e cole no post-it. Exemplo: Facilito o exercício de encontrar novas formas de pensar no contexto de inovação. Mais ajuda você encontra aqui;

2) Ter um visão de quais atividades-chave devem ser focadas para que seu cliente entenda e enxergue melhor sua Proposta de Valor;

3) Construir uma visão sistêmica sobre quais os blocos críticos para funcionamento do negócio;

4) Criar um linguagem comum e visual (“imagem valem mais que mil palavras”);

5) Cria um ambiente de colaboração  fruto do exercício;

6) Uma segmentação mais clara de clientes;

7) Uma definição de quais ações de Relacionamento com Cliente deve existir em cada canal;

e se preparar para a nova fase de desenho com insights do tipo:

9) Depois de perceber qual a Proposta de Valor no conceito de tarefas que seu cliente tenta realizar abrir novas possibilidades de novas soluções (Exemplo: a Nike vende tênis ou ajuda às pessoas a serem mais saudáveis, podendo alcançar este objetivo com a venda de tênis e marcadores de passos, que conecta automaticamente com a internet através do smartphone para acompanhar os treinos e compartilhando com seus amigos, convidando-os para que façam o mesmo);

10) Buscar novas formas de vender o mesmo produto em outros canais para novos segmentos de mercado. Um exemplo bem interessante é a empresa 24x7cultural, que trouxe  acesso facilitado à leitura de livros em algumas estações do metrô em São Paulo, para um segmento que não tinha costume de entrar em livrarias tradicionais, inovando também na questão de fontes de renda, utilizando a forma de “Paga quanto acha que vale”;

E o mais importante:

Uma forma mais dinâmica para testar novas hipóteses de inovação (se compararmos ao plano de negocio), já que o que todos desejamos é ter agilidade, gastando o menor recurso possível (tempo e dinheiro);

Segundo o empreendedor americano e professor em Stanford Steve Blank: “O Plano de Negócio não sobrevive ao primeiro contato com o cliente”. Eu como empreendedor já falhei por não testar as hipóteses logo no início!

Cabe a cada um analisar qual se adequa melhor ao contexto, qual te ajuda melhor em sua tarefa de inovar!

Tem alguma experiência que queira compartilhar, deixe seu comentário.

Até o próximo post !