Ambidestria Organizacional

Ambidestria organizacional: qual o caminho para a excelência organizacional

Ambidestria organizacional é a habilidade necessária para encarar as mudanças exponenciais como oportunidade, e não ameaça. Organizações ambidestras possuem a capacidade de aliar a inovação à excelência operacional, direcionando seus esforços na busca por soluções realmente disruptivas para alcançar eficiência nos negócios. 

Para implementar uma gestão ambidestra, é preciso mais do que inovar. É necessário adaptar o modelo de negócio, incorporando estratégias inovadoras ao mesmo tempo em que se promove melhoria contínua dos produtos, serviços e processos já instituídos, buscando a eficiência operacional para manter a competitividade no mercado de atuação. 

Adotar a mentalidade de uma empresa ambidestra demonstra a evolução de mindset e cultura voltada para a inovação. Para que a estratégia seja bem-sucedida é importante garantir que toda a organização esteja alinhada a esse propósito.

Assim, a gestão de processos e a inovação atuam de forma simultânea e complementares. A estratégia ambidestra permite que inovações disruptivas e inovações incrementais coexistam e se complementem. Prática conhecida no mercado como equilíbrio de dois opostos, exemplificados pelos termos em inglês exploitation e exploration. Por um lado, o foco está em gerenciar a eficiência e o crescimento do modelo de negócio atual (Exploit), ao mesmo tempo em que são ágeis, criativas e adaptáveis para explorar novas oportunidades para continuar relevante no longo prazo (Explore).  

O que é ambidestria organizacional?

O conceito de ambidestria organizacional tem sido cada vez mais difundido em empresas que passam por uma jornada de transformação cultural para a inovação. Ao implementar a gestão ambidestra, passam a conciliar tanto a inovação incremental como a disruptiva para alcançar a eficiência dos processos, testando novos modelos de negócio e processos inovadores para adaptar-se às mudanças em ritmo acelerado ao mesmo tempo em que o modelo de negócio tradicional é fortalecido. 

Para isso, é necessário promover uma liderança inovadora e uma cultura organizacional ambidestra que estimule tanto a eficiência operacional como a inovação e criatividade, com foco nas pessoas. Afinal, somente uma liderança ambidestra possibilita aliar a excelência operacional e inovação, mantendo um olhar crítico para atender as necessidades do presente, sem deixar de estar preparada para lidar com a complexidade do futuro. 

Assista ao Webinar Organizações Ambidestras, com a participação do Prof. Dr. Hélio Matos, para aprofundar o conhecimento sobre ambidestria organizacional, bem como conferir exemplos práticos. 

O Magazine Luiza é uma das marcas citadas durante o webinar pelo fato de ter a inovação em seu DNA. Faz parte dos preceitos do Magazine Luiza, desde sua fundação, a necessidade constante de inovar, renovar e, principalmente, valorizar as pessoas, sejam clientes, colaboradores ou fornecedores.

De uma pequena loja de presentes em Franca (SP), transformou-se em uma das líderes do varejo nacional. Atualmente, a empresa está investindo na compra de startups de diferentes segmentos, com a aquisição de 21 empresas nativas digitais em 18 meses. 

Estratégia adotada para destacar-se como referência na digitalização do varejo. Dessa forma, além de inovar para que o consumidor possa encontrar tudo o que precisa dentro do aplicativo, a empresa mantém a excelência dos serviços para garantir uma entrega final mais eficiente de seus produtos e serviços. Escolha acertada, já que as vendas nos canais digitais representam 70% da receita do negócio.

Modelos de ambidestria organizacional

Além de compreender o que é ambidestria organizacional e como colocá-la em prática, também é preciso entender que existem diferentes caminhos para implementá-la. Estes dependem do modelo de negócio de cada empresa, mercado de atuação, design organizacional e do momento econômico e também do seu estágio de desenvolvimento.

Há três diferentes modelos de gestão que podem ser adotados ao aplicar a estratégia de ambidestria organizacional. Conheça cada um deles e identifique qual é o mais indicado para o seu negócio. 

Ambidestria Estrutural

Nesse modelo, duas equipes trabalham separadamente, uma delas focada em garantir a eficiência operacional e a outra voltada à inovação. Com a consolidação das novas formas de trabalho, a divisão dessa estrutura pode ser entre diferentes squads (departamentos/grupos) da empresa. 

As equipes, voltadas para as unidades de eficiência e inovação, atuam de maneiras diferentes e são lideradas de acordo com o objetivo final de cada área. Essa divisão demarcada é uma das iniciativas que permite que duas realidades consideradas opostas coexistam de forma saudável na empresa. 

Ambidestria Cíclica

Na Ambidestria Cíclica, a principal característica desse é a definição dos períodos em que cada projeto será priorizado. Assim, inovação e excelência receberão total atenção em momentos diferentes

Uma única equipe trabalha focada em inovação durante um período determinado, depois muda o foco para a excelência operacional durante um período definido. Formando assim, um ciclo de processos por um período de tempo determinado. 

Esse processo, diferente do anterior, exige ainda mais maturidade do time como um todo. Isso porque, pode ser bastante desafiador fazer a transição entre modelos de gestão a cada troca de ciclo. Por outro lado, nessa forma de ambidestria corporativa os funcionários tendem a ter mais interação entre uns e outros.

Ambidestria Simultânea

Esse modelo de gestão mais dinâmico, exige que os colaboradores sejam capazes de entender e exercer ambas as partes de maneira simultânea. Nesse modelo, não há divisão de equipe. Todos são responsáveis por manter os processos tradicionais enraizados ao mesmo passo em que buscam a inovação. 

Para isso, é preciso que os profissionais envolvidos conheçam bem as rotinas e processos da empresa, estejam constantemente informados, estudando melhorias e testando novos produtos e serviços. Tudo isso sem deixar de lado a qualidade nas entregas obrigatórias e de rotina.

É importante no processo de implementação da ambidestria organizacional contar com lideranças inovadoras preparadas para garantir investimento em inovação, sem comprometer os resultados esperados.

A ambidestria organizacional é uma demanda do mercado atual. Sua empresa está pronta para adotar esse modelo de gestão inovador? Conheça o Workshop In Company “Liderança Ambidestra e Inovadora” e implemente o modelo de ambidestria mais adequado ao seu negócio.

 

Lideranca Agil

Liderança ágil e inovadora: como desenvolvê-la nas empresas

O contexto atual torna urgente a necessidade de uma transformação organizacional para adaptar-se às mudanças exponenciais. Para isso, a mentalidade ágil deve integrar a cultura de uma organização para que os valores, princípios e práticas do Manifesto Ágil estejam integrados à rotina. Dessa forma, a gestão tradicional focada no comando e controle abre espaço para uma liderança ágil e inovadora.  

Um líder inovador possui competências essenciais para manter os colaboradores motivados e alinhados com o propósito da organização, como empatia, resiliência, escuta ativa, adaptabilidade e flexibilidade. Além disso, precisa atuar em um ambiente que propicie segurança psicológica, gerando confiança necessária para proporcionar autonomia nas relações de trabalho

Para desenvolver uma liderança ágil e inovadora, não basta apenas capacitar os profissionais a implementarem ferramentas, como o Design Thinking e o Scrum, por exemplo. A iniciativa exige que a organização inicie a jornada ágil rumo à inovação. 

O livro “Liderança para a inovação — como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações” do qual sou uma das autoras, aborda a transformação cultural necessária para promover a inovação nas organizações. Desde habilidades e processos que precisam ser incorporados na cultura organizacional para promover essa mudança até exemplos de modelos de negócios inovadores e como as organizações estão se adaptando ao novo contexto exigido nos dias atuais. 

Uma liderança inovadora trabalha para que os colaboradores atuem em duas frentes:

  • Inovação

A inovação contribui para que os colaboradores possam ser criativos, colaborativos, engajados, estejam dispostos a correr riscos e tenham autonomia para procurar soluções alternativas para a resolução de problemas, além de abraçar a experimentação de novas ideias.

  • Processual

A equipe tem mais aderência às regras e aos processos, está disposta a correr riscos. Além de estar focada em atingir objetivos claros e específicos que levem à eficácia operacional. 

Clique aqui e veja um infográfico sobre Agilidade e Inovação na Liderança. 

 

Características de uma liderança ágil e inovadora

  • Foco nas pessoas

Uma gestão humanizada preocupa-se com o bem-estar das pessoas nas relações de trabalho acima dos resultados. Dessa forma, está engajada em formar equipes de alta performance, gerando maior eficiência aos processos organizacionais, sem negligenciar a qualidade de vida dos colaboradores.  

  • Segurança psicológica

Lideranças inovadoras encorajam seus colaboradores a pensarem diferente, fornecer condições para tal e estimulam a experimentação. Para isso, é importante criar um ambiente de trabalho seguro que contribui para que os mesmos sintam-se confortáveis em compartilhar suas ideias, sem receios.

  • Colaboração 

O papel da liderança inovadora está em encorajar e orientar os colaboradores a evoluírem na direção da colaboração para alcançar os objetivos definidos. Afinal, inovação se faz com pessoas! Por esse motivo, uma liderança ágil e inovadora deve exercitar o olhar para o quanto a co-criação é muito mais potente do que a individual. Nesse sentido, compartilhar conhecimento e informação de forma transparente deve ser o princípio da cultura organizacional. 

  • Senso de propósito

Líderes inspirados pelo senso de propósito influenciam positivamente seus liderados, estimulando relações saudáveis e o fortalecimento do protagonismo das pessoas para tomada de decisões estratégicas.

  • Empatia

Uma liderança inovadora preocupa-se em trabalhar a inteligência emocional para compreender as pessoas e situações complexas da rotina organizacional, estimulando a comunicação aberta, clara e síncrona entre o time. 

  • Cultura de feedback ágil

Líderes ágeis e inovadores criam ciclos de feedbacks constantes e se auto avaliam constantemente para que consigam encontrar formas de levar a equipe para outro nível. Implementar a cultura de feedback contínuo é relevante para que gestores acompanhem de perto os projetos, garantindo que os objetivos estejam alinhados e colocando os colaboradores em primeiro lugar. 

  • Engajamento de equipes remotas

Atualmente, para grande parte das empresas e seus colaboradores, qualquer lugar pode se tornar um escritório: tendo os equipamentos, conexão com internet e concentração necessários, o trabalho presencial passou a ser uma opção, não mais uma regra. Nesse contexto, uma liderança ágil e inovadora é essencial para manter sinergia entre empresa, gestores e liderados.

  • Compartilhamento de conhecimento

Líderes inovadores valorizam a troca para que a gestão do conhecimento dentro de uma organização seja mais rica e eficaz. Assim como também incentivam a diversidade ao priorizar a pluralidade de vozes para promover as mudanças necessárias no ambiente corporativo. 

Acesse o Checklist: Metodologias Ágeis para equipes de alta performance, desenvolvido a partir do Webinar realizado em parceria com a Feedz — plataforma que cria ambientes de trabalho mais felizes sobre o tema, para conhecer as metodologias recomendadas para formar equipes de alta performance e potencializar os resultados. 

 

Como desenvolver uma liderança ágil e inovadora nas empresas

O desenvolvimento de líderes inovadores é um aspecto essencial das organizações ágeis. Para incentivar que equipes e líderes estejam sensibilizados sobre a importância da cultura ágil, é preciso estabelecer um ambiente de trabalho criativo em todos os níveis da organização. 

Confira os pontos em comum das organizações ágeis:

  • objetivos comuns disseminados por toda a organização;
  • executivos, líderes e times capacitados;
  • decisões rápidas e aprendizagem constante;
  • líderes ágeis que estimulam colaboradores a assumirem protagonismo;
  • tecnologia integrada e essencial ao negócio.

Além desses pontos, as organizações devem investir ainda em outros aspectos que favoreçam um ambiente de trabalho criativo que impulsione a agilidade e, consequentemente, a inovação:

Colaboração e comunicação: é preciso estimular a colaboração e a troca de ideias para criação conjunta de soluções. 

Aceitação de novas ideais: os líderes devem incentivar o desenvolvimento e a exploração de ideias.

Liberdade: um ambiente criativo define objetivos claros para fornecer liberdade e direção para o entusiasmo dos colaboradores. 

Aceitação do risco: o risco é parte do processo criativo que visa produzir boas ideias. 

Reconhecimento: o reconhecimento por geração e desenvolvimento de ideias é importante para que a equipe sinta-se valorizada. 

Confiança: estimular um ambiente em que as pessoas sintam-se seguras é fundamental para que elas desenvolvam soluções inovadoras.

 

Quer desenvolver uma liderança ágil e inovadora na sua organização? Conheça palestras e workshops que ofereço para auxiliar empresas a implementarem a cultura criativa rumo à inovação. 

 

Líder Do Futuro

Líder do futuro: características que impactam na performance das organizações

O líder do futuro possui habilidades necessárias para absorver as mudanças complexas e adaptá-las para promover melhores resultados para a empresa mesmo diante de um cenário de incertezas em que inovar não é uma opção, mas essencial para a sobrevivência dos negócios.

Isso porque, o líder tem impacto decisivo sobre a performance das organizações, especialmente as que trilharam o caminho da inovação. Fator que exige um perfil de liderança que encare a imprevisibilidade e o dinamismo do mercado, apostando na mudança do pensamento e adotando um novo modelo de negócio. 

Uma liderança inovadora é um dos pontos essenciais para implementar a cultura de inovação nas organizações, visando descentralizar decisões e proporcionando autonomia nas relações de trabalho. O líder do futuro promove uma gestão baseada na competência e na confiança, afinal, descentralizar é reduzir tempo e ter visões diferentes sobre os processos empresariais.

Por esse motivo, cada vez mais, presenciamos a preferência por lideranças mais adeptas ao processo colaborativo da cultura ágil, melhorando assim o trabalho em equipe. O livro ‘Liderança para a inovação: como aprender, adaptar e conduzir a transformação cultural nas organizações’, reúne uma série de artigos de minha autoria que mapeiam desde as habilidades e os processos necessários para promover uma mudança cultural, passando pelos modelos de negócios e as adaptações das corporações ao contexto exigido nos dias atuais.

Confira o  Webinar do Lançamento do Livro “Liderança para Inovação” com o convidado Eberson Terra, reconhecido executivo com quase duas décadas de experiência na área de educação, tecnologia, processos e gestão de projetos.

Habilidades e competências da liderança do futuro 

Habilidades Interpessoais são essenciais para a liderança do futuro. Além do conhecimento técnico outra característica importante é desenvolver competências diferenciadas para lidar tanto com o fator humano, como também com cenários complexos. 

Além disso, o desenvolvimento de hard skills e soft skills é essencial para formar um líder do futuro. Afinal, habilidades humanas como criatividade, comunicação assertiva e equilíbrio emocional foram apontadas no Fórum Econômico Mundial como indispensáveis para potencializar os resultados dentro das organizações.

As habilidades e competências da liderança do futuro promovem um ambiente de trabalho mais harmonioso, fator que contribui para manter os liderados motivados, engajados e felizes.

Características do líder do futuro

Equilíbrio emocional: o líder responsável por resultados exponenciais tem uma postura equilibrada. O equilíbrio emocional é uma qualidade desse perfil, que precisa conviver diariamente com diversas pessoas, incentivando-as a dar o melhor de si.

Sem vaidade: o líder sabe dialogar com todos e está disposto a aprender. Não tem todas as respostas. Quem ocupa um cargo de liderança em uma empresa inovadora, está mais preocupado em se cercar de talentos do que saber tudo.

Encorajador: o líder do futuro aprende constantemente, pois incentiva seu liderado a buscar sempre mais conhecimento. Com uma equipe preparada, a liderança toma decisões com confiança. Além de encorajar o aprendizado, permite um ambiente livre para questionamentos, contribuições e feedbacks. Inclusive a sua gestão é passível de críticas, que devem ser consideradas e respondidas sempre. A liderança não está acima dos outros, pois o próprio desenho de hierarquia não existe em organizações inovadoras.

Saber delegar e confiar: o líder do futuro deve promover autonomia nas relações de trabalho com seus liderados. Para isso, é preciso saber delegar e confiar, inspirando confiança e garantindo que as relações de trabalho sejam saudáveis em uma via de mão dupla. 

Atento aos dados: informação é tudo! Os dados mostram problemas, tendências e oportunidades. O líder do futuro é um profissional que acompanha toda a movimentação de mercado e de consumo, mudanças de comportamento dos consumidores, tendências que surgem no exterior e que podem ser adaptadas para o seu país. A habilidade de enxergar novos caminhos é outra qualidade desse perfil de liderança.

Gestão humanizada e descentralizada: investe no desenvolvimento de habilidades comportamentais de suas equipes, criando um ambiente harmônico com relações saudáveis, alinhamento de propósito e engajamento das pessoas para assegurar tanto a eficiência operacional como a inovação e criatividade, com foco nas pessoas. 

Empatia e diversidade: o líder do futuro sabe se colocar no lugar do próximo e respeita às diferenças. Sabe perceber sua equipe, tem empatia (tanto em questões profissionais, quanto pessoais) e propõe direcionamentos de acordo com cada pessoa e situação.

Domina técnicas de resolução de conflitos: não é só de alegrias que vive o líder do futuro. O dinamismo dos negócios e a pressão por resultados faz com que esse profissional precise lidar com problemas complexos. Conhecer métodos, como Design Thinking e metodologias ágeis é primordial para envolver seus liderados em processos de melhoria constante.

Adepto à inovação: se a ideia é buscar a inovação, o líder do futuro deve ser uma pessoa curiosa e atenta às novidades. A tecnologia precisa fazer parte de sua rotina. Estar próximo do que o mercado oferece é estar aberto a novas soluções. Nada como ser um usuário apaixonado por novas tecnologias para pensar como tal e conseguir, por fim, pensar em soluções mais próximas dos seus clientes.

Sua empresa está disposta a reinventar o perfil de liderança? Conheça as opções de capacitação que ofereço minha página de cursos para desenvolver as habilidades necessárias o líder do futuro.

 

Ambidestria Corporativa

Ambidestria Corporativa: características das organizações ambidestras

O conceito de ambidestria corporativa ganha cada vez mais destaque em organizações que já vêm passando por uma jornada de transformação cultural para a inovação. O método refere-se à habilidade das corporações investirem em capital humano e recursos em projetos pioneiros e inovadores, sem deixar de dar atenção a uma gestão eficaz para que as operações não sejam comprometidas. 

Com a intensa transformação digital, as empresas são obrigadas a acompanhar as mudanças exponenciais e inovar para se manterem competitivas. Nesse contexto, muitas empresas focam em inovação, novos processos e ferramentas, mas não se atentam em manter a excelência operacional. 

A ambidestria corporativa assegura conciliar a eficiência de novos modelos de negócio, processos inovadores e acompanhar as mudanças do mundo ao mesmo tempo em que o modelo de negócio tradicional é fortalecido. Para isso, é necessário promover uma liderança e uma cultura organizacional com ênfase no crescimento sustentável e que estimule o desenvolvimento de ambientes de trabalho ambidestros, trabalhando tanto na eficiência operacional como na inovação e criatividade, com foco nas pessoas.

Por que devo me atentar à ambidestria corporativa? 

De um lado há a supervisão e manutenção do modelo de negócio tradicional, para garantir que a base da empresa siga sólida. De outro, espaço para ideias inovadoras, disruptivas e que acompanham as mudanças que o mundo do trabalho exige.

Com a ambidestria organizacional, a busca pela excelência operacional caminha em paralelo com a inovação. Compreendemos que é impossível inovar e criar produtos exclusivos, que atendam às demandas do novo perfil de consumidor, sem estimular que os colaboradores e gestores tenham um olhar apurado para o futuro. 

Da mesma forma, para que isso seja feito sem desestruturar o que já foi construído, não se pode negligenciar os processos já existentes que garantem a saúde financeira da empresa e a estabilidade do negócio. Na prática: enquanto uma área fica responsável por garantir a eficiência operacional, a outra abre espaço para a inovação.

Imagine o salto enorme que sua empresa pode realizar quando compreende que é possível garantir a qualidade e o padrão do que já vem sendo feito ao mesmo tempo que investe em novos produtos ou serviços, utilizando melhor os recursos disponíveis. 

Quais as características de empresas ambidestras? 

A palavra de ordem aqui é equilíbrio. Excelência operacional e inovação sendo aplicadas de forma alinhada, mantendo o olhar para as necessidades do presente, sem deixar de se preparar para o futuro

É importante ressaltar também que não existe apenas uma forma de adotar o conceito em sua organização. Mas antes de falarmos disso, precisamos nos atentar à características primordiais de empresas ambidestras: 

  1. Você já sabe em que momento sua empresa está quando se trata de gestão, desempenho e suporte aos colaboradores? É necessário que os líderes tenham uma noção qualitativa e quantitativa em torno dessas questões da empresa. Apenas assim, você terá mais efetividade em compreender quais mudanças precisam ser feitas para levar sua empresa em direção ao alto desempenho.
  2. Empresas ambidestras constroem a possibilidade de que todos os colaboradores sigam investindo no autodesenvolvimento e se atualizando. Além disso, garantem que todos os níveis da empresa desde líderes à liderados compreendam o que significa, como funciona e qual o papel dele dentro da ambidestria corporativa.
  3. É importante aplicar alterações e inovar processos aos poucos, um por vez. Isso, para garantir a consistência de tudo o que está sendo feito. Quanto mais consistentemente elas forem, mais fácil será para todos da empresa compreenderem e acompanharem as mudanças que estão sendo aplicadas.

Tendo isso bastante claro, podemos compreender quais os diferentes modelos de ambidestria corporativa para incorporar nas organizações:

Modelos de ambidestria corporativa

Ambidestria Estrutural

Nesse modelo, duas equipes trabalham separadamente. Muitas vezes, inclusive fisicamente. Mas no caso da normalização cada vez maior do trabalho remoto, faz sentido pensarmos também na divisão dessa estrutura entre diferentes squads (departamentos/grupos) da empresa. 

Uma delas tem  foco em garantir a eficiência operacional, já a outra está voltada à inovação. Essa divisão demarcada é uma das iniciativas que permite que duas realidades consideradas opostas coexistam de forma saudável na empresa.

Ambidestria Cíclica

Outro modelo é a Ambidestria Cíclica. Nesse caso, uma única equipe trabalha focada em inovação durante um período determinado, depois muda o foco para a excelência operacional durante um período definido. Formando assim, um ciclo de processos por um período de tempo determinado. 

Esse processo, diferente do anterior, exige ainda mais maturidade do time como um todo. Isso porque, pode ser bastante desafiador fazer a transição entre modelos de gestão a cada troca de ciclo. Por outro lado, nessa forma de ambidestria corporativa os funcionários tendem a ter mais interação entre uns e outros.

Ambidestria Simultânea ou Contextual

Por fim, a ambidestria simultânea exige que os colaboradores sejam capazes de entender e exercer ambas as partes de maneira simultânea. Ou seja, não há divisão de equipe. Todos são responsáveis por manter os processos tradicionais enraizados ao mesmo passo em que olham para o futuro, buscando a inovação. 

É importante no processo de implementação da Ambidestria Corporativa contar com lideranças inovadoras preparadas para garantir investimento em inovação, sem comprometer os resultados esperados.

Sua empresa está pronta para implementar a Ambidestria Corporativa? Conheça os Workshops in Company disponíveis para contribuir com a inovação na sua organização. Neles, há cursos sobre Liderança para Inovação, Metodologias Ágeis, Organizações Exponenciais e Design Thinking. Acesse aqui e saiba mais. 

 

Constelação Organizacional

Constelação Organizacional: por que sua empresa deve investir nesta estratégia

A constelação organizacional é uma evolução da constelação familiar aplicada em empresas. Essa ferramenta de autoconhecimento coloca a convivência familiar do nascimento até a vida adulta como fundamental para a formação de caráter e aprendizados, comportamentos e atitudes.

Você já pensou como a relação com irmãos, tios e avós afetam a sua vida no trabalho? Será que essa experiência foi positiva ou negativa? O comportamento mais reativo de um colaborador tem a ver com a história familiar dele ou tem algo na liderança que o deixa desconfortável?

Ou até mesmo em questões de fusões e aquisições: como essa transição de um DNA de uma empresa para a outra é transferido? Como a mudança de cultura ou até mesmo a fusão de cultura organizacional afeta o dia a dia dos funcionários que farão parte de outra empresa?

Para saber o que é constelação organizacional e como utilizá-la para resolver conflitos e construir relacionamentos saudáveis na sua empresa, continue a leitura do artigo.

Afinal, o que é constelação familiar?

Todo mundo tem uma história sobre alguém que inspira ou traz uma lembrança de carinho. Um tio que deu um presente especial. O cheiro do bolo na casa da avó ou até mesmo as recordações com os deveres de matemática na época da escola. O ponto é que nem todas as lembranças são positivas e quando são geram autoconfiança.

No entanto, quando as memórias não são positivas podem gerar traumas que levamos para a escola e, depois, para a vida profissional. A constelação familiar atua justamente neste ponto: entender nossos traumas na relação com nossos familiares, encontrar respostas para várias questões e, consequentemente, tirar várias dúvidas e trabalhá-las rumo à cura e ao autoconhecimento.

A constelação familiar é uma ferramenta psicoterapeuta criada por Bert Hellinger em 1970 que contribui para que os indivíduos consigam identificar os seus problemas, encontrar padrões de comportamentos e até mesmo tirar dúvidas que podem ser tiradas baseadas nos comportamentos de familiares. E tudo isso ocorre no inconsciente, por mais que o indivíduo não queira aceitar, repete padrões para pertencer à família e respeitar quem veio antes.

Em tese a constelação familiar busca nos mostrar como, inconscientemente, somos levados a repetir comportamentos dos nossos grupos familiares. Para Bert Hellinger, criador da metodologia, a constelação familiar sistêmica é uma forma de nos organizarmos em grupos e também de mostrarmos amor a quem veio antes de nós.

Na prática, o método é aplicado por um constelador familiar que costuma solicitar para o cliente qual tema será trabalhado na sessão. Depois disso, é pedido uma série de informações para que a pessoa consiga identificar vários comportamentos familiares que possam ser identificados e reproduzidos em seu núcleo familiar: casos de roubos, assassinatos, mortes precoces, doenças, entre outros. Tudo pode ser trabalhado nessas sessões.

Por fim, é solicitado para que a pessoa identifique um membro da família que represente esse grupo para que o constelador familiar possa traçar formas de curar as feridas, rever padrões e desenvolver a resiliência nesse processo.

Qual a relação da constelação familiar com a constelação organizacional?

Como falamos até aqui, muitas de nossas inseguranças estão vinculadas aos nossos sistemas familiares. Segundo Hellinger, nossas vidas são norteadas por três princípios:

  • A necessidade de pertencer a um grupo;
  • Equilíbrio entre o dar e o receber neste grupo;
  • A hierarquia que existe neste grupo.

Em uma empresa não é diferente, não é mesmo? Existem vários setores com diferentes colaboradores e para que haja harmonia é fundamental que exista um senso de pertencimento entre os membros desse grupo. Outro ponto importante para que as engrenagens empresariais funcionem, é preciso ter um equilíbrio entre o dar e o receber essenciais para a liderança inovadora e organizações ambidestras. Por fim, também existe a hierarquia que norteia quem são os tomadores de decisão. Contudo, diferente da estrutura hierárquica familiar, nas empresas um subordinado pode virar líder, um gerente pode se tornar um executivo e assim por diante.

A constelação organizacional visa, portanto, eliminar comportamentos nocivos que impedem o crescimento das pessoas dentro de  empresa. Afinal, a empresa é um organismo vivo feito por pessoas de diferentes classes, raças, culturas e um comportamento nocivo e inconsciente de um colaborador pode desequilibrar o sistema de toda empresa.

No entanto, é importante ressaltar que o pertencimento ao grupo familiar nos acompanha durante toda a vida. Já nas empresas, esse pertencimento é temporário e facultativo. Inclusive, a constelação organizacional ajuda a identificar quais perfis profissionais mais se adéquam a cultura da empresa.

Benefícios da constelação organizacional nas empresas

  • Redução de conflitos entre pares e lideranças;
  • Melhorar a qualidade das tomadas de decisão;
  • Fomentar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional;
  • Analisar cenários para fusões e aquisições;
  • Facilitar a integração entre times depois de uma fusão ou aquisição;
  • Aumentar a penetração no mercado;
  • Analisar os efeitos sistêmicos entre os vários setores da empresa e, consequentemente, melhorar as passagens de bastão;
  • Estudar novos produtos;
  • Definir novas estratégias organizacionais.

Gostou de conhecer mais sobre constelação organizacional e os benefícios que pode trazer para a sua empresa? Veja também o webinar que realizamos sobre esse tema e amplie seus conhecimentos.

 

Estratégia Lean

Estratégia Lean: como preparar a sua empresa para transformar o mundo

Estratégia Lean é uma metodologia que surgiu no Japão, no período logo após à Segunda Guerra Mundial, com objetivo de promover a eficácia operacional de produção: entrega de qualidade em curto prazo, com baixo custo e com redução de desperdício. 

O criador foi Aiichi Ohno, chefe de produção da Toyota que, ao longo de 10 anos, liderou também um sistema de gestão que ficou conhecido globalmente como Toyota Production System (TPS). Baseado em dois pilares principais o Just-in-time, que monitora o tempo de produção) e o Jidoka, que remete a automação com inteligência humana.

O TPS virou tema de livro do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em 1990. A obra The Machine that Changed the World de James P. Womack, Daniel T. Jones e Daniel Roos inspirou líderes de empresas de diferentes segmentos ao redor do mundo a mapear em uma folha de papel A3, o que chamaram de A3 Thinking e considerar a descrição do problema, os benefícios e custos do projeto, metas, cronograma de ação, plano de implementação e a equipe responsável pela execução. Tudo isso para garantir a eficácia operacional por meio do Lean manufacturing, conhecido no Brasil como “produção enxuta”.

No entanto, por mais que esse modelo tenha assegurado a eficácia operacional ao longo dos anos e, ainda predomine nas formas com que trabalhamos, a produção enxuta foi pensada para um ambiente estável em um mundo onde as mudanças não ocorriam com a velocidade e complexidade que acontecem hoje.

Dessa forma, abre-se espaço para uma nova estratégia lean. Focada em empresas que visam inovar de forma bem sucedida e que olham para as suas engrenagens como um organismo vivo: feito por pessoas que entregam valor para outras pessoas.

A liderança inovadora que hoje está à frente dessas organizações querem, sim, atingir a eficácia operacional, mas também abrindo espaço para flexibilidade, criatividade e cooperação tão fundamentais em organizações ambidestras.

Quer saber mais sobre a estratégia lean e como criar um ambiente que transforme a empresa em direção ao novo? Continue a leitura do artigo!

O mundo mudou, a estratégia lean também

Depois do pós-guerra o mundo se transformou intensamente. Passamos por quatro revoluções industriais que mudaram completamente a nossa forma de se comunicar, e consumir. Além da pulverização da internet e de dispositivos inteligentes, passamos também por um período intenso de convergências tecnológicas, nas quais deram suporte para inovações radicais, inclusão de robôs nos processos produtivos, a intensa utilização de metodologias ágeis, Design Thinking e adoção de outras ferramentas sem precedentes históricos.

Tudo isso exigiu das empresas alta capacidade de adaptação e agilidade nas tomadas de decisão. Um exemplo disso, foi a transformação que a pandemia de 2020/21 exigiu das empresas, acelerando em alguns segmentos a transformação digital de 10 anos em 1 mês. 

A área da saúde foi uma dessas áreas bastante impactadas, que exigiu rápida adaptação para assegurar a saúde dos pacientes, principalmente aqueles que fazem tratamento para doenças pré-existentes. Telemedicina, adoção de múltiplos canais para agendamento, confirmação e envio de exames, além da intensificação do uso do prontuário eletrônico.

Para o varejo, as transformações foram ainda mais intensas. Lojas físicas que não contavam com atendimento digital ou vendas on-line tiveram que colocar novas estratégias para rodar às pressas. Nesse período, o omnichannel virou prioridade nas empresas. Afinal, em casa, as pessoas ficaram mais impacientes e oferecer atendimento onde o cliente quer ser atendido é fundamental para que as lojas físicas e virtuais sigam complementares  no mercado.

A estratégia lean e os pilares da produção enxuta alinhada aos pilares da inovação foi fundamental para reduzir os impactos da crise e até mesmo aproveitar as oportunidades surgidas nesse período. Um exemplo disso é que o e-commerce aumentou a receita em vários segmentos, inclusive abraçando os consumidores que nunca haviam feito uma única compra on-line.

Mas, afinal o que é ser lean?

  • Encontrar e resolver os problemas certos;
  • Fazer melhor do que a concorrência;
  • Mudar os paradigmas de sucesso de um setor da economia;
  • Buscar valor nas melhorias de produtividade e qualidade;
  • Produção de valor a longo prazo.

Uma nova cultura lean

Vivemos em uma era em que a satisfação do cliente deu lugar ao Customer Experience (CX). O CX impacta positivamente os resultados dos negócios à medida que as experiências positivas dos clientes são ampliadas. Nessa era em que a gestão da experiência do cliente está no centro da estratégia e precisa ser positiva em todos os pontos de contato, as várias etapas do CX são de responsabilidade de todos na organização e, portanto, passa também por uma transformação cultural.

Além disso, fala-se também entre maior colaboração e integração entre as equipes, independente dos colaboradores estarem alocados no marketing, vendas, RH, operações ou tecnologia.

Para tanto é fundamental conhecer a jornada do cliente, entender quais são suas decisões racionais e emocionais, em quais canais essa base de cliente quer ser atendida e como assegurar a eficácia da operação de uma empresa pautada pelas experiências positivas dos clientes.

Quer saber mais? Leia o artigo: Inovação organizacional: por que a cultura é o centro da estratégia?