Retorno aqui, com um sentimento mais reflexivo.
De novo. Mas se é novo, é outro, então
Venho outra vez, mas se é outra, não é a mesma vez.
Assim, não sou mais a mesma de minutos atrás.
Não pretendo contrapor ou manter aquela atitude desesperadora de quem sempre quer alterar o outro em função da limitação da sua mente.
Não posso desconsiderar alguns aspectos muito evidentes prá mim.
Ficar atenta a esse movimento que independe do meu querer e me manter tranqüila, tem sido um grande aprendizado.
Observar o movimento das pessoas com as quais convivo é outro ponto do olhar.
Dormir e ler os sonhos (nãos os nublados) mas aqueles vívidos, também me ajudam.
Quando escrevo é porque quero estar junto de quem me lê. Não fisicamente. Isso não me cabe decidir, mas do seu pensamento, sim. Junto à essência e da verdade.
Ter essa conexão contigo tem me levado a refletir sobre meus sentimentos e que existe uma razão porque minha singular pessoa está aqui.
Não quero uma vida sem enredo, só uma narrativa, um eu vagando no deserto de experiências esgotadas.
Não quero ser só mais uma estatística aleatória das pesquisas do mercado ou dos políticos.
Assim, prefiro considerar minha vida como um romance, tomando para isso a beleza, o mistério e o mito. Isso com certeza que trará novas palavras, me trará a visão e a minha vocação.
Qual o meu “daimon” aqui e agora? Qual a minha imagem inata, qual o meu caráter? Do que fui forjada e porque estou aqui e agora neste planeta?
Qual o meu propósito?
Isso tem permeado o meu existir, a minha vida. Sem pressão do tempo, sem o antes ou o depois. Por vezes gosto de ler a minha vida ao contrário. De trás prá frente. Retornar no tempo.
Poderia dizer que ter te encontrado seja um mero acidente do destino. Uma casualidade. Uma causalidade, mas prefiro sinceramente acreditar em outra dimensão, algo como um milagre, dito por ti mesmo em outra ocasião.
Para defender esse querer me vejo como uma criança, que precisa defender seu ponto de vista, e prá isso esperneia, grita, esbraveja.
Mas vou seguir com mais calma. Revi esse “nosso” texto de trás prá frente. Quase um script. É muito interesse! Vou deixar quieto.
Ficar nessa conexão tem me ajudado e me apresentado grandes reflexões. Elimino aqui as cobranças e as exigências de minha parte, para manter o contato.
As respostas não serão necessárias. Elas estão ai. No dia a dia. Na minha frente. Isso tem sido um belo exercício para resgatar meu propósito, meu daimon nessa existência.
Quero considerar as novas possibilidades de conhecimento.
As perguntas sem respostas, aquelas que me lançam para frente.
Não quero ter mais certeza de nada.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Quero continuar caminhando.

