por Marina Orofino Bortoluzzi
O publicitário sempre foi um contador de histórias. Em um reclame, fazia uma modelo pegar a caixa de sabão em pó e contar para a dona de casa sobre a deliciosa rotina de lavar as roupas. Sempre foi e ainda é. Mas a tendência de Storytelling ganha mais força a cada ano. Talvez porque estamos absorvidos em uma infinidade imensa de informações, on e offline, e a presença de uma história, com passado e trajetória, algo que tenha início, meio e fim, faça com que prestemos mais atenção. E onde entram as multi-plataformas nisso tudo? As multi-plataformas nada mais são que os mobiliários em geral por onde o homem transita hoje. Ele é um ser non-stop. Então, hoje o ponto mais longe aonde esse homem chega é ponto onde pode alcançar uma multi-plataforma, ela está inserida na rotina dele. Não existem mais limites, nem barreiras. As multi-plataformas são o cenário da história do criador. Esse novo universo de possibilidades está fazendo com que o mundo avalie com outros olhos o mercado publicitário. O melhor de tudo é que o autor pode atingir hoje quem ele quer com mais precisão em locais que realmente estam seus espectadores.
Nesse quadro, é fundamental que o autor saiba que em algumas plataformas ele não vai dialogar com seu espectador ou com nem todos os espectadores que gostaria. Parece óbvio, mas tem gente tentando contar história de gnomos esotéricos em encontros evangélicos. Simplesmente não cola. Nem todas as histórias são para o mesmo cenário. Ou seja, uso de multi-plataformas otimiza uma idéia criativa se esse cenário e essa história tiverem convergência e conexão. Se cenário e história, ou multi-plataformas e idéias, se dialogarem, vão dialogar com os espectadores. Isso tudo leva a crer que muito além de um contador, o criativo precisa ser um condutor de histórias.


