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Como implantar uma cultura para a inovação?

Um grande diferencial em relação às demais empresas do mercado é a inovação, que vem mostrando-se, cada vez mais, importante em todas as organizações. Por isso, o seu estímulo vem aumentando em ritmo acelerado. Nenhum gestor quer ver o seu negócio estagnado, enquanto seus concorrentes desenvolvem novas ideias e atingem patamares superiores.

Porém, não basta desejar soluções inovadoras sem que seja criado um ambiente corporativo propício. A implantação de uma cultura para a inovação, dentro de uma organização, precisa partir de quem já possui poder de decisão e ser estendida para os demais colaboradora. Veja como:

Alinhamento dos valores com os objetivos

Uma empresa com valores extremamente conservadores, que já estão largamente refletidos em sua cultura organizacional e sua estrutura, dificilmente conseguirá implantar um modelo voltado para a inovação, a partir da simples criação de objetivos com este foco. Para isso se tornar possível, será preciso mudar a filosofia que já está consolidada em seus processos. Mas como fazer isso?

O primeiro passo é alinhar os valores da empresa com os objetivos, ou seja, planejar como se dará a mudança em todos os patamares e áreas da corporação. Deve-se incluir neste planejamento desde os conceitos mais básicos da empresa, como a missão e a visão, passando por todos os processos internos até, finalmente, definir um propósito que justifique a existência daquela organização para então gradativamente mudar a forma de pensar de seus colaboradores.

A inovação vem de cima

É notório a importância que possuir colaboradores que pensem e ajam com um propósito da inovação tem em uma empresa. Mas isso somente não basta. Faz necessário aplicar essa nova cultura na prática, que deve partir de deve ocorrer a partir da mais alta liderança corporativa.

É preciso criar um ambiente propício

Imagine uma empresa que está procurando aplicar uma cultura voltada para a inovação. Porém, ela é dirigida por gestores rígidos, que gostam que tudo seja feito da maneira ditada por eles e em momentos pré-determinados. Não bastasse isso, os colaboradores, que não respeitam as regras impostas, são punidos. Apesar de, na teoria, a inovação ser incentivada, esta não parece ser a atitude de uma administração, que realmente apoia a inovação.

É por meio de condutas, que incentivam o desenvolvimento individual de seus colaboradores que a empresa torna-se, gradualmente, um local estimulante, onde os colaboradores se sentem a vontade para tentar novas possibilidades. Além disso, deve-se estimular a troca de informação entre os colegas, setores e também entre os gestores e os demais membros da organização. Só com a posse de informações é possível pensar de maneira inovadora e tomar as melhores decisões. A cultura da inovação é vital para o crescimento das empresas em um mercado muito competitivo, mas a sua implantação ainda é um verdadeiro desafio.

Como você avalia o nível de incentivo à inovação na sua empresa? Ainda há espaço para esta prática? Deixe seu comentário!

Quando chega a hora de se reinventar

2012-08-11 15.49.38Crise de meia idade, chegando aos quarenta, cinquenta ou sessenta anos, fechando um ciclo de trabalho ou vai encarar a aposentadoria, não importa qual seja o seu problema, um dia será preciso parar, olhar o que foi feito e repensar os seus próximos 20 ou 30 anos.

A medicina tem evoluído, a forma de trabalhar alterou substancialmente nas últimas décadas. Somos pessoas ativas, hábeis e dispostas a continuar contribuindo para a sociedade. Passamos boa parte da vida trabalhando para garantir uma independência financeira, adquirir bens e realizar projetos.  Para quem teve a oportunidade de integrar o time de uma empresa, ter a sua contribuição previdência em dia e conseguiu amealhar uma poupança poderá depois de 35 a 40 anos de trabalhar, parar e desfrutar de novos momentos. Mas e quem não conseguiu isso? E quando mais precisa vê seus rendimentos serem reduzidos, seu tempo fica ocioso, não tem mais um grupo de pessoas para trocar ideias diariamente ou mesmo nunca soube como é ser o gestor do seu tempo? O que muitos não imaginam é que neste momento da vida, passarão a enfrentar problemas por não saber que caminho seguir.  Essa angústia também pode surgir no momento de uma demissão inesperada. Tais situações não são motivo para desespero, com calma e algum direcionamento é possível resolver os contratempos e descobrir novas possibilidades.

Fomos educados e moldados na forma do trabalho com base na revolução industrial onde era preciso um espaço físico, a rigidez de um horário e um salário recebido pelos serviços prestados. Para muitas pessoas não ter esse “endereço comercial” é perder parte da sua identidade. Por longo tempo somos reconhecidos como o “Fulano da empresa tal” ou o “Beltrano da empresa Y”. Quando perdemos essa identidade que nos acompanhou por vários anos, ficamos desnorteados e não sabemos como agir porque não fomos educados para isso.

Com a prática dos esportes, a evolução da medicina, as novas formas de se viver e de se conectar, é fato que viveremos muito mais tempo do que os nossos avós e bisavós. Não somos mais “velhinhos” quando atingimos 60 ou 70 anos. Temos inteligência emocional suficiente para seguir uma nova carreira ou um novo estilo de vida.

Nessa fase transitória, vale destacar os benefícios que teremos quando nos afastamos de um ambiente formal de trabalho, tais como:

  • Tempo para si mesmo
  • Maior espaço para atividades prazerosas e hobbies
  • Aumento no convívio com a família
  • Maior atenção e cuidados com a saúde
  • Oportunidade para realizar sonhos antigos e engavetados
  • Opção em empreender na sua área de especialidade
  • Atuar como mentor de jovens empreendedores
  • E por ai vai…

Abre-se uma gama de oportunidades que normalmente não se tem tempo para parar, avaliar e conhecer. Existe uma excelente oportunidade de continuar trabalhando através da reinserção no mercado de trabalho, ou abrir um negócio próprio ou até mesmo trabalhar como autônomo em áreas antes nunca imaginadas.  A consultoria especializada também é uma opção, com a vantagem que essas atividades serão remuneradas permitindo uma renda adicional ao seu orçamento pessoal.

Para quem não precisa de uma renda extra, existe a opção de atividades sociais que traga uma realização como: dança, viagens, artesanato, esportes, trabalhos sociais. Participar deste tipo de atividades amplia a rede de contatos e gera novas amizades, eliminando o sentido de vazio e da falta do que fazer.

BMYouSe você se identificou em algum dos itens colocados nesse artigo e gostaria de receber alguma ajuda, eu tenho atuado com orientação para reposicionamento de carreira e de vida. O programa de mentoria consiste em identificar seu perfil, ver suas habilidades e conhecer suas maiores aptidões. Depois identificamos quem você poderá ajudar e como implementar um novo negócio a partir dessas descobertas e de um propósito de valor. Temos realizado isso com muito sucesso. Desenhamos o modelo de negócio pessoal, na sequencia desenhamos como moldar um negócio e definimos as estratégias a seguir para ter as metas alcançadas. Caso seja do seu interesse, ficarei honrada com um contato pelo email falecom@mariaaugusta.com.br. Será uma grande alegria descobrir novas possibilidades e novas áreas de atuação para você e para seu futuro.

Corporate Venture: Algumas razões para as grandes empresas darem mais atenção ao intraempreendedorismo

Maria Augusta OrofinoChamamos de Intraempreendedor um colaborador a quem é dada a autoridade e apoio para criar um novo produto sem ter que se preocupar se o produto vai realmente se tornar uma fonte de receita para a empresa. Ao contrário de um empresário, que enfrenta risco pessoal quando um produto deixa de produzir receita, um intraempreendedor continuará a receber um salário, mesmo que o produto deixe de ser produzido.

Conhecida também como Corporate Venture, esta prática conquiste não apenas no investimento financeiro, mas também no apoio total do projeto por parte da empresa com tecnologia, ferramentas de gestão, força da marca etc. Apesar de trazer inúmeros benefícios, o Corporete Venture ainda é praticado por poucas empresas. Talvez o primeiro empecilho seja justamente o conhecimento destes benefícios.

Como sua empresa lida com os empreendedores internos?

6 razões para que grandes empresas incentivarem o intraempreendedorismo:

1 – Incentivo à inovação

Pessoas altamente qualificadas trabalham diariamente nas grandes empresas, porém estão submetidas a uma série de regras estabelecidas para que o dia a dia corporativo seja produtivo e lucrativo.  Ao oferecer tempo e recursos para que os colaboradores criem novos produtos e serviços, os gestores estão se abrindo para novas perspectivas e liberando a criatividade dos profissionais para que estabeleçam novas formas de fazer.

A inovação no modelo de negócios, bem como em processos, produtos e serviços torna as empresas mais competitivas e modernas.

2 – Melhoria contínua

Ao permitir que os colaboradores dediquem parte do dia a dia de trabalho para perseguir seus interesses, as empresas geralmente são surpreendidas com melhorias em seus processos, pois os profissionais têm mais espaço para a experimentação e estão mais abertos às tentativas e erros.

3 – Ganho de mercado

Com a criação de novos produtos e serviços, a empresa que incentiva o intraempreendedorismo consegue se manter relevante, oferecendo novidades que vão de encontro com as demandas do mercado. Também consegue ter mais know-how para responder mais rapidamente as transformações que o mercado sofre.

4 – Atração e retenção de talentos

As áreas de recursos humanos de empresas dos mais variados segmentos de mercado enfrentam problemas com atração e retenção de talentos, especialmente em áreas ligadas à estratégia de negócios, tecnologia e marketing. Ao ter a chance de desenvolver novos produtos e serviços, os colaboradores passam a se engajar mais e se sentirem mais motivados a permanecerem por mais tempo no quadro de talentos da empresa, diminuindo assim o turnover e a escassez de mão de obra.

5 – Desenvolvimento do espírito de equipe

Um dos grandes desafios da gestão de pessoas é fazer com que os profissionais trabalhem mais em equipe e, com isso, entreguem melhores resultados. Com um bom programa de incentivo ao intraempreendedorismo é possível incentivar a colaboração, formando times para a elaboração de novas ideias que possam a se tornar negócios.

6 – Blindagem contra queda de faturamento

Ao ter inúmeras possibilidades de se posicionar no mercado com os produtos e serviços criados pelos funcionários a um custo relativamente mais baixo do que a aquisição de outras empresas, as organizações que investem em intraempreendedorismos conseguem se manter competitivas também em tempos de recessão.

Se os produtos que tradicionalmente elas costumam produzir e comercializar sofrerem uma baixa, há opções de reposicionamento.

Sua empresa incentiva o intraempreendedorismo? Compartilhe sua experiência conosco!

A arte de dar e receber feedback

2014-12-22 12.54.22

Dar e receber feedback pode ser algo prazeiroso e de grande importância para o crescimento individual e como pessoa. Mas são poucas as pessoas que sabem fazer isso com maestria. Até mesmo os gestores mais qualificados se esquivam em dar feedback crítico. Acredite: dizer para uma pessoa que ela fala demais ou que ela aparenta descaso com o que faz pode ser realmente útil. Mas há que saber como dizer isso. Ficam aqui três dicas para que seu feedback seja ao mesmo tempo crítico mas com empatia por aquele que recebe.
1. Peça permissão. Comece perguntando: “Posso te dar um feedback?” Isso dá à pessoa um momento para se preparar e nivelar a dinâmica do poder.
2. Não hesite. Seja direto e honesto. Não abafe as críticas em elogios desnecessários.
3. Torne o feedback um hábito. Faça-o com freqüência. Se você raramente dá um feedback, e repentinamente aponta qualquer comportamento que no seu ponto de vista não esteja em acordo, mesmo que construtivo, soará como algo negativo. Diga o que pensa – tanto positivo quanto negativo – para construir uma cultura aberta e honesta e habituar as pessoas a sua forma de presenteá-las. Exercite este hábito. Mas não esqueça que seres humanos são complexos e imprevisíveis.

Inovar é pensar diferente e gerar valor

Muitas organizações ainda têm seu foco na execução de modelos e processos existentes, onde o mercado, produtos e processos são conhecidos, focando na eficiência, extraindo o máximo dos recursos disponíveis.

As organizações podem criar a diferenciação através do que chamamos de inovações disruptivas, compreendendo a busca constante por novas oportunidades, permitindo e incentivando a formulação de ideias e construções de novos negócios. Somente novos produtos com novas tecnologias já não são mais suficientes para garantir o sucesso esperado.

2Desta forma, está no modelo de negócio sua grande oportunidade de inovação. Para se ajustar a este novos tempos é necessário, também, ter em mãos novos processos, novos olhares, novas formas de pensar, novas ferramentas para auxiliar na maximização deste novos resultados (ou minimização dos riscos), já que tudo que é novo apresenta uma grande quantidade de incertezas. Por isso o processo de inovação disruptiva é cíclico e contínuo: novos modelos, novas hipóteses, testes rápidos com os mercados, aprendendo com os feedbacks, continuamente inovando.

Através da visão do modelo de negócio, utilizando a linguagem do Canvas (9 blocos que descrevem como sua empresa gera, capta e entrega valor),  com uma atitude de design, identifica-se a real necessidade das pessoas. É colocar-se no lugar do cliente e procurar entender quais tarefas ele está tentando realizar e que a solução atual não o atende. Tudo isso por meio de muita colaboração, empatia e prototipagem, validando com as pessoas, continuamente.

Este assunto, associado aos temas como design thinking, canvas da proposta de valor, desenvolvimento do cliente, escalabilidade e rentabilidade do modelo selecionado bem como a curva de valor, ambiente externo e estratégias organizacionais serão alguns dos tópicos que abordaremos no workshop Inovação em Modelos de Negócios.  Nossa atuação é nacional e a agenda para os próximos workshops segue abaixo:

1. Fortaleza – 28 e 29/3/2014 – Em parceria com a Action Coach

2. Curitiba – 31/3 e 1/4/2014 – Em parceria com a ANPEI

3. São Paulo – dias 3 e 4/4/2014 – em Parceria com ANPEI

4. Salvador – dias 25 e 26/4/2014 – em parceria com Action Coach

5. Rio de Janeiro – dias 9 e 10/5/2014 – em parceria com Micarelli

6. São Paulo – 15 a 17/5/2014 – Em parceria com a ESPM SP

7. Brasilia – 30 e 31/5/2014 – Em parceria com Hoc Futura

8. Florianópolis – 6 e 7/6/2014 – Em parceria com Prospect

9. Interessado em outra cidade que não consta nesta lista? Registre aqui

10. Workshops in company? Sim, caso esteja interessado em realizar este evento para a sua equipe ou empresa, envie-nos um email para orofino.augusta@gmail.com que faremos uma proposta exclusiva, dentro das suas necessidades.

Eu sou a facilitadora. Meu nome é Maria Augusta Orofino e este é o link para o meu curriculum.

9Inovar não é algo natural porque nossa mente tende a seguir os padrões preestabelecidos. Mas inovar é pensar diferente e gerar valor. Uma inovação que o mercado não compra é apenas uma invenção. Dilemas diários nos levam a inovar. Pontos críticos do dia a dia nos levam a pensar em soluções diferentes que podem gerar inovações. Empreendedores em geral gostam de identificar problemas e onde existem grandes problemas, existe uma grande oportunidade de inovação. São questões como esta que tem movimentado empreendedores para criarem algo que faça sentido para as pessoas. E que colocaremos em prática nos nossos workshops. Apareça.

 

Alex Osterwalder no Brasil: inovação, modelo de negócio e empatia

 Alex Osterwalder, autor do Best Seller Business Model Generation esteve em São Paulo, dia 25 de Setembro de 2012, para um evento, o chamado Master Class, compartilhando muitos conceitos (já aplicados por nós), novas ferramentas e dinâmicas, muito de sua trajetória como consultor em modelagem de negócios e também como experimenta os próprios conceitos como empreendedor.

Estivemos presentes e gostaríamos de compartilhar com vocês alguns momentos deste excelente dia.

Inspiração para inovar (12Set12)

Estamos dando início a uma nova fase do blog, onde vamos compartilhar muitas informações para que sirva de inspiração em sua jornada de inovação. Nesta semana apresentamos o conceito de inovação reversa e  a nova ferramenta de mapeamento de proposta de valor criada por Alex Osterwalder (e como ela surgiu).

Procura-se Designer, de negócios (e experimentos)!

Inovar o modelo de negócio inicia com um profundo entendimento do comportamento humano, das motivações e experiências em um sistema. Com foco centrado no ser humano é possível ganhar perspectivas completamente novas e avaliar novas formas de endereçar suas necessidades e suas tarefas. Inovar no modelo muitas vezes é recombinar capacidades existentes, que normalmente não andam bem juntas, em novos formatos, como por exemplo simplificar determinado produto ou serviço, eliminando restrições relacionados às riquezas e ao acesso, facilitando sua aquisição para uma fatia maior do mercado, vendendo-o a um novo segmento de clientes, tornando o modelo ainda mais rentável.

Podemos dizer então que novos modelos de negócios mudam a forma de como os clientes experenciam as coisas.

Será que somente com os clientes ? Pois para que os clientes percebem valor é necessário que as organizações estimulem e estejam preparadas para criá-los. E  o processo para criar novos modelos de negócios é algo linear ? Damos o primeiro passo, com a certeza total de qual será o segundo, o terceiro ?   

Acreditamos, por experiência próprias e observadas com nossos clientes, que não, não teremos todas as certezas, temos muitas hipóteses, portanto inovar no modelo de negócio requer um processo de design.

Mas porque utilizar o termo design ? Pois as pessoas que trabalham nesta atividade foram treinadas a pensar de forma generativa, experimental e iterativa. Se eles tem que desenvolver por exemplo um novo ambiente, a primeira etapa é entender o contexto de uso, gerar idéias, depois criar protótipos, em pequena escala do que aquela hipótese representa e receber feedback, iniciando uma nova etapa com os aprendizados colhidos na etapa anterior. Podemos dizer que inovar no modelo de negócio requer que pensemos como um designer, que tenhamos em nossas mentes a vontade de tentar, de provar que nossas hipóteses se transformem em fatos, evoluindo de forma constante.

Dentro do contexto desta cultura, de constante experimentação,
o papel do designer de modelos de negócios se torna extremamente importante nas organizações, na sociedade como um todo, que contempla algumas características:

  • Liderar e contribuir  na captação de  insights através de observações em pesquisas etnográficas;
  • Desenvolver modelos de negócios testáveis e constantes protótipos;
  • Liderar e contribuir para experimentos reais de novos modelos de negócios;
  • Criar e implementar frameworks para medir os resultados e impactos de experimentos de modelos de negócios;
  • Capturar o aprendizado dos experimentos para compartilhamento;
  • Criar histórias que ajudem as pessoas na organização a entender e se contectar com o contexto da inovação do modelo;
E deve também:
  • Ser apaixonado por colocar as experiências do cliente no centro dos esforços do design;
  • Ter experiência em diferentes domínios;
  • Estar interessado em explorar novos conceitos para novos modelos de negócios;
  • Ter uma mente empreendedora e trabalhar com problemas ambíguos e em um ambiente dinâmico;
  • Trabalhar colaborativamente;

É mais importante experimentar, tentar novas coisas, aprender o que funciona, aplicá-los e medir o impacto e como afirma Tim Harford, autor de livros de economia, que estuda sistemas complexos e compartilha nesse vídeo um vínculo surpreendente entre os sistemas bem sucedidos: eles são construídos através de tentativa e erro, por variação e seleção (se tiver problema para reproduzir o vídeo, ele também pode ser assistido aqui)

Lições aprendidas neste vídeo:

  • Experimentacão (ou tentativa e erro) é atacar os problemas com a mente aberta e assumir que não sabemos de antemão todas as respostas;
  • Capturar e re-usar os resultados de cada experimento;
  • Estar confortável com o “não sei”, “não conheço o como”, mas ter o empenho em descobrir;

E se dentro do processo de experimentação de um novo modelo nos depararmos que o resultado era muito diferente daquela visão inicial, hipóteses não se transformaram em fatos, aceitaremos nossos erros, nosso fracasso ? Será que fomos treinados a pensar desta forma ? Por isso quando se fala em inovação tem-se utilizado o jargão “fail fast, fail often” (falhe rápido e sempre), mas prefiro dizer, assim como cita Eric Ries, principal responsável pelo movimento de Lean StartUp: “não importa o nome que vamos dar, temos que criar um processo sistemático e contínuo de testes de hipóteses e aprendizados” (que entendemos os problemas dos clientes, que os produtos vão resolvê-los, que os parceiros que nos ajudarão têm os recursos necessários,etc), melhor dizermos então “teste rápido, aprenda sempre”.

Temos que estar prontos para assumir riscos, admitir falhas e focar no aprendizado. E a parte mais importante, o quanto as organizações estão preparadas para esta (se podemos chamar assim) nova cultura.

O papel do designer de negócios, inovadores, é saber o que testar, quais hipóteses primeiro, como medir os resultados, como gastar poucos recursos e aprender muito e  descobrir quais os próximos passos para alcançar a visão inicial e iteragir (também denominado “pivotar”), sem crise!

E que as organizações estejam preparadas para estimular esse novo papel! Pois como Leon C. Megginson, sociólogo em gestão da Louisiana State University, parafraseou Darwin:

“Não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem o mais inteligente, mas sim o mais adaptável à mudança.”

O modelo de negócio do seu cliente

Temos trabalhado o conceito de Modelo de Negócios no Brasil e suas aplicações e temos percebido a reação extremamente positiva de quem passa a usar os conceitos, os processos e a ferramenta Canvas (se ainda não conhece acesse aqui para entender o conceito e baixe o Canvas em Portugês aqui (está pronto para ser impresso no formato AO). Acesse também os depoimentos de quem já trabalhou e praticou conosco aqui.

Uma observação realizada neste período é a capacidade de avaliar a Proposição de Valor de um organização existente, de uma nova idéia ou de uma nova unidade de negócios, mas  uma tendência que temos observado é que as pessoas definem a proposição de valor pelo ponto de vista interno. O que queremos dizer com isso ? Por exemplo: “eu vendo software”, “nossa empresa trabalha com soluções para recursos humanos”,”trabalhamos com aluguel de veículos”. Estas definições estão erradas ? De certa maneira sim, pois quando as pessoas, sejam elas consumidores ou representantes em empresas, buscam uma solução (produto ou serviço) na verdade elas estão em busca de conseguir realizar uma tarefa que de uma certa forma é difícil atualmente (detalhamos esse conceito de Tarefas neste outro post aqui).

Um dúvida que surge: como podemos alinhar este conceito mais empático para construirmos de forma mais clara e rápida uma Proposição de Valor, pelo ponto de vista externo, para aqueles estamos servindo e realmente percebem valor na experiência com a organização e estão dispostos a pagar por isso: o seu Cliente (lembre-se que o Canvas é uma ferramenta clara, fácil e objetiva, pode estar no entendimento correto de seu uso o diferencial para se inovar)

Este exercício passa por uma etapa importante que é analisar o modelo de negócio do cliente.

Podemos iniciar com esta pergunta: O que sua organização ajuda seus clientes a resolver ?

Vamos sugerir aqui a seguinte análise, que varia de acordo com o Segmento de Cliente que está sendo focado.

Vamos primeiro definir três tipos de segmento de mercado / clientes:

  • Negócios para Negócios (em inglês Business To Business ou B2B):Usa ou compra dentro de uma empresa.
    • Exemplo: SAP, Oracle, Ultragaz (venda de Gás em Condomínio)
  • Negócios para Consumidores (em inglês Business To Consumer ou B2C):Usa ou compra para si mesmo.
    • Exemplo: Unilever,  Nestlê, Ultragaz (venda de Botijões), Grupo Pão de Açucar
  • Negócios para Negócios para Consumidores (em inglês Business To Business To  Consumer ou B2BC):Vende a um negócio para chegar ao consumidor
    • Exemplo: Solidarium (se você não conhece esta empresa, assita a este vídeo de seu fundador aqui. Um exemplo brasileiro excelente de uma Plataforma de Negócios Sociais (comércio justo)

Vamos analisar primeiramente o B2B. Ao analisarmos o modelo de negócio do seu cliente podemos procurar entender como a Proposição de Valor da minha empresa ajuda ou pode judar a realizar as Atividades-Chave do cliente, que são aquelas que ajudarão o cliente a entregar melhor a Proposição de Valor para os Clientes dele, criando uma rede de valor de modelos de negócio.→

Você e sua organização pode iniciar esta análise respondendo à algumas perguntas.

Estou ajudando a:

  • Inovar o modelo de negócio de forma completa ?
  • Inovar na gestão dos canais ?
  • Aumento de Receita ?
  • Diminuição de Custos ?
  • Buscar novos clientes ?
  • Derrubar a competição ?
  • Quão importante é ?
  • Problema ou necessidade ?
Vale lembrar que as pessoas responsáveis,dentro das empresas,  para avaliar uma solução podem estar em diferentes estágios de avaliação e ter um grau de aprovação bastante diferente. ↓

Uma vez surgiu uma pergunta: “Sendo uma agência de mídias sociais como posso sensibilizar a área de Marketing e o CEO sobre a importância das mídias sociais ? ” Sugestão: “Desenhe o modelo de negócio do seu cliente no canvas e demonstre a importância da gestão das mídias sociais como forma de realizar a gestão do Relacionamento do Cliente, para Adquirir,Manter e Expandir, no Canal específico, desta forma você passa a falar na linguagem do negócio do cliente. Use o Canvas como linguagem na venda da sua solução”

Qual lado do Canvas do seu Cliente você está focando e auxiliando ? Isto ajuda a construir sua mensagem, seu discurso, sua Proposição de Valor.

Vamos analisar agora o B2C dentro do mesmo conceito, procurando responder às seguintes perguntas:

Meu produto ou solução:

  • Traz entretenimento ?
  • Conecta-o com outros ?
  • Faz a vida mais fácil ?
  • Satisfaz uma necessidade humana básica ?
  • Quão importante é ?
  • Eles podem pagar ?

Fator importante para este tipo de mercado é seu comportamento de compra da sua solução. Procure responder também às seguintes perguntas:

  • Eles compram por conta própria ?
  • Eles precisam de aprovação de outros?
  • Eles usam sozinhos ou com outros?

Seja seu foco mercado corporativo ou consumidor, seu modelo de negócio deve ser direcionado a satisfazer, superar as expectativas das pessoas que a utilizarão seus produtos e serviços, esteja aberto a feedback e comentários, comece a co-criar com eles, a estabelecer verdadeiras parcerias de longo prazo. Lembrem-se, as pessoas compram, “alugam” os produtos e serviços para que os ajude a realizar um conjunto de tarefas, dentro de contextos específicos!

O Design para o Social: uma proposta de valor que provoca mudanças

Semana passada, estive em uma atividade extremamente gratificante, coordenada pela minha parceira Guta Orofino e Ana Maria Warken do Vale Pereira em conjunto com a ONG Instituto Voluntários em Ação para a Fundação Telefônica.

Foi um dia de muita discussão e ação sobre o combate ao trabalho infantil no Brasil. Sou pai e sinto o quanto é importante  mantermos as crianças como crianças, pois gostam de buscar o novo, descobrir o belo, brincar, aprender a conviver, se sentirem acolhidos e amados. É de responsabilidade de todos na sociedade combatermos este mal!

As atividade foram divididas em duas partes:

→ Parte da manhã com o Seminário A SOCIEDADE EM REDE E O COMBATE AO TRABALHO INFANTIL, foi dividos em dois painéis:

Painel 1Cenário atual do TI e os desafios da sociedade brasileira para combatê-lo, com a presença de:

    • Antônio Carlos Valente – Presidente da Telefônica/Vivo Brasil
    • Miriam Leitão – Jornalista da área econômica e de negócios
    • Graça Gadelha – Socióloga, especialista na área da infância e juventude
    • Maria Gabriella Bighetti  – Diretora de programas da Fundação Telefônica Brasil

Painel 2 – Como se mobiliza a sociedade? com a presença de:

    • Giany Povoa – Secretaria de Cidadania e Desenvolvimento Social do Município de Várzea Paulista – SP
    • Bruno Ayres – Co-fundador e CEO da V2V.net e membro do conselho do Centro Ruth Cardoso
    • Mauricio Cunha – Diretor de Programas da Visão Mundial
    • Priscila Santos e Marcelo MinRevista Galileu
    • Vinicius Vanotti – Escola de Bambu
    • Representante do WWF/Greenpeace
    • Samantha Shirayashy e Fu Kei Lin – Ceats

→ Parte da tarde com o Workshop sobre estratégias de mobilização e engajamento social que utiliza a metodologia de design thinking (se você ainda não conhece esta dinâmica leia mais aqui) com o objetivo de gerar ideias possíveis para o combate ao trabalho infantil.

Foi apresentado a dinâmica e etapas a serem cumpridas, utilizando um tema, uma palavra, que despertasse nos participantes, todos os sentimentos, idéias, lembranças e que todos pudessem externalizar, colaborando de forma muito intensa. Meu trabalho foi de facilitar este processo de colaboração (este é o trabalho do design thinker, ajudando outras pessoas a colaborar o máximo possível, para um bem comum, de grande importância, de alto impacto em nossa sociedade.

A palavra utilizada como tema foi DIVERSÃO. A partir daí deu-se inicio a etapa de divergência. Todos os participantes começaram a escrever em post-its tudo o que esta palavra significava.

A dinâmica é de colaboração extrema, mas muitas vezes, como já vimos em outros trabalhos que realizamos, o início é de uma certa forma tímido, poucas palavras, pouca movimentação (foto →), mas ao iniciarem a experimentação, ficam maravilhados, e começam a colaborar cada vez mais, pois passam a resgatar todos os momentos, neste caso específico, relembraram momentos da infância, realmente uma experiência gratificante para todos.

Os resultados foram melhorando cada vez mais, o único limite desta dinâmica é o tempo, sabe por que ? Pois é quando uma pessoa compratilha outra pessoa pode se lembrar de fatos e situações, que juntas podem levar a um resultado completamente inesperado e inovador. Esta etapa durou apenas uma hora, veja na foto quantas lembranças ocorrram apenas neste tempo ( ↓ ), somente no grupo em que eu facilitava.

 

Agora veja o que a colaboração entre as pessoas pode alcançar, ainda mais que o objetivo é combater o trabalho infantil ( ↓ )

 

 

 

 

 

Depois iniciamos a etapa de convergência respondendo a pergunta: Diante do cenário brasileiro em relação ao trabalho infantil, que ações objetivas podem  ser realizadas para a mudança dessa realidade?

Neste momento cada grupo utilizou a técnica de agrupamento por afinidade dentro das inúmeras informações colocadas na etapa anterior, respondendo a questão acima, tendo como desafios gerar 3 ideias de solução. O grupo que eu facilitava chegou a um ponto de vista, que está atrelado ao resgate dos rituais, como reinserir a importância dos mesmos na escola, na comunidade e nas famílias, trabalhando na criação de atividades que envolva todos dentro do contexto: as crianças como centro do trabalho, os pais como os que trazem o exemplo, a escola como agente de transformação ( ↓ ). Esta atividade durou 1 hora.

Cada grupo teve 10 minutos para apresentar as 3 idéias e receber feedbacks. Receber feedbacks é uma atividade extremamente importante, pois é compartilhando que se aprende, de forma coletiva, gerando mais idéias! ( ↓ )

 


 

 

 

 

 

É uma experiência extremamente rica, valiosa, que toda organização, comunidade, ONGs pode realizar, é simples, basta ter disposição e vontade de agir, tendo uma proposição de valor ainda maior se o objetivo é de um trabalho social, uma causa que requer a atenção de todos na sociedade!

   (←)Como não poderia ser diferente quando falamos de colaboração, nos ajudaram no processo de facilitação nossos ex-alunos da primeira turma do curso de Modelos de Negócios Inovadores da ESPM: são eles Francisco, Eduardo, Vera e Carlos.

Agradecemos muito ao Vinícius, com seu talento e dedicação (→), registrou momentos desta tarde de trabalho!

Pratique inovação você também!