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Entenda como conhecer bem os clientes ajuda a ampliar as vendas

clientesHá alguns anos, as empresas estão se dando conta de que precisam responder aos anseios de clientes mais exigentes, que conhecem melhor seus desafios e, muitas vezes, sabem como solucionar seus problemas. São os clientes da era digital, que pesquisam, são assediados constantemente por inúmeras marcas e têm à sua disposição uma biblioteca infinita de informações.

O esforço empregado para convencer o cliente de que os produtos e serviços eram o melhor para ele, agora devem estar voltados na definição de uma proposta de valor para que as entregas sejam adequadas aos desejos dos clientes. Para isso, é preciso trazer o cliente para a mesa de discussões, convidá-lo a opinar sobre as ofertas e captar dele informações que possam enriquecer as entregas e proporcionar uma experiência mais rica, mais profunda.

O relacionamento e o conhecimento do universo do cliente

Não dá mais para trabalhar com o cliente ideal. É preciso, cada vez mais, conhecer e se relacionar com o cliente real. Somente a partir do conhecimento do universo dos clientes, é possível desenvolver produtos e serviços, planejar vendas, criar métricas para medir resultados. Reafirmando: o cenário deve ser realista e não idealista.

A seguir, veja algumas dicas para conhecer melhor o seu segmento de atuação pela perspectiva do cliente e, a partir disso, gerar melhores relacionamentos:

  1. Ouça primeiro

Separe os seus pressupostos. Compreenda a visão dos clientes sobre a sua empresa, use a empatia para se colocar no lugar do seu público-alvo. Ao receber os feedbacks, seja humilde para tirar partido dos pontos fortes e fracos e leve-os a sério na hora de tomar decisões.

  1. Defenda um equilíbrio de poder

Diminua a distância gerada pelo modelo empresa/cliente. Busque o equilíbrio e a igualdade. Assim, poderá levar a opinião do cliente a sério e dar mais espaço para que ele contribua com a sua estratégia.

  1. Compartilhe a responsabilidade

clienteEnvolva alguns clientes no processo e confie neles para executar tarefas. Peça para que eles opinem sobre a forma com que os produtos e serviços são produzidos. Esta visão exterior pode contribuir muito para o processo de inovação (inovação aberta), pois ela pode desconstruir conceitos que atravancam a criatividade e dificultam a visualização de oportunidades.

 

  1. Faça de seu cliente um herói

O trabalho da sua empresa é criar e entregar bons produtos e/ou serviços. Se os clientes estão satisfeitos e conseguiram solucionar seus desafios com as suas entregas, você não só conseguiu atingir seu objetivo como também terá clientes fiéis.

Relembre, sempre que possível, por meio da comunicação e de ações de marketing, aos seus clientes, o quanto as entregas da sua empresa são importantes para eles e o quanto eles são importantes para o seu negócio.  Em resumo, conhecer bem os clientes e conseguir com que eles contribuam para o desenvolvimento de produtos e serviços que agreguem valor, é fundamental para as vendas e para a lucratividade. A partir deste posicionamento, uma empresa pode se tornar mais inovadora, mais indispensável.  O quanto a opinião dos seus clientes é importante para o seu negócio? Deixe um comentário!

Modelos de negócios para uma educação inovadora

sala de aulaExiste um fenômeno que observo há vários anos em minha cidade: todo início de ano, após a época dos vestibulares, todas as escolas estendem pomposas faixas na entrada e anunciam no jornal da cidade os nomes de seus alunos que foram aprovados nos vestibulares – dando ênfase, é claro, para aqueles que passaram nas primeiras colocações nas universidades mais concorridas. É um ato de orgulho: a representação do sentimento de dever cumprido. E é também uma tentativa de atrair novos alunos para continuar um ciclo infinito.

Algumas vezes aqueles alunos esquecidos, que infelizmente não passaram em nenhum vestibular, retornam ostentando uma bem sucedida carreira como atleta ou então como um artista reconhecido nacionalmente, e, mais uma vez, a escola orgulhosamente divulga que esteve presente na formação daquele profissional bem sucedido. Mas qual é a contribuição de uma escola tradicional na carreira de uma dançarina? Pode soar até mesmo um pouco oportunista, não é mesmo?

Educação formal e rígida

Essa situação ilustra exatamente a preocupação do ensino, não só no Brasil, mas no mundo todo. O papel da escola se resume em preparar o jovem para entrar no mercado de trabalho, com foco no ensino de línguas, matemática e ciências, deixando de lado a importância das artes. É um sistema que foi criado no século XIX, acompanhando as evoluções e o crescimento das grandes empresas, que requeriam cada vez mais profissionais com o mesmo perfil, e que continua engessado até hoje sob os mesmo princípios.

Podemos observar inúmeras empresas e startups apresentando inovações nas mais diversas áreas, unindo a tecnologia com ideias originais que agregam valor e facilitam nossas vidas. Seria de se esperar que os efeitos disso pudessem ser notados também na educação, afinal são milhões de jovens matriculados em escolas, que representam não só um grande mercado, mas também o nosso futuro. Porém, não é o que observamos na prática, já que as startups encontram resistência em implantar seus produtos e serviços nas escolas. Por que isso acontece? Acompanhe:

Obstáculos enfrentados pelas startups

O principal obstáculo enfrentado pelas startups é a falta de interesse das escolas em inovar. É um cenário equivalente a tentar vender um smartphone para o vovô, que não se acostumou nem com ao uso dos celulares tradicionais. Ele pode até entender que o smartphone apresenta várias novas funções, mas se ele ainda é capaz de realizar ligações com seu telefone convencional, por que mudar? Neste contexto, as instituições de educação buscam entregar o que se comprometem a fazer, que é um jovem que seja aprovado no vestibular e tenha capacidade de conseguir um emprego. Porém, talvez, este seja justamente o problema.

Para atingir este objetivo, as escolas acabam utilizando todo o seu orçamento sempre nos mesmo gastos (professores, demais funcionários e infraestrutura) e descartam a possibilidade de assumir outras despesas. Além disso, a divulgação para os profissionais de ensino acaba se tornando complicada, já que eles passam o dia longe dos canais de comunicação. Por isso, é preciso encontrar meios diferentes de tentar contato e de mostrar novas ideias, mas aí entra novamente a resistência à inovação.

A importância do professor

sala de aula 2Nos meus anos de escola, sempre que tínhamos contato com alguma proposta diferente de ensino, era por iniciativa exclusiva do próprio professor. Algumas vezes, até a instituição fazia resistência à proposta, fazendo com que o projeto tivesse que ser abandonado. Por outro lado, havia os professores que já lecionavam na escola, há 20 anos, e não faziam esforço algum para mudar e aprimorar seus métodos de ensino, bloqueando completamente a aprendizagem inovadora.

Dessa forma, é visível a importância da figura do educador dentro do ambiente de educação formal, já que é ele quem estabelece o contato direto com o aluno e é também responsável pela forma de transmissão dos conhecimentos. Se os professores estão acomodados, ensinando um conteúdo já pré estabelecido e reciclando, ano após ano, a mesma apresentação no powerpoint, as chances de aplicar qualquer produto ou serviço inovador se tornam ainda menores.

As soluções alternativas

Neste panorama, algumas startups começam a buscar presença no mercado sem entrar no ambiente formal de ensino, por meio de novos modelos de negócios. É um mercado muito menor do que os milhões de alunos nas escolas e os serviços pagos podem sofrer certa relutância. Porém, pode ser uma solução alternativa.Para implantar uma educação inovadora, não só as startups precisam buscar ideias e tecnologias novas, mas é preciso também que a visão tradicional de ensino das escolas mude, diminuindo a resistência imposta.

Você acha que no futuro isso acontecerá? Deixe seu comentário sobre o assunto!

Estratégias organizacionais e modelos de negócio

Captura de tela 2015-07-03 09.24.27Uma estratégia organizacional provém da vivência militar, cuja ideia define o planejamento, execução, monitoramento e avaliação de recursos disponíveis para o alcance de um fim pré-determinado. No âmbito empresarial, significa estabelecer objetivos, metas e destinar recursos (humanos, financeiros, tecnológicos, etc.) para a realização destes fins, para que se possa concretizar a missão da organização e gerar os lucros esperados.

Modelos de negócios e estratégia organizacional

Quando uma empresa define sua estratégia organizacional, ela está destinando a sua atividade comercial um valor único que, independente da concorrência, fará com o empreendimento se destaque no mercado pela forma com que aloca recursos e designa responsabilidades para a criação de sua vantagem competitiva. Pois bem, é neste momento que haverá a definição do modelo de negócios, quando se estabelece a forma de como criar, capturar e entregar valor para o seu segmento de cliente. Mas como criar todo este ambiente organizacional coerente e sinérgico para que os resultados sejam positivos?

Como adequar o modelo de negócios à estratégia organizacional

O primeiro passo para que se possa definir uma estratégia organizacional e assim criar um modelo de negócios que seja coerente com o cenário em que a empresa se encontra, é realizar toda a análise do ambiente interno e externo da empresa. E para isso, uma  das técnica bem utilizada é a Análise SWOT, onde as ameaças e oportunidades, assim como os pontos fortes e fracos, serão detectados a fim de que se obtenha um cenário próximo à realidade e que as decisões a serem tomadas sejam feitas com base em informações coerentes.

A partir da análise dos dados obtidos será possível detectar os concorrentes, atentar-se para possíveis dificuldades ou oportunidades econômicas, sociais e culturais, dentre outras tantas questões que permitirão a um empreendimento apresentar-se no mercado de maneira inovadora e única. É através da sinergia entre estratégia organizacional e modelo de negócios que será possível criar  experiências e destacar-se no mercado tão competitivo.

Safari de Estratégia e Oceano Azul

Captura de tela 2015-07-03 09.26.37Dentre algumas  estratégias organizacionais praticadas, algumas das mais conhecidas do cenário corporativo são “Safari de Estratégias” e a “Estratégia do Oceano Azul”. A primeira, criada por Mintzberg, Ahlstrand e Lampel, estudiosos das ciências administrativas, afirma que uma estratégia está diretamente ligada, e em constante interação, com os ambientes internos e externos de uma organização. Dentre suas definições estão a de que as ideias relativas ao Planejamento Estratégico podem ser divididas em dez escolas divididas em três grupos, cujas estratégias estão ligadas a seus modelos de negócios.  Já a segunda, desenvolvida pelo coreano Chan Kim e pela professora francesa Renée Mauborne, tem como visão o crescimento organizacional sustentável e lucrativo. De acordo com esta teoria, as estratégias deverão ser bem planejadas, inovadoras, executadas com maestria e, o mais importante, deve ser capaz de alcançar aquilo que os concorrentes não enxergam para aumentar a percepção de valor dos clientes. A partir do conhecimento do seu  concorrente, a organização deverá revisar suas estratégias e altera-las para que navegue em um oceano azul, isto é, com uma concorrência irrelevante.

Bem, agora que você já sabe um pouco mais sobre estratégias organizacionais e sobre a importância de alinha-las ao seu modelo de negócios, faça já uma análise crítica de seu ambiente corporativo e verifique se a conduta de sua empresa está em sinergia com ele. E se precisar de ajuda, conte conosco!

Nota: As imagens deste post são do livro “Ferramentas Visuais para Estrategistas”, disponível em Creative Commons neste link

Quando chega a hora de se reinventar

2012-08-11 15.49.38Crise de meia idade, chegando aos quarenta, cinquenta ou sessenta anos, fechando um ciclo de trabalho ou vai encarar a aposentadoria, não importa qual seja o seu problema, um dia será preciso parar, olhar o que foi feito e repensar os seus próximos 20 ou 30 anos.

A medicina tem evoluído, a forma de trabalhar alterou substancialmente nas últimas décadas. Somos pessoas ativas, hábeis e dispostas a continuar contribuindo para a sociedade. Passamos boa parte da vida trabalhando para garantir uma independência financeira, adquirir bens e realizar projetos.  Para quem teve a oportunidade de integrar o time de uma empresa, ter a sua contribuição previdência em dia e conseguiu amealhar uma poupança poderá depois de 35 a 40 anos de trabalhar, parar e desfrutar de novos momentos. Mas e quem não conseguiu isso? E quando mais precisa vê seus rendimentos serem reduzidos, seu tempo fica ocioso, não tem mais um grupo de pessoas para trocar ideias diariamente ou mesmo nunca soube como é ser o gestor do seu tempo? O que muitos não imaginam é que neste momento da vida, passarão a enfrentar problemas por não saber que caminho seguir.  Essa angústia também pode surgir no momento de uma demissão inesperada. Tais situações não são motivo para desespero, com calma e algum direcionamento é possível resolver os contratempos e descobrir novas possibilidades.

Fomos educados e moldados na forma do trabalho com base na revolução industrial onde era preciso um espaço físico, a rigidez de um horário e um salário recebido pelos serviços prestados. Para muitas pessoas não ter esse “endereço comercial” é perder parte da sua identidade. Por longo tempo somos reconhecidos como o “Fulano da empresa tal” ou o “Beltrano da empresa Y”. Quando perdemos essa identidade que nos acompanhou por vários anos, ficamos desnorteados e não sabemos como agir porque não fomos educados para isso.

Com a prática dos esportes, a evolução da medicina, as novas formas de se viver e de se conectar, é fato que viveremos muito mais tempo do que os nossos avós e bisavós. Não somos mais “velhinhos” quando atingimos 60 ou 70 anos. Temos inteligência emocional suficiente para seguir uma nova carreira ou um novo estilo de vida.

Nessa fase transitória, vale destacar os benefícios que teremos quando nos afastamos de um ambiente formal de trabalho, tais como:

  • Tempo para si mesmo
  • Maior espaço para atividades prazerosas e hobbies
  • Aumento no convívio com a família
  • Maior atenção e cuidados com a saúde
  • Oportunidade para realizar sonhos antigos e engavetados
  • Opção em empreender na sua área de especialidade
  • Atuar como mentor de jovens empreendedores
  • E por ai vai…

Abre-se uma gama de oportunidades que normalmente não se tem tempo para parar, avaliar e conhecer. Existe uma excelente oportunidade de continuar trabalhando através da reinserção no mercado de trabalho, ou abrir um negócio próprio ou até mesmo trabalhar como autônomo em áreas antes nunca imaginadas.  A consultoria especializada também é uma opção, com a vantagem que essas atividades serão remuneradas permitindo uma renda adicional ao seu orçamento pessoal.

Para quem não precisa de uma renda extra, existe a opção de atividades sociais que traga uma realização como: dança, viagens, artesanato, esportes, trabalhos sociais. Participar deste tipo de atividades amplia a rede de contatos e gera novas amizades, eliminando o sentido de vazio e da falta do que fazer.

BMYouSe você se identificou em algum dos itens colocados nesse artigo e gostaria de receber alguma ajuda, eu tenho atuado com orientação para reposicionamento de carreira e de vida. O programa de mentoria consiste em identificar seu perfil, ver suas habilidades e conhecer suas maiores aptidões. Depois identificamos quem você poderá ajudar e como implementar um novo negócio a partir dessas descobertas e de um propósito de valor. Temos realizado isso com muito sucesso. Desenhamos o modelo de negócio pessoal, na sequencia desenhamos como moldar um negócio e definimos as estratégias a seguir para ter as metas alcançadas. Caso seja do seu interesse, ficarei honrada com um contato pelo email falecom@mariaaugusta.com.br. Será uma grande alegria descobrir novas possibilidades e novas áreas de atuação para você e para seu futuro.

Teimosia, persistência ou perseverança

Michael Jordan“Errei mais de 9 mil cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo… e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso”.
Com exceção da última frase, o texto acima poderia ser percebido como uma observação feita por um jogador de basquete insatisfeito com os insucessos de sua carreira, entretanto o pensamento é atribuído a Michael Jordan, considerado um dos maiores jogadores da história do basquete mundial. Quanto ao pensamento de Jordan, não se trata de cultuar o fracasso, mas valorizar o aprendizado adquirido com as falhas.

Sucesso que ultrapassa fracassos

O próprio Jordan, por ser considerado baixo, ainda aluno do ensino médio não conseguiu ingressar no time de basquete colegial. Jordan treinou intensamente e depois de algum tempo não apenas ingressou na equipe, como se tornou um dos melhores jogadores colegiais dos Estados Unidos. Era apenas o início de uma carreira vitoriosa.
Albert Einstein teve sua admissão recusada na Escola Politécnica de Zurique. Steven Spielberg, igualmente, teve seu ingresso recusado na Universidade do Sul da Califórnia. Graham Bell, detentor da patente do telefone, ofereceu os direitos de produção do aparelho à Western Union, mas ouviu que sua invenção era um brinquedo elétrico. São apenas alguns casos entre tantos sucessos que ultrapassaram os fracassos.

Fracasso e sucesso

A linha que divide o sucesso do fracasso pode ser muito tênue ou impossível de ser traçada. A propósito, até mesmo a definição de fracasso e sucesso é algo relativo. A percepção de sucesso ou fracasso pode ser diferente de acordo com a ideologia de cada indivíduo.
Alguém que seja milionário, prestigiado socialmente, admirado, mas sorrateiramente desonesto, representa o sucesso? Denota sucesso o indivíduo com hábitos bastante frugais que prioriza outros valores acima dos valores financeiros?
Apenas postumamente Vincent Van Gogh teve sua obra valorizada financeiramente e reconhecida artística e culturalmente. Van Gogh lembra o fracasso, o sucesso, ou ambos?
Arthur Fry, inventor do Post-it, declarou acreditar que as pessoas mais bem sucedidas são as que acumulam a maior quantidade de fracassos. Para ele, paciência e perseverança são pontos determinantes na busca do objetivo.
Para Fábio Di Giacomo, fundador da UM%, fracasso é uma sensação de fraqueza e impotência relacionada com não se conseguir atingir um resultado projetado, ou seja, o resultado ficar abaixo do pessoalmente esperado. Fábio acredita que quando não se aprende com a experiência de um insucesso, e o insucesso provoca apenas o abatimento, se não houver reação, novos insucessos são iminentes.

A teimosia

A teimosia pode ser considerada a repetição sucessiva dos mesmos erros. É preciso sensatez para identificá-la. A reorganização, o recuo estratégico e uma avaliação das falhas e do desempenho são fatores que, geralmente, não estão associados com a teimosia.
Se o indivíduo tem uma única chave para abrir uma porta, caso a chave não a abra, não faz sentido continuar com as tentativas inúmeras vezes. Se o indivíduo tem muitas chaves, e diversas portas para abrir, a situação é bem diferente.

O persistente
Para Fábio Di Giacomo, o persistente insiste em uma mesma ação diversas vezes, sem se preocupar muito em aperfeiçoá-la ou descartá-la para utilizar uma estratégia diferente. Eventualmente, pode conseguir êxito ou permanecer na tentativa.

O perseverante

De acordo com Fábio Di Giacomo, enquanto não tem o êxito pretendido, o perseverante tenta por maneiras diferentes alcançar seu objetivo. A cada nova tentativa, o perseverante busca aprimorar sua empreitada com o aprendizado obtido nas tentativas anteriores não bem sucedidas.
Aprender com o insucesso passa por uma avaliação do que foi feito, saber se houve algo feito corretamente e o que poderia ser melhorado ou alterado.
Independentemente de o resultado alcançado ter sido acima ou abaixo do objetivo, é cabível levantar os pontos fortes do que foi feito, refletir sobre o que poderia ser feito diferente e o que se aprendeu no processo. Desse modo, em vez de padecer com o fracasso, o perseverante tem um sentimento de evolução.

Aprender com os erros alheios

Um conhecido ditado diz que um indivíduo inteligente aprende com os seus erros, já um indivíduo sábio aprende com os erros alheios. Portanto, muitas vezes é possível evitar os próprios erros, ao aprender com os erros cometidos por terceiros.
Existem publicações científicas especializadas em experimentos não bem sucedidos e teorias que foram descartadas. O erro de um cientista pode fazer com que outros evitem falhas similares. Esse conhecimento também pode auxiliar no desenvolvimento de projetos bem sucedidos, por exemplo, quando as ideias são empregadas com diferentes perspectivas, objetivos e métodos.

Erros bem sucedidos

Uma frase atribuída a Louis Pasteur diz que o acaso pode favorecer as mentes bem preparadas. A descoberta da penicilina por Alexander Fleming é um dos mais emblemáticos exemplos de erros exitosos. Fleming estudava a bactéria Staphylococcus aureus e formas de tratar feridas e infecções. Certa vez, quando retornou de um período de férias, Fleming notou que um dos recipientes com as colônias da bactéria ficou destampado e foi contaminado com o mofo do laboratório. Ao examinar o recipiente, foi percebido que o bolor tinha eliminado as bactérias. O bolor era formado por um fungo chamado Penicillium. Descobriu-se que este fungo produzia uma substância bactericida. Era o princípio da descoberta da penicilina.
O inventor Charles Goodyear trabalhou por cerca de dez anos na tentativa de manter a borracha elástica em temperaturas altas. Goodyear não teve sucesso, porém, certa vez acidentalmente deixou cair em um forno quente uma mistura de borracha natural e enxofre. Quando a mistura arrefeceu um pouco, apesar de quente a borracha ainda tinha boa elasticidade. Estava descoberta a borracha vulcanizada.
Experiência, sim, excesso de confiança, não
Convém destacar que a experiência adquirida com sucessos e/ou insucessos anteriores nem sempre é relevante diante de uma nova situação. Para cada nova situação é preciso identificar e analisar o cenário e as variáveis, antes de implementar a estratégia considerada ideal.
Cada indivíduo tem sua própria maneira de interpretar sucessos e falhas. Entretanto, são recomendações pertinentes não esmorecer com as falhas cometidas, e não ter soberba com o sucesso alcançado.

persevarançaA persistência e a perseverança estão presentes em seu plano de vida? Conte para a gente!

Por que grandes empresas devem estimular a inovação através do Corporate Venture?

2012-10-29 08.19.13
O mundo empresarial está cada vez mais competitivo. Todos os anos, o Brasil registra novas empresas que compõem o mercado e que lançam novos desafios ao cenário corporativo. Quem pensa que esses problemas afetam apenas micro e pequenas empresas está enganado. Grandes empresários também precisam manter-se constantemente atentos às mudanças para promover o crescimento do seu negócio.

Para se manterem competitivas, é comum que as empresas busquem novas estratégias que as diferenciem dos seus concorrentes. Mas quem trabalha constantemente na linha de frente sabe que achar inovações de sucesso não é uma tarefa fácil. Para enfrentar esses problemas, grandes empresas têm estimulado a inovação através do Corporate Venture.

O Corporate Venture, ou Corporate Venturing, é um novo modelo de empreendedorismo nas empresas. O conceito veio do venture capital, ou capital de risco, criado nos Estados Unidos por volta do ano de 1940. A ideia era estimular o investimento de capitalistas através da aquisição de porcentagens das empresas, como se fossem se tornar sócios. A diferença é que esses capitalistas são outras empresas, que responsabilizam-se pelo investimento. No Brasil, a estratégia chegou nos anos 90 e entre 2002 e 2012 foi ganhando destaque no mundo corporativo.

Por que utilizar a metodologia Corporate Venture?

Como as empresas fazem investimentos em outras companhias, o objetivo principal do Corporate Venture é estimular a inovação e contribuir para que novas ideias possam ser, além de gerada, nutridas e acompanhadas. Ou seja, a metodologia ajuda as empresas a desenvolverem novos projetos com mais tempo e menos concorrência.

Além disso, para a empresa que investiu, há um acesso às novas ideias que poderia não acontecer dentro da sua própria companhia. A troca de experiências pode ser muito vantajosa, e o retorno financeiro também pode se mostrar lucrativo ao final do projeto.

Se o Corporate Venture for aplicado dentro da própria empresa, como forma de estimular o intraempreendedorismo, o benefício está em estimular novas ideias na equipe interna, permitindo que os colaboradores sejam inovadores e possam se sentir valorizados.

Empresas que aplicam Corporate Venture

No Brasil, existem diversas companhias de grande porte que utilizam a metodologia do Corporate Venture para estimular a inovação. Essas empresas possuem divisões de novos negócios internos para manter o crescimento no mercado. São elas: Intel, Telefônica, Votorantim, Odebrecth, 3M, entre outras.

Com grandes marcas fazendo o uso do Corporate Venture, é cada vez mais certo que essa aplicação contribui e garante novas inovações para o mundo corporativo. Para as empresas que ainda estão no início, sugerimos estudar sobre o método e considerar a sua aplicação para estimular a inovação dentro da sua companhia.

Você faz o uso de alguma ferramenta para inovar na sua empresa? Compartilhe sua experiência, comentando conosco.

Corporate venture: como sua empresa pode se beneficiar disto?

2012-10-24 05.04.14
O conceito de corporate venture ou empreendedorismo corporativo não é novo, mas a modalidade de investimento têm ganhado cada vez mais adeptos, o que significa grandes oportunidades para empresas com um perfil inovador, que tem a capacidade de propor não somente novos produtos e serviços, mas novos negócios. O corporate venture consiste no investimento de fundos corporativos diretamente em empresas startups, que pode resultar (ou não) em participação, e que além de recursos financeiros, pode também disponibilizar mentoring gerencial e de modelos de negócios.

Para as startups, empresas nascentes, mas normalmente com um perfil altamente inovador, isso representa acesso a importantes recursos, sem entretanto engessá-la em uma estrutura muito mais formal e burocrática de uma grande organização. Na verdade, trata-se de uma relação mutuamente benéfica, pois a flexibilidade e agilidade das startups confere às grandes organizações uma capacidade de inovar e propor novos modelos de negócios que possivelmente não teriam condições de prosperar em seu ambiente já estabelecido.

Impulsionando a inovação

O modelo de corporate venture se diferencia do venture capital tradicional, onde existem fundos de investimento que lidam com os riscos de novos negócios, mas que estão buscando um retorno em um determinado prazo. Além de representar um investimento direto por parte da corporação, o objetivo é muito mais de fomento à inovação e o estabelecimento de novas frentes de negócios. É comum que as startups impulsionadas por corporate venture sejam posteriormente absorvidas ou venham a integrar um grupo econômico formado pelas organizações que nela investiram.

O que ocorre na prática é uma alavancada para oportunidades de negócios inovadoras. Ambos os lados ganham, de formas que extrapolam apenas o lado financeiro. Benefícios estratégicos podem ser derivados das alianças que orbitam o corporate venture, gerando receitas adicionais e redução de custos para ambos os lados, além de permitir negócios que, individualmente, talvez não se concretizassem.

Grandes nomes

O conceito de corporate venture já existe há muito tempo nos Estados Unidos e Europa, e começa a ganhar cada vez mais força no Brasil. Cabe destacar que não está restrito a uma área específica, pois não lida tanto com a inovação sob o ponto de vista de tecnologia, mas sob a ótica de novas frentes de negócios.

Internacionalmente, nomes como Intel, IBM, Google, Telefónica e 3M são nomes consolidados no corporate venture. No Brasil, a lista conta com nomes como Braskem, Cemig, Promon, Votorantim, Odebrecht e Grupo Bandeirantes.

Pode se dizer que o corporate venture tem tido grande apelo em setores de grande crescimento. O dinamismo e capacidade de inovar que novos entrantes têm demonstrado nesses setores têm o potencial de desafiar as grandes empresas já estabelecidas. Dessa forma, o corporate venture torna-se uma forma de equalizar interesses e transformar em uma relação de ganho mútuo uma que tenderia a ser de concorrência.

A arte de dar e receber feedback

2014-12-22 12.54.22

Dar e receber feedback pode ser algo prazeiroso e de grande importância para o crescimento individual e como pessoa. Mas são poucas as pessoas que sabem fazer isso com maestria. Até mesmo os gestores mais qualificados se esquivam em dar feedback crítico. Acredite: dizer para uma pessoa que ela fala demais ou que ela aparenta descaso com o que faz pode ser realmente útil. Mas há que saber como dizer isso. Ficam aqui três dicas para que seu feedback seja ao mesmo tempo crítico mas com empatia por aquele que recebe.
1. Peça permissão. Comece perguntando: “Posso te dar um feedback?” Isso dá à pessoa um momento para se preparar e nivelar a dinâmica do poder.
2. Não hesite. Seja direto e honesto. Não abafe as críticas em elogios desnecessários.
3. Torne o feedback um hábito. Faça-o com freqüência. Se você raramente dá um feedback, e repentinamente aponta qualquer comportamento que no seu ponto de vista não esteja em acordo, mesmo que construtivo, soará como algo negativo. Diga o que pensa – tanto positivo quanto negativo – para construir uma cultura aberta e honesta e habituar as pessoas a sua forma de presenteá-las. Exercite este hábito. Mas não esqueça que seres humanos são complexos e imprevisíveis.

Ultimo dia no Vale do Silicio

Nosso ultimo dia na California teve uma programação intensa. Iniciamos com uma visita técnica ao centro de pesquisas em inovação da Universidade de Stanford – Stanford Research Institute, que fica situado na cidade de Menlo Park. Fomos recebidos por Alex Beaves diretor executivo da SRI Ventures e o bônus da visita foi encontrarmos no corredor com o CEO da SRI, Curt Carlson que parou e ficou conversando com a delegação brasileira. No curriculum de Mr. Carlson nada mais nada menos do que compor o conselho de inovação de Barak Obama e do atual governo de Singapura. A SRI é uma organização não governamental que atua de forma independente desde 1970. No portfólio apresenta inovações como o SIRI para a Apple, pioneirismo em robótica inteligentes, pioneiros na internet com a criação dos domínios ponto com; ponto gov e ponto org. Entre tantas inovações tecnológicas, destaque para a consultoria de viabilidade para a implantação da Disney em 1950. Para quem se interessa pela tema, vale pesquisar o site da instituição e conhecer o que já foi feito assim como grandes tendências com destaque para o BOLT – Broad Operational Language Translations, um sistema de tradução simultânea móvel pelo reconhecimento de voz sem conexão com a internet.

O segundo ponto foi um tour por dentro da Universidade de Stanford que fica na cidade de Stanford. Localizado entre São Francisco e São Jose, no coração do Vale do Silício, esta Universidade é reconhecida como uma das principais instituições de ensino e pesquisa do mundo com 22 pesquisadores que receberam o prêmio Nobel. Fundada por Leland e Jane Stanford fundou a Universidade após perderem seu único filho que residia na Italia e partir de então investiram todos os recursos nesta instituição com o objetivo de promover o bem-estar público, exercendo uma influência em favor da humanidade e da civilização. Stanford abriu suas portas em 1891, e mais de um século depois, continua a ser dedicada a encontrar soluções para os grandes desafios do dia e preparar seus alunos para a liderança no complexo mundo de hoje. Sua arquitetura foi inspirada na região de Florença na Italia local onde o filho residia quando morreu.

Stanford é uma cidade mesmo, com todos os serviços públicos próprios como prefeitura, bombeiros, policiamento etc e visita-la é um passeio lindo. Tudo é muito bem cuidado, com jardins lindíssimos, gramado impecável e um clima que respira informação. Sem contar as inúmeras obras de arte espalhadas pela cidade como as de Augusto Rodin que tem suas esculturas em diferentes pontos. Destaque também para o Cantor Arts Center, um museu com acesso gratuito a qualquer visitante.

A etapa seguinte do nosso dia foi participar de um tour guiado pela d.School, a meca do design thinking. Impossível não se emocionar e concluir que é possível estudar e conhecer novas metodologias por meio de livros e internet e com o contato de bons parceiros. Revivi nossos workshops e captei todas as novas informações. Um sonho ver o local, com espaço para diferentes ferramentas para prototipagens, seções de ideação e muita criatividade. Salas com moveis mesmo. Tudo se move e muda de lugar. Nada é fixo, tudo pode mudar e o que vale é a experiência. Nada está errado, não há ganhadores e nem falhas, apenas o fazer.

 

 

Próxima parada foi na TESLA, uma fábrica de automóveis elétricos com design arrojado e que apresenta como proposta de valor, carros que não poluem o meio ambiente. Silenciosos e com alta performance, esta empresa tem aparecido na lista de carros mais vendidos na região da Califórnia. A produção ainda é muito pequena com apenas 20 mil carros por ano, eles estão prototipando o modelo de negócio e identificando como podem ajudar este segmento de clientes.

 

 

Fechamos o ciclo de visitas com uma visita especial a Google onde fomos recepcionados por Pierre Cintra, um brasileiro que trabalha na empresa há seis anos e que nos mostrou esse mundo fascinante do Google que é isso mesmo que se fala. Uma empresa que valoriza o ser humano e oferece todas as condições para um bom ambiente de trabalho, as pessoas se agrupam por projetos e não existem “chefias”. Nada de títulos ou credenciais em cartões de visita, o traje é despojado e a criatividade é super estimulada. As empresas inovadoras vêm mudando a sua estrutura de hierarquia. Qualquer pessoa pode contribuir e ser ouvido.

Encerramos esta experiência com vontade e determinação de aperfeiçoarmos o modelo e divulgar novas oportunidades para outros grupos a partir de 2014. Caso vocês tenha interesse em participar de uma missão como esta, envie um email ou deixe seu comentário que ficaremos felizes em lhe atender. Quero registrar meus agradecimentos às amigas Fernanda Bornhausen Sá e Ana Paula Bornhausen que tiveram a iniciativa de criar a Innovation Learning Trip. Tudo foi excelente.