Já abordei neste ambiente o planejamento de um encontro de familia. Algo que acontença com a anuência e concordância da maioria dos integrantes deste agrupamento humano. Porém o que não foi abordado, é o sistema político que também reina nesse universo.
Ao programar um encontro de familia, observe quem é a maior liderança. Verifique entre todos os parentes, quem é que manda. Não explicitamente, mas tacitamente. Quem é a “sombra” mandatária que poderá dar voz de comando e fazer com que o encontro aconteça.
Ao identificar essa pessoa, antes de qualquer ação ou contato, vá até a mesma, sutilmentemente e “venda” a idéia do encontro para ela. Mesmo que a figura não faça nada, ela tem que sentir-se como a dona da idéia. Faça com que ela se sinta prestigiada e que o aval dado por ela seja destacado entre todos.
Mas isso não é tudo. Após essa etapa resolvida, pergunte a tal autoridade, quem ela recomendaria para compor uma comissão organizadora. Se for o caso, peça ainda para que ela mesma faça o contato com pelo menos duas pessoas sugeridas. Somente após esses contatos é que a comissão organizadora deve iniciar os preparativos e passos decorrentes para que aconteça um bom evento.
Você pode até tentar. Você pode até imaginar que fará um encontro. Você pode até contratar profissionais. Mas somente se você for o grande patrocinador do evento que é as pessoas talvez apareçam. Se o que se pretende for um encontro onde cada um pague a sua parcela, que tenha uma contribuição efetiva e seja um espaço de compartilhamento não só das alegrias mas do ônus que um evento implica, a autorização formal dessa liderança deverá ser respeitada. Quem já passou por isso, irá concordar com o fato.

