Uma das etapas de maior importância, dentro do processo de modelagem de negócios inovadores, conforme descrito aqui é  a Implementação. Ela acontece depois da etapa de desenho do novo modelo. Esta etapa deve acontecer fora da empresa, onde os principais responsáveis, sejam eles fundadores de um novo empreendimento (as chamadas “start-ups”) ou responsáveis pelo construção de um novo negócio de uma organização existente, pois será com as pessoas, que são clientes em potencial do novo modelo, que serão obtidos as melhores críticas, se realmente aquilo que imaginou, “dentro de casa”, pode ser uma solução desejável, útil e utilizável, e por estarmos falando de negócios, se a demanda desse novo mercado ou novo modelo é grande o suficiente para justificar a continuidade do produto/solução dentro deste novo modelo.

Este conceito de Desenvolvimento com Cliente, surgiu nos Estados Unidos, mais precisamente em Palo Alto (também conhecido como Vale do Silício), através da constante observação realizada por Steven Gary Blank, professor de Stanford, U.C. Berkeley e Columbia University. Ele observou  e experimentou em diversas empresas que criou ao longo de sua carreira, que no ambiente das novas organizações, com maior força nos novos empreendimentos(“start-ups”), mas não somente ligados à eles, que o maior fracasso ocorrido não era em função da falta de produto, tecnologia e funcionalidade, mas sim de mercado, de ter pessoas que enxerguem nas soluções algo que resolva um problema real, que o cliente esteja disposto a pagar por isto e que a quantidade de pessoas, conforme mencionado anteriormente, represente um volume que sustente o negócio. Todos os conceitos e experiências do professor foram publicadas em dois livros, um chamado The Four Steps to the Ephipany e o outro, recém lançado Startup Owners Manual, ambos ainda não traduzidos para o português.

Portando a etapa de Implementar consiste, de forma resumida a validar todas suas hipóteses e estar disposto a  testá-las, com seus potenciais clientes e parceiros. Isto deve ocorrer antes de criar sua organização de fato, antes de contratar altos executivos ou realizar qualquer estratégia detalhada de plano de marketing. Sabe por que ? Pois sua chance de sucesso será bem maior, se tivermos transformado nossas hipóteses em fatos, fatos esses que comprovem que existem usuários apaixonados, que não podem viver sem seu produto, serviço ou organização. Portanto deve-se buscar este novo mercado promissor, adaptando seu novo modelo de negócio recém desenhado e realizando os ajustes necessários, sem crise, pois está no aprendizado os caminhos para  os novos rumos, lembre-se, a inovação é imprevisível pois não existe nenhuma ferramenta, nem estatísticamente falando, consegue prever o futuro, com 100% de certeza, o que podemos fazer é focar, não nos famosos planos de negócio (lá já sabemos executar) e sim no planejamento da validação de novos modelos (onde focamos em buscar), que provoquem mudanças significativas, que criem inovações disruptivas, ajustando-se de forma dinâmica. Por isso que a modelagem de negócios, através do uso do Canvas, conforme ilustrado aqui, tem sido tão utilizada, pois sua clareza de comunicação e simplicidade se adapta aos novos tempos com o qual estamos expostos.

Conforme mencionamos aqui, as inovações disruptivas, para o crescimento, acontecem em sua grande maioria, quando se consegue observar uma nova oportunidade e transformá-la em um negócio promissor. Mas lembre-se, este processo é contínuo e cíclico, não permita que sua organização passe a somente executar com clientes, produtos & parceiros conhecidos e sim tenha este espírito de constante de adaptação e mudança, para evoluir, sempre.

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